O Estrangeiro

O Estrangeiro Albert Camus




Resenhas - O Estrangeiro


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Vanessa - @livrices 26/11/2018

Incrível
Li esse livro há uns 4 anos e ainda me lembro das descrições de Camus, da forma como o ambiente influenciou o personagem Mersault. É incrível como o autor tece a relação da natureza e das sensações nas atitudes do ser humano. Além disso, mostra o descaso do sistema de justiça penal e da realidade dos julgamentos, quase sempre já sentenciados apenas pela discrepância do modo de vida do indivíduo se comparado ao cotidiano padrão. É a verdadeira criminalização da marginalidade, literalmente falando. Recomendo muito! Preciso reler.
Clayton 28/12/2018minha estante
Um livro desconcertante, realmente, principalmente pela frigidez moral (na perspectiva do coletivo humano social) do protagonista. Esse elemento perpassa grande parte da obra, iniciando ali, com o funeral da mãe, passando pela ligação tênue de Mersault com outros seres humanos (o que prefigura os tempos atuais de muita comunicação e pouca ligação empática entre os homens) até o assassinato (que ocorre subitamente) e a posterior condenação, e a indiferença com a questão metafísico/religiosa.
Um livro que lembra outros da mesma linha, como Viagem ao fim da noite, de Céline, Extensão do domínio da luta.




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Ticiana.Oliveira 13/09/2016minha estante
Nossa, não sabia que tinha servido de inspiração para essa música dos Engenheiros.
Adoro Engenheiros e sempre gostei de saber da história por trás das músicas do Humberto!
Interessante.




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Mira 04/01/2019

Vida, costumes e o absurdo
Meursault, protagonista do enredo, é um homem aparentemente comum. Vive um cotidiano comum: trabalha, namora, sai com amigos, toma banhos de mar. Porém, demonstra indiferença aos processos da vida. Repete sempre que " tanto faz" . Morte, amor, vida... são para ele meros acasos. Eis a contrariedade: Apesar da indiferença, é grande observador de detalhes. Mas é nítido como parece apenas aceitar o fluxo, diz a certo ponto se acostumar se o obrigassem a viver num tronco de árvore ou numa cela. Não gosta de convenções. Como ter que obrigatoriamente chorar num velório de um ente querido ou ter que acreditar num deus. Fala pouco. Parece consciente e inconsciente, mas o que define isso? A trama é amarrada ao final com um infortúnio que rende parágrafos embebidos de uma filosofia existencialista Qual o propósito da vida? Quem importa? Mersault, estrangeiro pela incompreensão alheia, estrangeiro por não se compreender.
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Tiago 12/04/2016

Tanto Faz
O que dizer dessa obra que tem um enredo simples e complexo ao mesmo tempo?

O romance conta a história Meursault, um homem que recebe a noticia da morte da mãe (que mora no asilo para idosos) e então vai ate lá. Mais pra frente ele então comete um assassinato e é julgado por esse ato. Quando perguntado o motivo do assassinato ele responde que foi por causa do sol. A ação desenrola-se na Argélia na época em que ainda era colônia francesa, país onde Albert Camus viveu grande parte da sua vida.

Não tem como explicar como essa obra é intensa e sincera. É um show de absurdos que se desenrolam conforme a historia avança. Chega a ser surreal de tão absurdo. E o protagonista Meursault (que a primeira vista se tem a impressão de ser apático e sem emoções) tem um jeito verdadeiro de ver o mundo. Ou tanto faz como ele diria.

Uma frase que resume bem isso é a que abre esse livro:
- Hoje mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei. Recebi um telegrama do asilo: "Mãe morta. Enterro amanhã. Sinceros sentimentos. Isso não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem.

O estilo da prosa do livro é direto (detalhando tudo que ele faz) sem muitos pensamentos grandiosos por parte do protagonista.

Mais um pra lista de favoritos.
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Gutão 27/01/2009

Condenado por não chorar no enterro da mãe.
Quando fiz faculdade de Letras (Francês/Português)esse foi um dos primeiros romance que li no original. Por isso descordo da sinopse aqui escrita. O protagonista não tinha uma vida sem sentido, era apenas monótona; vivia na Argélia quando esta era colônia da França. Mas o grande lance no seu julgamento é a questão colocada por não ter chorado no enterro da mãe. Dificilmente naquela época algum francês seria condenado por matar um árabe. O seu julgamento foi um protesto aos seus sentimentos.
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Ana Beatriz Rosa Alves 01/06/2019

O livro leva aquela estilo que eu acho maravilhoso em uma obra de arte: o absurdo.
Fiquei sabendo que há ainda mais duas obras que completam a filosofia do autor e isso me deixou bem feliz.
Mersault, a personagem principal, comete um assassinato sem nenhuma explicação, vai preso e à julgamento. Enquanto tudo vai acontecendo o protagonista tem a característica de filosofar sobre cada ação e cada pensamento que lhe ocorre.
Achei parecidíssimo com Dostô, tanto o tipo de narrativa, escrita e até mesmo a história. Adorei! A fama do livro não é de modo algum em vão.
Simone.GAndrade 02/06/2019minha estante
A "trilogia do absurdo", são compostas de um romance (O Estrangeiro), um ensaio (Le mythe de Sisyphe - O mito de Sísifo) e de uma peça de teatro (Calígula), só não sei qual é a ordem ideal de leitura, depois que li O Estrangeiro que fiquei sabendo, vou procurar os outros para ler. Também tem uma HQ que adaptada a obra.




Rodrigo Pamplona 08/07/2017

Espectador da própria vida (Sem Spoiler)
Respiro fundo antes de escrever as próximas linhas... Mersault, com certeza, foi o personagem mais alheio e mais distante com quem já me deparei. Ele não encontra nenhuma explicação e nem consolo para o que ocorre na sua vida. Tudo acontece à sua revelia e nada faz o menor sentido. É como se ele vivesse fora do seu próprio corpo, como se fosse um coadjuvante. Nos poucos momentos em que Mersault analisa o que ocorre na sua vida, surge o absurdo. O tanto faz. Aliás, ?tanto faz? é a sua primeira reação a tudo o que ocorre.

Se posso dizer algo, me parece que Camus introduz uma espécie singular de escrita transparente, neutra, tão distante das coisas que descreve quanto o personagem que habita suas páginas. Este é um grande feito, sem dúvida. Mersault é, no fundo, um permanente insatisfeito, tanto com a sua própria vida, como com a sociedade, não conseguindo, por isso, identificar-se com nada, ficando a pairar e a questionar tudo e todos, um "estrangeiro" da sua própria existência.

O fato mais insano é que os sentimentos de Mersault me soaram como absurdo, mas, ao mesmo tempo, extremamente concretos - incoerente, eu sei! Outro elemento que consegui identificar foi a questão do julgamento que nós como sociedade comumente fazemos de forma automática e aleatória quando nos deparamos com alguém que se afasta do comportamento que é esperado, das convenções.

Na verdade, no meu ponto de vista, o problema de Mersault e o motivo de toda a sua desgraça não era sua maneira diferente de sentir a vida e seu desprezo pelos sentimentos mais exaltados pela sociedade; seu problema era não esconder isso!

Enfim, O Estrangeiro é um livro complexo, consistente e brilhantemente escrito, o qual ? pela primeira vez ? não ouso classificar. Apesar de ser um livro pequeno, é uma obra que não deixa de ser grande pela narrativa que apresenta e por sua singular estética do absurdo.
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Rodrigo 25/07/2012

Recomendo
Recomendo especialmente para aqueles interessados no Direito Penal.
É um ótimo estudo sobre Direito Penal do Fato e do Autor.
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Tony Nando 27/04/2019

Niilismo filosófico de primeira
Livro: Amuleto
Autor: Roberto Bolãno
Lido: 02 de Abril de 2019

Este foi o primeiro livro de Roberto Bolãno que eu li, achei interessante a forma de escrever do autor, traz fatos reais com ficção, tem um certo suspense, com um tirada cômica, gosto desta mistura.
O livro trata de uma personagem Auxilio Lacouture, Uruguaia que vive no Mexico, com a intenção de ser a Mae dos poetas que admira; durante uma invasão na faculdade do Mexico, em 1968 (invasão provinda da instauração da ditadura no Mexico), onde a personagem fica escondida no banheiro por 13 dias ( fato que realmente aconteceu nesta faculdade do Mexico em 68 durante o regime do ditador).
Como a Auxilio fica dias presa, começa a sonhar e alucinar, fazendo viagem no tempo (entre passado e futuro), e vivendo como Mae dos poetas em suas alucinações, é neste meio ela intercala uma linguagem poética, suavizando as barbáries dessa década, historias mirabolantes surgem na mente da personagem, que é uma pessoa incrível humilde e gentil. Somente no fim do livro descobrimos motivo do titulo do livro.
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Márcia AF 24/11/2012

Gostei...
Um bom livro, denso e interessante para pensarmos sobre as relações humanas, sobre sensibilidade ou a falta dela.Confesso que achei o final surpreendente, mas coerente!
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Michele 19/12/2012

Um homem tão afeito à sua rotina e às suas escolhas, que somente é capaz de definir os sentimentos que tem pela vida quando encontra-se na prisão, acusado de ter matado outro homem. o sr. Meursault recusa-se a relacionar as ocorrências de sua vida, vivendo apenas a existência em si, mesmo que os fatos sejam absurdos e sem sentido, como "matar um homem por causa do sol". Ainda assim, Meursault não se desespera, mesmo diante da morte, da não-crença no divino ou no abandono do mundo.
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Brunno 10/09/2018

O estrangeiro
Simplesmente sensacional.
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;P 22/05/2009

Mersault - Um homen sem amor
Essa é a história de um homen que não amava nada...nem a si mesmo
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Peleteiro 22/03/2018

Natural e extraordinário
O Estrangeiro é um livro que expõe o quão ridículo pode ser um juiz que cede à arbitrariedade, e o quão injusto e perigoso pode ser o ato de condenar alguém a partir de suposições pautadas numa moral convencional.
Não a toa o advogado de Meursault, em determinado momento questiona: “ele está sendo acusando de enterrar a mãe ou matar um homem?”.
Através de um relato indiferente e sensato, Camus mostra como os indivíduos podem ter compreensões diferentes e como é inviável e vil tentar padronizar condutas deduzindo o caráter do sujeito a partir delas.
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