Em Tempos de Liberdade

Em Tempos de Liberdade Ana Cristina Vargas




Resenhas - Em Tempos de Liberdade


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Cassia 16/10/2012

Belo visual, história mais ou menos
Em tempos de Liberdade é a sequência do livro “Em Busca de uma Nova Vida”. Nesta edição, vemos a nova reencarnação dos espíritos Dalilah e Jessé como Verônica e Paulus, no Império Romano.

Como em todo livro ‘espírita’, neste vemos toda a saga dos personagens em processo de aprendizagem e resgate de carmas passados. Por se tratarem de espíritos “pouco evoluídos” (melhor dizendo, com muito a resgatar) - e talvez para segurar o leitor para o terceiro volume, a trama se concentra mais na vida de Verônica.

A trama tinha tudo para ser interessante, mas se perde por vezes em uma verborragia que o torna, em muitos momentos, entediante. Mais do que um livro espírita, poderíamos dizer que se trata de um livro espiritualista, onde toneladas de lugares comuns e autoajuda se acumulam, com eventuais pitadas de espiritismo. Aliás, a participação dos espíritos é muito reduzida na narrativa, e quando aparecem, quase não dizem muito a que vêm.

Talvez como ponto positivo possamos destacar a opção por retratar os personagens – pelo menos por um tempo - como pessoas comuns das classes menos favorecidas da antiga Roma, fugindo do clichê “fui uma princesa da Atlântida”, “fui um nobre da Renascença”, etc.

Ainda penso que um dos principais defeitos da trama está no caráter absolutamente cristão dos personagens, mesmo estando situados em um contexto claramente não cristão. Não que o Cristianismo não tenha em si valores universais, mas, no que diz respeito à trama, soam estranhos. Na parte final do livro, por exemplo, embora os personagens interajam com uma serva egípcia que os introduz às ideias de reencarnação, a coisa toda é passada como se tivesse saído direto de um dos livros de Allan Kardec. Lógico que podem haver pontos em comum entre as teorias reencarnacionistas egípcia e kardecistas, mas, por vezes, a coisa ficou bem forçada.

Visualmente, o livro é muito bem acabado. Mas, como história, não seria o livro que estimularia ninguém a se aprofundar no estudo da doutrina espírita. Resta-nos aguardar pelo 3º volume.
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