A Peste

A Peste Albert Camus




Resenhas - O Estrangeiro


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livrodebolso 14/10/2019

A neutralidade com que Mersault vive seus dias é absurda, porém, o que mais me interessou foi a maneira como as coisas aconteceram e como elas foram apresentadas no julgamento.
O livro é narrado em primeira pessoa, o que torna claro como o protagonista se sente: alheio a tudo; seja em relação ao velório de sua mãe, às investidas amorosas de sua companheira ou ao estar prestes a cometer um crime (o que se concretiza): ele atribui suas atitudes ao estado físico que desfruta, como "viver o momento" supremo. No enterro da mãe sentia sono, daí a indiferença; ao matar um árabe com o qual não tinha diretamente nenhum problema, culpou o calor.
É compreensível a descrição dos acontecimentos feita pelo personagem, não como um narrador não confiável, mas pela falta de vontade de convencer que ele demonstra. Ainda sim, quando o promotor apresenta os mesmos fatos, não parece mais tão certo que ele não tenha chorado ao velar a mãe e que tenha iniciado um romance no dia seguinte.
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Mersault sente-se como um estrangeiro em sua própria existência, e, ao ser julgado (e posteriormente condenado), ele admite que não poderia se arrepender de nada. Divagando em sua cela, ele (meur-saut: salto para a morte) conclui que morrer é natural e, ao reviver tudo pelo que passou, sente uma enorme indiferença em relação ao mundo.
Por isso, tornou-se um símbolo da geração existencialista um personagem que ironizou sua própria ida à guilhotina.
Além de traduzir o sentimento de neutralidade sobre a vida tão particular em minha personalidade, o que justifica que, por um lado, eu tenha achado este livro totalmente inverossímil, e por outro, completamente natural.
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Andy 07/10/2019

O Estrangeiro
O livro trata de um homem , indiferente ao mundo , as pessoas , as situações da vida.
Meursault não toma partido em nada da sua vida, cometi um crime e mesmo assim não se abala , não mostra arrependimentos , como se a vida não tivesse nenhum sentido.
Basicamente é isso o livro
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Dan 19/09/2019

A vida e suas convenções
O sol e o calor podem te fazer matar alguém kkkkk
Uma pequena criação fictícia para nos mostrar que a existência é vazia por definição. Vc está jogado no meio do caos e só pode aceitar isso ou se liquidar.
Todas as práticas do mundo são habituáveis, elas são absurdo apenas no primeiro momento.
ElisaCazorla 19/09/2019minha estante
Só 3!!!!?? hehehe esse livro pra mim é sensacional! :)


Dan 19/09/2019minha estante
O livro é mais comum do que esperava, escrita simples, algumas movimentações e nenhum clímax. Não há nada grandioso ou emocionante. à um relato na vida de qualquer ser da terra com o condimento do niilismo




Roberto Ramalho 06/09/2019

Apenas para os bem-resolvidos
O estrangeiro não é um livro para os fracos de espírito. Ele não traz nenhuma cena difícil de ser digerida, nada chocante, nada que fuja do ordinário. É apenas a história de um cidadão comum que vive como qualquer outro. E começa perdendo a mãe para a morte e precisando comparecer ao seu enterro. A partir daí, uma série de acontecimentos corriqueiros se desdobram, como na vida de qualquer pessoa, até que ele é levado a ser julgado por um ato, dentro de uma corrente de vários atos, que comete. É a partir de então que a veia existencialista do livro se apresenta com mais força; qual a razão de tudo o que vivemos? Como devemos reagir às tragédias que nos acometem, da maneira que as sentimos (ou não sentimos) e experienciamos, ou do modo como acreditam que devemos viver? O que é ser bom ou mau? Qual o sentido da vida que levamos? Estamos caminhando para algum objetivo? Faz diferença vivermos para morrer hoje ou daqui a cinquenta anos? Deus e uma vida após a morte existem (ou fazem algum sentido)? Um livro de simples leitura, rápido, mas que suscita muitas questões que podem abalar os menos preparados.
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Guibson Dantas 01/09/2019

Personagem perturbador
Meursault é, sem dúvida, um dos personagens mais perturbadores da literatura mundial. Sua apatia perante a vida inquieta o leitor, ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre nossa própria apatia. Livro excelente e leitura obrigatória para jovens e adultos em tempos de 'niilismo consumista'. Excelente.
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Tys 22/08/2019

O ESTRANGEIRO - ALBERT CAMUS
Mersault é um homem comum e pacato, que não tem nada a acrescentar na vida. A partir desse pretexto, Camus nos mostra o absurdo de uma vida pacata. Livro narrado em primeira pessoa, em que o protagonista externa toda a irrelevância do mundo. Livro profundo e reflexivo.
NOTA: 8.5
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Thales 02/08/2019

Magnífico
Há muito tempo que quero ler o "o estrangeiro", e não fiquei decepcionado quando o li.
É bastante notório o nome de Albert Camus entre nós niilistas (pelo menos, até o presente momento, porque acredito que o niilismo na maioria das vezes seja uma fase) então não poderia deixar de lê-lo.
A história é narrada a partir da ótica do protagonista Mersault, descrevendo seu cotidiano. Mersault é relativamente uma pessoa simples e com personalidade singular (o que mais me atraiu), vive de forma aleatória e sem grandes objetivos materiais, parecendo-me como se fosse apenas um espectador na sociedade, onde fica observando a conduta das pessoas.
Uma peculiaridade minha, é que sempre quando leio algum livro, e acabo apreciando a leitura, deixo muitas vezes algum personagem exercer influência em mim, portanto vou adquirindo algumas características de algum personagem ou um pouco de cada um, nessa leitura não foi diferente, em vários momentos que vivenciei externamemte ao longo da leitura, me vi despreocupado, taciturno e com aversão á tradições.
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Gui 11/07/2019

Um mal-estar moderno
Camus, assim como outros pensadores da sua época, traz consigo uma visão pessimista do mundo, pois sendo ele vazio de significado, caberia ao ser humano o esforço hercúleo de dar-lhe um. Não vemos essa filosofia de forma explicita durante a leitura do livro, no entanto, o enredo está impregnado dela. O personagem principal, Mersault, é completamente apático e indiferente aos acontecimentos da sua vida. Alheio a tudo e a todos, ele segue seu rumo aleatório como um "carrinho bate-bate", batendo nas intempéries da vida esperando que elas o levem para algum lugar. Ele é exemplo de um certo "mal-estar moderno", onde aqueles que falham na busca por um significado duradouro para suas vidas se encontram. Privados de um significado sólido para a sua existência, aqueles acometidos pelo mal-estar, perdem a sensibilidade para aproveitar verdadeiramente os momentos da sua vida, e mesmo que continuem a existir, deixam (metaforicamente) de viver.
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Gabriel.Tesser 05/07/2019

O livro é rápido, simples. Não é introspectivo além da própria introspecção do narrador, protagonista da história. Sem muito a dizer, apenas um desabafo vislumbrado no final do livro. Um convite a pensar sobre a liberdade. Meursault poderia ser considerado alguém que vive no ideal de liberdade, sem preconceitos, sem ideologias, religião ou, até mesmo, sentimentos que o prendam ao comum. É justamente por isso que foi condenado à morte. Ele cometeu um crime e foi considerado hediondo. Matar alguém deve ser considerado hediondo, mas querem matar Meursault pelo crime de não ter ideologia, sentimentos, religião ou arrependimentos que o transformem a um qualquer, fraco e ignorante às suas escolhas. Ele não deseja escolher nada, apenas viver e sentir o que está ao redor, ao alcance das sensações do corpo e dos olhos. Um ideal de liberdade, que o condena como um pária. Este livro é um convite ao pensamento aberto, sobre ironia, sobre liberdade e a obrigatoriedade de fazer parte de algo, constrangendo seus próprios ideais.
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Vanessa 29/06/2019

Um livro bem curto, mas existencialmente impactante
Albert Camus traz um personagem (Mersault) extremamente indiferente. Nunca li nada como O Estrangeiro, nesse aspecto.

Achei-o, em certas atitudes, chocante, mas também me peguei pensando durante a leitura “já fui Mersault, já fui ‘tanto faz’ diversas vezes em variadas ocasiões”, o que me fez ficar mais curiosa para saber qual seria o rumo do personagem (tão imprevisível que me assustava quando as situações aconteciam).

Acredito que Camus quis transmitir uma mensagem existencialista, nesse livro, de que a nossa existência não tem nenhuma razão de ser e que não há nenhuma lógica ou sentido/motivo para fazermos algumas coisas, apenas nos acostumamos a fazer por convenções (sendo assim, um tema de Absurdo e da Gratuidade).

É interessantíssimo como o Autor, pelo que já pesquisei, utiliza certas frases, situações ou até personagens em outros livros seus, criando várias autorreferências (nessa obra, ele cita uma leitura que Mersault faz de um caso descrito num jornal e que, este mesmo caso, é narrado em outra obra dele. Camus também utilizou elementos de O Estrangeiro em outras obras suas).

O Estrangeiro, no geral, é bem interessante para se ler porque apresenta uma linguagem acessível, bruta e com um toque filosófico que nos faz refletir sobre as nossas próprias existências ou atitudes.
Olguinha 29/06/2019minha estante
Quero ler agora hahah ?


Vanessa 29/06/2019minha estante
Hahhaha olga, tu vai gostar!
e dá pra ler numa tarde ou numa noite, tem só 100 págs




Vanessa 29/06/2019

Um livro bem curto, mas existencialmente impactante
Albert Camus traz um personagem (Mersault) extremamente indiferente. Nunca li nada como O Estrangeiro, nesse aspecto.

Achei-o, em certas atitudes, chocante, mas também me peguei pensando durante a leitura “já fui Mersault, já fui ‘tanto faz’ diversas vezes em variadas ocasiões”, o que me fez ficar mais curiosa para saber qual seria o rumo do personagem (tão imprevisível que me assustava quando as situações aconteciam).

Acredito que Camus quis transmitir uma mensagem existencialista, nesse livro, de que a nossa existência não tem nenhuma razão de ser e que não há nenhuma lógica ou sentido/motivo para fazermos algumas coisas, apenas nos acostumamos a fazer por convenções (sendo assim, um tema de Absurdo e da Gratuidade).

É interessantíssimo como o Autor, pelo que já pesquisei, utiliza certas frases, situações ou até personagens em outros livros seus, criando várias autorreferências (nessa obra, ele cita uma leitura que Mersault faz de um caso descrito num jornal e que, este mesmo caso, é narrado em outra obra dele. Camus também utilizou elementos de O Estrangeiro em outras obras suas).

O Estrangeiro, no geral, é bem interessante para se ler porque apresenta uma linguagem acessível, bruta e com um toque filosófico que nos faz refletir sobre as nossas próprias existências ou atitudes.
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Olguinha 29/06/2019minha estante
Quero ler agora hahah ?


Vanessa 29/06/2019minha estante
Hahhaha olga, tu vai gostar!
e dá pra ler numa tarde ou numa noite, tem só 100 págs




Toni 25/06/2019

Tanto faz
Albert Camus é autor do Absurdismo, teoria que se resume a não enxergar sentido algum na vida. Sem nenhum propósito, tudo passa a ser absurdo.

Em O Estrangeiro, Camus conta a história de Mersault - um homem simples, ?sem sentimentos? e que, de uma hora para outra, comete um assassinato.

O personagem não tem motivações, planos e nenhum tipo de ideologia. Sua vida é pautada no presente, de forma totalmente reativa. Ao ser indagado sobre algo, ele diz: tanto faz.

Um livro excelente, que nos faz pensar sobre a vida. Será que no fundo nossa existência tem algum sentido? Até que ponto somos condicionados pela sociedade a pensar diferente? Tudo isso é colocado neste livro, através de uma história simples e cativante.
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Guilherme 09/06/2019

''Pensei que passara mais um domingo, que mamãe agora já estava enterrada, que ia retomar o trabalho e que, afinal, nada mudara''.
Nessa obra acompanhamos Meursault, um homem indiferente à vida: à morte de sua mãe, ao afeto da namorada e à violência de seu vizinho. Segundo ele, tanto faz uma coisa ou outra, pois nada importa no final. O protagonista está totalmente sem sentido e moral, sendo carregado passivamente por uma maré de acasos, logo, sem nenhum código de conduta para guiar seu comportamento, de forma que nada o impediu de envolver-se em um assassinato que nada lhe tinha a ver. Meursault age sem princípios, sem sonhos, sem querer e sem se importar.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Com isso, Albert Camus, seu autor, teceu uma linha filosófica muito distinta que é o Absurdismo, ou seja, por meio de um personagem exagerado em seu vazio de significados, tenta incomodar-nos com questões como ''há sentido na existência humana?'' e ''se tudo é ao acaso e nada rege a vida, vale a pena viver?''.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O grau de estranheza que a leitura me gerou é proporcional ao seu potencial reflexivo, ao passo que pouca coisa é explicada na obra, cabendo ao leitor abstrair suas reflexões. Segundo Sartre, ler O Estrangeiro é como observar alguém conversando ao telefone por detrás de um vidro... você entende a ação do telefonema, mas não compreende o conteúdo da fala, cabendo a você esforçar-se par ler os lábios do falante. Descordo de grande parte da base filosófica aqui proposta, mas me intriguei ao pensar que, afinal de contas, talvez existam pessoas tão desesperadamente perdidas em significado próprio como o Meursault.

NOTA:9/10

site: Insta: @livrissimu
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raphahass 04/06/2019

O absurdo do estrangeiro
Quem é o estrangeiro? O que é esse ser estrangeiro? Não seríamos todos nós estrangeiros pelo menos em algum momento da vida? Será Meursault um personagem-tipo, isto é, um quadro nós mesmo quando começamos a questionar o sentido da nossa condição humana e a flexibilizar a essência humana na máxima Sartriana "a existência precede a essência"?

Recorrendo à semântica, "estrangeiro", para além de significar aquele que vem de fora de algum lugar, um forasteiro, significa também estranho, alheio, que, na obra, é o protagonista que se sente à parte do mundo onde ele se encontra e da sociedade que o cerca.

Claro que com "o Estrangeiro" Camus igualmente levanta incipientes questões de descolonialidade, sobretudo no caso de representação dos árabes e dos franceses. No entanto, acima de tudo, essa obra faz parte da 'trilogia do absurdo' juntamente com o ensaio "O Mito de Sísifo" (1942) e a peça teatral "Calígula" (1945). O absurdismo é, portanto, a corrente filosófica à qual o Camus nos introduz e que expõe, grosso modo, o conflito existente entre a propensão humana de querer buscar um significado intrínseco à vida e à existência. Para Camus, a vida e a existência humana de fato possuem um significado; porém, este é inacessível aos homens: eis aqui o Absurdo! Aceitando isso ou não, o absurdo vai continuar a haver do mesmo modo, por isso

O protagonista Meursault está longe de ser um ser desprezível, ele apenas não consegue enxergar esse sentido e significado ilusórios que dizem ser inerentes à vida. Ele está mais para um homem apático que flerta com a indiferença, um "estrangeiro" ou um "alheio" à existência que é levado por essa correnteza - uma bom retrato do cidadão do século XX.

Embora trabalhe com complexas e profundas temáticas ligadas à condição humana, à sua existência e aos significados que são atribuídos ao ato de viver, Camus consegue abordar esse tema através de uma linguagem seca, simples, fluida, objetiva e de fácil compreensão.
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Ana Beatriz Rosa Alves 01/06/2019

O livro leva aquela estilo que eu acho maravilhoso em uma obra de arte: o absurdo.
Fiquei sabendo que há ainda mais duas obras que completam a filosofia do autor e isso me deixou bem feliz.
Mersault, a personagem principal, comete um assassinato sem nenhuma explicação, vai preso e à julgamento. Enquanto tudo vai acontecendo o protagonista tem a característica de filosofar sobre cada ação e cada pensamento que lhe ocorre.
Achei parecidíssimo com Dostô, tanto o tipo de narrativa, escrita e até mesmo a história. Adorei! A fama do livro não é de modo algum em vão.
Simone.GAndrade 02/06/2019minha estante
A "trilogia do absurdo", são compostas de um romance (O Estrangeiro), um ensaio (Le mythe de Sisyphe - O mito de Sísifo) e de uma peça de teatro (Calígula), só não sei qual é a ordem ideal de leitura, depois que li O Estrangeiro que fiquei sabendo, vou procurar os outros para ler. Também tem uma HQ que adaptada a obra.




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