It: A Coisa

It: A Coisa Stephen King
Stephen King
Stephen King




Resenhas - A Coisa


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Rômullo 31/12/2010

Saindo do azul e mergulhando no negro
A Coisa está em todo o lugar: na violência, no sexo, na ganância, na loucura, no dinheiro... em nós

Penso que ler A Coisa é como escalar uma montanha. Ficamos desconfiados e até assustados com o tamanho da obra, mas no final vemos que tudo valeu a pena e faríamos de novo. É uma experiência única, um amadurecimento como leitor.

Não haveria maneira melhor de criar um cenário épico de terror do que confrontar sete crianças com uma força maligna poderosíssima, que se alimenta de medo e que para se tornar mais palpável aparece na forma de um palhaço. Acredite, depois de conhecer Pennywise, você terá outra visão sobre palhaços. Quem disse que eles são seres alegres e inofensivos?

A fantasia criada por King e as trocas intertemporais dos Perdedores crianças e os mesmos na fase adulta, voltando a Derry para um novo confronto com IT, é feita com tamanha perfeição que nos sentimos como o 8º perdedor. Realmente, não tem como não se identificar com Bill, Ben, Mike, Bev, Eddie, Richie e Stan.

O livro é considerado A Obra Prima do Medo (subtítulo da adaptação), contudo, é muito mais do que isso. A Coisa é um livro completo com temas variáveis, nele você encontra diversos debates, uma babel total de gêneros. Fica até difícil enumerar os fatos, pois são muitos, mas que juntos se concatenam formando uma imensa teia deveras compreensível, alucinante e bizarra.

Ao chegar no topo de toda essa montanha, após ver todo o amadurecimento dos personagens com atitudes fortes e próprias, percebemos a grandiosidade e ao mesmo tempo a simplicidade de um livro de mais de 800 páginas. Tudo não passa de uma obra sobre o dom da amizade, afinal os Perdedores não tinham outra arma contra Pennywise senão o forte e inexplicável laço que os unia.

Enfim, é até leviano e difícil expor toda uma análise complexa de personagens fascinantes e de toda a magia que cerca a cidadezinha de Derry. O livro é soberbo, comovente, cativante e tremendamente assustador. Uma dica é: leia o livro sem esperar terror, e sim uma fantasia. Assim, você vai submergir para um universo jamais visto no gênero.

E quando decidir chegar em Derry, Pennywise te espera no fundo de um bueiro para lhe oferecer um singelo balão de gás, afinal, lá embaixo todos nós flutuamos.
Constantinne 05/01/2011minha estante
Gostei da resenha..deu vontade de ler ;)


Lucas 29/04/2012minha estante
Ótima resenha. Estou louco pra ler esse livro.


Rômullo 29/04/2012minha estante
Não perca tempo. rs


Wilker Chaves 25/05/2012minha estante
Consegui comprar esse livro, numa espécie de milagre, mas posso esperar para começar ler. É um livro difícil de ser encontrado.


Wilker Chaves 31/05/2012minha estante
O meu livro chegou hoje, estou muito satisfeito, agora é ler!


Jeferson 08/09/2012minha estante
Amigo, impossível descrevê-lo melhor, excelente resenha!Quanto a obra, é simplesmente genial.


Kleber 30/09/2012minha estante
Infelizmente não li oromance, mas vi a versão feita para a tv e achei-a incirvel demais.


Daniel 22/11/2012minha estante
alguem tem ideia de onde consigo esse livro??? nem no site da editora eu acho


Priscila 19/09/2013minha estante
Haha....jamais lerei esse livro.
Palhaço é meu ponto fraco


Jonatan Sartor Mendes 28/01/2015minha estante
Muito boa a resenha. Já li este livro e o considero como um dos melhores. A narrativa de King tem sim a capacidade de nos fisgar e transportar para o enredo como o 8º Perdedor.

"O terror, que só terminaria dentro de mais vinte e oito anos - se é que terminou
- até onde sei ou posso contar, começou com um barco feito de uma folha de jornal,
flutuando por uma sarjeta inundada pela chuva." - A Coisa, Stephen King


Agatha Christie 11/11/2016minha estante
Terminei de ler esse livro ontem. Sua resenha ficou incrível. É muito difícil expressar os sentimentos com essa leitura. Simplesmente fantástico.


Thais 30/03/2017minha estante
O que você escreveu me deu muita vontade de pegar o livro, ler infinitamente e só parar na última página! *-* Principalmente essa parte: "Penso que ler A Coisa é como escalar uma montanha. Ficamos desconfiados e até assustados com o tamanho da obra, mas no final vemos que tudo valeu a pena e faríamos de novo. É uma experiência única, um amadurecimento como leitor."
Bela resenha!


Giovana 04/05/2017minha estante
Nossa, adorei sua resenha, vai me dar ânimo pra não desistir. Estou na página 216 e morrendo de chatice do jeito que ele escreve e das coisas que ele conta. Ele escreve muuuuuita coisa desnecessária, que conseguiria resumir em duas páginas. To no começo, e sinto que mais de 30% desse livro podia ter sido resumido sem perder o foco ou deixar pontas soltas. Ele se alonga demais em um mísero parágrafo pra falar de uma briga, ou de uma ligação, ou de um causo na cidade, conta coisas antigas super desinteressantes que aparentemente são dados fúteis. Escritor que não consegue ser objetivo me irrita demais, não to sabendo lidar kkkkkk. Espero que eu não abandone, mas tá difícil... História é muito legal, mas nossa, pra que ser tão detalhista assim, Stephen? Lendo sua resenha deu vontade de continuar, mas né... vamos ver.


Bene 07/08/2017minha estante
Adorei a resenha, tinha desistido de ler depois q uma infeliz de pura maldade me contou o final, mas, sua resenha me fez mudar, vou correr agora pra comprar rsrsrs.


Priscila.JAnger 12/08/2017minha estante
Amei,me senti dentro da história só lendo sua resenha,quero devorar esse livro,estou muito ansiosa para a estréia do remake do filme no cinema.


Mariana.Perini 22/09/2017minha estante
Estou lendo o livro, e a sua resenha ficou simplesmente incrível... Parabéns!


JuBalancin 16/02/2018minha estante
Rômullo, parabéns pela resenha, uma das melhores que já li. ;)


Evandrojr. 05/03/2018minha estante
Excelente resenha! Tenho 52 anos, conheço Stephen King desde os anos 80 e acredito ter assistido a todas as adaptações cinematográficas da sua monumental obra literária, inclusive o mais recente, It A Coisa, de 2017, baseado nesse estupendio de 1.100 páginas! Mas eu confesso que, finalmente tomei vergonha na cara e resolvi encarar a leitura do meu primeiro livro do mestre, e sim, a princípio desconfiado e assustado com o calhamaço, cheguei hj a página 430 completamente extasiado e mergulhado até o pescoço nessa verdadeira saga!


Aafantis 01/08/2018minha estante
Gostei muito da sua resenha!

De fato, a gente se sente parte do Clube dos Otários.


Kittsune 27/03/2019minha estante
Que resenha incrível! Estou lendo agora, mesmo 9 anos depois de você ter escrito rs. Incrível.




Craotchky 23/11/2015

🎈 A Coisa 🎈
"George esticou a mão.
O palhaço agarrou seu braço.
E George viu o rosto do palhaço mudar."


Começo lamentando que essa resenha tenha ficado tão técnica. Também não gostei dela.
Não se assuste com a grande quantidade de páginas deste volume. Uma prima minha, quando viu o livro, comentou: “Eu não tenho tempo”. Talvez ela esteja perdendo este mesmo tempo ao não ler este livro. Tudo bem que ela não seja uma grande leitora... A obra não é maçante; apesar da extensão, a narração possui ritmo constante, o que proporciona fluidez.

"Mas é de fé que os monstros vivem, não é?"

O livro, de certa maneira, é muito bem organizado, com uma introdução marcante, seguida de uma detalhada apresentação das principais personagens, inclusive Derry. Me parece que as primeiras 165 páginas constituem apenas um longo prólogo; uma espécie de iniciação, introdução. Além disso, Steve se utiliza de flashback's ao longo de toda a história.

As personagens são excepcionalmente bem-criadas e desenvolvidas, cada qual com suas características, seus maneirismos, sua personalidade e, sobretudo, cada uma com seu medo particular. Contudo, uma das melhores personagens é Derry. A cidade é cheia de particularidades e acontecimentos marcantes no seu passado. Como escreveu meu amigo Augusto de Sousa em sua resenha de It: "Os cenários de King são... vivos." Sem titubear, Derry é essencial para a ambientação e desenvolvimento da trama.

"O quanto de nós ficou aqui? O quanto de nós nunca saiu dos canos e esgotos onde a Coisa vivia...e onde a Coisa se alimentava? Foi por isso que esquecemos? Porque parte de cada um de nós nunca teve futuro, nunca cresceu, nunca saiu de Derry? É por isso?"

O final, para variar, não fica à altura do resto. As últimas 150 páginas são alucinantes, frenéticas. Porém, achei que a parte que remete a Coisa, ao monstro, bem ruim. Um ser tão temido, tão apavorante, ser combatido daquela forma tão banal. Todavia, o lado humano é estupendo, como Steve sempre é no que se refere a isso. Mas o que a menina Beverly faz para unir todos no fim? O que foi aquilo? Não consegui achar justificativas para aquela cena...

Considero a parte 6 do epílogo, na página 1099, uma das mais belas páginas que já li. Fecha tão bem o livro, completa o ciclo, finaliza tão bem a história... Fiquei com a sensação de que essa parte, bem como a parte 8, logo a frente, viessem do próprio Stephen king.

(Steve nasceu em 1947, portanto, em 1958 ele tinha 11 anos, mesma idade da maioria dos personagens no livro)

CURIOSIDADES: Vale notar algumas referências claras a outros livros dele. Na página 252 é mencionada a prisão estadual de Shawshank.... Logo no início da página 924 podemos ler a descrição de um Plymouth Fury 1958 vermelho e branco! Eu o conheço também como Christine... Um pouco mais adiante, na página 928, nos deparamos com o número do quarto do hotel em que Richie Tozier está hospedado: 217. Ora, se não é a mesma numeração do obscuro quarto no famoso hotel Overlook! A Roda e a Tartaruga da Torre também são citadas várias vezes e no fim, têm papel importante.

"O círculo se fecha, a roda gira e isso é tudo que há."

O livro, como não poderia deixar de ser, é extremamente minucioso e bem escrito.Claro que, como a maioria dos trabalhos de Steve, tem também aqueles momentos prolixos. Apesar dos vários elogios que fiz, acho demasiado exagero ser chamado de A obra prima do medo; nem mesmo achei o melhor dele, mas um dos melhores. Porém, EM TERMOS DE TERROR, colocaria O cemitério, O iluminado e até (sinta-se livre para me acusar de insanidade) Carrie na frente. Ah, pode apostar seu coro nisso.

Eu jurei, eu esqueci, eu voltei, eu lembrei, eu corri, e eu também venci o diabo.

"Todo o resto é escuridão."

🤡
Maicon 23/11/2015minha estante
Ótima resenha!


Nadjini 25/11/2015minha estante
Precisei vir aqui ler sua opnião hahahahahah
Aquela cena me deixou mais chocada que o livro todo e nunca vi ninguém falando muito dela. Feliz por não ser a única que achou desnecessária.


Juliana 07/12/2015minha estante
Achei muito boa sua resenha.
Também fiquei meio incomodada com aquela cena da Bev... quer dizer, não sei se incomodada é bem o termo, a verdade é que eu não entendi bem o propósito daquilo. Entendo que eles precisassem de algo que criasse uma laço forte entre eles, mas ainda assim... não sei, achei que poderia ter acontecido de outra forma.


Craotchky 08/12/2015minha estante
Sim, exatamente. Também não consegui entender o objetivo. A meu ver, com 11 e 12 anos, e principalmente na década de 50, eles devem ser considerados crianças. Sendo assim, nem deveria ter passado pela mente deles algo do gênero. E a forma que aconteceu, num momento nem um pouco adequado, e ainda de um jeito nada natural....


Juliana 08/12/2015minha estante
Sim Felipe, não aconteceu de forma natural, e eu ainda não tinha pensando pelo lado que era na década de 50, então parece que fica mais fora de contexto ainda... Enfim, pra mim esse foi o único "problema" do livro, do resto não tenho do que reclamar, gostei do começo ao fim.


Caroline.Demantova 14/06/2016minha estante
Amei este livro! Li há muito tempo, portanto, há alguns fatos que não me recordo, mas o que me chamou a atenção foi que a explicação dada para o que era "a coisa" foi decepcionante. Mas de resto o livro é muito bom, vale a pena ler, estou pensando em reler, mas também considero que possui passagens muito descritivas, que às vezes cansam.


Craotchky 15/06/2016minha estante
Sim Caroline, "A Coisa" em si foi meio decepcionante, mas não o suficiente para apagar o brilhantismo do resto da obra.


Mandark 04/08/2016minha estante
Excelente resenha... Me reacendeu a vontade de voltar a leitura desse livro, agora na edição nova... Eu comecei numa antiga, mas tive que devolver o livro... e Nunca mais recomecei... Vou começar de novo.


Craotchky 05/08/2016minha estante
Obrigado André! Eu, particularmente, não gosto dessa resenha, prefiro as da Torre, por exemplo. No entanto, fico feliz que ela tenha lhe motivado a recomeçar o livro; vai em frente, vale a pena, é uma experiência e tanto, quem sabe você não se organiza para ler no mês do horror que se aproxima! Eu me programei e vou dedicar outubro ao livro Dança da morte!


Mandark 05/08/2016minha estante
Excelente sugestão!! Vou fazer isso mesmo!! Dedicar o mês de outubro pra essa resenha. Quando estiver mais avançado na leitura da torre (li só até o terceiro) eu venho ler suas resenhas novamente com calma pra comparar minhas impressões.


Pedro.Luna 21/09/2016minha estante
Olá, quanto a chocante cena da Bev, eu sempre entendi que a intenção dela era de transformar todos eles, crianças, em adultos. O fim do livro não me agradou completamente, mas sou graduado em SK e isso é muito comum em seus livros, então relaxei. kkk. Abraço.


Pedro.Luna 21/09/2016minha estante
Transformar crianças em adultos no sentido de tirar deles certa inocência. Cena bizarra, mas bem simbólica.


Craotchky 21/09/2016minha estante
Olá Pedro. Sua interpretação da cena é muito boa e significativa para o que estava por vir nas páginas subsequentes. Espero que esta tenha sido mesmo a intenção. E já tenho muita experiência com o autor e sei que os finais costumam ficar abaixo do restante. Aliás hoje é aniversário dele, 69 anos. Abraço.


Luciano 08/11/2016minha estante
Uau uau uau ! Cara você despertou em mim o desejo de escrever resenhas melhores, sim pois as que escrevi até hoje são medíocres , lerei mais sobre o assunto e em breve voltarei aqui para agradece lo ! Abraços.


Craotchky 08/11/2016minha estante
Ah é? Pois é, esta resenha é a que mais repercussão deu mas eu até hoje não gosto muito, acho que ficou por demais técnica. Prefiro as que ficam mais pessoais. De qualquer forma obrigado pela mensagem, é ótimo ver que há quem goste, abraço.


Agatha Christie 11/11/2016minha estante
Terminei a leitura desse livro ontem e ainda estou um pouco entorpecido. kkk A cena da Bev no final gerou debate aqui. Ainda bem, pois eu fiquei muito chocado com a cena e acreditando ser completamente desnecessária. Depois de ler o comentário acima sobre ela "transformar eles em adulto, tirando o resto de inocência", consigo entender melhor. também espero que tenha sido o objetivo ali. rs Sua resenho ficou ótima e a explicação de como a Coisa surgiu gera um certo desapontamento, mas ainda assim, a última forma física dela me deixou de cabelo em pé. O final me pareceu tão triste e ao mesmo tempo "um mal necessário". Esse livro foi uma experiência incrível na minha vida de leitor.


Craotchky 11/11/2016minha estante
Realmente esqueci de mencionar que, além do livro amadurecer, o leitor amadurece durante a leitura. Ler It é uma grande experiência; ao final me senti um leitor mais completo.


Phelipe Guilherme Maciel 06/03/2017minha estante
Excelente resenha, gosto de ver resenhas assim: cheias de curiosidades, com várias frases do livro embasando o pensamento, e concordo com tudo o que foi escrito. Eu dei 4,5 estrelas. Custei a acreditar que li as páginas de Beverly que são injustificáveis. Não apenas isso, também não achei criativo a forma que foi dada à coisa e a batalha em si que acabou por vencê-la. Esperava maior afinco dos laços de amizade na batalha de 1958, esperava maior entrega das 7 crianças, esperava que cada uma delas tivesse que enfrentar a Coisa novamente com seus medos, embaralhando a mente da Coisa, pensei que ele usaria o fato da coisa assumir seus medos para confundi-la, algo mais criativo, não sei. A batalha de 1985 tomou um pouco do rumo que eu achei que tomaria, com sacrifício humano, uma vez que a inocência da infância já não existiria mais, o que aconteceu com Stan logo nas primeiras páginas e com Eddie já no final, esperava ver um pouco mais disso na batalha de 1985. Fiquei tentado a dar 5 stars, mas agora que descobri essa função de meia estrela, vou tentar diminuir bastante os livros 5 stars na minha biblioteca e resolvi deixar esse por enquanto como 4,5. Os interlúdios de Mike são sensacionais, e os últimos deixam um sabor amargo na boca. Quase uma reflexão existencialista, enquanto Mike escreve sobre nossa mundanidade, a eminência da velhice e da morte... o esquecimento.... É um belíssimo livro. O deixo abaixo apenas de "O Cemitério", considerando o que Stephen realmente fez do gênero Terror.


joyce.p.pilgrim 25/09/2017minha estante
Gostei da sua resenha e concordo com o que você e o pessoal aqui disse... To chocada com aquela cena da Bev até agora, ainda bem que esqueceram aquilo na adaptação cinematográfica de 2017, que por sinal na minha opinião, é bem fiel ao livro a química entre os atores, a construção da história, como enxugaram a história dessa bíblia de terror em quase duas horas de filme mantendo a essência dos personagens... Eu adoraria continuar comentando o filme mas aqui vou ficar apenas no livro.
Pontos positivos:
1 Personagens- são brilhantes e cativantes, tão identificáveis que tornam a leitura estimulante e fazem você se sentir como parte dos Loser's Club.
2 A escrita do King e incrível, ele consegue te envolver com a narrativa e faz você se sentir parte da história de Derry, fiquei cada vez mais intrigada com essa cidadezinha pacata a cada interlúdio.
E falando nela nunca li sobre nada parecido com Derry, tão assustadora e misteriosa e tão terrível... Nesse ponto a habilidade descritiva de King muito bem executada.
3 O livro tem uma bela mensagem sobre amizade, esperança, fé, entre outros conceito mais profundos e sutis que são apresentados de forma diferente, dependendo da interpretação daquele que lê.
Pontos negativos: Nem preciso falar da cena da Bev e dos meninos...
1 Descrição por vezes exagerada dos acontecimentos aterrorizantes e "corriqueiros" do passado de Derry... muitas vezes tornaram a leitura cansativa para mim e é um pouco desinteressante, porque não pareciam se encaixar tão bem com restante da história ( no que dizia respeito aos perdedores e aos personagens secundários). Apenas acho que o King conseguiria manter tudo o que a de bom na obra de nao se empolgasse tanto com a descrição excessiva de algumas acontecimentos... Só considero um ponto negativo porque interditou na velocidade da leitura e interesse pela leitura.
2- O final da parte das crianças com o ritual de Chüd também poderia ter sido melhor, com uma participação mais ativa de todas as crianças lutando contra a "Coisa" que no final foi um pouco decepcionante mesmo, como disseram aqui nos comentários tbm... Eu esperava uma descrição que gelasse meu sangue e me deixasse de queixo caído e ao mesmo tempo o tipo de coisa que crianças unidas com fé em si mesmas e enfrentando seus medos mais profundos pudessem derrotar.
De modo geral amei o livro e certamente lerei outras Obras do King, essa é com certeza apenas a primeira, de muitas que lerei num futuro próximo.


Craotchky 27/09/2017minha estante
Querida Joyce,
Também gostei bastante da nova adaptação e até mesmo o próprio King gostou! Fizeram um bom trabalho. Quanto aos seus apontamentos: concordo com todos os pontos positivos que você indicou e só discordo de um dos negativos, os interlúdios, as partes dedicadas exclusivamente ao desenvolvimento da cidade de Derry. Acho que eles (os interlúdios) enriquecem a história. Derry aparece em vários livros do autor. Daqui uns cinco dias vou começar o livro Insônia e, pelo que li na sinopse, ele se passa também em Derry. Coragem sua começar com It. Boa sorte com suas próximas leituras dele.


Aafantis 05/08/2018minha estante
Obrigada por compartilhar as curiosidades, não havia me atentado a elas no momento em que li. Abraços!


Craotchky 06/08/2018minha estante
Olá Pat, eu que agradeço sua gratidão. Esses detalhes são bem bacanas quanto as leituras do autor faz referências às suas outras obras em muitos livros. Vários personagens aparecem em mais de um livro. Pena é que quando estamos começando nele não é possível perceber essas referências. Só fico imaginando o quanto devo ter perdido nas primeiras leituras quanto ainda pouco conhecia do universo King...


Valeria 19/09/2018minha estante
Concordo plenamente com você! Um ser tão malevolo, tão poderoso ser uma aranha????? E a cena da Bev com os meninos achei totalmente fora do contexto. Nem é desnecessária, forçada mesmo! Tanto que me decepcionou com a obra. Se não fosse por isto seria um clássico obrigatório na estante


Craotchky 21/09/2018minha estante
Olá Valeria. Agora já faz quase 3 anos desde que li o livro. Hoje tenho 48 livros de Steve lidos. Ainda daria cinco estrelas para It, pois acho que é um dos melhores dele e o meu preferido. A ambientação é maravilhosamente rica em detalhes e o desenvolvimento dos personagens é estupendo. O que ele alcançou em It, nestes dois aspectos, ele jamais alcançou em outro livro. Claro que é só minha opinião particular. Ele cometeu alguns deslizes mas faz parte. Acho que sou mais compreensível hoje...


Joyland 21/01/2019minha estante
Suas resenhas são tão incríveis!
Quando crescer quero ser que nem você (aquelas né)


Craotchky 24/01/2019minha estante
Olá Joyce! Obrigado pelo enorme elogio! Que elogio gostoso de ver: "Quando crescer quero ser que nem você" hahahahaha, muito obrigado mesmo. Gosto mais de outras resenhas do que desta pois ela não é impulsiva, não há nela muita paixão. Um dia desses terei que reler o livro pois, na minha opinião, é o melhor do autor. Ainda hoje acho a construção e desenvolvimento de personagens, bem como do ambiente, os grandes trunfos de It.




Andre 10/06/2009

Um livro extenso a aterrorizante
Só peguei esse livro porque tinha que ler algo do Stephen King. Tem certos autores que a gente não pode deixar de ler por muito tempo, porque fica-se com saudade. E Stephen King, pra mim, é um deles.
O livro deve ser o mais extenso dele e o maior que li. Já o tinha "carimbado" desde muito tempo, mas precisava de tempo para lê-lo. Tanto que o peguei nas férias, onde tinha muito tempo disponível.
Esse com certeza foi o livro que em que mais me envolvi na história. Lembro que quando acordava, sonhava com a continuação do que estava lendo. Isso era natural. Eu não queria pensar, mas a mente trabalhava por si mesma e eu acabava pensando.
A fantasia, o suspense, o sobrenatural é óbvio, estã presentes aqui. Só que este livro é o que mais terror há entre todos que li dele. E talvez o que seja mais fantasioso. Se você não é um adepto da fantasia, não leia este livro.
A temática de que amigos são importantes pelo resto de nossas vidas também está aí presente. Ou seja, mesmo sendo um livro de terror, Stephen King insere nele temas paralelos, como a amizade, presente neste.
Liana 22/05/2015minha estante
"Tem certos autores que a gente não pode deixar de ler por muito tempo, porque fica-se com saudade. E Stephen King, pra mim, é um deles." Eu também me sinto exatamente assim em relação a Stephen King!




Souljacker 07/01/2009

Sou fã de Stephen King, mas esse livro não merece a fama que tem entre muitos de melhor obra do autor. É longo demais, arrastado demais e acaba perdendo toda a tensão que consegue construir e se tornando apenas enfadonho.
Rodrigo 23/06/2011minha estante
Ahhh para com iso cara,quem gosta de livro curtinho é leitor do ensino primário,não tem nada de arrastado nesse livro,vale cada minuto desfrutado lendo e cada palavra.


Souljacker 23/06/2011minha estante
Rodrigo, é uma questão de opinião. A extensão em si não me incomoda. Muitos dos meus livros prediletos são longos e bem mais complexos que Stephen King (Crime e Castigo é um deles). O meu problema com A Coisa é que a história se arrastou.


Carlos Patricio 12/04/2012minha estante
Esse livro é uma obra-prima, emocionante do inicio ao fim! Nao existe e provavelmente nunca existirá livro de 800 paginas com tanta qualidade a todo o tempo. Nada arrastado, voce falou besteira. Cada um tem sua opiniao... é verdade, mas tem certos limites... essa sua é inaceitavel. It, A Obra-Prima do Medo!


M. 09/07/2013minha estante
Eu também sou fã do King e concordo que "A Coisa" não merece a fama que tem. Foi uma grande decepção quando li.


Souljacker 09/07/2013minha estante
Carlos: parei de ler na parte que "não existirá livro de 800 páginas com tanta qualidade".

Recomendo ler mais. Abs


Nathy.Gomes 17/05/2015minha estante
Acho esse livro muito bom é um dos meus favoritos.
Mas não tem como negar que King dá estendida desnecessária. O pior ponto do livro é quando vai chegando no final, que fica ligeiramente mais corrido em algumas partes e depois da aquela freada brusca contando ao tedioso. O que é A Coisa de fato e o confronto também não me agradou, não sabia o que esperar mais aquilo que foi apresentado me decepcionou um pouco, até mesmo a presença da tartaruga, uma coisa que é citada lá no início e aparece no final de uma maneira meio feito nas coxas, é um negócio tão sideral que as coisas construídas no livro, deixam de ser palpáveis - além é claro, - daquela passagem desnecessária da Bev que ao meu ver parece muito mais um "confronto" pessoal dela com o Pai do que aquele papo de ligação.



Alessandra.Tankian 01/10/2015minha estante
Eu conheço Derry e todos os moradores da cidade, bem como o passado e suas características, pelo fato do livro ter sido escrito com todos os detalhes. Cada vez que eu pegava o livro imenso e pesado eu não dizia ou pensava que ia ler e sim viajar mais um pouquinho por Derry. Embora sim um livro extenso, mas não cansativo. Enfim cada página virada que me valeu a penas, simplesmente fantástico!!!


Agatha Christie 11/11/2016minha estante
Eu achei o livro extremamente envolvente. Li livros de 200 páginas que realmente eram maçantes. Esse livro não tem nada de maçante. Talvez você não tenha se sentido envolvido com a história. Do que eu li do Stephen King até o momento, percebi que ele é bem detalhista nas experiências e vivência dos personagens. As vezes funciona e às vezes não. rs


Thamires 15/02/2017minha estante
Primeira resenha que concordo!

Estou há dias tentando entender o que as pessoas vêem de "obra prima" nessa história.
O começo me prendeu porque trazia a premissa de uma história com mistério e terror, mas não foi o que aconteceu. Descrições desinteressantes que nada tinham a ver com a história em si, uma "aventura" sem pé nem cabeça e eu não digo por ser de fantasia, mas por não fazer sentido nenhum.
Algumas pessoas relataram "medo" e "nojo" e eu só fiquei torcendo para acabar logo.




Fernanda W. Borges 23/09/2011

EMOCIONANTE, INTENSO... DEIXA SAUDADES TÃO LOGO TERMINA!
Eu li esse livro por causa do filme, que assisti no início dos anos 90, com alguns amigos. O filme foi criado em formato para a televisão, tendo sido exibido nos EUA como seriado, na verdade, um mini. Entretanto, quando adaptado para VHS (atualmente DVD), torna-se um longa bem longo... O trocadilho foi inevitável.

Bem, eu amei e ainda amo o filme, mas após ler o livro... Caramba! É uma obra-prima, do medo, do suspense... No início eu ainda não estava acostumada com o estilo de Stephen King: demasiado detalhista e prolongado às vezes, mas depois, conforme a história aproximava-se do fim, eu sentia pena. Pena de ver Bill, Stan, Ben, Beverly, Eddie, Mike e Richie saírem de minha vida. Eu me senti junto deles no desenrolar dos fatos, tanto na infância como na fase adulta. Envolvi-me com eles, com seus temores, com suas dúvidas, com seus problemas pessoais... A responsabilidade inimaginável nas mãos de sete crianças, nada mais do que crianças, que se prendem não só por uma promessa, mas também pela amizade.

Realmente, se fosse fazer um filme fiel ao livro, seria um mega filme. Pois, muitos fatos e personagens foram suplantados na telinha. E no livro, existem cenas fortes, chocantes e ousadas, que acredito certas autoridades não permitiriam serem filmadas (sem detalhes, não quero contar SPOILERS), justamente por envolverem crianças.

A Coisa domina toda uma cidade e isto nos faz refletir o quanto vemos da Coisa no mundo real e o quanto os mais inocentes pagam por isto. O mal está aqui e ali, disfarçado sob inúmeras formas e sempre existiu. Stephen King aborda muito bem a temática.

É uma leitura altamente recomendável e embora seja extremamente detalhada, até mesmo leitores que gostam de abordagens mais diretas (como eu), vão se sentir envolvidos com o nebuloso clima da cidade de Derry e com as fantásticas crianças/adultos, que se reencontram após 27 anos para cumprirem uma promessa e destruírem a demoníaca Coisa.


Um livro inesquecível!!!


Crime e Suspense por Fernanda Borges:
escritorafernandaborges.blogspot.com
comentários(0)comente



Juliano Rossin 16/02/2009

Este é um livro que se pode chamar de obra prima. Ele não faz você pensar na sua vida, nem critica o modo de vida da sociedade, mas é perfeito em seu terror, nos personagens carismáticos e na leitura que em momento algum deixa a desejar. A estória viaja entre acontecimentos do passado e acontecimentos do presente de uma forma surpreendente. Para os que se assustam com o tamanho do livro só o que se pode dizer é que ele se torna pequeno depois de se ter lido e você gostaria que tivesse mais algumas páginas.
Agatha Christie 11/11/2016minha estante
HAHAHAH Com certeza, a sensação final é de que o livro ainda assim foi pequeno. Vontade de ler mais mil páginas dele, tranquilamente. ^^




Mick 13/02/2013

A Coisa - Stephen King - Uma ótima leitura do gênero TERROR!
"Você quer um balão Georgie?
Ele flutua. Todos flutuam aqui embaixo.
Venha flutuar também..."
-Stephen King - IT

Esta frase faz parte de uma das cenas mais tensas e assustadoras de "A Coisa", livro de Stephen King, publicado em 1986, quando um curioso e "gentil" palhaço atrai uma criança, mostrando um balão em um bueiro, antes de finalmente arrastá-la para a escuridão... iniciando assim o leitor numa assustadora aventura na fictícia Derry, pacata cidadezinha do Maine, onde, no início das férias de verão, em 1958, Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes, cada um com características e personalidades peculiares, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, tendo contato pela primeira vez com o TERROR, o qual mudará e marcará para sempre as suas vidas...

"A Coisa", em minha opinião, não é o melhor livro de Stephen King (embora pudesse ter sido se o autor tivesse melhor desenvolvido alguns pontos, a meu ver), mas com certeza está entre os melhores!

Os personagens de "A Coisa" são cativantes, carismáticos e bem trabalhados... Dão a impressão de serem pessoas que você conhece! Durante a leitura do livro você vai se apegando a cada um deles, é como se eles fossem seus amigos, como se você também fizesse parte do grupo... pois, a forma como esses personagens complexos são desenvolvidos em "A Coisa" acaba fazendo com que o leitor desenvolva um forte sentimento de empatia e compartilhe junto com eles as suas aflições, conflitos, as ANGÚSTIAS, os MEDOS e também os sentimentos de AMIZADE e de COMPANHEIRISMO que eles vão vivenciando e fortalecendo no decorrer da história.

Um outro ponto positivo é que ao longo dos capítulos é estimulada no leitor aquela sensação de nostalgia, de INFÂNCIA e INOCÊNCIA PERDIDA quando também recordamos do que vivenciamos na nossa própria época (algo muito forte e legal na história)!

"Sr. Bob Gray", "Parcimonioso" ou simplesmente "A Coisa" ("Pennywise" e "IT" em inglês)é um vilão excepcional (Como vencer um ser que se alimenta dos seus medos e se utiliza deles para vencer você?)... Ainda mais sendo criança, uma vez que não se pode nem contar com a confiança de um adulto, pois qual deles acreditaria que seres fantásticos como os monstros dos livros pudessem se conferir em perigos reais? Assim, é também através dos olhos dessas crianças que vemos "A Coisa" em suas diferentes formas... Só por isso já dá para perceber que Stephen King vai brincar o tempo todo com os nossos medos mais irracionais, principalmente aqueles que vêm desde a época de crianças. Ao lado de Parcimonioso, outros vilões como Henry Bowers e Tom Rogan, seres humanos perversos, "monstros" como os que conhecemos na realidade, contribuem para o clima tenso de suspense e terror do livro...

Como é descrito na história, "A Coisa" desperta ao longo de certos períodos para se alimentar, principalmente de crianças... Nesses períodos acontecem coisas terríveis, mas as pessoas acabam se esquecendo disso devido a influência que a Coisa tem sobre o povo e a cidade de Derry... Para Pennywise, deixar a criança assustada antes de devorá-la equivale a "temperar a carne"..."A Coisa" prefere crianças porque os medos de uma criança são mais fáceis de tomar uma forma física e consequentemente é mais fácil de assustá-las (diferente de adultos, que tem medo de coisas mais sem forma, como solidão, desemprego, o que vem após a morte, etc...)

A forma como a narração se encaixa e se mistura perfeitamente oscilando entre passado e futuro foi muito legal, dando um efeito de suspense e de movimento que só observamos nos bons filmes, deixando a gente duplamente ligado e tenso a medida em que duas histórias paralelas envolvendo os mesmos personagens (na infância e fase adulta) interagem e se complementam muitas vezes nos mesmos capítulos, sem a necessidade de divisão entre eles...

Sendo assim, o livro se passa em dois períodos: 1958 e 1985... Quase trinta anos depois de terem enfrentado A Coisa pela primeira vez eles são chamados a retornarem para o confronto definitivo, quando a criatura volta a matar crianças. Quem dá o alerta é Michael Hanlon, bibliotecário, negro, (vítima do racismo de Henry Bowers na infância) único do grupo dos sete amigos que continuou morando em Derry. Assim Richard Tozier (o brincalhão piadista), Eddie Kaspbrak (menino frágil e asmático cuja mãe é exageradamente zelosa), Stanley Uris (judeu e amante dos pássaros), Beverly Marsh Rogan (a garota do grupo), Ben Hanscom (um gordinho tímido que é o mais talentoso do grupo quando se trata de construir coisas) e William Denbrough (espécie de "lider" do grupo) devem estar de volta a Derry, pois todos os sete, quando jovens, enfrentaram e feriram "A Coisa" e juraram combatê-la caso ela surgisse outra vez. Porém este juramento pode custar suas vidas...

Não tem como não ficar com medo em vários momentos, pois esse ser não se esconde somente em lugares escuros e ermos, ele pode vir até você, em seu próprio lar...

Por fim, eu só gostaria de fazer algumas considerações sobre o livro que não me agradaram muito:

Embora eu tenha gostado do desfecho final do livro, em minha opinião a batalha decisiva entre a Coisa e o "Grupo dos Perdedores" deveria ter sido melhor, e também achei SK um pouco prolixo em algumas partes, tornando um pouco cansativa a leitura. Ao meu ver, se ele tivesse resumido ou omitido alguns trechos desnecessários do livro teria sido muito melhor. Porém, apesar desses dois pontos os quais considero negativo, não acredito que estes retirem decisivamente do leitor a sensação final de ter lido um bom livro de terror/suspense... Na verdade, em mim ficou a sensação de saudade dos personagens, os quais acompanhei e me identifiquei ao longo das 894 páginas do livro...





*****INÍCIO DE ALGUNS SPOILERS*******


Eu gostei do final-final do livro, mas acho que SK poderia ter melhor trabalhado aquela questão de "viagem dimensional", e das fraquezas da Coisa na batalha final... Definitivamente não gostei daquela questão de tartaruga gigante do universo! rs A meu ver Stephen King não foi feliz naquela coisa de sexo grupal entre as crianças, ficou algo sem sentido e forçado! Acho que isso prejudicou bastante a mensagem bonita que o livro passava, de inocência, de amizade e de superação... Se SK quisesse ter abordado a questão da descoberta sexual entre eles, colocasse Bev se envolvendo com Ben ou com Bill em um momento que misturasse angústia, medo e que o sexo surgisse entre eles como válvula de escape, como descoberta ou como forma de se sentirem seguros um com o outro... Bev propondo uma orgia daquelas e chamando para o sexo um por um quebrou um pouco do encanto da inocência entre eles, ficou parecendo que ela já era uma garota da vida... rs Realmente não ficou legal!


*****FINAL DE SPOILERS*******










No balanço geral, "A Coisa", em minha opinião, foi um bom livro, marcante, e embora não tenha superado as minhas maiores expectativas, está entre os melhores de SK, não superando, mas se equiparando no mesmo nível de outros livros também consagrados como "O Iluminado", "O Cemitério" e "Angústia" do mesmo autor!

A Coisa
Stephen King
Objetiva, 2001
894 páginas
Mick 09/09/2017minha estante
A adaptação de 2017 foi excelente!




Pedro 22/10/2010

Amizade, caráter, personalidade e confiança.
São os quatro temas abordados (indiretamente) mais incríveis de todo o livro.
Todos os personagens principais (os 7 Perdedores) e Henry Bowers (o valentão), tem suas personalidades bem definidas, com duas qualidades e defeitos.
Acho impossível alguém que lê (sempre o que lê é aquele mais afastado, o "excluído") não se ver retratado nos personagens tão bem elaborados e trabalhados.
O melhor, sem dúvida, é a confiança e a amizade que um passa ao outro. Cada característica de cada singular personagem é fundamental, uma vez que eles se completam.
O final é um tanto fraco - comparando-se com a perfeição do livro, como todo - porém não estraga a grandiosidade da obra.
Jow 22/10/2010minha estante
Ótima resenha. Conseguiu captar bem o estilo de escrita de King.
Me deixou com vontade de ler essa obra.


Alan Ventura 22/10/2010minha estante
Excelente resenha.Parabéns Pedro!


Mateus 23/10/2010minha estante
Se eu já estava a fim de ler o livro, depois de sua resenha estou com mais vontade de ler ainda! Vc escreve super bem, parabéns :) O King é mestre na elaboração de personagens, pelo visto esse é um dos melhores.




Phelipe Guilherme Maciel 20/02/2017

IT: Uma obra prima quase perfeita do medo. "We All Flooooat Down Here"
Não irei marcar que a resenha contém spoiler. Mas haverá spoilers em determinado momento. Mas todos conhecem It. Um dos maiores clássicos de Stephen King que já virou filme e está em vias de receber um remake.
O livro "A Coisa" é um tijolo de 1100 páginas. Muitas pessoas comentam que o pecado dele é ser muito arrastado, o que eu discordo. "A Coisa" é mais que um livro de Terror. Stephen King coloca nele alguns conceitos puros de medo. Traumas infantis, Bullying, Violência Doméstica, além do simples medo do sobrenatural inerente a todas as crianças.
A Coisa é um monstro que se alimenta da sua fé. Ela pode se transformar no seu pior pesadelo, mas também pode se apresentar como algo prazeroso: Um palhaço. Que criança não gosta de palhaços? -Nós todos flutuamos aqui. Você também vai fluuuuutuar aqui em baixo".
Li numa resenha aqui mesmo do Skook que esse livro é uma torre de babel de discussões. Realmente é. Como disse em históricos de leitura, nos Interlúdios de Mike conseguimos ver a problematização de temas sensíveis em 1985 e sensíveis em 2017, tais como o Racismo, o Ódio étnico. As crianças que protagonizam o livro, são uma colcha de retalhos de problemas até hoje ainda muito sensíveis:
Beverly apanhava do pai quando criança. Apanhava do esposo após adulta. Vamos conversar sobre o Feminismo? Ben foi gordo durante toda a infância e foi constantemente abusado por isso. Já ouviu falar de gordofobia? Stan era judeu e sofria com sua "condição". Que tal o antissemitismo? Mike era negro, wooow, essa é simples senhor Racismo. Eddie era uma garoto hipocondríaco. Richie tinha seus talentos mirim menosprezados, Bill era gago. Que bela turma de otários.
Novamente nada falarei sobre o enredo em si, isso é muito fácil de se descobrir, afinal é um dos grandes best sellers dos últimos 30 anos.
Prefiro citar a construção do texto. Stephen King construiu uma trama baseado em fragmentos de memória. Todos em Derry ficam desmemoriados sobre tudo o que ocorre em relação à Coisa. ao saírem da cidade após vencer a coisa em 1958, eles retornam com um chamado de Mike, o único que ficou em Derry e lembra o suficiente do que aconteceu.
A partir de então, regressões ao passado são feitas em todos os capítulos, onde cada um dos 7 relembram situações que os levaram até a Coisa e que se relaciona com o presente. A narrativa inteira do presente duram 3 dias, mas as memórias remontam o período de 1 ano inteiro. Os interlúdios de Mike levam as pessoas aos assaltos antigos da Coisa, em períodos de 27 a 27 anos, não tão corretamente assim, no passado.
É uma coisa fantástica!
A COISA é enfrentada 2 vezes, em 1958 e 1985 ao mesmo tempo, mesclando memórias do passado e fatos do presente, que Stephen King faz as ligações utilizando o próprio texto. Em um momento ele está em 1958 e o texto deste ano te linca automaticamente em 1985 para um fato novo ocorrendo com aquele personagem ou sobre aquele personagem.
É ÉPICO.
Aqui entra agora o que pode se considerar Spoiler bravo. Se não quiser ler, a resenha acabou aqui. Obrigado e até a próxima.

Porque raios Stephen King que desconstruiu tantos conceitos preconceituosos no livro, e criou debates intensos na história precisou fazer um surubão de crianças nos túneis da cidade? Beverly tira suas roupas e os 6 rapazes fazem sexo com ela durante 7 páginas agoniantes. Isso tirou meio ponto da minha nota. Pelo fato de ter sido completamente desnecessária. Stephen King tem sua cota de nonsense. Essa ultrapassou os limites.

O final: Aquela máxima: Stephen constrói coisas assombrosas e se perde no final. Nem sempre concordo, mas se aplica aqui. A COISA é um monstro grande demais. Até para Stephen King. Ele a transformou em algo transcendental e mítico, brincou com portais, que ele já estava flertando com o livro O PISTOLEIRO que se tornaria sua magnum opus. E foi muito pouco explorado. A Coisa como ela realmente é, e a morte da coisa não consome nem 100 páginas. Há um conceito Lovecraftiano de monstros tão assombrosos que não podem ser nomeados (A Coisa) e descritos (O fiasco da descrição da coisa), mas acho que faltou mesmo um pouquinho de criatividade nisso. Ele queria mostrar a coisa como ela era.
E ele tornou o monstro numa fracote medrosa. Poutz.

É isso: Um livro de terror cheio de discussões sociais com 2 grandes deslizes no final. Vale 4,5 de 5 estrelas.

A relação de A COISA com a obra de Stephen King: DERRY é uma das cidades tríade do mal de Stephen King, ao lado de Salem's Lot e Castle Rock. King já reconheceu que Derry, na verdade, é sua maneira de enxergar Bangor. Já um mapa no site oficial de King mostra Derry nos arredores da cidade de Etna. Essa tríade de cidades também é um conceito Lovecraftiano, pois da forma que King faz toda sua obra se passar no Maine, é uma homenagem ao uso que H. P. Lovecraft fez de Arkham, Dunwich e Innsmouth, três cidades fictícias no estado de Massachusetts.

Christine, o carro assassino, aparece no livro sendo dirigida por Pennywise. Se ninguém reparou, releia a parte que ele pega Henry no meio da estrada para que ele mate a todos no hotel.

O Destino, como ele é visto na série A Torre Negra, que na época se resumia ao Pistoleiro, também aparece lá. Stephen diz: A vida é como uma roda que sempre gira. E o pistoleiro diz: O Ka é uma roda, e sempre gira.

Se a coisa não tivesse sido morta, em 2012 ela provavelmente teria acordado de seu sono. Como os períodos não são tão corretos e ela se alimentou bem demais em 1985, vai que ela pode estar acordando hoje?

Cuidado com barquinhos na chuva... Nós todos flutuamos aqui em baixo.
Gustavo 20/02/2017minha estante
Meu irmão, que resenha demais!! Parabéns. Estou doido para ler esse livro. Agora fiquei em extase.


Phelipe Guilherme Maciel 20/02/2017minha estante
Obrigado mano! Pode pegar emprestado lá em casa quando quiser.


Ka Sthéfany 20/02/2017minha estante
Ótima resenha. Pra mim seria o melhor livro do King não fosse aquela parte absurda com as crianças. Mas ok, quem conseguir ignorar essa parte, e eu recomendo que ignorem, terá uma ótima leitura. Livro excelente.


Phelipe Guilherme Maciel 20/02/2017minha estante
Ka, realmente o Stephen se excedeu nisso. E olha, já vi vários excessos dele. Mas o livro é excelente mesmo ;D


Craotchky 05/03/2017minha estante
Dois pontos muito bem apontados por você: o conceito Lovecraftiano de que monstros tão assombrosos não poderem ser nomeados e descritos. Acho que nomeado até vai, para criar identidade e identificação. Agora, descrição não precisava, até porque a descrição da Coisa não é nada boa...
Sobre a cena no túnel, também achei desnecessária, tal como apontei na minha resenha (que lhe convido a conhecer) do livro, mas não foi o suficiente para baixar minha avaliação; uma cena isolada não apagaria toda essa história incrível e a experiência que foi lê-la.


Phelipe Guilherme Maciel 06/03/2017minha estante
Filipe, conheci sua resenha (e várias outras, e pretendo ler várias delas, pois são muito boas) e concordo contigo. A descrição da Coisa era totalmente desnecessária, mas esperava que ela fosse um monstro mais cruel. Espera que se exigisse muito mais das crianças para destruí-la. Mais amizade em 58. Mais sangue em 85. Duas coisas que me emocionaram muito no livro e não citei na resenha foi Bill e sua esposa catatônica na bicicleta, e o final amargo de Mike lutando contra o esquecimento, até que abre mão de tudo e aceita a condição de mortalidade das coisas.
A Coisa é um capolavoro.




Augusto 15/11/2014

Uma das maiores virtudes de King enquanto escritor é, na minha opinião, a habilidade que ele tem de usar os cenários em seu favor. Dito dessa forma você poderia argumentar: “Ok, todo bom escritor faz isso. E daí?”. E eu precisarei lhe dizer que você não está entendendo exatamente onde quero chegar. King é bom não apenas em descrever os cenários tão vividamente que é capaz de nos fazer sentir como se estivéssemos dentro da obra, ele vai além.... Os cenários de King são... vivos. Praticamente personagens ativos na trama. E em “It – A Coisa” King usa e abusa desse talento.

A pequena cidade de Derry está viva, Derry pensa, trama, observa, espia, persegue, conspira, assassina e fecha os olhos aos assassinatos mais macabros que ocorrem dentro dela. De alguma forma, todos os seus habitantes são, em maior ou menor grau, afetados e influenciados por ela. Derry é o lar da Coisa, mas mais do que isso... é como se Derry fosse ela própria A Coisa. Indissociável da entidade “demoníaca” que habita nela. Portanto, amigo, sinto informar, mas nenhum lugar por aqui é seguro. Eu disse nenhum!

Uma tranquila biblioteca? Não!
Um restaurante? De jeito nenhum!
Um quarto de hotel? Rs (você não leu O Iluminado, certo?!)
O meu próprio quarto? Nem pensar!
O maldito banheiro da minha casa? Olha... eu não entraria aí se fosse você.

Não há como fugir. Você está dentro dela. Está na “casa de campo” da Coisa. Onde ela vem pra relaxar, devorar crianças, dilacerar algumas pessoas, conduzir uns à insanidade, estimular outros ao fratricídio... enfim, o destino perfeito pras suas próximas férias.

Assim sendo, se não dá pra escapar, só resta às sete crianças moradoras de Derry e integrantes do “Clube dos Otários” (não há mais vagas, lamento!) ficar e lutar. Sete crianças que têm como arma nada além de sua imaginação fértil, sua amizade mútua, sua capacidade de crer no absurdo e de enxergar o ilógico como possível.

Creio que o livro é, em grande medida, sobre isso. Sobre essa força que temos quando crianças e que parece que vai escapando pelos poros à medida que crescemos. Uma força que independe do seu físico ou de sua aparência. Por isso, um gaguinho magricela pode ser o grande herói de uma história de terror, principalmente se tiver outros amigos extremamente qualificados ao seu lado como um asmático, um garoto míope que tem problemas pra controlar a própria língua, um obeso tímido, uma garota bonita com dificuldade de adequação, um menino negro (na preconceituosa sociedade americana da década de 50) e um rapazinho judeu. É esse grupo de corajosos mini-heróis que enfrenta a Coisa em 58 e se vê obrigado a retornar à cidade 27 anos depois, quando a Entidade que assombra Derry acorda do seu sono sedenta por sangue e vingança. E ela os atrai pra uma nova dança. Envia o convite escrevendo nas paredes da cidade usando o sangue de crianças como tinta. “Voltem pra casa! Temos assuntos pendentes!”. E eles voltam, claro.... e a boa notícia é que a Coisa convida você também. Mas não se preocupe, por aqui ninguém morre de verdade.... não do jeito convencional. Aqui.... você vai... “flutuar” lá em baixo com Ela no escuro.... vai flutuar pra sempre com a Coisa.
Seja bem-vindo à bela Derry.

“Portanto, vá rapidamente, saia dirigindo enquanto a última luz some, vá para longe de Derry, das lembranças... mas não do desejo. Isso fica, a imagem brilhante de tudo que fomos e acreditávamos quando crianças, tudo que brilhava em nossos olhos quando estávamos perdidos e o vento soprava na noite. Vá embora e tente continuar a sorrir. Ouça um pouco de rock-and-roll no rádio e vá em direção a toda vida que existe com toda a coragem que você consegue reunir e toda a crença que tem. Seja verdadeiro, seja corajoso, enfrente. Todo o resto é escuridão."
Jupiterianite 08/12/2014minha estante
Resenha linda e muito criativa! melhor que a sua não há hahaha. :D


Augusto 11/12/2014minha estante
Muito obrigado! =]


Marcola 15/12/2014minha estante
Gostei da resenha, deu mais vontade de ler. Entra para a minha pequena fila de obras dele. Quanto a parte do poder das crianças, que vai se perdendo conforme crescemos experimente ler "Outono da inocência - O corpo" que inspirou o filme "Conta Comigo", King consegue captar bem o que vc falou ali em cima.


Augusto 15/12/2014minha estante
Valeu, Marcola! Suas dicas são sempre bem vindas! Sua "culpa" eu ter viciado em King. rs


Augusto 12/04/2015minha estante
Obrigado, Sawyer!
Vale a pena, cara! É indispensável aos fãs de King.




Lucas.Stefano 13/01/2017

A obra prima do mestre da arte de contar histórias ( sejam elas de terror ou não)
[AVISO AOS LEITORES : ESSA RESENHA CONTÉM SPOILLERS ! . LEIA APENAS SE JÁ TIVER LIDO POR COMPLETO A OBRA ORIGINAL ]
1- BREVE SINOPSE
“Numa aparentemente pacata cidadezinha do estado norte-americano do Maine, sete jovens encontraram o sentido da amizade, do amor, da coragem ... e do medo. Do mais profundo e tenebroso medo. Ben (o gordinho), Stan (o judeu), Richie (o falastrão),Berveley (a menina do grupo), Eddie (o de saúde frágil) , Mike (o negro) e Bill (o gago), formam aquilo que eles mesmos denominaram de “O clube dos loosers” (clube dos otários ou clube dos perdedores, em tradução literal).O clube tem esse nome pelo fato de os seus integrantes reunirem neles características desprezadas, seja de maneira velada ou explicita por toda a sociedade norte americana. Juntos eles encontram na presença um do outro forças para vencer os dilemas do dia a dia, os valentões da escolas, as crises dentro de suas casas e enfrentar a passagem da infância para a adolescência. Se conhecem em diferentes momentos do verão de 1958 , quando chuvas torrenciais alagam parte do centro, e é início das férias escolares norte-americanas. Nesse meio tempo, quando o irmão de Bill, George, é brutalmente assassinado à beira de um bueiro enquanto brincava com um barquinho de papel, coisas estranhas começam a acontecer na cidade de Derry. Uma criatura , que conforme o tempo eles chamarão de “A coisa”, passar a cometer brutais assassinatos em Derry, em especial , com um apetite voraz por criancinhas inocentes. Os sete amigos, tendo consciência disso, se juntam para vencer a coisa. E por um breve momento conseguem.
Passaram-se 27 anos, e tudo parece estar calmo. Ben vira um renomado arquiteto, Berveley uma requisitada estilista contemporânea, Richie radialista e DJ, Eddie um próspero dono de um negócio de Limusines, Stanley um contador de sucesso em uma sociedade em crise e Bill um célebre escritor de livros de terror. Ambos saem com o tempo de Derry, ficando apenas Mike, que, mais tarde, se tornaria um modesto bibliotecário. Ele é o único que, de alguma maneira, tem consciência do que aconteceu naquele verão de 1958. E quando coisas estranhas voltam a acontecer, fica com ele a missão de convocar novamente os outros seis amigos para Derry, para cumprir o pacto selado com sangue que fizeram quando crianças, para que caso a coisa voltasse novamente, em qualquer época, e onde estivessem , todos se reuniriam para vencê-la novamente, custe o que custar. Mesmo que para isso tenham que ultrapassar os próprios limites.

Esse vem a ser apenas um breve resumo do colossal livro escrito por Stephen King ao longo de mais de 4 anos no início da década de 1980 e que, rapidamente, como boa parte dos livros deles, se consagrou como um best-seller, e, de acordo com fãs e crítica, o melhor livro por ele já escrito em sua longa carreira de mais de quarenta anos e mais de 80 volumes publicados , entre romances, contos, novelas, roteiros de cinema e literatura de não ficção.

2- STEPHEN KING : QUEM É ?
Stephen Edwin King, nome completo de Stephen King, é um escritor norte Americano de livros de terror, embora tenha escrito diversas outras obras em outros gêneros, nascido em 1947 em Portland, no estado norte-americano do Maine. De origem modesta, o mesmo cresceu lendo quadrinhos pulp de histórias de horror.
Quando já criança, ano escol ainda, passou a produzir diversas narrativas inspiradas nas histórias que lia no quadrinhos, vendendo para os colegas se fazendo valer de uma graficazinha montada em casa. Com o tempo os professores acabaram por descobrir isso e o proibiriam terminantemente com o prosseguimento de seu “negócio”. Aos 16 anos passou a escrever contos para revistas masculinas e de publicação periódica de histórias de ficção. Na época, esse estilo de publicação era até de certo modo comum, o que ajudava não raro a revelar escritores de sucesso.
Após anos de tentativas e várias cartas de recusa, Stephen King acabou tendo um conto seu aceito, ganhando pouco mais de 200 dólares em troca (quase 1200 dólares em termos de hoje em termos de hoje), uma quantia soberba para um jovem de pouco mais de 20 anos que estava tentando subir na vida e não se tornar um looser americano do pós segunda guerra. Impedido de servir no exército (um destino comum pra muitos jovens de sua época em função da Guerra do Vietnã) por conta de problemas de sua vista prodigamente ruim, Stephen passa a dedicar o seu tempo livre para a escrita, tendo ingressado em meados dos anos 1960 no equivalente no Brasil ao curso de Pedagogia na Universidade do Maine em Orono. Lá ele acaba por conhecer a sua esposa, Thabita King e continua escrevendo, deixando guardados alguns de seus futuros romances.
Entre 1970, ano de sua formatura, até meados de 1973 ele trabalhou em uma lavanderia , enquanto a sua mulher, Thabita, trabalhava coo garçonete, para ter dinheiro suficiente para sustentar um trailer e dois filhos ainda pequenos (o mais próximo que podia se chegar na sociedade americana do período a um nível de pobreza tal que não fosse chamado de mendicância). Em 1973 tem a ideia de escrever um romance sobre uma garota reprimida por uma mãe fanática religiosa , que sofre bullying na escola e que desenvolve poderes paranormais de telecinesia. Ao fim de um breve rascunho de poucas páginas ele acha a história ruim demais, tanto que a joga na lixeira do trailer, profundamente irritado.
Quando sua esposa chega do trabalho, ela acha o manuscrito e, escondida, o lê. Tend gostado, depois contou ao marido sobre , incentivando-o a continuar a história, elogiando-a , dizendo que, com algum esforço, poderia se tornar ótima o suficiente a ponto das pessoas quererem compra-la para ler. E assim o faz. Num primeiro momento ele conclui manuscrito e envia para um editora, que como adiantamento dá para o próprio algo na casa dos 2500 dólares (pouco até para os dias de hoje pelo adiantamento de um original aprovado para a publicação).
Passado alguns meses, o livro tem os seus direitos vendidos para o paperback por 400 mil dólares. Stephen King , agora em uma kit net, se muda de lá para uma espaçosa casa, que poderia ser chamada de mansão, em Bangor, no Maine, e passa a publicar livros a toque de caixa , um sucesso atrás do ouro: ”A hora do Vampiro”, “A dança da morte”, “O Iluminado” , “A incendiária” , “Cujo”, “ A zona Morta”, “O cemitério”, “A hora do Lobisomem” , “Christine” e muitos outros, todos com tiragens acima da casa dos milhões de exemplares.
Detentor de diversos prêmios literários ao longo de sua carreira, muitos consideram Stephen King como alguém que deu qualidade aos livros massificados , levado ao mainstream , juntamente com filme “O exorcista”, o gênero de terror de uma maneira nunca antes vista. Hoje o autor reside em Bangor , no Maine, tendo vendido quase 400 milhões de exemplares em mais de 30 países e tendo publicado dezenas de livros. Ainda se encontra produzindo , mesmo às portas de completar 70 anos de vida.

3- RAIO “X” DA OBRA EM QUESTÃO
Como já dito anteriormente, “It”, cujo titulo em português mais comumente aceito e propagado é “A coisa”, foi publicado em 1986 e rapidamente se tornou um clássico do gênero do terror fantástico, o qual a obra é costumeiramente inserida. O terror fantástico pode ser classificado como gênero em que coisas assombrosas acontecem, porém sem fundo de realidade que a embasem. Ao contrário do baseado em fatos reais, raramente pode ser crível , ao menos em termos de realidade, de que algo que esteja relato em livros desse gênero possa de fato acontecer. O livro em questão também pode ser classificado como um romance de amadurecimento (em alemão Bildungsroman), uma vez que mostra através de um fio de enredo semelhante ao da jornada do herói, o amadurecimento dos personagens e um desfecho estanque de ambas as histórias com a finalização do arco dramático narrativo após o clímax, com um epílogo, recurso comum em diversos outros livros de Stephen King. Com mais de 1100 páginas , foi , até 1989 (com a revisão e acréscimo de mais de 400 páginas à edição original de A dança da morte ) o maior romance de Stephen King , e um dos maiores livros de terror de sua época. O livro pode ser lido, de certa forma, como uma releitura do mito do bicho papão, aliado á inovações narrativas próprias, como o narrador onisciente, mesclando ora com a perspectiva da primeira pessoa (com Mike Hanlon como narrador em seus escritos), a retrospectiva, o recuo temporal e a alternância de temporalidade para tecer a história em vários planos. Também são usados vários plots (resumo contando a história das vidas dos personagens ) e subplots (resumos contando acontecimentos em outros momentos na vida desses personagens ou de outras personagens em outros momentos que de alguma maneira ou ao menos na visão do autor, venham a influenciar curso da narrativa de maneira a acrescentar sentido e dar espraiamento á trama). São diversos os personagens que podem ser chamados de principais, sendo os mais potáveis as sete crianças , e depois adultos, bem com a própria “coisa” entidade maligna alienígena transmorfa que se alimenta do medo das crianças e das próprias crianças, por fim .

4- ANÁLISE DA NARRATIVA
4.1 –Personagens
Como nos ditos grades romances do senhor Stephen King, este possui um vasto leque de personagens que se espalham por diversos núcleos e temporalidades. Todavia, apesar disso, o próprio King consegue dar vida e personalidades distintas, desde o mais ativo protagonista até o mais passageiro figurante de suas histórias, tecendo a trama e amarrando todos com excelência ao fio narrativo principal e à motivação do livro.
O livro possui, de fato , sete grandes protagonistas ( já nomeado anteriormente com os componentes do clube dos loosers), todos com os seus respectivos nomes, sobrenomes, parentescos ,características físicas e psicológicas bem demarcadas, e ações próprias dentro do enredo, e acima de tudo, vozes. Stephen King nos faz perceber que, de acordo com a situação qual o personagem está pronunciando a sua fala .
Atenção especial são dadas aos coadjuvantes de primeiro plano. São parentes, colegas, de escola, pessoas na cidade de Derry, familiares e valentões .Outros coadjuvantes , também , embora figurantes, podem ser as pessoas presentes nas retrospectivas de Mike Hanlon, as vítimas da coisa, bem como demais habitantes da cidade de Derry que raramente tem a sua passagem detida por não muito mais que breves parágrafos explicativos da sua existência ali.
4.2- Tempo
A temporalidade psicológica do livro “It” é algo que, para os mais desavisados, pode causar alguma confusão na cabeça dos que estiverem lendo a obra, principalmente se o norteamento para a caracterização dos personagens do ponto de vista de indumentária e da fluência da narrativa for a minissérie produzida como adaptação para o livro, em 1990, quatro aos após o lançamento do mesmo. Todavia, para facilitar a vida do leitor, Stephen King faz questão de demarcar bem as temporalidades, criando contextos para as próprias, com totens demarcadores, que serão com maior vagar descritos na ambientação/espaço do desenvolvimento da trama em questão.
Na temporalidade dos anos 1958, temos os acontecimentos que rondam a vida dos protagonistas e demais habitantes de Derry, que estão, de alguma maneira, interligados. O clima e o passar dos dias quentes do verão americano demarcam acontecimentos, bem como a indumentária dos mesmos, que pode causar algum estranhamento, principalmente se levarmos em consideração as vestimentas do Brasil naquele período como ponto de referência.
No núcleo dos anos 1985, com os ditos personagens com as suas vidas já mais estruturadas, vemos outros totens demarcadores de temporalidade e a indumentária dos mesmos já muda, bem como diversos aspectos fisionômicos: Bem Hascon emagreceu, Richie Tozier agora usa lentes de contato, Berveley Marsh virou uma bonita mulher e Bill Denbrough, se curou de sua incômoda gagueira.
O autor não hesita em vez ou outra recuar para períodos no passado anteriores a 1958 , ou intercursos temporais acerca do que ocorreu entre 1958 e 1985 na vida dos personagens, dando uma sensação de uma narrativa entremeada em múltiplos planos temporais e os acontecimentos brutais da “Coisa” que une os personagens, mesmo tempos após o primeiro grande confronto. A década de 1930 merece grande destaque. Nela vemos que, na perspectiva do pai de Mike Hanlon, estando acamado com câncer nos intestinos no hospital de Derry, onde o mesmo conta fatos estranhos que com ele aconteceram enquanto era um militar de reserva durante a montagem de um clube recreativo para os negros na cidade de Derry, em 1930, a partir do momento em que foram fortemente segregados pela população branca, uma chaga difícil de apagar nos Estados Unidos advinda, alguns falam, do processo de reconstrução do país no pós Guerra de Secessão.


4.3- Ambientação (Espaço)
O núcleo central da narrativa se passa na cidadezinha de Derry, no Maine, que raramente cresce mais que alguns milhares de habitantes em pouco mais de 27 anos em que a trama transcorre, embora em temporalidades anteriores e em termos comparativos ao longo que quase 250 anos, a mesma tenha passado de simples entreposto de madeira e lei á mediana cidadezinha de pouco mais de 40 mil habitantes em 1985.
Derry possui características próprias e espaços típicos de uma cidadezinha de seu porte: Cinema, rua de comércio central, centro, periferias, dois rios que cortam a mesma :O Kenduskeag e o Penobscot), o falado sistema de canalização de esgotos, caixa d’água e vastas áreas florestais circundantes. Derry foi citada também anteriormente e posteriormente em outras obras de Stephen King, fazendo parte com diversas outras cidades criadas por ele, do dito universo “kingeano” de ficção. Alguns dos livros em que aparece vem a ser o “O cemitério” de 1983 e “O caçado de sonhos” e a saga “Torre Negra”
Em 1985, a ambientação, após a casa da página 100 muda , embora brevemente o autor se detenha na mesma, num momento em diversas cidades dos estados Unidos, quando os personagens são convocado por Mike Hanlon, já na meia idade, para combater definitivamente “A coisa” como na Inglaterra, quando Bill Denbrough é de lá convocado quando estava no processo de gravação da adaptação cinematográfica de um livro seu no qual a sua mulher Audra Denbrough atua como protagonista.

4.4-Narrador
O narrador onisciente em primeira pessoa é uma presença constante ao longo de praticamente toda a obra, com exceção dos momentos em que Mike Hanlon toma a frente , narrando a partir do seu diário, os acontecimentos incomuns que voltam a ocorrer , e as reminiscências feitas com base num acurado estudo por ele como bibliotecário , das noticias antigas de Derry na tentativa de buscar uma explicação para os acontecimentos que,ao que parece, acontecem de 27 em 27 anos na aparentemente pacata cidadezinha.
O narrador onisciente é basilar no momento dos recuos narrativos, “flashbacks” e dos plots e subplots e abundam a longo de toda a obra.

4.5- Enredo
O enredo do ponto de vista literário vem a ser o fio condutor , o motivador , catalisador semiótico da ação dos personagens rumo a alguma finalidade, o fio, a trama que a enreda, tece uma série de tramas e subtramas que engendram os personagens nas ações propostas pelo escritor em questão. Nesse caso é o confronto final com a coisa, cuja tensão permeia , sem ser pedante ou enjoativa, toda a narrativa do livro, dando espaço suficiente para que Stephen King faça um estudo pormenorizado do psicológico humano e a sua relação com medo e a maldade. Além disso, uma série de questões se atrelam a mesma: o racismo contra os negros, a misoginia da sociedade norte-americana, o preconceito contra os judeus, o bullying escolas, o abuso infantil, a perca do medo, o amadurecimento, a infância a perca da inocência, a coragem , esperança e , acima de tudo, porém entremeando de maneira sutil toda a narrativa, o valor da amizade.

5- CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como toda obra de sua extensão, “It” possui não apenas pontos positivos, como alguns pontos negativos. Os primeiros , todavia, suplantam os segundos de maneira indiscutível. A profundidade dos personagens, a fluidez da história, a motivação dos acontecimentos, o enredo, técnicas narrativas pouco usadas comumente e a maestria descritiva, encontram nessa obra de Stephen King um grau de excelência raro nos livros de seu gênero, fazendo com que muitas das cenas tenham um caráter quase que cinematográfico de tão visuais que são favorecendo, e muito, a experiência de leitura.
Alguns pontos negativos são os excessos e de subplots, algumas longas, e não raro desnecessárias descrições e uma polêmica cena no final que deve ter dado um soco na boca do estômago de muitos fãs. Vamos por partes. O excesso de subplots é algo bastante comum nas narrativas de Stephen King, principalmente se estivermos falando da ditas grandes obras dele (como “It”, “A dança da Morte”, “Sob a Redoma” e “Novembro de 63” ), obras essas que possuem dezenas de personagens em suas diversas tramas. Ter muitos personagens não é o problema, só que há momentos em que Stephen King se dispõe a levar a arte descritiva a tal extremo, que não vejo muitas das vezes a necessidade (e muitos leitores também concordam comigo) de encher páginas e mais páginas de subplot de um personagem figurante que, no final das contas, não acrescenta nada à história. Posso estar redondamente enganado e isso pode ser uma ferramenta de estilo (assim como a recriação do sertão através da linguagem pode ser a marca de Guimarães Rosa) , mas tem horas que incomoda, mesmo os mais ardorosos fãs.
E por último , mas não concluindo, a polêmica cena [ SPOILER !] do sexo grupal entre os 7 amigos, protagonizada por Berveley, e “justificada” pela percepção de que ambos deveriam fazer algo para se manterem unidos de alguma forma frente aquilo que estava acontecendo nos esgotos de Derry durante o primeiro combate com “A coisa” , e antecedendo o pacto de Sangue que Stan fez, cortando levemente aas mãos de ambos com um caco de garrafa de Coca-Cola. Pois é . Tenho a impressão de que o surubão ficou bastante deslocado, mesmo se a intenção fosse mostrar a fase de amadurecimento e descoberta sexual dos garotos. O pacto de sangue por si só se sustentaria em termos de força dramática e significância para a trama, como de fato se sustentou e foi o que motivou o retorno dos amigos para Derry, mesmo após tantos anos de separação e com o franco esquecimento dos acontecimentos nos idos de 1958 da memória dos personagens.
No mais, e agora sim concluindo, é uma leitura recomendadíssima. Não esperem uma linguagem de “paletó e sapato social”, e sim, Stephen King usa e abusa de palavrões, mas faz com que eles sejam necessários para o livro que, de fato, é a sua obra prima.

Avaliação final : EXCELENTE
( NOTA: 9.35)
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João 21/08/2014

Excelente leitura!!


No verão de 1958,Derry foi invadida por uma onde crimes e violência!
Crianças são assassinadas ou desaparecem do nada.
Os moradores mais antigos da cidade talvez saibam quem está cometendo esse crimes e o por quê!Mas em Derry,as pessoas sabem guardar segredos.E ninguém vai falar!
Em meio a essas tragédias e a esse mistério sete crianças se tornam amigos inseparáveis.Em meio à brincadeiras e correrias pela cidade eles descobrem o que significa a amizade,o amor e a confiança.Descobrem também o verdadeiro significado do terror e do medo.Juntos eles enfrentaram A Coisa,um ser maligno e aterrorizante que mora nos esgotos da cidade.
Antes de cada um seguir seu caminho,eles fazem um pacto de sangue.Se a Coisa voltar de novo à Derry, eles deveriam voltar e se reunir novamente para tentar destruir esse ser maligno.Mas A Coisa poderia ser derrotada?

O livro se passa em duas épocas:1958 e 1985.
As duas épocas são entrelaçadas no livro então em um momento você está no presente e em outro está no passado.O que torna a leitura ainda mais instigante pois quando as coisas começam a esquentar o autor muda a época e você acaba ficando com aquele suspense fantástico.O livro já começa de maneira explosiva quando o irmãozinho de um dos protagonistas é assassinado pela Coisa.E segue num ritmo alucinante,eu diria até mesmo doentio pois eu não queria parar de ler.It é um daqueles livros pra você saborear aos poucos,sem correria pois são muitos personagens e muitos acontecimentos.
Você se sente sufocado conforme as páginas vão seguindo.E o livro segue num desespero desenfreado até que puf!!Nas últimas páginas eu me senti desabando.Fiquei meio decepcionado com o confronto final dos amigos e da Coisa.Também fiquei decepcionado com o que realmente era A Coisa.Na verdade eu nem sei definir o que eu esperava que fosse mas não me agradou quando tudo foi revelado.Claro que nem por isso vou dizer que o livro é ruim.Pelo contrário:It,A Coisa é sem dúvida um dos melhores livros que já li na vida! Um livro pra ler,reler várias vezes.Depois que terminei de ler fiquei sentindo um vazio na alma,afinal foram vários dias em companhia desse livro fantástico.Pensei até em começar a ler de novo mas achei melhor dar um tempo,esfriar um pouco pra depois reler esse livro agora com mais calma,sem pressa pra chegar logo ao final.Stephen King é um mestre naquilo que faz e com It não foi diferente.Os personagens são maravilhosos e não tem como não gostar de todos eles,torcer pra que todos cheguem vivos ao final.Destaque para Henry Bowers,um psicopata de apenas doze anos.Nauseante as coisas que ele faz..Mas o grande destaque mesmo é Pennywise,o palhaço.De arrepiar!

Grato à Suma de Letras que resolveu relançar o livro e nos presentou com uma edição fantástica,com uma capa linda e uma tradução de primeira!

De nota dez,nem mil seria suficiente!O melhor livro de Stephen King!
Ida 23/08/2014minha estante
Nossa João depois da sua resenha qual leio primeiro, O iluminado ou It?! Estou curiosa pelas duas leituras..rs e ambas parecem emocionante!! Bjos


Mike 27/08/2014minha estante
Ótima resenha manu !




Anderson 03/01/2015

A Coisa - uma obra-prima mais que do medo
A Coisa é, realmente, uma obra prima; porém não só do medo. Não há, neste livro, só horror. Há muitos temas que Stephen King soube trabalhar de maneira brilhante.
Sete crianças que, muito cedo, devem aprender a tomar atitudes e fazer escolhas que marcariam suas vidas, mesmo que de maneira indireta. Cada uma das personagem principais deixa uma marca em nós.

Bill: um garoto corajoso que busca vingança. Ele acaba envolvendo seus amigos em suas tramas para derrotar Pennywise, porém está ciente disso, e isso o faz um personagem forte e incrível.
Ben: meu personagem favorito. Para mim, ele representa a perseverança e a vontade de vencer desafios.
Eddie: uma garoto de aparência frágil, porém de muita atitude. Ele é um grande exemplo de criança que se torna fraca por conta dos pais que pensam que está protegendo seus filhos, mas que na verdade está os impedindo de voar.
Richie: o brincalhão da turma. Ele é um personagem memorável. É um dos mais espertos do grupo.
Mike: o sábio do grupo. Um garoto negro que sofre preconceito por isso. SK trabalhou a questão do racismo através desse personagem de maneira genial.
Beverly: a ousada. Representa o contrário de uma garota frágil e sensível.
Stanley: um personagem misterioso. Representa um pouco a religião ( ele é judeu) e é muito desconfiado. Seria como o lado ponderável do grupo.

Se você acha que só vai encontrar um Palhaço Assassino neste livro, esqueça! A Coisa é muito mais do que simplesmente isso. Ela é uma força que vai além do imaginário. Ela é o resultado de uma cidade que põe pedras em cima de todos os problemas, abrindo espaço para que a Criatura devore as crianças residentes nela, utilizando seus medos como isca fácil.
A Coisa também tem medo, mas é esperta demais para que seja derrotada. Afinal de contas ela é "Eterna" e conhece e muito as fraquezas dos humanos. Será que o Clube dos Otários conseguirá derrotar essa forma maligna que está destruindo Derry há tanto tempo?
Bullying, racismo, crítica a indústria farmacêutica, uso de violência na educação dos filhos. Estes são alguns dos temas que você encontrará nesta obra.

A Coisa é um livro incrível! Tem terror, aventura, amor, comédia... e muito mais!

Abs,
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Jaine Franco 27/09/2018

Finalmente eu terminei It. E já adianto que não gostei.

Não vou dizer que é um livro ruim. Mas não foi bom pra mim. Toda experiência de leitura foi massante e cansativa.

O desenvolvimento de personagens é muito bom. E como é Stephen King, a imersão é total na Derry que ele nos apresenta. (Tem muita descrição, se prepare) O que me permitiu visualizar tudo o que acontecia. Algo que eu adoro. E que se fez presente em todos os livros do King que eu já li.

Mas os elogios acabam por aí.
#It é desnecessáriamente prolongado. Nenhum pouco assustador como dizem, e em muitos momentos me fez rir de tão toscas eram as atitudes tomadas pela Coisa. Talvez lá nos anos 80 quando ele foi escrito e lançado fosse assustador. Hoje é risível.

Agora sobre AQUELA cena da Beverly no final é completamente desnecessária!
Um livro inteiro sobre o poder da amizade e companheirismo dessas crianças não precisava ser maculado assim.

Livro decepcionante.
E ao meu ver superestimado.
Juba 27/09/2018minha estante
:(


Belarmino.Alves 27/09/2018minha estante
Concordo com você...Já tende ler 2 vezes mais é muito massante. Ele foge muito do foco real da história..


Monique 05/10/2018minha estante
Concordo também, levei meses para ler, pensei em desistir diversas vezes, mas fui até o final... E que final decepcionante! A ideia da história tinha tudo para dar um livro fantástico, e até acreditei que em certa altura das mais de mil páginas iria começar a me surpreender, mas não rolou!


Almir Gabriel 04/11/2018minha estante
É o típico livro q ficaria bem melhor c talvez metade das paginas, n havia msm necessidade desse descritivismo todo, mas percebo q essa é uma das marcas registradas do King.
Me parece q com esse livro, ele tinha a intenção de fazer uma obra "epica", e conseguiu: ficou EPICAmente falha. So de ler algumas paginas, me irritei e desisti, pq odeio narrativas detalhistas dms.


Regina 23/03/2019minha estante
Gente, pois é. Que cena aquela da Beverly. Como assim? Achei escrotice demais... E não vi niguém abismado com essa cena até ler sua resenha.




Pablo 23/05/2011

A obra prima do mestre do terror, na minha opinião!

Nesse livro (e em muitos outros também), Stephen King mostra que não é só um gênio pra criar situações insanas e assustadores. Ele também é mestre pra inventar personagens incrivelmente sedutores e envolventes!

Ao final do livro eu realmente me senti triste por saber que não iria mais ter a companhia diária de Bill, Ben e o hilário Ritchie!

Algumas pessoas reclamam do grande número de páginas do livro, mas eu digo que todas as páginas são necessárias pra conseguir criar essa relação entre o leitor e os personagens!

Talvez não seja o melhor livro praqueles que nunca leram nada do autor, por causa do tamanho e do envolvimento necessário.
Agora, pra quem já leu algo dele e tem vontade de se aprofundar no mundo de King, "A Coisa" é o livro perfeito!
Depois deste livro, você vai querer comprar tudo do cara que vir pela frente...como eu fiz! hehe
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