Macunaíma

Macunaíma Mário de Andrade




Resenhas - Macunaíma


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Mara.Sousa 14/06/2017

He he he
Como eu te amo Mário...
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Iarley Estrela 28/05/2017

Escrito por Mario de Andrade, Macunaíma foi lançado em 1928. De uma representatividade e importância histórica o livro é marco na ruptura da estrutura burguesa e conservadora da época, tornando-se um dos mais lembrados da fase modernista brasileira. Palavras consideradas difíceis ou incomuns fazem parte da obra mas isso não desqualifica Macunaíma em nenhum quesito. As expressões e nomes indígenas, regionalismos e neologismos, linguagem coloquial e sintaxe invertida podem afugentar o leitor inicial ou em formação nesta que é a obra mais conhecida do autor. É importante lembrar que o livro valoriza a cultura nacional mostrando aspectos indígenas, lendas e mitos dos povos da região amazônica. Macunaíma é o personagem principal. O herói sem nenhum caráter e estereotipo do malandro. Em seu entorno o autor segue descrevendo a vida dos índios amazônicos numa atmosfera de ironia e sarcasmo. Por fim compreendemos que Macunaíma é a personificação do jeitinho brasileiro e de como passamos pelas maiores dificuldades sem perder o bom humor. Suas aventuras atravessam o Brasil com reviravoltas intensas numa trama surrealista onde tudo pode ser realizado e construído.
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João Luiz 22/04/2017

Um grande clássico da literatura brasileira.
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Lançado em 1928, valoriza a cultura nacional. Particularmente não gostei muito. Não é uma leitura tão fácil e agradável. Porém, pela importância histórica e o modo revolucionário da escrita é obrigatório conhecer Macunaíma!
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vgmaysonnave 27/03/2017

O herói de nossa gente
O que dizer sobre essa obra do Mario de Andrade? Bem, talvez eu tenha criado nova grande expectativa sobre o livro - que não foi correspondida - mas que ainda assim me encantou. Mario de Andrade escreveu essa obra de um jeito bem peculiar não respeitando normas cultas e etc... mas acredito ser uma obra de fácil leitura e interpretação, muito ágil.
Tinha assistido o áudio visual antes de ler o livro mas gostei do fato disso não ter me auxiliado muito, afinal, é necessário reconstruir tudo na literatura desse livro porque as obras são muitos distintas (mas resalvo a interpretação do Grande Otelo no filme).
O livro basicamente aborda a vida de Macunaíma e suas aventuras nas andanças por esse Brasil afora.
Não sei se nasceram nessa obra, mas existe muitos ditados populares e frases "clássicas" do dialeto brasileiro nela.
No mais foi é uma obra que recomendo, até mesmo para ser lido para crianças pela linguagem limpa adotado por Mario de Andrade. Entretanto o livro "Contos novos" -primeira obra lida do autor- ter sido mais interessante pra mim.
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Fendrich 22/03/2017

Experimentalismo ou dá super certo ou dá tremendamente errado. Para mim, foi este último caso.
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Andre.Luiz 19/03/2017

Parei de ler na página 146, penso não estar preparado para ler essa obra.
Fendrich 22/03/2017minha estante
146? Mas então já estava quase acabando =).




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Bárbara 19/02/2017

Macunaíma é um livro complicado. A intenção de Mario de Andrade é fugir do perfeccionismo do Parnasianismo, por isso o narrador não obedece à norma culta e emprega, na verdade, um padrão oral, isso pode deixar muitas pessoas incomodadas porque não estão acostumadas a ler algo assim, mas essa desobediência e satirização da língua portuguesa também gera muitos momentos engraçados, por exemplo, a troca de "versículos da Bíblia" por "testículos da Bíblia" porque Macunaíma é um índio analfabeto. Outra característica também é que o autor menospreza qualquer influência estrangeira, então tudo que você lê em Macunaíma é totalmente brasileiro, lugares, personagens, costumes etc. Apesar de que o autor aborda o assunto da miscigenação no Brasil, causando mais momentos engraçados para Macunaíma. Tenho que confessar que ficava muito feliz quando reconhecia todos os lugares que Andrade citava, e percebi que é muito raro ver tanta admiração pelas terras do Brasil nos livros nacionais que eu leio (o que, infelizmente, não é muito. Preciso mudar disso!).
Se você já leu Iracema de José de Alencar, Macunaíma é ser um mamão com açúcar, mesmo assim esse livro é recheado de termos indígenas e você pode ficar facilmente distraído em alguns momentos por não estar gostando muito da leitura, e como as coisas acontecem muito rápido, você se perde. Macunaíma também contém surrealismo, uma hora ele está em São Paulo e do nada está em Pernambuco e depois Rio Grande do Sul etc, ele sempre dá essas "voltas" pelo Brasil. Se você não estuda/estudou literatura, sugiro que você dê uma lida sobre o movimento Modernismo antes de ler Macunaíma, você entenderá melhor o que o autor está querendo dizer.
Macunaíma no final das contas é um livro sobre um índio que de herói não tem nada, Mario de Andrade quis mostrar através do índio o homem moderno que é preguiçoso e egoísta, rondado por máquinas para fazer o trabalho por ele, mas também toma o seu tempinho para apreciar as belezas do Brasil e mostra que não precisamos procurar nossas jóias em outros países, quando elas estão bem aqui.
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wesley.moreiradeandrade 11/01/2017

Macunaíma me fez lembrar o traumático momento, no 2º ano do Ensino Médio, em que tive que ler Iracema de José de Alencar, clássico do Romantismo Brasileiro que me exijo a uma futura e nova leitura. As expressões e nomes indígenas, regionalismos e neologismos, a linguagem coloquial a sintaxe invertida podem afugentar aquele leitor inicial ou em formação nesta que é a obra mais conhecida de Mário de Andrade.
Como o próprio título do livro indica, o protagonista é um herói sem nenhum caráter, o que subverte as convenções literárias e também aperfeiçoa aquilo que Manuel Antonio de Almeida começou com o seu “Memórias de um sargento de Milícias” no século anterior. Mário traz novamente o anti-herói, o personagem pícaro, neste romance rapsódia. Macunaíma desde pequeno é acometido de uma preguiça interminável e vive de ludibriar os irmãos, brincar com as cunhãs, de querer levar e tirar vantagem em todas as situações em que por vezes se dá bem, por outras se dá muito mal. Convivendo com figuras folclóricas numa jornada épica rumo a São Paulo para recuperar a muiraquitã que ele ganhara de presente da Mãe do Mato, Ci, que agora está sob a posse de Venceslau Pietro Pietra, o gigante Paimã comedor de gente.
O urbano e o rural, o citadino e o indígena, o realismo e o lendário fundem-se numa narrativa pulsante, inconstante e que é um tour de force numa primeira leitura (quiçá na segunda vez a inventividade de Mário não soe tão difícil como agora o foi).
Mário de Andrade foi um grande pesquisador e contribuidor da cultura popular brasileira, este Macunaíma seria uma síntese em formato de ficção do grande arcabouço cultural que temos de herança, do resultado das misturas entre raças, desta miscigenação que é nossa principal característica e que foi fonte da pesquisa empreendida pelo autor modernista em suas viagens pelo país. Não somente é um retrato da nossa brasilidade mas do que liga nossa cultura a dos outros países da América.

site: http://wesleyescritosebesteiras.blogspot.com.br/2014/01/na-estante-11-macunaima-mario-de-andrade.html
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Vi 02/12/2016

Macunaíma
Palavras difíceis ou incomuns obviamente fazem parte da obra de Mário de Andrade, mas isso não desqualifica Macunaíma em nenhum quesito. Uma história peculiar que me fez rir e muito também me fez pensar sobre essa nossa sociedade. Com toda certeza é uma obra que todos deveriam ler, mesmo com algumas palavras estranhas
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Simone.Sardinha 16/10/2016

Carregado de regionalismo
Macunaíma foi lançado em 1928 e representou um dos mais importantes romances do modernismo brasileiro.
O livro valoriza a cultura nacional mostrando aspectos indígenas, lendas e mitos dos povos da região amazônica, sendo Macunaíma seu principal personagem.
Macunaíma é o estereótipo do malandro. Sem falar na preguiça que era sua principal característica. Em seu entorno, o autor segue descrevendo a vida dos índios amazônicos em uma atmosfera de ironia, sarcasmo, romance, história e muitas palavras regionalizadas.
Ao trazermos esse romance para os dias de hoje, torna-se um pouco cansativa a leitura, mas à luz da época em que foi escrito, realmente torna-se sensacional.
Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
Concordo. Comecei a ler logo depois de reler Dom Casmurro e fiquei super empolgada pelo antagonismo das obras. Achei incrível a ruptura que propõe, mas, de fato, se torna cansativo, embora seja inegável a importância histórica. Faltam ainda umas 20 páginas, confesso que tenho esperança de um final surpreendente.


Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
Concordo. Comecei a ler logo depois de reler Dom Casmurro e fiquei super empolgada pelo antagonismo das obras. Achei incrível a ruptura que propõe, mas, de fato, se torna cansativo, embora seja inegável a importância histórica. Faltam ainda umas 20 páginas, confesso que tenho esperança de um final surpreendente.


Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
Concordo. Comecei a ler logo depois de reler Dom Casmurro e fiquei super empolgada pelo antagonismo das obras. Achei incrível a ruptura que propõe, mas, de fato, se torna cansativo, embora seja inegável a importância histórica. Faltam ainda umas 20 páginas, confesso que tenho esperança de um final surpreendente.


Dani.Ponto 20/01/2017minha estante
null




Cheisy 28/09/2016

Herói da nossa gente
A obra relata o nascimento, vida e morte da personagem homônima. Trata-se segundo o próprio autor de uma rapsódia, ou seja, uma compilação de temas heterogênicos que caracterizam o romance ícone da primeira fase do Modernismo brasileiro.
Macunaíma nasce caçula numa aldeia indígena num lugar chamado Pai da Tocandira, seus outros dois irmãos Maanape já velhinho e Jiguê na força de homem o acompanharão por toda a fantástica narrativa que revelará as presepadas de um anti-herói picaresco que personifica à imagem do brasileiro de todos os tempos regiões deste país.
A linguagem coloquial empregada pelo autor revela o propósito modernista de retratar a identidade nacional brasileira já buscada desde o período romancista em obras como Iracema e o Guaraní de José de Alencar. Aliás, o primitivismo é outra característica deste período literário que fomenta os valores da raça e a herança cultural de nosso povo.
Essa acentuada inspiração nacionalista também revela a perspectiva antropofágica dos modernistas em receber a informação cultural que vem de fora, degluti-la, e devolve-la como forma da mais pura representatividade estética nacional. Mário de Andrade o faz ao conceber uma personagem que longe das idealizações passadistas, de influência europeia, retrata as virtudes e as falhas de caráter de um herói símbolo da nossa idiossincrasia nacional.
A primeira impressão que se tem de Macunaíma é a de que o herói realmente não tem caráter, mas isso porque ele não vive os valores da civilização ocidental. A personagem no entanto em suas duas formas, tanto como negro índio ou homem branco, é uma tentativa de construção do povo brasileiro mostrando a miscigenação das raças que povoam o país.
Em Macunaíma o nacionalismo tem um caráter crítico e a figura do índio aparece causando uma reflexão sobre o que é ser brasileiro. E essa crítica à sociedade é deixada muito clara com a constante fala do personagem "Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são".
Em suma, Macunaíma é uma obra vanguardista quanto ao seu projeto de uma literatura autêntica e de desconstrução dos velhos hábitos literários de sua época, um registro singular de que a arte literária, assim como o próprio homem, se reinventa, possibilitando um novo e aguçado olhar sobre si mesmo.


site: http://arquivo-literario.blogspot.com.br/2016/09/macunaima-mario-de-andrade.html
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Diego.Braga 02/09/2016

Nonsense mas é bom
Gostei da estoria embora seja bem maluca
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Mayda Ribeiro 26/08/2016

Macunaíma
Muito bom.
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ThiagoFermorais 29/06/2016

Cansativo....
Apesar de sua relevância para a literatura brasileira e da linguagem diferenciada utilizada, não é um livro fácil ou muito agradável de se ler. Particularmente, gosto do Mário de Andrade e, deste livro, sugiro apenas e especialmente a leitura do capítulo Carta pras Icamiabas, que é de um primor linguístico inigualável além de tons finos de ironia que deixarão o leitor satisfeito. A edição que eu li também era recheada de prefácios que não foram publicados em outras edições e também uma carta dedicada a Carlos Drummond, que é interessante. E só ! Claro que o mito ou o arquétipo de Macunaíma é importante mas....se você tiver paciência...vá em frente !
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