A guardiã da minha irmã

A guardiã da minha irmã Jodi Picoult




Resenhas - A Guardiã da Minha Irmã


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Blog MVL - Nina 21/07/2011

Minha Vida por um Livro | www.minhavidaporumlivro.com.br

A gente não ama uma pessoa porque ela é perfeita, ama apesar de ela não ser.

Até onde você iria para salvar a vida de um filho? Apesar de ser uma pergunta clichê, a obra de Jodi Picoult é exatamente sobre as escolhas que envolvem esta questão. Relacionando moral e emoção, lealdade e egoísmo, o leitor é levado a uma estória onde os limites humanos são testados a todo momento. Até onde o amor justifica certas atitudes?

A premissa em A Guardiã da minha irmã ativa dois pontos da mente dos leitores, a que liga às emoções e que liga ao raciocínio. De um lado você tem uma mãe que recebeu a notícia de que sua filha de dois anos tem cerca de 30% de chances de sobreviver a uma leucemia aguda. E que luta de todas as formas possíveis para transformar esta estatística, a cada dia (durante anos). Do outro lado temos uma criança que foi de certa forma sujeitada a salvar a vida da irmã mais velha, uma menina que está cansada de viver entrando e saindo de hospitais, passando por procedimentos cirúrgicos. Anna quer uma vida, sua mãe quer que Kate (sua irmã doente) tenha chance de viver. A família deles está se deteriorando junto à doença que consome Kate. De certa forma, o câncer não está mais só na adolescente, mas em todos os membros da família.

No aspecto emocional o leitor é capturado no meio dessa tempestade de sentimentos contraditórios. Eu compreendia a mãe e a filha, o lado de ambas. Já na questão racional, o leitor terá bastante conteúdo com que se ocupar. Células tronco? O que exatamente é isso? Então eles criam um ser vivo ainda no óvulo que é geneticamente compatível com outro indivíduo? E depois usam essa criança para assegurar a vida de outra... Isso é legal? Enfim. O livro é fonte de muitos questionamentos, além da óbvia temática comovente.

A forma como a autora expõe as emoções e conflitos dos personagens, incluindo Jesse (o irmão de Kate e Anna),o advogado Campbell e seu romance mal resolvido com Julia. Detalhes que criam um enredo prolixo e coeso, uma trama que guia o leitor para vidas que se interligam e apesar das diferenças, todos lutam contra alguma coisa, alguns contra seus corpos, outros contras seus medos...e outros contra suas próprias emoções.
A reviravolta que incide nas últimas páginas da obra me deixou... Vazia. Eu simplesmente não acreditei no que estava lendo. Em algum momento durante a leitura, eu perdi meu coração para os protagonistas da estória. Eu realmente me importei com os personagens, eles parecem tão reais quanto às pessoas que conheço. Eu acabei me apaixonando por todos. A escolha narrativa que Picoult faz, foi extremamente dolorosa para mim enquanto leitora. Imagino o quanto deve ter doido na autora. Não deve ter sido fácil escrever, já que personagens são partes de um escritor.

Eu tenho uma irmã mais velha, e passei a maior parte do livro me perguntando se eu estaria disposta a fazer tudo o que Anna (mesmo inconscientemente) faz por Kate. E cheguei a uma conclusão. Eu faria qualquer coisa, a qualquer hora para salvar a minha irmã. O amor é assim,ele desconhece certos limites,principalmente a razão. A Guardiã da minha irmã é sobre estes limites emocionais e morais, é uma estória que partiu meu coração inúmeras vezes, por isso preparem-se para ter suas mentes viradas do avesso, corações pesados e debates polêmicos após a leitura.

Sofrimento, amor, lealdade, fragilidade física e emocional...
A Guardiã Da Minha Irmã é um daqueles livros que podem modificar suas certezas e quem sabe até a sua vida. É uma obra controversa, comovente e belíssima. Inesquecível.
Gabriel 23/07/2011minha estante
resenha perfeita!!! fikei mais louco ainda pra ler!


Pati 08/01/2012minha estante
Sua resenha é exatamente tudo que eu acho.
Eu também tenho uma irmã mais velha e nós somos muito ligadas, eu ficava me perguntando o tempo todo se eu faria tudo por ela. Acho que foi mais por isso que o livro me tocou.
Muito boa sua resenha!!


Helder 31/08/2012minha estante
Resenha incrivel. Estou começando a leitura agora e vou me preparar para a montanha russa!


Elô 12/10/2012minha estante
O livro é sensacional. É distante e ao mesmo tempo tão real, tão perto. As citações e as comparações são peças que se encaixam perfeitamente na hora de refletir e são coisas da quais você fica pensando por horas ou dias. É um livro forte, que faz você rir, pesar, sentir medo, que faz você sentir raiva e compaixão ao mesmo tempo. A sensação que tive depois de terminar de ler foi e que tenho sempre que leio algo que me toca tão profundamente: embriaguez reflexiva. O final faz você querer desesperadamente imaginar que só em livros acontecem tais coisas, que a dor não pode apresentar assim de forma tão cruel.




milena 21/09/2012

Perfeito

Quando decidi que leria A Guardiã da minha irmã foi pela simples curiosidade de ler uma historia com um final diferente do que eu tinha visto no filme Uma Prova de Amor. Embora eu já soubesse do “final original” eu queria ler com riquezas de detalhes e dessa forma eu não esperava me emocionar muito ou ser surpreendida, afinal eu já conhecia toda a historia. Como eu estava enganada.
O livro já inicia de uma forma muito agradável e familiar pra mim quando percebo que cada capitulo é narrado por um personagem. Tive essa experiência com A Ultima musica e fiquei encantada e percebi que iria me apaixonar por esse livro também. Só que foi muito mais que paixão porque a cada capitulo eu ficava cada vez mais fascinada de perceber o ponto de vista de cada personagem narrando uma mesma historia que me envolveu como se de repente eu fizesse parte daquela família. Embora eu tenha ficado muitas vezes aborrecida com Kate é bastante perceptível que não existe um vilão nessa historia em que no fim das contas todo mundo sai perdendo. Passa o verdadeiro significado de família onde, quando um fica doente é como se todos estivessem. Fiquei me perguntando como eu seria se fosse mãe de três filhos embora, como Kate sabiamente fala no livro, ninguém se vê na realidade exata dela, apenas agradece por não está diante daquela situação. Mas como lidar diante de três filhos em momentos tão diferentes sem prejudicar nenhum desses?
Alem disso fiquei positivamente surpresa com Campbell e acreditem vocês vão amar Julia que não tem participação no filme.
Adorei conhecer Anna, suas teorias sobre a origem dos seres humanos em que ela busca tão desesperadamente compreender qual é o seu próprio papel no mundo, Jesse é um garoto inicialmente problemático e quando olhamos a fundo temos um verdadeiro poço de sentimentos em uma vida curta e conturbada. Brian é o pai que qualquer criança ( e adulto) ficaria imensamente grato por ter. Kate é realmente um exemplo de força e imagino como alguém em seu lugar poderia viver tanto tempo com tanta gente ao redor cronometrando o tempo que ainda lhe resta. As experiências dela são incríveis e gostaria de ter visto mais sobre o ponto de vista dela.
Mas o que vai fazer toda diferença é o desfecho dessa historia. Jode Picoult da uma verdadeira lição ao mostrar que no fim das contas ninguém é dono do próprio destino e dizer “eu te amo” nunca vai ser o suficiente para alguém que se ama. E pra mim o mais importante é perceber que nunca estaremos realmente prontos para deixar alguém partir.
Terminei esse livro em choque, com muitas lagrimas (e uma atendente na sorveteria me olhando como se eu fosse louca) e a sensação de que já não vale tanto a pena ler mais o que quer que seja porque eu nunca encontrarei uma historia mais bonita e verdadeira como a que acabei de ler.
Celeste 03/03/2013minha estante
No final da sua resenha já tava querendo chorar,imagina quando eu ler o livro u.u


milena 04/03/2013minha estante
É realmente um livro maravilhoso Celeste! Mudou minha forma de ver a vida... sugiro que leia o quanto antes ;) ele merece!




naniedias 02/07/2011

A Guardiã da Minha Irmã, de Jodi Picoult
Anna tem 13 anos. E a vida toda ela serviu de doadora para a irmã. Aliás, ela foi geneticamente programada para ser compatível com a irmã.
Aos dois anos de idade, Kate foi diagnosticada com um tipo raro de leucemia. Seus pais decidiram ter outro filho - e para não arriscar, recorreram aos conhecimentos genéticos.
Mas agora Anna não quer mais. Ela simplesmente não quer doar um rim para a irmã. E, por isso, procura um advogado e entra com um processo contra os pais - para poder ser medicamente emancipada de seus pais, ou seja, para que possa se recusar a doar o rim para sua irmã mais velha.

O que eu achei sobre o livro:
Primeiro retire todo o seu casaco de preconceito. Esse mesmo que você tenta fingir que não veste.
Não julgue.
Quem disser que não julgou Anna antes de ler o livro, certamente estará mentindo. Todos julgamos. Todos pensamos em como pode ser errado uma irmã se recusar a salvar a outra. Todos, entretanto, pensamos que nunca faríamos o mesmo.
Leia o livro.
Conheça Anna, Kate (sua irmã mais velha), Jesse (o irmão mais velho problemático), Brian (o pai), Sara (a mãe), Campbell Anderson (o advogado) e Julia (a curado Ad Litem).
Sinta todo o drama dessa família.
E se prepara para chorar, sorrir, concordar, discordar... sentir uma mistura de emoções - uma realidade super tocante!
Jodi Picoult conseguiu me tocar de uma forma inédita. Acho que nunca me envolvi tanto assim com um livro.
Ela constrói seus personagens tão bem, de forma tão profunda e perfeita que eu consegui me identificar com todos os personagens. Cada sentimento perpessou meu coração e me fez refletir, sonhar, chorar, sofrer, me alegrar! E ainda sobrou espaço para um humor implacável em Campbell - jurei que atiraria o livro na parede caso não descobrisse certo detalhe (você vai precisar ler para descobrir se joguei ou não o livro na parede).
Eu poderia escrever infinitamente sobre esse livro. Falar sobre como os sentimentos dos personagens são complexos, conflitantes e realistas. Como eu me apeguei a cada um. Como eu sofri. Como eu ri. Como eu chorei. Poderia falar horas sobre como a escrita de Jodi Picoult é viciante. Poderia ainda explicar que o livro é dividido em dias e que, a cada dia, todos os personagens que eu já citei vão fazendo um rodízio para contar essa história. Eu poderia descrever, por exemplo, a passagem mais tocante do livro - onde Kate se sente super feliz ao constatar que o irmão se esqueceu de sua doença.
"- Ele esqueceu - Kate disse para ninguém e ficou deitada de costas, sorrindo radiante para o sol frio e redondo."
Eu poderia falar tanta coisa. Acho que até poderia escrever um livro sobre esse livro. Ainda assim não conseguiria chegar aos pés dessa história. Realmente é um livro super recomendado! E se tem um livro que irá te surpreender é A Guardiã da Minha Irmã. Leitura mais do que recomendada!

Nota: 10
Dificuldade de Leitura: 7


Leia mais resenhas em http://naniedias.blogspot.com
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Nana 25/06/2011

Emocionante!!
Este livro tem uma estória profunda que mexe com as nossas emoções. Uma família em conflito devido a concorrência entre os irmãos pela atenção dos pais. Kate que tem leucemia de um tipo raro desde os 02 anos de idade (agora está com 16 anos). Ela ainda está viva graças a sua irmã Anna de 13 anos, que desde o seu nascimento vem submetendo-se a vários procedimentos médicos para salvar a irmã, por ser a doara compatível.
Kate está em fase terminal da doença, precisando da doação urgente de um rim para sobreviver por mais um tempo. Anna não quer mais passar por cirurgias e entra com uma ação na justiça contra os pais para ter controle sobre seu próprio corpo e o poder de decidir se quer continuar sendo doadora ou não. A menina sente que não é vista pelos pais como uma filha, mas sim, apenas como alguém que pode manter kate viva.
Além das duas, tem o irmão Jesse, que é problemático, usa drogas, comete delitos tentando chamar a atenção da família, por sentir-se excluido, já que passou toda sua infância vendo os pais correrem para o hospital o tempo todo com a doença da irmã e ficando sempre em segundo plano.
Eu gostei muito do livro. Apesar de triste e comovente, tem algumas partes leves e até engraçadas com os personagens dos advogados.
O final me deixou chocada! Chorei e imaginei o sofrimento desta família.

Cláudia 13/09/2011minha estante
Eu assisti ao filme, porém com o nome diferente "Uma prova de amor". É de soluçar!!!!! A mãe é a Cameron Diaz, espetacular, depois dessa atuação não a considero apenas uma atriz bonita, mas uma atriz talentosa!




Pati 08/01/2012

Nem por um segundo eu pensei que Anna fosse uma egoísta. Pelo contrário, fiquei do lado dela desde o início, sempre achei que ela tinha direito de fazer suas escolhas. Por outro lado, eu achava que a egoísta era a mãe das meninas, Sara. O tempo todo pensando numa filha e esquecendo dos direitos da outra. Mas, confesso que errei feio em julga-la. Por isso digo: pra ler esse livro não se pode ter preconceitos, é preciso aceitar e tentar entender as escolhas dos outros, porque o que pode parecer errado e estúpido pra gente, pode ser o melhor a se fazer pra outra pessoa.
Este livro é devastador. O modo como a autora escreveu a estória foi realmente surpreendente e comovente. O que mais me encantou foi a narrativa. Uma narrativa sempre alternando entre o grupo de personagens. Uma estória, com vários pontos de vistas, com sentimentos de várias pessoas. Foi como estar algemada a essa estória, às vezes era difícil me soltar dela. Destaque pra narrativa de Sara começando nos anos 1990, bem interessante.

Resenha difícil. É sempre difícil escrever sobre livros incríveis. Parece que me falta todas as palavras.
Esse livro me tocou bastante e eu até me sinto um pouco mudada ao terminar. Tenho uma irmã mais velha e acho que foi isso o que mais me prendeu a estória. Algumas perguntas tomaram conta da minha mente, perguntas como: Até que ponto eu chegaria por ela? Seria eu capaz de dar um pouco de mim, para que ela fosse um pouco mais ela? Perguntas como estas vão continuar pro resto da minha vida, só espero nunca ser obrigada a respondê-las.
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Giovana 11/08/2011

...simplesmente o melhor

Como resenhar um livro pelo qual eu me apaixonei? A questão aqui não é ter se apaixonado por um personagem, mas sim pela história como um todo. Como falar de um livro que mexeu comigo como jamais um outro fez? Como falar de um livro que me encheu de lágrimas e embaçou minha visão ao lê-lo?
Essa é uma história de amor, mas um amor sublime: o amor de mãe. O amor que sabe ir até as últimas conseqüências em prol da vida de um filho, o amor que não sabe discernir se os limites da ética foram ultrapassado, apenas para tentar salvar um FILHO. O que mais me tocou foi saber que minha mãe faria tudo aquilo pelas filhas dela. Moveria o céu se fosse preciso, simplesmente pelo fato de que nos tornamos a vida dela.
Kate viveu por cerca de três anos uma vida saudável, até que foi diagnosticada com leucemia, o que muda a vida de toda a família. Até que Sara e Brian decidem ter um outro filho, um bebê de proveta, feito sob medida, para tentar salvar a vida de Kate. Esse bebê é Anna, que desde cedo mostrou tamanha coragem para enfrentar a vida na qual ela foi “designada”.
Porém, após 13 anos de luta contra a leucemia de Kate, Sara tem de enfrentar uma luta muito maior do que talvez esteja preparada. Agora não é mais nos hospitais. É no tribunal. Reclamante: Anna.
O advogado que defende Anna é Campbell, que tem uma história de amor não muito simples (afinal, qual história de amor é simples?) com a curadora ad litem Julia. Um romance que nos deixa intrigados e ao mesmo deslumbrados. Tem também o Jesse, um típico jovem deliquente que só quer adquirir a tão sonhada visibilidade, em uma família que se vê devastada por tantas necessidades conflitantes entre seus membros.
Esse livro é uma verdadeira obra de arte, uma história inesquecível e bela. Bela por si só. E acredite, você pode até ter visto o filme, mas o livro(com destaque para o fim) é simplesmente surpreendente. É uma história da qual levarei para sempre comigo...

“Na minha vida, no entanto, o prédio estava pegando fogo, uma das minhas filhas estava lá dentro... e a única oportunidade de salvá-la era mandar minha outra filha, porque ela era a única que sabia o caminho. Eu sabia que estava correndo um risco? Claro. Eu sabia que talvez isso significasse perder as duas? Sim. Eu entendia que talvez não fosse justo pedir que ela fizesse isso? Sem dúvida. Mas eu também sabia que era a única chance que eu tinha de ficar com as duas. Foi legal? Foi moral? Foi uma loucura, uma tolice, uma crueldade? Não sei. Mas sei que foi o certo.”
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Isa Gama 01/07/2012

Simplesmente devastador
Terminei de ler o livro hoje, há apenas algumas horas.
Esse é o tipo de livro que você não consegue largar, em 3 dias terminei o livro, isso porque eu tenho uma prova dificílima amanhã e deveria estar me dedicando ao máximo.
Praticamente todos os personagens da história são narradores, uns mais e outros menos. Algumas partes são realmente entediantes, mas você não consegue parar, porque a próxima parte será boa ou porque aquilo é importante para a história. E a versão de cada um mostra o que a doença fez daquela família, a forma que cada membro reagiu, uns se isolam, outros tentam chamar a atenção e etc.
Ao mesmo tempo tem a história de Júlia e Campbell que é desvendada aos poucos. E o mistério de Campbell, pra que serve o seu cachorro? Cada resposta que ele dá é mais engraçada do que a outra.
Toda a história acontece em praticamente uma semana. Há diversos flashbacks, claro, mas mesmo assim é muito rápido. Pouco tempo para tantos problemas.
No julgamento vários mistérios vão sendo resolvidos, cada momento é mais surpreendente que o outro.
Mas eu não estava preparada pro que ocorre no final...
Nossa, que injusto!
Não tinha que ser assim! Como essa Jodi Picoult é cruel!
Esses foram os meus primeiros pensamentos. Não foi vontade de chorar que eu tive, fiquei triste e nervosa. Sem animação para nada. Apática. Mal conseguia dirigir. Pensando na vida, no futuro, nas coisas que sou ruim (no sentido de não saber direito) e como não havia esperança e etc.
Me senti completamente traída por essa autora, mas agora já estou melhor. Desde o começo estava do lado da Anna, completamente encantada por ela, por seu jeito, por absolutamente tudo. E... simplesmente não estava preparada para o final.
Janna 06/07/2012minha estante
Isso mesmo Isa, eu tbm não estava mas ao contrário de você chorei horrores e me revoltei com o final, foi cruel demais, Anna é linda demais, tbm estava ao lado dela desde o começo....




Anna Laitano 29/06/2013

Um livro que confrontará as suas definições de certo e errado
Não há palavra mais propícia para descrever os romances de Jodi Picoult do que “intensidade”. Suas tramas são sempre complexas, provocativas e polêmicas, impossibilitando que o leitor não seja totalmente sugado para dentro do enredo.

Li outro livro que tratava sobre pacientes com câncer, “A culpa é das estrelas”, mas não adianta compará-los, pois são totalmente diferentes. Na verdade, são quase opostos.

Em A guadiã da minha irmã, a narração é dividida pelo ponto de vista de cada um dos personagens, o que apenas comprova o talento da autora, pois, desta forma, à cada mudança de perspectiva, entramos nos medos e convicções de cada um deles, entendendo que esta não é uma história sobre mocinhos e vilões, certo ou errado. Cada protagonista tem suas particularidades que o torna único, mas, acima de tudo, verossímil.

Os cenários são escassos e simples, como é de costume para Picoult, mas com um enredo tão forte, isso não faz falta em nenhum momento. Gosto bastante do fato de a autora também não ter percorrido um caminho fácil e clichê para agradar o público no quesito romance, afinal, o foco não é este. Em contrapartida, os relacionamentos entre os membros da família são bem pontuados, mostrando o que a doença é capaz de fazer não apenas com o doente, mas com toda uma família.

Com um final inesperado, este é o tipo de livro que te faz chorar de verdade e mesmo assim você não quer que ele acabe. Belo e trágico, agridoce e que sem dúvida te fará refletir profundamente sobre os assuntos abordados mesmo após terminar a leitura. Totalmente recomendado!

site: Para mais resenhas acesse: www.queridaprateleira.com.br
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FabyTedrus 19/03/2014

A Guardiã da Minha Irmã - Jodi Picoult
Eu fiquei TÃO chocada com o final desse livro que fiquei com um raiva gigante da autora! Por ter visto o filme antes do livro não esperava o aconteceu e foi realmente um choque, eu chorei muito lendo o final do livro um misto de tristeza e raiva.
Mas estou tentando, bravamente!, não posso julgar o livro todo por causa desse maldito final. Afinal o livro é perfeito, a forma como cada personagem é descrito e como a história se desenrola, impossível não se envolver com cada personagem, coisa que é marca registrada da Jodi Picoult.
É tããão raro isso, mas eu prefiro a versão do filme que pra mim fez muito mais sentido! Eu tentei pensar em o que eu acharia do final do livro se não tivesse visto o filme e acho, sinceramente, que acharia injusto da mesma forma!!! Sei que esse final é para mostrar que nada é garantido, que a gente não controla nada mas... achei desnecessário!
Janah 08/03/2018minha estante
Também achei totalmente desnecessário esse final!!




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Anderson 01/02/2013

Belo, comovente, polemico e honesto.
Em ''A guardiã da minha irmã'', a história centra-se em Kate e Anna.
Kate, tem 16 anos, e desde os dois, é castigada pela leucemia. E Anna... Bom, a Anna é a irmã mais nova de Kate, feita ''sob medida'' para que pudesse doar sangue, medula óssea e qualquer coisa do tipo para tentar salvar a vida de sua irmã. E você aí, deve estar se perguntando; ''Como assim, feita 'Sob Medida'?'' Para entender, é claro, você terá que ler o livro.
Porém, um dia Anna se cansa de passar por tantas cirurgias e internações para ajudar sua irmã, sendo que ela mesma não tem nenhum beneficio com isso. Então, ela toma decisão, que para algumas pessoas, seria inconcebível, que vai destroçar sua família e que poderá trazer consequências fatais para sua irmã.

O livro é narrado em primeira pessoa. Mas não apenas por uma pessoa, mas sim por sete. E isto, por si só, deixa o livro muito mais incrível e gostoso de ler. A narrativa de Judi é fluída e arrebatadora. A autora consegue usar as palavras e formar frases que me pareceram um soco no estômago; Chegava a doer! E tudo isso conseguiu fazer com que o livro ficasse melhor a cada novo capítulo lido, fazendo com que eu passasse a noite inteira devorando as páginas e ficando cada vez mais curioso pelas próximas. Lamentei não poder ter muito tempo pra ler, porque, só de pensar que teria que esperar até o outro dia para continuar, me deixava apavorado.

O livro é perfeito desde a primeira página. E quando eu pensava que não poderia ficar melhor, eis que chega o final. E que final, hein? Foi inimaginável!
E pra você que ainda não leu ''A guardiã da minha irmã'', só digo uma coisa; Não perca mais tempo!



''Por mais que você queira se agarrar à memória dolorida e amarga de que alguém deixou este mundo, você ainda está nele. E o próprio ato de viver é uma maré: Primeiro não parece fazer diferença nenhuma, e então, um dia, você olha para baixo e vê quanto a dor foi corroída.''
Nalice 15/04/2013minha estante
Marquei como vou ler e desejado, OSKAPOSJAOSP
Parece ser muito bom... Amo livros assim, cheios de humanidade, que mostram o que há de pior e melhor nos seres humanos. Vou procurar pra ler o mais breve possível.




Andréa Bistafa 25/07/2011

Essa e outras resenhas em http://www.fundofalso.com
"Desde que nasci, sou a menina com a irmã doente. A vida inteira ganhei pirulitos extras dos caixas do banco, os diretores da escola sempre sabem meu nome. Ninguém é abertamente malvado comigo.
Isso me faz imaginar como seria tratada se fosse igual a todo mundo." pág.140


Esse é um daqueles livros em que eu não consigo resenhar como gostaria, pelo simples fato de ter gostado de mais.

A Guardiã da Minha Irmã conta a história de Anna. Ela não está doente, mas parece estar. Aos treze anos, já passou por inúmeras cirurgias, transfusões de sangue e internações, para que sua irmã mais velha, Kate, possa combater a agressiva leucemia que a castiga desde pequena. Anna nunca questionou seu papel... até agora.
Como a maioria dos adolescentes, ela está começando a buscar sua identidade. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, ela sempre foi definida em função da sua irmã. Até o dia em que toma uma decisão que para grande parte das pessoas seria inconcebível, que vai destroçar sua família e trazer consequências fatais para sua irmã que ela tanto ama.

Primeiramente, leia esse livro sem qualquer forma de preconceito. Não tente julgar a irmã Anna, a mãe Sara ou o pai Brian. Todos eles tiveram seus motivos para tomar as decisões escolhidas durante a longa jornada de Kate.

"Na minha vida, no entanto, o prédio estava pegando fogo, uma das minhas filhas estavava lá dentro... e a única oportunidade de salva-la era mandar minha outra filha, porque ela era a única que sabia o caminho. Eu sabia que estava correndo um risco? Claro. Eu Sabia que talvez isso significasse perder as duas? Sim. Eu entendia que talvez não fosse justo pedir que ela fizesse isso? Sem dúvida. Mas eu também sabia que era a única chance que eu tinha de ficar com as duas. Foi legal? Foi moral?Foi uma loucura, uma tolice, uma crueldade? Não sei. Mas sei que foi o certo." pág. 416


Contada com intensidade, a história de Kate e Anna nos mostra como uma doença pode desestruturar uma família unida e feliz. Mostra as dificuldades de cada passo, a responsabilidade de cada decisão, e o mais importante, como o amor pode ultrapassar barreiras.

"Pela primeira vez na vida, começo a entender como um pai pode bater no filho - é porque você pode olhar nos olhos dele e ver um reflexo de si mesmo que desejava não ter visto." pág.176


O livro é narrado em momentos por Anna, Sara, Brian, Jesse o irmão mais velho que tem passagens rápidas mas de extrema importância para o contexto familiar, Campbell que é o advogado contratado e Julia, a curadora ad litem do caso, que tem um romance mal resolvido com Campbel.
O leitor é capturado no meio dessa tempestade de sentimentos contraditórios entre as narrativas, absorvendo cada problema e se afeiçoando a cada personagem.

"Os médicos podem ser quem decide em que frente atacar, mas são os enfermeiros que tornam o conflito suportável." pág.242


O drama médico, envolvendo a doença de Kate é muito bem explorado, mesmo com muitos termos médicos, em momento algum a autora deixa de esclarecer o leitor.
Em várias passagens senti medo, senti dor, senti até mesmo aquela atmosfera hospitalar.

Eu poderia transcrever o livro todo aqui com suas lições de vida a cada página. Espero que você tenha a oportunidade de lê-lo, pois ele mudou muitos conceitos na minha vida, e posso afirmar com toda certeza, que pela minha família, faria qualquer coisa.

Uma obra inesquecível.
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Helder 12/09/2012

Um livro muito especial
Há tempos queria ler este livro. Tenho curtido a literatura que faz pensar. Não preciso de finais felizes; gosto de livros que me tragam divergências de pensamento e mostrem que a vida não é nada cor de rosa. Será que virei masoquista? Acho que não. O que me interessa não é o sofrer, mas sim o pensar e discutir. E este livro é um prato cheio.
A estória é extremamente envolvente, e tão bem escrito que é difícil acreditar que Jodi Picoult não tenha vivido aquela estória. O livro é narrado sob 6 pontos de vistas diferentes, e a autora consegue nos aproximar de todos eles. Conseguimos sentir todos os seus dilemas.
O livro já pega o leitor desde o inicio, onde conhecemos Anna, uma menina de 13 anos que decide contratar um advogado para processar seus pais. Ela requer sua emancipação médica, pois quer ser responsável por decidir o que fazer com seu próprio corpo.
Ela é irmã de Kate, que tem leucemia desde os 2 anos. Hoje, com a ajuda de Anna, ela conseguiu chegar aos 16 anos e é considerada um milagre genético. Quando a pequena Kate é diagnosticada com uma grave leucemia, a família faz diversos testes, mas descobre que nenhum membro é compatível para ser doador. É ai que surge uma nova opção: Ter um novo filho. E com um tratamento genético, Sara e Brian, os pais da pequena Kate, conseguem gerar uma criança compatível com a irmã.
A intenção era usar somente o sangue do cordão umbilical para ajudar Kate, porém sua leucemia sempre retorna, e assim começa a peregrinação de Anna, sempre junto à irmã, doando sangue, plaquetas e até a medula em procedimentos médicos nada fáceis para uma criança. Eu sofro vendo meu filho tomar vacina. Impossível não sentir a dor daquela família precisando submeter a criança aquilo para obter um bem maior.
Porém a doença de Kate é tão grave, que novos órgãos são atacados, e no momento ela precisa de um transplante de rim.
Sara, a mãe de Kate e Anna, acha óbvio que este rim venha de Anna. Mas é isso que Anna quer?
E vc? O que faria? Vale a pena fazer um filho sofrer, para diminuir o sofrimento do outro? E se fosse seu irmão, vc se submeteria a todos estes tratamentos?
Para completar a idéia incrível do livro, Sara, que estudara direito, decide ser sua própria advogada. E assim, temos um embate no tribunal entre Campbell , o advogado meio canalha contratado por Anna e sua mãe.
É impossível não ser tocado por esta estória e muito difícil escolher um lado. Temos ainda o ponto de vista de Brian, o pai, que prefere seu trabalho de bombeiro, a ter que apagar os incêndios de casa, Jesse, o filho mais velho que de tanto se sentir desnecessário começa a se perder, e os advogados Campbell e Julia, que tem que acertar contas do passado.
A cada pagina nos envolvemos mais com o drama desta família e é impossível não se emocionar em diversas partes, principalmente nas partes do tribunal ou nos flashbacks em que Sara tenta lembrar de momentos alegres na vida de Kate.
Além de drama, o livro é um verdadeiro suspense. Anna vai conseguir Não doar o rim para sua irmã? Mas e se sua irmã morrer, como ficará esta família? Anna é egoísta ou sensata? Quem tem razão nessa estória?
Eu sinceramente terminei sem esta resposta e espero nunca precisar fazer esta escolha. Mas tenho certeza que a discussão sobre este livro renderia um fórum, e não só uma resenha.
Porém, infelizmente não curti o final. Aliás, em minha opinião existem dois finais. O final 1, é quando descobrimos o motivo de Anna ter entrado com aquele processo, uma importante reviravolta na estória e um momento em que é impossível não se solidarizar com todos os envolvidos e seus motivos. O final 2, é o que vem depois, e esse, para mim quase estragou tudo, trazendo uma solução extremamente “simples” para algo que vinha caminhando de maneira tão complexa. Eu acho sinceramente que não ficaria chateado se o livro tivesse um final aberto, tipo “o leitor decide”, mas a autora preferiu resolver a questão de outra maneira, o que para mim tirou muito da força que o livro tinha alcançado.
Só por este final besta, fica com 4 estrelas.
Fiquei tão envolvido com a estória, que na sequência assisti ao filme. Este consegue ser ainda mais triste, mas tem um final muito mais honesto (Mesmo que tenha sido criado com medo de perder público).
Recomendo este livro a todos que queiram um livro que faça pensar. E desejo sinceramente a todos que nunca precisem escolher.
Ravete 28/06/2013minha estante
Eu achei o final do livro bem mais triste que o filme. Muito injusto, eu diria. :(


Eli Coelho 04/03/2017minha estante
Vendo o filme. Não encontrei o livro.




Simone de Cássia 20/02/2019

Gente, que trem mais triste!!! O final é um vale de lágrimas... Foi meu primeiro contato com a autora e já sabia que ela é a "queridinha" de muita gente. Como costumo andar na contra mão, pisei leve, mas realmente a Jodi tem o dom: consegue dosar o drama, o humor e até mesmo o romance (que se fosse além da minha cota de saturação eu teria abandonado). Realmente é um tema bem polêmico, daqueles que a gente entra em conflito com a gente mesmo; ora acha que um lado tá certo, ora tende a dar razão ao outro lado. Enfim, é um convite à reflexão sobre valores e posturas. Só não tive simpatia pela tal da mãe, que achei uma chata, e o final que achei doloroso e cruel, tipo "ironia do destino". Mas a autora me conquistou.
Riva 20/02/2019minha estante
Como diria Nelson Rodrigues: os livros dela retratam a vida como ela é!
Não há um vilão e um mocinho... há pessoas com seus dramas, seus dilemas, suas verdades!
Igualmente a você, eu comecei com esse livro.


Drica 20/02/2019minha estante
Simone, com certeza ela é minha "queridinha." Adoooooro!!!!!!!
Riva, você foi certeira na sua colocação, ela retrata a vida como ela é! Iniciei com "O Pacto" e de lá p cá faço de tudo p conseguir os livros dela.


Sane 20/02/2019minha estante
Eu adoro a autora! Esse ainda não li, mas vai pra lista sem fim...




Adriana 16/09/2011

Caramba! Esse é o tipo de livro que faz você terminar chorando rios, de queixo caído e ficar pensando na história durante dias e dias. Uma obra para tocar no fundo do coração e da alma, para levantar diversos questionamentos em nossa mente e nos fazer refletir profundamente sobre o certo e o errado, sobre vida e morte.

Conheçam e se apaixonem pela trama de uma menina, uma garota de 13 anos, que nasceu e vive toda vida para salvar a irmã. Anna é uma menina saudável, mas que passou grande parte dos seus dias no hospital, já enfrentou diversas cirurgias e procedimentos e tem várias restrições por esses motivos. Tudo isso porque sua irmã Kate possui um tipo raro de leucemia e necessita de diversas doações para continuar vivendo. Anna foi concebida por inseminação, de forma a ser a doadora perfeita, totalmente compatível com a irmã, para doar o cordão umbilical. Mas as células-tronco não foram suficientes para curar Kate, e durante vários anos, outros procedimentos e cirurgias tiveram que ser feitos.

Agora, com 13 anos, Anna decidiu que não quer mais ser espetada, viver em hospitais e ser forçada a fazer coisas que certamente prejudicam sua saúde física e mental. Para isso, ela procura um advogado e entra com uma petição de emancipação médica, que lhe daria o direito de decidir sobre o que é feito com o próprio corpo.

Não julgue precipitadamente. Esqueça qualquer pré-conceito que você tenha sobre doação. Apenas pare e pense em uma criança que viveu sua vida inteira a sombra da irmã, sendo definida por ela e sem ser vista por seus pais. Uma criança cujos desejos, medos, esperanças estão relegados a segundo plano, nunca importam, porque ela tem uma irmã com leucemia. Pensem em uma família totalmente desestruturada, que há 16 anos luta contra a tristeza e contra o mal, um mal que se abateu de tal forma sobre eles que contaminou todos os integrantes.

A grande questão neste livro é: até que ponto você vai para salvar uma vida? É justo tentar de todas as formas, mesmo quando isso passa por cima do direito básico de um ser humano? A Guardiã da Minha Irmã não é uma leitura bonita, é um relato triste mas extremamente comovente da vida real, de uma situação que poderia acontecer com qualquer um! Vamos alternando a narrativa entre os vários protagonistas, conhecendo seus pontos de vista e suas histórias, intercalando a trama central.

Uma obra fantástica e surpreendente, com uma edição super bem revisada e de escrita impecável. Quero ler todos os livros da autora urgente!!! Mais do que recomendada, minha única ressalva é com relação à capa, da qual eu não gostei, mas que retrata bem o enredo.Cada página tinha um quote divino, uma lição de vida, mas como não poderia escrever o livro todo, selecionei três para colocar aqui.

“– Não vou mudar de ideia – garanto, rolando a latinha entre uma palma e outra – Acho que só estou dizendo que, mesmo se a gente ganhar, a gente perde.” Pg. 312

“(…) é um salto enorme da ameba para o macaco e daí para um ser humano pensante. O mais incrível de tudo isso é que, não importa em que você acredita, deu bastante trabalho ir de um ponto em que não havia nada até um ponto em que todos os neurônios certos se acendem para que a gente possa tomar decisões. E o mais incrível ainda é que, embora isso já seja natural, nós ainda consigamos errar tanto” Pg. 260

“Não é justo, mas Kate sabe disso. Não é preciso uma vida longa para saber que raramente conseguimos aquilo que merecemos.” Pg. 339

Resenha em: http://mundodaleitura.wordpress.com/2011/08/31/jodi-picoult-a-guardia-da-minha-irma/
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