Momo e o Senhor do Tempo

Momo e o Senhor do Tempo Michael Ende




Resenhas - Momo e o Senhor do Tempo


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Marcos Carvalho 11/08/2010

Fábula Urbana atual
Momo é um clássico da literatura juvenil escrito por Michael Ende, mais conhecido pela “A História Sem Fim”. É uma fábula urbana, sobre uma menina chamada Momo, que mora nas ruínas de um anfiteatro abandonado na periferia de uma pequena vila. Momo é simples e muito pobre, mas sua vida é rica em amigos. Momo tem um dom: “Saber ouvir as pessoas”. Assim, as pessoas da vila a procuram, pois, nela encontram a paz e a solução de seus problemas, pois ela ouve tanto as pessoas que elas próprias se revelam as verdades e as soluções. As pessoas da vila a adotam e a cuidam em seu humilde lar. Porém, a vida na vila muda drasticamente, quando os homens cinzentos a visitam. Eles ludibriam as pessoas a economizarem tempo, porém na verdade, estão é roubando tempo. Somente Momo não pode ser ludibriada pelas armadilhas de economizar tempo, porque ela gosta de ser quem ela é e ama seus amigos. Eventualmente, todas as pessoas são enganadas pelos homens cinzentos e só Momo pode salvá-los.
O livro trata das dificuldades urbanas da vida, na ótica da simplicidade de uma criança. Uma metáfora que mostra o quanto as pessoas perdem tempo na dedicação extenuante ao trabalho, no ritmo acelerado para fazer as coisas o mais breve possível, ou viverem apenas para ganhar dinheiro, e esquecem de apreciar a vida ou valorizar os amigos, nem que seja por pouco tempo. Uma leitura muito agradável e que faz refletir.
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Filó 19/03/2021

O título me interessou demais, mas nunca imaginei que o livro abordaria um assunto tão complexo de uma forma tão simples. É daqueles livros que te faz pensar sobre o significado de tempo e a importância que você dá para sentir o prazer do presente.
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22/07/2021

Uma aventura estranha, e ainda assim única!
Já passaram por isso alguma vez? De encontrar um livro do nada, ele por alga razão te chamar a atenção. Você o lê sem qualquer expectativa, sem saher nada alem do título e da sinopse vaga, e experiencia tudo de forma completa. Depois, nunca mais se ouve falar dele. Isso foi quase tão mítico quanto a história do livro pra mim (risos!).

Deixe-me então, caro leitor, explicar o que é esse livro: um infanto-juvenil das eras clássicas, é o que me parece, sem ter visto mais nenhuma notícia sobre ele. Ele fala coisas de criança: brincadeira, imaginação, e inocência. Mas sua primícia principal é profunda e poderia muito bem ser de um livro mais adulto. No entanto, se encaixa muito bem no olhar de Momo, nossa protagonista infantil.
Aliás, esse livro nos deixa mistérios mesmo depois que acaba. Afinal de contas, quem é a Momo? Ela vem do nada, sem pais, sem casa, e ainda assim é a que apresenta uma sabedoria absurda que prende tanto seus colegas quanto os adultos que tem contato com ela. No início do livro ela é descrita quase de forma mítica, me deixou sérias duvidas se ela era ou não uma criança comum, ou algo além disso, como um ser mágico. No fim das contas o livro prossegue com a primícia de ela ser uma menina comum, mas muito especial. Eu gostaria que explicasse mais sobre isso, mas entendo que é algo que o livro deixa no ar meio de propósito (ao menos foi a minha impressão).
O Dono do tempo, os homens de terno, todos os personagens adultos no geral, sejam eles pessoas ou essas entidades questionáveis (ainda não sei se os homens de terno são de fato homens) tem uma construção muito boa, apesar de não tão profunda. Ninguém ali passa por construções profundas pessoais, mas o que é construído ao longo de todo o livro é a narrativa sobre a importância e a preciosidade do Tempo. É feito de uma forma tão complexa apesar de usado em termos simples, que eu me peguei perguntando se esse livro era de fato pra crianças.
Foi uma das leituras mais fora da caixinha que já fiz, e digo isso de a forma muito boa! Adoraria reler, depois de certos anos, e tentar desvendar os mistérios que ainda estão comigo. Mas, de forma geral e objetiva: é uma aventura e tanto! Lúdico e profundo, não escrito de forma complexa, mas trazendo um assunto que é mais do que algo superficial. É um livro para ficar encantado!
João 22/07/2021minha estante
Já inclui na lista de leituras. É ótimo quando uma leitura vai além das expectativas! Parabéns pela excelente resenha!




Bianca.Seminotti 24/03/2021

Uma bonita história sobre o tempo
O livro é muito bonito, uma história que emociona e nos faz refletir sobre o passar do tempo. Principalmente como usamos o nosso tempo. Uma leitura leve e que traz um sentimento bom de quem nem tudo está perdido. Aquele tipo de livro que, ao ser relido em diferentes épocas da vida, trará diferentes reflexões e impressões.
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Giselle 10/01/2012

Li, há algum tempo, o livro “Momo e o Senhor do Tempo”, escrito por Michael Ende – o mesmo criador de “A História sem Fim”.

História pra criança? Pode ser. Mas fundamentalmente, vejo como história para as pessoas grandes...

Penso que fomos acostumados a medir o tempo pelos ponteiros de um relógio, pelas páginas de uma agenda – geralmente cheínhas de compromissos -, pela rápida movimentação das folhas de um calendário. E esse tempo medido pelos instrumentos do lado de fora geralmente é tão previsível, tão abarrotado de obrigações, de quereres e fazeres, de pressa e corre-corre... que no fim das contas (sim, porque o tempo do lado de fora tem tudo a ver com contas!) não sobra tempo pra nada. É a desatenção com o outro Tempo – esse eu escrevo com T maiúsculo, porque é o Tempo de verdade – que escancara nossas muralhas, permitindo a invasão dos homens cinzentos.

Os homens cinzentos são monstrinhos que estão por toda parte. Se estão por toda parte, por que nós não os vemos? Ora, porque nunca temos tempo! Olhar de outra forma para as coisas, de modo a enxergar os homens cinzentos, toma tempo, sabia? Os homens cinzentos são seres malvados, que querem desviar nossa atenção do Tempo – o de verdade. E eles quase sempre conseguem! Cada vez que falamos algo parecido com “Não tenho tempo”, eles comemoram mais uma vitória e saem por aí desfilando seus troféus, que são – vejam só! – o tempo que não temos.

Onde se esconde, então, o tempo que nos falta?

O tempo que não enxergamos não se esconde. Ao contrário, ele grita, pula, faz alarde, sacode bandeirinhas coloridas, manda mil mensagens dentro das garrafas dos nossos pensamentos, envia sinal de fumaça pro nosso coração... E cadê que a gente enxerga alguma coisa? Estamos condicionados a não olhar para ele, porque pra isso precisamos desviar nosso olhar das coisas do mundo e voltá-lo para as coisas de nós mesmos. E isso significa fechar os olhos de fora e abrir os olhos de dentro – o que pode ser, no mínimo, assustador para quem não conhece o mundo que existe INSIDE.

No mundo de dentro tudo é de verdade. Principalmente o Tempo. Lá os ponteiros do relógio têm outro nome: pensamentos. As agendas cheias também foram batizadas de um jeito diferente e se chamam memória (afinal, é ela quem indica o que passou, como passou e qual a melhor maneira de planejar o que virá). Os calendários do lado de dentro têm um nome bastante usual, mas pouco experimentado pelas pessoas que não têm tempo: sentimentos. São esses os instrumentos que medem o Tempo de maneira eficiente e os quais deveríamos usar mais vezes. Existe ainda um fator importantíssimo a ser considerado: os homens cinzentos não têm como chegar até o mundo de dentro. Eles só conseguem influenciar o mundo de fora, o que nos distrai para o mundo de dentro – e é exatamente isso o que eles querem: que não abramos nossos olhos internos e que não descubramos a grandeza e a beleza do Tempo que vive lá.

A propósito, “coincidentemente” (coincidências devem vir sempre entre aspas...), eu estava lendo Rubem Alves esses dias e me deparei com a seguinte afirmação em uma crônica chamada “Poça de água suja”: “Ângelus Silésius, místico, disse que temos dois olhos: com um vemos as coisas que no tempo existem e desaparecem. Com o outro, as coisas divinas, eternas, que para sempre permanecem.” Isso vem ao encontro da minha suposição sobre os tempos; com um olho a gente enxerga o tempo e com o outro a gente enxerga o Tempo (das coisas divinas e eternas, que só podem morar do lado de dentro).

O Tempo verdadeiro se mede assim: que tamanho teve sua última felicidade? Que duração teve sua última gargalhada? Quantos mls seu reservatório de lágrimas marcou na sua última crise de choro? E quanto alívio seu coração sentiu depois?

São essas as perguntas que nos fazem usar os instrumentos que marcam o Tempo. Tempo vivido de verdade é assim. Não tem nada a ver com a agenda cheia, com as horas intermináveis de trabalho e com as horas curtas de sono. Tem a ver com as alegrias, com as tristezas, com as angústias, com a paz, com o arrependimento, com os amigos, com as risadas, com o amor, com o desprendimento, com o egoísmo, com as descobertas de nós mesmos; e mais que isso: com a transformação de nós mesmos.

Acho que quanto mais nos familiarizamos com o Tempo, mais nos aproximamos da Cassiopéia.

Cassiopéia era a tartaruga do Senhor do Tempo, que ajudava Momo em suas tarefas e que sempre sabia o que aconteceria nos próximos 30 minutos – daí o êxito nas atividades empreendidas. A casinha da nossa Cassiopéia se chama coração. Ela fica lá, entocada, tentando nos mostrar a direção certa para os nossos passos. Mas só conseguimos receber suas mensagens se estivermos verdadeiramente conectados com o Tempo (com o Tempo, e não com o tempo!). Algumas pessoas mudam o nome de suas Cassiopéias para Intuição ou algo assim. Não importa; o que importa é que as Cassiopéias só saem da toca-coração e interagem conosco quando entendemos o pleno funcionamento do nosso Tempo – do nosso Templo.

As Cassiopéias são tartaruguinhas divinas e muitíssimo especiais. Elas nos foram emprestadas pelo Senhor do Tempo, Aquele que, além da Cassiopéia, nos concedeu também o tempo, o Tempo e a vida inteira. Por isso temos o dever de cuidar bem da Cassiopéia - ela é nosso guia, nosso bichinho de estimação mais precioso. E, claro, para poder alimentar devidamente nossas tartaruguinhas, temos que conhecer bem o mundo dela – que, por tabela, é o nosso mundo interior. Só esse conhecimento poderá nos aproximar da Cassiopéia e nos fazer a entender os propósitos de seu dono, o Senhor do Tempo.

Cuidar bem do nosso Tempo, portanto, nos fará mais próximos do Senhor (do Tempo) e da Cassiopéia – que muito pode nos instruir nessa caminhada a que chamamos Vida. Pra isso é preciso prestar mais atenção no tempo, de forma que os homens cinzentos não possam dominar nossos relógios e calendários, fazendo-nos esquecer do que verdadeiramente importa. É preciso abrir nossos olhos internos para conhecer o nosso Tempo – aquele que se mede pela fita métrica dos sentimentos – e cativar a nossa Cassiopéia. É necessário silenciar o tempo e dar voz ao Tempo...

Só despertando esse novo olhar é que poderemos encontrar os caminhos secretos que nos conduzirão ao Conhecimento supremo das engrenagens do Tempo. E eu acho que só assim a vida acontece de verdade...
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Marília 05/07/2021

O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem...
Homens cinzentos aparecem para convencer os seres humanos a economizar tempo, mas quanto mais tempo as pessoas poupam, mais supérfluas se tornam suas vidas. Momo, uma jovem garota, descobre a verdade sobre esses seres misteriosos e os seus planos de contaminar a população, mas o que ela pode fazer contra essa ameaça?

Uma história super fofa e de rápida leitura que aborda sobre uma preocupação constante de nossas vidas: o tempo. Apesar de no começo eu ter ficado meio perdida sem entender, quando a segunda parte chega a narrativa engata e fica super interessante. Um livro de linguagem simples, que aborda temas relevantes, na qual mensagem perdurará na mente por muito tempo.
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Petra 20/02/2010

Em Momo e o Senhor do Tempo, a história da luta de uma menina para tomar de volta o tempo roubado das pessoas pelos homens cinzentos é incrivelmente bela. Os homens cinzentos se alimentam exatamente do tempo poupado por cada indivíduo. Por isso, precisam convencê-los de que não têm tempo a perder. Os seres humanos, ao crer que precisam economizar tempo, passam a cumprir suas tarefas de forma sempre ligeira. Deixam de se dedicar ao que lhes dá prazer, ao que lhes traz felicidade.

Assim, os homens cinzentos vão-se multiplicando. E os seres humanos, cada vez mais isolados em seus próprios mundinhos, sempre irritados, mau humorados, dedicando-se apenas às atvidades que garantem o sustento da família. Pior é que até Gigi caiu nessa. Logo Gigi! É apaixonante o livro. É apaixonante viajar nas frases singelas, mas cheias de expressão. Vale a pena demais conhecer Momo, Gigi, Beepo Varredor e a tartaruga.
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Gabi !neuro! 19/11/2010minha estante
Adorei! Vou ler..




Andreia Santana 16/10/2011

"Não deixem os homens cinzentos devorarem as flores das horas"
Momo é uma menina que vive nas ruas e sempre ajuda os moradores de uma vila pacata, onde o ritmo dos dias é tranquilo. Até que o progresso, na figura de um grupo de homens cinzentos, vestidos em ternos cinzentos e fumando charutos cinzentos, chega ao vilarejo e altera profundamente o estilo de vida dos seus moradores.

O tempo, que antes era elástico, parece não ser suficiente para tudo o que os moradores da vila acreditam precisar fazer para ganhar dinheiro e prosperar. O resultado é que todos ficam cada dia mais tristes e deprimidos, desbotados e cinzentos. E Momo precisa reensinar seus amigos valores como solidariedade e compreensão.

Este pequeno libelo de Michel Ende ao "tempo" é um dos meus livros de cabeceira. Tão envolvente quanto A História Sem Fim, outra pérola do autor, Momo e o senhor do tempo é entretenimento e é também filosofia pura e poesia (em prosa) da melhor qualidade. O livro prende da primeira à última página, não tem como não se encantar com a pequena Momo, vestida em suas roupas grandes demais, surgida como um anjo da guarda só que imbuída de uma humanidade possível apenas na literatura.

Impossível ler sem traçar paralelos com a vida atual, tão frenética e destituída de qualidade. Mitologia moderna, mas com um pé nos contos de fadas, o livro relembra um tempo em que o ritmo da vida era mais lento, mais doce e mais solidário. Ainda assim, não se trata daquela nostalgia amarga, antes é um recordar delicioso e envolvente, que nos traz a felicidade de saber o que era bom. Delicioso é o texto de Ende, que escorre macio, sem nem nos darmos conta...
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Kayo 05/02/2020

Momo e o Senhor do Tempo
Comprei o livro sem ter ideia do que seria, me chamou atenção seu título: Momo, pois é o nome de uma artista que gosto bastante, nem mesmo sabia que era um livro infantil, então li sem pretensão nenhuma, mas esse livro acabou me pegando e me surpreendendo, a história da órfã Momo é muito interessante, lendo o livro fiz várias comparações com a realidade e consegui imaginar a trajetória da garota e sua luta contra os ladrões do tempo perfeitamente pois o autor detalhou muito bem os personagens e cada uma parece ser tão único em características. Recomendo bastante a leitura, não importa a idade. Se um dia eu tiver filhos eu iria querer que eles lessem esse livro.
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Rita 03/02/2020

Atemporal e Incrível.
Momo e o Senhor do Tempo OU A extraordinária história dos ladrões do tempo e da criança que trouxe de volta às pessoas o tempo roubado.
Com esse subtítulo que é quase uma resenha kkkkkkk o livro traz a história de Momo uma menina que mora sozinha em um anfiteatro abandonado e apesar dos moradores da região não a conhecerem decidem ajudá-la e com o tempo desenvolvem uma grande amizade com ela.
Momo vai vivendo uma vida tranquila com seus amigos( foco no Beppo Varredor, meu segundo personagem favorito) até a chegada furtiva dos homens cinzentos que se aproveitam de momentos de fragilidade das pessoas para incutir a ideia de que o tempo está sendo desperdiçado e que é necessário poupá-lo.
Porém como diz no livro: "Tempo é vida. E a vida mora no coração". Dessa forma as pessoas na tentativa de economizar tempo acabam perdendo momentos importantes da vida, e se tornam cada vez mais estressadas e mal humoradas.
A história é interessante e traz muitas reflexões atuais em relação a pressa e as preocupações do dia-a-dia. O foco da narrativa não é falar necessariamente sobre o tempo, mas das consequências de uma vida sem ele, porém a conversa entre Momo e o Senhor do Tempo ( meu personagem favorito kkkkkk) sobre passado, presente e futuro é um dos pontos altos do livro, na minha opinião.
Super recomendo, é uma ótima leitura para todas as idades! ◉‿◉
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Kelly Mirai 20/10/2020

Vontade de ter uma ?
Gente, esse livro é um amorzinho. No começo não dá para entender direito onde quer chegar, mas a leitura é bem fácil e fluida. Além de que Momo é uma protagonista bem legalzinha.

Apesar de ser um livro talvez mais infanto juvenil eu gostei bastante. Fala sobre temas importantes da vida, principalmente sobre o tempo (meio óbvio).

Tem algumas coisas que ficam em aberto ou vc fica meio ??, Mas a gente só releva e segue em frente. É um livro que eu indicaria!
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Thyago 04/08/2017

Você vende seu tempo para os homens cinzentos?
“Existe um mistério muito grande que, no entanto, faz parte do dia-a-dia. Todos os seres humanos participam dele, embora muito poucos reflitam sobre ele. A maioria simplesmente o aceita, sem mais indagações. Esse mistério é o tempo. Existem calendários e relógios que o medem, mas significam pouco, ou mesmo nada, porque todos nós sabemos que uma hora às vezes parece uma eternidade e, outras vezes, passa como um relâmpago, dependendo do que acontece nessa hora. Tempo é vida. E a vida mora no coração.” (Trecho de Momo e o Senhor do tempo)

O livro narra a história de momo, uma garotinha órfã que mora nas ruínas de um antiquíssimo anfiteatro nas bordas da cidade. Momo tem muitos amigos que a visitam, brincam com ela e a ajudam como podem.

Entretanto um inimigo invisível se aproxima, e ninguém percebe. São os homens cinzentos, Os homens cinzentos eram poupadores de tempo, trabalhavam para a Caixa Econômica do Tempo, vestiam ternos cinzas, usavam maletas cinzas (para guardarem o tempo) e fumavam charutos, eram gélidos, por onde passavam tudo ficava frio. Tinham muita lábia e sabia conquistar mais clientes para pouparem tempo. Assim foram conquistando cada vez mais pessoas, e as pessoas só pensavam em economizar tempo para depositarem para o futuro, assim viveriam mais pois teriam o tempo economizado.

Porém para economizar este tempo elas teriam que trabalhar sem parar, e deixar de lado coisas importantes, (que para os homens cinzentos são perda de tempo) como ler um livro, visitar um amigo querido, cuidar do bichinho de estimação, brincar, etc. Além ter de trabalhar rápido, e fazer varias coisas ao mesmo tempo, afim de poupar tempo.

De repente muitas pessoas não possuem mais tempo para nada, pois começaram a economizar, a trabalhar com mais rapidez, sem parar um minuto para prestar atenção nas coisas importantes da vida. E isso fez suas almas adoecerem, ficarem irritadas, estressadas.

E assim foram deixando de visitar momo. Até mesmo suas amigas, as crianças, foram pegas pelos homens cinzentos. E Momo se viu de repente sozinha.

Foi então que Momo encontrou Cassiopéia, a tartaruga, e esta a levou momo até o Mestre hora que é o senhor do tempo, o ser que distribui todo o tempo das pessoas. Os homens cinzentos, que há muito tempo queriam encontrar a morada do mestre hora e roubar de uma vez por todas todo o tempo do mundo, seguiram a tartaruga e momo. Cercaram a grande casa do mestre hora que ficava no limiar do tempo no beco do nunca. E começaram o seu plano, que o forçaram a tomar uma decisão.

Acontece que a fumaça dos charutos dos homens cinzentos contaminava o tempo que fluía dali para o mundo. Mestre hora tomou uma decisão e com um brilhante plano, e com a ajuda de uma flor das horas, de momo e Cassiopeia, conseguiram destruir todo o contingente de homens cinzentos.

Restaurando assim o equilíbrio no mundo e devolvendo todo o tempo roubado das pessoas. Não é preciso dizer que todos ficaram muito felizes de repente. Havia tempo de sobra para brincar, fazer o que se ama, fazer as coisas importantes e ser feliz no presente.

Breve Análise, por Thyago Santos

Michael Ende criou neste livro uma fantasia que pode muito bem ser real na nossa sociedade. A todo momento durante a leitura lembramos de nós mesmos quando falamos que estamos sem tempo. Nos é lembrado também que não temos usado nosso tempo para coisas que nos fazem felizes, sabe? aquelas pequenas coisas, que tornam o dia melhor: Abraçar alguém, brincar com uma criança, visitar um(a) amigo(a), etc.

É um livro e é uma lição. Creio que não seja um livro totalmente para crianças. Mas seja uma fantasia extremamente necessária para adultos. Principalmente os que se encontram como os personagens que poupam tempo.

Nos faz indagar: será que vendi meu tempo para os homens cinzentos? Porque estou poupando e fazendo coisas desimportantes demais? E aí percebemos o motivo da infelicidade, por causa do tempo morto. É preciso viver!!

Michael Ende sabe como unir a realidade e a imaginação. Após o termino do livro ele criou um pós fácil que transcreverei para vocês abaixo onde ele (Michael ende) diz que ouviu esta historia de momo em uma cabine de trem, contada por um homem estranho que se parecia muito com o personagem “Meste-Hora”. RS O que faz essa fantasia ficar mais crível. O resto fica com nossa imaginação. Será que os homens cinzentos realmente existem ai pelo mundo? E ai? Como anda seu tempo?

Posfácio do Autor:

“Talvez alguns de meus leitores tenham muitas perguntas em seu coração. Mas temo que não poderei ajudá-los. Devo confessar que escrevi esta história unicamente de memória, tal como me foi contada. Não conheci Momo nem seus amigos pessoalmente. Nem sei o que lhes aconteceu depois e como estão hoje. Quanto à grande cidade (a qual Momo habitava), só posso fazer suposições.

A única coisa que posso acrescentar é o seguinte:
Eu estava fazendo uma longa viagem (aliás, ainda estou), quando certa noite compartilhei a cabine de um trem com um passageiro muito estranho. Estranho no sentido de que eu não conseguia avaliar sua idade. No inicio, achei que estava sentado diante de um velho. Logo vi, no entanto, que havia me enganado, pois meu companheiro de viagem pareceu-me, de repente, muito jovem. Também essa impressão revelou-se falsa.

Seja como for, ele me contou toda esta história durante a longa viagem. Quando terminou, nós dois ficamos em silêncio por alguns momentos. Então o passageiro enigmático acrescentou mais uma frase, que não posso deixar de transmitir aos leitores. ‘Contei-lhe essa história’, disse ele, ‘como se já tivesse acontecido. Mas também poderia ter contado como se fosse acontecer no futuro. Para mim, não há muita diferença.’ Ele deve ter descido na estação seguinte, pois depois de alguns momentos percebi que estava sozinho na cabine. Infelizmente, não mais o encontrei. Mas, se algum dia voltasse a encontrá-lo, gostaria de lhe fazer muitas perguntas.
Tainã Almeida 26/02/2018minha estante
Quando eu li , tinha uns 10 anos .Nao entendi muita coisa ,era criança . ainda quero reler.




Fernanda 21/01/2010

Um livro que mudou a minha vida.
Eu já conhecia Michael Ende pelo sensível "O Teatro de Sombras de Ofélia" e pelo universal "História sem Fim".

Em "Momo e o Senhor do Tempo" (que também já chegou ao Brasil com o título de "Manu, a menina que sabia ouvir"), o autor se supera, e produz um texto absolutamente tocante. Uma fábula infantil inteligente, delicada e profunda, escrita para adultos.

O tempo não está passando depressa demais, nós é que estamos fazendo uso errado dele.

Imperdível.
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