Garota, Traduzida

Garota, Traduzida Jean Kwok




Resenhas - Garota, Traduzida


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Karla Samira @pacoteliterario 04/06/2019

Grata surpresa
Esse livro, para mim, se transformou em uma grata surpresa. Ele já estava em minha lista há algum tempo, tive a oportunidade de comprá-lo há mais de um ano, mas só agora resolvi realizar a leitura.

O livro vai nos contar a história de Kim, uma garota que se muda da China para Nova York com sua mãe em busca de melhores condições de vida e de trabalho. É importante lembrar as condições precárias e, até mesmo, escravas, que são comuns no dia a dia do trabalho na China.

Por ser chamado "país livre", os Estados Unidos dão a esperança de uma oportunidade de se viver e trabalhar melhor. Mas, ao chegarem àquele país, Kim e sua mãe continuam a enfrentar imensas dificuldades.

Trabalham em uma fábrica de roupas e recebem valores irrisórios a cada peça produzida. Residem em um prédio abandonado em uma região muito pobre e têm que fornecer um endereço falso na escola de Kim, pois o prédio já estava abandonado e sequer era permitido morar ali.

Sem calefação e cheio de pragas urbanas, o apartamento onde as colocaram para morar era um verdadeiro inferno, mas era o único pelo qual podiam pagar.

Mas Kim é o que podemos chamar de gênio! Consegue boas notas e se destaca logo. Ela alimenta a esperança de que um dia vai conseguir vencer na vida e tirar a si mesma e à sua mãe dessas condições de vida absolutamente precárias.

Ela encontra em sua vida pessoas boas, que vão lhe direcionar, lhe ajudar e, ao perceber sua inteligência acima do normal, lhe oferecer oportunidades de se desenvolver.

A vida de Kim não é fácil: enfrenta frio, fome, precariedades incontáveis, além de bullying e decepções com a família e os amigos.

Se a vida já era dura desde quando Kim era criança, enquanto atinge a adolescência e sonha com a faculdade, o destino ele apronta mais uma! Na única vez em que permite se apaixonar, Kim se encontra em uma situação dificílima e terá que fazer duras escolhas que poderão lhe custar muito caro!

O final do livro ainda nos reserva algumas surpresas. Pode não ser o desejado por alguns leitores, mas, a meu ver, foi extremamente coerente com as escolhas anteriores de Kim.

A autora consegue, após um desenvolvimento maravilhoso da história, nos presentear com um final muito emocionante, em que descobrimos que a renúncia de quem no passado foi muito maior do que se imaginava.

A escrita, em primeira pessoa, é fluida e rica em detalhes. É o romance de estreia da autora e me levou às lágrimas em vários momentos, especialmente nas últimas páginas.

É um drama muito sensível como eu não lia há bastante tempo e, por isso, foi para a minha lista de favoritos.

Recomendo a quem curte boas histórias e bons dramas, com lições de vida que ultrapassam as páginas dos livros.

Resenha completa no blog.

site: http://www.pacoteliterario.com.br/2019/05/desafio-maio-12-livros-12-paises-12.html
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Kymhy 20/03/2018

Garota, Traduzida - Jean Kwok
Procurando o sonho americano, Kimberly imigra para os EUA com sua mãe, acreditando que agora suas vidas irão mudar. Porém o que sentirão na pele é que esta sociedade, as vezes, não é nada boa com imigrantes.

site: https://gatoletrado.com.br/site/resenha-garota-traduzida-jeane-kwok/
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Benita Alves 19/09/2016

A autora Jean Kwok nos proporciona através da protagonista Kimberly Chang, um realidade que soubemos bem pouco: a dos emigrantes chineses em Nova York. Suas lutas, suas conquistas, seus medos narrados através do olhar sincero de uma menina de 8 anos. Toda a história irá te surpreender pois não é Yong Adult; mas é baseado nos relatos vividos pela própria autora. Então, saia do comodismo e leia!
Recomendado a todos que apreciam uma história cativante, comovente e de uma riqueza ímpar.
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Beatriz B. 24/06/2015

Se você é nerd, sonha com intercâmbios e adora culturas diferentes, prepare-se para ser Traduzido.
Lá estava eu em uma vibe de intercâmbios e culturas diferentes, até que a sinopse desse livro me cativou de tal maneira, que antes que eu percebesse, já estava a espera dos Correios passar e me entregar este bebê. (Afinal, bebês vêm no Sedex, e não da cegonha).

Esse livro entrou para minha lista de favoritos da vida, e eu COM TODA A CERTEZA voltarei a relê-lo quando JO tiver indo morar na Ilha da Esmeralda ~~tossing the hair. Certo, sonhos a parte, vou apresentar-lhes Kimberly, uma chinesa que deu um novo significado à expressão "lutar com unhas e dentes".

Kimberly morava na China, tinha 11 anos, era a melhor aluna da sua escola e vivia muito bem com sua mãe, apesar da saudade que sentia do pai falecido. (Eu iria escrever "morrido", mas esta palavra me define melhor). Mas então, sua mãe um dia lhe diz que fez um acordo com uma tia que vivia na terra do tio Sam e agora estão oficialmente se mudando para New York. Kim não sabe ao certo como comemorar. Fogos de artifício ou lágrimas? Mas isso apenas seu novo lar poderá lhe dizer.

E eis sua resposta: Pessoas falando uma língua que ela não conhece; Um apartamento pequeno, sujo e cercado por baratas; uma escola onde todos são detestáveis; e só para acompanhar, mesmo sendo criança, Kim devia trabalhar em uma fábrica de tecidos para ajudar a sua mãe a pagar a dívida com a irmã. E digamos que essa tia não é lá a dos sonhos de alguém. Suas notas 10 agora se transformam em um mar vermelho, simplesmente por ela NÃO conseguir ler as provas. Sua mãe trabalha mais de 12 horas por dia. As noites são frias demais para as poucas cobertas aguentarem e a comida nem sempre sacia a fome.

Porém, apesar da lista de infelicidades que os E.U.A trouxe para Kim ser imensa, uma alegria foi conhecer Matt, um garoto também chinês e que trabalha na fábrica junto a ela. (E aqui é a parte que vocês acham que preveem o que vai acontecer)

Ao longo de toda narrativa, nós acompanhamos o desenvolvimento de Kim, tanto acadêmicamente quanto como pessoa. Sua luta para aprender inglês (identificações livre). O constante bullying vindo inclusive de professores. E o que mais foi impactante para mim: seu amor pela sua mãe e pelos estudos e como isso a fez dedicar todas as horas livres para esforçar-se ao máximo e conseguir uma melhor qualidade de vida para sua família-de-uma-só. Histórias assim são umas das que mais mexem comigo, pois é a batalha diária de uma pessoa que dia após dia procura, através do conhecimento, um futuro melhor .

Um ponto interessante sobre os bastidores do livro é que a autora também é chinesa e foi para os E.U.A ainda criança, ou seja, o livro é um pouco auto biográfico! Fato facilmente sentido devido ao detalhismo nas ambientações e situações descritas. É como ler algo que apenas quem viveu saberia como descrever em palavras.
Particularmente, um detalhe que mais gostei no livro foi os choques entre as culturas chinesa e a americana. Eu sou bem maníaca quando o assunto é culturas diferentes, suas peculiaridades e contrastes, e para mim foi um prato cheio e com direito de repetir!

site: http://soleitoressabem.blogspot.com/2015/06/livros-entre-linhas-garota-traduzida.html
Luana 26/06/2015minha estante
Adorei sua resenha. Fiquei morrendo de vontade de ler! =)


Beatriz B. 28/06/2015minha estante
Obrigada, Luana :3




Karoline Pauli 04/11/2013

o começo é bom, mas quando vai chegando pro final, a história fica meio chata e cansativa. Tem alguns pontos que ficaram meio sem sentido.
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Lana 09/10/2013

Sério mesmo? Nossa que livro chato e clichê. Ou talvez simplesmente não faz meu tipo, consegui ler até o final mas foi ridículo. Livro sem emoções, não senti nada do começo ao fim, nem vontade de continuar lendo, só terminei porque gastei dinheiro nele.
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neia 06/10/2013

Leitura simples
Bom, não tenho muito que falar desse livro, de leitura fácil, historia simples, tive raiva tando a tia Paula quanto da mãe da personagem, até o final me pareceu um tanto que previsível, mas ta bom, no geral não ruin
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Pandora 08/07/2013

Uma história muito fácil de ler, um relato emocionante sobre adaptação, trabalho duro, valores e esperança. O jeito detalhado com que a autora descreve o trabalho na fábrica e as condições subumanas de moradia nos colocam tanto quanto possível perto da realidade dos imigrantes retratados no livro. Tomamos partido, sofremos junto e vibramos a cada conquista da protagonista. Sem dúvida, uma boa estreia na literatura de Jean Kwok.
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Adriana 13/05/2012

Esta é a minha leitura de Abril do Desafio Literário 2012 e a proposta do mês era ler um livro de um escritor oriental. Jean Kwok nasceu em Hong Kong e emigrou para Nova York quando tinha cinco anos de idade. E é justamente a sua experiência neste novo país ainda criança que ela utilizou para lançar as bases de sua trama emocionante e muito bem contruída.

O livro narra a história de Kimberly Chang, apenas uma criança órfã de pai que se muda com sua mãe para os Estados Unidos com a promessa de uma vida melhor. Ambas foram enganadas pela irmã de sua mãe, que as levou ilegalmente para o país (prática muito comum na época) e agora as largou em um apartamento imundo, sem nenhuma condição de ser habitado e com uma enorme dívida nas mãos. Elas terão de trabalhar em uma fábrica de roupas para pagar o que “devem” e tentar sobreviver as condições insalubres que se apresentam.

A belaza da obra está na forma encontrada por Kimberly para vencer as dificuldades. Ela sempre foi muito inteligente e aprendeu desde cedo que se queria tirar a mãe e ela própria daquela situação, teria de usar toda a sua capacidade de aprender para se sobressair naquele novo país. Com professores horríveis e enfrentando as barreiras linguisticas, Ah-Kim fará enormes descobertas sobre a vida no Primeiro Mundo e sobre as decisões difíceis que as vezes devemos tomar.

Não esperava gostar tanto do livro, que é desfalcado no quesito romance (embora esteja presente, não é o foco central), um dos temas que eu mais gosto nos livros. Porém a trama é muito rica, bem desenvolvida e emocionante, me ganhou na simplicidade da descrição de Kim criança, nos cenários tão tristes e reais que chegam a causar arrepios e no final tão verossímil.

O objetivo do desafio deste mês era nos aproximar da escrita oriental, que é bastante diferente da que estamos acostumados. Neste ponto talvez eu tenha perdido a experiência, visto que Kwok foi criada, educada e graduada nos EUA, escrevendo da forma como vejo em outros livros (com suas particularidades, claro)! Porém, como a história é quase totalmente baseada na sua experiência, que é a de um imigrante oriental em nossa sociedade, ganhei por este lado: pude conhecer mais deste universo e foi um rico aprendizado! Vendo por esta perspectiva, foi ainda melhor

Uma pena que a Suma de Letras não tenha investido muito na divulgação deste livro, vi apenas uma resenha no blog da Nanda, que foi o que me levou a comprá-lo. A edição está ótima e adorei a capa, apesar de achar que o título talvez não passe toda a ideia da obra e não chame muita atenção.

Se você é fã de drama e gosta de livros com mensagens de motivação, superação e força de vontade, com certeza deve ler Garota, Traduzida! Recomendo!

Resenha em: http://mundodaleitura.net/?p=3539
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Lori 13/08/2011

A proposta de Kwok é simples, ela quer contar de uma forma objetiva a história de uma garota através dos anos. O que me impressiona no livro é o quanto você torce por Kim. Querer que um personagem tenha sucesso e consiga o que quer é comum, mas algo na construção de Kwok leva para outro patamar. Eu celebrava cada conquista de Kim, como também fiquei com raiva com todos que se colocaram contra ela, eu sentia tudo o que Kwok queria que eu sentisse. Não sei se é por que o tema é especial para mim, contudo acho que o crédito de conseguir isso tem que ser dado, mesmo que se eu fosse a única no mundo a se sentir assim (o que eu duvido). Os personagens com suas falhas, injustiças e erros deixaram o livro mais real, embora deixe claro que a história de Kim seja uma exceção.

Talvez o que me tenha prendido tanto ao livro seja o fato de que o principal objetivo de Kim seja mudar sua vida, e a forma que ela conseguiu foi através do estudo. É raro encontrar livros com personagens femininas adolescentes/jovens que o centro não seja sua vida amorosa. O livro é sobre a vida de Kim, logo essa é uma parte importante, contudo não é o centro. Sua família, suas amizades, suas aspirações tem espaços importantes, o que faz ser real quando digo que é um livro sobre a vida de Kimberly Chang. Contudo não é somente isso, trata também sobre a mudança de ambiente, sobre as condições de imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Como não é um trabalho centrado nessa questão, sutilmente vai criando uma situação, onde a dificuldade e o esforço de Kim têm que ser sempre maior. A ignorância de outros sobre o trabalho infantil, talvez seja uma das minhas partes preferidas.

Um dos elementos que mais apreciei no livro foi como não tinha só um clima, ele não era sempre sombrio como também não era sempre feliz. Como as fases da vida de Kim, não havia só um modo de levar as situações. Ela foi feliz e infeliz na escola, como também sentiu os dois na fábrica. Não era preto e branco, um lugar é totalmente bom e outro totalmente ruim. Talvez eu já estava me repetindo escrevendo sobre como abrange todos os aspectos da vida da protagonista, porém esse elemento sempre volta a tona quando penso sobre o livro. Em meio a livros que se focam em um só período ou só um assunto, ou em muitas pessoas, Kwok trás sua proposta simples de contar a vida de uma imigrante chinesa e faz de uma forma especial.

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http://depoisdaultimapagina.wordpress.com
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naniedias 21/07/2011

Garota, traduzida, de Jean Kwok
Kimberly Chang e sua mãe vão de Hong Kong para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor. Auxiliadas por Paula, irmã mais velha da mãe de Kimberly, elas não esperavam todas as dificuldades que encontram por lá.
Elas vão parar em uma área muito pobre do Brooklyn, em uma casa que não tem calefação alguma - elas passam muito frio no inverno. Sem contar os inúmeros insetos e roedores com quem elas são obrigadas a dividir a casa. E, como se isso tudo já não fosse ruim o suficiente, elas ainda têm que trabalhar na fábrica da tia de Kimberly dobrando roupas - ganhando muito pouco.
A menina estuda de manhã e passa o resto do dia na fábrica auxiliando a mãe - para que elas possam ter dinheiro suficiente para comer. Apesar de ser uma ótima aluna em Hong Kong - sempre a primeira da turma - Kimberly não se sai tão bem nos Estados Unidos - pois não consegue se dar tão bem como inglês na prática. E mesmo com todas essas dificuldades, ela consegue mostrar a boa aluna que é e começa a trilhar o caminho para tirar ela e a mãe do buraco onde caíram.

O que eu achei do livro:
O que falar de um livro como Garota, Traduzida?
Ok, vou começar a falar dos defeitos. Ou melhor, dO defeito. O título. Eu não consigo gostar desse título de forma nenhuma (embora aprecie o título original). A capa é maravilhosa, a sinopse também, mas o título não chama a atenção. Não se deixe enganar. Esse é o único defeito do livro, na minha humilde opinião.
Jean Kwok nasceu em Hong Kong e foi para os Estados Unidos quando tinha apenas cinco anos. Quando criança teve que trabalhar em uma fábrica de roupas e para cursar a faculdade, precisou trabalhar em quatro empregos ao mesmo tempo. Você não leu errado, estou falando de Jean Kwok - a autora do livro e não de Kimberly - a protagonista. O livro tem alguns aspectos autobiograficos, onde a autora explora o universo que viveu na infância - dando, assim, mais veracidade à trama.
Kimberly, sua mãe, sua tia, Matt, Annette são personagens densos e tocantes. A autora conseguiu elaborar personagens complexos e realistas - que nos fazem entrar na trama com tudo. Eu pude vivenciar as experiências de ah-Kim - chorar com suas conquistas e torcer para que ela fosse vitoriosa.
Garota, Traduzida é um livro que irá trasportá-lo a um mundo chinês - bem no meio de Nova York. Dificuldades, pedras, felicidades, realizações - acompanhe ah-Kim em sua jornada americana!

Nota: 10
Dificuldade de Leitura: 7

Leia mais resenhas em http://naniedias.blogspot.com
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