Macunaíma

Macunaíma Mário de Andrade




Resenhas - Macunaíma


78 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


vgmaysonnave 27/03/2017

O herói de nossa gente
O que dizer sobre essa obra do Mario de Andrade? Bem, talvez eu tenha criado nova grande expectativa sobre o livro - que não foi correspondida - mas que ainda assim me encantou. Mario de Andrade escreveu essa obra de um jeito bem peculiar não respeitando normas cultas e etc... mas acredito ser uma obra de fácil leitura e interpretação, muito ágil.
Tinha assistido o áudio visual antes de ler o livro mas gostei do fato disso não ter me auxiliado muito, afinal, é necessário reconstruir tudo na literatura desse livro porque as obras são muitos distintas (mas resalvo a interpretação do Grande Otelo no filme).
O livro basicamente aborda a vida de Macunaíma e suas aventuras nas andanças por esse Brasil afora.
Não sei se nasceram nessa obra, mas existe muitos ditados populares e frases "clássicas" do dialeto brasileiro nela.
No mais foi é uma obra que recomendo, até mesmo para ser lido para crianças pela linguagem limpa adotado por Mario de Andrade. Entretanto o livro "Contos novos" -primeira obra lida do autor- ter sido mais interessante pra mim.
comentários(0)comente



Fendrich 22/03/2017

Experimentalismo ou dá super certo ou dá tremendamente errado. Para mim, foi este último caso.
comentários(0)comente



Andre.Luiz 19/03/2017

Parei de ler na página 146, penso não estar preparado para ler essa obra.
Fendrich 22/03/2017minha estante
146? Mas então já estava quase acabando =).




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Bárbara 19/02/2017

Macunaíma é um livro complicado. A intenção de Mario de Andrade é fugir do perfeccionismo do Parnasianismo, por isso o narrador não obedece à norma culta e emprega, na verdade, um padrão oral, isso pode deixar muitas pessoas incomodadas porque não estão acostumadas a ler algo assim, mas essa desobediência e satirização da língua portuguesa também gera muitos momentos engraçados, por exemplo, a troca de "versículos da Bíblia" por "testículos da Bíblia" porque Macunaíma é um índio analfabeto. Outra característica também é que o autor menospreza qualquer influência estrangeira, então tudo que você lê em Macunaíma é totalmente brasileiro, lugares, personagens, costumes etc. Apesar de que o autor aborda o assunto da miscigenação no Brasil, causando mais momentos engraçados para Macunaíma. Tenho que confessar que ficava muito feliz quando reconhecia todos os lugares que Andrade citava, e percebi que é muito raro ver tanta admiração pelas terras do Brasil nos livros nacionais que eu leio (o que, infelizmente, não é muito. Preciso mudar disso!).
Se você já leu Iracema de José de Alencar, Macunaíma é ser um mamão com açúcar, mesmo assim esse livro é recheado de termos indígenas e você pode ficar facilmente distraído em alguns momentos por não estar gostando muito da leitura, e como as coisas acontecem muito rápido, você se perde. Macunaíma também contém surrealismo, uma hora ele está em São Paulo e do nada está em Pernambuco e depois Rio Grande do Sul etc, ele sempre dá essas "voltas" pelo Brasil. Se você não estuda/estudou literatura, sugiro que você dê uma lida sobre o movimento Modernismo antes de ler Macunaíma, você entenderá melhor o que o autor está querendo dizer.
Macunaíma no final das contas é um livro sobre um índio que de herói não tem nada, Mario de Andrade quis mostrar através do índio o homem moderno que é preguiçoso e egoísta, rondado por máquinas para fazer o trabalho por ele, mas também toma o seu tempinho para apreciar as belezas do Brasil e mostra que não precisamos procurar nossas jóias em outros países, quando elas estão bem aqui.
comentários(0)comente



wesley.moreiradeandrade 11/01/2017

Macunaíma me fez lembrar o traumático momento, no 2º ano do Ensino Médio, em que tive que ler Iracema de José de Alencar, clássico do Romantismo Brasileiro que me exijo a uma futura e nova leitura. As expressões e nomes indígenas, regionalismos e neologismos, a linguagem coloquial a sintaxe invertida podem afugentar aquele leitor inicial ou em formação nesta que é a obra mais conhecida de Mário de Andrade.
Como o próprio título do livro indica, o protagonista é um herói sem nenhum caráter, o que subverte as convenções literárias e também aperfeiçoa aquilo que Manuel Antonio de Almeida começou com o seu “Memórias de um sargento de Milícias” no século anterior. Mário traz novamente o anti-herói, o personagem pícaro, neste romance rapsódia. Macunaíma desde pequeno é acometido de uma preguiça interminável e vive de ludibriar os irmãos, brincar com as cunhãs, de querer levar e tirar vantagem em todas as situações em que por vezes se dá bem, por outras se dá muito mal. Convivendo com figuras folclóricas numa jornada épica rumo a São Paulo para recuperar a muiraquitã que ele ganhara de presente da Mãe do Mato, Ci, que agora está sob a posse de Venceslau Pietro Pietra, o gigante Paimã comedor de gente.
O urbano e o rural, o citadino e o indígena, o realismo e o lendário fundem-se numa narrativa pulsante, inconstante e que é um tour de force numa primeira leitura (quiçá na segunda vez a inventividade de Mário não soe tão difícil como agora o foi).
Mário de Andrade foi um grande pesquisador e contribuidor da cultura popular brasileira, este Macunaíma seria uma síntese em formato de ficção do grande arcabouço cultural que temos de herança, do resultado das misturas entre raças, desta miscigenação que é nossa principal característica e que foi fonte da pesquisa empreendida pelo autor modernista em suas viagens pelo país. Não somente é um retrato da nossa brasilidade mas do que liga nossa cultura a dos outros países da América.

site: http://wesleyescritosebesteiras.blogspot.com.br/2014/01/na-estante-11-macunaima-mario-de-andrade.html
comentários(0)comente



Vi 02/12/2016

Macunaíma
Palavras difíceis ou incomuns obviamente fazem parte da obra de Mário de Andrade, mas isso não desqualifica Macunaíma em nenhum quesito. Uma história peculiar que me fez rir e muito também me fez pensar sobre essa nossa sociedade. Com toda certeza é uma obra que todos deveriam ler, mesmo com algumas palavras estranhas
comentários(0)comente



Simone.Sardinha 16/10/2016

Carregado de regionalismo
Macunaíma foi lançado em 1928 e representou um dos mais importantes romances do modernismo brasileiro.
O livro valoriza a cultura nacional mostrando aspectos indígenas, lendas e mitos dos povos da região amazônica, sendo Macunaíma seu principal personagem.
Macunaíma é o estereótipo do malandro. Sem falar na preguiça que era sua principal característica. Em seu entorno, o autor segue descrevendo a vida dos índios amazônicos em uma atmosfera de ironia, sarcasmo, romance, história e muitas palavras regionalizadas.
Ao trazermos esse romance para os dias de hoje, torna-se um pouco cansativa a leitura, mas à luz da época em que foi escrito, realmente torna-se sensacional.
Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
Concordo. Comecei a ler logo depois de reler Dom Casmurro e fiquei super empolgada pelo antagonismo das obras. Achei incrível a ruptura que propõe, mas, de fato, se torna cansativo, embora seja inegável a importância histórica. Faltam ainda umas 20 páginas, confesso que tenho esperança de um final surpreendente.


Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
Concordo. Comecei a ler logo depois de reler Dom Casmurro e fiquei super empolgada pelo antagonismo das obras. Achei incrível a ruptura que propõe, mas, de fato, se torna cansativo, embora seja inegável a importância histórica. Faltam ainda umas 20 páginas, confesso que tenho esperança de um final surpreendente.


Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
Concordo. Comecei a ler logo depois de reler Dom Casmurro e fiquei super empolgada pelo antagonismo das obras. Achei incrível a ruptura que propõe, mas, de fato, se torna cansativo, embora seja inegável a importância histórica. Faltam ainda umas 20 páginas, confesso que tenho esperança de um final surpreendente.


Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
null




Cheisy 28/09/2016

Herói da nossa gente
A obra relata o nascimento, vida e morte da personagem homônima. Trata-se segundo o próprio autor de uma rapsódia, ou seja, uma compilação de temas heterogênicos que caracterizam o romance ícone da primeira fase do Modernismo brasileiro.
Macunaíma nasce caçula numa aldeia indígena num lugar chamado Pai da Tocandira, seus outros dois irmãos Maanape já velhinho e Jiguê na força de homem o acompanharão por toda a fantástica narrativa que revelará as presepadas de um anti-herói picaresco que personifica à imagem do brasileiro de todos os tempos regiões deste país.
A linguagem coloquial empregada pelo autor revela o propósito modernista de retratar a identidade nacional brasileira já buscada desde o período romancista em obras como Iracema e o Guaraní de José de Alencar. Aliás, o primitivismo é outra característica deste período literário que fomenta os valores da raça e a herança cultural de nosso povo.
Essa acentuada inspiração nacionalista também revela a perspectiva antropofágica dos modernistas em receber a informação cultural que vem de fora, degluti-la, e devolve-la como forma da mais pura representatividade estética nacional. Mário de Andrade o faz ao conceber uma personagem que longe das idealizações passadistas, de influência europeia, retrata as virtudes e as falhas de caráter de um herói símbolo da nossa idiossincrasia nacional.
A primeira impressão que se tem de Macunaíma é a de que o herói realmente não tem caráter, mas isso porque ele não vive os valores da civilização ocidental. A personagem no entanto em suas duas formas, tanto como negro índio ou homem branco, é uma tentativa de construção do povo brasileiro mostrando a miscigenação das raças que povoam o país.
Em Macunaíma o nacionalismo tem um caráter crítico e a figura do índio aparece causando uma reflexão sobre o que é ser brasileiro. E essa crítica à sociedade é deixada muito clara com a constante fala do personagem "Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são".
Em suma, Macunaíma é uma obra vanguardista quanto ao seu projeto de uma literatura autêntica e de desconstrução dos velhos hábitos literários de sua época, um registro singular de que a arte literária, assim como o próprio homem, se reinventa, possibilitando um novo e aguçado olhar sobre si mesmo.


site: http://arquivo-literario.blogspot.com.br/2016/09/macunaima-mario-de-andrade.html
comentários(0)comente



Diego.Braga 02/09/2016

Nonsense mas é bom
Gostei da estoria embora seja bem maluca
comentários(0)comente



Mayda Ribeiro 26/08/2016

Macunaíma
Muito bom.
comentários(0)comente



ThiagoFermorais 29/06/2016

Cansativo....
Apesar de sua relevância para a literatura brasileira e da linguagem diferenciada utilizada, não é um livro fácil ou muito agradável de se ler. Particularmente, gosto do Mário de Andrade e, deste livro, sugiro apenas e especialmente a leitura do capítulo Carta pras Icamiabas, que é de um primor linguístico inigualável além de tons finos de ironia que deixarão o leitor satisfeito. A edição que eu li também era recheada de prefácios que não foram publicados em outras edições e também uma carta dedicada a Carlos Drummond, que é interessante. E só ! Claro que o mito ou o arquétipo de Macunaíma é importante mas....se você tiver paciência...vá em frente !
comentários(0)comente



Natalie 09/05/2016

Apesar de Macunaíma ser considerada uma das obras mais importantes da literatura nacional, Mário de Andrade não conseguiu me convencer com o experimentalismo de linguagem utilizado. A única obra dele que conhecia até então era Amar, Verbo Intransitivo - livro que gostei bastante, e acho que um dos motivos de eu ter me decepcionado tanto com a leitura foi a comparação que não pude deixar de fazer entre eles. Nem parece que foi a mesma pessoa que escreveu os dois.

Há quem adore a história e ache o protagonista um grande representante do brasileiro.Não concordo com isso e também não fiquei envolvida com a brincadeira que o próprio autor nos prefácios se propõe a fazer, pois deu a impressão de desleixo.

Porém, pelo valor histórico e revolucionário da escrita é interessante conhecer Macunaíma, o herói sem nenhum caráter; mas para aqueles que, como eu, tem dificuldade com textos escritos com a linguagem oral, é enfadonho.
Leonardo 09/05/2016minha estante
Bom comentário! Tenho interesse em ler =) Li alguns textos dele sobre música e já achei super chato hehe




andredonadia 25/01/2016

Experimentalismo e Criatividade
Não sou um grande entendedor dos movimentos literários, no entanto considero esse livro um tanto experimental. Não posso negar a criatividade do autor, o excelente jogo que ele estabelece com as palavras, incluindo aí novos usos, novas origens para nossas expressões e costumes. Nesse sentido o livro é genial. Mas para mim, não funcionou. Houve momentos em que me senti perdido em ler um livro escrito em nosso idioma. Parece que Mário de Andrade esticou demais os limites e assim, com esse estilo a narrativa ficou um pouco confusa para mim.

Natalie 02/05/2016minha estante
Estou com a mesma sensação.




Marcos 04/01/2016

Ruim é elogio
Texto ruim, mal cuidado, um desleixo total sem qualquer compromisso com o leitor. Não deveria ser divulgado como "literatura brasileira". Há quem idolatre esses lixos, o que é compreensível em um país onde o errado é vencedor.
Jhony 19/01/2016minha estante
E comentários como o seu é a prova concreta que as pessoas falam de um assunto sem conhecê-lo. Estude literatura, depois venha desmerecer alguém.


Joao.Vitor 06/06/2016minha estante
Concordo cntg, n vejo nada dmais nessa obra, um livro extremamente chato e cada página é uma tortura, é mt mal escrito, realmente n dá pra entender como idolatram esse tipo de coisa.


Luana C. 15/01/2017minha estante
??????




78 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6