Quarto

Quarto Emma Donoghue




Resenhas - Quarto


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naniedias 16/06/2011

Quarto, de Emma Donoghue
Jack é apenas uma criança em seu aniversário de cinco anos. Mas ele não é uma criança como outra qua
lquer. Ele nasceu no Quarto e nunca saiu de lá. A Mãe está lá desde que tinha 19 anos - ela já tem 26 agora. E o Velho Nick vai ao quarto quase todas as noites e faz a cama ranger. Enquanto isso, Jack fica no Guarda-Roupas, mas nem sempre ele está dormindo - às vezes, ele fica acordado contando os dentes (são vinte) ou os rangidos da cama (que são muitos, muitos).
Ele pensa que o Lá Fora não é real - que tudo que está na televisão não existe. Que há apenas o Quarto e o Espaço Sideral.

Mas as coisas irão mudar.
Depois de ficarem dois dias sem eletricidade (e de terem passado muito frio), a Mãe decide que não dá para continuar com essa situação (até porque o Velho Nick está desempregado, e o Banco pode executar a hipoteca).
Ela e Jack conseguem sair do Quarto. Foi difícil, mas não tanto. O difícil agora é tirar o Quarto dos dois.

O que eu achei do livro:
O que acharam da minha sinopse? A primeira parte (antes do espaço) foi uma tentativa (não muito bem sucedida, infelizmente) de contar a história como o Jack contaria.
Esse incrível livro - Quarto - é contado pelo pequeno Jack - que acaba de completar cinco anos. Você irá se apaixonar pelo menino - ele é, ao mesmo tempo - a criança mais inteligente e mais ingênua que você jamais conheceu. Em muitos momentos age como um adulto, em outros, parece uma criança de dois anos. Emma Donoghue conseguiu criar personagens muito realistas - chega a dar medo. Parece que ela está contando uma história real.
Aliás, essa história é muito parecida com outras histórias reais que, infelizmente, já ouvimos serem contadas por aí.
Eu não consigo distinguir qual é a parte mais chocante - se é quando eles ainda estão presos ou quanto eles são soltos. Não é fácil encarar o mundo real depois de sete anos em cativeiro. Ainda mais difícil é encará-lo quando você nunca o viu.
É simplesmente incrível acompanhar Jack e sua Mãe nessa história embriagante.
Emma Donoghue escreve de forma sublime. Conseguimos realmente pensar que é Jack que está contando a história - usando palavras difíceis para uma criança (mas ele não é uma criança normal) e pensando coisas absurdas, mas engraçadas. A leitura é super dinâmica e fluidia. O livro é tão bom que você não conseguirá largá-lo até chegar a última página.
Copiei dois trechos do livro, para vocês sentirem um pouquinho do mundo de Jack. O primeiro é ele explicando sobre o jantar do dia.
"Esta noite escolhi espaguete, e tinha também brocólis frescos, que eu não escolhi, mas é que eles fazem bem pra gente. Cortei os brócolis em pedaços com a Faca de Zigue-Zague e de vez em quando engolia um, quando a Mãe não estava olhando, e ela dizia 'Ah, não, onde foi parar aquele pedaço grande?', mas não estava zangada de verdade, porque as coisas cruas deixam a gente supervivo."
O segundo trecho é a visão de Jack sobre o quadro Guernica. Eles tinham, no Quarto, algumas pinturas (na realidade, algumas reproduções de pinturas, retiradas da caixa de cereal matinal) e uma delas era Guernica.
"A Mãe acha que Guernica é a melhor obra-prima, porque é a mais real, mas na verdade ela é toda bagunçada, o cavalo fica berrando com uma porção de dentes, porque tem uma lança cravada nele, e depois tem um touro e uma mulher segurando uma criança molenga com a cabeça virada ao contrário, e uma lâmpada que parece um olho, e o pior é aquele pezão grande no canto, que eu sempre acho que vai me pisotear."
Quarto é simplesmente um livro maravilhoso! Apesar da situação ser bem cruel, da vida ser bem difícil - é apaixonante acompanhar a luta dessa mãe para cuidar do seu filho e depois as dificuldades dos dois para se adaptarem ao mundo real. É intrigante, delicioso, perfeito!

Nota: 10
Dificuldade de Leitura: 7

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SuKa 17/06/2011minha estante
Parabéns...nao é fácil fazer resenha nao...vc foi muito bem...fiquei com bastante vontade de ler o livro.


Helder 29/06/2011minha estante
Adorei sua sinopse. " O dificil é tirar o Quarto dos dois". E de nós também. Foi a melhor frase que li em todas as resenhas aqui. Ainda nao terminei a leitura, pois tenho que trabalhar, mas já chorei muito! E achava que La Fora tudo seria "Felizes para Sempre", mas não é nada disso. A Autora é mesmo fenomenal. Além de nos mostrar aquele mundo claustrofóbico, tb nos mostra as consequencias de tanta maldade.


Mariana 09/09/2011minha estante
Acabei de ler este livro e preciso dizer o quanto me fez refletir sobre a minha propria vida. A minha relação com meu filho (4 anos) pode ser bastante cansativa, mas eu estou valorizando muito mais cada minuto que passamos juntos e gozamos de tanta liberdade, alegrias e prazeres. É preciso valorizar o que temos, cuidar, preservar. Simplesmente lindo!


Sarah 20/04/2012minha estante
Comprei hoje o livro e estou louca para começar a ler. Depois desta sua resenha então....


naniedias 01/05/2012minha estante
Nossa, não tinha visto nenhum desses comentários, por isso só estou respondendo hoje ^^

Suka, fico feliz que tenha gostado da resenha. O livro é muito bom - vale a pena ser lido!

Helder, acho que o Lá Fora não ser um conto de fadas é o melhor nesse livro - afinal de contas não é tão simples mesmo, ainda mais para a criança que nunca havia conhecido outra vida.

Mariana, deve ser ainda mais difícil ler esse livro quando se é mãe.

Sarah, espero que tenha gostado do livro (se já terminou de lê-lo) - é uma história muito boa ^^


Sthé 09/02/2013minha estante
"Ela e Jack conseguem sair do Quarto. Foi difícil, mas não tanto. O difícil agora é tirar o Quarto dos dois."

Essa frase resume o livro. Muito boa a sua resenha!


Erica 19/12/2013minha estante
Nossa esse livro é incrível de bom!


Livânia 11/03/2016minha estante
Não queria ler o livro por medo dele ser muito triste... de me fazer mal... sabe como é... quando é com criança, é mais triste ainda. Mas depois de ler sua sinopse, fiquei com vontade, quero ler.




Helder 01/07/2011

“Sair do Quarto foi fácil, difícil é tirar o Quarto deles”...
...E de nós também. Como já disse uma skoobiana entre as resenhas abaixo.

Prepare-se para uma nova experiência. Ela é dolorosa, claustrofóbica, mas muito bonita. Entre no Quarto e conheça Jack e sua alegria ingênua e infantil, e a Mãe e sua extrema força interior. Você nunca conheceu ninguém assim, mas infelizmente eles podem ser reais. E pensar isso dói mais ainda.

A Mãe criou um mundo para Jack dentro do Quarto, e ali ele era extremamente feliz, com seus 4 livros com figuras, sua planta, a cobra de casca de ovos, o móbile de macarrão, as obras de arte das caixas de cereais, os 5 lápis de cores, as aulas de ginástica correndo de um canto ao outro com dezesseis passos, os cafés da manhã com os cereais contados, os almoços com brócolis e os jantares com vagens.O sorriso de Deus, o espaço sideral, a massa de farinha. Dias completamente tomados de atividades. E tudo na sua rotina. Dia para fazer limpeza, dia para lavar as roupas, dia para pedir presente. Hora para tomar café, hora para fazer ginástica, hora para ver TV, hora para almoçar, hora para jantar e principalmente hora de ir dormir no armário, pois o velho Nick vai chegar. O Velho Nick, vinha a noite, então Jack ficava no armário, onde contava seus 20 dentes e depois contava os rangidos da cama. E a extrema felicidade do mundo de Jack me trazia uma extrema tristeza e falta de ar.

Tentei entrar no Quarto devagar, mas não consegui. Fui sugado. Na primeira noite foram 115 paginas. Nunca tinha visto tanta ternura misturada com tamanha crueldade. Ficava sem ar, e com lágrimas nos olhos, e tinha que tirar o Jack e a mãe de lá. E no dia seguinte, só consegui parar quando eles saíram do Quarto.

Calma, não estou estragando sua leitura te contando o final do livro. Não faria isso nem que o Velho Nick me ameaçasse desligando a energia e os legumes e frutas derretessem e ficassem gosmentos. Ainda estamos na metade do livro.

Na nossa mente pequena, achamos que chegou ali o Final Feliz. Afinal a liberdade! Mas a autora mostra que não é assim tão simples.
Se este livro tivesse sido escrito há 20 anos, acharíamos que era um livro de ficção quase científica ou suspense policial, pois achávamos que somente uma mente muito criativa poderia inventar uma estória assim, porém o século XXI nos mostrou que isso existe, e não faz parte de mentes criativas, mas sim de mente extremamente deturpadas, malignas e perversas.

Mas a intenção da autora não é discutir o que leva alguém a fazer isso com outra pessoa, mas sim quais são as conseqüências e marcas deixadas por este tipo de crime. E sempre sob o olhar ingênuo de Jack, ela vai nos mostrando as conseqüências desta enorme maldade: A curiosidade mórbida das pessoas, os sentimentos dos pais que achavam que tinham perdido uma filha, como aceitar o “fruto” daquela maldade, o julgamento das pessoas, o “voltar a vida” da Mãe e o “começar a vida” de Jack.

Ir a um shopping com seus espaços enormes, andar num elevador, um pouco menor que um quarto. Tomar sorvete, sentir o sol, sentir a chuva, ver um cachorro, os carros que vem no sentido contrário, brincar de Lego, ir ao parquinho, ir ao dentista, tomar banho de chuveiro, desperdiçar comida, não jogar sujeira no lixo.

É incrível que muitas coisas pareciam ser melhores dentro do Quarto. A Mãe, com seu extremo amor conseguiu ensinar coisas incríveis a um menino de 5 anos, que sabia ler, escrever, contar e cantar musicas, além de conseguir preparar sua própria comida nos dias que a Mãe ficava “fora”.

“Quando eu tinha quatro anos, eu achava que tudo na TV era só TV, aí eu fiz cinco e a Mãe desdizeu que uma porção de coisas eram só imagens do real e falou que o La Fora era totalmente real. Agora eu estou no Lá Fora, mas acontece que um monte dele não tem nada de real."

Entre no Quarto você também. Como disse, a experiência é muito forte, muitas vezes cruel e outras vezes extremamente ternas. Você NÃO vai sair com a alma tranqüila e lavada, mas com certeza sairá com muitos pensamentos em sua cabeça e levará o Quarto com você por um bom tempo.
Realmente preciso de tudo o que tenho? Preciso dar tantas coisas para meu filho? Porque perdemos tanto tempo com coisas inúteis. Evoluir da idade da pedra foi um benefício ou uma perda?
E segue uma das melhores passagens do livro para pensarmos:

"No mundo, eu noto que as pessoas vivem quase sempre tensas e não têm tempo. Até a Vovó sempre diz isso, mas ela e o Vopô não têm emprego, então eu não sei como as pessoas empregadas fazem o trabalho e toda a vida também. No Quarto, eu e a Mãe tínhamos tempo para tudo. Acho que o tempo é espalhado muito fino em cima do mundo todo, feito manteiga, nas ruas e nas casas e nas pracinhas e nas lojas, por isso só tem um tiquinho de tempo espalhado em cada lugar, e aí todo mundo tem que correr pro pedaço seguinte" Jack, Sr Cinco Anos.

Leiam!!!
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Nadíly 09/06/2020

Incrível
A ideia do livro era excepcional e foi executada com perfeição.
Uma leitura intensa que te envolve com a personagem e não consegue largar o livro até chegar ao fim.
Com certeza um dos melhores livros que já li.
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Beatriz 07/04/2016

Emocionante
Pra resenha completa e com Gif no link abaixo.

Minha história com o livro começou quando fui intimada a assistir ao filme O Quarto de Jack. E como eu sabia que havia o livro, não havia deus no mundo que me faria assistir antes de ler, então corri procurar um exemplar e ler antes de ser amarrada ao sofá.

Eu li em menos de 10h, em uma sentada. Quando dei por mim, já havia terminado, foi rápido. O tempo parou enquanto eu lia. Eu gosto muito de livros com visões infantis, e apesar do livro ser escrito por um adulto, ainda tem aquela inocência e doçura da vida.

O livro:

Quarto é narrado inteiramente por Jack, um menino de 5 anos que tem todo o seu mundo dentro de um quarto. Aquilo é tudo o que ele conhece e vai conhecer, as pessoas de sua vida são sua mãe e o velho Nick, que ele nunca vê. Mas ele se diverte e é muito feliz nesse lugarzinho, sua mãe, que ele chama de Mãe e em nenhum momento ouvimos falar o nome dela, faz de tudo para que ele seja feliz e conheça as coisas.

""É esquisito ter uma coisa que é minha e não é da Mãe. O resto tudo é de nós dois. Acho que meu corpo é meu, e as ideias que acontecem na minha cabeça. Mas as minhas células são feitas de células dela, quer dizer que eu sou meio dela. E também, quando eu digo pra ela o que estou pensando e ela diz pra mim o que está pensando, nossas ideias de cada um pulam na cabeça do outro, que nem lápis de cera azul em cima do amarelo, que dá verde.""

É interessante como coisas banais, para crianças são especiais. Jack gosta da TV, de assistir Dora Aventureira, mas sabe que não pode assistir muito pois seus miolos podem derreter. Tem o Guarda-Roupas, que é onde ele vai dormir, apesar de sempre acordar na Cama. Cada objeto, cada pequena cosia para ele é especial, é como amigos. É muito emocionante ver essa inocência em seu olhar, o que deixa a leitura muito fluida e prazerosa.

""Quando eu tinha quatro anos, eu achava que tudo na TV era só TV, aí eu fiz cinco e a Mãe desdizeu que uma porção de coisas eram só imagens do real e falou que o Lá Fora era totalmente real. Agora eu estou no Lá Fora, mas acontece que um monte dele não tem nada de real.""

Mas assim que ele completa 5 anos sua mãe vem com um papo estranho, de que existem coisas a mais lá fora, fora da Claraboia, coisas como Primos, Tios, Avó e Avô. E ele fica assustado, não consegue ligar com tudo isso, é muita coisa, muito estranho. Mas o pior de tudo é quando sua mãe inventa umas coisas estranhas, e diz que eles precisam fugir, mas pra que fugir? O quarto é bom, tem tudo o que eles precisam. Mas sua mãe insiste que não, que aquilo é ruim comparado com o que podem ter.

""O La Fora tem tudo. Agora, toda vez que eu penso numa coisa, como esquis ou fogos deartifcio ou ilhas ou elevadores ou ioios, tenho que lembrar que eles sao reais, acontecem todos juntos de verdade no La Fora. Isso deixa minha cabeça cansada. E as pessoas tambem, bombeiros, professores, ladroes, bebes, santos, jogadores de futebol e gente de todo tipo, eles todos estão mesmo no Lá Fora. Mas eu não estou lá, eu e a mãe, nós somos os únicos que não estão lá. Sera que ainda somos reais?""

E é com essa promessa de que existe cosias melhores que ele aceita fazer a cosia mais corajosa que já fez na vida.

Opiniões:

O livro, como eu disse é pequeno, e não trata de estupro, nem de sequestro, trata de conhecer o mundo. De enxergar as coisas com olhos inocentes. Nos da a oportunidade de ver as coisas com aquele véu magico que existe nos olhos das crianças, mesmo as coisas feias e horríveis.

Além disso, em todo lugar que eu olho para as crianças, os adultos quase todos parecem não gostar delas, nem mesmo os pais. Eles chamam os filhos de lindos e tão bonitinhos, mandam as crianças fazerem tudo de novo para eles poderem tirar fotos, mas não querem de verdade brincar com elas, preferem tomar café conversando com outros adultos. Às vezes tem um bebezinho chorando e a Mãe dele nem ouve.

A relação de Jack com sua mãe é preciosa e pura, nos emocionamos e nos revoltamos com a Mãe, mas nós a compreendemos, nos apaixonamos por ela também. É com graça que a autora nos faz refletir sobre lugares seguros e sobre o conforto das crianças. Nos faz refletir e refletir a cada pagina sobre a percepção delas.

""No Quarto eu ficava seguro e o Lá Fora é que assusta.""

Tudo o que sabemos do livro é sobre percepção do leitor, o autor deixa pontas soltas e algumas coisas semi esclarecidas. O que faz com que cada pequena informação seja útil e vital para esclarecer completamente o contexto. O resto, que não seja a inocência e percepção de Jack, fica de segundo plano. Mas é lindo, você se apaixona por Jack, sente medo e coragem por ele. Se orgulha dele.

O livro é dividido em partes, temos a parte do Quarto, da fuga, da adaptação do Lá Fora e do depois. E vemos a evolução desse menino, que continua a narrar as coisas através do seu filtro de prioridades, que não é o mesmo do leitor. Vi quem não gostou dessa característica, mas, penso eu, esse é o diferencial do livro. Se quiser ler alguma coisa mais profunda e detalhada sobre sequestro e estupro leia outra coisa.

Algumas pessoas ficaram um pouco incomodadas com a feiura das pessoas mostrada no livro. Como elas parecem egoístas e mesquinhas, mas na verdade a maioria de nós somos assim. O livro é uma criança boa e inocente que nasceu no inferno, não esperem a Madre Teresa vir ao socorro ajudar, pois não é assim que as coisas funcionam. Porque o mundo é feito de pessoas, e pessoas são feias, as crianças não enxergam as coisas com profundidade, não tem a percepção de saber o porque alguém faz o que faz, só questiona o porque fez.

Então, as vezes nos irritamos com as pessoas do Lá Fora, assim como nos irritamos com pessoas do Nosso Mundo. O livro é humano, trata os personagem como humanos, não escondendo seu lado biológico, suas cicatrizes ou sua feiura.

O Quarto é um livro pesado e dramático, que nos faz refletir sobre uma porção de coisas, que foi maravilhosamente escrito pela versão da inocência. Então, vale sim a pena ser lido e discutido, refletido e lido de novo.

site: https://aquimerablog.wordpress.com/2016/04/05/quarto-de-jack-resenha-do-livro/
Ray 19/10/2020minha estante
O nome do livro me lembrava o filme só q eu n sabia q tinha relação,gosto MT desses temas e estou surpresa que tenha o livro




Paty 28/01/2014

Esse é um livro sobre como amar pode ser a tarefa mais árdua de todas e também a mais compensadora.
Mona 11/02/2014minha estante
Perfeito!




Cissa 20/08/2011

Cinco Estrelas
Para escrever uma resenha para o livro "Quarto" de Emma Donoghue, procurei alguma palavra que dissesse o que senti ao ler essa história.
Pensei em: diferente, maravilhosa, excelente, notável, incrível e tantas outras mas achei que deveriam ser todas juntas pois só assim conseguiria definir o que achei.

A autora Emma, usou um estilo intimista que nos leva direto ao mundo do menino Jack, um garoto de cinco anos muito valente e que amava demais a Mãe. Ele nos conta como vê o seu mundo, como sente a vida e como encara as dificuldades que seu destino lhe impôs.

Apaixonar-se por Jack é inevitável. Começei a leitura e ficava cada vez mais difícil deixar o livro de lado. Uma história densa, forte e diferente de todas as história modernas que tenho lido. Tem suspense, humor, medo, raiva, esperança e amor na medida certa.

Falar sobre "Quarto" e não cometer spoiler é difícl, portanto deixo para que os leitores fiquem na expectativa e que se possível o leiam e entenderão bem melhor o quero dizer.

Terminei a leitura e me pego sempre pensando em Jack, na Mãe, no mundo que eles tiveram que viver e no que tiveram que criar para que a loucura não destruisse suas vidas. Coragem, força, amor, são os sobrenomes de Jack, um menino forte e corajoso que todos nós deveríamos ter dentro de nós.

karlasampaio 24/08/2011minha estante
Cissa, você conseguiu descrever exatamente o que estou sentindo com o livro. É apaixonante!


*Rô Bernas 21/02/2012minha estante
Cissa..sabe que até agora este livro não me empolgou? Acho que sou muito insensível rsss


Cissa 21/02/2012minha estante
Ro, você não é insensível não, é que tem histórias que não nos prendem mesmo. Isso acontece comigo tb. rs




Camilla Costa 13/09/2020

Excelente
Ler o Quarto foi me jogar em uma temática muito diferente das que eu estava acostumada. No entanto, a leitura foi muito fluida e ao mesmo tempo emocionante. Por mais que a temática seja bem delicada, a autora colocando a perspectiva no ponto de vista de Jack, uma criança de 5 anos, tornou o livro leve e cheio de diálogos. Enfim, um livro bem trabalhado, os personagem são bem desenvolvidos suas emoções são verdadeiras e compreensíveis.
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Carla 12/04/2012

Livro espetacular!
No meio de tanto livro "nada se cria, tudo de copia", é muito bom ler algo diferente. Este livro nos surpreende, pois consegue tratar de um assunto triste, realmente desesperador para quem o vivencia, de uma maneira tão diferente, até poética. Fiquei horrorizada com a situação que Jack e a Mãe viviam (algo que só vemos na televisão), mas a maneira que essa Mãe dribla a situação para não prejudicar o próprio filho é emocionante! Outra coisa interessante é como O Quarto tem significados diferentes para os dois personagens: para a Mãe, é um lugar de tristeza e opressão, literalmente sua prisão, para Jack é melhor lugar do mundo, onde tem tudo o que precisa, é feliz e se sente seguro.
Confesso que ao ler o livro senti, em relação à autora, dois sentimentos contraditórios. Primeiro, inveja, pois a mulher é talentosa! Quem me dera ter a sensibilidade e criatividade de pegar uma situação trágica e transformar numa obra de arte. E senti alívio, pois ainda existem bons escritores e seus livros são publicados. Sorte nossa!
aline weigel 12/04/2012minha estante
Maravilhosa resenha Carla, parabéns.
Traduziu exatamente o que eu senti lendo esta preciosidade. Vida longa a autora para que ela nos presenteie com mais obras inquietantes e emocionantes.


Mariana 25/09/2012minha estante
Esse livro me tocou muito. Li num momento em que me sentia assustada e aprisionada por erros do meu passado. Tenho um filho de cinco anos e sou separada do pai dele. Pude me libertar de tantas dores, refletir sobre a maravilha da minha vida em comparação àquela realidade. A Emma é mesmo maravilhosa e esse livro foi um grande presente.




Sthé 09/02/2013

Jack é um encantador menino de cinco anos que nunca saiu do QUARTO, cárcere que divide com a Mãe, jovem sequestrada e mantida prisioneira pelo Velho Nick há sete anos. Durante os primeiros anos da vida do menino, a Mãe faz de tudo para que ele se desenvolva no limiar do possível naquela situação tão degradante. Entretanto, uma criança precisa de muito mais do que um mundo trancado por uma senha eletrônica, feito de cortiça e com apenas uma pequena claraboia... E é ai que ela arma um ousado plano de fuga, para salvar a sua alma e principalmente, dar uma vida (de verdade) ao seu filho.

...

Room é um presente literário de 2010, escrito pela irlandesa Emma Donogue. Eleito o melhor livro do ano pelo renomado The New York Times, foi publicado no Brasil sob o selo da Editora Verus, 349 páginas. O reconhecimento que o livro tem recebido é MAIS DO QUE MERECIDO e explico o porquê.

A forma como a história é contada é simplesmente encantadora. A narrativa de Jack é puro charme, seus olhos de criança, seus sentimentos e suas impressões do único mundo que conhecem são profundas. O encanto está em cada frase divertida do menino e coisas como seus sanduíches de palavras (Assustador + Assombroso = Assustoso), a confusão perante coisas que os adultos já nem param mais pra pensar, sua curiosidade latente e sua doçura de criança...

Aliado a fofice extrema de Jack, nós temos uma Mãe que dia após dia luta para manter a sua sanidade, para poder proporcionar um mínimo existencial ao seu pequeno anjo. É quase impossível não se emocionar com a dor dela, rir da curiosidade de Jack, querer matar o Velho Nick, ou, ainda, ter uma vontade imensa de abraçá-los e salvá-los do Quarto. Eu devorei um terço do livro em uma única noite, pois precisava saber que eles estavam “mais ou menos” bem antes de dormir.

Esse não é um livro pra ser lido com rapidez. Cada frase e pensamento do Jack, se lido com calma, pode causar as sensações mais diversas, e é nesse ponto a mágica do livro. A narrativa é saborosa, leve mais muito profunda. É impossível não se emocionar e não ficar agoniada com cada minuto dentro de "O Quarto"...

E é mais agonizante ainda descobrir que a nova vida de Jack e da Mãe só começa quando eles tentam fugir. Esse é um dos maiores méritos de Emma Donogue: o feliz pra sempre não vem no momento em que se espera. Mesmo nas últimas páginas, nem tudo está 100%, o que torna o livro muito realista.

Por fim, uma das coisas mais “assustosas” é o fato de que, por esse mundo afora certamente existem vários Quartos, vários Jack’s, várias Mães e, sobretudo, vários Velhos Nicks. Ocasionalmente, uma Natascha Kampusch consegue fugir de um cativeiro na Áustria de mais de 3096 dias; um velho Nick piorado tal como Josef Fritzl, que mantinha a própria filha de refém e escrava sexual é descoberto depois de tanto tempo de sofrimento... Quando o leitor para pra pensar nessas questões, e sente aquela secura na garganta de impotência frente a esse lado tão obscuro da sociedade (que de vez em quando vem a tona), entende porque Quarto é uma leitura mais do que recomendada.

PS: Muito amor para a minha amiga do skoob, Marcia, que me indicou e emprestou essa obra. You're just amazing!!
Marcia 10/02/2013minha estante
Obrigada por suas palavras carinhosas, amiga. Minha estante é sua, sinta-se à vontade.

Excelente sua resenha. Retrata muito bem a profundidade emocional desta obra.




Leandra.Khatchadourian 10/04/2020

Muito bom!
Eu recomendo este livro! A história é narrada pelo pequeno Jack,um garotinho que nunca viu o mundo,para ele só existe ?O Quarto?. Vocês vão ler sobre uma história de superação e muito amor maternal. Com esse personagem cativante e sua narrativa que prende.
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Carol Coutinho 06/02/2020

Bom, mas...
A estória construída em Quarto é emocionante. A violência emocional de um mulher que teve que amadurecer rapidamente e adaptar-se à uma subvida é tocante. Porém o que matou o livro para mim foi Jack. Que menino chato! Eu entendo que as circunstâncias da sua criação ajudaram a construir essa personalidade, mas eu simplesmente não conseguia engolir.
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Tamirez | @resenhandosonhos 22/04/2016

Quarto
Em Quarto, Jack acabou de completar 5 anos e vive com sua mãe em um cubículo. Ele cresceu acreditando que aquele lugar, onde há somente um cama, uma mesa, duas cadeiras, um armário, uma banheira, um fogão e uma pia era todo o espaço do mundo. Sua mãe explicou que o lá fora, que ele vê pela claraboia no teto não é habitado e que eles estão sozinhos, com a exceção do Velho Nick.

Esse homem que toda noite vem visitar sua mãe e, que ele apenas ouve conversar de dentro do armário onde se esconde, é quem busca a comida no espaço lá fora e os mantém alimentados. Mesmo tendo acesso a televisão, ele foi ensinado pela mãe que aquilo que vê só está acontecendo dentro daquela caixa mágica e que nada além do Quarto é real. Cachorros, árvores, outras pessoas, nada disso existe no mundo de Jack.

Pensei em todas as crianças do mundo, em como elas não são da televisão, são reais, elas comem e dormem e fazem xixi e cocô feito eu. Se eu tivesse uma coisa afiada e espetasse elas, elas sangravam, se eu fizesse cócegas, elas riam. Eu queria ver as crianças, mas fico tonto por elas serem tantas, e eu um só.

Porém, sua mãe, que está a 7 anos presa, elabora um plano para tentar escapar do Quarto, e começa a contar para o garoto que o mundo é muito maior do que ela previamente lhe falou já que Jack é peça fundamental para que ela e ele possam escapar do cativeiro. Mas tudo é muito assustador, e esse menino de 5 anos vai ter que superar medos que ele sequer sabia existirem.

Minha opinião

Quarto vai ser narrado pela perspectiva do Jack e ele só tem 5 anos, vivendo num mundo recluso que ele acredita ser tudo o que existe. É muito interessante o olhar dele sobre as coisas, a forma como tudo parece vivo e único e, ao mesmo tempo em que por vezes nos irritamos com a forma que ele lida com situações que são corriqueiras, mas vão contra a realidade em que o garoto está inserido.

Inocência é a palavra que definiria esse menino que vive nesse cubículo isolado. Ele não faz ideia do que está acontecendo ao seu redor e do quanto é uma vítima da situação. Ele não compreende que está preso, ele não compreende que existe mais e ele não compreende o que acontece toda vez que o Velho Nick vem visitar sua mãe ao anoitecer.

Ele conta os rangidos da cama como se fossem tiques do relógio, como se fosse normal, como se não fosse uma atrocidade acontecendo do lado de fora do armário onde eles está dormindo. Pra ele não é, ele não sabe o que é e o que a presença daquele homem representa: prisão, estupro, medo.

Conforme caminhamos pela rotina criada pela mãe, vemos o quanto ela se esforçou em tentar dar uma vida normal e saudável pro menino, e ao mesmo tempo, o quanto o Jack é provavelmente a única coisa que a mantém lúcida e viva. Porém, no momento em que ela toma a decisão de bolar um plano, de que eles precisam sair dali, algo muda. Ela se lembra que existe um mundo lá fora e quer que Jack, o menino que não sabe nada, compreenda todas as coisas que ela escondeu dele. É sufocante e aterrorizante ver essas coisas flutuando na cabeça desse menino e no coração de Jack. É tudo novo, tudo o que ele acreditava ser mentira, fantasia, vai se tornando verdade pelas palavras da única pessoa que ele conhece e acredita.

Vendo o filme, e podendo ter mais da perspectiva da mãe, foi ainda mais angustiante tudo o que estava acontecendo. E acho que aqui temos um caso onde ambas as obras são excelentes, apesar de terem um tom diferente entre si. No livro temos muito mais Jack, mas no filme conseguimos enxergar além dele e alcançar também o sofrimento dessa mulher que ficou enclausurada por tanto tempo, que criou um filho, o filho do seu agressor e fez dele sua fonte de vida. Criou um mundo pra ele e transformou ele no seu mundo.

Enfim, acho que todo mundo deveria entrar em contato com essa obra, seja o livro ou o filme, caso você não seja um adepto da leitura. Emma Donoghue trouxe uma história incrível, sensível e cheia de pontos importantes e emocionantes.

site: http://resenhandosonhos.com/quarto-emma-donoghue/
Stephanie 06/08/2016minha estante
Adorei! Vc sempre arrasa Tamirez




Prim 16/09/2011

Jack
O livro seria a história de uma garota jovem com idade próxima à 20 anos sequestrada por um maníaco que a mantém presa por 7 anos e que, como resultado de relações sexuais com o sequestrador, teve um filho que nasceu e viveu até os 5 anos em um cativeiro.

Embora o seja, é injusto resumir o livro à uma história de amor entre mãe e filho. E embora o seja, também é injusto resumi-lo à história de descoberta do mundo real por uma criança nascida e criada em um cativeiro até os 5 anos.

O livro é muito maior que qualquer das tentativas acima de defini-lo pois o fato de essa trama ser contada por alguém de 5 anos, criado dentro de um Quarto, faz com que todas as questões sejam tratadas de maneira lúdica, e de certa forma caótica. Assim, somos apresentados aos supostos fatos pelo olhar de Jack ao longo das primeiras 200 páginas ao menos.

E esse drama da falta de liberdade e da adaptação ao mundo real é abordado através de uma falsa superficialidade nas palavras do menino narrador, mas se aprofunda sobremaneira na imaginação do leitor. Dependendo da formação, história de vida e relacionamento com os pais, cada leitor terá a sua relação particular com Jack.

Enfim, reitero que a fortaleza e grandeza desse trabalho está no olhar de Jack e o grande acerto da autora foi escolher como narrador-personagem esse carismático e intrépido menino de 5 anos.

Imperdível!
Renata CCS 08/11/2013minha estante
Tive ótimas recomendações deste livro aqui no Skoob.
Boa resenha!




Gabi Manson 19/05/2020

Emocionante
É uma história triste, narrado por uma criança de 5 anos, o que faz você "aceitar" mais fácil o que está acontecendo. Com certeza esse livro desperta várias emoções em que lê. Raiva, tristeza, agonia, felicidade, amor e compaixão.
É uma história, mas que acontece todos os dias no mundo em que vivemos, o que torna o livro mais emocionante ainda, podendo dar gatilhos em quem lê.
comentários(0)comente



Nana 17/06/2011

Lindo, lindo, lindo!!!
Parabéns a esta escritora que conseguiu transformar uma estória que poderia ser muito triste, pesada e assustadora, em um livro lindo e encantador como este.
O enredo é super original, tem uma riqueza de detalhes e muita sensibilidade na narração feita através da visão que uma criança de cinco anos tem do mundo.
Jack é um personagem para ficar na nossa memória por muito tempo. Ele é fofo, ingênuo e senti vontade de ficar cuidando dele pra sempre.Em vários momentos eu não sabia se ria ou chorava com suas perguntas e respostas inocentes e muitas vezes sábias.
Recomendadíssimo para todas as pessoa de qualquer idade!

Obs: Ao ler as primeiras páginas, achei que parecia um livro bobo. Então, caso vc sinta isso, não desista pois vale muuuiito a pena ir adiante. Em seguida a leitura engrena e você fica totalmente envolvido nela.
*Rô Bernas 21/02/2012minha estante
Nana, confesso que ainda não consegui achar interessante não...:/


Karine 18/05/2014minha estante
Concordo Nana! Sou Apaixonada por esse livro!




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