Não Sou Este Tipo de Garota

Não Sou Este Tipo de Garota Siobhan Vivian




Resenhas - Não Sou Este Tipo de Garota


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tiagoodesouza 08/10/2011

Quando a editora Novo Conceito divulgou esse livro no Twitter, eu achei que a história fosse uma coisa completamente diferente daquela que eu li. Pensei, em primeiro lugar, que eu não ia gostar da história por parecer que ela é mais voltada para o público feminino. Mas quem disse que existe histórias que somente agradarão a meninos e meninas?

Natalie Sterling é uma garota incomum por vários motivos. Ela simplesmente não quer se destacar na sua escola apenas por sua beleza, a qual dá pouco valor. Seu talvez maior sonho é ser lembrada como a presidente do clube estudantil que fez algo para mudar o modo como os calouros eram recebidos para o primeiro ano do ensino médio.

Para os meninos, Natalie não queria explicar muita coisa. Apenas que eles tivessem a decência de usar camisinha, fazer suas lições de casa e passar desodorantes em seus sapatos. Para as meninas, ela queria que as garotas tivessem mais noção dos perigosos que os garotos representavam para não acabarem sendo uma "isca de peixe". Porque para ela os garotos apenas queriam pegar as meninas e ficar se gabando por aí, como se elas fossem troféus.

"É por isso que confiar em garotos era igual a beber e dirigir. Claro, alguns correm o risco. O fato de tomar uma ou duas cervejas nunca parece perigoso no começo." Pág. 11

O que eu mais me identifiquei com a personagem é essa determinação de se provar não pelo seu exterior e sim por suas capacidades intelectuais. Não que eu seja lindo, tesão, bonito e gostosão ou um nerd. Mas acho que o que falta muito nas pessoas hoje em dia é dar valor mais às pessoas pelo que elas intimamente são do que por seus corpos perfeitos (Feios, oi). Mas isso faz com que pessoas, como Natalie e eu, nos sentirmos sozinhos e agarrados a poucas coisas e pessoas para nos provar.

Natalie, no caso, tenta de todas as formas usar sua até então melhor amiga, Autumn, como exemplo do que as calouras não deveriam fazer. Mas ela não percebe como ser o bode expiatório fere os sentimentos da amiga. Até que "Atum", como eu a chamo, toma uma decisão que faz com que Natalie se sinta péssima.

"Para mim, chorar sozinha no corredor parecia algo completamente impossível." Pág. 170

Depois, Natalie começa a se envolver com um dos caras mais bonitos e populares da escola, às escondidas. Seu nome é Connor Hughes. Isso porque ela não tem certezas de seus sentimentos. Natalie muitas vezes é determinada e isso faz com que as pessoas tenham por ela uma imagem de durona. Talvez algumas pessoas não gostem muito dela, mas creio eu que muitas vão entender seu feminismo. Ela não se expoem fisicamente, ela não acha que uma mulher precise fazer isso para chegar a algum lugar.

Eu concordo com várias coisas que ela diz. Principalmente sobre o fato de que as pessoas que sempre fazem coisas certas não poderem errar uma única vez sem que alguém jogue uma pedra bem grande no meio da cara delas. E como a opinião a seu respeito pode ter uma mudança drástica.

"É com essa rapidez que a percepção das pessoas muda. Só é preciso errar uma vez, tomar uma decisão estúpida." Pág.214

Gostei muito mesmo do livro. Achei o final bem corrido, creio que a autora podia ter abordado um pouco mais da linha para a qual ela levou a história. Mas não é um final decepcionante. É um livro com uma leitura muito leve, mas não tanto quanto Anna e o Beijo. Enquanto Anna e o Beijo está mais para comédia romântica, Não sou este tipo de garota, querendo ou não, acaba dando algumas lições que servem para todo mundo, menino ou menina.
Lane @juntodoslivros 07/10/2011minha estante
Sua resenha foi ótima!
Ia comprar o livro hoje, mas desisti.
Vou compra-lo assim que puder.


Dand 03/11/2011minha estante
Comprei esse livro, to louca para ler.Chegaram mts pessoas e resenhas me fazendo me arrepender pela compra, mas ja tou amando pela sua resenha! Não vou me decepcionar!


Beatriz Lira 07/09/2012minha estante
também amei o livro, e concordo plenamente com você quando disse: o final foi bem corrido! Já estava ficando assustada rsrrs


Elza 24/03/2013minha estante
Mas o apelido isca de peixe não era por Autumn ter sido usada pelo menino, se tornando uma isca para ele e sim porque não quis transar com ele e ele espalhou para escola que ela fedia, que nem uma isca de peixe..


ingridll 27/06/2013minha estante
livro ridículo, é o cúmulo dos cúmulos, aff.


Mari | Triplo Books 02/09/2013minha estante
Adorei a sua resenha. Eu acabei de ler e me surpreendi também.
Até a página 100 achei que eu não ia gostar, mas tudo mudou.


Tícia 30/09/2013minha estante
Bem, este livro está aqui na minha estante faz tempos, mas com sua resenha, dei uma empolgada.
Ótimo texto.
; )


Giovana 31/10/2013minha estante
Gostei muito da sua resenha, se eu não tivesse lido o livro e achado bem ruinzinho talvez me incentivasse a comprar também... Achei um pouco infantil demais e sem história ou conteúdo algum :(( é só a minha opinião, não precisam concordar.


Rosângela 31/07/2015minha estante
?


Bah 09/09/2015minha estante
Depois de ver muitas resenhas negativas, finalmente uma que expressa exatamente como me senti no livro! Eu gostei muito, adorei o feminismo dela, tudo isso de o interior vir antes do exterior, o medo dela de ser julgada... tudo isso me chamou muito a atenção! Assim como você, a única coisa que achei foi que o fim foi corrido demais, ela poderia ter colocado mais umas 50 páginas nesse fim. Mas fora isso não sei porque as pessoas reclamam tanto dele! :( Parabéns pela resenha!


TeddyBunny 01/10/2018minha estante
Cara eu gostei bastante de sua resenha, lembro-me de ler o livro na 6 ª serie e de não ter gostado nem um pouco por que para mim a personagem estava mais para insuportavel e chata do que para revolucionista feminista. comecei lendo na maior animação esperando "agora ela vai fazer algo foda" depois continuava chato, chato, chato, ela pega o bonitão da escola, "é serio? so isso?" fiquei bastante frustrada agradecendo por não ter comprado o livro real.
mas hoje penso que se eu lesse hoje, teria entendido muito mais qual seria o verdadeiro enredo do livro e talvez gostado. Mas na minha cabeça ainda é um ranço por ela que provavelmente se eu ler não vai ser desconstruido.




Pam Gonçalves 23/08/2011

Para distrair
A princípio a sinopse do livro da autora Siobhan Vivian traria mais do mesmo. Ambiente escolar, pessoas populares e outras nem tanto, intrigas, fofocas aquela coisa que já conhecemos. Mas não é que o livro consegue destacar no meio da multidão?

A história é contada por Natalie. Aquela garota focada, que sabe bem o que quer para o seu futuro. É seu último ano no colégio e entrar para uma universidade bacana é uma de suas metas. Para isso ela quer se tornar a Presidente do Conselho Estudantil, garantir um dos melhores anos escolares e ficar na história da Academia Ross por esse motivo. Mas muita coisa acontece nessa trajetória.

Uma das calouras deste ano é Spencer, uma menina que conheceu há muito tempo atrás e da qual foi babá. A chegada dela provocará muitas mudanças em sua vida. Como ela se sente obrigada a cuidar da garota e prezar por sua reputação, acaba se metendo em sérias confusões. Natalie precisará colocar na balança o que é mais importante para ela. Decisões que podem custar uma mancha em seu futuro. Será que ela se tornará este tipo de garota? Ou continuará com seus planos para o futuro não importando o que as pessoas dizem?

O livro levanta a questão de quão importante é trabalhar desde cedo seu histórico, e o quanto isso pode depender de decisões que fazemos no ensino médio. E que se entregando somente a isso, custará os relacionamentos sociais. Que o poder de equilibrar ambos, pode ser a resposta para se dar bem. Natalie é uma pessoa muito focada em seu futuro, e acaba se virando contra as pessoas que estão perto dela. Os colegas do colégio se afastam pela proteção que ela cria ao redor de si mesma, não deixando que ninguém interfira. Tem a personalidade de não deixar ninguém usá-la, ela precisa estar no controle de tudo. Uma vez que ela perde o controle, não sabe como prosseguir.

Achei muito interessante a autora abordar esse assunto. Natalie aprende com seus atos, apesar de todos os momentos desesperadores. Ela é a mulher controladora, cabeça-dura, e muitas vezes com atitudes incrivelmente grossas, onde seus alvos principais são os garotos. Ela se fecha, e não admite que eles interfiram em seus planos, pois para ela eles são os culpados da maioria das catástrofes que pode acontecer na vida de uma garota no Ensino Médio. Então é aí que ela se apaixona. Só que por ela nutrir essa posição de defesa toda vez que lida com um garoto, o seu romance é meio conturbado. Chega ao ponto de ela receber conselhos das garotas que ela considera hm, assanhadas demais.

Eu adorei o livro. Como contei no vídeo passado, demorou um pouco para engrenar, mas a partir do momento que eu percebi o rumo que a história estava tomando não consegui larga-lo. O início é um pouco cansativo (uns quatro capítulos pelo menos), mas depois a leitura se torna muito legal.

Infelizmente a Novo Conceito continua com uma diagramação falha. Diversas vezes não houve uma separação para os diferentes cenários de narrativa. Sabe aquelas breves alternâncias de local ou tempo que há dentro de um capítulo, que um espaçamento perceptível já indica que isso ocorre? Não existe no livro. Daí quando você vai ler pensa que é uma continuação da passagem, mas não. Já muda totalmente. Deixando o leitor muito confuso. Isso já aconteceu em Beijada por um anjo e Anna e o Beijo Francês e estou com medo de encontrar em O céu está em todo lugar. =/
Beatriz 10/06/2013minha estante
Eu adorei o tema do livro, a autora soube explorar muito bem essa realidade. Apesar de tudo, algumas vezes, eu tive vontade de bater na Natalie! Ela exagera muito ou é muito orgulhosa.




Blog MVL - Nina 16/08/2011

Minha Vida por um Livro | www.minhavidaporumlivro.com.br | Marina Moura

“Não sou este tipo de garota” é um livro que chega de mansinho, com sua premissa teen e capa totalmente mulherzinha,a obra acaba se revelando um conteúdo muito mais do que apenas entretenimento para jovens leitores. Em minha entrevista com Siobhan ela revelou que a estória continha muitas reflexões sobre os papéis pré determinados de garotas e garotos, e que o feminismo e o machismo se interligam neste processo.

Natalie, a nossa protagonista ambiciosa e feminista é um retrato exagerado de quem eu mesma fui quando adolescente. Extremamente preocupada com o desempenho escolar, e(assumo) um pouco revoltada em relação aos meninos em geral. Natalie tem boas qualidades para uma amiga, é leal e compreensiva, contudo também é oportunista e manipuladora,ela não pensa duas vezes em usar as pessoas para seus propósitos. É claro, ela não é perfeita. Uma personagem deliciosamente humana e identificável.

Este livro não é sobre relacionamento entre homens e mulheres, é sobre como costumamos agir individualmente, os julgamentos que cada sexo faz em relação ao outro. Spencer, a personagem que tem apenas quatorze anos e rouba a cena em vários momentos da trama, é quem inicia o debate no livro. Por que é permitido aos meninos exibirem e explorarem sua sexualidade e às meninas, não? Por que ser sexy é errado? Por que ser admirada pelos homens transforma as mulheres em objeto? Enfim, uma discussão antiga e que continua sendo, de certa forma, tabu em sociedades do mundo inteiro (mesmo as mais liberais). Siobhan trás a tona essa querela dos sexos de forma singular e bem original. Não vou dizer que acho correto certos comportamentos que as mulheres resolveram reproduzir dos homens, entretanto,é inegável o preconceito e machismo que as mulheres sofrem em geral. E sim, a questão é tão interessante e com grande potencial de debate que você, lendo esta resenha, já está começando a concordar ou discordar do que estou dizendo.

A referência à Amélia Eahart, que foi e ainda é um grande símbolo de conquista feminina, é uma passagem digna de nota e uma observação, já reservei o meu exemplar o livro que conta a história de sua vida.

Eu não esperava encontrar o meu diário escondido quando abri o livro, e acredito que todas as meninas se sentirão desta forma. Reencontrar aquele garoto irresistível que, contra todas as probabilidades,quis a garota certinha,rever amigas que me ajudaram a rir. E é claro, sentir a insegurança típica da adolescência: Será que estou maquiada demais? Aquela cantada foi para mim? Será que consigo tirar aquele nove em Matemática?

Enfim. Ler “Não sou esté tipo de garota” é olhar para trás, relembrar, e eu sou saudosista mesmo. Siobhan Vivian não só foi esperta os suficiente para dar seu toque especial na literatura jovem, como também conseguiu carregar o leitor de volta para a melhor época de todas. A época em que nós não sabemos exatamente que tipo de garota somos ou seremos.

Um retrato realista sobre os conflitos e prazeres da adolescência, narrado de forma bem humorada e inteligente. Siobhan Vivian acertou na mira.
Dand 03/11/2011minha estante
Wont *-* resenha super fofa.Livro super fofo
Já comprei,e é o proximo da minha lista de leitura




Lu 03/10/2011

Livro Bombom
Acho que o maior mérito do "Não sou este tipo de garota" está na sua narrativa, muito agradáve, apesar da autora não se determuito em descrições do ambiente ou mesmo dos personagens. As páginas passam com uma incrível rapidez, daí o apelido carinhoso de "livro bombom".

É um livro bem bonitinho, como propõe a capa. Lá pela metade, porém, comecei a sentir falta de uma certa consistência, de uma história. Tive a impressão de que a Siobhan se prendeu muito a detalhes sem tanta importância no início (como a relação da Natalie com a Srta Bee) e depois saiu disparou com os acontecimentos.

Isso afetou especialmente a construção dos personagens. Natalie, a caretíssima protagonista, consegue alternar entre o simpático e o extremamente irritante. No final, então, eu já tinha vontade de torcer o pescoço da garota.

Os outros personagens, porém, me pareceram mal explorados. Especialmente Autumn, Connor e até mesmo o Mike. Porque cada um deles lidava com tema da sexualidade e do feminismo de forma diferente. Na minha opinião, teria sido bem mais interessante se o livro fosse narrado em terceira pessoa e mostrasse o lado de cada um dos personagens, pois isso ampliaria a reflexão proposta pela autora.

Ao concentrar as atenções em Natalie e Spencer, o debate tornou-se simplista. Senti isso especialmente no final, quando a autora correu, com a história e apresentou um final bonitinho, mas burocrático. Uma pena.

Vou dar estrelinhas pela proposta e pela narrativa gostosa, mas ficou faltando algo.
Amanda 09/04/2012minha estante
Simplista, exatamente.
Ótima resenha, penso muito parecido.




Bianca 07/09/2011

Mais uma resenha do http://redomadecristal.com.br/blog/
“A linha entre o certo e o errado foi distorcida…”

Quando a editora Novo Conceito liberou a capa de Não sou este tipo de garota, de Siobhan Vivian, já me apaixonei e quis saber mais sobre a história.

O livro iniciou um novo selo da editora, o Novo Conceito Jovem.

Ele chegou em uma caixinha linda e nem preciso dizer que corri para ler, certo?

A diagramação é boa e adorei os arabescos que iniciam cada capítulo, belos e delicados.

A leitura começou de forma despretensiosa, não queria colocar muitas expectativas.

Devorei o livro. Li em algumas horas porque não conseguia parar. Queria saber mais e mais. Precisava descobrir como terminaria.

“Havia algo muito errado com as garotas que eu conhecia.”

Não sou este tipo de garota é um livro leve, apesar dos temas discutidos. A leitura é fluida e nada cansativa. É fácil começar a ler e sem perceber chegar ao final.

Natalie Sterling, 17 anos, é o tipo de garota considerado correto. Ela é estudiosa, está em várias aulas extras, pensa muito na faculdade e em ser um bom exemplo.

Spencer Biddle é seu oposto. Aos 14 anos é a menina que quer ser mulher. Sente prazer em chamar a atenção dos garotos e acredita que pode usar e abusar do poder que exerce sobre eles usando o seu corpo.

Natalie decide que precisa salvar Spencer e as outras garotas e é a partir daí que lidaremos com esses dois tipos de garota e as questões serão levantadas. Qual dos dois é o correto? E melhor ainda: existe realmente um tipo certo de garota?

Usando extremos e também o que permeia entre eles, a autora fala de preconceitos, bulling, insegurança, carência, egocentrismo, amizade, amor e muito mais. Ela desnuda a adolescência brilhantemente.

Apesar dos temas discutidos, como disse acima, a leitura é leve. Ao mesmo tempo, ela mexe com o leitor. Me vi muitas vezes no lugar de Natalie (fui a certinha da escola) e outras na pele de Spencer (tive minha fase rebelde).

“Spencer, por sua vez, demonstrava claramente possuir uma característica forte e magnética. (…) Por isso, intervir era uma necessidade.”

“Era bem provável que ela estivesse certa, mesmo assim aquilo me incomodava. Mais do que isso, me desapontava.”

Talvez encontrar um meio termo seja a lição do livro. Ser radical dificilmente dá certo.

A narrativa em primeira pessoa, através de Natalie, cria um laço entre leitor e personagem. Sabemos o que ela pensa, sabemos o que ela esconde atrás da máscara de garota perfeita.

“Ele sorriu, achando que estava conseguindo me convencer. Um fofo, de verdade. Mas ele obviamente nem imaginava que eu era uma das melhores debatedoras na Academia Ross. E aí, por mais que ele tentasse defender seu ponto de vista, eu sempre iria rebatê-lo.”

Para quem adora um mocinho, preparem-se porque vocês suspirarão durante a leitura. Em alguns momentos, me senti adolescente de novo, tamanha a aceleração do meu coração.

“Foi então que percebi que nunca tínhamos oficialmente nos abraçado antes. Havíamos tocado em muitas partes diferentes um do outro, partes independentes que completavam o todo, mas nunca algo assim tão abrangente. Apesar da necessidade de afastá-lo. Não fiz isso. Deixei que me abraçasse e acho que o segurei ainda mais forte.”

Não sou este tipo de garota entrou para a lista dos meus favoritos.

É uma história sobre descobrimento, aceitação e perseverança para lutar pelo que quer de verdade. A vida não pode passar em branco.

Recomendo muito!
Dand 03/11/2011minha estante
Awnn, fiquei suuper encantada, ja q muitas garotas da minha sala são como a Spencer, tem a msm idade, agem do msm jeito.Me vi nesse livro *-*




Queria Estar Lendo 13/09/2017

Resenha: Não sou este tipo de garota
Não Sou Este Tipo de Garota, da autora Siobhan Vivian e lançado no Brasil pela Editora Nova Conceito JOVEM, é uma história sobre como o julgamento alheio em relação às mulheres pode influenciar na vida de uma garota e no quanto ela sabe sobre si mesma.

Natalie Sterling é uma jovem metódica, planejadora e inteligente. Ela se orgulha de estar acima do contentamento comum, porque, diferente das outras meninas da escola, ela não se preocupa com garotos, festas e bebedeira sábado à noite. Tudo que Natalie quer é passar de estudante promissora a alguém que realmente realiza coisas, como ganhar a eleição para presidente estudantil e passar em uma boa faculdade para morar bem longe dali. Apesar disso, para ela é muito fácil julgar alguém que não pensa do seu jeito e que se preocupa exatamente com o contrário do que ela. As coisas começam a mudar depois que Natalie consegue sua vitória e ao tentar ajudar a menina de quem foi babá na infância, Spencer, se vê envolvida em coisas que jamais pensou que faria, mas que são o caminho para descobrir mais sobre um lado seu que nem sabia existir.

"- Garotos como o Sr. Domski sentem-se intimidados por mulheres poderosas, Natalie. A única forma que ele tem de diminuir você é simplesmente o fato de você ser mulher. Mas você deve se manter forte e equilibrada assim como tem sido nos últimos três ano do ensino médio. Não deve permitir que ele ganhe a eleição de você."

Natalie é uma boa protagonista, não é insegura e sempre tentar dar o melhor de si mesma, também não tem medo de falar o que pensa. Mas se preocupa imensamente com sua própria imagem e com o julgamento dos outros, e é caí que ela começa a decair (e evoluir). No início, é contado que sua amiga, Autumn, conheceu um menino do último ano e se apaixonou por ele, mas foi vítima de bullying quando se recusou a fazer sexo com ele no vestiário, que inventou coisas terríveis sobre ela. Natalie considerava isso uma estupidez, pois garotas inteligentes como Autumn não deveriam perder tempo se envolvendo com gente como aquele menino e que o que ocorreu a ela deveria servir como lição para as outras meninas. Óbvio que Natalie apoiava a amiga, mas ela não tinha o senso de que Autumn apenas teve o azar de estar no lugar errado com a pessoa errada, não foi uma escolha dela sofrer por isso. Esse tipo de percepção por parte da personagem principal começa a mudar quando ela reencontra Spencer, que tem uma maneira de pensar muito diferente da dela. E é logo depois que ela começa a conhecer melhor um dos garotos da escola, Connor, a quem julgava extremamente mal por ele andar com um bando de caras do mesmo tipo daquele que inventou as histórias ruins sobre Autumn. Mas justamente ao conhecê-lo, é que ela começa a mudar sua maneira de pensar sobre muitas coisas e sobre ela mesma. Ps: não quero dar spoiler, mas ele é um amorzinho.

Esse livro foi difícil de resenhar, porque tanto as minhas próprias opiniões, quanto as de Natalie, eram conflitantes. A história te faz pensar sobre o que é considerado certo e errado e o quanto nós, mulheres, temos dificuldades em saber se estamos em poder de nossa sexualidade, ou sendo vítima da objetificação. Por exemplo, uma menina que faz de tudo para atrair a atenção masculina utilizando da beleza física do seu corpo e tendo consciência disso, está mostrando o poder em si ao se aceitar ou sendo vítima das influências da sociedade de que a mulher só pode ser poderosa se mostrar o corpo? Esse é um dos dilemas que Natalie passa. Ela pensa que é errado uma garota ficar se mostrando assim, mas também não acha justo que a garota leve suspensão por tirar a blusa no meio da escola e um menino que compartilha fotos íntimas dela não. Natalie se vê no meio disso tudo, não sabendo se é sua opinião ou se é a influência alheia que a faz pensar de determinada forma. Em parte porque, por mais que a garota não se importasse de ter suas fotos espalhadas pela internet, Natalie se importaria e muito com o que pensariam dela, então quando algo assim acontece, ela tenta interferir não somente pela garota, mas sobre como as pessoas vão reagir a esse acontecimento.

Então é bem interessante ver esse conflito interno da personagem e como ela vai mudando ao longo da história. Precisa ser perfeita o tempo todo? Precisa realmente ligar para o que os outros dizem? Basicamente, ela aprende o famoso ditado “não se julga um livro pela capa” e que, ao aceitar a si mesma e aos próprios atos, tendo assim, certeza de quem é, não precisa realmente gastar tempo se preocupando com o julgamento alheio. Ela mesma julgava coisas que não entendia, apesar de sempre se mostrar contra as injustiças que aconteciam às meninas e ao quantos os meninos se safavam das coisas apenas por serem meninos. Mas talvez, Natalie julgava justamente por não querer se perder de si mesma, não querer se magoar e nem correr o risco de sair de seu caminho tão bem traçado. Ela se orgulhava tanto de estar onde estava, sendo quem era e diferente das outras meninas que não percebia de verdade o que estava acontecendo. Somente quando passou pelo que outras passaram que pode ver isso e mudou seu comportamento.

"Ele passou as mãos sobre os cabelos, ainda molhados do banho matinal.- Caramba! Só queria ouvir um obrigado.- Sabe de uma coisa, Connor? Aí vai uma lição importante. Nem sempre conseguimos o que queremos. Nem mesmo garotos como você - enquanto me observava desaparecer pelo corredor, amarelo, desnorteado, provavelmente como se sentia em suas aulas de reforço de matemática, Connor sorriu. Com certeza, nunca havia sido tratado daquela maneira por uma garota. Como muitas coisas na vida, me fez muito bem ser a primeira."

A leitura é muito rápida e fluída, o volume tem um pouco mais de 200 páginas, então, assim que você se acostuma, os capítulos se vão rapidamente. Devo dizer que o título não me agradou muito no início, mas depois que você lê compreende o significado dele e faz muito sentido. Tanto a capa brasileira, quanto a original não me agradaram muito, acho uma história dessas teria muito potencial para a capa, mas não souberam aproveitar isso. Queria ter o volume físico para mostrar mais detalhes, mas infelizmente só consegui o ebook.

Enfim, o livro aborda muito temas como bullying, sexualidade e feminismo e te deixa refletindo depois sobre todos esses assuntos e sobre a influência, não só do julgamento dos outros na sua vida, mas também o seu próprio. Quer dizer, até que ponto o que eu julgo é certo? E como saber se o que eu penso é ou não minha opinião própria? Se fosse pela Natalie, ela provavelmente te diria para deixar a mente aberta e ver o mundo com olhos mais compreensivos.

E você, acha que seria uma leitura interessante para ampliar seu modo de ver as coisas?

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2017/09/resenha-nao-sou-este-tipo-de-garota.html
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Yasmin 26/11/2011

Não Crie Expectativas

Não ia ler esse livro, mas a sorte resolveu aparecer e ganhei o kit dele em uma promoção no blog da Nanie. Nem acreditei quando eu vi, afinal nunca ganho nem bala em promoção desde criança. O livro chegou e fui logo ler, afinal era pequeno e não ia atrapalhar a lista. Não foi aquilo que eu pensei, mas também não foi a pior leitura do ano.

O livro conta a história de Natalie, aluna exemplar, filha exemplar, sempre com as melhores notas e envolvida em tudo na escola ela nunca decepciona as expectativas. Recebe grande pressão da professora que vê nela uma mulher independente, feminista e que não precisa de garotos. Acontece que nem tudo são flores. Natalie se envolve com a pessoa mais improvável do mundo e tem medo de ser exposta. Em uma vida escolar onde aparência é tudo e qualquer coisa pode virar o assunto da vez Natalie tem medo do que pode acontecer. Ela pensa demais no que os outros vão pensar, por isso é vista como chata e para baixo. Afinal hoje em dia para muitas pessoas namorar e aluna exemplar não cabe na mesma frase. Em minha opinião isso é a maior besteira. Talvez por isso me irritei com o livro em algumas partes. Ou melhor, com a protagonista. Ô menina neurótica! Ao invés de assumir logo o namoro e mandar as pessoas as favas ficou enrolando. O plot é bom, mas nas primeiras páginas demorei a pegar o ritmo. Depois de umas 30 páginas comecei a gostar da história.

A narrativa da autora muitas vezes fluí bem, mas em certos pontos ela peca pela repetição (...)

Continue Lendo: http://cultivandoaleitura.blogspot.com/2011/11/resenha-nao-sou-este-tipo-de-garota.html

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Priscilla 09/04/2012

http://fatoselivros.blogspot.com.br/
Pense em alguém irritantemente perfeccionista, aplicada e estudiosa… Esse alguém poderia ser Nathalie! Os objetivos para seu último ano de colégio era passar todo o tempo com sua inseparável amiga, Autumn, ser eleita presidente do conselho estudantil e conseguir uma vaga na faculdade de seus sonhos. Mas para seu azar- ou sorte- as coisas aconteceram muito diferentes do que ela esperava.

Para começar, uma bomba em forma de adolescente feminista liberal reapareceu em sua vida. Nathalie que já foi babá de Spancer se sente ainda responsável por ela pois agora, com 14 anos, a menina é portadora de uma elevada carga sexual e acaba causando várias polêmicas na academia Ross.

À partir de então, o ano que estava minuciosamente planejado, virou de cabeça para baixo. A amizade com Atumn fica fragilizada, a boa aluna vira relapsa, o futuro se torna duvidoso, os conceitos- e preconceitos- desmoronam, a menina que tinha que mantinha distância de qualquer possibilidade de se apaixonar conhece Connor- um dos mais populares e bonitos jogadores do colégio.

Tanto Nathalie quanto Spancer são líderes natas. Ambas possuem posturas extremistas, fato que em certas horas se torna irritante. Elas são os dois polos de um mesmo tema, em busca do meio termo.

Falando em personagens, a autora não se prende muito a caracteristicas, deixando a imagem a cargo do leitor. Ao invés de adjetivos, a autora descreve jeitos e posturas. Para a personagem que eu amei, Connor, ela deu um sorrisinho de lado coisa mais linda. Eu gostei tanto do Connor, que mesmo sabendo que eu deveria pensar "Que casal lindo!", na verdade eu pensei "Shit! Larga que ele é meu!" #aloka

A principal reflexão do livro é a aceitação. A verdade é que o mundo é machista. Até as mulheres. A ideia do livro é justamente mostrar que não existe tipos de mulheres. Não existe tipo de mulher certinha; estudiosa, boazinha. Não existe o tipo de mulher fácil, má, sem escrúpulos. Todas somos um pouquinho de tudo. Somos todas mulheres apenas errando e acertando.

Eu não esperava gostar tanto do livro. A leitura tão gostosa que mesmo depois de ler, ainda fiquei com aquele gostinho bom e a sensação leve. Mas o que eu mais gostei foi o tema atual e relevante que foi muito bem abordado.
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Leitora Viciada 08/01/2012

Iniciando a leitura do livro, e ciente de que foi escrito para jovens, pensei que teria uma boa dose de diversão numa leitura simples e rápida. E foi assim, mas a leitura não se prendeu a apenas isso. O livro é muito mais que um chick-lit teen. Existem muitos sentimentos profundos e complexos nas entrelinhas.

Uma escola tipicamente americana, garotos idiotas do time de futebol, garotas fúteis desfilando pelos corredores, competição para alcançar (e se manter) no mais alto patamar da "cadeia alimentar" do ambiente estudantil. Sim, ser popular é uma luta selvagem e diária. Embora poucos cheguem lá, existem aqueles que apenas querem se manter vivos, mesmo estando no degrau mais baixo da hierarquia. Ninguém quer ser alvo de piadas grosseiras, algumas tão poderosas que podem acabar com uma vida social durante toda a permanência na escola. Fatos que podem decidir um futuro, uma vida.

É nesse cenário adolescente com os nervos à flor da pele que Siobhan Vivian escreveu seu romance. Escrita própria, diferente, com detalhes interessantes, narrativa ágil e sensivel. Ás vezes ela é sarcástica, possui um humor afiado, em outros momentos dramático. Sempre na medida certa, como cada cena necessita. O que mais gostei no livro, certamente foi a forma como a autora escreve. A premissa me pareceu tão comum de filmes dos Estados Unidos que não me chamou a atenção. Por isso sempre digo que nem sempre o mais importante de um livro seja o enredo; o essencial para mim é o talento do escritor, que pode transformar um tema batido ou comum em algo maravilhoso, como se fosse inédito.
A história é contada em primeira pessoa, sob a perspectiva da protagonista.

Através de três adolescentes diferentes mergulhamos no mundo da Academia Ross. Aonde manter uma boa fama pode ser complicado. Natalie Sterling, a protagonista, prefere não arriscar. Ela pensa em sua vida na faculdade, almeja um futuro profissional brilhante e essa é a sua verdadeira meta na vida: estudar. Uma garota que coleciona notas perfeitas e medalhas e é completamente dedicada a vida escolar. Não desperdiçará pensamentos com as típicas futilidades adolescentes. Ela não é do tipo de garota comum. Tanto que é a nona presidente do comitê estudantil mulher em toda a história da escola. Para que perder tempo em festas, garotos e diversões normais dessa idade? Afinal tudo vai passar e o que importa mesmo é a vida adulta, não é?
Ela é feminista e nem consegue se imaginar com algum desses rapazes infantis e sem futuro. Prefere nem arriscar. Ainda mais com o que ocorreu com sua única melhor amiga Autumn.

Autumn já foi alvo de fofocas pesadas pelos corredores da escola, o que a deixou abandonada e isolada dos outros estudantes. Uma mentira que arruinou sua vida. O culpado? Um garoto por quem Autumn era apaixonada.
Ela é doce e traumatizada com o ocorrido, e assim nasceu a amizade tão forte entre as duas: Natalie foi a única que a apoiou e a ajudou. As amigas se fecham num mundo particular, realizando passeios e programas sozinhas, estudando como ninguém mais na escola estuda.
A amizade das duas veteranas sofre abalos e provas. Será que as novas diferenças entre as amigas acabará com a amizade? Será que as mudanças bruscas sofridas por ambas influenciará suas vidas e relacionamentos?

Nesse conflito inicial existem outros detalhes. Spencer, a caloura dançarina super confiante e ciente da atração que provoca nos garotos chega para abalar o mundo de Natalie e de todas as meninas da escola. Ao contrário da protagonista, Spencer quer curtir muito sua adolescência, controlando os garotos, influenciando as meninas e vivendo intensamente todos os momentos. Spencer acha que as garotas não devem reprimir sua sexualidade. Devem ser provocantes e nada preconceituosas.
Spencer quer quebrar as regras impostas às alunas do colégio, e a cada ousadia choca a diretoria. Natalie, que foi babá da moça mais nova, se sente responsável e tenta de todas as formas dar bons conselhos e fazer Spencer compreender que seu futuro numa faculdade pode ser afetado pelas atitudes impensadas durante a escola.

Mas Natalie, tão controlada e certinha pode mesmo ser um exemplo para Spencer ou Autumn? Mesmo quando é ela quem mais precisa de ajuda? Quando ela é a mais errada de todas?
Natalie acaba passando dos limites, sendo possessiva, teimosa e controladora. Ela acha que pode controlar tudo a sua volta, que pode planejar cada passo. Inclusive seus relacionamentos.

O que Natalie não esperava seria que ela se apaixonaria, logo por um rapaz do tipo que ela tem aversão.
Connor, o garoto lindo que todas desejam. Ele joga futebol e não possui grandes expectativas na vida além de assumir os negócios do pai (que é lenhador) e da mãe (que é cozinheira) nos próximos dois anos: uma fazenda que vende pinheiros natalinos, legumes, geléias e doces caseiros. Não seria o par ideal para Natalie, nada como ela imaginou, ainda mais com os amigos bobalhões que ele possui.

Em vários momentos ela mantém seu autocontrole com tanta força que não percebe que está sendo infeliz e até mesmo preconceituosa. Ela se sente dividida entre seguir a razão ou a emoção. Se pergunta se está sendo hipócrita, por fazer algo que ela tanto critica nas garotas. Ela é muito culta e inteligente, porém abafa seus sentimentos e repreende suas vontades - que fujam dos planos de ir para a faculdade. Se apaixonar não faz parte dos planos!

Destaque do livro para a Srta. Bee. Em vários momentos eu a admirei por dar valor ao papel da mulher na sociedade e querer ensinar isso às estudantes; em outros a condenei por querer fazer de Natalie uma cópia do que a professora foi no passado, sem se preocupar com os sentimentos da moça.

Faltou alguma coisa? Talvez mostrar detalhadamente o relacionamento de Natalie com os pais, coisa que ficou em último plano.

Resumidamente, o livro é sobre: conflitos interiores; a capacidade de distinguir o certo do errado; a transformação de adolescente a adulto; o equilíbrio entre ser feminina e feminista; como aproveitar o presente sem comprometer o futuro; como escapar dos julgamentos duros que todos nós sofremos dia após dia.

Será que Natalie, Autumn e Spencer, que simbolizam diferentes tipos de meninas tão comuns, conseguirão alcançar o amadurecimento sem grandes sofrimentos? Mesmo seguindo caminhos diferentes, as adolescentes conquistarão o equilíbrio emocional e a satisfação pessoal? Natalie se permitirá amar o rapaz simples que tanto a atrai? Conseguirá deixar de se preocupar com o tipo de garota que ela é ou deveria ser?
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Livy 08/08/2011

Um Livro Delicioso!
acesse: http://nomundodoslivros.blogspot.com

Tenho certeza que nesta resenha não vou conseguir expressar tudo o que pensei ao ler o livro. E de cara já peço desculpas para vocês, pois eu tenho certeza que se for colocar tudo o que senti, pensei e achei, a resenha ficaria enorme, e eu soltaria um monte de spoilers (coisa que eu particularmente abomino, e sei que muitos de vocês também). Então eu vou tentar mostrar o que achei do livro sem me estender demais (para não ficar chato) e sem soltar nada revelador da estória (para que vocês não me matem). Ok?

A estória de Não Sou Este Tipo de Garota é simples, leve e muito fácil de ler (li em apenas algumas horas). Eu adoro quando o livro é tão gostoso que você nem vê as horas passarem e também não vê a hora de terminá-lo para ver como tudo acaba. E ainda, depois de terminar a leitura, fica triste porque gostaria que o livro tivesse pelo menos mais umas 400 páginas. E o livro de Siobhan Vivian é justamente deste jeitinho.

Natalie Sterling é uma garota sincera, durona e muito teimosa, fã de Amelia Earhart (foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres) e do feminismo, que espera realizar suas metas da melhor maneira possível, juntamente com sua melhor amiga Autumn e com um desprezo por garotos que chega a doer. Mas este último fato tem uma boa razão de ser, afinal sua amiga sofreu bullying justamente por causa de um garoto. Depois disso elas se uniram, e Natalie foi a única que apoiou Autumn, o que as tornou inseparáveis. Mas eis que surge Spencer (uma garota de quem Natalie foi babá), com quatorze anos de idade, e ela vai colocar tudo o que Natalie conhece de pernas para o ar. Afinal, Spencer está muito diferente do que costumava ser, e é exatamente o tipo de garota que Natalie jamais seria, e jamais irá ser.

Mas então a gente para para pensar se, apesar de elas serem e acreditarem em coisas totalmente opostas, se são tão diferentes assim. Por que o jeito de Spencer incomoda tanto Natalie? Será que todos os garotos da escola são realmente terríveis como Natalie pensa, mostrando serem canalhas e quererem apenas transar com as garotas? E será que aquele garoto lindo, chamado Connor, que dá a maior bola para Natalie, e que parece gostar verdadeiramente dela, é deste tipo de garoto? Ou será que ele é diferente? Será que ela pode confiar nele? Será que ela está totalmente certa?
É em meio a tantas dúvidas e muitas descobertas que Natalie vai perceber que nem tudo que acha errado, é tão errado assim. E que tudo aquilo em que acredita ser certo e correto, pode ser colocado à prova a qualquer momento, e desmoronar. E o mais importante: amigos podem ser diferentes de você, mas os verdadeiros amigos, mesmo com diferenças, vão te aceitar exatamente como você é.

Eu particularmente me irritei um pouco com a Natalie, pois ela é muito teimosa e orgulhosa. Seu desprezo pelos garotos tem fundamento, mas chega a ser um pouco irracional. Ela é mandona, inteligente e espera sempre estar com a razão. E este é seu maior problema, afinal, ela não cede fácil, o que torna muitos de seus caminhos dificieis. Ela não se diverte, ela não dá risada, ela não brinca... Tudo gira em torno de sua amiga Autumn, e do que ela sofreu. Ou seja, ela se anula por causa da amiga, mas até mesmo Autumn sente falta de diversão, etc. Ela se preocupa muito com o futuro, com a faculdade em que vai entrar e em ser presdente do conselho estudantil (o que não é ruim, longe disto), mas ela é uma garota e não tem nada de divertido em sua vida. O que acontece é que ela não sabe equilibrar as coisas e seus próprios sentimentos, e acaba sendo uma pessoa fechada e sem amigos. Apesar disto tudo, ela é muito esforçada e procura causar uma boa impressão na Srta. Bee, que é a orientadora do conselho estundatil e professora na Academina Ross. Esta por sua vez espera muito de Natalie, e quando as coisas não estão saíndo como o esperado, ela é uma das que repreendem Natalie (o que a deiza apovorada, e com uma imagem muito severa de si mesma).

Muitas vezes eu tive vontade de matar a Spencer que é uma garotinha que acha que sabe de tudo, e pode se cuidar sozinha, querendo chamar a atenção de todos para si.
Autumn, fica bem neutra nesta estória, o que é um pouco decepicionante, afinal ela é o que, muitas vezes, move Natalie.
Mike, o típico garoto machão e canalha, é o tipo de cara que se eu visse na minha frente ia querer socar. Ele é desprezível, arrogante e faz de tudo para prejudicar aos outros, praticando bullying sem dó.
Já Connor... Ah, Connor! É impossível não se apaixonar por ele (ele é muito fofo). Ele é o tipo de cara que nem notamos, até que ele vai chegando de fininho e vai ganhando espaço no seu coração. Apesar de ser um cara popular e muito bonito, é gentil, humilde e muito sincero. Este personagem me cativou, e me conquistou totalmente. (e tenho que dizer que muitas vezes quis matar a Natalie por não dar o devido valor).

Este é um livro tipicamente adoslecente, com temática bem jovem, mas o que me atraiu foi justamente os assuntos abordados e a ótima narrativa de Vivian. Temas como amizade, bullying, aceitação, sexualidade, adolescência, descobertas, feminismo, traumas, perdão, amor, e a descoberta de si mesmo. Aliás, Natalie descobre ser exatamente o oposto do tipo de garota que achava que era. Mas além desta mensagem de descobertas e aceitação, o fato de o livro nos trazer o tão temido bullying foi muito interessante. Afinal, a maior mensagem do livro é esta: se aceite como você é, não tenha medo de você.
A narrativa, como já disse, é muito gostosa, e é em primeira pessoa, na visão de Natalie (o que torna a leitura mais agradável). A linguagem do livro é bem jovem e dinâmica, e eu me senti como se estivesse conversando com uma amiga, afinal a narrativa é envolvente.

Resumindo, este é um livro muito legal, que aborda assuntos ótimos, e nos faz refletir sobre o que realmente é certo ou errado, sobre as diferenças e sobre o perdão. Nos mostra que traumas podem ser superados, que amizades podem ser para sempre, e que é possível ser você mesmo, sem ter medo.

Recomendo, tanto para quem gosta de romance, quanto para quem gosta de livros juvenis. Ou até mesmo para quem está começando a pegar o gosto pela leitura agora. Para todas as fãs de chick-lit, de livros leves e divertidos, com uma pitada de humor e de moral. Ou até mesmo para quem adora ler de tudo um pouco, assim como eu. Vale a pena!
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Beatriz Gosmin 01/09/2011

Resenha por Beatriz Gosmin - www.livroseatitudes.blogspot.com

- Estou orgulhosa por tudo que você está tentando fazer aqui, Natalie. Sempre soube que você era especial. Outras garotas da sua idade, bem... elas só pensam em garotos. Você, minha querida, é totalmente independente. Tem inteligência, e , francamente, me dá esperança de que o feminismo não morrerá com sua geração.


Natalie Sterling é uma veterana do tipo certinha. É inteligentíssima, super preocupada com suas notas e sempre tenta engajar-se no maior número de projetos sociais possíveis.
Sua melhor amiga é a Autumn, uma garota que, por causa de um erro no primeiro ano, ganhara o apelido de "Isca de peixe" e por isso vive a 'se esconder' de certa forma das pessoas da escola.
Natalie, depois de vencer Mike Domski - um dos meninos mais populares da escola e um dos mais retardados também - e se tornar presidente do Conselho Estudantil, sente como se tudo estivesse perfeito: seu último ano seria incrível, tiraria ótimas notas e teria um magnífico histórico escolar, e no final, por ser uma brilhante aluna, encontraria as portas de uma das faculdades mais importes do país abertas para ela.

Tudo ocorria perfeitamente bem, até que uma caloura com atitudes nada dignas de uma dama chega à escola.
Natalie descobre então que a menina é Spencer: uma garota que ela fora babá anos atrás.
Como seu instinto é de 'salvadora da pátria', Natalie se vê na obrigação de acender uma luz no caminho da menina, principalmente por já ter cuidado dela quando menor. Mas, pelo jeito Spencer não quer ser ajudada, pois continua fazendo coisas inadequadas na concepção de Natalie. Então, com o apoio do diretor e da sua professoa Srta. Bee - uma professoa feminista que mais puxa saco à admira - ela monta um grupo só para meninas com a intenção de ajudá-las a fazerem escolhas certas, principalmente em relação aos garotos (não queria mais uma 'Isca de Peixe').

Mas, a coisa só tente a piorar, uma vez que Spencer continua sendo uma menininha malvada e Natalie começa a perder o controle da situação. Não de Spencer, mas dela mesma.
Sem mais nem menos ela se apaixona pelo melhor amigo de Mike, o Connor. Então começa a tomar atitudes e a fazer coisas que jamais faria em sã consciência.
Com o afastamento de Autumn, envolvimento com Connor e as resposábilidades de presidente e estudante, Natalie começa a mudar o tipo de garota que ela achava que era.

Essa era a pior parte de tudo: saber que era errado, mas fazer mesmo assim, não me importando com o qunato aquilo ia profundamente contra o tipo de pessoa que eu era.

Sabe o livro que você lê e lê esperando que algo aconteça e quando percebe já está no final do livro e não aconteceu praticamente nada? Pois é. Tive esta triste sensação ao ler este livro. Mas, creio que seja porque ele tem o objetivo de passar uma "moral" para nós, e não de ser uma história cheia de coisas diferentes acontecendo. Em um ritmo bom, ele mostra acontecimentos que podemos assimilar com nosso dia-a-dia para que possamos tirar nossas próprias conclusões. Ele nos faz pensar no tipo de garota que queremos ser.

Assim, gostei bastante do livro. Em alguns momentos senti raiva, pena e decepção pela Natalie, no entanto, apesar de reprovar algumas de suas atitudes, eu acabei me identificando muito com ela.
O livro faz com que façamos algumas comparações da história com a nossa vida, e aposto que assim como eu, várias estudantes que lerem o livro irão parar e pensar: "Nossa, isso já aconteceu na escola!" ou "Eu já fiz isso...".

Achei muito legal como o livro conseguiu relatar o cotidiano dos adolescentes no colégio, envolvendo amizade, amor, apelidos, fama, atitudes, certezas e incertezas de modo cativante.
Creio que seja um livro mais feminino, por isso indico para todas as estudantes ou ex-estudantes de plantão, que sabem muito bem como é lidar com o dia-a-dia do colégio!
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Camila 20/12/2011

Não sou este tipo de garota
Natalie Sterling está disposta a transformar seu último ano na escola em um ano memorável. Para Natalie, a única coisa que importa é se tornar a presidente do conselho estudantil, tirar boas notas e ser aprovada em uma boa faculdade. Em sua vida não há espaço para garotos e confusões. Até que Spencer, uma garota da qual Natalie foi babá anos antes, surge entre os novos alunos da Academia Ross e coloca à prova todos as escolhas de Natalie. Ser certinha e tirar boas notas? Ser popular e ter muitos amigos? Biblioteca ou festas? Livros ou garotos?
A proposta da autora é bem interessante e, apesar do livro ser um tanto arrastado no início, do meio para frente fiquei ansiosa e não parei mais até saber o que ia acontecer no final!

www.leitoracompulsiva.com.br
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Daniela Tiemi 09/11/2011

Comecei a ler este livro e não parei mais até terminá-lo! É um daqueles livros que a gente lê de uma vez só. Mas apesar de ser um livro bem bacana e gostoso de ler, devo confessar que esperava, não mais, mas algo diferente dele.
Logo no início da leitura pude perceber que a protagonista era uma personagem bem difícil. Ela é um tanto orgulhosa, controladora e certinha demais. Extremamente estudiosa, ela não se permite se divertir, só tem uma amiga e por isto que a controla o tempo todo para não perdê-la, e tem grande dificuldade em perceber seus erros. No começo eu relevei muito suas atitudes, pois acreditava que aos poucos ela cairia na real e iria mudando. Isto acontece, porém demora demais. E chegou uma hora que a paciência acabou e finalmente me permiti ficar irritada com as atitudes dela.
Contudo, há outros personagens que são interessantes. Especialmente, Spencer que apesar de ser um tanto vulgar e bem louquinha, é divertida e autêntica. Mesmo Natalie achando que é ela quem está cuidando de Spencer, é justamente o contrário que ocorre. Spencer a ajuda a se libertar. Assim como Connor Hughes que é um fofo e super paciente. Não é para qualquer um aguentar a Srta. Perfeição Sterling! rs.
A trama trata muito da questão da sexualidade na adolescência; a diferença entre a vulgaridade e valorização do próprio corpo; e sobre feminismo. Trata do perdão a si mesmo e aos outros, também sobre aceitação - dos erros e das diferenças - e o aprender a se permitir ser feliz! Não fim da leitura, a minha irritação pela protagonista se transformou em pena... Dizem que o pior cego é aquele que não quer enxergar, mas têm horas que a vida nos força a abrir os olhos.
De um modo geral, digo que gostei bastante da leitura. Foi leve e divertida. Recomendo!
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CarolM 21/06/2012

No livro acompanhamos os acontecimentos sobre o ponto de vista de Natalie Sterling, uma garota que tem tudo para irritar muita gente. Ela é sincera com relação ao que pensa sobre qualquer assunto ou pessoa. É arrogante, teimosa e tem um completo desprezo pelos garotos, principalmente após sua melhor amiga, Autumn, ter sido vítima de bullying por causa de um garoto. Natalie está no último ano de escola e só consegue pensar em se preparar para a prova do SAT, que irá definir para qual faculdade ela irá e, também, na eleição para presidente do conselho estudantil da escola.

Um dia, enquanto se dirigia à sala de aula, Natalie encontra Spencer, uma adolescente de quem ela havia sido babá anos atrás, sendo motivo de falatório entre os garotos por ter se descuidado (ou não) e deixado sua calcinha a mostra. Seguindo suas crenças de que todos os garotos só enxergam as mulheres como objetos sexuais, Natalie prontamente parte em defesa da garota. Mas ela não esperava que Spencer, com apenas 14 anos, já soubesse muito bem o que queria e tinha suas próprias convicções com relação aos homens e sua própria sexualidade.

Além disso, Natalie começa ver suas convicções sendo postas a prova à medida que passa a se envolver, mais do que gostaria, com Connor, um garoto lindo, membro do time de futebol da escola e amigo de um dos garotos que mais despreza, Mike Domski. Mas será que Connor é como todos os outros garotos?

Natalie é uma personagem que me irritou profundamente, ela é muito obsessiva em suas crenças e se sente superior a todos e, apesar de muitas vezes saber que está errada, não consegue admitir isso nem para si mesma. Mas não dá para negar que ela é bastante humana em suas atitudes. Através das ações de Natalie nos deparamos com lições de amizade, perdão, amor e descoberta da própria identidade. Ela mesma descobre não ser o tipo de garota que acreditava ser, a princípio.

Spencer foi uma das personagens de que mais gostei. Apesar de ter algumas atitudes bastante idiotas e infantis, ela me pareceu ser muito mais segura de si e convicta sobre quem ela realmente é do que qualquer um dos outros personagens. E Connor era uma gracinha também, e parecia ter muito mais certeza sobre o que queria do que a própria Natalie.

Não Sou Este Tipo de Garota, de uma forma leve e divertida, nos leva a refletir sobre questões que nos deparamos com a chegada da adolescência como sexualidade, auto-estima e a relação entre garotos e garotas. Que tipo de garotas nós somos? Será que todas as ações que cometemos são um reflexo da pessoa que nos tornaremos um dia?

Uma ótima leitura, principalmente para aqueles que vivem ou já viveram esse período escolar, para quem gosta de histórias sobre amizade, superação, descobertas e, claro, romance ou para aqueles que buscam, simplesmente, relembrar esse período que é tão intenso em nossas vidas e cheio de novas experiências. Você é hoje o tipo de garota que imaginava ser no passado?

Resenha completa no Blog Vida de Leitor
http://www.vidadeleitor.blogspot.com.br/2011/08/nao-sou-este-tipo-de-garota-siobhan.html
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