Eon - O Décimo Segundo Dragão

Eon - O Décimo Segundo Dragão Alison Goodman




Resenhas - Eon - O Décimo Segundo Dragão


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Bianca 07/09/2011

Mais uma resenha do http://redomadecristal.com.br/blog/
“- Ninguém pode saber verdadeiramente o que está no coração de outro homem.”

Quando a vontade de ler, Eon – O Décimo Segundo Dragão, de Alison Goodman, começou a despertar em mim, eu não tinha visto nem a capa.

O desejo nasceu por causa dos comentários da Bell, do Nem um Pouco Épico. Não cheguei a ler resenhas, nem mesmo a sinopse. Confiei em sua opinião e não sosseguei até ter o livro em mãos.

EON foge do óbvio mundinho dos YA Books atuais. Apesar de tratar de alguns de seus temas, não é “mais do mesmo”, como diz a Alba Milena. Eu não sabia o que esperar dele e certamente não imaginei que a história pudesse me prender tanto. São 474 páginas de fantasia.

Terminei de ler ontem à noite e não consegui dormir depois. Fiquei pensando na história, na política por trás da história, no jogo de interesses e na capacidade da autora de criar um mundo completo diante do leitor.

Quantas vezes começamos a ler um livro de fantasia e acabamos nos perdendo porque não conhecemos a política, história e cultura do mundo criado?

Não é o que ocorre em EON, pelo contrário. A autora constrói o mundo aos poucos em nossas mentes. Explicando calmamente história, política, cultura e muito mais. Passamos a fazer parte da fantasia e entendemos o comportamento dos personagens tranquilamente.

É claro que isso tornará o livro mais lento. Demorei mais tempo do que costumo para ler. O livro é ótimo, mas deve ser apreciado e não engolido.

“Mulheres não tem lugar no mundo da magia dos dragões. Acredita-se que elas tragam corrupção à arte e não tenham força física ou a nobreza de caráter necessárias à comunhão com um dragão de energia.”

Eon é Eona. Ela esconde seu sexo há quatro anos. Precisa agir como menino. Mulheres são menosprezadas e consideradas fracas nessa sociedade. Ela ouviu tanto que as mulheres não são dignas que acredita nisso de coração e se esconde. Sentimos seu dilema claramente na narrativa em primeira pessoa.

Imaginem como é horrível não mostrar seu verdadeiro eu? Ser forçada pela lei da sobrevivência a ser outra pessoa. O leitor sofre junto com ela. É visível o quanto ela tenta fazer o certo e o quanto isso é desgastante.

“Algumas coisas deveriam permanecer guardadas.”

No começo da leitura, lembrei de Mullan, mas durou pouco. O que acontece com Eona é mais cruel. Além de ser mulher, ela tinha uma deformidade no quadril, o que a torna ainda mais desprezível aos olhos dos homens. É mais seguro e necessário ser Eon. Isso não quer dizer que ela seja uma desistente. Não, Eon é um lutador. Eona é uma lutadora, uma sobrevivente. Ela apenas cede e acredita que é melhor continuar “sendo” homem.

Superação é uma palavra-chave nessa história. Alguns personagens não eram aceitáveis por ser quem eram e ainda assim eles lutavam. Aqueles que eram considerados os mais fracos eram os que mais se esforçavam para fazer o certo.

Gostaria de poder falar de vários personagens, mas há tantas surpresas que prefiro deixá-los descobrir sozinhos. Adianto que são bem-construídos, complexos, esféricos. Apesar da fantasia, você verá pessoas e sentimentos reais.

A esperança de muitos é que Eon/Eona consiga se conectar e usar o poder de um determinado dragão, mas o livro irá muito além disso. Amizade, rivalidade, sobrevivência, preconceito, lealdade, traição e muita ação ajudarão a formar o contexto.

“- Homens também enxergam a amizade como um laço poderoso, Sua Alteza. – comecei a dizer, sentindo o capricho dos deuses no meu papel repentino de autoridade em assuntos que se referiam à masculinidade – Mas não é algo que decorre de ordem, e a confiança é um centro que pode demorar muito para ser alcançado.”

Laços de sobrevivência mútua misturados com amizade começam a ser desenvolvidos entre Eon e o Príncipe Kygo. Talvez isso terá mais destaque no próximo volume da série, EONA.

Quando terminei de escrever a resenha, fui ler outras e descobri que algumas pessoas reclamaram que não tinha romance, então resolvi acrescentar mais esse trechinho.

Puxa! Eu vi romance para todo lado. Várias inclinações e momentos que diziam muito mais do que estava escrito. Aprendam a ler as entrelinhas, queridos. Nem tudo é escancarado.

Recomendo muito a leitura.
Maria Martins 26/04/2012minha estante
Eu também vi muito romance nas entrelinhas. E, de certa forma, fica melhor assim. Todos os personagens tem uma certa ligação amorosa e eu amei isto!


Bianca 01/05/2012minha estante
Percebi essa ligação e adorei a forma como foi abordada. ^^


Herick 18/08/2012minha estante
Estava aqui na duvida se comprava ou não este livro e decidi pesquisar no skoob.
Sua resenha me convenceu, e o que mais me agradou foi: "Aprendam a ler as entrelinhas, queridos. Nem tudo é escancarado." Às vezes eu fico irado com algumas críticas que várias pessoas fazem a determinados livros, apontando coisas que estavam no livro o tempo inteiro, mas a pessoa não sabe se convencer enquanto não vê escrito "EU ESTOU AMANDO". Terrível.
Vou comprá-lo! xD


Bianca 22/08/2012minha estante
Oi, Herick,

Fico feliz que a resenha tenha te ajudado a se decidir a comprá-lo.
Penso o mesmo que você.
Se as pessoas lessem com calma e prestassem mais atenção veriam muito mais.
Depois volte para me contar o que achou.

Beijo.


Rúbia Barcellos 02/05/2013minha estante
Bianca, sua resenha ficou incrível!
Ela passa muito das emoções q vc sentiu ao ler, e só me faz querer ainda mais ler!
Com certeza estarei atenta aos detalhes para q não passem despercebidos e apreciarei a fundo a história q tanto me interessou!

Percebi q vc fez a resenha em 2011, estamos em 2013 e por sorte o livro dois já foi lançado e comprei os dois de vez!
Estou ansiosa para lê-los!




ka macedo 12/09/2013

Eon - O Décimo Segundo Dragão
Esse livro me surpreendeu tanto! Eu estava esperando alguma coisa meio morna e até um pouco infantil, com poucas lutas, pessoas se transformando em dragões gigantes e Eon(a) treinando para se tornar uma aprendiz Dragoneye. Mas não é assim. Eu deduzi tudo isso por essa sinopse, mas logo no primeiro capitulo eu já percebi como o julguei mal.

A sinopse não conta que Eon tem uma deformação na perna que deixa a história mais densa e séria. Que a cerimônia do Dragão Rato acontece no primeiro quarto do livro. Que ela não é escolhida pelo Dragão Rato, mas por um Dragão que está desaparecido há mais de 500 anos. Que Lord Ido, o Dragoneye do Dragão Rato, é completamente suspeito. E que agora ela está vivendo em domínios do Rei, tornando seu disfarce cada vez mais difícil de manter. E toda essa falta de informações na sinopse fazem com que ela não faça o menos jus à grandeza de Eon - O Décimo Segundo Dragão.

O livro demora um pouquinho para pegar um ritmo bom e as descrições dos salões feitos a ouro, das túnicas espalhafatosas e dos jardins chineses acabam atrasando um pouco a leitura, mas nada que diminua a qualidade do livro, afinal, os cenários são lindos de se imaginar.
Eu fiquei completamente imersa no mundo que a Alison criou. Eu era deslumbrada a cada descrição e isso sem sequer ver exatamente o que nossa autora imaginou, acredito que minha imagem das paisagens seja apática perto do que Alison imaginou para a complexa corte deste mundo incrivelmente bem pensado.

E todos os conflitos internos, os temas políticos que a história aborda, as lutas de espadas perfeitamente descritas e o medo constante de que Eona seja descoberta deixam a história incrivelmente madura e cada vez mais intrigante.

É impossível não se impressionar com o rumo que a história toma e como a mudança de nossa protagonista que nos orgulha até os dentes.

Eon não fala apenas de intrigas políticas, ambições perigosas e mortes sangrentas, mas também do poder feminino e de como é importante aceitar e conhecer a si mesmo.

site: http://blogminha-bagunca.blogspot.com.br/2011/08/resenha-eon-o-decimo-segundo-dragao.html
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Sthaelle 17/06/2011

Eon é um garoto de doze anos que treina há alguns anos para ser Dragoneye e neste ano, o Dragão ascedente é o dragão rato.
Seu mestre está depositando toda esperança em EON, pois está praticamente falido. Eon sente-se precionado, pois está em desvantagem em relação aos outros candidatos: ele é aleijado. O medo de fracassar consome Eon.
É chegado o grande dia e... Eon não é escolhido para ser o aprendiz do ano e sim Dillon. Eo entra em desespero já imaginando a dor que a ira de seu mestre ira lhe causar e ele até mesmo chega a desejar morrer. Até que uma luz vermelha aparece e vislumbrando todos os 11 dragões ( Apenas EOn conseguiu vê-los) e além deles, surge um outro dragão: O Grande Dragão espelho que estava perdido há mais de 500 anos e escolhe Eon. Com tal fato, Eon se torna Lorde supremo, e com este título os únicos a quem deve se prostar é ao Imperador e sua família.. Eon ganha respeito por quase todos e levanta ira de outros que, querem o seu poder.
Eon se sente vitorioso! Como se não bastasse ser DRagoneye, ele é escolhido pelo dragão mais poderoso e como não há tutores do Dragão Espelho há mais de 500 anos, ele logo se torna Lorde.
O que todos não sabem, é que Eon na verdade é Eona. Sim, apenas ela, seu mestre e Rilla criada de seu mestre e que logo depois se torna sua criada pessoal, sabem disso.
Junto com poder sempre vem obrigações e Eon cria um forte laço com o filho do imperador e assim, ambos lutam para conseguir cumprir a promessa que fizeram: “A Sobrevivência mutua.”
Será que Eon conseguirá guardar segredo?
Será que Eon conseguirá chamar o seu Dragão?
Será que Eon irá sobreviver?


Eon me supreendeu do início ao fim. As 80 primeiras páginas me deixaram um pouco confusa mas depois os acontecimentos foram ficando claros e consegui associar ao fato.
Os personagens são muito concretos e vivacidade com que a história é narrada, faz que nos sentimos dentro da história.
Durante todo o livro eu não consegui deixar de notar as semelhanças que o lugar, crenças e costumes do livros em relação ao Japão e a China e no final do livro percebi que elas foram inspirada em ambos.
Não sou tão fã de história de dragões, mas essa me surpreendeu demais e não consegui parar enquanto não terminei.
O livro só peca em algumas falhas de impressão, uma pena. Mas nada disso atrapalha a leitura.
George Facundo 20/06/2011minha estante
Valew pela dica. Se eu esbarrar com esse livro por aí eu levo ele certeza! :-) Abraço!




Maria Clara 26/05/2014

Uma grande história!
Gente que história!

A trama desse livro foi tão bem escrita, planejada e construída que é difícil não se impressionar.

O mundo oriental com toques de sobrenatural e misticismo descrito pela autora nos remete para aqueles maravilhosos filmes de ação tão empolgantes e tão conhecidos do grande público.Eu particularmente os adoro e ver um livro desse gênero, pra mim foi uma surpresa e alegria muito grande.

E ação é justamente o que não falta, as cenas de lutas e combates são realmente ótimas e convencem.

Um livro com uma grande variedade de personagens, sendo todos muito bem elaborados, passando muita veracidade para as páginas.

A história aparentemente juvenil e simples, acaba se mostrando uma trama mais densa em alguns momentos, abordando dentro do contexto tramas sérias, reais e complexas.Através de metáforas e citações sutis a autora tenta nos passar várias mensagens.

A narrativa altamente descritiva, num primeiro momento pode deixar a leitura um pouco lenta, mas no final esse estilo se mostra importante e necessário, já que num livro recheado de detalhes a falta dessas explicações poderiam deixar o leitor um pouco perdido.

Gostei muito, me surpreendi e não minto quando digo que aguardo fervorosamente a continuação.
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JBartholomei 18/09/2011

Mentecaptos Por Livros | www.mentecaptosporlivros.blogspot.com
A primeira vez que eu li a sinopse de Eon, eu pensei que seria como Mulan, e como Mulan foi uma das minhas fissurações de infância pelo fato de se tratar de uma garota forte que teve que se "fantasiar" de homem e provar seu valor, eu comprei Eon com expectativas altas. E aah, estou tão feliz que Eon acabou se revelando bem diferente e melhor do que eu esperava.
Eon, ou Eona, nasceu em um mundo que desde pequena a forçou a acreditar que as mulheres não tem um lugar na magia. Que elas são muito vaidosas, e muito fracas para ocupar um lugar de honra, força e responsabilidade como o de um Dragoneye. Logo, em função de explorar seu dom raro -o de ver todos os Dragões espirituais- ela é ensinada por seu Mestre a se disfarçar de garoto em ordem de buscar a chance de se tornar um dos 12 Dragoneyes do Conselho e ter uma vida de prestígio e respeito.
Acho importante falar aqui em como habilidosa a Alison foi em introduzir o mundo do Império dos Dragões Celestiais. Ela inseriu um monte de informações e descrições, sem resultar em nenhum, nenhum parágrafo do livro com aquelas partes enroladas que parecem nunca terem fim e que fazem a gente querer bocejar de tédio.
E, OMG choquem, esse YA não tem como centro (aliás, como praticamente nada) um interesse romântico da protagonista e isso é simplesmente tão bom, tão lindo que me deu vontade de chorar quando eu ia lendo o livro e percebendo que a trama era focada em uma garota forte em um mundo machista tentando desesperadamente enterrar a feminilidade dela à um ponto que a faz se esquecer de como é ser uma mulher em ordem de subir na vida e se tornar um Dragoneye sem esses conflitos românticos saturados de ai-meu-saco-porque-essa-garota-não-se-mata-logo que, aaah, eu e O Décimo Segundo Dragão foi só amor.
Achei tão mágico a jornada pessoal da Eona em quebrar esse preconceito de que ela sendo uma garota era uma fraqueza e o jeito que a autora tratou com os gêneros sexuais em si, explorando o que realmente faz um Oposto (travestis pra gente) tão diferente de uma mulher "de verdade" e vice-versa ao mesmo tempo em que descrevia coreografias de lutas de espadas de tirar o fôlego, intrigas políticas, magia e uma mitologia asiática com um plano de fundo sólido que sim minha gente, esse livro ganhou meu coração.
A mitologia e o mundo de fantasia que Goodman criou é tão criativo e interessante que isso por si só facilmente ganharia um leitor para série. Os Dragões de energia da boa fortuna, o Imperador e a família real, o Conselho Dragoneye, tudo tão intrigante e ricamente colocados que é impossível não se sentir estimulado a devorar a história e descobrir quem vai fazer o quê em seguida e como isso vai complicar mais ainda a vida da Eona.
Desnecessário eu dizer aqui que estou recomendando o livro aos gritos, e que é claaaaaro que eu estou arrancando minhas unhas atrás da continuação em inglês mesmo.
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Jeanne 21/06/2011

Eon/Eona há anos treina para ser escolhido(a) como Dragoneye. Apesar de seu problema físico ele(a) conseguiu chegar ao final do treinamento. E, será uma verdadeira batalha ser escolhido(a) pelo Dragão.

Eon/Eona possui uma habilidade especial, consegue ver quase todos os dragões e durante o processo de escolha do Dragoneye do Dragão Rato, ela terá uma grande surpresa e a partir desse momento sua vida nunca mais será igual.

Eon/Eona tem um coração bondoso, e, verdadeiramente, aprecia seu mestre, mesmo que tenha sido vitima de várias momentos de violência física. Tem por Chart e Rilla muita amizade e carinho.

Somente seu mestre sabe de sua condição de garota. E, estando praticamente falido, apostou todas as suas fichas que Eon/Eona seria escolhido(a).

Eon/Eona possui uma habilidade especial, consegue ver quase todos os dragões e durante o processo de escolha do Dragoneye do Dragão Rato, ela terá uma grande surpresa e a partir desse momento sua vida nunca mais será igual.

Durante a cerimônia que mais parece uma batalha, Eon/Eona não é escolhido pelo Dragão Rato, mas sim pelo Dragão Espelho (que estava desaparecido há séculos). Só que um acontecimento durante a escolha faz com que ele não saiba o nome do seu dragão, que é a única forma de chamá-lo.

No mundo mágico, há muitas pessoas gananciosas e sedentas de poder, como é o caso de Ido, o Lorde do Dragão Rato. Fará de tudo para derrubar o imperador e quem esteja ao seu lado.

Há outros Dragões que complementam a história. São eles: Dragão Boi, Dragão Tigre, Dragão Coelho, Dragão Serpente, Dragão Cavalo, Dragão Bode, Dragão Macaco, Dragão Galo, Dragão Cachorro, Dragão Porco. Cada um sua habilidade e poder. Por 12 anos cada um deterá o poder junto com o seu ascendente.

A amizade ou aproximação por sobrevivência de Eon/Eona me fez pensar que teríamos algum romance, mas só se for em um próximo livro, pois o final desse foi eletrizante e com gostinho de quero mais. O melhor ? Tem continuação.

http://www.livronochadascinco.com.br
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cinoca 26/12/2012

Must read para fãs de fantasia
Eon é um livro que ou você ama ou odeia, simples assim. Eu tive a infelicidade de começar a lê-lo durante uma daquelas ressacas literárias e apesar de ter devorado as primeiras 100 páginas em uma noite – sendo que nada importante realmente acontece no início da história – eu demorei muito mais tempo do que o planejado para lê-lo do meio para o final, onde aconteceram muitas coisas que me deixaram frustrada.
Preciso começar dizendo que a escrita de Alison Goodman é uma das mais bem feitas que eu já li, as descrições de lugares, objetos e personagens e como ela consegue envolver o leitor na história que acaba nem percebendo quantas páginas já leu, é algo que eu não me lembro de ter experimentado com muitos autores.

Eon se passa em um reino imaginário com muita influência da cultura asiática, e a pesquisa que a autora fez para conseguir ao mesmo tempo deixar extremamente clara essa influência de cultura e sociedade vista no Japão e China, mas também conseguir adicionar algo de singular na história foi um dos pontos altos desse livro.
A história em si tem muita política envolvida, o que para mim nem sempre é algo bom. Eu adoro livros de fantasia, mas não sou nem um pouco fã de livros que tem como característica principal a luta pelo poder ou repressão, mas mesmo assim a única parte que eu achei que a leitura decaiu um pouco foi no meio da história e em grande parte por conta da própria personagem principal que só acabou ganhando minha simpatia mais para o final do livro.
Veja bem, Eon(a), foi por muito tempo na história muito tapada e não conseguia enxergar algumas coisas extremamente óbvias que aconteciam em sua volta ou resolveriam seu “maior problema”, sem contar que ao mesmo tempo em que ela era extremamente corajosa, também conseguia ser muito medrosa e insegura. Claro que, muito dessa insegurança que ela apresenta é esclarecida no livro, já que fica bem claro desde o início que a sociedade em que vive é extremamente machista e não aprova mulheres no poder, mas ainda sim, foi muito frustrante ter que ler tudo sobre sua perspectiva.

Falando no machismo que é apresentado na história, preciso destacar que a autora fez um ótimo trabalho de aos poucos ir conseguindo dar mais força as mulheres da história e criar uma resistência para aquela sociedade. Aliás, os personagens do livro são extremamente únicos e abordam situações que até então eram extremamente novas para mim em livros de fantasia. Todos os personagens são extremamente bem desenvolvidos, mas mesmo assim eu não tive nenhum que realmente se tornou meu favorito.

Em suma, Eon é um livro de fantasia sim, mas não o recomendaria para aquelas leitores que só estão interessados em ler alguma aventura com seres mitológicos e por puro entretenimento. Claro que eu consegui me divertir muito lendo esse livro, mas dentre toda a batalha épica apresentada e os personagens criados, o que mais se destacou para mim é como o livro consegui ser bem escrito, se é que isso faz sentido. Eon é realmente uma história que você precisa ter uma mente aberta para ler ou pelo menos começar a leitura estando ciente de que tudo irá envolver política, terão muitos detalhes de absolutamente tudo, e que a fantasia e magia em si acabam ficando em segundo plano.

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Beija-flor 03/11/2016

Sem palavras
O livro já começa no meio de um drama, de ação, nos deixando nervosos do começo ao fim. Gostei tanto desse livro, nem sei o que dizer!

A personagem principal é muito interessante - não aquela que eu exclamei "Meu deus, eu a amo", mas com certeza me cativou a ponto de eu torcer para ela mais do que para qualquer outro que havia no livro. Isso porque, embora fantasioso, nos faz acreditar nesse mundo - muito pela escrita envolvente quanto pelo enredo em si.

Eon é o nome falso usado por Eona, uma menina forte que vive em dilemas complicados e pessoas ardilosas ao seu redor. Os vilões me arrepiaram, me deixaram à beira de um ataque, me fizeram achar que tudo ia dar errado, que ela não iria conseguir. E, bem, na verdade não sei como vai ser o desfecho da história em si pois não tenho a continuação. Mas, cada vez mais que o livro vai chegando ao fim, vemos mais determinação na personagem e, em mim, mais fé em Eona. No final, ela está bem posicionada na sua atitude e na sua vontade, me fazendo crer nela.

Uma mentirosa que se passa por garoto, uma boa alma que não despreza alguém por deficiência, uma bela jovem escondida depois de treinar ser um garoto, uma manca esforçada que quer fazer de tudo por todos, a dona de um dom que a faz capaz de ver todos os dragões de energia (algo muito raro), um rapaz pobre que considera pão doce um banquete, a moça de um passado sombrio e miserável. Tudo isso em uma pessoa só.

Nos vemos em outra época, em outro mundo, em outro lugar.

EON é um livro impactante e acabo aqui essa breve resenha, pois não quero estragar nenhuma surpresa, nenhum riso, nenhum momento que creio serem só entre o leitor e o livro.
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Emanuelle 30/04/2013

Resenha de Eon que possui fantasia oriental
O desejo de ler esse livro foi por muitas resenhas que eu li, além da capa e, claro, o enredo que já me prendeu.

O livro conta sobre o Eon – narrador personagem -, um rapaz que treinou por quatro anos a magia de Dragão para se tornar um aprendiz de Dragoneye do Dragão Rato (um dos doze dragões de energia de boa fortuna). Porém, Eon é coxo, o que desperta repugnância em algumas pessoas, por ser sinal de má sorte e, para piorar ainda a história do rapaz, ele, na verdade, é Eona, uma garota.

“Mulheres não tem lugar no mundo dos dragões. Acredita-se que elas tragam corrupção à arte e não tenham força física ou a nobreza de caráter necessária à comunhão com um dragão de energia.”

Nesse mundo de fantasia da Alison Goodman, autora do livro, existe machismo, onde a mulher é vista como fraca. O que com passar dos capítulos vemos que não é o caso. Eona passou seus quatro anos escondendo seu lado feminino, então acaba acreditando que o poder masculino é melhor, assim preferindo ser Eon a Eona.

Narrativa linda e descrição belíssima que o livro possui. A escritora descreve com tanta paciência cada local, fazendo imaginar com perfeição o lugar na qual a personagem se encontra. Goodman, aos poucos, conta sobre a politica, cultura e história do mundo que ela criou, assim tornando a leitura lenta e com reflexões, mas a narrativa me prendeu de inicio ao fim, não me fazendo cansar com esses detalhes lentos para que o leitor entenda o mundo criativo da Alison.

É um romance YA, mas o amor não é apresentado entre um casal e, sim, pelo companheirismo, confiança, nacionalismo, lealdade, preconceito, traição e, principalmente a superação da nossa personagem principal. Amei o final e estou querendo ler o segundo livro, porém a quantidade de erros de revisão é deplorável. Sempre quando pensei que não tinha outro erro, então virava a página... Ohh, mas um erro para coleção!

Quem gosta de fantasia com politica no meio e sem romance entre casal, eu recomento! Dou quatro estrelas de cinco para o livro!

VISITEM O MEU BLOG: http://minhaloucautopia.blogspot.com.br/
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raissarang 11/07/2019

Busquei esse livro durante 4 anos...
Uma amiga minha havia comentado desse livro em 2014, me dizendo que era estilo Mulan, genderbender. Busquei em diversos sites, livrarias e sebos e não conseguia achar esse livro por menos de 80 reais. Decidi esperar. Em 2018, consegui comprar o primeiro e o segundo livro por um preço bacana. Me arrependo por não ter comprado antes, mesmo com o preço salgado.

O livro é maravilhoso. É necessário prestar muita atenção p/ não se perder no meio da história. O livro é um mais denso do que outros da classificação infanto-juvenil, mas vale a pena ser lido.
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Thyeri 05/11/2011

www.restaurantedamente.com
Este foi um livro que não estava esperando praticamente nada da história, pois certos elementos que aparecem na sinopse perpassam vários outros livros de fantasia, mas o quê de "Mulan", Eona se passar por Eon, me deixou intrigado e ansioso para mergulhar nessa narrativa. E este elemento é ponto principal da narrativa, tornando-a única.

O elemento de superação é visto todo o tempo, Eon/Eona possui uma deformidade em uma das pernas impedindo-a de fazer determinados movimentos de lutas essenciais para a cerimônia em que o Dragão Rato escolherá seu próximo Dragoneye; o que a faz ter de treinar mais e encontrar outras formas de fazer tais movimentos. E o que complica ainda mais é que uns dias antes da cerimônia Eon começou, durante seu treinamento, a sentir as cólicas de sua menstruação.

Outro personagens que destaco é Lady Della, considerada por muitos um demônio, mas em sua terra é considerada um presente dos deuses, ela é uma mulher presa no corpo de homem, denominada uma Oposta. Os diálogos com Lady Della são muito interessantes, pois ela detêm o poder de conhecimento de todas as atividades do palácio imperial, e ela é muito respeitada pelo Imperador. Ela se torna um ponto chave para ajudar Eon a aceitar que ela realmente é.

Olhei para o menino/menina refletido no vidro. Era assim que eu ia viver para o resto da vida. Sem nunca poder me mover sem imensa cautela. Sempre preocupada com a desconfiança, o perigo, a descoberta. A menina que já tinha sido, perdida em anos de fingimento sobre ser um menino. Ou será que a minha energia Solar havia oprimido a Lua em mim. [pág.218]

Os conflitos de Eon/Eona nos levam a refletir sobre a futilidade de nossa sociedade por considerar, por vezes, as aparências muito mais que os sentimentos e impedir que as pessoas possam ser elas mesmas. E que a posição e status não nos livra de nossos próprios preceitos e preconceitos sobre nós mesmos e os outros.

Tudo tinha acontecido tão rápido que ainda não tinha percebido que eu agora também era livre. Mas é claro que eu era livre: eu era um lorde. Estranho, então, não sentir a liberdade. [pág.300]

O plano de fundo oriental só deixa a história mais rica, com sua filosofia e seus aspectos morais de honra e amizade. A narrativa flui muito bem, os personagens são complexos e possuem uma história que justifica seus atos, e o desfecho nos deixa ansiosos para o que vêm no próximo volume.
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Rúbia Barcellos 22/05/2013

Eon
Definir um adjetivo pra esse livro se tornou algo bem difícil pra mim.

Em Eon somos apresentados a uma cultura completamente diferente da nossa. A cultura oriental, cheia de sua elegância e respeito.
Somos apresentados a um mundo onde existem dragões que tem o horóscopo chinês como referencia às suas personalidades e a de seus escolhidos.
Entramos em um mundo de fantasia incrivelmente bem combinada com a cultura oriental, tendo artes marciais, dragões, KI(chamado de Hua), política e um Império regido pelo machismo e agressividade.

Mas o q faz isso tudo ser tão bom, claro, além do fato desses temas serem incríveis?
A resposta está no fato de o personagem principal ser uma garota de origens humildes e com um tipo de deficiência física e ainda assim conseguir status nesse Império machista. Óbvio q não como Eona, a garota, e sim como Eon, um Sombra Lunar, um homem castrado antes da puberdade, assim conservando suas formas físicas da juventude.

Em muitos(senão quase todos) os momentos as coisas estão ruins pro lado dela, tirando o clima de história Clichê e finalizando o livro maravilhosamente bem.
Alison Goodman criou uma ótima história e conseguiu mesclar tudo isso de forma fácil de se ler. Estou ansiosa para ler Eona!

Incrível!


A única coisa q tenho a reclamar é em relação à tradução e revisão do livro. Existem MUITOS erros inaceitáveis e deploráveis de português.
Espanta-me ter visto tantos erros com tanta frequência, nunca observei esse tipo de problemas com a Galera Record. Triste =/
Mas isso não tira o crédito da história.

Divirtam-se :)
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FotoseLivros 27/06/2011

Amazing... Surpreendente!
Este é um livro diferente do que tenho lido... mas é repleto de coisas que eu gosto... quando comecei a ler me lembrei de Harry Potter, mas EON não tem nada a ver com HP... me lembrei creio que pelo lado mágico... pela criatividade da autora ao criar um mundo fantástico... criativo... e cheio de aventura... intrigas... Alison Goodman criou um mundo Espetacular.

Neste mundo imaginário de Alison Goodman... existem 12 dragões (Rato, Boi,Tigre, Coelho, Dragão ou Espelho, Serpente, Cavalo, Bode, Macaco, Galo, Cachorro, Porco)... em cada novo ano... um Dragão ascende ao poder do Conselho de Dragões... que ajuda o Imperador a governar... Os Dragões escolhem um menino de 12 anos... para ser aprendiz do Dragoyene Ascendente... e EON é um menino que está treinando para tentar ser escolhido por um dragão... para ser aprendiz do Dragoyene Rato... que é o próximo dragão a ascender... mas na realidade EON... não é um menino de 12 anos... ele é uma menina EONA de 16 anos... que por ter o poder de ver os 12 dragões... é escolhida por seu Mestre (um ex Dragoyene Tigre) para tentar a 'sorte'... mas não existe Dragoyenes fêmea... por isso eles escondem do mundo o segredo de EONA e a transformam em EON... além disso EON/EONA tem um problema no quadril... o que a torna 'aleijada'... com dificuldades de locomoção... e até de luta... a luta parece ser uma variação do Tai Chi Chuan...

Dentre os doze dragões... um deles não aparece há algum tempo... o Dragão Espelho ou Dragão Dragão.... há mais de 500 anos não existe um Dragoyene Espelho... na hora do Evento de Escolha do aprendiz... que acontece na presença do Imperador e seu filho... o príncipe Kygo... o Dragão Rato... que é o Dragão ascendente naquele ano... escolhe Dillon, um amigo de EON... mas que não era a escolha preferida do Dragoyene Dragão Ido... EON tem um problema durante o evento... o Dragão Rato quase o escolheu... mas o seu Mestre o faz retornar para a reverência ao Imperador... e nesta hora... o Dragão perdido... o Dragão Espelho... o/a escolhe... na frente de todos... e mostra a sua dimensão... e todos os dragões fazem reverência ao Dragão Espelho... mas EON... não consegue (por medo) dizer a sua verdade... a verdade escondida de todos... por medo das consequencias... para ela e seu Mestre.... a verdade de ser fêmea...

E apesar de subir ao posto de Lorde EON... se tornando um Dragoyene... por não existir um Dragoyene Dragão... há mais de 500 anos... ele(a) se transforma em um nobre... com direito a acesso direto à casa do Imperador... que está muito doente... e sofre com a possibilidade de um golpe por parte de seu irmão o Poderoso Sethon... e que possui vários aliados no Conselho de Dragão... inclusive o ascendente Dragoyene Ido...

Este livro é uma aventura repleta de intrigas... traições... superação... pois EON/EONA ao tentar se reencontrar definitivamente com seu Dragão... acaba o afastando... o que a deixa vulnerável... mas ela encontra amigos leais e novos aliados... que a ajudam a descobrir a sua verdade e a verdade de seu Dragão...

A palavra que me vem à mente para descrever o livro em apenas uma palavra é AMAZING... Surpreendente!

Tem promo no blog até 13/07 Eu sigo @Ci_FotoseLivros @GaleraRecord e vou ganhar um exemplar de EON - O décimo segundo dragão >> http://kingo.to/GJw #PromoEON
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Juliane L. 08/01/2017

Opinião
Apesar de o livro ser bem devagar no começo e o Eon demorar muito para entender algumas coisas, que estavam um pouco óbvias, no final ele melhora bastante. Acredito que o próximo livro seja mais acelerado. Não vejo a hora de ler Eona.


https://www.instagram.com/ju_reads/

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Nando 20/11/2011

Esse livro marcou história na minha prateleira...
... Como o primeiro livro que eu abandonei na vida. E olha que já perseverei por muito livro ruim pra diabo (Né Eragon e Eldest? Última vez que pego no pé do Eragon. Juro... :x).

Eon foi um livro que vi numa prateleira da FNAC com uma capa e uma premissa bastante interessante. Pena que aparências enganam... Esse livro tinha tudo pra dar certo e me admira muito que tenha dado tão errado. O autor evita recorrer a uma temática super-saturada de fantasia medieval baseada nas culturas européias pra usar as culturas do extremo oriente. Ele cria conceitos interessantes e tudo mais, mas peca na história inteira. Personagens, situações, narrativa chata pra diabo...

Já vou avisar que pode ter Spoiler, leia por sua conta e risco.


Trama: O livro se passa em um mundo de fantasia baseado na China antiga, onde guerreiros místicos conhecidos como Dragon Eye. Existe um Dragon Eye pra cada um dos doze dragões-signos do zodíaco (chinês) e ser nomeado um Dragon Eye é uma honra que garante grande poder político e riqueza para si e a família. E eis que a história começa. O personagem central é Eon, ou melhor, Eona. Ela é uma candidata a Dragon Eye, patrocinada por um mestre mesquinho cuja família perdeu as riquezas e o prestígio e que deseja recuperá-los através da jovem Eona. Problemas: Não só é proibido que mulheres recebam treinamento de Dragon Eye, como Eona sofreu um acidente na infância que a deixou coxa de uma perna. Então por que diabos esse filhadap... foi bancar treinamento justo pra uma garota manca? Simples: Eona vê o espectro de todos os doze dragões. E isso é raro, uma vez que cada candidato enxerga somente o espectro de um, aquele a qual ele deve se candidatar e se passar por uma série de testes, ser admitido como aprendiz Dragon Eye. E lá se vai Eona, passando-se por um eunuco (Ou homem-sombra. Termo perjorativo pra Eunucos naquela sociedade), treinar e sofrer testes pra se tornar a próxima Dragon Eye rato. Eona não passa nos testes (Que este ano foi oncluído um teste de batalha contra um mestre Dragon Eye, só pra sacanear a vida da pobre coitada) e já imaginava a bronca que ia levar do mestre, quando o Dragão-Espelho (ou Dragão-Dragão), o mais poderoso dos 12 dragões e o único atualmente sem um guerreiro Dragon Eye elege Eona como sua representante. Após uma cerimônia turbulenta na arena de lutas, Eona acorda num quarto do palácio real com seu mestre e os servos cuidando dela e felizes da vida que ela foi nomeada uma aprendiz Dragon Eye. Contudo, ela se recusou a dizer seu verdadeiro nome ao Dragão durante a cerimônia e por sua vez, o Dragão se recusou a revelar o seu a ela. E Eona descobre que é incapaz de invocar os poderes do seu dragão sem saber seu nome. Foi até onde eu li. A partir daí é especulação da minha parte, mas Eon se envolve em jogos de intriga na corte e deveria ter algum lance épico nessa história chata bagaraio.

Personagens: O principal é Eon. Não gosto de Mary Sues, com vidas perfeitinhas e chatas, mas é irritante ler uma história onde um personagem só se fode. E Eon é uma história que até quando a personagem se excede, ela só se fode. Sem contar que como toda fodida que se preze ela se afoga em auto-piedade. Eon(a) é na verdade uma personagem irritante. Muitos outros personagens coadjuvantes aparecem na história, mas nenhum é realmente interessante. Tem o garoto que foi eleito o Dragon Eye Rato, o mestre mesquinho, os servos do mestre mesquinho, o Mestre Dragon Eye que parece determinado a foder (como se precisasse) ainda mais a já fodida vida de Eon, o travesti amante do imperador (Talvez o único personagem com um pouco mais de profundidade do livro). Aliás, o livro inteiro gira em torno do desinteressante. Eu li mais de duzentas páginas empurrando com a barriga até achar algo interessante pra ler. Outro livro.

Como eu disse, um bom personagem não se trata de ter uma vida perfeitinha, mas viver na rua da amargura também não vai alanvancar interesse de ninguém. Se o personagem não é interessante não tem santo que ajuda. E Eon é assim. Um monte de personagens clichêzentos, sem personalidade e mais rasos que um pires. Tudo bem dar uma vida

sofrida pros seus personagens. Eu gosto de citar os personagens da casa Stark das Crônicas de Fogo e Gelo. Só se fodem, mas são personagens super-interessantes, complexos, humanos, com verdadeiros sentimentos e orientações. Com ideiais. E não tão complexados quanto a perseguida.

Cenário: O cenário de Eon me chamou bastante a atenção. Nisso, o autor acertou. Enquanto os outros mundos de fantasia se baseiam na super-saturada fórmula Tolkien e nas sociedades européias medievais, Eon é ambientado numa cultura similar a da China antiga, com lutadores de kung-fu, monges shao-lin, feiticeiros e espadachins, etç.

E isso me chamou muita a atenção. Sou mais fã da cultura japonesa, dos samurais e tudo mais, mas enfim. Como essa temática é tão excassa quando se trata de livros de fantasia, comprei Eon com uma curiosidade voraz. Mas nem tive tempo de explorar esse cenário por que estava empurrando com a barriga a leitura de uma trama tão chata.

Enfim, esse livro entrou pra história como o primeiro livro que eu abandonei. Holy crap... Crônicas dos Senhores de Castelo é mais interessante que esse livro! O trem tá feio heim Eon... Eona... Quem quer que você seja... :x
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