Dom Casmurro

Dom Casmurro Machado de Assis...




Resenhas - Dom Casmurro


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Fernando.Silva 09/07/2020

O final foi digno de uma novela mexicana de tão exagerado
Foi intrigante a questão da duvida em Bentinho e da ambiguidade de capitu.
Mas para um autor que se diz realista, aquele final com Bentinho sofrendo de amor pela capitu foi digno de um melodrama barato de folhetim mexicano.
Victor Hugo que machado traduziu Os Trabalhadores do mar, ele teve uma desilusão amorosa com a traição da esposa e não foi o fim do mundo, ele teve outra mulher.
Machado escolheu em vez do final realista, o final melodramatico para quem sabe vender mais. Se faturava muito com dramas de amor e finais melosos.

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hmbelino 09/07/2020

agr posso dizer com propriedade apos a leitura de que Capitu NÃO traiu Bentinho
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Brina 08/07/2020

Inconclusivo
Quando li esse livros a mais de 20 anos atrás, devo confessar que não gostei e talvez nem entendido, afinal eu tinha só 13 anos e nenhum interesse na história. Hoje relendo este clássico devo pedir desculpas a Machado de Assis por falar que esse livro era chato. O mais interessante seja o fato de não ter as certezas que achava que tinha, sempre me inclinei a dizer que Capitu era inocente da acusação de sua traição ( e ainda acho), mas a partir do momento que você resolve se abrir para as várias facetas da narrativa, logo uma pulga atrás da orelha surge. Talvez a angústia que Bentinho passou é transplantada para o leitor, fazendo a gente ser vítima da sua própria dúvida. A questão é, jamais saberemos a verdade e jamais conheceremos a verdadeira Capitu.
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Gisele.Nascimento 08/07/2020

A eterna dúvida de Bento traído ou não pela mulher que amava
Um amor quase que obsessivo desde a infância que se concretiza na vida adulta abalado por uma dúvida que acaba por consumir toda a sua vida mas sem jamais ter a certeza do que realmente aconteceu e si aconteceu.
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Tati Sakanaka 07/07/2020

A incógnita da literatura brasileira
“[...] mas a saudade é isso mesmo: é o passar e o repassar das memórias antigas.”

Dom Casmurro é uma história contada pelo próprio personagem, Bento, que discorre a cerca de suas memórias de sua adolescência até a idade adulta, e que o levou a obter o apelido de “Dom Casmurro” a certa altura da vida. Cresceu na cidade de Rio de Janeiro, em uma família com alto poder aquisitivo, vivia com sua mãe, prima, tio e um amigo da família, José Dias. Este último, tem uma participação importante na vida de Bentinho, quando este, ainda na juventude, ouviu sem querer uma conversa entre José Dias e sua mãe, onde o homem a alerta sobre a proximidade que o menino andava tendo com a sua vizinha, Capitu, e a faz lembrar da promessa que havia feito: uma vez que perdeu o bebê da sua primeira gravidez, caso o segundo vingasse, o entregaria a Deus, fazendo-o tornar padre.

Até então Bento via Capitu com inocência, mas, essa conversa levantou dúvidas no menino, que começou a se questionar sobre como se sentia em relação à menina e sua vocação para ser padre, que até então achava que tinha.

Bento, descobrindo-se então que amava a sua vizinha e que tal sentimento era recíproco, jurou que não iria ao seminário e que se casaria com ela. Pediu que José Dias falasse com ela para que não o obrigasse a ir ao seminário, mas a mulher foi irredutível.

Bento, sem qualquer escolha, disse a Capitu que iria ao seminário por um ou dois anos a fim de não desobedecer à mãe, no entanto, não se ordenaria padre, alegando que não havia vocação para tal. Os jovens então fizeram um juramento, em que ambos esperariam um ao outro para que em tempo oportuno, pudessem se casar. E assim marca o inicio da história de Bento e Capitu.

É possível perceber as inseguranças de Bento, uma vez que o personagem/narrador julga o tempo todo necessário se justificar, além dos ciúmes em relação à Capitu que é recorrente desde a adolescência. Como vemos apenas pela perspectiva do Bento, não é possível definir se as desconfianças do personagem são fundamentadas, porém, da forma como ele expõe os fatos, dá a entender que existiu traição.
Algo que eu acho interessante é a forma como é narrada a história, de um jeito espontâneo como se o esboço fosse a versão final do livro, no qual os pontos de sua vida que achava importante são descritas de forma não calculada.

Mas afinal de contas, Capitu traiu ou não o Bentinho?

Dom Casmurro é um clássico da literatura brasileira, atemporal, que vale a pena conhecer.
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Lucas Martins 07/07/2020

O personagem mais injustiçado da ficção
Que lindo livro este, me encantei logo nas primeiras páginas quando Bentinho descreve como foi descobrir seu amor por meio de outra pessoa, de como ele apreciava as caricias inocentes da jovem Capitu, das promessas de amor feitas por ambas as partes.
Sobre a parte acima perece um romance genérico mas ele é muito atrativo e autêntico inclusive no seu final (extremamente injusto). Ótimo livro, não é a toa que se tornou um clássico do maior escritor brasileiro.
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Gio 07/07/2020

Traiu ou não traiu?
"Dom Casmurro, de Machado de Assis, é uma das obras mundialmente célebres da literatura brasileira. O romance trata das memórias do narrador-personagem Bento Santiago, o advogado recluso e calado que recebe e adota o apelido mencionado no título da obra. Com a sutileza que lhe é própria, Machado de Assis explora as incongruências desse personagem, deixando transparecer sua insegurança e ciúme. As ambiguidades de Bentinho moldam o mais famoso “narrador não confiável” da nossa literatura."

Me sinto realizada ao terminar de ler esse clássico brasileiro, demorei pra ler, acho que por causa da escrita. E o único contato que eu tinha tido com Machado, eram alguns poucos contos que eu havia lido.

Acho muito importante conhecermos a literatura brasileira e as maravilhas de histórias que temos, Dom Casmurro foi um ótimo ponto de partida e pretendo ler mais clássicos.
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Helen 06/07/2020

Comecei a ler e depois parei. Depois voltei e não consegui mais parar. A literatura brasileira é uma coisa muito linda mesmo e Machado de Assis é um tesouro! Muito bom ler sobre como era o Rio de Janeiro na época... dá uma espécie de pertencimento durante a leitura.
A relação entre Capitu e Bentinho é linda até certo ponto. Bentinho constrói uma devoção demasiadamente exagerada e estraga TUDO! Pelo menos nos rende frases marcantes e lindas, de uma paixão que infelizmente, não pôde ser saudável.

E... Capitu não traiu #team
Yara 06/07/2020minha estante
Siiiim #TeamCapituNãoTraiu ... Li esse livro há algumas semanas e ainda mantenho em pé meu desafio de ler mais Machado de Assis ainda esse ano. Ele é muito irônico né.. ri demais em algumas partes!


Helen 06/07/2020minha estante
kkk simmm. Também fui atrás de outros livros dele ?




Ani 06/07/2020

Digno de leitura, um livro clássico da literatura brasileiro, com um ótimo enredo e muito bem elaborado. Deixando o leitor com uma enorme dúvida: afinal Capitu traiu ou não Bentinho? Aconselho muito a ler essa obra.
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paloma 06/07/2020

Tenho meu veredito
Depois da leitura que confesso, decepcionei-me com o personagem, para mim hoje seria considerado um relacionamento abusivo
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Isabela 06/07/2020

Clássico e atemporal
Sempre quis ler este livro, mas na época do colégio, em que ele me era solicitado pelos vestibulares, eu não o conseguia ler, achava-o difícil e chato. Agora, já na faculdade, acabei me reaproximando dele e dessa vez, para meu contentamento, a leitura finalmente deslanchou. Creio que me faltava bagagem literária para chegar até ele, mas chegou em hora oportuna. Machado de Assis é realmente mágico, há algo de especial nele que não creio que seja possível ou até mesmo necessário explicar. Mas a grande questão é: quem traiu a quem? Capitu a Bentinho ou Bentinho a nós leitores?
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Bruna Canella 06/07/2020

TRAIU OU NÃO TRAIU? Essa não é uma resenha crítica ou algo do gênero, são só minhas impressões gerais como leitora. Alguém que lê poucos clássicos nacionais e que é bastante leiga no assunto.

Dom Casmurro é um livro escrito e narrado por Bentinho, que escreve esse livro em um caderno, relatando acontecimentos do seu passado e sentimentos comuns a este. A forma como ele conduz a narrativa é totalmente espontânea e isso foi o que mais amei! É como se fosse um livro cru, sem edição. Um exemplo disso é que quando o livro chega em torno de 70%, Bentinho diz que começará uma parte importante da história, mas que o caderno está acabando, e tendo sobrado poucas páginas, a história terá que andar mais depressa. Quando li isso fiquei maravilhada! Me passou a impressão de que ele decidiu escrever um livro sobre si e seus percalços e foi escrevendo o que achava importante, sem programar-se ou planejar quanto espaço cada parte da história deveria ocupar. Eu simplesmente amei essa “naturalidade”. Machado foi realmente brilhante na construção dessa obra!

Em vários momentos, Bentinho conversa com o leitor, explica o porquê de estar contando tal fato em determinado momento, explora o que o leitor poderá sentir ou como o leitor o verá depois de conhecer facetas não agradáveis dele. Eu diria até que, às vezes, ele sente-se à vontade para manipular o leitor a ver determinadas situações como ele teria visto. É como se navegássemos na própria cabeça de Bentinho, uma vez que este compartilha conosco tudo que pensa e sente. Acho que essa é uma das razões para a existência da pergunta inevitável que cerca esse livro. A proximidade que ele cria com o leitor enquanto narra tende a nos aproximar do ponto de vista dele e nos afastar do que seria o ponto de vista dos demais personagens.

Então, Capitu traiu ou não traiu? O fato é que o leitor conhece somente a perspectiva de Bentinho e, para ele, Capitu traiu. Eu tenho alguma dúvida, mas ao meu ver, ela não traiu. Durante o livro, é possível observar sinais que podem significar que ela traiu e também sinais de que não traiu, o que nos impede de dizer o que de fato aconteceu. Eu acho que Bentinho sempre foi uma pessoa bastante desequilibrada e volátil, alguém que não sabia administrar suas emoções. Acredito que ele tenha visto em Capitu e Escobar pontos de equilíbrio, segurança e felicidade. Quando o amigo veio a faltar, algo mudou e somou-se ao ciúme doentio que Bentinho já sentia, então ele passou a dar significado à coisas que antes não tinham significado algum e a ver o amigo no próprio filho, com base em elementos que poderiam ser somente suposições suas. O maior argumento dele é que Ezequiel tornou-se a cara de Escobar. Mas em nenhum momento vemos outro personagem levantar tal semelhança física, o que é estranho. Não seria então uma semelhança que só Bentinho via e que achamos que vemos também só porque compartilhamos da sua narrativa?

Esse livro, assim como o protagonista, é cheio de complexidades que eu nem saberia descrever. A jornada de um menino querido por todos que acabou se tornando um homem amargo e sozinho.

@relicariodeletras
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ysmasc 06/07/2020

traiu/não traiu
traiu/não traiu
Admito que ler "Dom Casmurro" não foi totalmente agradável, visto que foge bastante do que eu geralmente leio. Entretanto, não foi uma experiência ruim, pois apesar dos momentos em que, na minha visão, Machado enrolou um pouco, em outros ele se superou e me fez querer ler mais, principalmente no final, em que Bentinho começa com suas teorias de traição da parte de Capitu, que na minha visão não faz tanto sentido assim, porém ainda fico com um pouco de dúvida.
Por fim, este livro com certeza entra na minha lista de "livros que um dia preciso reler".
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Rosinha.Correia 06/07/2020

A princípio quase morri pra ler esse livro, o início é chato e cheio de enrolação, li apenas por responsabilidade literária. Mas chegando ao final, fiquei presa a história, querendo saber se Capitu traiu Bentinho, porém tendo em vista a genialidade do autor, a ideia realmente foi deixar rastros e a eventual pergunta. Vejo que não dá pra confiar nos relatos apenas de Bentinho, faltou uma visão da história com os olhos de Capitu, assim como em algum momento uma conversa franca entre eles. Ocorreu que Bentinho surtou com tantas probabilidades e não deu a Capitu o benefício da dúvida, enfim, o livro é particularmente triste, pois nada se resolve, ficam apenas os remorsos e os diversos sinais que podem ou não serem verídicos. Pois se Bentinho era tão ciumento, poderia ter criado psicologicamente todo esse desenrolar da história.
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