Macunaíma

Macunaíma Mário de Andrade




Resenhas - Macunaíma


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Kymhy 25/03/2018

Macunaíma - Mario de Andrade
Com um estilo fantástico e sem sentido, acompanhe as aventuras de um índio chamado Macunaíma enquanto tenta resgatar um amuleto mágico. Em meio à suas aventuras, muitas críticas à sociedade brasileira serão feitas. Cuidado com a tontura!

site: https://gatoletrado.com.br/site/resenha-macunaima-mario-de-andrade/
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Wagner 24/03/2018

BARRA DE SAIA...

(...) Neste mundo tem três barras que são a perdição dos homens: barra de rio, barra de ouro e barra de saia, não caia! (... )

In: ANDRADE, Mário de. Macunaima, São Paulo: Circulo do Livro,1977. - A velha Ceiuci - cap.11.
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Bruna.Patti 04/03/2018

Macunaíma
Resenha
Livro: Macunaíma
Autor: Mário de Andrade
Ano de lançamento: 1928

Macunaíma nasceu já mostrando sua principal característica: preguiça. Nascido às margens do mítico rio Uraricoera, na floresta amazônica. Era da tribo dos Tapanhumas. Se transforma em homem adulto quando toma banho de mandioca brava. Quando adulto, se apaixona por Ci, Mãe do Mato e tem um filho com ela, que morre ainda bebê.

A mãe do mato, cheia de tristeza após a perda do seu filho, sobe aos céus, se tornando uma estrela. A única lembrança que Macunaíma possui de sua amada é um amuleto, chamado de muiraquitã. O nosso herói sem caráter perde o amuleto e descobre que está em posse de Venceslau Pietro Pietra, o Piamã, gigante que come gente. Com a finalidade de recuperar seu amuleto perdido, Macunaíma parte com seus irmãos, Jiguê e Maanape para São Paulo.

Mário de Andrade foi um importante autor que participou do movimento modernista na literatura, sendo um dos destaques da Semana de Arte Moderna que ocorreu em 1922. Nessa obra, utiliza a oralidade , traços de expressão da língua falada, só que escrita. Mário debocha em vários passagens do livro da norma culta da língua.

Em um dos posfácios presentes no livro, o autor nos conta que escreveu esse livro durante um período de férias de 15 dias e que inicialmente, não tinha muitas pretensões acerca do sucesso dele. Essa obra se tornou um clássico da literatura brasileira, pois é uma metáfora importante sobre a formação do povo brasileiro, um povo que sofreu diversas influências de várias nacionalidades em sua formação. Macunaíma represente nossa gente, nosso povo e como ele foi massacrado pelo gigante Piamã, que representa simbolicamente o povo europeu. O enredo possui ainda metáforas para falar da igreja e dos países do oriente, o capitulo que fala da Vei Sol.

A obra traz explicações para a realidade baseadas em mitos. É explicada a origem do bicho do café, dos dias e noites, das formigas, entre outros. O autor traz uma característica do povo indígena, que explica a realidade baseada em fenômenos da natureza e mitologia, tão presente em nossa formação como brasileiros, que ignoramos. O autor mistura fantasia com realidade, numa ordem não cronológica, que no começo, me fez ficar um pouco perdida, pois não tenho muito costume com esse tipo de narrativa, mas que ao longo do romance, faz total sentido. Li a obra num ritmo lento, acredito que pelo fato já mencionado anteriormente de não estar tão habituada a este tipo de narrativa, rapsódia que mistura tempos e espações de maneira tão intrínseca e original.

Finalizando, uma obra necessária, divertida e reflexiva. Um clássico da nossa literatura, que recomendo fortemente a leitura.

LINK DO MEU BLOG ABAIXO:

site: http://abiologaqueamavalivros.blogspot.com.br/2018/03/macunaima.html
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Julio.Argibay 14/02/2018

O herói sem carater
Mário de Andrade faz uma caricatura do homem brasileiro: um ser sem senso étnico, misturado, sem caráter, sem noção, "esperto", erótico, ainda construindo sua identidade nacional. O autor desenvolve este mito, Macunaima, como uma figura tipicamente do folclore regional brasileiro e se utiliza das lendas e contos do interior do Brasil para reafirmar isto, o que o torna um personagem essencialmente brasileiro.
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J R Corrêa 07/02/2018

Macunaíma
A partir dos temas folclóricos e mitológicos, Mário de Andrade cria uma nova linguagem literária. Não apenas pelo tema, mas também com o uso de provérbios e tentando aproximar-se o máximo possível da língua oral. O autor chega a representar uma "gozação" de Macunaíma à forma culta de falar dizendo que o povo "fala numa língua e escreve noutra", na "Carta pras Icamiabas".
A obra tem um aspecto nacionalista, mas aponta também para os ?defeitos? do país. Consegue seguir a tendência literária mundial, mas imprime um tom nacional e originário. Com isso, ?Macunaíma? torna-se a melhor representação das propostas do Movimento da Antropofagia (1928), iniciado por Oswald de Andrade, que buscava equiparar a cultura brasileira às outras culturas de prestígio. O Movimento Antropofágico tinha como pretensão aproveitar as qualidades de outras culturas, mas transformá-las em algo verdadeiramente nacional, por isso a metáfora de ?comer? ou ?devorar? o que vem de fora.
A descentralização da cultura é um dos objetivos do Modernismo e pode ser percebida na obra de Andrade. O autor cumpre com tal corrente ao tratar do nacionalismo em torno do verde-amarelismo, buscando os motivos indígenas, folclóricos, nativos e americanos, contra a inspiração nos temas europeus. Macunaíma também apresenta a ?descentralização da cultura? na língua, ilustrando "o vocabulário regional de todos os pontos do Brasil" com suas frases feitas e provérbios de propriedade coletiva. Um dos principais valores do livro é exatamente essa mistura linguística.
Para escrever o livro, foi preciso que o autor pesquisasse sobre as lendas e mitos indígenas, pois está presente na obra a linguagem popular e oral de várias regiões do país. Por isso, Mario de Andrade o chama de rapsódia. E a partir desta descrição dos mitos presentes no imaginário popular, Mário também inventa, de maneira irônica, vários mitos da modernidade. O personagem ?Macunaíma? serve como alegoria para sintetizar o caráter brasileiro. Desta forma, podemos reconhecer na obra uma crítica e uma reflexão sobre o que seria o povo brasileiro: sem um caráter definido, vivendo em um país grande como o corpo de Macunaíma, mas imaturo, característica que é simbolizada pela cabeça pequena do herói.
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André 01/02/2018

3º Livro, 3º ano do Ensino Médio
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r.morel 01/01/2018

Resenha Telegráfica
Quem tem medo da Literatura Brasileira por descaminhos nas escolas primárias e secundárias deveria dar uma chance ao livro do modernista Mário de Andrade. As aventuras do índio Macunaíma, é visível a Jornada do Herói antes mesmo desse agora clichê existir, encaixariam perfeitamente em adaptações em novas mídias em novas formas de expressão como animações e, por que não?!, até em videogames e joguinhos de aplicativos. A dica -  não mais literária: empreendedora! - foi dada e dos futuros lucros 10% são meus.

“E estava lindíssimo na Sol da Lapa os três manos um loiro um vermelho outro negro, de pé bem erguidos e nus. Todos os seres do mato espiavam assombrados. O jacareúna o jacaretinga o jacaré-açu o jacaré-ururau de papo amarelo, todos esses jacarés botaram os olhos de rochedo pra fora d’água.”

site: popcultpulp.com
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spoiler visualizar
Anderson 30/12/2017minha estante
Despertou o meu interesse! Vamos a leitura!


Ana 30/12/2017minha estante
Espero que goste!




Leituras do Sam 20/11/2017

Aí! Que preguiça!
De fazer resenha desta obra já tão estudada e importante.
Vale muito a pena ler.
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Simone Torres 12/08/2017

Um livro de difícil leitura (para mim), pelo vocabulário e neologismos da época (1928) em que foi escrito.
A palavra "Macunaíma", segundo Haroldo de Campos, parece conter como parte essencial "Maku", que significa: Mau; e o sufixo "Ima", que significa: Grande. Macunaíma significaria, portanto, "O Grande Mau". Nosso herói sem caráter, como define o próprio Mário de Andrade, seria uma ambiguidade, com poderes de criação e transformação, mas também malicioso e pérfido.
O texto não segue uma ordem cronológica ou geográfica (espaço-tempo), já que o herói perfaz caminhos por todo o território brasileiro, bem como por diferentes situações que nos remetem a épocas distintas. O tempo, neste caso, é totalmente subvertido.
Geograficamente, Macunaíma vai de São Paulo ao Rio de Janeiro, de Mato Grosso ao Amazonas, de Pernambuco a Minas Gerais. Cronologicamente, dialoga com personagens do século XVI (João Ramalho); com os holandeses (século XVII); com Hércule Florence (século XIX); e com Delmiro Gouveia (século XIX).
Ao misturar culturas, regionalismos e tradições das diferentes partes do Brasil, Mário de Andrade revoluciona a literatura da época.
Macunaíma resulta de anos de pesquisa dos mitos e lendas indígenas, bem como do folclore nacional. É uma rapsódia (termo usado pelos gregos para definir obras que contém as tradições folclóricas de um povo), bem como a Ilíada e Odisseia (de Homero).
Não, não é fácil ler Macunaíma, diria que é desafiador. No entanto, essencial para o engrandecimento do vocabulário e do conhecimento de tantas riquezas nacionais.
#Recomendo
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Simone Torres 12/08/2017

Um livro de difícil leitura (para mim), pelo vocabulário e neologismos da época (1928) em que foi escrito.
A palavra "Macunaíma", segundo Haroldo de Campos, parece conter como parte essencial "Maku", que significa: Mau; e o sufixo "Ima", que significa: Grande. Macunaíma significaria, portanto, "O Grande Mau". Nosso herói sem caráter, como define o próprio Mário de Andrade, seria uma ambiguidade, com poderes de criação e transformação, mas também malicioso e pérfido.
O texto não segue uma ordem cronológica ou geográfica (espaço-tempo), já que o herói perfaz caminhos por todo o território brasileiro, bem como por diferentes situações que nos remetem a épocas distintas. O tempo, neste caso, é totalmente subvertido.
Geograficamente, Macunaíma vai de São Paulo ao Rio de Janeiro, de Mato Grosso ao Amazonas, de Pernambuco a Minas Gerais. Cronologicamente, dialoga com personagens do século XVI (João Ramalho); com os holandeses (século XVII); com Hércule Florence (século XIX); e com Delmiro Gouveia (século XIX).
Ao misturar culturas, regionalismos e tradições das diferentes partes do Brasil, Mário de Andrade revoluciona a literatura da época.
Macunaíma resulta de anos de pesquisa dos mitos e lendas indígenas, bem como do folclore nacional. É uma rapsódia (termo usado pelos gregos para definir obras que contém as tradições folclóricas de um povo), bem como a Ilíada e Odisseia (de Homero).
Não, não é fácil ler Macunaíma, diria que é desafiador. No entanto, essencial para o engrandecimento do vocabulário e do conhecimento de tantas riquezas nacionais.
#Recomendo
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Colégio Evolução 22/07/2017

Macunaíma nasce e já manifesta sua principal característica: a preguiça. O herói vive às margens do mítico rio Uraricoera com sua mãe e seus irmãos numa tribo amazônica.
Macunaíma encontra Ci, mãe do Mato, rainha das Icamiabas. Depois de dominá-la com a ajuda de seus irmãos faz dela sua mulher tornando-se assim imperador do Mato Virgem.
souza.heiras 21/10/2017minha estante
É uma preguiça paradoxal. Como dizer que tal personagem é moroso, ha de saber de suas vivissimas aventuras encrustrando nos mais variados ambientes nacionais e tempos ilógicos.




Mara.Sousa 14/06/2017

He he he
Como eu te amo Mário...
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Iarley Estrela 28/05/2017

Escrito por Mario de Andrade, Macunaíma foi lançado em 1928. De uma representatividade e importância histórica o livro é marco na ruptura da estrutura burguesa e conservadora da época, tornando-se um dos mais lembrados da fase modernista brasileira. Palavras consideradas difíceis ou incomuns fazem parte da obra mas isso não desqualifica Macunaíma em nenhum quesito. As expressões e nomes indígenas, regionalismos e neologismos, linguagem coloquial e sintaxe invertida podem afugentar o leitor inicial ou em formação nesta que é a obra mais conhecida do autor. É importante lembrar que o livro valoriza a cultura nacional mostrando aspectos indígenas, lendas e mitos dos povos da região amazônica. Macunaíma é o personagem principal. O herói sem nenhum caráter e estereotipo do malandro. Em seu entorno o autor segue descrevendo a vida dos índios amazônicos numa atmosfera de ironia e sarcasmo. Por fim compreendemos que Macunaíma é a personificação do jeitinho brasileiro e de como passamos pelas maiores dificuldades sem perder o bom humor. Suas aventuras atravessam o Brasil com reviravoltas intensas numa trama surrealista onde tudo pode ser realizado e construído.
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João Luiz 22/04/2017

Um grande clássico da literatura brasileira.
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Lançado em 1928, valoriza a cultura nacional. Particularmente não gostei muito. Não é uma leitura tão fácil e agradável. Porém, pela importância histórica e o modo revolucionário da escrita é obrigatório conhecer Macunaíma!
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