Cartas a um Jovem Poeta

Cartas a um Jovem Poeta Rainer Maria Rilke




Resenhas - Cartas a um jovem poeta


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Rafaela 07/08/2010

Sua poesia provocava a reflexão existencialista!
Este livro é um daqueles em que você jamais se interessaria ao entrar em uma livraria e do tipo que fica localizado em um lugar onde nunca iriamos notar sua existência. A capa nos dá a impressão de que a história é antiga, de um século passado ou coisa do gênero. E normalmente, nos ligamos a exemplares contemporâneos e que estejam na lista "dos mais vendidos", com excessões, claro.
No entanto é aí que eu tenho que concordar com o clichê de que: "Os melhores perfumes estão nos menores fracos".
Cartas a um jovem poeta trata-se basicamente de cartas correspondidas entre Rilke (um escritor magnífico, maduro) e um jovem chamado Kappus, um novato na arte das palavras.
Em poucas páginas passamos a conhecer nossos medos interiores, alias, a entender mais sobre o amor, a saudade, os sonhos, A VIDA EM SI.
A tradução desta obra foi muito bem feita, de fácil acesso (A TODOS), mesmo a escrita original sendo de um século antes.
Recomendo para aqueles que almejam encontrar o melhor que há em seu interior e para quem se inicia ou já é veterano como escritor(a).

Rainer Maria von Rilke (1875 - 1926) foi um dos mais importantes poetas de língua alemã do século XX. E ainda escreveu em francês.
Simplesmente APAIXONANTE.

VALE A PENA!
leandro 07/11/2013minha estante
Bela resenha, também!


Dan 10/01/2018minha estante
Sua resenha é muito sincera e convincente, parabéns.




Coruja 10/04/2011

Cartas a um jovem poeta cabe à perfeição na descrição “livro bem fino”. Sendo bastante sincera, costumo ter um pé atrás com livros muito finos como esse, mas a verdade é que ele te prende desde a primeira linha e no final das contas você quase deixa o médico te esperando até que você termine a próxima página.

Já conhecia Rilke de outras primaveras, mas procurei por esse específico livro após ler a resenha da Mi Müller no Bibliophile.

Apesar de ser um livro maravilhoso, no final das contas, não o recomendo para viagens e salas de espera do dentista em geral. Isso porque Rilke não é uma leitura supérflua. Apesar das poucas páginas, essa é uma obra que pede por um pouco de reflexão e um tanto de seriedade. É um livro que você leva para a vida.

Sabe aqueles livros que parecem que falam diretamente contigo? Que você diz “ei, esse sou eu!”? Que você lê uma vez, depois relê, daí um tempo lembra de uma passagem e lê de novo e a cada leitura ganha uma nova base de interpretação?

Esse é Cartas a um jovem poeta.

O que realmente me espantou ao ler esse volume, contudo, não foi todos os tópicos acima mencionados, mas... a simpatia, a familiaridade e a educação com que Rilke – que já era conhecido à época – rata seu correspondente. Faz você se perguntar que tipo de resposta receberia se escrevesse para escritores badalados de hoje em dia. Claro, se eles se dignassem a mandar resposta.

Bem, as coisas eram diferentes à época, Rilke provavelmente tinha mais tempo que até uma criança de terceira série hoje em dia. Ainda assim, desconfio que independentemente da época e das constrições de tempo, ele seria um daqueles raros casos que unem genialidade e humildade: um exemplo a ser seguido.

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
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Rafaella 27/01/2013

Como um livro pode dizer tanto com tão poucas palavras? Não tem como não se apaixonar pelas cartas de Rilke... é como se ele estivesse trocando cartas com nos leitores e respondesse nossas perguntas a respeito da vida e da arte. Li e recomendo a qualquer um que tenha um sonho e precise de um empurrãozinho para deixar de se importar com a opinião dos outros, de que importa trabalhar com algo que te de bastante dinheiro se não foi pra ele que você nasceu? "Procure entrar em si mesmo" e você descobrirá seus verdadeiros sonhos ... esse é o tipo de livro que devemos ter a mão sempre, para ler e reler quantas vezes pudermos.
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Dani | @aliteratar 25/07/2020

achei muito interessante conhecer esse outro lado do poeta alemão e do seu correspondente. nas cartas vemos as singelas palavras, outras com uma profundidade e poder inimaginável! gostei imenso da experiência de leitura.
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Mateus com h 25/06/2020

Olha só
eu não sou muito bom pra título de resenha. mas esse é um livro, mais um que irei retornar. Me atrevo a dizer que é leitura obrigatória para escritor. Muito bonito, simples e elegante, profundo e em certos pontos transcende.
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Laíse 13/09/2020

Conselhos sobre temas existenciais que constituem a vida para sair da superfície
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Fabio Michelete 02/11/2011

Sutil - profundo
Não conheço Rilke como poeta. No entanto, é muito bonita a delicadeza com que coloca suas experiências e orientações a um jovem com quem se corresponde (uma motivação suspeita, mas platônica, se me permitem dividir a impressão). Dos trechos mais belos, fico com seu culto à solidão e ao sofrimento como aspectos inerentes à vida humana, contra os quais é inútil lutar - mas ao contrário, podem ser transmutados em algo bom, que favorece o crescimento e dá sabor à vida.

"Por isso, caro senhor, ame a sua solidão e suporte a dor que ela lhe causa com belos lamentos. Pois os que são próximos do senhor estão distantes, é o que diz, e isso mostra que o espaço começa a se ampliar à sua volta. Se o próximo está longe, esntão o que é distante vaga entre as estrelas, na imensidão".
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Rayqueeiroz 31/08/2020

"Mas a sua solidão será um pouso e um lar, mesmo em meio a relações muito hostis, e a partir dela o senhor encontrará os seus caminhos"

Sinto que esse livro me escolheu no momento certo, abordou temas que me questionavam com conselhos e uma visão de mundo diferente, e sou grata ao Rilke por todas as sensações e o acolhimento que senti no coração enquanto lia.
Não sei mais o que dizer, só que todo mundo deveria ler
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ma_pensante 17/01/2010

Sensibilidade
Um dos livros mais sensíveis que já li. Ideias sobre a vida, os sentimentos, a alma humana, de um jeito sincero e cheio de nuances.
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Thay 27/06/2020

"Um mundo se abrirá para o senhor, a felicidade, a riqueza, a grandeza inconcebível de um mundo. Viva por algum tempo nesses livros, aprenda com eles o que lhe parecer digno de aprendizado, mas sobretudo os ame. Esse amor lhe será retribuído milhares e milhares de vezes, de modo que, seja qual for o rumo tomado pela sua vida, tenho certeza de que ele percorrerá o tecido de seu ser como um dos fios mais importantes entre todos os fios que compõem a trama de suas experiências, decepções e alegrias."

É Rilke, habitei nessa leitura e agora termino com uma sensação de que preciso regressar a ela muitas outras vezes, pois em qualquer momento da vida terá muito a me dizer; levo comigo lembranças dessa passagem, e estou certa de que suas palavras sempre farão parte da trama estranha, maravilhosa e inexplicável que é minha existência!
Alê | @alexandrejjr 27/06/2020minha estante
Lindo texto! ?


Thay 27/06/2020minha estante
Fui ler esse livro tão despretensiosa e ele me acertou em cheio! ?




Oxente_Johany 12/06/2020

Valioso!
Esse é livro bem valioso para quem ama escrever! Ele é repleto de ensinamentos e reflexão sobre o ato da escrita e sobre o poeta, caso ele parasse com o ofício. É um livro ótimo para quem tem dúvidas sobre essa arte e para quem precisa se encontrar. Eu gostei demais! Mesmo, em algumas partes, o livro ser um pouco confuso.
Só sei que preciso desse livro na minha estante.
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Laura Finesso | @livrosecappuccinos 25/03/2020

?O amor, antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. Que sentido teria, com efeito, a união com algo não esclarecido, inacabado, dependente? O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo em si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser; é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe.?
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Cartas a Um Jovem Poeta é uma coletânea de correspondências entre o poeta Tcheco/De língua alemã Rainer Maria Rilke, e Franz Xaver Kappus, que as publicou três anos após a morte do poeta, em 1929. Nas cartas, há diversos assuntos diversificados, mas o tom que Rilke dá para esses assuntos é? único. Desde Deus, até o amor e a solidão, Rilke os confere um tom tão poético e intenso, que em diversos momentos da leitura eu tive que parar para respirar e conter o choro.
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Eu já tinha ouvido falar muito sobre esse poeta, como um dos mais ilustres de seu tempo, e ao ler esse livro eu entendi o por quê. É simplesmente mágico o que Rilke faz com os assuntos mais simples; tudo ganha tanta intensidade e significado em suas palavras, tais quais são sinceras e ternas, que mesmo tendo poucas páginas, você sente que é uma leitura completa. Desde que o terminei, já voltei para ler as partes destacadas, e o sentimento não mudou: continua indescritível, não importa quantas vezes eu leia.
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Instagram de resenhas: @livrosecappuccinos
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pietra m gonzalez 18/06/2020

argumentos caíram por terra
trata-se de um romance gay com ctz e quem discordar é homofóbico!!!
Maurisco 18/06/2020minha estante
ridicula


pietra m gonzalez 18/06/2020minha estante
homofobica




barbara 20/07/2012

Auto-ajuda fino ou manivela
Livrinho curto, nem cem páginas, mas que bela e profunda leitura. Minha primeira do Rilke aliás, que logo me conquistou pela sabedoria, a sinceridade, talento e a humildade - senti tanta devoção por parte dele ao Kappus (o poeta do título, o interlocutor, que pede auxílio e avaliação a Rilke) nas cartas. Me pergunto quantos escritores fariam o mesmo.
Sei que ainda vou me pegar na vida relendo e relendo este livro, saindo cada vez nocauteada e maravilhada.

PS: Queria ter lido também as cartas escritas por Kappus a Rilke.
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Érica 15/04/2015

Uma segunda leitura (com trechos)
Já tinha lido em 2008 para fazer um trabalho da faculdade e reli agora em 2015. Sobre os poemas, não amei, como não tinha amado na época. Apesar de tudo, gostei bastante de alguns: "Hora Solene" é lindo, escrito em tom gravíssimo, arrepiante. Valeu por todos os outros poemas que não gostei. "Antes da chuva de verão" também é um belo poema. De qualquer forma, não sei até que ponto não gostei dos outros poemas por conta da tradução. Flagrei umas rimas horríveis, de dar desgosto. 'Deus' e 'céus', por ex., em 'Os Anjos', entre outras. Por outro lado, essa mesma tradução também criou uma das rimas mais bonitas que já vi, no já mencionado "Antes da Chuva de Verão": "e nas paredes, que a poeira encarde, / incerta se reflete a luz da tarde".

Antes de reler, ainda me lembrava de uma imagem poética de que tinha gostado quando li na primeira vez e que agora não me lembro em qual poema está. Ele diz algo como "lâmpadas gaguejam". O verso me deu a exata impressão de luzes falhas aumentando e diminuindo de intensidade em intervalos irregulares, resultando em diferentes níveis de claridade, semi-claridade e escuridão.

Mas o melhor do livro são mesmo as cartas. Rilke se dirige a um aspirante a poeta que se encontra em uma situação parecida com a sua quando mais jovem. Esse jovem dá demasiada importância às criticas de sua poesia e ao reconhecimento de seu talento. Rilke o aconselha a "renunciar a que o entendam", numa frase que fica para a vida, na minha opinião. Entre outros conselhos.

As cartas nos dão bastante material para reflexão, sobre nossas vidas e sobre a própria vida em si. Sobre como nos relacionamos com as pessoas e com o mundo. Sobre a ideia que fazemos da felicidade e nossas chances de alcançá-la, ou de jamais poder alcançá-la, dependendo de como encaramos a vida.

Eis os trechos de que mais gostei:

Carta I
"Se o cotidiano lhe parece pobre, não o acuse: acuse-se a si próprio de não ser demasiado poeta para extrair as suas riquezas."

"Não lhe seria possível perturbar mais violentamente a sua evolução do que dirigindo o seu olhar 'para fora', do que esperando 'de fora' as respostas que apenas o seu sentimento mais secreto, na hora mais silenciosa, poderá talvez proporcionar-lhe"

Carta II
"(...) em última análise, sobretudo para o essencial, estamos indizivelmente sós."

Carta III
"Os trabalhos de arte são de uma solidão infinita: para os abordar, nada pior do que a crítica."

"O tempo, neste caso, não é uma medida. Um ano não conta, dez anos não representam nada. Ser artista não significa contar, é crescer como a árvore que não apressa a sua seiva e resiste, serena, aos grandes ventos da primavera, sem temer que o verão possa não vir. O verão há de vir. Mas só vem para aqueles que sabem esperar, tão sossegados como se tivessem na frente a eternidade."

Carta IV (talvez a melhor!)
"Se se prender à natureza, ao que nela existe de simples e pequeno, àquilo que quase ninguém observa e que, de repente, se metamorfoseia no infinitamente grande, no incomensurável - se estender o seu amor a tudo o que vive -, se humildemente tentar ganhar a confiança do que lhe perece mesquinho - então tudo lhe será mais fácil, tudo lhe parecerá mais harmonioso e, por assim dizer, mais repousante."

"Esforce-se por amar as suas próprias dúvidas, como se cada uma delas fosse um quarto fechado, um livro escrito em idioma estrangeiro. Não procure, por ora, respostas que não lhe podem ser dadas, porque não saberia ainda colocá-las em prática e vivê-las. E trata-se, precisamente, de viver tudo. No momento, viva apenas as suas interrogações. Talvez que, somente vivendo-as, acabe um dia por penetrar, sem perceber, nas respostas."

"(...) ame a sua solidão, suporte as penas que dela vierem, e, se essas penas lhe arrancarem queixas, que sejam belas essas queixas. Diz-me que os seus próximos lhe parecem distantes: é que à sua volta se está fazendo um espaço. Se tudo o que está próximo lhe parece distante, é porque esse espaço toca as estrelas, já é muito vasto. Alegre-se da sua marcha em frente: ninguém poderá acompanhá-lo. Seja bom para os que ficarem atrás, senhor de si e tranquilo perante eles. Não os atormente com as suas dúvidas; não os assuste com a sua crença, com o seu entusiasmo, porque não poderiam entendê-lo. (...). Não lhes peça concelho. Renuncie a que o compreendam."

Carta VI
"Se não existir comunicação entre si e os homens, tente aproximar-se das coisas, que lhe serão sempre fiéis."

"Não vê que tudo o que acontece é sempre um princípio, um começo? (...) Há tanta beleza em tudo o que começa!"

Carta VII
"Toda aprendizagem é uma época de clausura. Assim, para o que ama, durante muito tempo e até durante a vida, o amor é apenas solidão, solidão cada vez mais intensa e mais profunda."

"Nunca, nem na morte, que é difícil, nem no amor, que também é difícil, aquele para quem a existência é uma coisa grave terá o auxílio de qualquer luz, de qualquer resposta já fornecida, de qualquer caminho previamente traçado."

"Na medida em que estamos sós, o amor e a morte tocam-se"

"O amor são duas solidões que se protegem."

Carta VIII
"Apenas são cruéis e perigosas as tristezas que passeamos na multidão para que esta lhes dê remédio e que se parecem a essas moléstias, negligentemente tratadas, que somem num momento para retornar em seguida, mais perigosas do que nunca."

"Quanto mais silenciosos, pacientes e recolhidos formos nas nossas melancolias, de forma mais eficaz o desconhecido penetrará em nós."

"(...) jamais encontraremos nada que não nos pertença há já muito tempo."

"No fundo, a única valentia que nos é pedida é a de fazermos face ao singular, ao maravilhoso, ao extraordinário que se nos deparar."

"Essa vida que chamam imaginária, esse cosmo que pretendem sobrenatural, a morte, todas estas coisas nos são, no fundo, consubstanciais, mas foram expelidas da vida por uma defesa diária, a tal ponto que os sentidos que teriam podido apreendê-las se atrofiam. O medo do sobrenatural não empobreceu somente a existência do indivíduo, mas ainda as relações de homem para homem, subtraindo-as ao rio das possibilidades infinitas para as colocar a salvo, em qualquer ponto seguro das margens." (esse pedaço me lembrou muito trechos de "A Paixão Segundo GH").

"Não temos nenhuma razão de desconfiar do universo, porque este não nos é contrário. Se existem terrores, esses terrores são os nossos; se há abismos, são os nossos abismos; se há perigos, devemos esforçar-nos para amá-los."

"Todas as coisas assustadoras não são mais, talvez, do que coisas indefesas que esperam que as socorramos."
Cimonovitch 15/09/2018minha estante
Ótima resenha!




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