Poema Sujo

Poema Sujo Ferreira Gullar




Resenhas - Poema Sujo


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Gabs Mantelli 26/02/2011

Para mim, o livro é, antes de tudo, uma conversa sincera e solitária com o tempo. Ferreira nos brinda com uma poesia crua e belíssima. Ótimo para ler e reler a vida inteira!
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Poul 22/04/2020

É um livro bem legal, por mais que poema ou poesia não sejam meu gênero favorito, confesso que Ferreira Gullar me conquistou
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Marcos Faria 02/10/2013

Na primeira vez que tive o Poema Sujo nas mãos, eu era tão criança que nem sabia o que era cu e porque era feio ler aquilo, ainda mais em voz alta, na sala. Muito menos podia entender o resto. Depois veio a adaptação do Milton Nascimento para Bela, bela, e a informação do que tinha sido o Poema e do que ele tinha representado para a cultura brasileira, e tal. Mas só agora fui ler em voz baixa e de fato entender do que se tratava. É uma daquelas obras que trazem a marca do momento histórico muito nítida e que mesmo assim permanecem atuais. Não porque o Maranhão dos Sarney seja o mesmo da infância de Ferreira Gullar (embora certos aspectos sociais sejam ainda muito relevantes), mas porque o poeta exilado no espaço está também exilado no tempo, o que o deixa perdido diante da cidade que se move, do rio que se move, do mundo que se move. Nesse sentido, a perplexidade do Poema Sujo é permanente.
Não, não ouvi o CD que acompanha o livro (José Olympio, 2006) com o Gullar declamando o texto.

site: http://almanaque.wordpress.com/2013/10/02/meninos-eu-li-39/
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Kaicchan 23/01/2021

Um chamado à nostalgia
?O homem está na cidade
Como uma coisa está em outra
E a cidade está no homem
Que está em outra cidade?

Poema Sujo é um livro que me apareceu de surpresa, depois de ter feito uma aposta comigo mesma de ler mais livros brasileiros. Não esperava muito dele, afinal, não sou a maior fã de poema, mas, meu amigo, como eu estava enganada.
O livro é extremamente curto e pode ser facilmente lido em uma sentada, por assim dizer. Sua escrita é fluída e marcante e, apesar de ter uma divisão entre poemas, o tema central nunca se altera: a saudade daquele cidade que chamamos de casa.
Nunca fui para São Luís do Maranhão, mas me senti dentro de cada rua, de cada beco e de cada casa que compõem a cidade enquanto lia esse poema. Gullar se propõe, no ápice de seu exílio, a clamar por sua terra natal, a concretiza-la em texto, em poema... E ele consegue.
O sentimento de nostalgia é presente durante todo o poema, fazendo doer no peito aquela saudade de casa, aquela saudade da terra natal.
Poema Sujo era tudo o que eu menos esperava e tudo o que eu mais precisava nessa noite de sábado, tão distante da minha casa por conta dessa pandemia.

Recomendo a todos a leitura desse poema. Vocês não vão se arrepender.
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Val Alves 28/06/2020

"A verdadeira poesia tem muitas faces. Quando deixei de fazer poesia metrificada, (...) caí no coloquial, que foi se reelaborando até virar uma linguagem complexa, abstrata, que conduziu à desintegração. Entretanto, com os poemas de cordel, voltei a linguagem banal, mas evidentemente politizada. No Poema sujo a linguagem que vai aparecer resulta de todas essas experiências. Defendo então a tese de que não existe poesia pura. A poesia verdadeira não é sectária, não é unilateral." Ferreira Gullar
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Lúcia Ramos 11/01/2015

Autor da letra de uma das minhas composições favoritas.
Conheço a letra que foi feita para O Trenzinho do Caipira, parte das Bachianas Brasileiras nº 2 de Villa Lobos, que é uma de minhas composições favoritas. Mas não sabia que a letra era de Ferreira Gullar. Já tinha lido algumas coisas soltas dele, mas depois desse livro, e de saber a origem da letra do Trenzinho do Caipira, fiquei ainda mais fã.
Cris~ 03/02/2015minha estante
Um ex-professor meu, doutor em História... e violonista profissional (vai entender...) fez sua tese de doutorado sobre a obra de Villa lobos. Eu achava incrível a paixão dele, dizendo que passava as horas livres ou lendo as partituras das obras, ou pesquisando mais sobre Villas Lobos, ou escrevendo sobre tudo o que descobria - e achava válido - em sua tese. Mas o que eu mais gostava, Lúcia, era dele falando que quando o cérebro não mais processava as informações, ele largava tudo... pegava o violão e, "de cabeça", dedilhava algum trecho das Bachianas. Foi depois de conhecer essa figura fantástica que eu decidi colocar na minha bucket list aprender a tocar violão. Mas assim que der espaço na meta, encaixo este livro também.




David Ariru 08/05/2017

Ousado
Um grande poema, e não só literalmente. Um poema onde o autor se expressa com grande liberdade. A estrutura é totalmente anárquica, não levando em conta o número predeterminado de versos em uma estrofe ou o número total de estrofes do poema, além de desprezar também as rimas forçadas. Sem seguir um modo determinado e rígido de organização, a leitura se apresenta às vezes fluida e com traços de prosa, às vezes com versos dispostos a construir uma estética visual, algo bem comum no concretismo. Alguns versos têm apenas uma ou duas palavras, até mesmo um monossílabo, além disso, nem sempre estão rentes à margem esquerda da folha onde normalmente deveriam estar. Aliás, no poema, o sentido da palavra “deveria” é desconsiderado, nada ali é como deve ser, mas como Gullar quis que fosse.

Já no início da leitura se percebe a quase absoluta ausência de vírgulas — pausas indicadas —, o que nos leva a investigar por outros meios possíveis que não seja esse, onde começa uma frase, onde ela termina e qual os sentidos possíveis que essa ausência de vírgulas pode gerar em cada contexto. É um efeito similar ao que acontece nos textos de Saramago, os quais levam o leitor a parar para analisar quem está falando; qual personagem está com a palavra. Ou seja, a estrutura do texto é viva, efetiva, parte integrante e indissociável do poema e de seu conteúdo. Assim, mesmo renegando as estruturas clássicas e aclamadas da poesia, a estrutura do Poema Sujo não só não deixa de ser poética, como também se torna mais que isso; livre e inovadora.

O conteúdo carrega também a mesma liberdade da estrutura, e narra com palavras simples a simplicidade de seu passado e de sua terra natal. Fala do autor na cidade, da cidade nele e da cidade em si; dela mesma, como suas ruas, esquinas e moradores, é a cidade com seus personagens e como personagem. E ele faz isso sempre com palavras simples, sem enfeitar o poema, sem nem mesmo usar uma ênclise ou uma mesóclise durante todo o texto. É o tipo de livro que não exige um dicionário para ser lido, onde a intuição é a grande ferramenta para o leitor entender o poema; sentir o poema.

Ferreira Gullar, em exílio, em Buenos Aires, em solidão, fez o que talvez só nesse contexto poderia ter feito. Talvez só na solidão em que se encontrava, talvez só sentindo o que sentia naquele momento da vida pudesse ser tão livre para escrever o que quisesse e como o quisesse; para ousar como ousou. Por isso descrevo o Poema Suja sobretudo como um poema ousado.

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Ingrid 08/02/2021

Esse livro de poemas do escritor maranhense é considerado, por muitos, sua obra-prima. Foi escrito em 1975, enquanto estava no exílio, e é possível sentir uma volta ao seu passado, relembrando tempos de infância e o convívio com a sua família. Ao mesmo tempo, é possível sentir uma busca do autor em si mesmo, e também ver um retrato social da época das lembranças.
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Erick 05/12/2017

Um murro no estômago
Arrebatador, belo, chocante, sufocante, lírico . Eu defino "Poema Sujo" dessa forma: um murro no estômago, na cara, no corpo. Gullar, meu poeta preferido, evoca e retrata nesse livro a complexa condição humana através de um longo poema de mais de 100 páginas. Saudade, melancolia, tristeza e crítica social se fundem para formar um dos poemas mais belos, sujos e telúricos da poesia nacional. Além disso, Gullar consegue trazer toda uma atmosfera de aflição e medo ocasionada pela perseguição das ditaduras latino-americanas, da qual ele foi vítima. A criação, o significado e o conteúdo desse livro são fascinantes e espetaculares. Uma leitura extremamente necessária.
Repito aqui o que disse Clarice Lispector à respeito dessa obra: "escandalosamente belíssimo".
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riamarialuiza 18/12/2020

E na história dos pássaros os guerreiros continuam vivos
Sempre flertei com a possibilidade de ler Gullar — Nara Leão, Fagner, "Traduzir-se"; e a adolescente viciada em pesquisa sobre resistência na ditadura militar que eu fui causaram a vontade de ler a obra autor — mas só hoje, de fato, iniciei a leitura da obra vasta do Ferreira.
"Poema sujo" foi quase-que-não mastigado, foi engolido todo de uma vez, do jeito que eu creio que tinha que ser.
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Julia 20/08/2020

O poema sincero, sujo, nacional
Ferreira Gullar apresenta nesta obra-prima as ânsias e a nudez da realidade da vida
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Ana Laura 28/05/2020

Poema Sujo - Ferreira Gullar
Eu li o livro duas vezes, na primeira não tinha entendido nada então eu pesquisei o contexto histórico e a vida do autor na época em que ele escreveu o poema e isso ajudou muito na compreensão durante a segunda leitura (então se você não é acostumado a ler poemas eu recomendo que faça isso para entender melhor o que o autor quer transmitir).
O solitário eu lírico recorda sua vida iniciando com a infância em São Luís, como relembrar momentos com a família, e terminando com sua vida no exílio por causa da perseguição política sofrida durante a Ditadura Militar.
A leitura é fluida e Gullar não segue um padrão definido para a poesia.
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Gio 02/06/2020

Ousado
Pela época que foi escrito, o livro aborda conteúdos que certamente seriam alvos de censura. Aparentemente, traz um desabafo sobre o passado, revelando cenas bem explícitas e, sobretudo, mostrando a impureza do homem.
A escrita é sensacional, às vezes bem difícil e, em outros momentos, flui demais. Por conter poesias, é bastante rápido de finalizar. Uma ótima leitura com vários assuntos polêmicos a serem analisados e refletidos.
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Luciana Lís 27/02/2015

"claro claro / mais que claro / raro / o relâmpago clareia os continentes passados"
Se a poesia desautomatiza a percepção, o "Poema sujo", de Ferreira Gullar, propõe clarões líricos e intensos. Belíssimo poema que navega pelas lembranças do autor e atravessa a compreensão sensível de sua memória, cujo universo poético é a cidade de São Luís, onde viveu infância e juventude; o homem exilado que vive, em 1975, na cidade de Buenos Aires; e o poeta: "meu corpo / que deitado na cama vejo / que medes 1,70m / e que sou eu: essa coisa". Gullar não vai até o passado, mas suas lembranças é que irrompem a sua solidão forçada, um lampejo sensível que está fragmentado em diversas vozes - corpo, língua e memória - construindo versos que embaraçam o passado e o presente de modo emocionante.
As múltiplas ações da memória e seus vínculos criam um fluxo de sensações caóticas, as impressões enriquecem essa viagem lírica e pessoal, denotando que o poeta não está imune ao esquecimento, "pelas falhas do assoalho e vão conviver com ratos / e baratas ou enferrujam no quintal esquecidos entre os pés de erva cidreira / e as grossas orelhas de hortelã / quanta coisa se perde / nesta vida". "Poema sujo" é a obra de maior expressão do autor, a qual Vinícius de Moraes tratou como "poema sujo de vida".
Por: @lucianalis

site: Para mais resenhas: instagram.com/coletivoleituras
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Patrícia 25/02/2021

Forte
Embora não tenha entendido muito bem vou ler novamente; entender o autor, o contexto histórico do livro para entender a mensagem do livro.
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