O Estrangeiro

O Estrangeiro Albert Camus




Resenhas - O Estrangeiro


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Pseudokane3 07/09/2010

Vida, vida antes da morte!
Para além de o romance ser excelente e de seu autor ser demasiado célebre, uma série de coincidências me seduz. Escolhi o livro por puro acaso (encontrei-o disponível numa estante da Biblioteca da UFS, numa sedutora edição de capa vermelha, enquanto procurava o que ler numa fila) e funcionou como um oportuno consolo para dores psicológico-existenciais que me afligem. Foi publicado em 1942 (ano em que minha mãe nasceu) e suas primeiras linhas escritas são: “hoje, minha mãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem”. À época, minha mãe estava muito doente. Preocupei-me deveras com a situação, no sentido de que pressenti que, se a doença ficasse mais grave e incômoda para ela (na acepção mais lenta, dorida e terminal da situação), eu teria coragem de assassiná-la por compaixão. Assustei-me ao pensar nisso, mas cri que fosse certeza... Li o livro inteiro com o coração na boca. Identificação dói! (WPC>)
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Biu.V 10/04/2009

Mersault
Eu gosto da estória do Françês Mersault, vivendo no calor da Argélia, vida monótona, comportamento vago, não liga para morte da mãe, para o trabalho, mata um árabe ofuscado pelo brilho do sol por um motivo fútil, é condenado a morte e nada muda no seu comportamento "cool". Camus cria um personagem ímpar no livro o Estrangeiro, um personagem que não passa incólume. O livro é sintético e sensacional, é conteporâneo. Nota 10.
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Sonic 10/08/2012minha estante
Eh, dá pra sentir sua empolgação em relação ao livro, deve de ser mesmo uma ótima leitura. Ainda não deu estrelas para o livro, diga na reunião que eu o quero. bjs!


ANA VALÉRIA 10/08/2012minha estante
Prontinho, já dei as cinco estrelas que o livro merece e o coloquei entre os meus favoritos.
=D




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Márcio 18/06/2017

Um corpo estranho no todo.
Se não há uma razão na existência, tudo passa a ser estranho e o mínimo que podemos fazer para apaziguar a chatice da vivencia é buscar o mínimo de conforto,o mínimo de importância. Foi isto que senti ao ler a história de Meursault. Uma narrativa que busca fazer sentir a desimportante moral perante os percalços da existência. Livro íntimo. Palavras que me fizeram revelar um sentimento tão presente em mim.
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Ticiana.Oliveira 13/09/2016

Um livro curto, de leitura fácil e com bastante fluidez. Li em apenas uma noite.

Conta a história de um jovem condenado por assassinato dias após do falecimento de sua mãe.
O protagonista da história leva uma vida simples, pacada e linear. Durante todo o desenrolar da história mostra-se alheio à qualquer tipo de sentimento mais extravagante. Podemos considera-lo uma pessoa fria, incapaz de sentir e em outra situações até dotada de uma certa inocência, principalmente no que se refere ao crime de cometeu e na simplicidade da resolução do assassinato. Não demonstra emoções e parece que deixa a vida lhe guiar aonde ela quiser. Não é adepto de mudanças e aceita sem muita luta o que o destino lhe reserva.
Apenas nas páginas finais do livro que vemos uma explosão de sentimento e podemos finalmente ver que a personagem tem sim, uma gama de sentimentos guardados dentro de si, mas como uma explosão, logo volta a ser o que aparentou durante o livro todo. Um sujeito tranquilo, calmo e que apesar de não demonstrar tristeza após a morte da mãe, remorso após o assassinato que cometeu, nos desperta um sentimento de compaixão e simpatia,

Um livro bom de se ler, uma história simples mas excepcional.

Nota 10!
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Jumpin J. Flash 31/05/2011

Favorito
O que mais gostei nesse livro foi a perfeita descrição de uma pessoa incapaz de demonstrar empatia, como tantas que povoam os noticiários hoje em dia. O protagonista Meursault parece viver apenas em busca da satisfação de seus instintos mais básicos, incapaz de sustentar uma relação afetiva ou com alguma base emocional — algo também muito comum na atualidade. Livro muito bom, muito interessante, que dá o que pensar.

Para quem gosta de cultura pop, lembro que essa obra inspirou o título do primeiro disco do grupo The Cure, denominado "Killing An Arab", de 1978.
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Newton Nitro 10/09/2014

Um Manifesto do Absurdo da Condição Humana!
The Stranger/O Estrangeiro é o supremo manifesto da filosofia existencialista, do absurdo da experiência humana, dentro da visão de Albert Camus. A história de Meursault e seu confronto com o absurdo é a tradução da idéia de que as vidas individuais e existência humana, em geral, não têm qualquer significado ou ordem racional. Ao redor do protagonista, os demais personagens teimam na ilusão de identificar ou criar estrutura e significado racional para suas vidas, um significado que não é intrínseco da realidade. O termo "absurdo", descreve tentativa fútil da humanidade para encontrar ordem racional onde não existe.

Apesar de Camus não se refere explicitamente à noção de absurdo em The Stranger, os princípios do absurdo operar dentro da novela. Nem o mundo externo em que vive Meursault nem o mundo interno de seus pensamentos e atitudes possui qualquer ordem racional. Meursault não tem nenhuma razão discernível por suas ações, como a sua decisão de se casar com Marie e sua decisão de matar o árabe.

É um livro fascinante e, apesar de sua linguagem simples, muito profundo. Recomendo!
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Hudson 24/08/2013

Acho que é um livro muito interessante, fácil de se ler e que se pode tirar vários ensinamentos é portanto de início acho que recomendo bastante a leitura.

Os dilemas do humano e da justiça aparecem a todo o tempo, ser condenado por não chorar, não respeitar o humano e entender o que vem a ser a justiça são delineados nessas pequenas linhas,também literariamente um bonito retrato sobre a Argélia colonizada pelos franceses do século XIX dão uma história interessante, também há algumas partes interessantes como a do vizinho que xinga sempre o cachorro é algo ao mesmo tempo trágico, mas dá uma dimensão interessante ao livro.

Acho que é um romance simples entretanto muito valioso, gostei bastante da leitura sendo pequeno é possível ler em algumas horas e de certa forma a história prende bem!




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Tauami 30/08/2016

O Abusrdo nosso de cada dia
Tida como a mais popular obra de Albert Camus, O Estrangeiro foi escrito em 1957 em meio um crescente consumo de filosofias existencialistas na Europa, em especial no período pós-guerra. Essa obra rendeu ao seu autor um prêmio Nobel e é tida como um clássico da literatura contemporânea por ser uma narrativa das desventuras do homem do século XX.

O Estrangeiro conta a história de Mersault, um funcionário público que, pouco depois de perder a mãe, se envolve um uma briga e acaba assassinando um árabe. A história é contada em primeira pessoa na forma de um diário. Na primeira parte do livro, as impressões do protagonista a respeito dos acontecimentos que o levaram até o momento fatídico em que ele puxa o gatilho e dispara quatro tiros contra a sua vítima nos dão uma profunda percepção a respeito do modo como ele enxerga o mundo. A pouca importância que ele dá para situações que, para a maior parte das pessoas, são de suma significância causa estranhamento. Não há em Mersault o comum sentimento de empatia que estamos habituados a observar no mundo. A forma como ele narra a sua ida ao enterro de mãe e seu relacionamento com Marie mostram algo que só posso descrever como tédio ou incompreensão.

Não que ele seja alguém desprovido de sensibilidade, pelo contrário. No decorrer do texto vamos vendo que ele de fato é dotado de sentimentos, em especial a revolta que pode ser observada em seu brilhante diálogo com um bispo que o visita na cadeia. Mas, existe um distanciamento do protagonista em relação ao mundo. Isso acontece devido a incapacidade de ele enxergar algum sentido na realidade. A vida se manifesta de modo absurdo, sendo ela mesma o maior dos absurdos.

Mersault não é um homem propriamente mau. A forma com que ele aconselha Salamo, um vizinho que abusa diariamente de um cachorro, embora se importe com ele, nos mostra isso. Porém, isso parece não importar. Os acontecimentos na vida de Mersault o arrastam para a condenação devido a incapacidade do mundo de compreende-lo. De certa forma, e aqui aviso que estou expondo minha opinião, é como se as pessoas não pudessem aceitar o absurdo que é estar vivo e que nada é óbvio. As relações são construídas. Ponto. Não está dado pelo Universo ou por quaisquer outras forças que devemos nos sentir magoados com a morte de nossos entes ou constituir profundas relações amorosas com aqueles que dizem nos amar. Os grandes crimes e abusos não são realizados por aqueles que não se importam, mas sim pelos que dizem se importar demais e por isso acreditam que devem agir.

O grande crime de Mersault, ao final do livro, não é o assassinato cometido. Sua infração é se ver no mundo e na vida como um estrangeiro (ou estranho), que admite o absurdo manifesto em cada uma de nossas ações cotidianas e não incorpora os valores morais cobrados.

O Estrangeiro é uma obra que causa reflexões profundas sobre a construção de nossa subjetividade. Quais valores adotamos para poder lidar com o absurdo que é estar vivo? Acredito que essa questão, assim como outras que passaram despercebidas pelos meus olhos no decorrer da leitura, é atemporal. Entretanto, acredito que só os que já enxergam, mesmo que só com a periferia da visão, a vida como um absurdo desprovido de sentido óbvio é que se deixaram levar pelas grandiosas reflexões que esse livro acarreta.

Sobre o autor -

Nascido em 1913 na Argélia, Albert Camus foi escritor, dramaturgo, teatrólogo, jornalista e filosofo. Suas perspectivas contribuíram enormemente para o surgimento do Absurdismo – perspectiva filosófica que trata do conflito humano em buscar constantemente por um sentido inerente à vida e sua incapacidade de encontrar qualquer significado.

Vencedor de um prêmio Nobel, Camus também foi militante engajado na Resistência Francesa e nas discussões morais que surgiram no período pós-guerra. O autor morreu em 1960 em um polêmico acidente de carro.

Ficha técnica -

Albert Camus – O Estrangeiro – 1957
Tradução: Valerie Rumjanek
15° Edição
Editora Record
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JJ 13/04/2017

O Estrangeiro ***
A frieza e o anti-heroísmo do protagonista me remontou aos meus tempos de pré-adolescente, quando o jovem Holden Caufield de O Apanhador no Campo de Centeio despertou o prazer pela literatura. O vencedor do Nobel Albert Camus se utiliza de frases curtas, descrições diretas e narração em primeira pessoa para aprender a atenção do leito logo nos primeiros parágrafos. O trato da morte como uma banalidade, sem necessariamente tratar desta condição como um defeito, é assunto cada vez mais atual e encravado em nossa sociedade. O cansaço do mundo moderno vai nos tornando menos preocupados e mais irônicos e debochados, assim como Meursault. Talvez o ciclo dos absurdos do francês soe cada vez menos absurdo. Quando concluímos que a implacável justiça dos homens fatalmente será imperfeita por ser seu aplicador recheado de defeitos, entendemos a realização de quem decide pela indiferença. Claro, sem esquecer da crítica às religiões, quase condição sine qua non dos grandes modernos.

A Peste ***1/2
Na segunda obra do livro, Camus apresenta uma trama menos palpável para as novas gerações, se valendo da intimidação que toda boa obra de ficção possui, que é nos transportar para a situação desesperadora que seria tudo aquilo se tornar realidade. A descrição da cidade de Orã pode ser, por vezes, inverosímel. Porém, quando se concentra nas reações da coletividade, passamos a entender porque o ser humano tem sua parcela de previsibilidade. Quando a falta de crença de que uma epidemia poderia se alastrar é mostrada, podemos traçar um paralelo com o surgimento da gripe H1N1 em 2009. Vale destacar a procuração por uma explicação nas religiões (bem interessante a figura do Padre Paneleoux), a incansável burocracia governamental e a tentativa de manipulação dos números pela imprensa.

Dialoga com a contemporaneidade ao simular uma situação de tragédia, que era tão comum há alguns séculos. Propõe as formas de adaptação do ser humano a qualquer realidade na curta Parte 3. Este segmento, quase um conto avulso, é uma pérola lírica que merece ser lida. Camus rompa com narrativa mais crua a partir deste ponto e A Peste atinge seu ápice no capítulo 22, quando uma nova interpretação de Deus é feita por Paneleoux. Quando traz a visão de quem "gostou" do período de peste, o francês mostra seu brilhantismo ao tratar da incrível natureza humana e sentencia: "Tudo o que o homem podia ganhar no jogo da peste e da vida era o conhecimento e a memória" (pg. 263 da edição lida).
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Fernanda 01/11/2010

O estrangeiro
Eu devorei esse livro em dois dias, estou vivendo aquela fase que vai e volta sempre de "meu amor desesperador por todos os livros do Mundo". Essa fase passa, mas já que estou vivendo ela atualmente vou falar sobre esse livro maravilhoso. Perfeito.
A história gira em torno de um homem que comete um crime, mas que foi condenado a morte não pelo crime que cometeu, mas por ser um homem sem emoção, que não expressa externamente seus sentimentos, não demonstra tristeza , alegria, dor, saudade, apesar de senti-la.
Também achei muito interessante a forma como o livro começa e como termina , deixando muito vago o que ele foi no passado e o que aconteceu com seu futuro.
Muitos leitores reclamaram da introdução escrita por Jean-Paul Sartre, porque ela conta praticamente tudo o que acontece no livro, mas como eu nunca leio as introduções , na verdade nem sei pra que elas existem , não tive esse problema.
Enfim, fui uma "estraga prazeres"? Falei demais? Espero que não, porque é um livro apaixonante e imperdível.

Eu peguei esse livro na biblioteca municipal porque ele estava na minha lista infinitaa de livros que tenho que ler antes de morrer e como os livros que encomendei ainda não chegaram pensei em ir la ver se tinha alguns da minha lista a mão, me decepcionei profundamente com a capa dele , pensei vou odiar, belíssimo engano, mais uma razão de nunca julgar nada pelas aparências
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leila.goncalves 28/07/2018

A Hipocrisia Humana
Vencedor do Prêmio Nobel em 1957, o franco-argelino Albert Camus (1913-1960) é um dos maiores nomes da literatura do século XX, em especial, graças a ?O Estrangeiro? que abre sua "Trilogia do Absurdo" da qual também fazem parte "O Mito de Sísifo" e "Calígula".

Em linhas gerais, este absurdismo é considerado uma retomada das reflexões do filósofo Søren Kierkegaard e neste romance, está personificado nas atitudes e reflexões das personagens, sobretudo, de seu narrador e protagonista.

Chamado Mersault, ele não passa de um simples funcionário público cuja cuja vida é um vazio, pois é incapaz de amar, odiar, sentir qualquer emoção. Na verdade, ele se comporta como se fosse um "estrangeiro", tomando como perspectiva ao invés de um país, a própria a humanidade.

Publicado em 1942, o livro causou grande impacto, sendo classificada por boa parte da crítica como existencialista, uma corrente filosófica muito em moda na Europa e que ganharia força no pós-guerra. Camus sempre rejeitou essa ideia e chegou a escrever: ?Não sou existencialista, o único livro de ideias que eu publiquei, ?O Mito de Sísifo?, foi contra os existencialistas?, todavia este posicionamento não impediu que ele e Sartre mantivessem um relacionamento cordial até o rompimento em 1951, por questões políticas.

O livro divide-se em duas partes. Na primeira, o foco está em Meursault e na sua indiferença, até mesmo diante da morte da mãe, fato que choca o leitor; na última, a história surpreende pelo disparate da própria sociedade que, ao julgá-lo por um crime, também o julga pela sua maneira singular de encarar a vida sem fingimento.

Com uma história aparentemente simples, ?O Estrangeiro? possui um forte conteúdo filosófico, traçando uma crítica feroz à imprensa, ao sistema judiciário e a religiosidade. O romance também denuncia a hipocrisia do ser humano que usa os sentimentos como forma de manipulação e conquista do poder.

Nota: Essa edição exibe o prefácio do jornalista Manuel da Costa Pinto, um estudioso de Camus, no entanto, devido à presença de spoilers, recomendo a leitura somente após a conclusão da obra.

"Toda a infelicidade dos homens nasce da esperança." (Albert Camus)
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Lorys 25/09/2010

Pensei, em várias passagens, que deveríamos ter um pouquinho só do pensamento extremamente simples e prático de Mersault.
Mas as vezes, paradoxalmente, achei-o dominado por um vazio, por uma crise existencial que ultrapassa as fronteiras da compreensão humana.
“..Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldades passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não se entediar.”
Será Mersault tão "vazio" assim, ou apenas um irracional-sábio?
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Juliana 05/10/2016

Subversão silenciosa
Este livro nos intriga desde o começo. O personagem principal é de fato um estrangeiro em suas emoções, Às vezes, até duvidamos se ele tem alguma, pois demonstra uma apatia com as situações que num primeiro momento nos é estranha. No decorrer da leitura, passamos até a admirar a coragem dele em ser diferente. Não é por mal que é assim, aliás, existe um jeito certo de se viver? Neste livro, Albert Camus nos faz matutar sobre essa questão, deliciosamente.
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