Eu Sei O Que Você Está Pensando

Eu Sei O Que Você Está Pensando John Verdon




Resenhas - Eu Sei o Que Você Está Pensando


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Jaque - Achei o Livro 18/06/2020

Um quebra cabeças engenhoso.
Esse ano me propus à conhecer o autor John Verdon e seu protagonista Dave Gurney, que há muito tempo ouço falar tão bem. Nada melhor então que começar pelo primeiro livro da série.
Já de cara preciso comentar sobre a escrita que é muito fluida e descomplicada. A trama é inteligente e o assassino é muito astuto e engenhoso.
A estória não demora a engatar, logo no começo o detetive aposentado Dave Gurney recebe uma ligação de um antigo amigo de faculdade que desesperado pede sua ajuda. Mesmo não exercendo mais a função e recomendando que o amigo procure a polícia, a curiosidade acerca da identidade do assassino acaba despertando seu lado detetive e logo ele se vê envolvido no caso.
Sua esposa é muito contrária ao envolvimento dele e não faz questão de esconder, e mesmo com seu casamento por um fio, Dave acaba entrando de vez no caso quando o primeiro assassinato acontece.
A trama é excelente. Te prende desde as primeiras páginas e a curiosidade só aumenta em cada capítulo, onde tem sempre algo novo acontecendo. Aliás, os capítulos curtos facilitam muito a leitura e nos instiga cada vez mais.
É um thriller policial mas também psicológico, já que o assassino faz todos de gato e sapato com sua inteligência acima da média. Seu único azar foi entrar no caminho de um dos maiores detetives que a polícia já teve.
O assassino pra mim ficou muito evidente no decorrer da estória e quando ele se revelou não me surpreendeu, porém não decepcionou. Só não dei nota máxima por causa do motivo das suas escolhas, além de uma certa charada que não consegui "comprar". Não foi algo que me convenceu como leitora, ainda que reconheça a criatividade do autor e entenda o porquê tantas pessoas tenham gostado.
No entanto, não vejo como falha mas sim como gosto muito pessoal.
Recomendo muito esse livro, vou dar continuidade na série com certeza. Já anseio pelos próximos!

Nota: 4,5 ★

site: https://acheiolivroperdiosono.blogspot.com/2020/06/eu-sei-o-que-voce-esta-pensando-john.html
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Dani Fuller 11/08/2011minha estante
O q vc fala está correto....
mas para mim o autor apontou q seria essa pessoa e depois tirou o foco dela para eu achar q eu estava errada.. quer dizer eu senti isso.. e por isso me surpreendeu.. pq eu tb tinha sacado antes ehehee. Para mim foi um total ponto positivo.. mesmo com o tudo de criança perturbada + motivo + crimes eehehe


Pandora 03/09/2011minha estante
Ah, mas o fim não tira o mérito do livro, não, Dani. Só não curti a "cena" em si. :)


Nataly 26/09/2011minha estante
Pandora, nós que adoramos Agatha Cristhie descobrimos o mistério muito antes e concordo com tudo o que vc disse.
Beijinhos


Hélio 16/10/2012minha estante
Tb acho que Madeleine foi fundamental para elucidar os enigmas! Adorei o livro e concordo com suas outras ponderações tb...


Denilson Balabuch 02/11/2016minha estante
pelo visto , aqui nós todos somos fãs de carteirinha da Agatha Christie.Concordo que o livro tem um merito muito grande, pois Verdon teve uma ideia matematica brilhante e com essa base , conseguiu escrever um livro que chamou a atenção da midia mundial e de milhares de leitores.O mesmo não acontece no livro posterior dele, espero que John não seja um escritor de um livro somente.Concordo que o final foi "frouxo" e cliche, mas como voce mencionou, o livro vale a pena ser lido pois alem de ser muito bem escrito e ter um personagem central cativante pelos seus problemas nos trouxe a tona uma boa personagem coadjuvante que podera ser melhor aproveitada nos livros posteriores.


sandra 27/12/2016minha estante
Achei uma pessoa que teve o mesmo pensamento que o meu sobre esse desfecho,muito ingênuo este detetive!!




Bárbara 26/09/2011

Eu Sei o Que Você Está Pensando - John Verdon
Eu sei o que Você está Pensando não foi a leitura mais fácil que me acompanhou este ano. Posso até dizer que foi a mais complicada.

Neste meu um ano de blog, creio que já falei, em várias resenhas e em vários outros posts, que eu não sou uma pessoa muito adepta à descrição. Acredito que a descrição pode, sim, ser feita de uma forma não cansativa, mas que poucos conseguem realizar este ato. John Verdon, infelizmente, me cansou. E me cansou bastante.

Mas consegui, com muito esforço, passar da metade do livro e percebi que, então, a história começou a ficar boa. Na verdade, ela começou a ficar muito boa (e essa é a razão de eu ter dado 3 estrelinhas para este livro). Enquanto eu lia, ficava tentando adivinhar quem era o culpado quem era o maníaco, na verdade e não consegui acertar. Somente percebi quem era quando o autor deu a dica.
A história, portanto, é intrigante.
John conseguiu inventar, infelizmente num texto de descrição infinitamente cansativo e chato, aquilo que quase conseguimos chamar de crime perfeito, mas, como já diria Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii / Pouca Vogal) na música Pra ser Sincero, crimes perfeitos não deixam suspeitos.

São tantos acontecimentos e tantos personagens que foi um pouco complicado para me encontrar no meio da leitura. Algumas coisas ficaram sem explicação (pelo menos eu vi assim), já que, por exemplo, Gurney, depois de largar o emprego de Detetive, começa a trabalhar com o photoshop, manipulando sempre fotos de criminosos. Ele trabalha com uma foto durante a primeira parte do livro e, depois, isso simplesmente desaparece! Ele não termina o trabalho e não nos explica o motivo (ou será que eu não li essa parte? Meio impossível, certo?).
Mas, como disse, a história consegue ser intrigante pelo fato de fazer você se questionar, pelo fato de deixar você curioso para descobrir o que anda acontecendo, quem é o senhor misterioso que enviou uma carta para o amigo de Gurney dizendo para ele que ele pensaria no número 658. Quando você descobre como ele consegue fazer isso, aí mesmo que você pensa: Como John pensou nisso? E foi por isso que eu gostei do livro.

O livro, apesar de cansativo, se você tiver paciência e gostar como eu de um bom suspense policial, vale a pena ser lido.
Portanto, apesar das 3 estrelinhas, recomendo!
Paula 20/03/2012minha estante
Estou sentindo as mesmas coisas que vc descreveu. Eu adoro detalhes, mas John Verdon está me cansando !


Eli Coelho 04/06/2012minha estante
Pra mim foi por enquanto um dos melhores livros de 2012. Já li 20 esse ano. Achei o enredo instigante e perdoo o autor em alguns aspectos por ser seu livro de estréia. Muito escritor tarimbado não escreve algo tão original. É quase um crime perfeito.


Marco Antonio 25/12/2012minha estante
"O livro, apesar de cansativo..." É sério isso??? Respeito sua opinião mas o livro está longe, bem longe de ser cansativo. Vos fala um super fã do Stephen King, que apesar de ser um excelente escritor, alguns livros dele tem passagens super cansativas..Isso eu tenho certeza!!!!


Bárbara 25/12/2012minha estante
Huum... Quando o livro não cansa, eu leio sem parar. Eu Sei o que você está pensando foi um livro totalmente procrastinado por mim.


Ju_Araujo 02/07/2015minha estante
Achei cansativo Tb. Principalmente a primeira parte. Só consegui pegar um super pique de leitura nos capítulos finais.




JANA 26/07/2020

Surpreendente
Me tirou o fôlego por bastante tempo o que me fez ficar sem dormir para terminar o livro.
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Arlin 19/11/2012

Com uma premissa instigante "Eu sei o que vocês está pensando", de John Verdon, foi uma sincera surpresa pra mim. Desagradável, diga-se de passagem. Fiquei ansiosa para ler aquilo que mostrava-se um livro original e surpreendente. O prólogo é sensacional, e a leitura dele te leva crer que vc está diante de uma história intrincada e bem construída, com um personagem principal, o detetive aposentado Dave Gurney, atormentado e (presume-se da leitura) brilhante em suas funções. Devo admitir que os diálogos são bem construídos e o rol de personagens secundários dão verossimilhança e realismo às cenas entre policiais.

Por isso mesmo eu esperava um detetive mais eficiente, que fizesse jus à incessante alegação do autor de seu personagem premiado-brilhante-famoso-inteligente. Não. O que eu vi foi um homem que precisava constantemente de “empurrões”, de referências ocasionais, inocentes (ou não) da esposa que o ajudassem a clarear as ideias. Tá ok, uma frase, uma conversa, um alusão ligeira que façam com que o detetive tenha um insight, tudo bem. Mas TODAS as vezes? Inclusive no final do livro? Tenha a santa paciência.

Verdon se perde pelo caminho de sua trama. Lança “pistas” que desaparecem da história. Chama atenção para subtramas que não se desenvolvem. E a história do número principal do suspense? Ele armou um excelente ponto de partida e não conseguiu encaixar as coisas: construção da personalidade do assassino\ lógica do enredo. Eu simplesmente não acreditei que a explicação\justificativa fosse aquela. Voltei, li novamente e não acreditei que a montagem de um assassino e psicopata com milhões de formas de efetivamente levar à cabo os assassinatos contra seus alvos precisasse buscar as informações daquela forma. Deprimente aquele desfecho.

Para um detetive que, como Gurney, entende-se como uma cara que pensa mais do que um cara que sai à cata de pistas e provas materiais, precisar estar frente a frente com o assassino para saber quem ele era é no mínimo decepcionante. A impressão que eu tinha era que o autor estava dando pistas para o leitor, mas preferia deixar seu personagem no escuro. A vontade que eu tinha era de gritar, “Ei Dave, esse é o cara, esta bem aí, atente para os detalhes!”. Por favor. E sinceramente, dava pra sacar quem era o assassino\vilão nas primeiras participações do personagem na história, basta prestar atenção nos detalhes, nos diálogos, na lógica da história. Estava tudo lá, desde o início, como “sangue na neve”. Exercício de intuição\dedução que boas leituras de Ághata Christie te ajudam que é uma maravilha. Frustrante, pra dizer o mínimo.
Kaue 21/02/2015minha estante
Exatamente. Como eu comentei, cumpre o que promete, mas extremamente sem sal.
Ótima resenha!




gleicepcouto 03/04/2012

Um suspense que leva a lógica ao limite
www.murmuriospessoais.com

***


Eu Sei O Que Você Está Pensando, livro de estreia de John Verdon, chega ao Brasil pela editora Arqueiro após já ter sido lançado em 24 países e aclamado pela crítica e público. O personagem principal criado pelo autor norte-americano foi comparado aos mestres da investigação Sherlock Holmes e Hercule Poirot.

David Gurney é um famoso e competente detetive nova-iorquino recém aposentado, que se mudou com sua esposa Madeleine para o campo, a fim de curtir sua aposentadoria (e tentar curar uma grande ferida do passado). Essa tranquilidade, porém, pode ser interrompida quando, inesperadamente, recebe a visita de um ex-colega de faculdade que não via há anos: Mark Mellery. O amigo, um conhecido guru de auto-ajuda, lhe traz um enigma intrigante. Ele recebeu um bilhete por correio no qual o destinatário misterioso solicitava que ele pensasse em um número, pois o adivinharia. Mark pensou no número 658. O destinatário acertou. Como conseguiu?

À medida que outros bilhetes endereçados à Mark chegam, David se envolve mais e mais no caso, mas não oficialmente, afinal estava mais na polícia. Quando uma série de assassinatos começa a acontecer, entretanto, o ex-detetive se vê tão enrolado na trama, que sabe que não tem como ficar de fora. Em meio a dramas pessoais e correndo risco até de morte - tanto sua, quanto de Madeleine - , David transforma a caçada ao assassino em uma busca pessoal.

O livro é dividido em três partes com títulos diferentes, mas que basicamente indicam o início, o meio e o desfecho da história. A narrativa em terceira pessoa é agradável, sem muitas firulas. O diferencial do livro fica mesmo por conta do mistério que John amarra muito bem. Ele faz com que o leitor acompanhe e, o principal, acredite nas deduções de David. Um bom exemplo dessa crença é que, enquanto alguns já começam a pensar em poderes 'sobrenaturais' do assassino em uma cena de crime que não faz o mínimo sentido e até mesmo nos bilhetes com adivinhações, o detetive se mantém firme em achar que existe uma explicação racional para tudo que não conseguem esclarecer naquele momento. Por mais que David pareça estar equivocado, em momento algum o leitor é capaz de deixar de acreditar nele.

Isso é resultado de um personagem bem construído, de fácil identificação e palpável. David é um cara extremamente inteligente e racional, mas de um tipo muito comum: vida profissional invejável e pessoal um fracasso, com defeitos e virtudes identificáveis, mas não rígidos. Um personagem confiável e real.

O autor não foi muito feliz, contudo, na elaboração dos demais personagens. Pecou pelo excesso. Todos parecem ter saído de uma novela mexicana de tão caricatos. Madeleine, que o autor deveria querer passar a imagem de pessoa que valoriza as pequenas e simples coisas da vida, parece às vezes uma ensandecida por natureza. Na história também tem o maluco religioso, o chefe idiota, a colega de equipe gata, a colega de equipe inteligente, o colega de equipe cínico e assim por diante. E quando juntava a turma toda em uma cena? Em alguns diálogos, eu fiquei tão constrangida que tive que fazer uma pausa para respirar antes de continuar a leitura.

Há dois outros eventos que me incomodaram. Um deles diz respeito às reuniões no departamento de polícia. Elas eram por demais extensas, se arrastavam por várias páginas, onde fatos já ditos anteriormente eram repetidos. Ou o autor achou o leitor burro o bastante para acompanhar sua história, ou achou que não explicou bem antes (nesse caso, era melhor ter reescrito a cena ao invés de repetir a informação).

O outro incômodo tem a ver com a parte gráfica. O fato dos capítulos começarem no meio da página e não em uma nova, deu a impressão de economia. Visualmente falando, ficou feio e confuso. O papel de baixa qualidade, quase um manteiga de tanta transparência, também não foi uma escolha acertada. A editora poderia ter tido um cuidado maior com a obra - ela merecia.

Apesar desses escorregões, Eu Sei O Que Você Está Pensando é um bom livro. Claro que as comparações com as obras de Agatha Christie e Arthur Doyle são um exagero, mas John Verdon mostrou ter capacidade para fazer um suspense consistente, revelando os detalhes aos poucos, quando menos se espera. O quebra-cabeça montado por ele é interessante e as peças se encaixam de uma maneira surpreendente no final.

Eu Sei O Que Você Está Pensando (Think Of a Number)
Editora: Arqueiro
Autor: John Verdon
Ano: 2011
Número de páginas: 340
Preço médio: $30 a $40
Avaliação: Bacana!

****
Guga 13/08/2013minha estante
Dou três estrelinhas.


Guga 13/08/2013minha estante
A chave do mistério de como o assassino conseguia adivinhar o numero que a vitima estava pensando é boa. Mas o livro foca demais na vida pessoal do investigador aposentado. Chega ser chato.




Lari Aperguis 19/04/2013

-
Me prendeu do começo ao fim..nunca tinha lido algo desse gênero que me deixasse "dependente" de saber o que aconteceria. Amei! :)
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Ronaldo 21/11/2014

O início é bem empolgante, com a charada sendo lançada sem muitos rodeios. Os personagens são muito bem retratados, porém, não consegui me afeiçoar a nenhum, apesar de ter simpatizado com o protagonista. Dave Gurney é interessante, com uma visão irônica das coisas, um casamento em crise e uma tragédia pessoal que é revelada aos poucos no decorrer do livro. Madeleine, sua esposa é um verdadeiro porre. Chata, inconstante, exigente e enjoada. Na verdade dá-se muito destaque ao relacionamento do casal, que é quase tão importante quanto ao mistério do livro e achei que isso tirou um pouco o ritmo da história. O mistério é tão instigante, as mortes tão macabras, as pistas tão desconcertantes, que o livro tinha tudo para ser alucinante. E não foi. É uma narrativa lenta, bastante detalhista e arrastada em muitos pontos. Mas não chega a ser desanimadora, li o livro em poucos dias. A solução é engenhosa, tudo é explicado com bastante antecedência, deixando tempo para que o final tenha bastante tensão e algumas respostas não são dadas, mas são fáceis de serem supostas assim que a identidade do assassino é revelada. Só não entendi a importância da cadeira branca. Se alguém souber e quiser comentar, só não deixe de advertir como spoiler. Uma leitura recomendável. Porém não é digna de uma releitura. Não há outros atrativos que não o mistério a ser desvendado.
Anderson 31/05/2015minha estante
Concordo. E digo mais,fico feliz por ter lido emprestado de um amigo ao invés de comprá-lo, pq ia ficar muito puto por gastar dinheiro nesse livro auhsuahsua. Além disso achei a explicação de como o cara "adivinhava" o número que a vitima estava pensando muito inverossímil.


Eliane Maria 22/11/2015minha estante
Ronaldo,
Eu senti a mesma coisa que você.
Comecei o livro numa empolgação danada. Mas em 35% do livro, já comecei a ficar cansada com tantos detalhes minuciosos.
Só terminei de ler esse policial, pois havia me comprometido num debate com amigas.

O lance da cadeira, eu presumo que ele gostava de sentar para fumar o cigarro e ficar apreciando a vítima morta.


Denilson Balabuch 02/11/2016minha estante
mas o melhor do livro é a explicação de como o assassino descobre o que a pessoa esta pensando, a ideia matematica da coisa é tudo.este é o ponto positivo do livro e do autor.concordo que o livro é muito detalhado e que é um porre os conflitos do casal principal, e que o final foi cliche e "frouxo" , mas a logica que é usada no enredo ja vale o livro.Com tantos livros ruins e sem nenhuma criatividade hoje em dia, John Verdon conseguiu atraves de uma forma criativa e plausivel criar um enredo que muito bem poderia escorregar para o espiritual sem base alguma na realidade.Por isso , na minha modesta opinião o livro tem seus altos e baixos, mas mesmo assim vale a pena ser lido ate o final.




Amanda 07/02/2021

Impressionante
John Verdon traz uma história complexa e inacreditável. Revelando aos poucos os leves segredos do caso de assassinato em série. É de tirar o fôlego e engolir as páginas! Inclusive, passei o livro todo tentando adivinhas várias coisas da história? Genial!
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Ana 20/01/2016

superficial
Há algo na escrita de Verdon que me incomoda.
Este detetive Gurney está longe, na minha opinião, de ser um mito da lógica.
Sem a esposa Madeleine, que diga se de passagem, eu achei chata, ele não consegue fazer grandes deduções.
Verdon colocou a esposa do detetive numa posição importante, mas não se deu ao trabalho de apresenta-la como uma petsonagem de peso, ou seja, não convenceu.
Apesar de tudo, a história é boa e envolvente..., mas um livro que você lê e logo esquece.
Pretendo ler mais algum livro desse autor.
Quem sabe subirá no meu conceito.
Renata Alves 30/05/2016minha estante
Incrível, mas escrevi a mesma coisa: um livro que você lê e esquece rápido!


Denilson Balabuch 02/11/2016minha estante
tanto que a gente ainda não esqueceu e estamos comentando sobre ele.




Rafael 31/12/2011

"Eu sei o que você está Pensando" é mais um livro dos novos autores americanos de mistério trazidos para o Brasil pela editora Arqueiro. O título pode até enganar e passar a impressão de ser um daqueles livros auto-ajuda clichê que se encontram aos montes nas bancas, mas na verdade ele é um thriller psicológico que segue os eventos do detetive aposentado Dave Gurney tentando equilibrar a sua paixão pela resolução de mistérios com a sua vida particular.
Confesso que o título e a sinopse me fisgaram, e tive que comprar o livro para saber exatamente do que se tratava.
A história no geral funciona, tem certa coerência e a resolução e métodos do assassino são explicados no final, mas faltou um pouco pra ser considerado um grande livro.
A trama se desenvolve de forma lenta, a história poderia ter sido contada em muito menos páginas do que na verdade foi. As partes sobre a vida pessoal do detetive ficaram meio fora de contexto e acabam não acrescentando em muito para o enredo, já que o personagem principal sempre foi caracterizado como durão. Para uma história que deveria explorar o lado pessoal do personagem, ficou faltando conteúdo.
A resolução do mistério não é 100% perfeita, acredito que algumas coisas deixaram de ser explicadas e não ficaram totalmente claras.
Apesar dessas falhas, a história se desenvolve bem e os personagens foram muito bem criados. Destaque para o policial Hardwick e seus comentários hilariantes e a esposa Madeleine, sempre presente e ajudando na resolução dos mistérios. Além disso, a solução em relação aos números é simples e inteligente, deixando um pensamento de "Como eu não tinha pensado nisso?" na cabeça do leitor.
No final, para um primeiro livro, pode-se ver que John Verdon está no caminho certo, e tem tudo para ser um bom escritor de livros policiais.
Nota: 3/5
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Thay (@apilhadathay) 28/08/2011

Sabe o que eu estou pensando?
***
Você acredita em destino?
Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria. Não acredita? Vou provar. Pense em qualquer número de um a mil – no primeiro número que lhe vier à mente. Visualize-o. Agora veja como conheço seus segredos. Abra o envelope pequeno. (P. 22)
***

Recebi o livro em parceria com a Editora Arqueiro e fui atraída a ele, especialmente, pelo comentário do The New York Times, sobre “o tipo de mistério que faria Sherlock Holmes perder o sono”. O que faria se alguém lhe enviasse uma carta, desafiando você a pensar em um número e depois descobrisse, na mesma carta, que esta pessoa adivinhara o número em que você AINDA IA PENSAR?

O escritor Mark Mellery recebe uma carta misteriosa dessa natureza, pedindo que pensasse num número de 1 a 1000. Ok, 658, um número aleatório até demais, nenhum significado especial. Ao abrir o envelope menor e descobrir ali o número em que acabara de pensar, ele fica aterrorizado. Como ele sabia?? Quem era esta pessoa?? Pior: o remetente parece conhecer os segredos mais sórdidos do seu passado. E isto é só o começo.

Quando as cartas passam a chegar em tom cada vez mais ameaçador, Mark procura o velho amigo de faculdade e famigerado detetive da Polícia de NY, David Gurney, com quem não falava há anos. David já mandara muitos bandidos da pior qualidade para a prisão; aposentou-se do serviço e acabara de se mudar com a esposa, Madeleine, para uma fazenda no interior do estado, na tentativa de unir as pontas soltas de seu casamento.

Ao ser contatado por Mark, porém, Dave se vê inevitavelmente arrastado para dentro do caso pelo seu pior vício: a investigação criminal. Uma série de mortes cruéis tem início e o investigador "aposenta a aposentadoria" para colaborar com seu antigo departamento, a fim de desvendar logo o jogo macabro bolado por esse perigoso assassino.

Mas a vida não facilita e Dave acaba descobrindo que Mark escondia mais segredos do que devia. O próprio investigador tem seu passado obscuro, torturante, que o desperta para um novo pesadelo toda manhã.

A lógica e frieza de Gurney no trato do mistério chama a atenção da equipe envolvida, mas o assassino continua escapando e parece invencível. Ele deixa um rastro de pistas aparentemente ilógicas, subvertidas, e um banho de sangue, com barbaridade até as pontas.

O livro nos mostra o vazio perturbador na alma de um psicopata.


***
- O que estou dizendo é: que diferença faz o modo como o assassino fez?
- Continue – pediu Gurney.
- Não importa como. A questão é por quê, e a resposta é óbvia.
- E a resposta óbvia é...?
- Ele quer provar que vocês são um bando de idiotas. (P. 176)
***

Eu só destacaria dois pontos:
Primeiro, apesar dos capítulos curtos, a leitura flui um tanto lentamente – no decorrer da história, acontece muita coisa e a gente vai desvendando o mistério ao mesmo tempo que o detetive Gurney – seu conhecimento e experiência são muito importantes no processo e ele recebe ajuda de onde não esperava que viria. Também gostei bastante de algumas reflexões, maduras, embora esperasse que o autor se prolongasse um pouco menos nelas, deixasse suposições no ar e focasse mais a resolução do crime, de uma forma mais rápida.

O livro tem o toque de humor, infelizmente não muito, mesmo com o esforço dos policiais em tentar escapar do horror do trabalho pelo riso. E não descobri o assassino de cara (apesar do meu histórico de sucesso na atividade): só no fim mesmo! Acredito que vai gostar muito do livro quem aprecia uma obra forte e densa, com cenas arrepiantes e um bom quebra-cabeças, e não se importa de ler um pouco por dia.

O livro de estreia de John Verdon já foi vendido para 24 países e recebeu destaque no meio literário por seu protagonista racional, forte e inteligente, capaz de mergulhar na mente de um serial killer usando as correntes de sua própria fraqueza.

PALAVRAS NOVAS

Aniagem = pano para sacos
Ardósia = rocha / lousa
Concatenar = emendar, encadear
Dicotomia = divisão de um conceito em dois elementos
Inepta = acanhada, sem aptidão, tola
Insipidez = ausência de sabor
Melífluo = que flui como o mel, de voz ou modos brandos
Reticência = omissão intencional de uma coisa que se podia ou devia dizer.

No Canto e Conto: http://bit.ly/oz0r3A
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Neyla 30/01/2013

Não é segredo para ninguém que lê o blog que eu adoro romances policiais. E, desde que li a sinopse de Eu sei o que você está pensando, venho paquerando ele no catálogo da Editora Arqueiro. Assim que surgiu uma oportunidade de ler, eu agarrei com muita vontade e não me decepcionei.
David Gurney é um detetive aposentado, que vive em meio a seus próprios fantasmas. Seu relacionamento com a esposa não é dos melhores e ele vive sempre mergulhado em trabalho. Logo de imediato, nota-se que o relacionamento entre os dois não é bom. É como se houvesse um mistério, um fantasma do passado a assombrá-los.
Quando David é procurado por um antigo colega de faculdade, Mark Mellery, ele se vê diante de um caso um tanto inusitado. Mark recebeu uma carta, desafiando-o: ele sabia em qual número Mallery pensaria. Ao abrir o outro envelope, eis que lá está o número em que pensou. E não pensem que isso termina por aí? Mallery continua recebendo outras cartas, escritas em forma de versos ameaçadores. Seja lá quem for quem escreve essas cartas, tem algo contra Mallery e ele precisa ter muito cuidado.
O livro é dividido em três partes. A primeira é um pouco arrastada. Nela começamos a conhecer os fatos e imaginar o que pode estar ocasionando tudo. Não que seja ruim, mas não há muita ação envolvida, são apenas buscas de provas, tentativas de descobrir o que está acontecendo.
É a partir da segunda parte que o livro começa a ficar num ritmo intenso. Novos casos vão aparecendo, mortes, pistas falsas e um assassino extremamente frio, calculista e inteligente. Ele só não contava com a sagacidade de David. Ele sabe que há algo de errado, só precisa descobrir o quê.
Com seu jeito durão e uma mente brilhante, David vai, aos poucos, encaixando as peças desse grande quebra-cabeça. A cada virada de página ele foi ganhando minha simpatia e respeito. Conduzindo o caso, mesmo que contra sua vontade no início, David vai fazendo deduções, descobrindo mais pistas e chegando, cada vez mais perto, da verdade.
Em paralelo, vamos conhecendo mais a respeito de seu relacionamento com sua esposa, Madeleine, e descobrindo o que ele guarda que tanto o atormenta.
Na terceira parte do livro eu não conseguia mais largar o livro. Estava emocionante demais e, quando todo mistério foi revelado, eu só conseguia dizer: como não consegui pensar nisso antes?
Esse é o livro de estréia de John Verdon e ele me ganhou. Com uma escrita ágil e uma narrativa detalhista, mas sem ser maçante, ele foi me prendendo a cada capítulo. Estou bem ansiosa para ler Feche bem os olhos. Espero que seja uma leitura tão boa quanto essa.
Natali 31/01/2013minha estante
Oi! O livro dois é uma continuação deste ou é um assunto diferente... Quero dizer, o livro 1 realmente encerra uma história? Porque não gosto de ler livros que tenham sequência antes de todos serem lançados! kkk Porque eu não resisto à curiosidade!... Posso ler sem essa preocupação??
Obrigada!


Neyla 01/02/2013minha estante
Oi Natali!
O livro dois é uma sequência das aventuras de David Gurney, mas pelo que li na sinopse, não tem nada a ver com o 1º. Pode ler despreocupada que ele tem um final sim, e dos bons! rs




CooltureNews 10/09/2011

Por: Junior Nascimento
Publicada no www.CooltureNews.com.br

Como estava sentindo falta de ler um bom livro policial, o que destacou Eu sei o que você está pensando, do meu ponto de vista, é o fato de ter aspectos que são raros na maioria dos livros do gênero. Antes de começar a falar sobre a obra deixo o seguinte aviso, essa será uma resenha menor em comparação as anteriores, afinal não irei me ater em explicar a trama do livro para não revelar nenhum tipo de mistério.

A escrita do autor não é tão dinâmica quanto esperava e em alguns pontos a leitura simplesmente se arrastava, isso aconteceu, em grande parte pela forma com que o autor detalhou pontos que não me chamaram tanta a atenção, e olha que sou fanático por livros extremamente detalhistas, como podem perceber em resenhas anteriores, em todo o caso, considero isso um dos dois únicos pontos falho do livro.

O outro ponto falho foi o “desaparecimento” de alguns personagem no decorrer da trama, o que na verdade está relacionado ao ponto que abordei no paragrafo anterior, o autor passou muito tempo nos apresentando alguns personagens que poderia ser melhor aproveitado durante a trama, para terem poucas aparições no decorrer da história e papeis pouco relevantes na resolução do crime, me deu a impressão que cada pista nova vinha de um personagem novo e ele continuava na história até a pista subseqüente.

Sou obrigado a discordar da frase do The New York Times que abre esta resenha. Foram poucos os momentos em que o personagem principal estava a frente do leitor em relação ao caso, o que na verdade é algo raro em livros com a temática investigativa, achei isso genial, afinal o sentimento do leitor ao saber que sua suposição estava correta é muito melhor do que a surpresa de uma reviravolta que geralmente vem acompanhada de uma desculpa que “cola na força”, o fato do autor não fazer uso de explicações além do normal, e o uso incessante da lógica para descrever os acontecimentos foram pontos importantes que me prenderam a leitura e isso me pegou de surpresa, afinal é uma forma de abordagem que pouco conhecia e tinha minhas dúvidas quanto ao resultado.

Eu sei o que você está pensando é o livro de estréia de John Verdon e de modo geral posso dizer que foi bem sucedido. Atrama é boa e te prende, eu consegui ficar tranquilo enquanto esse caso não fosse solucionado, o que transformou a identificação com o personagem principal mais fácil. E confesso, em nenhum momento desconfiei quem era o responsável. Vou um pouco além, eu gostaria que o autor escrevesse mais livros sobre o detetive Gurney enquanto o mesmo ainda estava na ativa, principalmente sobre o caso que o tornou tão famoso, e com isso conhecer um pouco mais sobre os personagens que o cercam
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