Em Defesa da Comida

Em Defesa da Comida Michael Pollan




Resenhas - Em Defesa da Comida


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Juliano Bertoldo 16/05/2016

Uma visão clara do que comemos e os seus benefícios ou não....
O livro se seguido após a leitura do Dilema do Onívoro oferece ao leitor um conjunto de reflexões sobre o que consumimos diariamente. Na verdade após a leitura das duas obras, certamente nosso paladar irá melhorar. Recomendo a todos!!!
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Angel 30/01/2016

Um Manifesto
Livro para ser lido e relido em várias fases da vida.
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pricamila 25/11/2013

Novidade!
Esse livro mudou totalmente a minha vida ao mostrar a diferença entre coisas comestíveis e o que é comida realmente. Não como nada que não seja nutritivo. Essa é a chave da saúde.
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Mel 10/02/2013

Não como nada que sua avó não consudere comida! Essa é uma das frases que me marcaram...Porque é realmente isso na prática! O livro é intenso e questiona nossa alimentação com riqueza em pesquisas científicas. Nos faz rever nosso conceito sobre alimentação, e consegue!! E ainda nos dá dicas de como se alimentar da melhor maneira possível. Eu adorei!
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Wronski 26/06/2012

Muito Bom!
Excelente livro, com bastante referencias e dados de pesquisas sobre alimentação. Deve ser lido de forma bem crítica e com certeza tem muito a acrescentar para qualquer pessoa que se preocupe com o seu bem estar e saúde.
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jamalchk 13/08/2011

Essencial!
Em muitos dos produtos processados encontrados nas gôndolas dos supermercados, encontramos supostas alegações de benefícios para nossa saúde. Mas será que estes produtos, geralmente anunciados como "mais saudáveis que os correspondentes naturais", realmente trazem algum benefício à nossa saúde?

Neste livro, Michael Pollan mostra como o nutricionismo é permeado de incertezas e teorias infundadas aceitas como verdade pela opinião pública com ajuda do jornalismo e da ciência reducionista.

A obra alerta para o fato de como o nutricionismo tenta se fixar apenas em nutrientes específicos para determinar benefícios e malefícios, esquecendo-se da complexidade envolvendo alimentos, a interação existente entre as substâncias presentes neles, o meio ambiente e os costumes socioculturais que dizem respeito ao hábito de comer.

Do tipo de leitura essencial e urgente para que todos tenhamos uma noção dos mitos que rondam o complexo mundo dos alimentos.
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pirla 22/05/2011

1ª parte - A ERA DO NUTRICIONISMO
Na introdução do livro, Pollan faz uma revisão sobre o histórico da alimentação. Mostra principalmente as mudanças que ocorreram no modo de se alimentar e na qualidade desta alimentação ao longo dos anos.

Parte 1 - A Era do Nutricionismo

O autor, nesta primeira parte do livro, conta mais detalhadamente sobre muitas mudanças que ocorreram e continuam a ocorrer em relação à comida. Fala um pouco sobre a descoberta dos nutrientes e o surgimento do Nutricionismo. De alguns anos para cá, os cientistas introduziram os conceitos de poliinsatuados, saturados, antioxidantes, vitaminas, fitoquímicos, probióticos, proteínas, carboidratos, dentre outros. Foi entao que o começaram a fazer parte do espaço cultural previamente ocupado pela comida, como um todo.

O termo “nutricionismo” (nutrição + reducionismo) surgiu após o boom dos alimentos modificados. Buscava-se (e até hoje isso acontece) escolher um nutriente favorito, e conferir-lhe características determinantes de saúde ou insalubridade ao invés de fazer uma análise do alimento íntegro.
Este ritual acaba por promover modas e fobias alimentares. Acontece uma guerra entre nutrientes.

No mercado, o nutricionismo vem atuando como um promotor do sucesso de vendas dos alimentos “imitações”, aqueles que tentam ser alimentos comuns acrescidos de nutrientes “saudáveis”, ou reduzidos em gorduras, açúcares, calorias. É ele que fornece justificativas para os alimentos processados deixando implícito que alimentos modificados pela ciência podem ser mais saudáveis do que os originais. Um exemplo claro e clássico é a margarina, sintética e que chegou no mercado como um substituto saudável da manteiga.

A tentativa de adicionar às embalagens e propagandas o termo “imitação” aos alimentos que sofrem esses processos científicos foi reprimida; a lei foi eliminada pelas indústrias, e certamente, isso seria uma confissão de adulteração e inferioridade que não interessava aos grandes industriais.
Já tivemos a época da exaltação da proteína, das fibras, das gorduras, e sabemos que isso se reverte ao longo dos tempos.

Um outro ponto-chave discutido nesta primeira parte do livro foi a transferencia da autoridade sobre o cardápio nacional. Antes, a tradição e o hábito ditavam a mãe como promotora da alimentação saudável dentro do lar. Hoje em dia, esse papel ficou com a ciência, que consegue até mesmo manipular o modo de se alimentar e o que pensamos sobre a alimentação.

Apesar das descobertas da ciência observamos um paradoxo. Antes, os índices de obesidade e doenças crônicas eram muito inferiores aos de hoje. E hoje, que temos a ciencia nos ditando o saudável e o prejudicial, esses índices são a cada dia, maiores. A alimentação está se voltando para a ciência, e está se perdendo o motivo social e emocional de uma refeição.A identidade cultural está se dissolvendo, as pessoas estão desenvolvendo uma ortorexia nervosa – preocupação exagerada com a alimentação saudável, e incapacidade de usufruir do prazer da alimentação sem culpa ou neurose.

De nada adianta a ciência descobrir funções de nutrientes isolados, como está fazendo até hoje. O importante é saber como esses nutrientes interagem quando em conjunto com outros, como parte de um todo, complexo, que é o alimento ou a combinação deles. Além disso, hábitos de vida, ambiente e características individuais fisiológicas/emocionais também influenciam na resposta do organismo à comida. Ninguém come um nutriente; comemos alimentos. E defendê-los foi o intuito de Pollan neste livro.
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Lodir 16/03/2011

Todos os dias descobertas da ciência da nutrição são anunciadas nas capas dos jornais, nas notícias dos telejornais e em programas especializados. Tornou-se comum no jornalismo a necessidade de divulgar novas propriedades dos alimentos e novos benéficos, que aparentemente antes eram inimagináveis para a comunidade em geral. Com tantas notícias sobre o que comer e o que não comer, é comum o cidadão comum se sentir perdido no meio de tanta informação, tanto na imprensa quanto nos supermercados.

O livro “Em Defesa da Comida”, que trata justamente disso, é divido em três partes. A primeira tem como intenção introduzir o leitor à história do nutricionismo, a ciência da nutrição. Nos primeiros capítulos, então, Pollan descreve como nasceu a vontade do homem em estudar os alimentos que come, desde os primórdios até os dias de hoje. É de longe a parte mais cansativa do livro, já que, na verdade, trata-se de história. Não deixa de ser, no entanto, interessante.

A segunda parte fala, de fato, sobre as pesquisas do autor e suas conclusões sobre a nutrição. O título do livro se refere ao manifesto de Pollan em defender a comida de verdade, aquela que é plantada, cultivada ou caçada, e não o que lota os supermercados, ou seja, comida industrializada. Para ele, esses alimentos se quer podem ser chamados de “comida”, já que, de tantos aditivos químicos, são apenas substancias comestíveis. Essa parte é a mais interessante, pois o escritor faz uma grande análise da evolução ao longo dos séculos e principalmente da última década da forma como o homem se alimenta. Ele traz grandes alertas que realmente nos faz pensar sobre diversos aspectos que se tornaram normais, mas duvidosos.

Entre as mais interessantes constatações do autor, por exemplo, está a alerta de que, por trás da ciência da nutrição, existe uma indústria que está muito interessada em ganhar dinheiro com ela. Há três personagens aí: os cientistas (que precisam fazer descobertas todo o tempo), a indústria da alimentação (que precisa criar produtos com novos benefícios) e os jornalistas (que precisam dar novas notícias sobre alimentação e saúde). Dessa forma, o livro leva o leitor a uma reflexão sobre o que anda lendo. Será que podemos confiar mesmo em todas as notícias sobre alimentos que lemos todos os dias? Ou será que elas são frutos de um mecanismo para ganhar dinheiro?

A última parte do livro se assemelha muito a outro livro do mesmo autor que já li, chamado “As Regras da Comida”. O objetivo dessa parte final é apenas emitir “dicas” sobre alimentação, com base em todas as informações do livro. São bem interessantes. O autor aconselha, por exemplo, a não consumir produtos com mais de cinco ingredientes ou que tenha algum deles com nome impronunciável, como costumamos ler nos rótulos. Ele também pede que o leitor fuja no supermercado de qualquer produto que sua avó não reconheceria como comida. Há várias outras “regras” sugeridas, todas muito interessantes e que fazem todo sentido.

“Em Defesa da Comida” está longe de ser um livro de dieta ou qualquer classificação parecida. É um excelente livro sobre nutrição, e mais especificamente sua história e as lições que podemos tirar dela. É uma obra que, ao terminá-la, deve fazer o leitor pensar de uma forma bem diferente sobre tudo que envolve o assunto alimentação e, se tudo der certo, adquirir novos hábitos.
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