Filhos do Éden

Filhos do Éden Eduardo Spohr
Eduardo Spohr
Eduardo Shpor




Resenhas - Herdeiros de Atlântida


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diego 28/10/2011

Um autor como qualquer outro
Não sei o motivo de tal alvoroço quando Spohr estreiou em 2010 com um marketing potente, seu livro foi reeditado várias vezes e ainda entrou no grande mercado com alguns erros, para mim não é diferente da maioria. A escrita e mal articulada, voltamos quase o tempo todo as mesmas caracteristicas de Ablon, outro erro de qualquer estreante. Mas não vamos falar disso, eu só quis mostrar que Eduardo Spohr para mim não foi diferente de outros autores brasileiros estreantes, exceto pelas vendas.

Filhos do Éden inclusive já entrou entre os mais vendidos, mostra do que autor já é um nome sólido em nossa literatura, mas que por enquanto não apresentou nada de excepcional. Nada que me deixasse de queixo caído. Nesse livro principalmente o autor se aproxima bastante do estilo de André Vianco e nos apresenta novos personagens, nem todos vão agradar, acredito. Principalmente aqueles que restaram. Acho que esse deve ser o que Spohr deve trabalhar mais, em ABDA já não vi nada de interessante em Ablon e Shamira(a feitciera que parece pensar sobre tudo e a salva o herói de tudo), agora, ainda não vejo muito profundidade, até naqueles que deviam ser mais humanos.

A história não nega o esforço do autor, muito bem desenvolvida e menos massante, como uma série de sei lá quantos livros, os personagens tem tempo de se desenvolver.

Mas, ao menos para mim Eduardo Spohr não se destaca entre os demais, exceto pelo marketing feito por amigos (como desse sujeito logo abaixo que o chega a comparar com Rowling, sem noção de tudo) por vezes pretensioso, se eles não tentassem a todo custo vender um "grande épico" ou o "melhor autor já visto por aqui" talvez o resultado fosse mais satisfatorio, por que comprei o livro de "uma das mente mais criativas da nossa terra" e me veio um André Vianco loiro, nada contra o autor de vampiros, mas se há uma comparação mais verdadeira do que a feita com Tolkien, é essa.


baunilha 09/09/2011

Ainda melhor que A Batalha do Apocalipse
Sei que sou muito suspeita para falar porque sempre indico A Batalha do Apocalipse e digo que este é meu livro favorito. Porém isso não é mais uma verdade absoluta. Filhos do Éden consegue ser ainda melhor e, acreditem ou não, ainda tenho lá minhas dúvidas se, Anjos da Morte o segundo volume dessa série não será melhor ainda que o primeiro. Mas, embora a qualidade da narrativa não tenha me surpreendido, uma vez que já sabia bem o que esperar, a história em si, sua timeline, os rumos que os acontecimentos tomam e até a proposta de ser um thriller foram surpreendentemente gratificantes.

Um dos elementos que o Eduardo manteve em Filhos do Éden foi o da narrativa não linear, ou seja, ele continua intercalando eventos do presente com do passado, trazendo flashbacks que, aos poucos, vão explicando todos os segredos e mistérios dessa história.

Em termos de diferenças, posso citar duas coisas: a primeira é que a narrativa é feita em terceira pessoa durante todo o livro. A outra diz repeito a própria proposta da história que, por ser focada não em altas patentes angelicais, mas em soldados que vem passando muito tempo na Haled. Por esse motivo, esses personagens são muito mais humanos em hábitos, atitudes, comportamento e todos os traços de personalidade, guardando ainda as características angelicais e claro, da casta.

Em Filhos do Éden vemos não apenas um universo expandido de A Batalha do Apocalipse, com novos personagens, mas também novas criaturas, poderes, habilidades e artimanhas. O livro é um pouco mais didático e explicativo pois apresenta os personagens de uma série, assim como esse imenso universo que o Eduardo criou. O interessante é perceber o argumento usado para justificar a explicação de cada fato em vários momentos. Apesar disso, o ritmo não é lento, ao contrário, não faltam ação, reviravoltas e situações nas quais o leitor se pergunta e agora?.

Uma dúvida bastante pertinente é:

Quem não leu A Batalha do Apocalipse pode ler Filhos do Éden sem medo de spoilers?

A minha opinião é que pode sim. Embora os cenários sejam os mesmos, as situações são outras e em nenhum momento o leitor se depara com mais do mesmo ou situações que expliquem eu contem o que acontece em ABdA. Do mesmo modo, não é preciso ler o primeiro para que algo em Filhos do Éden seja compreendido. Como disse antes, o Eduardo usa um artifício fantástico para apresentar toda a mitologia de uma forma explicativa e completamente diferente da forma usada em seu livro de estreia.


Janaina Vieira Writer 16/10/2011

A eterna luta, na terra e no céu.
Terminei de ler e realmente gostei muito de Filhos do Éden! Mal posso esperar pela continuação. Nesse livro conseguimos compreender melhor os detalhes e especificidades do incrível universo angélico que o autor desenvolveu, algo realmente inédito na literatura brasileira. Por isso, merece as cinco estrelas, na minha opinião. Acho que a trama está escrita na medida certa, em tudo: conflitos, aventuras, mistério, sustos, desdobramentos, esclarecimentos e assim por diante. Na verdade, tornei-me uma fã da saga. Há muitos detalhes nesse livro que explicam perfeitamente outros detalhes de ABDA, que ficam obscuros, mas que nem por isso são menos interessantes.

Li algumas resenhas sobre a obra e não concordo com alguns leitores, que afirmam não ser possível comparar ABDA e Filhos do Éden com clássicos como O Senhor dos Anéis. Na verdade, trata-se de um tipo de romance inédito na literatura brasileira, mas este não é o seu maior mérito. O mérito está, acima de tudo, em recriar, em dar vida, história, cronologia e existência à mitologia dos anjos. Anjos e castas angélicas estão presentes no imaginário da humanidade desde sempre, assim como vampiros, lobisomens, demônios, deuses, espaços místicos, terras mágicas, seres fantásticos, fantasmas e assemelhados. Então, se Tolkien imaginou a Terra Média e todos os seres que lá vivem, incluindo os elfos, cujos mitos já existiam muito antes dele nascer; se J.K. Rowling reinventou os bruxos; se Stephenie Meyer reinventou o universo dos vampiros, por que um autor brasileiro não pode reinventar o universo dos anjos?

Nesse livro, Filhos do Éden, podemos, literalmente, viajar no tempo e na imaginação, e esta é uma das funções da literatura e da arte, com certeza! Porque sendo a arte, a meu ver, a melhor das produções humanas, suas funções são muitas e uma delas é justamente fazer com que o pensamento se desprenda do aqui e agora, abrindo a tela mental para muitas e novas reflexões. E esse livro, assim como ABDA, consegue nos conduzir para outras esferas. E também nos faz pensar em muitas coisas importantes.

Então, só tenho elogios para o livro, por todas essas razões! E quero, ainda, ler muito sobre anjos e demônios eternamente em luta. Até o Apocalipse! Agora, estou à espera do livro 2, para descobrir o que acontecerá com Kaira e Denyel... (suspiros...).


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Camila(Aetria) 05/01/2012

Como um filme de ação Hollywoodiano
Me pareceu que ao ler o Filhos do Éden que o autor deve ter feito um curso de filmes clichês de ação de Hollywood.
Porque é exatamente essa sensação que tive ao ler o livro...
Um monte de personagens bonzões, ligeiramente previsíveis e rasos e...ação super ultra bem trabalhada.
Só.
Uma coisa que me deixou meio irritada com o narrador, da mesma forma que quando leio qualquer coisa do Dan Brown, é aquela mania de transformar o narrador observador em onipotente e super poderoso. Ele sabe de tudo. Ele esbanja conhecimento. Ele esquece da história para falar que pesquisou muito sobre armas, por exemplo, e as descreve. Não que isso seja errado...mas a forma me pareceu arrogante...idêntico ao igualmente autor de best sellers Dan Brown.
Os personagens poderiam ser menos clichês e com mais personalidade...do jeito que são descritos e fazem suas ações, se assemelham à personagens de filmes de ação que todos sabem que são legais, que vai acontecer tal e tal coisa...e não se consegue apegar tanto.
(Sem querer dispensar vários filmes de ação de alta qualidade e com personagens bem descritos, os que me refiro são os clichês e sem muita personalidade.)
Em comparação com BdA, o FdE me pareceu bem mais cru, e a perspectiva de haverem inúmeras sequências não me atraiu, já que, se forem para ficar com mais e mais cara de "best sellers" e menos com alguém que escreve com aquela paixão e cujo narrador te prende e te cativa, meu interesse vai se perdendo lentamente.
Mesmo assim, o livro em si é bom, e caso se dê tempo para que os personagens se aprofundem, talvez essa primeira sensação de raso e sem personalidade possa se dissipar e revelar um ótimo escritor de ficção, já que seu conteúdo, e principalmente quando se analisa a quantidade de informação do apêndice, foram muito bem trabalhados.
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Poggi 06/09/2011

A invasão dos anjos brazucas
Felizmente, no Brasil, temos um autor que nos salvou da mesmice vinda a tira-colo do sucesso de Rowling e que nos apresentou a um outro universo, um já explorado, é verdade, por outros autores, mas nunca antes na história desse país (parafraseando nosso ex-Presidente). Unindo misticismo, história e, claro, religião, mas nunca fazendo apologia a qualquer uma sequer, Eduardo Spohr, a quem com orgulho chamo de amigo há 30 anos, dá uma pitada de tempero brasileiro e cria uma aventura rica em detalhes, texturas e lirismo. Com “A BATALHA DO APOCALIPSE” ele mostrou ao que veio e provou que nesse país é possível sim vencer com seu talento mesmo sem apadrinhamento. Não à toa, traspassou a barreira da internet, onde fez seu nome, e vendeu mais de 150 mil exemplares de seu primeiro romance, com direito a edição especial ilustrada e capa dura, feito que nem J. K. Rowling com sua cria Harry Potter conseguiu por essas terras.

Agora, ele revisita esse universo com o que promete ser o primeiro de uma trilogia (ou até quadrilogia) e que nessa semana de lançamento já ocupa o sexto lugar em livros mais vendidos no país (segundo O GLOBO): “FILHOS DO ÉDEN – Herdeiros de Atlântida”. Avesso a continuações caça-níqueis, Eduardo lança mão de uma nova história, com novos personagens (apenas cita alguns presentes no seu rico romance de estréia, mas apenas para ilustrar uma situação) e condensa a trama (são pouco mais de 400 páginas frente aos quase 700 de “A Batalha...) com mais ritmo, aventura, muita ação e até uma pitada de romance (mas bem sutilmente). Estão lá ainda os flashbacks que remetem a passagens históricas importantes, como as Primeira e Segunda Guerras Mundiais, e que auxiliam a entender quem é o anjo renegado Denyel, o anti-herói que auxilia Kaira (uma anjo com amnésia) em sua missão para encontrar o reino perdido de Altântida e lá achar respostas que poderão por fim a Guerra Celestial que já dura eras.

Muito bem escrito, lançando mão até de clichês bem empregados ao contexto, "FILHOS DO ÉDEN – Herdeiros de Atlântida" é leitura obrigatória para todos que gostam de fantasia, aventura e história, mas também vai agradar a quem simplesmente quer fugir da realidade com uma leitura dinâmica, mas nem por isso pobre em conteúdo – muito pelo contrário! Que venham logo os volumes 2, 3 e quiçá o 4!

Resenha publicada originalmente em http://claroquepoggi.blogspot.com/


Na Nossa Estante 18/10/2013

Eu fiquei tão fã do livro “A Batalha do Apocalipse” do Eduardo que logo comprei “Herdeiros de Atlântida” porque estava tomada pelo espírito do “eu preciso ler este livro agora”, e li.

Nas primeiras páginas Eduardo explica o motivo pelo qual não explorou mais os personagens da Batalha, o que é legal e tal, mas...

Apesar do sucesso da Batalha o autor resolveu criar novos personagens, porém, o cenário das guerras entre os Anjos é o mesmo. Isso não impede a história de ser interessante, mas em alguns momentos eu achei repetitiva e cansativa, principalmente as explicações sobre os Anjos, suas castas, os céus, o motivo de toda a “briga”, porque a briga é a mesma.

O Arcanjo Miguel, maior autoridade entre os Anjos enquanto Deus descansa em seu sétimo dia, se revolta contra os humanos, pois inveja o livre arbítrio que lhes foi dado como um presente por Deus. Achando que os humanos não merecem o que receberam, tenta a todo custo destruir a humanidade e o Arcanjo Gabriel, que não concorda com as atitudes de Miguel, se volta contra ele, assim, o céu é dividido entre os que defendem os humanos e os que apoiam Miguel. Entretanto, existe uma trégua e uma Celestial é enviada à terra para investigar se o tratado de paz foi violado.

A história começa em Santa Helena uma cidade universitária onde Raquel estuda, tem um namorado, uma família e ela simplesmente não sabe quem é de verdade.

Os Anjos Leviah e Urakin são enviados à terra para procurarem pela Arconte Kaira e contam com a ajuda do Anjo exilado Denyel para ajudá-los em troca da anistia para poder voltar ao céu.

Enquanto Kaira tenta descobrir quem ela é e saber mais sobre a garota Raquel que ela pensava ser, os Anjos “bons” são perseguidos pelo Anjo Branco que quer encontrar também o templo de Athea, para achar o Rio Oceanus que é um dos caminhos para se chegar ao céu.

Entre um capítulo e outro o autor também conta a história do Anjo Exilado Denyel e do Primeiro Anjo, líder dos Sentinelas que foram os primeiros enviados de Deus à Terra.

O livro é bom? É, mas os acontecimentos datam de antes da “Batalha do Apocalipse” e em determinado momento Eduardo Spohr até menciona Ablon passando rapidamente por ele e mergulhando metodicamente em explicações sobre a mitologia dos livros, tornando a leitura um pouco cansativa. Eu não sei vocês, mas detalhes demais me deixam confusa, acho difícil guardar excesso de informações e particularidades que na verdade não vão afetar o rumo da história.

O livro é bom, não tão bom quanto “A Batalha” e por isso eu não me apaixonei perdidamente por ele, mas é interessante e o final te deixa com vontade de ler o segundo para suprir a curiosidade da conclusão dos acontecimentos narrados no último capítulo. No entanto, eu resolvi dar mais um tempo antes de ler o livro dois, “Anjos da Morte”, apesar de ter visto muitas pessoas elogiando a história, porque não sei quanto tempo Eduardo vai demorar em escrever o último livro da trilogia ou se a trilogia vai ser mesmo de três livros, já que no mundo da literatura nunca se sabe se três é mesmo igual a três. Definitivamente literatura não é uma ciência exata e confesso que eu nunca fui realmente boa em matemática, parece que autores que fazem sucesso também não.

Para concluir, vale ressaltar que Eduardo Spohr desta vez deixou pra lá o complicado vocabulário que ele adotou no primeiro livro e não encheu este de palavras complicadas, facilitando assim a leitura, de modo que não é necessário ficar com a página do dicionário aberta ou mesmo a do Google.

Marise

site: http://oquetemnanossaestante.blogspot.com.br/2013/10/resenha-023-filhos-do-eden-vol-1.html


Camila Fernanda 03/04/2020

Herdeiros de Atlântida
Gostei bastante do livro, é a primeira vez que leio um livro tão extenso, ele consegue prender sua atenção, você quer ler mais e mais, pra saber logo o que acontece depois.. No decorrer do livro ocorre alguns flashbacks, que ao meu ver não agregaram nada para o contexto. Super recomendo a leitura!
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Alecio Miari 14/05/2012

Um pouco decepcionante
Havia lido "A Batalha do Apocalipse" do mesmo autor (Eduardo Spohr - brasileiro) e achei uma verdadeira obra-prima. Cenas emocionantes mesclando história do mundo com períodos de tempo marcantes para a humanidade e nos fazendo enxergar o que ocorria entre o céu e o inferno durante estes grandes acontecimentos.
Esta é a visão que eu tenho do primeiro livro e, creio eu que por isso, fui com muita sede ao pote. "Filhos do Éden" é um bom livro, porém nada demais. Não fiquei envolvido com a narrativa nem me enxerguei no personagem vivenciando as aventuras e situações a que foram submetidos.
É uma leitura agradável e muito tranquila de se acompanhar (não fui surpreendido por determinada traição pois para mim estava meio que na cara que o personagem não era o real).
Posto isso tudo, afirmo que é um livro razoável, mas nada de extraordinário. Talvez tenha sido azar eu ler este livro assim que terminei "Guerra dos Tronos" - livro 3 que é fantástico, porém minha opinião acaba dessa maneira.
Só uma curiosidade a mais: aparentemente teremos outro livro continuando a história, porém pode-se parar tranquilamente neste daqui pois a narrativa tem um final satisfatório.
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Adriana 14/01/2013

Cansativo
Gostei, embora tenha achado um pouco cansativo.
Como não é mais novidade, não empolgou tanto como o primeiro, mas mesmo assim é bom.


Diego Matos 15/02/2013

Finalmente anjos de vergonha
Bem estou aqui para ressaltar o quanto gostei de "Herdeiros de Atlântida", a muito tempo venho lendo histórias sobre anjos e que não são ruins, mas que sempre giram em torno de um romance adolescente como as séries "hush hush" e "Fallen". Nada contra. Os textos e o enredo de ambas são legais, mas deixa a desejar no que diz respeito a mitologia angelical, afinal estamos vivendo uma moda de "romances sobrenaturais", alguns chegam a distorcer um poucos mitologias de monstros clássicos tornando-os motivo de chacota. Afinal vampiros realmente brilham ao sol, bem torrados em labaredas bem altas!!!
De qualquer forma em "Filhos do Éden - Livro 01", vemos anjos divididos em suas castas, vemos guerreiros, manipuladores de elementos, manipuladores de emoções entre outros.
Com um enredo que tenta ressaltar a mitologia clássica dessas criaturas. Com um texto excelente e uma aventura emocionante o livro me rendeu boas horas de diversão. Polegares para cima por esta obra. Aguardo ansioso à continuação.
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July 22/02/2020

Herdeiros de Atlântida
Esse é um livro para leitores pacientes.
Os eventos demoram acontecer, muitos nomes, funções e divisões para aprender...

Mas esse ainda é o primeiro de uma sequência de 3. Estou no segundo, vamos ver o que acontecerá nos demais.
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Darkfirev 27/09/2011

Filhos do Eden
Segundo trabalho de Eduardo Spohr, um livro muito aguardado pelo incrível sucesso de seu primeiro livro A Batalha do Apocalipse (ABDA), seria o livro que o consagraria como realmente um grande escritor.

Sim seria, bom pelo menos para mim, neste livro Eduardo troca o Épico pela Narração, o ritmo de lutas com milhares de anjos tão bem vindo no primeiro livro não é repetido neste, e no lugar vemos personagens que tentam ser bem desenvolvidos, talvez pelas criticas a ABDA onde alguns dizem que o personagem principal é apenas um valentão que desce a porrada em todos, este não meu caso gostei MUITO de seu primeiro livro.



Personagens

Neste livro Eduardo tenta aprofundar o universo criado em ABDA explorando mais as "castas" dos anjos, porem faz isso em demasia, todas as ações dos personagens do livro veem acompanhadas de um explicação de tal casta, um querubim pertence a castas dos anjos guerreiros, dito isto uma vez não é preciso a cada luta que talvez se afronte se repita tudo novamente ou a cada dialogo o modo de sempre tentar levar a melhor, é o tipo de coisa que o leitor pode perceber sozinho perceber que esta é a personalidade do personagem, talvez por isso tenha terminado o livro com a impressão de os personagens não serem tão carismáticos quanto deveriam.



Historia (plot)

De um modo geral a historia tem tudo para dar certo analisando o "pano de fundo" parece ter futuro mas a mesma é ofuscada por seus personagens uma pena.

Opinião final
de um modo geral o livro1 de herdeiros do éden é apenas regular dallou s sensação de estar vivenciando algo realmente espetacular na história mas se "salva" com as paragens sobre os arcanjos e o primeiro anjo.
Aliás gostaria muito de ver um livro do eduardo sobre as guerras primais com uma maior participação de uziel pois ele sem sendo ignorado em todos os livros.



Euflauzino 25/05/2012

O jogo de xadrez celestial
Ao final da leitura de Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida (Verus Editora, 473 páginas) fiquei sem saber ao certo qual o sentimento foi despertado em mim. Percebi que Eduardo Spohr desenvolveu seu estilo, conseguiu melhorá-lo, colocou mais ganchos, deixou tudo um pouco mais dinâmico, mais redondo, mas continua freando a leitura com digressões, para explicar algumas questões ao leitor.

Como decidi ler “A Batalha do Apocalipse” para mergulhar no universo de Spohr acabei ficando um pouco saturado. Não quero dizer com isso que não gostei, mas que talvez eu devesse ter lido outra coisa para depois voltar com mais vontade.

O livro trata do confronto entre os arcanjos Miguel, que busca aniquilar a raça humana, e Gabriel, que procura protegê-la. Como em um jogo de xadrez, a conquista de territórios é primordial e utilizando-se de suas peças (peões) cada qual cria sua estratégia. Quem joga xadrez sabe que na maioria das vezes temos que sacrificar peões para um bem maior ao final do jogo e é em torno dos peões que esta história acontece.

Kaira, uma capitã desmemoriada do exército de Gabriel e Denyel, um querubim arrependido, ex-soldado de Miguel em busca de anistia, são os protagonistas. Para ajudá-los são enviados dois anjos de castas diferentes, que se completam: Levih, Amigo dos Homens (personagem muito querido com o qual mais me identifiquei) e Urakin, Punho de Deus. A missão deles é de suma importância para evitar o avanço das tropas do arcanjo Miguel. Travarão contato, muitos deles bélico, com anjos adversários, demônios, deuses e espíritos entre outros seres que tornarão esta aventura cheia de percalços.

O envolvimento entre Kaira e Denyel é inevitável, ele passa a ser o seu guia e eles têm diálogos filosóficos como este:

“... Deus é um nome, um conceito. Seu verdadeiro significado transcende qualquer pensamento, está além da ideia de ser ou não ser, além mesmo da categoria de existir ou não existir... “

E mais filosofia, desta vez de “botequim”. Mais uma pérola hilária do anjo exilado Denyel:

“ – Cada porta aberta leva a muitas outras, portanto, quanto mais aprendemos, mais afastados estamos da verdade. Por isso, minha filosofia é simples: dirija rápido, mantenha-se bêbado e nunca dispense uma boa briga.”

Leia mais em:
http://www.literaturadecabeca.com.br/2012/05/resenha-o-jogo-de-xadrez-celestial.html
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Márcia 26/11/2011

Quase uma montanha russa
Não é de hoje que as histórias que o Eduardo Spohr tem para contar me interessam. Tenho “A Batalha do Apocalipse” há bastante tempo, mas quando vi o lançamento de “Herdeiros de Atlântida” fiquei preocupada com a possibilidade de ter que ler um antes do outro, mas descobri que as histórias são independentes e quando o vi nas mãos de uma colega, por acaso, praticamente assaltei-lhe o livro.

Costumo ter surpresas com escritores nacionais. Alguns me agradam muito e outros não suporto. Com o Eduardo Spohr não tive nem uma reação nem outra. A narrativa é comum e nem atrapalha nem hipnotiza, apesar de ser daquelas que dá vontade de sentar algumas horas com o livro no colo por ser tão tranqüila.

Os personagens são atraentes e cativantes. Principalmente o exilado Denyel – embora este nome me pareça ridículo. Quer dizer, é só para que se pronuncie como “Daniel” em inglês? Não entendo. A divisão das castas dos anjos é bastante interessante e esclarece muita coisa durante a história. Adoro esse universo e, nesse sentido, o autor não me deixou a desejar.

De mais a mais, o enredo segue uma linha contínua de emoções e aventuras, apesar de o ritmo cair toda vez que algum personagem se perde em devaneios ou em lembranças passadas. O livro possui alguns flashbacks que, na minha opinião, são dispensáveis. De vez em quando, durante a leitura, eu me perdia em relação ao que era real ou não. Não sei se essa sensação é passada propositalmente pelo autor, mas me confundia bastante. Em determinado momento, pouco depois do meio do livro, senti vontade de parar, pois nada mais acontecia e eu estava confusa com tanta informação. A história para para que alguma explicação longa e chata seja dada sobre algo – geralmente sobre os motivos da guerra (que, aliás, não me convenceu, pois não entendi os motivos angélicos).

No entanto, a história presente, comandada por Kaira e Denyel, muito me agradou e não entedia em momento algum. O final é surpreendente e espero esclarecer dúvidas e tapar buracos nos próximos volumes.
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