Como Um Romance

Como Um Romance Daniel Pennac
Daniel Pennac
Daniel Pennac




Resenhas - Como Um Romance


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Mandark 28/04/2021

Escrito para mudar vidas.
"É que o prazer de ler estava bem perto, sequestrado num desses sótãos adolescentes por um medo secreto: o medo (muito, muito antigo) de não compreender. Eles tinham simplesmente esquecido o que era um livro, aquilo que ele tinha a oferecer. Tinham se esquecido, por exemplo, que um romance conta antes de tudo uma história. Não se sabia que um romance deve ser lido como um romance: saciando primeiro nossa ânsia por narrativas."

Um livro transformador. Cometeu, em minha franca opinião, alguns deslizes no final, mas nada que tirasse os méritos dessa obra que carrega tanta beleza. Quem lê Pennac com certeza nunca mais será o mesmo.
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Cristiane 05/03/2021

Como um romance
O autor deste ensaio apresenta para nós o que leva o indivíduo a deixar de gostar de ler. Sim, porque ele mostra que desde bebês nós apaixonamos pelos livros e as histórias que eles contém... Então por quê o prazer de ler se perde só longo da vida? Baseado em sua experiência como professor o autor aponta caminhos para este reencontro com o prazer de ler. De forma engraçada elabora os dez mandamentos do leitor e discorre sobre ele no livro. As situações por ele trazidas sobre a dificuldade em ler são universais, e não apenas um problema brasileiro. É quase impossível não nós identificarmos com ao menos uma delas.
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Val | @livre_se_clube 02/02/2021

Ah se todos os professores de literatura pudessem ler esse livro e entender que a paixão pelos livros tem a ver com gratuidade na leitura,talvez tivéssemos mais amantes dos livros e menos alunos que odeiam as letras.
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Elani Araújo 14/01/2021

Todos os pais e professores deveriam ler.
Penac nos apresenta seu olhar de "pedagogo" e formador de leitores de forma simples e romantica, porém realista. Nos diz verdades sobre como de fato se cria um leitor: sem obrigações de respostas e comportamentos por leitura e mesmo durante ela. Sejamos livres.
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Sabrine Amalia 09/11/2020

...
Quando o livro te permite ser o tipo de leitor que desejas.
Não se limite, não se iluda com suas obrigações leitoras.

Leia...
Ou não.
Se dê esse direito, se dê os demais direitos.
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Taynan 02/09/2020

Informe-se de seus direitos como leitor
Com uma abordagem bem humorada e cheia de referências, esse ensaio mostra as diferentes relações que os leitores estabelecem com os diversos mundos eternizados em papel. Focado na infância e na criação de filhos leitores, aborda questões importantes sobre a forma com a qual a sociedade, principalmente a escola e os pais, trata os livros. A escrita é leve, mas confesso que, em alguns momentos, senti-a muito entediante. O final, os direitos do leitor, é a minha parte preferida porque desmistifica tabus conhecidos da leitura como, por exemplo, o abandono de livros. Enfim, se tiver vontade, viaje e informe-se de seus direitos como leitor nessa bela obra metalinguística.
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Marko 12/08/2020

Relerei outras vezes.
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Flavia 27/06/2020

"(...) mas a consciência íntima, solitária, quase dolorosa, de que essa leitura aqui, aquele autor autor acolá, vêm, como se diz, mudar minha vida!"
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regifreitas 14/06/2020

COMO UM ROMANCE (Comme un roman, 1992), Daniel Pennac; tradução Leny Werneck.

Falando em leitura e formação de leitores, a obra de Pennac já é um clássico na área. Uma verdadeira declaração de amor aos livros e à leitura!

Em um misto de romance e ensaio literário, o autor - aproveitando sua experiência como professor - discorre sobre as atitudes que, voluntária ou involuntariamente, acabam afastando os jovens dos livros, principalmente durante o período escolar. Ele defende, sobretudo, que a leitura deva ser permeada pela liberdade de escolha.

É nesta obra que o autor lança os seus famosos "Direitos imprescritíveis do leitor".
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Rita 26/10/2019

Motivador de leitores
Além dos 10 direitos do leitor, algumas passagens me chamaram a atenção:
- "A gente queria ser livre e se sente abandonada" (p. 95)
- "Eles (alunos/adolescentes) tinham simplesmente esquecido o que era um livro, aquilo que ele tinha a oferecer. Tinham se esquecido, por exemplo, que um romance conta antes de tudo uma história. Não se sabia que um romance deve ser lido como um romance: saciando primeiro nossa ânsia por narrativas." (p. 102)
- "O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou o tempo para amar.)" (p. 107)
- "Caras bibliotecárias, guardiãs do templo, é uma felicidade que todos os títulos do mundo tenham encontrado seus estojos na perfeita organização de vossas memórias (como iria encontrá-los sem vós, eu, cuja memória parece mais um terreno baldio?), é prodigioso que estejais em dia com todas as temáticas ordenadas nas estantes que vos circundam... mas como seria bom também vos escutar contar vossos romances preferidos aos visitantes perdidos na floresta de leituras possíveis... como seria lindo se lhes rendêsseis a homenagem de vossas melhores lembranças de leitura! Contadoras, sejam mágicas, e os livros saltarão de suas prateleiras nas mãos do leitor." (p. 112-3)
- "Um texto 'bem compreendido' é um texto inteligentemente negociado." (p. 117)
- "O homem constrói casas porque está vivo, mas escreve livros porque se sabe mortal. Ele vive em grupo porque é gregário, mas lê porque se sabe só." (p. 150)
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Caderno de botas 29/08/2018

Este é um ensaio literário construído com personagens, dramas e acontecimentos, exatamente como o título nos diz. Mesmo quem não se interessa pelos assuntos relacionados nessa obra, deveria ler só para conhecer essa estrutura.

Continua no blog...

site: https://cadernodebotas.blogspot.com/2018/07/como-um-romance-daniel-pennac.html
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Cris~ 29/12/2017

Nota: 4,5.
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Braguinha 04/08/2017

Porque os jovens não gostam de ler?
Bom livro.
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ELB 31/01/2017

Every Little Book
"O homem constrói casas porque está vivo, mas escreve livros porque se sabe mortal. Ele vive em grupo porque é gregário, mas lê porque se sabe só. Esta leitura é uma companhia que não substitui qualquer outra, mas que nenhuma outra companhia saberia substituir."
Esse livro me surpreendeu muito. Em todos os meus anos de leitora, eu nunca tinha me deparado com um livro assim. Ele me foi indicado pela minha professora de Mediação de Leitura, e mais do que a recomendação, foi a frase que ela usou que me convenceu a ler: todo leitor deveria ler esse livro, mas especialmente, o leitor que almeja algum dia formar outros leitores. É a mais pura verdade.

Como ensinamos alguém a gostar de ler? Isso ao menos é possível? Como podemos fazer isso? Primeiro passo: lemos para eles. Pode parecer algo bobo, mas faz muita diferença. Para encantar alguém é primeiro preciso encantar a si mesmo, se permitir o prazer de imaginar e sentir prazer com a história, se envolver... Para envolver o outro. Quantas vezes nós já não contamos sobre um livro a um colega de blog, um amigo, um parente e o nosso entusiasmo os entusiasmou a ler também?
"E se, em vez de exigir a leitura, o professor decidisse de repente partilhar sua própria felicidade de ler?"
Nós não podemos obrigar ninguém a ler. Mais importante: não devemos querer que alguém leia algo por pura obrigação, porque isso estraga a leitura. A sombra do dever, da falta de escolha, tira todo o encanto que a leitura pode nos oferecer.
Esse livro nos traz a perspectiva tanto do leitor quanto dos pais e outros educadores, responsáveis em passar o livro adiante. Nós conseguimos sentir o peso que a obrigação da leitura faz sobre os ombros do jovem. Assim como também vemos as boas intenções de quem está apenas querendo ajudar a passar algum conhecimento, infelizmente, da pior forma possível.
"Uma leitura bem levada nos salva de tudo, inclusive de nós mesmos."
O livro é pequeno, com capítulos curtos, que facilita bastante a leitura também para quem não gosta ou está começando a ler. Ele fala dos direitos do leitor, que eu achei muito legal: ler o que quiser, reler o quanto quiser, etc.
O melhor desse livro é que não existe alguém que não se identifique. Tanto a pessoa que gosta quanto a que não gosta de ler é capaz de se ver ali, de se identificar com as leituras obrigatórias da escola, da cobrança por ler um livro mais cult de um autor renomado. Daniel Pennac nos abraça. Ele entende que você não precisa gostar de ler, que ninguém é obrigado a ler, mas que antes de qualquer coisa deve ser uma decisão, um presente que você se permite dar a si mesmo.

"A questão não é se tenho tempo para ler ou não (tempo que, aliás, ninguém me dará), mas se me ofereço ou não a felicidade de ser leitor."

site: http://www.everylittlebook.com.br/2016/12/resenha-como-um-romance-daniel-pennac.html
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