O Estrangeiro

O Estrangeiro Albert Camus




Resenhas - O Estrangeiro


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Marcos 17/07/2009

O livro "cult"
Podem me chamar de ogro, insensível, mas achei este livro uma porcaria. Um cara que mata o outro a troco de nada, não liga para ninguém, uma história banal, que nada me acrescentou nem em termos de diversão, nem de conteúdo. Li até o fim pelo simples fato de esperar que a impressão que tinha formado desde as primeiras páginas pudesse mudar.







Dramas, todos têm na vida. Não entendo como alguém pode idolatrar um livro cujo conteúdo nada tem de mais importante do que qualquer história de vida que vemos por aí. Considero que seria muito mais produtivo pegar uma pessoa ao acaso e perguntar sobre sua vida do que ler algo tão banal como esta estória. Nem mesmo o estilo de escrita do autor me impressionou, não vi nada de mais. Aliás, vi sim, mas de menos: me pareceu retratada a famosa xenofobia francesa, especialmente em relação ao povo árabe.







Que me desculpem os fãs ardorosos do livro, tive que baixar a média dele. Uma estrela foi muito.







almeidarenato91 12/05/2011minha estante
Eu ri.


caioamce 18/06/2011minha estante
Entenda que Camus quis transmitir a essência de um tempo marcado pela indiferença e o protagonista é o estereótipo exagerado dessa idéia. Ele teve muito sucesso em retratar esse panorama. O Estrangeiro é uma obra prima e um dos maiores expoentes dessa filosofia. Você não passou do sentido literal do texto nem contextualizou o livro com sua época por isso não conseguiu entender o real sentido do livro.


Marcos 18/06/2011minha estante
Oi, Caio. Bem, você foi o primeiro que fez uma crítica construtiva, resolveu tentar defender o ponto de vista do autor, em vez de simplesmente torcer o nariz, dizer que o livro é "bom" e que eu apenas "não teria entendido", ponto para você nesse sentido. Eis minha réplica.

Sim, contextualizo o livro com sua época e entendi a sua essência. E continuo achando banal. Eu digo que Camus tem toda essa pompa de "grande escritor" justamente por causa da época, é superestimado porque é francês, sofreu os horrores da guerra e porque o existencialismo estava em voga, não porque sua obra é realmente grandiosa.

Para um autor ser considerado realmente grandioso, ele precisa ir muito além do que simplesmente retratar o espírito presente na sociedade da época. Isso não é lá muito difícil de fazer, uma vez que você também é parte daquela sociedade. O autor precisa acrescentar algo ao leitor com seu texto. Camus não me acrescentou absolutamente nada. E posso mostrar bem o que é um livro que trata de assunto semelhante, escrito numa época bem próxima e que é realmente brilhante: A Montanha Mágica, de Thomas Mann. O autor reconstroi a sociedade da época dentro de um sanatório. Então não só ilustra bem o que foi a época, como seus personagens são realmente vivos. Não são 200, 300 páginas de indiferença. São quase mil de diálogos riquíssimos, teorias sobre diversos assuntos, análises e uma crítica muito boa sobre o panorama. Camus é o aluno que responde a uma pergunta na sala de aula e Mann foi o professor que deu a aula completa.

Então como estou acostumado com autores como Mann, Dostoiévski, Hesse, Huxley, aqueles que realmente dissecam as questões e não são "autores de um tema só", eu acho que Camus é medíocre. Li o livro com expectativas altíssimas e não vi nenhum diferencial. A crítica acima é ao melhor estilo de Nietzsche, é ácida, feita para chocar, para sacudir as pessoas dessa idolatria e fazê-las parar pra pensar: "será que esse livro é isso tudo mesmo ?". E assim como Nietzsche não foi compreendido por muitos e na sua época foi um debochado maluco, que parecia não entender aquilo que criticava, muita gente acha que eu não entendo. Para você, que se deu ao trabalho de comentar, eu explico.

Abraços !


caioamce 24/06/2011minha estante
Surpresa. Não imaginava que ia receber uma resposta quando fiz o primeiro comentário. Mas foi uma surpresa boa já que agora você bem mais completo e usou bons argumentos. Eu entendi agora seu ponto de vista e até concordo. Uma vez uma amiga disse coisa parecida.

Não li Mann, li apenas um livro de Dostoiévski e realmente entendo que pode haver uma disparidade em relação ao valor literário entre os dois, mas isso não diminui a obra de Camus.

Talvez você tenha lido com uma expectativa muito grande e com um grau de exigência alto e por isso se decepcionou tanto, enquanto eu tive a sorte de ler desprovido de qualquer preconceito.

Além disso um livro ganha um valor extra dependendo de quem o lê, até pela temática, que pode agradar mais ou menos, mas principalmente pela interpretação única que cada leitor dá ao livro de acordo com sua experiência de vida.

Infelizmente me identifiquei um pouco com Mersault e desde o começo o livro se revelou como parte do meu mundo. Então é claro que pra mim ele tem mais valor que pra você, independentemente do valor literário. Ainda sobre a classificação do livro, o calor da decepção pode ter atrapalhado um pouco teu julgamento, afinal, uma estrelinha solitária é um castigo muito grande, não?

Abraço.


Nathallia 30/04/2012minha estante
Olá Marcos, sou um leitora iniciante e gosto de opiniões de quem gostou e de quem não gostou. Quando todo mundo gosta de alguma coisa e ninguém grita: isso é uma merda! eu começo a acreditar na teoria da conspiração e que alguém tá querendo fazer lavagem cerebral. Não conheço Thomas Mann, e pelo jeito você deve gostar da obra dele. Qual você me indicaria para ler, que fosse bom pra começar.

Abraço Nathallia


Marcos 30/04/2012minha estante
Oi, Nathallia. Pois é, viva à diversidade de opiniões, fico satisfeito quando as pessoas entendem isso. Quanto a Thomas Mann, eu li A Montanha Mágica e comecei a ler Doutor Fausto, ainda não terminei. Você pode dar uma lida na resenha que escrevi sobre aquele livro.

Não sei se você é realmente iniciante ou está sendo modesta. Mas se ainda está se aprofundando na literatura, na minha opinião nessa fase autores como Orwell e Huxley te servirão melhor. A escrita é mais agradável sem perder em conteúdo. Livros como 1984 e Admirável Mundo Novo vão te agregar muito sem parecerem chatos. O mais importante em qualquer hábito ou aprendizado é manter a motivação em alta no início, pois é a fase em que muitos desistem. Deixe Mann pro futuro, quando você estiver com necessidade de mais complexidade. Você vai saber quando esse momento chegar.

Ainda assim, se quiser ler Mann, acho que A Montanha Mágica é o livro mais "popular" dele. Um amigo leu "Carlota em Weimar" e não gostou nada.

Abraços.


Mey 29/06/2012minha estante
Oi Marcos. Confesso que quando li sua resenha achei ácida demais. Mas lendo a réplica que vc fez ao Caio compreendo o seu ponto de vista.
Pessoalmente, achei o livro apenas interessante, terminei a leitura com aquela sensação de que falta algo à mais.


Marcos 29/06/2012minha estante
Pois é, Mey, mas a ideia de uma resenha ácida, polêmica, é justamente tirar as pessoas da zona do conforto, fugir do clichê, abordar de uma forma diferente e chamar para participação (nem que seja pela indignação). Senão, fica aquela coisa de lordes tomando chá inglês. Acho que de certa forma fui bem sucedido nisso. Se tivesse feito uma resenha escrevendo diretamente o que escrevi para o Caio, talvez a mensagem passasse despercebida. Abraços.


Baixando 13/04/2013minha estante
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RICARDO 26/06/2013minha estante
Fantástico Marcos, também achei medíocre, não vi nada de mais e fiquei com vontade de ler a montanha mágica, O Estrangeiro passa longe de ser um clássico, não entendi a fixação de Sartre nesse livro, não conheço muito de Sartre, li dele apenas Sursis e fiquei me perguntando porque teria ele gostado do Estrangeiro. Parabéns, não consegui postar aqui minha resenha mas comecei esses dias um blog meio particular pra colocar resenhas http://atormentandoautores.blogspot.pt/ é mais ou menos o que vc disse e critico também a introdução e as comparações ao Hemingway ao Kafka etc. Abraço


Chay 21/03/2014minha estante
Eu também não simpatizei pelo personagem, o cúmulo do que é ser vazio, achei ele um porre, o estilo de escrita do Camus não me ganhou também.
Mas gostei do livro por razões especiais.


punished_luke. 11/06/2018minha estante
Resenha honesta ~as fuck~. Gostei.




Arsenio Meira 26/11/2013

Mersault no século XXI

Curto e acachapante, O estrangeiro é o primeiro romance de Camus. (Penso em Augusto dos Anjos, que ainda imberbe escreveu os famosos Versos Íntimos aos 17 anos!)

Conta a história de Mersault, homem de vida aparentemente previsível, funcionário mediano, de pouca conversa, sorumbático (como diria Machado), cultivador de relações esporádicas, que mora em Argel. Camus destila uma narrativa seca em primeira pessoa, e nos revela, desde o primeiro instante, o alheamento do personagem, fixado no desapego à vida, aos valores da sociedade e ao seu próprio cotidiano e destino.

Relendo-o pela terceira vez, posso assentar que a sensação de impacto permanece inalterada. Impressionante a destreza literária de Camus; a maneira como constrói o protagonista. Sua alienação e estranheza poderia desnudar um universo artificial e inverossímil, mas o Argelino o faz parecer perfeitamente natural. A espontaneidade do discurso de Mersault lhe dá vida e consistência. Mersault não sofre ou se encanta.

Começa seu relato soltando , de bate pronto, um pontapé na olhar do leitor: (Mamãe morreu hoje. Ou talvez ontem, não sei). Segue sua vida sem sobressaltos: relaciona-se com Marie com certa indiferença (se ela quiser, ele casa; senão quiser, um dar de ombros é o máximo que se traia dele); aceita as propostas do patrão sem nenhum muxoxo (vai para Paris, se ele assim o designar; se não fica tateando o invisível em seus recantos, e estamos conversados); participa da vida dos vizinhos sem maior emoção (ajuda o macho Raymond, o velho Salamano como quem conserta automóveis).

Um dia, envolvido involuntariamente nas brigas de Raymond, Mersault acaba por cometer uma atrocidade, em plena praia, com sol a pino, no desnorteio do calor, da luz do sol e de sua própria insensibilidade moral. Desse fato, desencadeia-se seu julgamento, no qual ele enfrenta uma penca de juízes, procuradores, testemunhas; parece que o mundo inteiro quer sua jugular. E no julgamento a pena máxima é a pena de morte.

A história de Mersault, durante o julgamento e a prisão, é a de uma ligeira autodescoberta, de uma gradual autoconsciência, que não chega a anular, no entanto, a sua condição de estrangeiro aos outros e aos valores sociais em geral. Porém ele acaba menos insensível à vida, afinal o homem não é um monstro; um pequeno idílio saudoso desponta dos seus olhos, como o amor por Marie, o súbito carinho por Céleste, dono do bar e velho conhecido. Mas o comportamento e os pensamentos ainda persistem, são de alguém estranho às coisas da vida. Como todos estão carecas de saber, "O Estrangeiro" é um típico romance existencialista, como A Náusea, de Sartre, onde o vazio do personagem (e a imotivação de suas ações) é o tema principal.

Além de ser uma enxuta reflexão sobre o alheamento, O Estrangeiro trata ainda, filosoficamente, do confinamento e da pena de morte. Camus nos fala da relatividade de ser um acusado: a memória ou uma fresta de luz ou de céu podem dar mais liberdade do que a aparente liberdade da vida social. Eu, cá do meu lado, não estou muito seguro disso...

Quanto à pena de morte, em poucas e certeiras linhas, ele destrincha a inexorabilidade do destino do condenado, em contraste com a imprevisibilidade de uma hipotética condenação no momento do julgamento. Duas lógicas distintas, uma a da inevitabilidade, outra a da contingência.

Não deixa de ser uma obra que exala tristeza. E seu enredo tem seus pontos alegóricos e proféticos: as pessoas do século XXI, embora conectadas e deslumbradas com isso, continuam adeptas da nefasta "ideologia" do "Vem a nós e ao vosso reino, nada"; estão cada vez mais individualistas, narcísicas, e solitárias.

Agora esporadicamente se renuem em passeatas, protesto mil (alguns vão única e exclusivamente para postar fotos suas no face, twitter e o diabo a quatro, querendo provar sei lá o que e para quem). A despeito desse mundo interligado, voltam sozinhas pra casa. Estrangeiras em seus próprios trilhos. Alguns percebem e pulam fora; outros permanecem alheios até o fim.
Renata CCS 26/11/2013minha estante
Que resenha perfeita, Arsenio! Você escreve de uma forma que é um convite à leitura!


Arsenio Meira 26/11/2013minha estante
Renata, obrigado! Te mandei uma mensagem.
Ps - onde se lê: "(se ela quiser, ele casa; senão quiser, um dar de ombros é o máximo que se traia dele);" leia-se: "(se ela quiser, ele casa; senão quiser, um dar de ombros é o máximo que se extrai dele);


Alisson 18/03/2014minha estante
Resenha magnífica!


Arsenio Meira 18/03/2014minha estante
Valeu, Alisson. Camus - em pouco mais de cem páginas - escreveu uma obra tão fundamental, que daqui a dois mil anos, se Terra ainda houver e ser humano idem, o romance continuará clássico, continuará sendo lido, debatido e admirado. Abraços!


Ulisses 15/02/2015minha estante
otima resenha arsenio!


kitsune 11/01/2016minha estante
gostei bastante da sua resenha mas, talvez por ser meio limitada ao entendimento da profundidade das obras clássicas, eu achei q o livro deveria se chamar "o psicopata". talvez fosse chamado assim se fosse escrito hj em dia, acredito q na época esse termo ainda não existia...mas foi exatamente o q me passou. mersault, pra mim, é pura e simplesmente um psicopata, lembrando q nem todo psicopata sai matando a torto e direito, normalmente eles são assim, alheios à realidade...desprovidos de sentimentos, tanto faz como tanto fez...


Maura 12/04/2017minha estante
adoreeeeeeeeeeeei




Israel Miranda 13/06/2018

"I'm alive. I'm dead. I'm the stranger"
Há teorias e interpretações a respeito desta mais famosa obra de Camus. Vou me poupar de pseudices e focar em critérios paupáveis: a primeira coisa que me chamou atenção foi a escrita magnética, você gruda os olhos e sempre quer avançar. O modo como o protagonista enxerga o mundo é tão inusitado que merece a expressão "nunca li nada igual".

Meursalt é um enigma: parece ser indiferente, frio, no entanto é um observador preciso e objetivo. É inteligente, de poucas palavras e não segue cartilhas de comportamento social, apesar de educado. Não é óbvio, um inconsequente apenas, é sim um grande personagem que justifica o culto ao livro.

No início fiquei aborrecido de estar lendo uma edição traduzida em português de Portugal, mas acho que isso até abrilhantou o texto. Uma bela tradução que acentuou o rigor da prosa.

E por falar em prosa, a de Camus parece simples, apenas parece, porque pra se atingir esse resultado ultra polido, seco, direto, quase telegráfico, imagino muita transpiração e talento. Com certeza um dos melhores que li este ano.
Aline 13/06/2018minha estante
"killing an arab"


Israel Miranda 13/06/2018minha estante
Cure rs


Aline 14/06/2018minha estante
Heuehuheuhe. Que mané MC Kevinho, rapá? Bota aí um The Cure.
Pena que eu era muito nova quando li esse livro. Não tive maturidade para ler "direito". Finalizei a leitura que nem o Mersault: Não fedeu, nem cheirou.
Mas a música é indefectível. Altas festinha, né?
"TSSS ... Parara-ram... TSSS para-rim....ram, Parara-raaammmm... ....TSSSSSSS".
Standing at the beach with a gun in my hand
Staring at the sea, staring at the sand....


Israel Miranda 14/06/2018minha estante
Essa era a faixa de abertura do famoso "disco do velho na capa". Embalou muitas festinhas...


Aline 14/06/2018minha estante
Poxa, esse é um dos meus discos favoritos. Eu gosto de muita coisa, dos mais variados estilos, mas ESSE CD está no meu coração. A propósito, chato isso da molecada não saber mais as capas dos discos, né? Aliás: discos? faixa de abertura? Que papo mais vintage (heuheuheuheuh).


Israel Miranda 14/06/2018minha estante
Os tempos mudaram. Adoro viver nos dias de hoje, mas no que diz respeito a música era mais divertido no passado. Um disco tinha um valor enorme, era um objeto de desejo. Papo de velho, claro hehe




Jeanne 14/02/2019

Esperava muito de Camus mas ao final dessa primeira experiência não encontrei nada de especial, nada que me agradasse. Uma escrita comum, de uma história dispensável. Tanto faz tudo, é isso?
Talvez, no futuro, eu volte a ler Camus.
Fernanda.Gehrke 18/02/2019minha estante
também não curti esse rs


Juliana 05/03/2019minha estante
Bem, eu acho q a questão é que realmente não existe o 'e daí'... Talvez o que ele quis mostrar foi esse absurdo de que 'tanto faz' pro personagem, como pra gente mesmo...


Fernanda.Gehrke 20/03/2019minha estante
Isso ?


Dirce 28/05/2019minha estante
Desculpe- me, mas a escrita não é comum- é refinada. E o Estrangeiro contraria " tanto faz a vida que levamos".


Jeanne 31/05/2019minha estante
Obrigada pelos comentários. Como eu disse ali em cima, talvez um dia eu leia mais Camus e mude de opinião.




ElisaCazorla 04/08/2015

Qual a diferença entre o cachorro e a mulher que são surrados?
Este livro me atormentou um pouco...ou muito, não tenho certeza. Ainda estou digerindo. No início do livro senti uma certa aversão pelo protagonista, depois senti vergonha por ter me sentido assim com relação à ele. Depois fiquei buscando sentir empatia ou criar algum laço e quando não consegui nada disso me atormentei e me perguntei por que não era possível. Ao final, me deparei com um espelho terrível e com um conflito: a vontade de ser como o protagonista e o pavor de ser como ele. Acho que terei que ler esse livro mais vezes para que ele não persiga meus pensamentos.

Uma obra prima que deve ser lida com cuidado.
Carol Montezuma 04/08/2015minha estante
Merecia mais uma estrela, vai... ; )


ElisaCazorla 04/08/2015minha estante
Coloquei 5 estrelas =] você tem razão =]


Catia.Rissardo 30/08/2015minha estante
Eliza, faço das suas palavras as minhas. Sem tirar nem por.


gs 03/10/2015minha estante
Eu me senti um pouco atormentada também! Parece que todos em algum momentos somos igual o protagonista só não nos damos conta.
Depois de ler este livro eu fiquei algum tempo com aquela sensação de desconforto; mas vale a pena parar pra refletir.




Gláucia 04/07/2014

O Estrangeiro - Albert Camus
O livro é sempre citado quando se fala de inícios contundentes. Logo na primeira frase percebe-se que Marseaul não é exatamente igual a todo mundo, não se deixa abalar pelos motivos convencionais, como por exemplo a morte da própria mãe.
Lembrei-me também dos livros de Kafka, pelo absurdo das situações vividas pelo protagonista, mas principalmente, pela forma com que ele as vive e esse jeito rendeu momentos divertidos de leitura.
A narrativa é sucinta e enxuta, mas do tipo em que nenhuma palavra é desperdiçada, cada frase tem valor reflexivo.
Amei o livro e pretendo reler em alguns anos. A capa da Record é perfeita, quem leu conseguirá ver todo o sentido nessa imagem enquadrada.
Marseault, assim como Camus, era um estrangeiro. Marcado pelo calor e pelo tédio.

site: https://www.youtube.com/watch?v=EALIg7hKZqc
Dirce 08/02/2014minha estante
"Tropecei inúmeras vezes com esse livro, mas nunca pensei em lê-lo. Sua resenha e as frases que você citou no histórico da leitura despertaram meu interesse.
Abraços


Gláucia 10/02/2014minha estante
Dirce, esse livro me surpreendeu positivamente, não esperava muito dele e talvez por não ter criado muita expectativa acabei amando. E você vai descobrir muito rápido se vale ou não a pena lê-lo, a narrativa flui. E é o tipo de livro que fala mais que as palavras que contém, me senti muito tocada por ele. Obrigada por comentar.


Walaceboto 23/04/2015minha estante
O Livro muito bom, também associe a Kafka. Senti os mesmo sentimento de quando li o contos do Kafka.




Dan 19/09/2019

A vida e suas convenções
O sol e o calor podem te fazer matar alguém kkkkk
Uma pequena criação fictícia para nos mostrar que a existência é vazia por definição. Vc está jogado no meio do caos e só pode aceitar isso ou se liquidar.
Todas as práticas do mundo são habituáveis, elas são absurdo apenas no primeiro momento.
ElisaCazorla 19/09/2019minha estante
Só 3!!!!?? hehehe esse livro pra mim é sensacional! :)


Dan 19/09/2019minha estante
O livro é mais comum do que esperava, escrita simples, algumas movimentações e nenhum clímax. Não há nada grandioso ou emocionante. ? um relato na vida de qualquer ser da terra com o condimento do niilismo




Pedro.Castello 02/06/2016

Perturbador.
Sinceramente, eu esperava mais. Principalmente por ser um clássico de um vencedor do prêmio Nobel. Ou seja, um clássico do clássico.

No todo, achei o livro arrastado, porém muito bem escrito. Você entra totalmente na cabeça do personagem principal. E talvez seja por isso que o livro seja tão badalado. Até porque, o enredo é muito simples.

O grande negócio do livro é a personalidade do assassino. Ele é absurdamente blasé. Tá nem aí pra nada. Não liga pra mãe, pra mulher que o ama e nem mesmo pro advogado que vai defendê-lo. No final do livro é quase impossível não se irritar com isso.

Mas como ele não liga pra ninguém, eu procurei não ligar pra ele também. Meursault não merece que ninguém sofra por ele.
flávia 02/06/2016minha estante
Crie gado, filhos, papagaio... mas não crie expectativas rs. Eu gostei bastante, justo por já ter "quebrado a cara" com autores premiados e não esperar mta coisa de tão poucas pg...


Pedro.Castello 03/06/2016minha estante
Não é? Ahahaha Mas não podemos desanimar, porque a lista é grande e o tempo é curto.




Myilena 08/01/2012

A elaboração limpa e enxuta, nua e crua, sem uso de minúncias quanto à escrita, com frases que parecem ter sido moldadas pelo silêncio de Meursault, declara a criação de Camus de um mundo absurdo, completamente alheio às preces dos homens. Desconhecendo esse absurso, a personagem principal recusa-se a aderir os jogos dados pela sociedade, sendo então, para todos os demais, um estrangeiro, assim como todos os outros eram estrangeiros para esse.
A vida conturbada do argeliano que presenciou conflitos, que teve inúmeros problemas familiares e que viveu de perto a miséria talvez nos afaste do universo individual de Albert Camus, em especial, dessa dita sua principal obra. Porém a universalização da obra é evidente. Os aspectos sentimentais fizeram pairar aqui um existencialismo (ainda que de alguém que tenha nadado contra a corrente existencialista em seu momento de ápice, não aceitando o partido comunista) junto a uma descrença na sociedade atual que é, na realidade, a esperança de uma visão com menos "estrangeiros". A sociedade fez de Meursault um peixe fora d'água.
Raul 22/11/2012minha estante
Condenado não pelo crime, mas sim por não ter chorado no enterro da mãe...


Baixando 13/04/2013minha estante
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Breno Melo 29/10/2011

O Estrangeiro - Camus

Meursault recebe a notícia do falecimento de sua mãe, que vivia num asilo. Meursault pede autorização a seu chefe para ir ao velório, não sabe se expressar muito bem e, ao mesmo tempo, não vê boa vontade por parte de seu superior. Estamos na Argélia, na época em que o país era colônia francesa.

Essa primeira parte da história é antológica, por mais simples que pareça. Meursault recebe a notícia, não tem a data do falecimento muito clara em sua mente e vai ao asilo.

As cenas que se passam no asilo também são excelentes. Ele não chora durante o velório, prefere não ver o corpo de sua mãe e há o enterro dela. Essas cenas, aparentemente banais, serão muito importantes para o desenrolar da trama, mais adiante. Durante o enterro, o fator "calor" rende a melhor parte.

Sobre o assassinato do árabe, a cena também é excelente. Não imaginemos que Meursault simplesmente mata o árabe por algum motivo definido, muito menos por xenofobia. Meursault não tinha absolutamente nada contra árabe que ele assassinou, isto é, não foi algo planejado ou previamente desejado. Meursault estava com amigos, havia um grupo de árabes que lhes oferecia algum perigo e causava certo receio. Meursault, vendo-se sozinho diante de um dos árabes que dispunha de uma navalha, atira. O calor, o suor que desce pelo rosto de Meursault e lhe cega a visão por alguns segundos, o momento, o receio ou algo que o valha e um dedo que vacila respondem pelos disparos que custam a vida de ambos: primero a do árabe; depois a de Meursault. Na verdade, é a morte da mãe que verdadeiramente custará a vida de Meursault, como veremos mais adiante. Não há, portanto, muio que dizer a favor da xenofobia nessa cena. Poderíamos, antes de tudo, falar em indiferença por parte do protagonista em relação aos árabes.

Se o livro realmente apoiasse a xenofobia, Meursault provavelmente teria sido absolvido facilmente, isto é, o julgamento seria o ponto alto da bandeira xenofóbica na obra, mostrando que se pode justificar facilmente o assassinato de um estrangeiro, mas o que acontece é o contrário. Não deixa de ser curioso, além do mais, que um francês tenha sido condenado pela morte de um árabe na Argélia francesa, especialmente quando se poderia caracterizar legítima defesa.

Durante o julgamento, entretanto, não se julga exatamente o homicídio cometido por Meursault, mas a sua pessoa, deixado de lado o homicídio. O que é ricamente explorado, por exemplo, é o fato de ele não ter chorado durante o velório de sua mãe.

Um psicopata, no lugar de Meursault, teria sido capaz de fingir (e fingir muito bem, diga-se de passagem) choros, sentimentos de humanidade, arrependimentos; e faria isso de tal maneira que comoveria os presentes a seu favor. É o que acontece na prática. Mas Meursault não era um psicopata, isento de sentimentos e, ao mesmo tempo, capaz de fingi-los.

Meursault, ao que tudo indica, era um esquizofrênico, isto é, tinha os sentimentos embotados. Seus sentimentos não eram intensos ou exagerados, nem ele era capaz de grandes ou exageradas demonstrações de afeto. Daí podemos voltar a dizer que não faz sentido ressaltar o ódio ou a xenofobia através dos sentimentos de Meursault, porque, neste, nenhum sentimento poderia ser exagerado, muito menos levado a extremos.

Agora, vem a parte mais fabulosa dO Estrangeiro, que é a filosofia por detrás da obra. Estamos falando dO Existencialismo, não o de Sartre e cia., mas o de Camus, que é diferente.

O Estrangeiro foi escrito como um exemplo concreto dO Existencialismo de Camus. Em vez de no-lo explicar didaticamente, ele no-lo mostrou através de um exemplo, de uma história. Eis a que veio O Estrangeiro. A condenação de Meursault está explicada por um conjunto de fatores que, curiosamente, não justificariam sua condenação. Em poucas palavras, nada fez sentido e, ao mesmo tempo, pareceu fazer.

Muitas pessoas leem o livro e não entendem os sentimentos embotados do protagonista, dizendo que ele não tem graça. Mas, se ele se comportasse como uma pessoa normal, O Estrangeiro deixaria de ser O Estrangeiro. Tenha em mente que O Estrangeiro é Meursault. Se você acreditava que era o árabe, significa que você não entendeu a história. Meursault foi tratado como um estrangeiro entre seus iguais, porque seus iguais não se reconheceram nele.

E o mundo de Meursault é o nosso, aparentemente lógico ou racional, mas, na verdade, ilógico ou absurdo. Não pense que é uma história francesa, para franceses, muito menos para pessoas do período pós-Primeira Guerra, já que sua concepção é bastante anterior à publicação. A história de Camus é universal e atual.

Lembre-se de que, ao que tudo indica, Meursault teria sido absolvido se tivesse sido capaz de demonstrar sentimentos exagerados de arrependimento, de ter chorado copiosamente ou se humilhado diante dos presentes no tribunal, mesmo que tudo isso fosse fingimento. Mas ele não era capaz de experimentar tais sentimentos ou de simulá-los, isto é, não podia expressar tais sentimentos exagerados por ser esquizofrênico.

Não se preocupe, entretanto, com a parte da condenação. É exatamente a parte que não importa. O que realmente importa é observar como o julgamento acontece e por quais motivos se chegou a um veredito. Os fatos anteriores ao julgamento também são importantes na medida em que contribuem para o veredito.

Agora, veja como a Filosofia e a Psicologia são superiores à Advocacia. As primeiras são pacientes e se valem apenas da razão; entendem e explicam o caso de Meursault. A última foi obtusa e autoritária; não entendeu Meursault e o condenou à morte. Os advogados mais cultos e instruídos que me perdoem, mas a Advocacia não ganhou melhor fama depois de Meursault. É uma pena.

Se por um lado a Filosofia poderia dar algum sentido ao mundo absurdo em que vivemos, por outro lado o Direito regeu o absurdo deste mundo em que vivemos, ao menos no caso de Meursault.

Tenhamos em mente, ainda, a tentativa de Marie de falar a favor de Meursault durante o julgamento e sua desistência diante de uma espécie de insensibilidade, surdez ou má vontade da parte dos representantes da Justiça. Lembra-nos a tentativa e desistência de Olga quando pretendeu interceder a favor de Policarpo, em Triste Fim de Policarpo Quaresma.

Em ambos os romances, temos um homem que não foi visto exatamente como era pela Justica ou pelas autoridades. Policarpo, sendo patriota, foi considerado traidor da Pátria e condenado à morte. Meursault, tendo um mínimo de humanidade, mas sem exageros, sem demonstrações públicas de afeto, foi considerado desumano e indigno de perdão. Outro, em seu lugar, teria sido absolvido apesar do absurdo da situação. Uma pessoa normal teria tido mais chances. Um psicopata, muito mais.

Sobre o estilo dO Estrangeiro, o que temos de mais parecido na Literatura Nacional é o estilo de Graciliano Ramos. Não é à toa que este fez uma tradução de A Peste, outra obra de Camus.

Se você ler O Estrangeiro e não perceber o absurdo da realidade em que vivemos, significa que você está acostumado ao absurdo de nossa existência mais do que deveria. Ou só deveria ler os romances mais superficiais e ingênuos. O Estrangeiro é uma obra de revolta e para fazer com que outros se revoltem.

Note, antes de terminarmos, a ideia de Perfeição transmitida pelas três mortes, ou melhor, pelo número três. Sabemos de três mortes ao longo da história, e é a morte de Meursault que fecha o triângulo e a história.

A história, em si, é banal.
Matheus 13/02/2012minha estante
Mas só uma dúvida: se Meursault não expressava sentimentos exacerbados, ao contrário do que você escreveu, ele seria um psicopata, certo?

Psicopatas tem ausência de emoções. Mesmo não fingindo durante o julgamento.

No mais, ótima resenha Breno!


Nathallia 29/04/2012minha estante
gostei do que você escreveu. Na hora que disse "Se você ler O Estrangeiro e não perceber o absurdo da realidade em que vivemos, significa que você está acostumado ao absurdo de nossa existência mais do que deveria." eu pensei: Ufaaa, não entendi tudo, mas pelo menos eu me revoltei!

^^

Agora me diga, o que você usa para defender a ideia da esquizofrenia? Em "um homem que viveu um dia poderia facilmente passar 100 anos na prisão"? Na habilidade que ele tem com a imaginação?




Vanessa 29/06/2019

Um livro bem curto, mas existencialmente impactante
Albert Camus traz um personagem (Mersault) extremamente indiferente. Nunca li nada como O Estrangeiro, nesse aspecto.

Achei-o, em certas atitudes, chocante, mas também me peguei pensando durante a leitura “já fui Mersault, já fui ‘tanto faz’ diversas vezes em variadas ocasiões”, o que me fez ficar mais curiosa para saber qual seria o rumo do personagem (tão imprevisível que me assustava quando as situações aconteciam).

Acredito que Camus quis transmitir uma mensagem existencialista, nesse livro, de que a nossa existência não tem nenhuma razão de ser e que não há nenhuma lógica ou sentido/motivo para fazermos algumas coisas, apenas nos acostumamos a fazer por convenções (sendo assim, um tema de Absurdo e da Gratuidade).

É interessantíssimo como o Autor, pelo que já pesquisei, utiliza certas frases, situações ou até personagens em outros livros seus, criando várias autorreferências (nessa obra, ele cita uma leitura que Mersault faz de um caso descrito num jornal e que, este mesmo caso, é narrado em outra obra dele. Camus também utilizou elementos de O Estrangeiro em outras obras suas).

O Estrangeiro, no geral, é bem interessante para se ler porque apresenta uma linguagem acessível, bruta e com um toque filosófico que nos faz refletir sobre as nossas próprias existências ou atitudes.
Olguinha 29/06/2019minha estante
Quero ler agora hahah ?


Vanessa 29/06/2019minha estante
Hahhaha olga, tu vai gostar!
e dá pra ler numa tarde ou numa noite, tem só 100 págs




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Sonic 10/08/2012minha estante
Eh, dá pra sentir sua empolgação em relação ao livro, deve de ser mesmo uma ótima leitura. Ainda não deu estrelas para o livro, diga na reunião que eu o quero. bjs!


ANA VALÉRIA 10/08/2012minha estante
Prontinho, já dei as cinco estrelas que o livro merece e o coloquei entre os meus favoritos.
=D




Natália 02/05/2017

Part of review of Ryan R.: "it raises the question of whether much of our emotion is created by ourselves or the expectations of others to exhibit certain emotions in a given sitatuion. The book is also an indictment on people's efforts to dictate other people's lives. We are constantly told what is right and as a means to justify our own sense of "what it means to be human". We often impose these characteristics upon others, expecting them to fulfill similar traits and characteristics, as they have been already imposed on us. It is in a way, a self-justification of our actions as right or "humanly". Constantly, Meursault is being told he must live and/or act a certain way, whether it be by the judge, his lawyer, or the priest. Once he doesn't conform to these measures, he is marginalized and called "inhuman"; this is an attempt on the part of the others to rationalize their own ways of life and understandings. If they manage to declare him "inhuman", it allows them to call themselves human and justify their own means of living."
Gustavo.Campello 24/05/2017minha estante
Qual a necessidade de fazer uma resenha em inglês em uma rede social nacional?


Natália 06/06/2017minha estante
bicho, pq eu usava goodreads até então




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Clara K 16/07/2014minha estante
Parece ser um livro fascinante. Vou procurar esta leitura, sem dúvida.


Dirce 18/07/2014minha estante
Oi Clara,
Na verdade, é um livro precioso.




Leonardo 29/07/2012

A arte do não-sentimento
O que pode ser pior do que a total falta de sensibilidade? Pior do que um mergulho em uma alma absolutamente desprovida de sentimentos e razões de existir. Uma arma que poucos conseguem compreender e muito menos conseguem conviver com algo assim. Talvez esta seja a mensagem mais forte que este grande livro de Albert Camus tenha me passado.

Fiquei um tanto quanto conturbado com este livro, pois como uma obra de arte, pode ser a manifestação do não-sentimento? Até então sempre tinha tido a visão limitada e ortodoxa de encarar a arte como reações exteriorizadas de nossos sentimentos, seja na forma da escrita, música, teatro, pintura ou qualquer forma de arte. Arte pra mim era o sentimento registrado de alguma forma. Então este tapa na cara me faz sentir uma criança de volta as fraldas. Arte como mostra do não sentimento.

O primeiro ponto que nos salta aos olhos é o a frieza e a tal falta de sentimentos do protagonista. Chega a nos causar um certo mal estar, e é incrível quando paramos para pensar no feito realizado pelo escritor. Esse mergulho ao mar vazio que é está obra só nos leva a refletir sobre nos mesmos, atingindo um objetivo fundamental que é o questionamento de si mesmo, por meio de uma personagem totalmente relapsa ao que hoje ousamos chamar de vida. Quem está errado? Ele? Nós?

Será que realmente somos apenas animais irracionais e que criaram alguma piada de mal gosto que é achar que temos mais a fazer do que simplesmente vivermos nossas pacatas vidas?

O enredo deste, que talvez esteja entre os livros mais sensacionais que já li, pouco interessa. Um sujeito qualquer, com uma vida qualquer, sujeito a inércia que o leva aos fatos mais diversos. Leia.
Geovane 01/08/2012minha estante
Léo, acho que a mensagem do livro é justamente que a vida parece não ter sentido, propósito e tudo o que sentimos e acreditamos é pura ilusão. Pode-se dizer que é algo que os existencialistas, niilistas e outros istas se debruçaram muito sobre no início do século passado.

Ao contrário de parecer triste, para mim é uma mensagem reveladora, até aliviante, de que a vida merece ser vivida por si só, sem grandes preocupações metafísicas, religiosas ou supersticiosas. E também que aqui se faz, aqui se paga.

Ab


Leonardo 04/08/2012minha estante
Geovane, é um ponto em que eu concordo. Camus escreveu sobre o absurdo filosófico, na forma de ficção e reflexões sobre seu tempo.
E o que eu conclui com isso foi que a pessoa absurda não está ligada ao passado histórico e cultural e, por isso, é livre de qualquer lógica e pode cometer qualquer ato impensado. Quando não há ligação com o futuro, essa pessoa também deixa de temer possíveis consequências de seus atos.
Pode-se condenar Mersault por seu assassinato, mas sua mente não sente culpa ou remorso, especialmente porque ele não acredita na justiça dos homens. No fundo ganhamos mais liberdade de pensamento.




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