Insanas ...elas matam!

Insanas ...elas matam! Ana Cristina Rodrigues...



Resenhas - Insanas ...elas matam!


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Leitora Viciada 22/08/2014

Primeiramente, impossível deixar de ressaltar como achei fabulosa toda a arte do livro; não apenas a capa, mas todo o interior recheado de fotografias do mesmo ensaio, com essa mulher macabra. Entre um conto e outro, uma dessas fotos serve para o leitor pausar a leitura e se assustar ainda mais com o que de mais sombrio o ser humano pode ter. Nesse caso, as mulheres.
E um livro de terror e truculência escrito somente por mulheres atiça muito a atenção, pois geralmente a maioria das autoras prefere escrever histórias românticas e chick-lits. Mesmo a Literatura nacional já possuindo um excepcional time de escritoras de terror e fantasia, eu ainda não tinha visto um projeto de antologia inovador nesse sentido.

A fonte tem o tamanho ideal e a cor e textura das páginas não cansa a vista e torna a leitura relaxante (dentro do possível, já que as histórias são pesadas para os de corações fracos).
Todo conto possui palavras em destaque que juntas compõem o título dele, detalhe interessante.
Também gostei da fonte utilizada na sinopse, orelhas, informações do livro e no título de cada história.
Ótimo também o fato de existir informações básicas sobre as autoras antes de cada conto.
De todos os livros da Estronho que pude ter em mãos, este foi o que eu mais gostei do visual; está perfeito para o tema. A revisão também está boa e todo o livro de uma forma geral possui contos de excelente a bons. Como sempre ocorre nesse tipo de livro, escrito por diferentes mentes, os estilos e diferenças estão presentes e alguns contos agradam mais que outros, dependendo do gosto do leitor.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada.
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2012/06/insanas-elas-matam-de-varias-autoras.html
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Suhet 05/12/2012

Insanas ... elas Matam
Conheci a antologia Insanas através de uma das autoras participantes do projeto da editora Estronho. Convidei Laila Ribeiro para uma entrevista aqui no blog e pesquisando sobre a ida dela para formular as perguntas, descobri a antologia.

Comprei o livro com a autora em Agosto, mais especificamente na Bienal de São Paulo e só agora consegui lê-lo, porque a fila estava grande.

Insanas é uma antologia com quinze contos que exploram a capacidade feminina para o executar do mau. Nos textos deste livro você vai descobrir até aonde a mente feminina por chegar. Uma coisa eu te garanto, você nunca mais vai olhar para uma mulher da mesma maneira.

Aqui elas são perigosas, sem consciência ou qualquer pudor. Aqui elas matam. Você encontrará mulheres de todos os tipos, loucas, bonitas, bruxas, estudantes, feiticeiras, enfim, todas diferentes no seu aspecto físico e prático, mas com a mesma sede de sangue e a mesma mente pervertida.

Dos mais variados contos, Insanas está encharcado de mortes macabras e dolorosas. Elas matam friamente sem remorso algum. Os dois primeiros contos foram os que eu mais goste. O Bem e o Mal de Sandra Franzosso e Tinta Vermelho Sangue de Bruna Caroline.

Elas exploraram o ápice da insanidade feminina, trazendo um êxtase frenético à leitura, e causam em você ao mesmo tempo, raiva, compaixão, ódio, e também (não me julguem um assassino), o gosto pelo sangue.

Outros contos muito bons que também gostei, mas com uma pegada um pouco mais light, forma os contos: Anita – de Caroline Mancini, Desagravo – de Laila Ribeiro e Vítimas de Celly Borges.

De todas as histórias, só houve uma que eu não gostei, pois achei muito confuso e desconexo.

A forma de escrita da maioria das autoras é forte e impactante. Não recomendável para menos de 16 anos.


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:

a) Arte da capa:

A capa de Insanas é muito boa. Com arte final de M. D. Amado e fotografia de Andrey Kiselev, eles passam bem o que você pode esperar nas páginas da antologia. Porém as fotos de dentro do livro são melhores, eu teria trocado, pois há fotos mais instigantes que a da capa.

b) Trama:

A trama da maioria dos contos é muito bem tecida. Alguns mais intensos outros mais psicopatas, outros mais quentes, porém, todos mortais. Apenas um conto que eu não gostei realmente pó ser muito confuso e atropelado.

c) Caracterização dos personagens:

As mulheres de Insanas são muito sem noção. As autoras retiraram de suas mentes toda e qualquer razão, o que lhes atribuiu força e maldade em excesso.Verdadeiras psicopatas.


d) Qualidade do livro (papel, letra, erros e etc.):

A editora Estronho está de parabéns. Uma diagramação muito boa e criativa. O livro tem uma qualidade ótima, as páginas amareladas e porosas que eu tanto amo. O maior diferencial da antologia são as fotografias do artista Andrey Kiselev; Elas elevam a obra ainda mais.


e) Comparação com outras obras do gênero:

Insanas é uma obra excitante. Você sente medo até de você mesmo, por no final, gostar e compactuar com as atrocidades que são realizadas. E depois de tudo isso, você não verá as mulheres do mesmo jeito.
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17/09/2012

BOM, para quem gosta!
Faz-se necessário justificar! Certamente há os que lerão Insanas e o adorarão, no entanto, trata-se de um tipo de literatura que eu particularmente não aprecio. E antes que me perguntem por que o li, já respondo, ganhei o livro de presente de uma das autoras, amiga pessoal que considero extremamente talentosa. Insanas, uma antologia escrita apenas por mulheres, cujos contos versam sobre a temática do lado sombrio e perverso das mentes femininas. Protagonistas ensandecidas que cometem atos monstruosos. Ciúme, traição, loucura, violência, sadismo, assassinato e terror, um "prato cheio" para os apreciadores de thrillers. Os contos em sua maioria são muito bem escritos, alguns apresentam figuras de linguagem muito pertinentes, tornando o texto bastante estético. Finalmente, eu não poderia deixar de mencionar, a diagramação e a arte final deste livro são um verdadeiro primor, nunca vi nada igual, a Editora Estronho se superou, ficou paradoxalmente belíssimo.
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Yklys 28/08/2012

Ótimas histórias. Cada autora se expressa de maneira diferente, com personagens diferentes, em ambientes diferentes. Realmente um livro que cumpre o que promete. Gostei bastante!
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Cristiano Rosa 01/07/2012

Diário CT: Insanas… elas matam!
O livro mais vendido da Editora Estronho. Finalmente em minhas mãos para apreciar as histórias escritas por elas… Organizado por M. D. Amado, com prefácio de Ana Cristina Rodrigues, algumas convidadas e outras selecionadas, a antologia Insanas… elas matam! tem uma diagramação atraente, bom papel impresso e imagens que instigam e perturbam o leitor.

Apenas escrita por mulheres, a obra apresenta 15 contos e diversas fotografias espalhadas pelas páginas da mesma figura que ilustra a sua capa. O prefácio tenta intimidar os leitores do sexo masculino, exaltando o poder feminino, mas é apenas uma apresentação dos contos que leremos.

Os contos apresentam meninas e mulheres atormentadas, possuídas, críticas e assassinas. Amanda, Ludmilla, Melissa, Amy, Anita, Vitória, Bianca, Stephania, Maria, Júlia e Neter são algumas delas. Conhecemos seus desejos, opiniões, lados perversos e masoquistas.

Por tratar-se de uma antologia de tema comum, dependendo da ordem que o leitor segue sua leitura, as tramas podem-se tornar cansativas. Temos muitas mulheres que matam, e simplesmente matam. Mas entre as histórias, salvam-se algumas com um enredo mais original. Destaco aqui três contos da obra que mais gostei, pelo estilo e originalidade: A última oração, de Tatiana Ruiz, Vítimas, de Celly Borges, e Bianca, de Gisele G. Garcia.

Conhecemos mulheres que decidem ser más, outras que são atraídas por sangue, ou que desejam vingança. Ainda tem mulheres importantes e investigadoras, e outras que justificam em seus passados as atitudes de seus presentes. Algumas que nascem, outras que crescem e ainda algumas que tornam-se na fase adulta pessoas problemáticas.

Mas não há apenas personagens femininas nas contos, os homens também estão ali. E com papel importante. Alguns contos, aliás, eles têm mais importância do que elas. No geral, a obra Insanas pretende destacar um lado feminino que não costumamos ver, mas que existe no âmago de cada mulher.

Consegue seu objetivo. As histórias, de maneira geral, são atraentes, nos entretem e despertam sentimentos variados. Algumas destacam o sangue derramado, outras o mistério nas mortes, e outras ainda o erotismo na cama. Em suma, tentam nos convencer que não são o sexo frágil. Se convencem, aí depende de cada leitor.

As convidadas: Carolina Mancini, Celly Borges e Suzy M. Hekamiah. As autoras: Alícia Azevedo, Alma Kazur, Bruna Caroline, Débora Moraes, Georgette Silen, Gisele G. Garcia, Laila Ribeiro, Laris Neal, Natália Couto Azevedo, Roberta Nunes, Sandra Franzoso e Tatiana Ruiz.

Fonte: http://www.blogcriandotestralios.com/?p=13456
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Luciane 26/05/2012

Eu recebi este livro do Grupo Livro Viajante (http://www.skoob.com.br/topico/grupo/1284), não sabia do que se tratava (costumo não ler as sinopses). Pelo título imaginei: vampiras, zumbis...
Mas são contos de terror. Mas achei muito macabro, bem insano mesmo. Li todos, pois não gosto de desistir... Não faz nenhum um pouco o meu gênero.
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sueli 10/04/2012

Puro terror!
É uma Antologia de contos de suspense e terror escrita somente por mãos femininas.
A capa já de inicio assusta. Textos recheados de crueldade, tortura, sangue, terror, sexo, sadismo, traição, ambição extrema, morte e muito mais. Contos realmente assustadores! Destaco alguns dos textos que mais me chamaram a atenção:

O bem e o mal de Sandra Franzoso
Amanda sempre foi uma pessoa do bem, porém, começa a imaginar como seria a sua vida se fosse má, se ferisse alguém, se causasse dor. Ela cansa de ser boazinha e a ideia de fazer algo errado e causar dor nas pessoas não a deixava. Ela perdeu o autocontrole e resolveu virar o jogo. E como virou!! Tudo de uma forma tão normal, tão tranquila... senti arrepios com ela.

Flor de Lis Susy M. Hekamiah
Conta a história de um assassino conhecida como a Flor de Lis. Inicialmente o texto se apresenta de uma forma poética, meiga e aos poucos se transforma em sangue, violência, medo, gemidos.

Memórias Alicia Azevedo
Após presenciar a morte dos pais uma menina se transforma numa assassina cruel e impiedosa, deixando sua marca em várias partes do mundo. Neste conto a passagem dos anos se dá de forma curiosa e invertida.
Faz menção ao livro de Sun Tzu ao Moulin Rouge, é uma ótima história.

Amor Masoquista Laris Neal
Diferente dos outros textos nele não há mortes, terror, mas é um conto muito forte e chocante que tem a intenção de quebrar barreiras. Expressa uma forma de amor não convencional.

Quer uma Torrada? Débora Moraes
Conto bem curtinho. Num certo dia a personagem acorda e certa revolta interna escondida no fundo de sua alma. É um conto macabro e sanguinário. Parece um dia de fúria, mas tudo com passividade, calma...

A Última Oração Tatiana Ruiz
No século XVIII, Melissa é entregue a um convento após uma promessa de sua mãe e é consagrada a Deus. Na adolescência passa a presenciar fatos assustadores e acaba, sem entender, sendo acusada de bruxaria. O conto assusta, ganha força e o final é estarrecedor.

Tinta Vermelho Sangue Bruna Caroline
De uma hora para a outra uma garota de dez anos, prodígio na escola fica obcecada com a ideia que a professora a quer prejudicar. Se apaixona pela cor vermelha mas a tinta seca tão rápido... Resolveu ser escritora e adquiriu um gosto peculiar pela cor do sangue.

Recomendo a leitura, mas é necessário que se tenha um estômago forte…
Michelle Gimene 18/06/2012minha estante
Gostei da ideia de contos sangrentos. Dá para ler um e dar uma pausa antes de encarar o próximo.
bjo




Gi 17/01/2012

Insanas... Elas Matam - Diversas Autoras - Ed Estronho
Gostei muito, pois normalmente, quando o assunto é morte, guerra, tortura, sexo, dor e crueldade sempre tem um homem por trás da história. Mas aqui não! Elas são encantadoras, mas traiçoeiras! Amáveis, mas vingativas! Inocentes, mas ardentes de desejo! São mulheres mostrando seu poder!
Não são contos feministas, elas só querem mostrar do que são capazes!
Só querem mostrar que não são tão frágeis assim...

A capa e todo o livro são muito bem elaborados! Cheio de figuras, fontes diferentes, e todo conto têm uma pequena informação sobre a autora. Tem também o próprio título destacado por entre as palavras do texto.
Até o Prefácio é como se fosse um dos contos!!!

Vou contar um pouco sobre os contos!
[“Contar sobre os Contos” aiaiai!!!]

Os que mais gostei foram os que usaram o início do século passado como cenário. "A última oração - Tatiana Ruiz" que conta a história de Melissa, que devido a uma promessa feita por sua santa mãe, foi entregue a um convento. Lá, descobriu da maneira mais terrível que "Todos os demônios devem ir para o inferno". E "A fazenda - Alma Kazur", que conta a história dos Ceaussescu, uma família maldita, que tortura e mata por pura diversão e também para realizar seus rituais mais tenebrosos....

Demônios que possuem casas e seres humanos também foi um tema que me chamou bastante atenção! "Vitimas - Celly Borges", conta a história de uma família que construiu sua riqueza com o sofrimento dos mais necessitados e agora terão que pagar por suas maldades do modo mais terrível...

Gente.... Não tem como resenhar esse livro! Só lendo para descobrir as coisas horríveis que acontecem nessa "Casa Insana" (como disse a foufa da Celly!)

Ficha Técnica
Autora: Várias
ISBN: 978-85-64590-00-7
Ilustrações e capa: M. D. Amado e Andrey Kiselev
Diagramação: M. D.Amado
Lançamento: 2011
Edição: 1ª
Editora: Estronho
Paginas: 163
Jackie 11/02/2016minha estante
Obrigada por ter curtido o meu A Fazenda. :) Sou a Alma Kazur. :) Bjs!




Vivi 23/11/2011

Simplesmente insano
Avaliar um livro de conto é difícil, afinal são diversos autores, neste caso diversas autoras, e cada uma com seu estilo de escrita, narrativa e enredo. Então resolvi ir por uma abordagem diferente e falar dos contos que me chamaram mais atenção.

Do inferno - Georgette Silen
Apesar de ser um conto muito bom que fala sobre uma carta, considerada como a mais autentica, de Jack, o Estripador, não entendo qual a relação com a antologia, visto que trata-se de um homem. Ok, ele assassinava mulheres, mas ainda assim não fez qualquer sentido para mim no contexto da antologia.

Anita - Carolina Mancini
Este conto tem meu estilo, é sanguinário, sexy e provocante. Gostei muito de como foi narrado e apresentado pela escritora, fiquei intrigada a cada nova linha e muito satisfeita ao terminar o conto que me surpreender de forma positiva. Adorei.

Desagravo - Laila Ribeiro
Por conhecer a Laila não esperava este lado insano dela. O conto se passa em um cenário sobrenatural e tem uma narrativa despojada e provocante. Fiquei presa do começo ao fim com a estória de Stephania (que certamente veio do nome de uma autora que ela é super fã).

Quer uma torrada? - Débora Moraes
O conto mais curto da série, mas que me agradou muito, ele tem uma narrativa direta, contando ações e pensamentos, sem construir uma frase elaborada ou uma sequência de acontecimentos, simplesmente é narrado o que se passa na cabeça da protagonista. Mas achei esta forma de narrativa muito diferente e descontraída. Me diverti durante a leitura.

No geral o livro é muito bom, claro que tem uns contos que eu descartaria facilmente, na verdade todos os que realmente gostei estão acima. Recomendo.

Resenha completa aqui: http://www.filmeslivroseseries.com/2011/11/insanas-elas-matam.html
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Annie 05/08/2011

Antes languidas e domesticadas. Agora frias e sádicas.
“Mulheres: gostava das cores de suas roupas; do jeito delas andarem; da crueldade de certas caras. Vez por outra, via um rosto de beleza quase pura, total e completamente feminina. Elas levavam vantagem sobre a gente: planejavam melhor as coisas, eram mais organizadas. Enquanto os homens viam futebol, tomavam cerveja ou jogavam boliche, elas, as mulheres, pensavam na gente, concentradas, estudiosas, decididas: a nos aceitar, a nos descartar, a nos trocar, a nos matar ou simplesmente a nos abandonar. No fim das contas, pouco importava; seja lá o que decidissem, a gente acabava mesmo na solidão e na loucura.”
- Charles Bukowski –

A Editora Estronho lança mais uma coletânea de contos. No controle das palavras, as mulheres. Jovens, mais velhas, humanas, desfiguradas pela perversidade, não tão humanas, sedentas em sua própria natureza. Esqueça a fragilidade, se desnude da ideia graciosa da submissão. Você não vai encontrar isso nesse livro. São 15 contos escritos por mulheres de todas as partes, mais o prefácio de Ana Cristina Rodrigues. Todas com ideias em punho e um mundo ilimitado ao dispor do imaginário.

Algumas vezes intimidantes outras chocantes, o livro mostra o lado não pacífico, dissimulado, indomado de tantas mulheres. Sejam humanas ou seres sobrenaturais, a ironia se encontra no fato de que na vida real, muitas mulheres gostariam de fazer aquilo. Tomar as rédeas nas mãos, o sangue derramado aos pés e saltitar com uma pseudoliberdade que nunca experimentaram em seus dias.

Os contos não economizam sangue ou detalhes. A maior parte deles me agradou, me cativou e me deu dor de cabeça. Eu me lembrava de Hannibal Lecter, Jack The Ripper, Dr Jekyll and Mr Hyde, Erzsébet Báthory e tantos outros ‘mitos’ que assombram até hoje o imaginário e o real. A dor de cabeça provinha da constante impressão de que aquela mulher com o sorriso cotidiano, aquela garota que sentava ao meu lado no colégio...todas elas poderiam ser assassinas em potencial.

Conforme a leitura flui, você pensa nas possibilidades, nas sutilezas e até mesmo na verossimilhança do que a ficção sugere. Existem ‘causos’ e ‘causos’...nós nunca sabemos realmente o que esperar de alguém que ande no limite entre um comportamento psicopata e o dia-a-dia de um dona de casa suburbana. Não deixa de ser uma ficção que beira à realidade de alguns momentos.

Em especial gostei dos contos DO INFERNO (Georgette Silen), VÍTIMAS (Celly Borges), O RELÓGIO PERFEITO (Natália Couto Azevedo), QUER UMA TORRADA? (Débora Moraes) e MEMÓRIAS (Alícia Azevedo). Foram contos que não só me envolveram, mas que dentro de um mundo ficcional, na minha leiga opinião, formaram um universo que se sustentou. Não foi a quantidade de palavras escritas, o tema que escolheram...foi o conjunto que me fez adentrar nas portas desse corredor e sentir claramente o que era descrito, sendo puxada para aquela realidade assustadora.

Alguns contos me deixaram um pouco confusa. Talvez eu não tenha encontrado o ritmo certo, que levaria à cadência com que as personagens agiam. Mas mesmo assim você não se perde na leitura. Se perde no raciocínio do personagem (o que convenhamos, acompanhar o raciocínio de um psicopata não é exatamente a coisa mais sã a se fazer!).

É o segundo livro que leio da Editora Estronho. A qualidade da revisão e até mesmo coisas como as margens e o tamanho das letras estão infinitamente superiores ao trabalho feito em Cursed City. A arte está assustadoramente adequada ao livro. Em algumas momentos eu me perguntava se me arrepiava pela história ou pelas fotos...enfim, eu gostei da leitura..mas vou dar um tempo nos livros de terro! O meu sono tranquilo agradece!!
Natália Couto A 25/08/2011minha estante
Muito obrigada! Fico muito feliz que tenha gostado do meu conto! =D
Natália Couto Azevedo


Alícia 23/10/2011minha estante
Fico feliz que tenha gostado do meu conto!
Um grande abraço,
Alícia




Tânia Souza 24/07/2011

O prazer da insanidade

Insanas... elas matam

Resenha de Tânia Souza

Assim que terminei de ler Insanas, lembrei-me de quando a Editora Estronho lançou o convite para seleção dos contos. A proposta? Uma antologia escrita somente por mãos femininas. Mãos que escreveriam o aspecto mais cruel que a mente pudesse vislumbrar. O regulamento deixava claro: os contos deveriam ser escritos por autoras, mas nada obrigava que as personagens fossem femininas, entretanto, as autoras aceitaram o desafio e nesta viagem, o feminino/autora converteu-se/uniu-se, quase predominantemente, ao feminino/personagem. Com exceção de alguns contos que trazem outros protagonistas, são também femininas as mãos, dentes, gestos e mentes ferinos que povoam e temperam com tinta sangue estas páginas.

Antes de falar sobre os contos, não posso deixar de comentar como é bacana o trabalho de diagramação da Editora Estronho. A capa é lindíssima! Como tenho costume de carregar um livro por onde vou, interessante ver como as pessoas entortam o pescoço e vencem a timidez para perguntar sobre o livro. Parabéns por mais esse belo trabalho.

A maioria dos contos me agradou muito, com exceção de alguns, que apresentaram personagens de crueldade extrema, mas com motivação fraca ou mesmo ausente. Como apreciadora dos gêneros terror e horror, creio que a insanidade/crueldade no literário é bela, mas deve ser contextualizada.

Entretanto, como em toda antologia, a diversidade é sempre um ponto a mais, para cada leitor, um ambiente, cenário ou estilo apresenta diferentes sentidos. O que não gostei, talvez agrade a outro leitor. Do suspense ao gore, Insanas causa efeitos, nunca indiferença: assusta, assombra; causa estranhamento, pena e repulsa. Surpreende. Não vou comentar todos os contos e sim as narrativas que (por um motivo ou outro) mais me chamaram atenção

Em “O Bem e o Mal” Sandra Franzoso apresenta, essencialmente, uma protagonista descobrindo o prazer e o sabor da crueldade. O estilo escolhido para a narrativa deste conto não me agradou, mas a alternância de ferocidade/doçura/crueldade (extrema) da protagonista prende o leitor.

Em “A Última Oração”, de Tatiana Ruiz, no sombrio século XVIII, fé, religiosidade, solidão e algo tão maligno que parece impossível de se deter são alguns dos temperos dessa narrativa.

O conto de Georgette Silen traz para o leitor, diretamente “Do Inferno” a oportunidade de conhecer, intimamente, a mente de um assassino. Quase cúmplice, o leitor acompanha devaneios, motivações e ações de crueldade extrema de uma criatura complexa e cruel.

A Fazenda, conto de Alma Kazur, desvenda segredos do sertão pernambucano. Uma fazenda é palco para crueldade, pactos, magia, escravidão, passado e presente, tortura, possessão. Não apenas um algoz, mas uma família inteira.

Celly Borges, em Vítimas, com uma narrativa enxuta e ferina, apresenta a luta de jovens amigos pela vida. O mal empresta forma humana, mas sua origem é bem mais antiga.

A Anita de Carolina Mancini é quase cativante em sua solidão e complexidade. Quase. Sensual, confusa, insana, amaldiçoada? A cada cena a protagonista revela uma face e nesse caminho de autoconhecimento, consciência e aceitação, o mal ganha dimensões extremas.

Roberta Nunes, em o “Pecado Original”, apresenta uma sociedade na qual o poder e o governo pertencem às mulheres. As convenções sociais deste universo determinam que, de forma cruel, os pecadores paguem por seus crimes e, quando livres, apenas façam o que devem fazer: servir. Conto diferenciado e com final surpreendente.

Débora Moraes oferece: Quer uma Torrada? Curto, forte e cheio de ritmo. O leitor mal terá tempo de aceitar a torrada. Mas vai ler bom conto.

O conto de Alícia Azevedo, Memórias, é um dos meus favoritos. O fervilhante Moulin Rouge tem um cantinho especial neste conto, assim como outras cenas e personagens que constroem sutis relações intertextuais. Sedução e crueldade mortal rondam os passos da perigosa e cativante protagonista.

Creio que uma das características mais interessantes nos contos de Insanas é a dualidade, o mal incontrolável e de origem sobrenatural convive pacificamente com a insanidade oriunda da própria mente humana. Entre as motivações, traições, solidão, vingança, opressão. Mas também, apenas o prazer de fazer e sentir o mal. E por este mal, a crueldade não tem limites.

Ao leitor, recomendo: não espere por redenções ou sentimentos como a culpa. O prazer da insanidade é levado até as últimas consequências. Criaturas inomináveis... ou simplesmente insanas.


*

visite o site da editora e baixe o arquivo para degustação do conto "Tinta Vermelho Sangue", de Bruna Caroline e conheça um pouco mais do universo de Insanas... elas matam.
Alícia 23/10/2011minha estante
Obrigada pelo elogio ao meu conto! Fico feliz que tenha gostado!

Bjs
Alícia


Jackie 11/02/2016minha estante
Obrigada por curtir meu conto A Fazenda. :) Alma Kazur é meu codinome. :) Grande abraço, moça!




Amanda Reznor 03/06/2011

* Amei! *
Uma das antologias mais incríveis lançadas pela Estronho até então!
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Carol Mancini 02/06/2011

Insanas... elas matam!
Várias autoras.
Copyright 2011 – Editora Estronho
Fotografias (capa e internas): Andrey Kisele
Arte final da capa e diagramação: M. D. Amado.
Revisão: Celly Borges.

Falar sobre um livro da recém nascida Editora Estronho, é uma tarefa árdua e deliciosa.
Mas antes, o projeto

Segundo o próprio organizador, a vontade de criar o “Insanas” - que consiste em reunir autoras capazes de escrever sobre temas mais dominados por homens (ou nem tanto, e isso eu explico em seguida) e que, principalmente, não se limitam a escrever poemas de amor, checklist, dicas de maquiagem e moda (aff), ou padrões de comportamento e dicas de etiquetas - nasceu justamente depois de se deparar com tantos livros nesses formatos e comparar com a capacidade de algumas autoras que conhecia e aquelas que o mundo conhece como, por exemplo, Anne Rice, Mary Schelley, a própria Agatha Cristhie com suas mortes fabulosas, e as nossas Giulia Moon, e Georgette Silen. Assim, o projeto colocou-se a andar.
A chamada animou muitas escritoras novas e não tão novas, a se debruçar sobre o “convite” muito sugestivo segundo o próprio nome. Onde, “... elas matam” como é dito, não são as personagens insanas, e sim as escritoras, que trouxeram à tona crueldade, sexo, masoquismo, mortes, ira, demônios, bruxas, e até personagens masculinos criados a partir de mentes e mãos femininas.
Foi com grande honra que fui convidada, ao lado de Celly Borges e Suzy M. Hekamiah, para embarcar nessa louca aventura.
O projeto então virou livro.
As páginas dos livros são daquelas folhas mais grossas e levemente amareladas, que não cansam a visão e dão um prazer visual durante a leitura e tátil ao folheá-lo.
A capa escura, sombria, traz uma mulher que realmente faz jus ao título sobre ela, a orelha, a parte interna da capa e da contra capa, e as folhas que separam os contos das autoras ganharam outras imagens dessa mesma “personagem”, pois as cenas, a vestimenta, os locais e as poses, são tão fortes, tão loucas, tão sombrias e ao mesmo tempo tão femininas, que se tornaram mais que ilustrações, essas fotos na mão do diagramador tornaram-se uma nova história. Deslumbrante. Por outro lado, após cada uma dessa imagem, onde consta a mini-biografia de cada autora e seu conto, há lindas flores, também sombrias. É a aura feminina se revelando. E a diagramação não para por ai. Nomes dos contos de ponta cabeça e riscados com fúria durante as páginas. São surpresas e detalhes que não acabam, podendo-se ficar horas só namorando o livro.
Ao conteúdo literário.
O prefácio é de Ana Cristina Rodrigues, que nos avisa – avisa principalmente aos homens – sobre a não existência de gentilezas ou fragilidade nas linhas que seguem. Ela fala sobre a força, sobre a febre, sobre os desejos audaciosos, fala sobre este lado feminino que domina, não com bons modos.
Iniciamos então a loucura dessas mentes com o conto de Sandra Franzoso, “O bem e o mal”. Onde ambos são calculados com frieza por uma personagem que experimenta os dois lados, bondade e maldade, em doses de varias proporções. A inteligencia da história é crível, uma sanidade tão pérfida que beira a completa loucura. Ambiguidade? Totalmente plausível se você ler essa história.

Quer continuar essa leitura?
Acesse:

http://carolinamancini.blogspot.com/2011/06/insanas-elas-matam.html
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