Jane Eyre

Jane Eyre Charlotte Brontë




Resenhas - Jane Eyre


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Vanessa 03/08/2010

Mesmo tecendo críticas a minha amada Jane Austen, sem dúvida, com este romance, Charlotte Bronthe, conquistou-me definitivamente, pois, através de Jane Eyre pude sentir o que posso chamar de um verdadeiro deleite literário. A narrativa da sofrida e determinada preceptora, me fisgou logo nas primeiras páginas, simplesmente não conseguia largar o livro!


Já conhecia a história através de uma série produzida pela BBC. Não gosto de assistir produções cinematográficas ou televisivas antes da leitura do livro, porque além de contaminar os personagens com a interpretação e imagem dos atores, provoca em mim, certo desinteresse, por não poder mais degustar a cada página, a delícia da surpresa. No entanto, com Jane Eyre não posso dizer que tive prejuízos de tal natureza. Foram 622 páginas de puro encantamento, tive por alguns dias diante dos meus olhos, uma personagem com a qual partilhei cada momento de desamparo, solidão, euforia e felicidade, as sensações de Jane pude sentir também como minhas.


Contendo alguns elementos autobiográficos (a semelhança entre criadora e criação é indiscutível), Charlotte insere ainda seu posicionamento contrário a instituição que era o casamento no século XIX. Feminista, a autora defende a busca de uma independência financeira, e não a estabilização da mulher através de um bom casamento, e é este o eixo da crítica de Bronte à Austen, infelizmente Bronte não percebeu qual era o tempero indispensável à receita literária de Austen, a ironia.


De vertente realista, salpicada com mistério, críticas a sociedade e ainda, o atraente elemento gótico, esta é uma obra revolucionária no contexto literário e social do seu tempo. Jane Eyre é um clássico, um livro que recomendo, e que só lamento por ser tão difícil de encontrar. Sendo assim, poucos terão o privilégio de conhecer intimamente uma personagem tão viva e sinceramente humana que me pareceu de carne e osso, uma heroína longe da perfeição, detentora de qualidades, mas que é sublimemente encantadora em seus defeitos. Sem sangue azul ou beleza que lhe aprouvesse, Jane cativa-nos, deixando o leitor de certa forma tão apaixonado quanto o seu amado Rochester.
Amandha Silva 05/08/2010minha estante
Ai, quero ler... Sua paixão pelo livro cativa qualquer um que leia essa resenha.
Já está na minha lista de futuras leituras e aquisições.
Se a série da BBC é maravilhosa, o livro sem duvida ultrapassa a perfeição.


Jess 07/09/2011minha estante
Depois dessa resenha, vou correndo procurar onde tem esse livro para vender, rs. Assisti o filme e a série da BBC e me encantei pela força e história da Jane. Se é como diz, o livro deve ser ainda melhor *-*


Rose 02/04/2012minha estante
Você me convenceu com sua maravilhosa resenha, não me resta mais dúvidas referente ao livro, vou add a minha lista!


Flávia Rocha 01/11/2013minha estante
Gostei muito da resenha. Vi o filme, quero agora ler o livro.


Lii 13/02/2014minha estante
Acabo de assistir ao filme,que é maravilhoso, e agora com a sua resenha tenho certeza que preciso ler Jane Eyre.
PS: Adorei sua defesa à Jane Austen.


Larissa Castro 08/06/2014minha estante
Não entendi essa crítica a Austen. Até onde eu sei, não há referência para ela no livro de Brontë, nem de forma indireta.


Mirian 21/01/2015minha estante
Nunca tinha ouvido falar sobre esse livro...Que bom ter lido a sua sinopse, estava a procura de um romance igual ao que você descreveu!!! Estou ansiosa para ler!!!


gau 02/04/2016minha estante
Melhor livro que li nos últimos tempos!!! Devorei, porque não tinha como não devorar e muita peninha por acabar de ler e ficar longe da trama e dos personagens...


Diandra 09/05/2016minha estante
Também não entendi essa crítica a Austen, vc pode me passar suas fontes? Fiquei interessada.




Claire Scorzi 08/02/2009

A primeira heroína feia da Literatura
Com este romance, Charlotte Brontë introduziu na Literatura a primeira heroína feia. Ela disse: "Vou criar uma heroína tão obscura quanto eu mesma". E nasceu Jane Eyre.
Jane, órfã educada com secura por parentes afastados e depois enviada a uma escola que parece saída das páginas de Dickens (ou seja, horrenda) torna-se adulta e precisa sustentar-se. Ela se emprega como preceptora de uma menina francesa numa região erma da Inglaterra. O tutor da menina, Rochester, é um homem duro e por vezes ácido. O confronto e a paixão entre eles parece inevitável.
Minha professora de Literatura Inglesa dizia que este era o primeiro romance a apresentar a paixão - paixão sentida igualmente pela mulher como pelo homem. Os protagonistas de Charlotte são criaturas sexuais e, ao contrário do que era usual na época, isso não é sinal de mau caráter (na literatura antiga, especialmente inglesa, só homens e mulheres imorais sentiam desejo). Charlotte Brontë dá carne e sangue a Jane e a Rochester e nos conquista com eles. Também concordo: este romance é superior a "O morro dos ventos uivantes".
Karine Coelho 11/10/2009minha estante
Realmente, parece que os personagens de Charlotte são mais humanos, tem mais paixão mesmo. Um livro à frente do seu tempo.


Camila Lobo 31/12/2015minha estante
Entrou para o livro preferido da minha vida. Digo isso com todo o fervor. O que dizer de uma obra publicada em 1847, onde temos uma mulher ocupando o verdadeiro papel feminista sem este conceito ainda existir? Jane Eyre é mesmo virtuosa, se tornando a personagem mais linda da Literatura. Chorei em muitas passagens, deslumbrada com a escrita poética de Charlotte Brontë e desejando que esse livro nunca acabasse. Gostaria que o mundo o lesse.




Lu 17/05/2012

Muito, muito amor por Jane Eyre!

Eu confesso que vinha enrolando pra ler esse livro há uns dois anos. Primeiro, porque não curti a minissérie da BBC e segundo, porque não tinha muita disposição de enfrentar uma leitura parecida com O Morro dos Ventos Uivantes. Lindo, mas devastador.

Na verdade, Jane Eyre me faz pensar em novelas. Não digo isso de forma pejorativa e sim, para assinalar que os rios correm para o mar. O tempo passa e as histórias mudam, os estilos variam... mas a influência do clássico persiste. Até mesmo a forma analítica como a Jane via as pessoas me fez pensar muito em Agatha Christie.

Clássico, mas de maneira nenhuma, chato. A leitura é agradável, a narrativa é direta, descritiva, mas harmoniosa. Bons diálogos, um tanto quanto intensos, mas bem escritos. E, os personagens. Ah, os personagens!

A grande força do romance de Charlotte está na sua protagonista, a formidável Jane Eyre. A autora conseguiu construir uma personagem que sofre muito, sem transformá-la numa vítima. Pelo contrário, à sua maneira, Jane se rebela e luta por si mesma. Achei-a carismática e simpátca, embora seja bastante discreta. Sua força está na gentileza e a gentileza é a sua força. Uma personagem apaixonante.

Acho que, dos demais, destaco apenas o Sr. Rochester. O sujeito é uma figura e responsável pelos melhores diálogos do livro. O comportamento dele é tão inesperado, tão inusitado, tão cativante... não tem como não gostar dele. E ele e Jane são lindos demais!

Confesso que no finalzinho do livro, senti uma quebra no rítimo. Os diálogos me pareceram arrastados, e cheguei a temer que o livro desandasse logo no fim. Bobagem, Bronte finaliza seu livro com perfeição. É um prazer dar cinco estrelas e considerá-lo como favorito. Um livro muito especial, mesmo.
Gabi C. 16/05/2012minha estante
Resenha perfeita, Lu! Jane é sofrida, mas nunca uma vítima!


Fe Sartori 17/05/2012minha estante
Ae Lu, favorito com certeza!
Vale a pena não é mesmo? Concordo com tudo o que você disse, a Jane é tudo. É uma guerreira.
Já assistiu o filme Jane Eyre que saiu a pouco tempo atrás? Um beijo.


Paula 17/05/2012minha estante
Você e suas resenhas que me deixam malucas !
Agora vontade pela leitura aumentou ao dobro ! rs


Carol 14/05/2013minha estante
eu amo morro dos ventos uivantes essa acho muito morno




Livia 29/06/2010

Uma verdadeira feminista!
Jane Eyre é uma menina órfã que vive na casa de uma tia que a detesta. Esta acaba mandando Jane para a escola Lowood, onde ela fica por oito anos.

Após este tempo, decide trabalhar como governanta e vai para Thornfield Hall para ser preceptora da jovem Adele, protegida do dono da casa, Mr. Rochester.

Os dois se apaixonam em meio a acontecimentos estranhos que rondam a mansão.

*** CONTÉM SPOILERS E OPINIÕES PESSOAIS ***

Jane Eyre é feminista de verdade, e tem um amor próprio inabalável.

Muitas moças, na condição dela, ficariam num canto se lamentando e aceitando humilhações, por não ter para onde ir. Jane prefere a fria e rígida escola Lowood a morar com parentes que não lhe querem. Estuda com afinco e, para se sustentar, procura um emprego, e não um marido. Jane tem alma independente e espírito livre, e por mais que tenha passado a vida toda ouvindo que era menos que os outros, órfã, pobre, empregada, nem por um momento acreditou nisso. É emblemático quando ela fala a Mr. Rochester: “pensa que só porque sou pobre, obscura, sem atrativos e pequena, não tenho alma nem coração? Eu tenho tanta alma e tanto coração quanto você...”

O amor dos dois não é aquele amor platônico, elevado, que se encontra em poemas. Jane e Edward não passam o tempo pensando no ser amado, ou falando dele para os outros, ou sonhando com o futuro. É um amor real, onde se sentem bem um com outro, e se desejam. Um amor que tem necessidade de beijos, de abraços, de toques, de conversas, de presença. E, principalmente, um amor que aceita o outro como é, que não tolhe traços da personalidade do outro que não ache conveniente (como St. John), que não faz exigências nem acusações, que não muda com as adversidades.

Ao final da história, as situações se invertem. Jane é rica e forte, Edward é quem precisa de proteção. Ela é quem estaria na condição de escolher quem quisesse para se casar. Mesmo assim, o sentimento dos dois permanece inalterado. Afinal, segundo o Bardo, "o amor não é amor se se altera quando encontra alterações", não é?

Jane é sincera, sensata e racional. Fala o que pensa e age segundo seus princípios. Deixa Thornfield Hall mesmo com o coração sangrando, por achar que faz o que deve ser feito. É forte “mesmo quando quer ser fraca”. E é só ao conhecer St. John que muda de idéia. St. John é racional ao extremo. Mesmo amando e sendo amado, desiste desse sentimento por achar que ele não era apropriado. Jane acha loucura, e diz que daria tudo para amar e ser amada de volta. E percebe que ela ama e é amada sim, e que sua racionalidade a impeliu para longe, e a impediu de viver plenamente. Jane estava sendo tão obstinada quanto St. John em fugir de sua felicidade.

E há mais um ponto a se considerar: Quando Jane vai em busca de Mr. Rochester, ele está viúvo e os dois finalmente se casam. Mas quando Jane recusa o casamento com St. John e parte atrás de Edward, ela ainda não sabe disso.

E mesmo que ela dissesse pra si mesma que só iria ver como ele está, qualquer pessoa apaixonada sabe que isso é uma boa desculpa, e nada além disso. Ela busca Mr. Rochester porque a idéia de um casamento e uma vida sem amor lhe é insuportável, e em seu íntimo, ela preferiria uma vida de amor sem casamento do que o contrário. Se Mr. Rochester continuasse impedido de se casar, será que Jane teria ido embora de novo? Eu divido!

A história tem traços góticos, passagens um tanto sombrias, e um certo moralismo ao final, apesar da impetuosidade de Jane correndo atrás do amado (como Cathy procura Heatchcliff, personagens de sua irmã Emily). Vale observar ainda que Charlotte Brontë gosta de usar algum misticismo em sua obra. Como a árvore embaixo da qual Mr. Rochester pede Jane em casamento,que é rachada por um raio, simbolizando que deus os separaria como separou aquela árvore em dois. Quando Edward chama por Jane, ela ouve, mesmo muito longe, e ele ouve sua resposta, comprovando a teoria dele de que tinham “cordões que atam seus corações, e mesmo que estivessem em lados opostos do mundo, ainda poderiam ouvir um ao outro”. E há ainda a cegueira de Mr. Rochester simbolizando uma punição por não permitir que sua esposa fosse vista, curada apenas após ele se voltar novamente para Deus, que lhe concede a misericórdia.
Rafaela 31/01/2015minha estante
Melhor resenha que eu li até agora, quase tudo o que interpretei, mas não havia pensado nisso aqui: "E há ainda a cegueira de Mr. Rochester simbolizando uma punição por não permitir que sua esposa fosse vista, curada apenas após ele se voltar novamente para Deus, que lhe concede a misericórdia." Agora, que li sua resenha, refleti um pouco e cheguei a essa conclusão também.


Vitória 20/07/2019minha estante
Muito boa a resenha!!
Deus*




Fe Sartori 30/04/2012

Confesso que sempre quis ler Jane Eyre. Mas tinha um certo receio de ser uma leitura cansativa e também confesso que não moro de amores pela sua irmã (Emily Bronte) como a grande maioria. Mas a BestBolso lançou uma edição barata e legal de Jane. E aí pensei porque não?

Jane Eyre é incrível. Merece ser lido com certeza. É uma leitura gostosa, agradável e Jane uma personagem batalhadora, sofredora, mas que não sei se deixa desanimar. E nos dá uma grande lição. Já ouvi algumas pessoas dizer que Charlotte é detalhista em sua maneira de contar, achei tudo tão harmonioso que confesso que não senti isso como um ponto negativo. Fiz uma leitura de maneira mais lenta pois não queria que o livro acabasse. E agora quero conferir a nova versão de filme de Jane Eyre.

Indico pra quem gosta de romances, pra quem gosta de clássicos ou pra quem gosta de uma boa história.

Stênio 01/05/2012minha estante
Jane Eyre é incrível! Acho que merece ser lido ao menos uma vez na vida (e relido várias e várias vezes, rs).


01/05/2012minha estante
Achei primeiro o filme, que ainda não vi...mas lendo sua resenha fiquei com vontade de ler o livro, que geralmente é superior aos filmes... tbm não gosto da Emily Bronte.


Paula 03/05/2012minha estante
Fer, terei de ler !


Lu 07/05/2012minha estante
Ótima resenha, Fer!


Léia Viana 02/07/2012minha estante
Quero ler Fer, este também.
Gosei da resenha e eu curto muito uma boa história e principalmente de romances.




Sueli 09/12/2011

Um Livro Que Ficará Para Sempre No Meu Coração!
Jane Eyre
Charlotte Brontë

A primeira vez em que ouvi falar sobre Jane Eyre foi em uma conversa com minha mãe....Ela me disse que Jane Eyre era um de seus filmes favoritos....Preto e branco, os protagonistas, certamente, você leitor, não deve ter ouvido falar, mas o Sr. Rochester foi vivido por Orson Welles! Um mito do cinema norte americano....
Tive a oportunidade de assistir ao filme e, digo que gostei tanto quanto minha mãe! Aliás, de uma maneira geral, as mães tem sempre razão!rsrsrsrsrs
Depois dessa versão cinematográfica tive oportunidade de assistir outras adaptações, tanto para cinema, como para televisão e, sempre com a mesma ternura e admiração por seus personagens....
Mas, digo para você leitor que nada, jamais, havia me preparado para as palavras da própria Charlotte Brontë! E, aqui tenho que salientar a excelente tradução e prefácio de Heloísa Seixas.
Impossível não imaginar que seja um livro autobiográfico depois de lermos o prefácio sedutor da Heloísa. O que torna tudo ainda mais atraente e emocionante!
Nada do que eu disser estará à altura dessa obra magnífica! Só lendo, mesmo! Mas, posso garantir que valerá cada segundo do seu tempo e sei que assim como para mim, ficará para sempre nos seus corações como um dos romances mais lindos e vigorosos de todos os tempos!
Boa leitura!
Adri Ramalho 10/12/2011minha estante
O filme me proporciona admirar o cenário, as vestimentas, o clima...
Eu sou uma pessoa que precisa ler o que se está passando entre as personagens, o livro proporciona isso, o filme faz o complemento.


Sueli 11/12/2011minha estante
Ramalho, ainda estou vivendo com a sombra dessas criaturas em torno de mim.....Foi muito bom ter superado o medo do livro..... Comprei a minissérie e aguardo ansiosa. Pois,nenhuma das adaptações chegou aos pés do livro, que eu quero muito que você faça a encadernação..... Espero folheá-lo por muitos e muitos anos....


Adri Ramalho 12/12/2011minha estante
Tá!


Helena 30/08/2016minha estante
Este livro já estava na minha lista, depois da sua resenha tenho certeza de que vou amar.




Danielle 26/05/2013

Jane Eyre.
Muitos chamam os livros das irmãs Brontë de melodramáticos - até mesmo seus editores da época, como se isso fosse um palavrão literário que, no caso de Jane Eyre, é totalmente falacioso. É dramático sim, muito. Mas, mais ainda, é passional. Virgínia Woolf uma vez, disse:

"Nós abrimos Jane Eyre e somos envolvidos pela genialidade, veemência e indignação de Charlotte. É o intenso brilho vermelho do fogo do coração que ilumina suas páginas."

Charlotte escreve visceralmente. Sua narrativa é forte como aço, não titubeia. Não há dúvidas em seu estilo. Suas descrições são mais reais que a realidade (as longas caminhas da pequena Jane em Lowood), seus personagens são enfurecidos como se, no ventre, ardesse uma vontade infinita de viver (Edward Rochester). E ainda surpreende quem lê ao deixar os gestos mais delicados para as mais brutas das mãos (você vai entender quando ler; entende se já leu). E, claro, gotas de um misticismo quase gótico.

A história da órfã Jane Eyre se desenrola por mais de 500 páginas. Não é fácil ler um texto do século XIX, eu bem sei: muitos diálogos, muitas descrições de lugares e faces rosadas... Jane, por exemplo, não é apenas uma personagem feminina, é uma heroína que vence bravamente as dificuldades sem tamanho da vida.

A diferença (dificuldade em leituras de textos antigos?) é que nos livros de hoje a realidade é retratada de maneira minimalista, pelo não-dito, por finais abertos. Para romances do século XIX, para Charlotte mais especificamente, tudo é grandioso, heróico, passional. O não-dito vai ser descoberto de maneira a surpreender, chocar, fazer você se de-ses-pe-rar. Ela não tem pena de quem lê e isso está há mais de um século de distância, ou seja, pode desagradar. Mas, caro amiguinho, vai por mim que Charlotte faz isso tão bem que a ação do tempo ainda não envelheceu suas frases. Observe, apenas:

"Percebi então que estava tonta de excitação e também de inanição. Nem pão nem água tinham passado por meus lábios durante todo o dia, pois eu não chegara a tomar café. E foi nesse momento, como uma pontada estranha, que percebi que nenhuma mensagem me fora mandada, para perguntar como eu estava, durante todo o tempo em que permanecera trancada ali (...) 'os amigos sempre abandonam aqueles que foram esquecidos pela sorte' murmurei, enquanto destrancava a porta e saía para o corredor. Tropecei num obstáculo. Minha cabeça ainda rodava, meus olhos estavam turvos, minhas pernas fracas. Custei um pouco a me recobrar. Cheguei a cair, mas não no chão: um braço estendido me agarrou. Ergui o rosto e vi que estava sendo sustentada pelo Sr. Rochester, sentado numa cadeira diante da porta do meu quarto.

- Finalmente você saiu - disse (...) Mais cinco minutos daquele silêncio de morte e eu teria arrombado a porta como se fosse um ladrão."

Ai.

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John 30/07/2010

Charlotte Brontë criticou os princípios que regiam a mulher da era vitoriana e diferente de Jane Austen provou que a mulher poderia trabalhar e se sustentar ao invés de se apoiar em um casamento por dinheiro. A trama se desenrola em um espaço sombrio e vemos desde criança a heroína Jane passra por duras privações e sofrimentos até chegar ao final feliz. Só que Jane é diferente das heroínas comuns, ela não possui atrativos físicos assim como seu respectivo par, seus dotes são demonstrados pela mente intelectual e bondade de sentimentos que a transportam de uma vida martirizante para um casamento feliz. Charlotte fixa o nome Brontë nas listas de livros mais lidos e descrevem as conquistas das mulheres em um período onde tinham pouco valor na sociedade. Simplesmente Fantástico!
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Aline Salmon 27/04/2015

O clássico dos clássicos
Ainda estou com aquela sensação boa e ao mesmo triste quando terminamos um livro... boa, pois foi uma experiência única, e triste pois acabou... o que fazer da vida sem Jane Eyre?
Jane Eyre iria me dizer, levanta dessa cadeira e vai à luta, leitor! Porque ela é a mulher mais forte de todas as mocinhas de todos os romances que eu já li. Ela deixa Lizzie Bennet ( de Orgulho e Preconceito) no chinelo. Maravilhosa estória, emocionante, engraçada e cheia de reviravoltas. Incrível como Chalotte Bronte escreveu sobre essa heroína em busca da independência em 1847!!!! Uma mulher que almejava muito além de um casamento, ela almejava sua independência, almejava viver sem precisar de ninguém. E ela não tinha medo de nada. Impressionante como uma clássico consegue ser atemporal.
Definitivamente, um dos melhores livros que já li.
Fé&Amor 27/04/2015minha estante
Esse livro é LINDOOOOOOOOOOOO!! Sem palavras.




Milinha 12/01/2013

Talvez a leitura mais prazerosa que tive no ano passado...
Alguns livros nos marcam não apenas pelo conteúdo, mas pela forma que o encontramos. E a sensação de que temos uma preciosidade nas mãos se confirma no momento que começamos a leitura até a última página.

Jane Eyre é esse tipo de livro. Estava lá escondido na prateleira mais baixa do setor de literatura inglesa, na biblioteca da Universidade Federal do Maranhão. A edição era de 1945, a capa estava bem deteriorada e as folhas amareladas, aspectos que não chamariam a atenção de muitos leitores. Mas, para minha felicidade, o livro estava na minha lista de possíveis leituras e foi certamente por essa razão que o levei.

“Jane Eyre” é uma narrativa envolvente, romântica, mas também com uma forte crítica sobre os padrões sociais da época. A personagem criada por Charlotte Bronte representa um novo ideal feminino, que foge do estereótipo de submissão da mulher vitoriana.

“Tem-se as mulheres como entes passivos, e elas, todavia, sentem tanto quanto os homens. Tanto quanto os seus irmãos necessitam de campo onde exercitem as suas faculdades. As mulheres penam nos constrangimentos exagerados, na inércia absoluta, precisamente como os homens sofreriam nas mesmas condições. E é pobreza de espírito dos seus privilegiados companheiros dizer que elas devem se limitar a fazer pudins, cerzir meias, tocar piano e bordar almofadas. Condená-las, ou ridicularizá-las se agem ou aprendem mais do que o preconceito permite ao seu sexo - constitui uma insensatez”. - pág. 93

A infância difícil da personagem e os conflitos que a perseguem ao longo de seu crescimento constroem uma mulher precocemente adulta, independente e sem os anseios destinados a figura feminina da época: casamento e guardiã do lar.

Os motivos para se gostar do livro são muitos: a história de amor entre Jane e Mr. Rochester, a amizade entre Jane e Helen Burns, os diálogos entre Jane e o reverendo St. John Rivers, os ensinamentos cristãos que estão sempre presentes...

O leitor acaba sofrendo com as angústias de Jane e torcendo por sua felicidade. De fato, uma leitura muito memorável. Super recomendo!
Jacyara 14/01/2013minha estante
Continue escrevendo mais resenhas, querida. Vou adorar ler. Beijos!


Milinha 14/01/2013minha estante
Obrigada, jacy! Beijos




Bruna Tavares 07/02/2011

Jane Eyre
Escrever uma resenha sobre um clássico como esse é uma grande responsabilidade, nem sei bem por onde começar. Acho que vou começar dizendo que estou cada vez mais convencida de que a literatura inglesa é a melhor que existe.

Jane Eyre é uma auto-biografia fictícia da personagem com o mesmo nome. O livro começa com Jane ainda criança, morando com sua tia. Ela ficou órfã muito cedo, e após a morte do tio, passou a sofrer nas mãos de sua tia e primos. Por fim, é enviada a um colégio interno onde têm seus primeiros momentos de felicidade. Permanece lá por oito anos. Seis como aluna e dois como professora. Nesse período, Jane vai amadurecendo e aprende a superar a mágoa que guardava em seu coração. Torna-se uma mulher corajosa, inteligente e determinada.

Aos 18 anos, Jane sente o desejo de liberdade e decide arranjar um novo emprego. Consegue um como preceptora de Adèle, uma menina que está sob a tutela de Mr. Edward Rochester. A partir daí, sua vida passa a ter muitas reviravoltas, algumas muito surpreendentes.

Agora vocês já sabem que o livro tem alguns mistérios. Um deles eu descobri antes mesmo de ser desvendado, pois a sinopse já dava algumas pistas, então, se querem um conselho, não leiam a sinopse!

Através desse livro, a autora mostrou que as mulheres são capazes de se sustentarem e serem felizes independentemente de se casarem ou não. Mesmo assim, o livro não deixa de ter seu romantismo. Porém, o que notei na personagem principal, e admirei muito, é seu ponto de vista equilibrado sobre o amor, ela não é daquele tipo de pessoa que usa o amor como justificativa para fazer qualquer coisa ou desconsiderar até mesmo seus princípios.

A narrativa é muito detalhada, principalmente ao descrever os sentimentos e pontos de vista de Jane, parece que estamos lendo seu diário. O enredo é lindo e tem momentos emocionantes que me arrancaram algumas lágrimas, só não vou contar se foram de emoção ou tristeza.

Jane Eyre já teve adaptações para cinema e TV. O mais recente estreará esse ano e conta com a atuação de Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas) no papel principal. Mal posso esperar para ver esse filme! Claro que o filme nunca é tão bom quanto o livro, mas quando é bem feito vale a pena assistir, espero que seja esse o caso.

Então eu vos deixo o seguinte conselho: Se ainda não leram Jane Eyre, leiam!

http://falarsobrearte.blogspot.com
Lizzy 08/02/2011minha estante
Sou apaixonada por essa estória! Personagens críveis, uma mocinha independente, apesar da vida sofrida, um mocinho forte e marcante (apesar de n ser lindo). Se vc na assistiu a série da BBC 2006, assista, uma reprodução sensacional. Vamos aguardar agora o filme de 2011.


Su 15/06/2013minha estante
Concordo com você quando fala que a literatura inglesa é uma das melhores.Li esse livro lindo e me apaixonei pela personagem, forte, determinada, corajosa e com atitudes além dos princípios da época.




Liz 09/08/2012

Surpreendente !
Jane Eyre é maravilhoso. Charlotte Bronte encanta pelos personagens que cria, diverte pela narrativa transparente e honesta e nos rende com toodas as surpresas e reviravoltas na vida de Jane eyre. Quando parece que tudo tende para um caminho, pode ter certeza que vai ser totalmente diferente do que parecia ser. Jane é misterioso e mutável com surpresas inesperadas.Assim como a vida deve ser.

É impossível falar de Jane Eyre sem citar o Sr. Rochester. Talvez o melhor personagem do livro, Rochester é rude, tosco e mal- educado. E encanta. Ele aparece,conversa com Jane e assim que ele sai de cena tudo que você quer é que ele volte e fique sobre o foco mais um pouquinho. Os diálogos dos dois, a maneira como é possível enxergar a relação deles crescer é o que o livro tem de melhor.

Jane é um livro para nunca ser esquecido. Você ganhará uma melhor amiga para a vida toda. Tudo está lá. Os pensamentos, dúvidas, alegrias e temores de uma menina atemporal.Jane é apaixonante,Rochester poderoso e Charlotte Bronte inesquecível.Vale muito a pena conhecer esse trio tão especial.
Sabrina 14/09/2012minha estante
Definitivamente Rochester é o melhor personagem do livro ! Um dos melhores personagens de todos os livros :D


Liz 24/09/2012minha estante
Sim, claro. Rochester conquista e é misterioso. Um homem incrível *.*




Bulldog 03/01/2012

JANE AUSTEN QUE ME PERDOE
AUSTEN QUE ME PERDOE MAS CHARLOTTE TEM MUITO, MAS MUITO MAIS ESSÊNCIA. OS EXTREMOS DA ALEGRIA E DA TRISTEZA SÃO MUITO BEM EXPLORADOS NESTA SENTIMENTAL E ABNEGADA (NÃO ROMÂNTICA SOMENTE) HISTÓRIA DE AMOR FRATERNAL.
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Lizzy 04/08/2010

Jane Eyre é uma heróina eterna!
Esse trecho é inesquecível: "Sacrifício? Que é que sacrifico? A fome pelo alimento, a expectativa pela satisfação. Ter o privilégio de pôr os braços em volta do que valorizo... apertar meus lábios no que amo... repousar no que confio; isso é fazer sacrifício? Se é, sem dúvida eu tenho prazer com o sacrifício..." Amo esse livro, além disse, traz o Edward Rochester, o mocinho "nada bonito" que é simplesmente maravilhoso.
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Eduarda 10/04/2012

Jane Eyre
O livro, homônimo à personagem principal, é um romance inglês do século XIX escrito pela Brontë primogênita, Charlotte.
Narrado em primeira pessoa, “Jane Eyre” conta a história de uma pobre órfã criada e maltratada pela tia e pelos primos que é mandada para um colégio interno onde estuda por seis anos e leciona por dois. Durante esse tempo, ela cresce e amadurece, se tornando uma mulher de opinião própria e fortes convicções.
Aos 18 anos, Jane, que não tem ninguém no mundo por ela, resolve mudar sua vida e conhecer coisas novas. Assim sendo, ela coloca um anúncio no jornal procurando um novo emprego. Pouco tempo depois, recebe uma oferta para trabalhar na mansão de Thornfield Hall como aia da pequena francesa Adèle, protegida do rico Edward Rochester.
Depois que muda de ares e se adapta ao seu novo trabalho, Jane, se sentindo confortavelmente feliz, conhece seu patrão, Sr. Rochester, que até então esteve viajando. Os dois no começo se estranham, contudo, depois várias conversas inteligentes e de divertidos ultrajes por parte de ambos, acabam começando uma forte amizade e logo Jane se vê apaixonada por ele.
A certa altura, Edward recebe a visita de vários amigos, entre eles a belíssima e refinada Srta. Ingram, a qual, em vista das atenções recebidas pelo anfitrião, logo desperta o ciúme de Jane. Esta, freia qualquer demonstração de sentimentos e mantém – com certo custo - uma pose indiferente com relação ao patrão e à sua convidada.
O que acontece, é que Edward Rochester também já estava apaixonado por Jane e quando ela deixa Thornfield Hall para visitar a tia (sim, a mesma que a criou) que já estava a beira da morte ele se sente perdido. É aí então, quando Jane retorna, que ele se declara e a pede em casamento. Jane, toda “derretida”, ousa aceitar o pedido, mas o que ela descobre sobre o patrão no momento da cerimônia, muda completamente suas decisões e seu estado de espírito.
Uma das personagens femininas mais admiráveis – e admiradas – da literatura britânica nos dá uma lição de força e caráter numa época onde as mulheres não tinham muita valia para a sociedade. Jane é simples e feliz com o que tem. Não é gananciosa e no entanto sente falta de uma família.
Além de independente é humilde e quando ousa a cobiçar algo para si – o amor de um homem – leva um baque da vida do qual ansiamos e sabemos que ela vai se recuperar.
A leitura desse livro é deliciosa e nos proporciona muitas emoções (preparem os lencinhos). É um dos meus livros favoritos, pois o romance é intenso, e não é meloso de forma alguma. No final é você quem se sente “órfã” de Jane Eyre, pois a intimidade que se cria com tal narradora é muito grande. É como se ela estivesse nos confidenciando seus mais importantes segredos.
Creio que todo amante da leitura deve se aventurar por essas páginas, pois não conheço até hoje ninguém que tenha se arrependido.
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