Alta Fidelidade

Alta Fidelidade Nick Hornby




Resenhas - Alta Fidelidade


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Joao 14/01/2021

Importante para a sua época
Taí, um livro que tem basicamente todos os elementos que eu gosto porém a narrativa não me agradou tanto. Não se enganem, é um bom livro com uma leitura fluída e tenho certeza que foi bem marcante para a época em que foi lançado. Revela as ansiedades, angústias e dúvidas com uma franqueza assustadora e por mais que o personagem principal tenha algumas atitudes reprováveis, consegui sentir alguma empatia por ele e odia-lo ao mesmo tempo.
Um livro sincero, regado com ótimas referências musicais e as vezes até cinematográficas. Senti uma certa semelhança, salvo as devidas proporções, com o Apanhador no campo de centeio. São obras importantes para as suas respectivas gerações e uma boa pedida em termos de entretenimento, nada além disso.
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Rogi 04/11/2020

Vale a pena ler
É um livro com questões que você pode se ver durante a vida do protagonista.

Gostei do livro e é muito engraçado, também tem várias músicas que valem a pena dá uma pesquisada, mas esperava que mais coisas acontecessem na história. Mesmo assim foi uma leitura muito boa!!
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redeemed_luke. 13/10/2020

Somos todos Rob.
Neuróticos.
Ansiosos.
Egolatras.
E amamos música.
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Rony 10/08/2020

Alta Fidelidade é um livro leve, inteligente e ágil. O plot da história é bastante simples: um cara em crise de 35 anos que possui uma loja de discos na década de 1990. E, apesar de isso não ser nada de extraordinário, a atmosfera do que isso podia representar naquela época é bem capturada pela obra. Minha percepção pessoal foi bastante nostálgica, uma vez que vivi os anos 90 na sua plenitude (tanto emocional como musical). Resta saber se a sensação de completude quando você achava um disco que você procurava há dias (às vezes meses), ou então quando chegavam os álbuns que você mandava importar da Irlanda dos The Cranberries porque as lojas da sua cidade não tinham, se essas sensações são experimentadas por quem não viveu isso ao ler o livro. Tudo isso numa época que não existia Internet e as plataformas digitais de música. Fica difícil dizer se essa obra é atemporal ou apenas o reflexo de uma época tão recente (mas também tão remota que não vai existir mais). Mesmo assim, acredito que essa obra seja imperdível para quem viveu tudo isso.
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Lucas 04/08/2020

A única parte ruim é que acaba!!
Terminei essa leitura aos 22 anos, e pra mim foi uma das leituras mais prazerosas que já tive, literalmente ria e ria a cada situação absurda que Rob passava em seus relacionamentos ao longo do livro.
Talvez quando eu ficar um pouco mais velho eu mude a visão acerca do personagem, da comédia pra o drama, da leveza para o peso e para a dor que podemos encontrar nas entrelinhas da narrativa, mas enquanto não chego lá fico com as boas lembranças e com os vários aprendizados e momentos singulares que são passados nesse livrasso!!
Pra quem gosta de relacionamentos (complexos), música (das melhores) e um humor (dos mais ácidos), este é um livro imperdível!!


Obs: Concordarei com Rob que alguns top 5 são impossíveis de fazer, porém esse livro definitivamente entrou no meu de livros favoritos!
Danilo 04/08/2020minha estante
Aí você me instigou a conhecer




Zeka.Sixx 31/07/2020

Um clássico sobre adolescentes trintões
E eis que, exatos 25 anos depois de seu lançamento, eu finalmente leio o livro que consagrou Nick Hornby. Confesso que um pouco dessa demora é justificado pelo fato de que eu já havia assistido ao filme: geralmente não gosto de ver o filme antes de ler o livro, porque é inevitável que o filme dê vários spoilers do livro. Já o contrário (ler o livro e depois ver o filme) nunca me incomodou.

Mas, nesse caso, posso dizer que a experiência de ler o livro já tendo visto o filme não trouxe qualquer prejuízo significativo. A história de Rob Fleming, um cara de 35 anos, viciado em cultura pop, dono de uma loja de discos à beira da falência e abandonado por (mais uma) namorada, é contada de maneira deliciosa e irresistível. Rob é aquele típico "trintão adolescente", que tanto estamos acostumados a ver nos filmes de Judd Apatow: um cara que, aos 35 anos, continua se comportando como se tivesse 18, e para quem aparentemente o mais importante não é quem você é, mas sim as coisas (filmes, músicas, livros, etc.) que você gosta.

O livro narra a trajetória de Rob enquanto ele sofre por ter sido abandonado pela última namorada, tentando decidir se realmente a amava e a quer de volta ou não. Em meio a isso, somos apresentados às suas visões de vida, seus pensamentos em relação ao sexo oposto e aos relacionamentos amorosos em geral, todos eles sempre permeados de paralelos com a cultura pop, em especial ao mundo da música. Mesmo ele sendo cínico até dizer chega, e tomando ao longo da história algumas decisões questionáveis, é impossível não acabar "torcendo" pelo protagonista.

Não sei se o livro resistiu ao tempo, se ele ressoa da mesma forma com os temidos millennials, ou se o livro não teria impacto para uma geração que cresceu desacostumada a colecionar discos de vinil e CDs. Sei que, para mim, foi impossível não me apaixonar pela história e não me identificar, em vários momentos, com Rob Fleming, um cara que, assim como eu, considera um "auge profissional" o singelo fato de ter trabalhado como DJ, como ele diz nessa passagem:

"E eu adorava, adorava fazer aquilo. Olhar para uma sala cheia de cabeças quicando ao ritmo da música que você escolheu é uma coisa empolgante, e o período de seis meses em que o club foi popular me deu a maior felicidade que já tive até hoje. Foi a única época em que tive de verdade a sensação de estar em movimento, embora mais tarde eu pudesse ver que se tratava de um falso movimento, porque não pertencia a mim, e sim à música: qualquer um que tocasse os seus discos dançantes preferidos num volume muito alto e num lugar apinhado de pessoas que haviam pago para ouvi-los teria sentido exatamente a mesma coisa".
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Larissa 12/05/2020

Babaca, bem babaca esse personagem principal. O livro entretanto, consegue passar algumas mensagens importantes.

Faz uma crítica a pessoas que permanecem atadas ao passado, não perdoam, se recusam a amadurecer e tem uma enorme dificuldade de enxergar o sentimento do outro. Mostra como podemos ser egoístas, mesquinhos e irresponsáveis. Culpamos os outros por nossas próprias decisões e por inaptidão em lidar com a dor.
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Angelica 02/04/2020

Primeiro contato com Nick Hornby
...e gostei da escrita, rápida, divertida e pop. Porém o personagem principal me incomodou diversas vezes. Suas frustrações com as
mulheres fez dele um grande babaca, talvez nos dias de hoje (2020) o livro teria outra entonação.
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Gabriel Santos 08/09/2019

Uma leve alfinetada em adolescentes na casa dos 30
Estou escrevendo essa resenha alguns anos depois de ter lido o livro, por isso peço desculpas pela fraqueza de detalhes no texto. Não me lembro de alguns elementos da narrativa e decidi não reler o livro para “colar”. Você pode encarar isso como algo positivo: Um livro que li 4 anos atrás me inspirou a escrever uma pequena resenha (com cara de trabalho escolar, é verdade) hoje. Diferente de outros livros que foram adaptados para as telas (pequenas ou grandes), li esse livro sem ter assistido à adaptação antes; portanto minhas impressões sobre o livro não foram contaminadas por expectativas geradas pela adaptação.
O livro é contado em primeira pessoa, a partir do ponto de vista de Rob, o personagem principal. Rob é um homem na casa dos 30 anos, que está passando por um momento delicado em sua vida afetiva e profissional, o que poderia acontecer com qualquer um de nós. Isso torna o personagem facilmente identificável. Rob é uma pessoa comum, com problemas comuns. Os conflitos que ele enfrenta, internos ou não, aumentam essa identificação com o leitor.
Algo que torna o personagem mais cativante é o seu relacionamento com cultura pop, principalmente a música. Esse relacionamento influencia sua personalidade até em pequenos detalhes; Por exemplo: O livro começa com Rob elaborando um “Top 5” dos términos de namoro mais memoráveis que ele já teve. Por sinal, elaborar listas de “Top 5” é um hábito de Rob e seus amigos. À medida que a história evolui, nós acompanhamos como Rob vai descobrindo seus anseios e ambições, e a si mesmo.
A leitura é leve, e a narrativa em primeira pessoa torna o ritmo do livro bastante fluida. A música vai permeando o livro em vários pontos, e isso torna Alta Fidelidade o livro com a melhor trilha sonora que eu já li. Não entendeu? Leia o livro, você vai gostar ;-)
P.S.: Li o livro em 2015. Estamos em 2019 e ainda não assisti ao filme. Quem sabe um dia...
P.P.S.: A trilha sonora do livro está no Spotify

site: https://open.spotify.com/playlist/0u3rBbYfXDQ5IcBUVbbUHb?si=dvCNGbWeQ-6BX3CRkcYZDg
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Isa 03/01/2019

O personagem babaca que eu odiei amar.
Importante começar adiantando que o personagem principal é um babaca, daqueles que fazem as coisas e eu passei metade do livro me perguntando "POR QUEEEEEE". Mas a graça do livro está exatamente nisso, explicar todos os porquês de forma que apesar de não concordar com as atitudes desse babaca mimado e infantil eu entendi o modo de pensar dele, e isso fez com que eu me relacionasse com a historia.

Esse livro me fez rever meus relacionamentos passados e como em vários momentos eu fui tãi babaca quanto o Rob usando desculpas tão esfarrapadas quanto as dele.

O ritmo de leitura é uma absoluta delícia e o autor escreve muito muito bem (porque para prender o leitor com um personagem principal detestável é preciso de talento). Terminei o livro em um dia, totalmente envolvida pela história que conseguiu me pegar sem eu ser uma aficcionada por musica (mais um ponto positivo para o autor), e com certeza quem conhece bem as musicas dos anos 70 e 80 vai ter diversão em dobro.

Recomendo esse livro a todos (adultos) independente do hábito de leitura, é diversão garantida. Enfatizo o fato de ser literatura adulta porque essa capa colorida com guitarras a primeira vista me fez achar que era literatura juvenil.

Cinco estrelas!
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William 01/01/2019

Legal porém monótono
Leitura agradável, onde o personagem principal tem um humor autodepreciativo super interessante. É um cara que ri de suas próprias mazelas e até mesmo falta de sorte na vida amorosa e financeira. Porém faltou emoção, o livro não teve momentos intrigantes, de mistério, que fazem o leitor grudar esperando pelo desfecho da história. É um enredo bem linear e para quem busca uma montanha russa de sensações com a leitura, é bom ficar atento!
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Amanda 26/11/2018

Livro bom, protagonista chato
A escrita do livro é muito boa, é leve, fácil, engraçada e parece que o protagonista está conversando com você, só que o problema do livro é justamente o protagonista.
O cara tem 35/36 anos e parece uma criança mimada e egocêntrica. Bem babaca, extremamente pedante e que me fazia revirar os olhos de impaciência toda vez em que ele achava que o mundo inteirinho rodava em torno do seu umbigo.
De resto, uma boa leitura :D
Isa 30/12/2018minha estante
O protagonista então é o famoso homem hétero hahahahaha. Conheço incontáveis assim, mimados e que realmente acreditam que o universo gira ao redor deles, independente da idade.




José Ricardo 04/11/2018

“O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia".


Rob Fleming ou, simplesmente, Rob é um sujeito com cerca de 35/36 anos de idade e acabou de levar um fora da namorada. Antes disso, Rob chegou a cursar faculdade, mas não se formou. Atualmente, mora num pequeno apartamento e tem uma loja, onde vende discos de vinil e fitas cassetes, o que não deixa de ser Cult, já em meados da década de 1990, época em que enredo se desenrola.

Rob não tem profissão definida, não se casou e sua loja está na iminência de ir à falência. Ainda assim, ele adora curtir músicas, pois, segundo ele, expressam sentimentos. Rob é um conhecedor ímpar de músicas, principalmente aquelas que marcaram sua adolescência.

Rob parece ser um “adultecente” e, como ele mesmo diz: (estou) “aprisionado num corpo de adulto e obrigado a seguir adiante”.

O livro, de certa forma, faz lembrar de Kronos, o Deus na mitologia grega. Como se sabe, Kronos castrou Urano, seu pai, a fim de destroná-lo e, posteriormente, com receio de que seus filhos fizessem o mesmo com ele, engolia-os logo ao nascerem. Kronos, não por acaso, representa a personificação do tempo que, como tal, devora todos os seus filhos; os filhos do tempo.

De volta ao livro, percebe-se que Rob se vê “cobrado” pela vida a assumir posturas e tomar decisões. Afinal, vida é movimento e cada fase é uma fase. Como já se disse, “ninguém passa duas vezes no mesmo rio”.

É assim que, em meio a uma crise existencial e contra sua vontade, Rob se vê compelido a realizar a passagem para a vida adulta, o que ocorre não sem feridas e cicatrizes.

Paralelamente, outro ponto que merece destaque se refere ao título do livro. É que há uma relação direta com o teor da obra, ao menos em dois sentidos. O primeiro quando se refere à loja de Rob, local onde são comercializados discos de vinil, os quais são capazes de capturar, com maior precisão, o áudio em sua totalidade; ou seja, em “Alta Fidelidade”. O segundo, e talvez mais importante, está no fato de Rob viver na era dos CD’s e DVD’s, porém não conseguir se desapegar de seu passado juvenil, época em que imperava vinis e cassetes.

Assim vistas as coisas, parece assistir razão a Guimarães Rosa, que, em “Grande Sertão: Veredas”, disse: “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia...”.

Ou seja, entre nossas memórias imprecisas e distorcidas do passado e nossos desejos, sonhos e/ou medos do futuro, existimos mesmo é no presente. E é nele que devemos nos construir e nos reconstruir continuamente, tudo conforme as circunstâncias, contingências e necessidades, sempre em busca de nossa homeostase, física e psicológica.


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