O Céu Está em Todo Lugar

O Céu Está em Todo Lugar Jandy Nelson




Resenhas - O Céu Está em Todo Lugar


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Renato Klisman 17/08/2011

Um Livro Surreal
Uma história com sentimentos tão vívidos e eletrizantes que então sempre prontos para saltar do livro e atingir o leitor como uma bomba.

Lennie acabou de perder a irmã.
Simples assim, a pessoa mais importante para ela se foi.
Lennie e toda a sua família ficam de luto, porém ela logo percebe que o mundo não parou desde que sua irmã morreu. As coisas continuam a acontecer normalmente, o que deixa-a totalmente indignada.
Mas ela logo para de se preocupar com os outros para se indignar consigo mesma. Um mês se passou desde a morte e Lennie, simplesmente não consegue parar de pensar em garotos, garotos, garotos. Isso não seria problema, mas um dos garotos era o namorado da recém-falecida, Toby, um cara com uma beleza rústica e singular.
Cada dia que passa Lennie perde cada vez mais o controle de sua vida anterior, ela se snete como se a morte de sua irmã houvesse despertado algo dentro dela à muito tempo adormecido, uma nova EU está surgindo.
Mas nada para por aí. Chega a cidade um cara novo, Joe, um perfeito romântico, que logo se apaixona por Lennie tornando a vida dessa nova garota ainda pior.
Agora ela está dividida entre a paixão esquisita pelo namorado da irmã morta, e pelo amor avassalador que parece existir entre ela e Joe.
Uma história fantástica e emocionante, onde o amor não tem limites e os segredos podem destruir os corações mais frágeis.
Uma história para pessoas de Coração Forte.

A HISTÓRIA: Meu Deus! Ainda estou sem fôlego! Li o livro em menos de dois dias e, confesso, a história ainda está fazendo meu coração saltar feito um poodle alegre.
A magia existente em O Céu Está Em Todo Lugar é que a autora faz com que o leitor se sinta no lugar dos personagens, sinta tudo de bom e de ruim que os aflige, queira morrer com eles e por eles. Que queira matá-los.
Eu diria que a narrativa é repleta de uma eletricidade única, isso mesmo ELETRICIDADE, os personagens são hilários e ao mesmo tempo depressivos, sentimentos que extrapolam as meras páginas e atingem o leitor como um incontrolável Tufão. Em certo momento do livro é impossível parar, lembro-me bem de estar trabalhando, e morrendo de vontade de que chegasse logo a Hora do Almoço, pois eu simplesmente Não parava de Pensar na história.
Outra coisa interessante é a narrativa usada pela autora, é ao mesmo tempo infantil (Com a personagem principal beijando talheres e dizendo Pisca, Pisca, Pisca) e também bem adulta (Como a vontade LOUCA de... bom... Beijar e... Há, vocês sabem o que!). Tudo isso acaba tornando a leitura nem tão Infantil, o que faz com que o livro não seja totalmente idiota, e nem tão Adulta, o que deixa o livro picante mas suave, sem ser proibida para 18.
Não existem mais palavras para descrever a beleza e a surrealidade da história.
Tenho apenas que dizer... Leiam, leiam, leiam, LEIAM!

A CAPA: Ok. Vou confessar que quando a vi na internet não achei lá grande coisas. Era simplesmente uma capa bonitinha e talz. Maaaaas, quando recebi o livro Em Minhas mãos não cansei de olhá-la e de acariciar a textura Incrível dela. A Novo Conceito fez uma capa num estilo meio áspero-aveludada e também de um jeito que logo de cara parecia-se com um livro de capa dura, mas percebe-se ao abrir o livro, que ele tem orelhas e a capa é um pouco flexível.
Resumindo, a capa é MARAVILHOSA!

O KIT: A Editora Novo Conceito manda, na maioria das vezes, um kit para os blogueiros juntamente com o livro. Desta vez não foi diferente e, já adianto, foi o Kit mais lindo que já recebi. A caixa dele fica dentro que uma espécie de capa e, ela é totalmente branca, com apenas alguns detalhes escritos. Tudo isso porque a Editora quer que os leitores soltem a imaginação e decorem o pequeno Box.
Ah, a parte interna então, nem se fala, ela é dividida em dois compartimentos, um onde fica o livro (esse é colorido) e outro aonde vem uma caixinha de Giz de Cera para ajudar na decoração.
Não vou postar as fotos dela aqui ainda, pois tenho que decorá-la com corações, frases românticas, sei lá. Ainda estou indeciso.
Maaas, assim que tudo estiver pronto posto umas fotos no twitter e no Facebook para vocês verem (e babarem)!

UMA PALAVRA QUE DEFINIRIA O LIVRO: Surreal.

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Thay Gomez Pilha Flutuante 24/08/2011minha estante
Renato, eu também considerei este o kit mais lindo e lúdico que já recebi de editoras. Tudo nele inspira criatividade. E este livro é bárbaro, eu li em 2 dias também porque... difícil mesmo foi ceder ao sono, entre um dia e outro kkkk

Beijos, parabéns pela resenha ;-)


Renato Klisman 24/08/2011minha estante
Valeeeu Thais! Que bom que gsotu!


Katty 24/12/2011minha estante
Li em 1 dia! Quando comecei a ler e via sempre a Lennie fazendo menções ao Heathcliff e ao Morro, não tive como não amar de cara! E o resto... Só amor... Chorei... Ri... Me emocionei muiTO!


Renato Klisman 24/12/2011minha estante
hahahah! #TotalmenteViciante!


Teri 05/02/2012minha estante
fiquei sabendo q talvez a Selly (selena gomez) vai interpretar Lennie :) tbm ameeii o livro! :D


Antonio Leandro Junior 16/06/2012minha estante
Ri um bocao com as crises dela com a relação a penis eretos...kkkkkkk


Marianne 28/06/2012minha estante
Eu esperava um livro bem dramático, mas me surpreendi. O livro é bastante engraçado e nos envolve do começo ao fim. Adorei a ideia de espalhar os poemas que ela escrevia e as ilustrações do livro. Li em dois dias e super recomendo!


Naiane Oliveira 19/12/2012minha estante
Você disse exatamente tudo o que eu senti... Li em questão de horas.. É fascinante, viciante..


Lorrane 10/09/2013minha estante
Uau!
Tu disse exatamente o que eu queria dizer! ^^


daany eimori 29/04/2014minha estante
Li esse livro em pouquíssimo tempo também, realmente cativante, não dá pra parar de ler! E o livro, fisicamente falando, é maravilhoso! Capa muito bonita, as folhas, os bilhetes, a letra em azul... aiai. Recomendo sem medo! haha




Regiane 06/03/2012

Poético e fascinante

“ Minha irmã vai morrer todos os dias, pelo resto da minha vida. A dor dura para sempre. Não desaparece nunca; torna-se parte de nós, a cada passo, a cada suspiro. Nunca vai parar de doer, Bailey, porque nunca vou deixar de gostar muito de você. É assim que é. A dor e o amor caminham juntos, um não existe sem o outro. Tudo o que posso fazer é adorá-la e amar o mundo, imitar seus passos ao viver com ousadia e força e alegria. ”


Hoje eu trago a resenha de um livro singelo, tocante e ao mesmo tempo, repleto de humor, que me agradou completamente. Antes de dar uma opinião mais precisa - como de costume - farei um apanhado geral da história.

Lennie Walker, aos seus dezessete anos, levava uma vida calma e feliz, acompanhada por sua paixão pela música e pelos seus inseparáveis livros de romance. A garota nutria uma admiração sem igual pela irmã mais velha - Bailey. Tudo seguia perfeitamente bem, até o dia que a tragédia resolveu bater a porta da família Walker. Por uma fatalidade do destino, a querida Bailey, veio a falecer.

“ Às 16h48 de uma sexta-feira de abril, minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta, e menos de um minuto depois, estava morta. ”


A partir desse triste episódio, a única forma que Lennie encontra para tentar amenizar e driblar um pouco a dor pela perda da irmã, é seguindo em frente, mas só ela sabe o quanto é difícil e complicado lidar com a situação, pois Bailey significava e significa tudo para ela.

Felizmente, Lennie não é uma garota que desiste fácil das coisas. Ao lembrar-se do quanto a irmã amava viver, ela é motivada a continuar, e é nesse momento que dois garotos surgem em seu caminho. Um deles parece entender exatamente o que ela está sentindo, e o outro consegue deixar seu coração um pouco mais alegre e leve. Diante de um turbilhão de emoções e sentimentos confusos, ela terá que encontrar o equilíbrio em meio a tudo que está vivendo.

Primeiramente eu devo elogiar o capricho que a Novo Conceito teve com a diagramação desse livro. Além de encher os olhos, todos os detalhes são impecáveis. Adorei a fonte na cor azul, e fiquei deslumbrada com as diversas ilustrações e imagens contidas - com vários poemas e recadinhos da protagonista - entre um capítulo e outro.

A narração do livro é em primeira pessoa, mas em nenhum momento, deixou a desejar. Aos olhos de Lennie, tive uma visão ampla de tudo que acontecia ao redor. A história é conduzida de uma forma totalmente poética. Apesar da escrita da autora ser simples, ela é bem agradável e gostosa. A leitura fluiu tão rapidamente, que terminei em pouquíssimas horas.

Alguns personagens são bem curiosos, principalmente quando se trata do Tio Big e da Vovó. Eles são carismáticos, mas ao mesmo tempo, são bem peculiares. Não gostei muito de Toby, achei-o meio apagado e até mesmo bobão. Joe é uma graça em todos os sentidos. É impossível não se render a ele. A sua sensibilidade aos sentimentos alheios, faz dele um personagem muito especial. Lennie é uma protagonista bem completa. Ela está longe de ser perfeita - algo que adorei - e dessa forma, a autora deu um ar real a personagem. Outra coisa que gostei muito na Len, foi que mesmo diante da situação triste que se encontrava, ela conseguia ter um senso de humor incrível. Ri horrores com as suas atrapalhadas. Sem contar a quantidade exagerada de vezes que ela leu O Morro dos Ventos Uivantes, que sem dúvidas, achei hilariante.

“ Sarah e Joe também me encaram. Sarah com uma expressão de preocupação e Joe com um sorriso do tamanho de um continente. Será que ele olha assim para todo mundo? Será que ele é maluco? Seja lá o que ele for, é contagioso. Antes que eu me dê conta, estou imitando seu sorriso do tamanho dos Estados Unidos, unindo-os ao Havaí e Porto Rico. Devo estar parecendo a "enlutada alegre". ”


O Céu Está em Todo Lugar traz à tona muitos sentimentos. Raiva, decepção, compaixão, compreensão, tristeza, alegria, etc. Enfim, é incontável tudo aquilo que se pode sentir ao ler essa obra. Jandy Nelson criou um romance que retrata perfeitamente a dor diante da perda, a descoberta do amor e a luta pela felicidade. É um livro que deve ser apreciado por todos aqueles que adoram uma história sensível e poética. Recomendo!
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Dri 09/12/2011

O céu está em todo lugar - Jandy Nelson
Me sinto MUITO excluída. Praticamente todos que leram esse livro deram nota alta para ele, gostaram dele, amaram, etc. Tentei todos os dias, durante todas as quase seis semanas que passei com ele, gostar da história, ficar com pena da Lennie, achar o livro emocionante e dramático, mas não foi possível.

A diagramação do livro é linda, cheia de páginas decoradas, divisão de capítulos muito legal, capa com textura diferente (muito frágil, devo citar. Prefiro as normais, são mais resistentes) que a princípio eu gostei, mas depois enjoei. A cor da fonte é azul marinho, super diferente e legal, a fonte é grande o suficiente para a leitura fluir melhor. A narrativa é simples e boa, a escrita da autora é legal, apesar de eu achar que ela enrolou MUITO e eu pulei alguns trechos com descrições chatas e desnecessárias. E a autora com certeza teve muito trabalho para escrever mais de quatrocentas páginas. Uma estrelinha por tudo isso.

Daria três estrelas, mas sofri muito com o livro. Passei a maior parte do tempo odiando a história e principalmente a protagonista chata demais. Apenas mais para o final que eu gostei um pouco, apesar de continuar achando Lennie a pior protagonista de livro do mundo. Nunca demorei tanto para terminar uma história, já estava quase desistindo. Então, situações desesperadoras pedem medidas desesperadas: Comecei a ler o livro a partir da metade com a trilha sonora da minha série favorita, Glee. A partir daí o livro comecei a ficar menos deprimente e a minha vontade de jogar o livro pela janela foi parando (e também porque tenho pena do meu dinheiro), inclusive achei duas músicas que bateram com dois trechos da história e então passei a ler o livro cada vez mais rápido (para o meu alívio).

Desculpe quem gostou dela, mas não encontrei pontos positivos na Lennie. Ela é egoísta, esquisita, gosta de sofrer e a considerei traidora sim. Com Joe quem iria querer saber de Toby? Claro, ela poderia ficar com qualquer um dos dois, mas o segundo era namorado da irmã... Não me agradou. Achei isso uma atitude doentia e a justificativa não me convenceu. Aliás, o luto dela não me convenceu. Me pareceu forçado. Quem está de luto não fica pensando as coisas que ela pensava. Quem está de luto fica triste, mas não egoísta. Gostava dela menos ainda quando desprezava sua avó, porque achei que naquele momento toda ajuda para ela seria bem-vinda e todos só estavam querendo ajudar. Mas ela tinha aquele amor doentio pela irmã e recusou de forma nada agradável todo e qualquer tipo de ajuda. Não tive pena dela e nem me comovi com seu drama em nenhum momento do livro. Aliás, que estranho ficar escrevendo em copos descartáveis, papéis, folhas de livros, papel de bala, troncos de árvore, enfim, por todo lugar para depois só jogar fora...

Não gostei do livro principalmente porque a narração foi feita pela Lennie e ela é chata, então estava presa na mente dela. Não havia escapatória. Mas gostei muito de Bailey, a irmã de Lennie, apesar dela estar morte e desejei que ela fosse a protagonista ou, pelo menos, desejei conhecê-la um pouco mais, ela tornou o livro menos chato. E também gostei bastante da avó das meninas, a dor dela sim, me comoveu, apesar de ter sido muito menos explorada. Gostei também de Big, mas ele foi pouco aproveitado e nem percebi qual foi seu final, mas valeu a participação.

Apesar de ter marcado vários trechos no livro, a maioria eram trechos de atitudes de Lennie que eu achava ridículos, então não vou colocar nada aqui. As músicas que eu achei que combinavam com os trechos foram: Firework (página 233) e No Air (página 262 aproximadamente). Os trechos ficaram muito mais interessantes assim.

O final eu achei sem graça, mas a última cena (um pouco antes do prólogo) eu achei muito bonita. E o que foi mais revoltante, é que eu não esperava NADA do livro. Para mim ia ser uma história triste, mas eu não dava muito pelo livro e mesmo assim ele conseguiu me decepcionar... Trágico.
Karol Rodrigues 07/01/2012minha estante
Concordo em tudo com você. Eu ainda nem terminei de ler o livro e ele já está na minha lista negra. Eu não sei porque diabos as pessoas amam tanto essa droga. O único sentimento que me vem a mente quando eu lembro desse livro e dessa protagonista insuportável é forçação de barra. Ela não está de luto cacete nenhum, ela quer é pegar o namorado da irmã porque ela queria ser a Bailey e ela tá é dando graças a Deus por ela ter morrido. Que pessoa decente vai sentir a ereção do ex-namorado da irmã morta? Pelo amor de Deus! ODIEI essa protagonistas e todos os outros personagens desse livro. São todos detestáveis, inclusive Sarah e até o viadinho do Joe, que eu também não gostei.

Ótima resenha :D


NALVA 17/01/2012minha estante
todos tem o direito de gostar ou não do livro .MAS NÃO PRESCISAR OFENDER O TRABALHO DA AUTORA . quem é santo atirea a primeira pedra .


Dri 18/01/2012minha estante
Mas eu não ofendi o trabalho de ninguém. Ao contrário, eu sei que deve ter dado um bom trabalho pra autora escrever tantas páginas e pra achar uma editora, etc. Só que eu não gostei da protagonista. Não foi a minha intenção ofender ninguém.


Karol Rodrigues 19/01/2012minha estante
Acho que ela pegou ar com meu comentário Dri, haha. E todo mundo tem o direito de não gostar mesmo, até porque, como ela disse ninguém é perfeito né (: Você não desrespeitou a autora e se tivesse desrespeitado não era problema de ninguém, apenas da autora, que não soube fazer um trabalho digno, haha.

Beeeijão


Dri 19/01/2012minha estante
Obrigada Kaká *-* concordo com tudo, haha. Beijos!


Nivia Carla 20/03/2012minha estante
Nossa Dri, eu to sofrendo pra tentera acabar com esse livro! confesso que comprei por causa da capa, achei romantica, mas logo no primeiro capitulo me decepcionei, Lennie consegiu ser uma protagonista mais chata e deprimente do que a Bela, aquela triteza toda não me convenceu, e o pior, beijar o cunhado pq ele entende a dor dela? sem nexo nenhum, li com a melhor das intenções mas não deu mesmo!!!


Dri 20/03/2012minha estante
Eu entendo você, Nivia. Esse é o livro mais sofrido de ler de todos os tempos. Também pensei o mesmo que você sobre o beijo do cunhado, ela se aproveitou da situação isso sim hahaha. Não da pra salvar nada da protagonista. Mas terminar esse livro foi uma sensação de superação mesmo hehe. Boa sorte lendo =)


gleicepcouto 23/03/2012minha estante
Esse livro é muito ruim! Não se sinta excluida. Completamente descartável a trama.


Dri 24/03/2012minha estante
Obrigada, Gleice! *-* Sim, descartável, concordo.


honeyg 06/11/2012minha estante
Pessoal que está comentando, por favor, sem spoiler. Acabei de ler que tem um beijo e quase dei um soco no monitor por ter lido. D:


Giovana 14/12/2012minha estante
também não consegui gostar muito desse livro; nem do jeito que a autora escreve nem da história. bem sem graça :/


Rita 15/07/2013minha estante
Sabe, às vezes uma resenha e alguns comentários podem mudar tudo, eu li a sinopse e pensei "uau, parece interessante e diferente até" e deixei na minha listinha de livros para ler, hoje decidi investigar algumas resenhas e claro que vim ler a sua visto que foi a 1ª que me apareceu com mais má pontuação e deparo-me com comentários que me identifico, o que li sobre as personagens não me cativou em nada, só de ler que a personagem é um saco e que em vez de fazer luto se atraca literalmente ao namorado da irmã sem pudor (foi o que subentendi de alguns comentários) eu perdi a vontade de ler, não gosto de livros em que nenhuma das personagens tenha conteúdo ou que eu não simpatize, como tal sinto que esta seria uma leitura bastante demorada e sem nenhum prazer, antes pelo contrário. Este livro acabou de ser excluído da lista.


Geo 01/01/2015minha estante
Não se sinta excluída, ainda estou lendo o livro e estou achando uma bela porcaria.




Queria Estar Lendo 05/01/2016

Resenha: O Céu Está em Todo Lugar
Jandy Nelson não escreveu o melhor YA que já li na vida à toa, senhoras e senhores. O céu está em todo lugar porque não ter superado Eu te darei o Sol, mas é tão bom quanto. A narrativa, os personagens, o jeito com que a autora conversa com o leitor sem realmente falar com ele, mas apresentando fatos e cenas e momentos tão reais que eles saltam do livro para conviver para sempre com você.

O céu está em todo lugar é um livro sobre superação e auto-descobrimento, sobre encontrar força na sua dor e lidar com o fato de que ela nunca vai desaparecer completamente. Lennie acabou de perder a irmã mais velha abruptamente; em um dia, Bailey estava lá, se aprontando para interpretar a Julieta na peça da escola, e no outro ela não está mais. O luto de Lennie é uma coisa complicada, cheia de agonia e negação, e a vida dela, antes resumida a ser a sombra de Bailey, de repente se torna um painel solar. Lennie nunca soube lidar com a realidade sem a irmã por perto. Não conhece um mundo onde a Bailey não está na cama ao lado da sua, onde seus comentários não vão ser respondidos por ela. As irmãs cresceram juntas no abandono da mãe, na esquisitice da família, e agora só existe a Lennie. Não bastasse isso, tendo que lidar com a repentina solidão, Lennie vem a descobrir que está se apaixonando; como pode se apaixonar quando o corpo da irmã nem esfriou no túmulo?!

Através dos olhos da Lennie, acompanhamos esse período instável cheio de sentimentos confusos e momentos inesquecíveis. Sua irmã se foi, mas Lennie ainda está ali. Ela acha injusto, tão injusto, e odeia que o seu coração apaixonado comece a se esquecer do luto para focar no garoto recém-chegado à cidade. Joe Fontaine é um sonho, o rapaz gentil e educado que a encontra na floresta numa das noites em que Lennie precisa ficar sozinha com seus bilhetes e seus pensamentos, e uma aura de compreensão e carinho aparece entre eles. Joe é todo aberto e necessário à Lennie. Ele é um novo capítulo em sua vida confusa, um coração capaz de acalentar o seu, capaz de fazê-la se esquecer da dor com seus beijos e sua presença reconfortante.

"Joe está com um sorriso do tamanho do continente. Será que ele olha assim para todo mundo? Será que ele é maluco? Seja lá o que ele for, é contagioso. Antes que me dê conta, estou imitando seu sorriso do tamanho dos Estados Unidos, unindo-os ao Havaí e a Porto Rico."

Por outro lado, no entanto, a mente de Lennie se fixa na dor da perda, e em Toby, ela encontra um tipo de dor mútua que é capaz de extinguir a que ela sente. Toby é o namorado da sua irmã morta. Toby é proibido. Toby e ela existem juntos na agonia da perda, e existe alguma força atrativa puxando-os um em direção ao outro; não é amor, não é paixão, é um estranho sentimento errado que existe quando estão juntos. Lennie e Toby se lembram e vivem a Bailey quando dividem o mesmo espaço, e Lennie busca por esse sentimento porque precisa da irmã. Ela não consegue aceitar a sua partida. Ela não consegue aceitar que o mundo continua existindo quando Bailey se foi.


"Quero desaparecer. Tenho um impulso de escrever nas paredes cor de laranja, preciso de um alfabeto formado por finais arrancados de livros, de ponteiros retirados de relógios, de pedras frias, de sapatos cheios de nada além do vento. Descanso minha cabeça no ombro de Toby. - Somos as pessoas mais tristes do mundo."

Mas não se trata de um triângulo amoroso. Passa longe disso! Toby é quase o fantasma da realidade onde a irmã mais velha de Lennie ainda estava viva, e ela se odeia por sequer pensar e se atrair pelo namorado de Bailey. Diferente da compreensão de Joe, que é mais amigável e distante, Toby sente a perda de Lennie e quer extinguir a própria tanto quanto a dela. O livro te mostra o quanto ela se sente errada por Toby e o quanto Joe é o caminho certo. Joe é o garoto da banda, o menino perdidamente apaixonado cujo sorriso consegue arrancar o fôlego e os pensamentos racionais de Lennie. Ele é um futuro promissor, uma possibilidade de felicidade depois de toda aquela agonia.

"Como vou sobreviver a esta saudade? Como os outros fazem? As pessoas morrem o tempo todo. Todo dia. Toda hora. Há famílias no mundo olhando para camas em que ninguém mais dorme, para sapatos que não são mais usados. Famílias que não precisam mais comprar um tipo específico de cereal, de xampu. Há pessoas em todo lugar na fila de cinema, comprando cortinas, passeando com cachorros, enquanto, por dentro, com o coração despedaçado. Durante anos. A vida toda. Não acredito que o tempo cura. Não quero. Se curar, não significa que aceitei o mundo sem ela."

Em meio ao turbilhão de emoções que é a nova vida de Lennie, conhecemos outras figuras importantes de sua vida; a avó, que é uma mulher excêntrica, cujas flores têm poderes mágicos e cuja dor é mascarada pela necessidade de estar presente pela neta que ficou. Tio Big, que é um homem bigodudo muito divertido, apaixonado por maconha e por casamentos - tanto que já passou por cinco deles - e que sente de maneira misteriosa. Lennie está tão obtusa em sua dor que demora a notar a deles; demora a notar que a perda de Bailey foi um baque para toda a sua família esquisita. A avó não perdeu só uma neta, o tio não perdeu só uma sobrinha. A sombra da morte é uma coisa assustadora, e ela cresce nos sentimentos de cada um deles de maneira diferente e real. Através de bilhetes deixados por Lennie em lugares aleatórios do seu mundo, conhecemos a sua dor. Através da história, entendemos e a superamos.


"Nas fotografias em que estamos juntas, ela está sempre olhando para a câmera e eu estou sempre olhando para ela."

Jandy conduz um livro sobre aceitação, sobre entendimento e sobre superação, mesmo que lenta e arrasadora. A narrativa é tão rica, tão verdadeira e sentimental. Você se apaixona pela Lennie, pela vovó e pelo tio Big. Você cai de amores por Joe e deseja ardentemente abraçar o Toby. Você ama Sarah, a melhor amiga não tão presente porém igualmente importante de Lennie. Você sente falta da Bailey sem nem ter conhecido ela.

A diagramação é uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida! Os bilhetes, poemas tristes e diálogos perdidos que Lennie deixou por seus caminhos dividem os capítulos. As folhas grossas e as letras azuladas são lindas e combinam perfeitamente com o clima do livro. Essa se tornou uma das minhas diagramações favoritas!

"Anos atrás, estava deitada no jardim da vovó e Big perguntou o que eu estava fazendo. Disse-lhe que olhava para o céu. Ele respondeu - Essa é uma concepção errada, Lennie, o céu está em todo lugar, começa aqui, aos nossos pés."

Quem acha que este é um livro simples, por dentro e por fora, passa longe disso. O céu está em todo lugar vai te fazer sorrir e chorar e pedir por mais; mais, Jandy, por favor!"
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Blog MVL - Nina 23/09/2011

Minha Vida por um Livro | www.minhavidaporumlivro.com.br | Marina Moura

Imagine que você é filho único (talvez seja mesmo) e está acostumado a tomar suas decisões, escolher o caminho,olhar duas vezes para atravessar,ter tudo a seu dispor. Agora imagine que você é um primogênito, está acostumado a tomar as decisões por dois,escolher o caminho por dois,cuidar para que seu irmãozinho(a) chegue inteiro do outro lado da rua. Então imagine que antes mesmo que você pudesse tomar consciência de suas escolhas elas já foram feitas,o caminho já foi aberto para você,e há sempre seu irmão segurando sua mão ao atravessar. Imagine perder aquele que esteve sempre ali por você, que te protegeu. Alguém com quem você compartilhou tudo.

Sou a mais nova, a caçuleta da família. E devo dizer que experimentei o bom e o ruim dessa posição. Durante toda a minha vida, eu e minha irmã sempre estivemos cientes de que depois que nossos pais se forem, seremos apenas nós duas. Uma apoiando a outra. Imaginar a minha vida sem ela é verdadeiramente impossível. “O Céu está em todo lugar” toca em várias fraquezas minhas (no sentido do valor que dou para todas), lealdade, irmandade, orgulho. Portanto, esta será uma resenha profundamente pessoal, intransferível, dolorida e talvez incoerente. Deixo nas mãos de vocês avaliarem.

Entre o luto e a saudade, existem também sentimentos mais sutis, porém bem óbvios dividindo as emoções de Lennie. O rancor e a inveja permeiam inúmeros pensamentos da protagonista, e apesar de parecer uma coisa feia e deformada, são emoções comuns à condição humana e vamos e convenhamos, irmãos vivem embaralhados em competições e disputas. Quem é melhor, quem tem mais afeto dos pais... Estou falando por experiência própria. Assim como Lennie, sou a mais nova, e sei que nós caçulas costumamos estar sempre à margem dos primogênitos. Mas o natural é que isso passe ao adentrarmos a adolescência. O que não é o caso de Lennie. A personagem caracteriza um quadro perfeito de conflito de identidade,ela não sabe mais onde começa a Lennie e onde termina Bailey(sua irmã). É uma situação delicada que apenas se agrava com a morte prematura de Bailey. De repente Lennie não encontra mais solo firme para sua vida. Quem sou eu? Enquanto lia, percebi claramente que a personagem se fazia esta mesma pergunta a cada capítulo. Jandy Nelson soube como construir uma protagonista extremamente humana, real, e isso é um dos aspectos favoráveis da leitura. O mais interessante é que Lennie demonstra dons encantadores, ela é uma poetisa nata e musicista também. Só quem não consegue enxergar seus talentos... é ela mesma.

Além dos protagonistas, o enredo ainda conta com a solidez de um grupo de coadjuvantes especiais e carismáticos. A avó de Lennie e seu tio Big (que sofre de gigantismo) formam uma família incomum, hora com diálogos hilários e de uma simplicidade tocante. A avó de Lennie e Bailey,apesar da aparente alegria radiante,também possui seus próprios demônios para enfrentar.Mesmo antes da morte da neta,ela estava habituada a passar por “tempos privados”(como as meninas nomeiam),dias em que ela simplesmente se desligava do mundo. Eu poderia colocar meus óculos de psicóloga e dizer que o ambiente familiar no qual ambas cresceram é um tanto disfuncional. Apesar do afeto que permeia seus componentes. Lennie e Bailey não conheceram sua mãe, foram criadas somente pela avó e tio.

Apesar de este ser o primeiro trabalho de Nelson com escritora, esse detalhe passa despercebido ao leitor. A narrativa é bem delineada, os acontecimentos fluem bem, sem pesar demais em minúcias e bem focada nas emoções e pensamentos de protagonista. O início pode parecer desnecessariamente dramático, entretanto, com o desenrolar da estória,fui compreendendo a profundidade do sofrimento de Lennie,a depressão em que ela e Toby,o ex namorado de sua irmã,se encontram. Ambos descobrem um no outro, o espelho para o pesar que carregam dentro de si mesmos. É mais fácil viver perto de Toby porque ele leva muito de sua irmã, e vice versa. Joe, o terceiro ângulo do triângulo amoroso, entra como uma brisa de ar fresco para Lennie. Ele é a promessa de uma vida normal, de que ela pode voltar a ser feliz, apesar da ausência de Bailey. O leitor sabe o que é mais saudável para Lennie, mas ela é imatura, e está magoada demais para perceber isso sozinha. É surpreendente e fascinante a forma como Jandy expressa os conflitos de sua protagonista. Seus receios e paixões se misturam de uma forma poética e original.

Um livro encantador, que garante entretenimento e reflexão. Uma experiência inesquecível para leitores das mais variadas idades. Jandy Nelson toca em um tema polêmico, que comove e cativa. “O Céu está em todo lugar” é uma obra que instiga emoções diversas, mas de forma alguma desaponta seu público. Envolva-se com a poesia dessa talentosa autora.

Obs: A Editora Novo Conceito merece um gigantesco Thumbs Up! Pela diagramação,e o cuidado que tiveram em manter a beleza estética da versão americana. Ouso dizer (com propriedade,pois tive o livro americano nas mãos) que é ainda mais bem finalizado. Parabéns à editora Novo Conceito pela qualidade gráfica.
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Camila Ramos 23/02/2012

Um livro emocionante e lindo. O Céu está em todo Lugar é um daqueles que você termina de ler e continua pensando nele por dias.
Confesso, comprei pela capa. Quer dizer, pelo livro em si porque ele todo completamente lindo. Comprei e ele ficou lá na estante por um tempo; Tempo demais. Quando peguei pra ler, terminei no mesmo dia.

A Lennie acaba de perder a irmã dela. Ela ainda está num estado de “não caiu à ficha ainda”. Parece que ela não sabe se estruturar sem a irmã. A mãe dela sumiu desde que ela é pequena. Então ela mora com a avó e um tio. Os dois são ótimos. Mas as coisas não são mais as mesmas depois da morte da irmã. Tem o Toby, o cara que foi namorado da irmã dela. Os dois estão passando por um momento muito ruim, eles perderam uma pessoa muito amada, eles precisam de algum conforto. E vão procurar isso um no outro.

A Lennie conhece um garoto na escola, o Joe, e se apaixona por ele. No decorrer do livro, cada capítulo tem uma página com uma foto de um bilhetinho. Tipo, alguma coisa escrita num copo, num tronco de árvore e tal. Isso tem um papel importante na estória que no fim nós entendemos.

A narrativa é muito boa. Quem narra é a Lennie. Nós sofremos com ela. Esse é um livro tão profundo que eu consegui sentir tudo que ela sentia como se estivesse acontecendo comigo.

O livro fala sobre perda, como seguir em frente. Fala sobre amor, tem um romance muito lindo. É impossível não se apaixonar por essa estória. O Toby é um cara mais na dele, calmo e misterioso. Mas é muito sincero, e dá pra perceber o quanto ele sofre com a morte da namorada. O Joe... é um cara legal. Bom, dá pra ver que eu gostei mais do Toby né, mas enfim, as coisas nem sempre são como a gente quer... xD

Quando terminei ainda passei dias lembrando da estória. E adoro quando um livro faz isso comigo.

Recomendo MUITO esse livro. Se você quer uma estória emocionante e linda, esse livro tem isso e muito mais. LEIA!
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ka macedo 06/03/2013

O Céu Está Em Todo Lugar
O livro de hoje é, no mínimo, muito estranho. Apesar de todas as resenhas positivas que li sobre ele até hoje, nunca vi alguém destacar a estranheza dele (por que essa foi a característica que mais se fez presente durante a minha leitura). Eu simplesmente não conseguia parar de pensar: “cara, acho que eu nunca vi personagens, pensamentos, atos e cenários tão estranhos antes”. Mas entendam; não é por que ele é estranho, que é ruim.

Se bem que, ao ler o primeiro capitulo, eu simplesmente odiei. Achei confuso e mal formulado. Ainda não consegui entender por que tive essa primeira má impressão do livro. Talvez por que ainda não estivesse acostumada à narrativa da Lennie, ou por que a tradutora não estivesse acostumada à narrativa ou por que eu não estivesse realmente com vontade de ler esse livro. Não sei mesmo. Pode ter sido qualquer coisa, mas sei que depois me senti mal de ter desgostado tanto dele. Por que é um livro fantástico, na verdade.

Tudo nele é tão complexo, tão diferente. As personagens, suas atitudes, seus motivos e até mesmo a própria estória. Não vou dizer que todas essas peculiaridades são boas e agradáveis. Na realidade, elas são normalmente carregadas de uma tristeza meio maluca. E acredito que isso seja esse quê a mais do livro. Ele tem uma aura, uma... - não sei nem como chamar -, tão atrativa, magnética e mágica. É impossível descrever em palavras.


Por que, ainda que eu ficasse enfurecida com Lennie e suas atitudes, eu não conseguia deixar de entendê-la e adorá-la. Demorou um pouco para começar a sentir essa simpatia por ela, mas esse sentimento chegou e eu queria fazê-la enxergar as besteiras que estava fazendo. Ela continuava se escondendo atrás da irmã – mesmo que ela já estivesse morta. Ela não quer mostrar tudo o que pode ser, ela quer se afogar na tristeza e se torturar vezes sem fim por que sua irmã não está mais ali. E isso faz dela uma pessoa altamente egoísta. Não à todo momento, mas em boa parte do livro. E novamente eu preciso destacar como um autor conseguiu fazer um desenvolvimento de personagem magnífico. Lennie muda tanto, mas tanto ao longo do livro. E acho que principalmente por causa de Joe.


"- E as clarinetistas?
Sorri e diz: - As mais profundas – corre o dedo pelo meu rosto, minha testa, minha face e meu queixo, então desce pelo meu pescoço. – E tão lindas."


Ele é uma graça! Eu adorei, adorei o Joe. O que é meio incomum, por que, normalmente, eu teria me apaixonado pelo Toby – que é o cara errado nesse caso. Joe é engraçado, lindo, fofo, sexy, talentoso e faz de tudo pela Lennie. E me doía ver como ela ainda hesitava quando se tratava de Toby.

E quanto ao Toby; eu demorei para entender porque eles agiam daquela forma, porque eles gostavam tanto de se torturar. E tem uma explicação e que, de algum modo, só te deixa levemente melancólico pelas personagens, você só quer que tudo se encaixe e que elas possam ser felizes mais uma vez. Você não sente vontade de matar cada um deles por fazerem coisas tão idiotas.

Além desses três, ainda temos a família de Lennie: a avó – uma senhora completamente pirada que adora dar em cima dos meninos bonitos e falar coisas loucas -, Big – o tio, que vive se casando e divorciando e que passa o dia inteiro chapado -, Bailey – a falecida irmã, sobre quem vamos aprendendo mais e mais ao longo do livro, junto com a própria Lennie – e a mãe – uma pessoa que não está fisicamente presente, mas que está sempre ali, nos pensamentos dos outros, tornando tudo ainda mais complicado e melancólico. E todos juntos dão um ar hilário ao livro. Algo em toda aquela estranheza, complexidade e ironia me fez rir alto em muitas passagens.

É uma estória magnífica e completamente emocional que fará qualquer pessoa sentir como se fosse parte dela ao lê-la. Sei que minha resenha está confusa e nada esclarecedora, mas esse é aquele tipo de livro que provoca sensações impossíveis de serem descritas e acho que todos que se interessam por esse estilo deveriam lê-lo para tirar suas próprias conclusões. Por que vocês só conseguirão entender exatamente o que quero dizer quando experimentarem por si mesmos.


http://blogminha-bagunca.blogspot.com.br/2011/12/resenha-o-ceu-esta-em-todo-lugar.html
Laís 22/04/2012minha estante
Ka,
Eu li esse livro em 2 dias e me sentia tão emocionalmente carregada, parecia que eu realmente fazia parte da história sabe? E eu também, teria gostado do Toby, porque de uma forma ou de outra eu gosto dos caras errados, mas o Joe é tão tão encantador, tão lindo, tão meigo, tão humano, que não sei eu me apaixonei por ele na primeira aparição. E juro, daria tudo pra me casar com ele. rs.

Eu também estranhei um pouco o jeito no inicio, e acho sinceramente que foi problema da tradução.

Enfim, eu amei o livro, e só não dei 5 estrelinhas por causa do inicio confuso.




gleicepcouto 25/05/2012

Nem uma bela edição salva uma trama fraca
www.murmuriospessoais.com

***


O Céu Está em Todo Lugar (Novo Conceito) é o primeiro romance da autora norte-americana Jandy Nelson, que também é agente literária e poetisa. A obra foi escolhida por diversas associações de escritores e livros como um dos melhores romances de 2010 e será adaptada para o cinema com a ídolo teen Selena Gomez como protagonista.

O livro conta a história de Lennie Walker, uma menina de 17, estudiosa e que gosta de música e literatura, mas que vive na sombra de sua irmã extrovertida, Bailey. Essa relação, porém, é interrompida de modo brusco, quando Bailey morre em um acidente. Enquanto tenta se adaptar a essa mudança em sua vida e lidar com seus sentimento de perda, Lennie acaba tendo que ir em busca de sua própria identidade. E de quebra, acaba se tornando o centro da atenção de dois garotos: o namorado em luto da irmã, Toby, e um estudante de intercâmbio francês, Joe. Em meio a descobertas sobre ela mesma, a irmã e a família, Lennie também descobre o amor e a paixão, e as consequências que ambos podem trazer.

Nem sei por onde começar. É sério. Tem tanta coisa que não me agradou nesse livro. Vamos logo à parte boa, né? Quer dizer, a menos ruim.

O livro é bem escrito. Nelson, claramente, sabe escrever para o público infanto-juvenil. Utiliza palavras simples, frases de sentido direto, de fácil compreensão. A leitura flui muito bem. O fato de ser narrado em primeira pessoa facilita também ao jovem leitor se identificar com a protagonista - se bem que, a personalidade da Lennie em si, já é um chamarisco. Garota calma, que gosta de música, de ler... O enredo, também é chamativo pra essa faixa etária: adolescente descobrindo o amor, algumas tensões familliares e todo blablabla em torno disso.

O que me incomodou foi o modo como a autora colocou isso no papel. Ela pegou um punhado de clichês e jogou no livro, sem muito compromisso em tentar ser um pouco original. A impressão que me deu é que ela não quis elaborar algo mais interessante, achando que adolescente engole qualquer historinha melosa, com triângulo amoroso e alguns dramas.

Os personagens são rasos e chatos. É isso mesmo: chatos. Xaropes. Desde os familiares, passando pelos garotinhos apaixonados, até chegar a protagonista: nenhum se salva. Eles não tem história de background bem desenvolvidas, suas ações e emoções são as já esperadas. Parecem robozinhos. Não te surpreendem.

Um adendo importantíssimo: nunca ficaria em dúvida entre Toby e Joe. Fugiria deles por toda eternidade. O Joe é mais agradável... Mas, que desgrama de pisca-pisca era aquele? Isso não é bonitinho, nem gracinha. É um baita tique nervoso irritante, gente!

O drama de Lennie entre os dois meninos chega a ser bobo pra uma menina de 17 anos. Se fosse pra alguém de 13, vai lá... E aqui não estou menosprezando o sentimento e a confusão que realmente deve acontecer quando se gosta de duas pessoas, ainda mais sendo muito jovem. Apenas estou afirmando que as situações narradas no livro não alcançam um climax. Quer dizer, os pontos de virada da história são inexistentes. Aliás, até estão lá, mas perdidos entre emaranhados de mimimis repetitivos e toda a culpa que Lennie sente por se envolver com os dois meninos, pela irmã morta, pela mãe que sumiu, pela vida, por tudo! Céus! Get over it!

Nem mesmo o luto de Lennie pela irmã é convincente. Ficou resumido a um punhado de poemas e papéis que a garota espalha pelos quatro cantos da cidade, além de algumas lembranças da irmã que ela conta. Uma dessas lembranças - que tem relação com a mãe das meninas - podia ser muito melhor explorada. Quando pensei que ia sair algo de bom daí, eis que essa parte fica em suspenso. Faz favor, né?

A Novo Conceito, por outro lado, caprichou na parte gráfica. Capinha em relevo durinha, com coraçõezinhos nas páginas internas e fonte azul e designs para cada bilhetinho que Lennie deixava por ai. Nota dez nesse quesito. Isso até ajuda em um primeiro momento, quando não se conhece o livro, e ele tem que te ganhar de alguma forma. Mas depois que você o lê, e vê que a história não condiz com a aparência, você se sente até ofendida. "Tentaram me enganar, né?!"

Fiquei realmente decepcionada com O Céu Está em Todo Lugar. Não é porque é um livro adolescente, que tem que passar a impressão de livro bobo e acéfalo. A história podia ter dado certo, se Jandy não subestimasse a capacidade dos jovens de ler algo melhor elaborado.

Confesso que a decepção também foi por ler, na orelha do livro, tantas menções ótimas sobre ele, só faltando dizer que é uma obra-prima. A verdade, gente, é que quando virei a útlima página e a li, mal me lembrava da história.

O Céu Está em Todo Lugar (The Sky is Everywhere)
Autor: Jandy Nelson
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Páginas: 424
Valor: $30 a $40
Avaliação: Descartável
Tamylane 27/05/2012minha estante
Estou muito surpresa. Primeiro "1 estrela" que vejo.
Amei o livro (o segundo melhor que li ano passado), mas gostei da sua sinceridade.
Bj




Karol Rodrigues 17/01/2012

Resenha postada originalmente em: http://www.booksjournal.org/2012/01/resenha-o-ceu-esta-em-todo-lugar-jandy.html#disqus_thread

Gostaria de começar a resenha com um pedido: não me xinguem. Deem sua linda opinião, que vamos conversar, debater e mostrar o ponto de vista de cada uma, mas não me xinguem, ok? Bom, a maioria das pessoas já deve ter lido esse livro e ter dado cinco estrelinhas, ter dito que o livro é muito romântico, fofo e conta a história do sofrimento de Lennie, que acabou de perder a sua irmã mais velha. Bailey, ou simplesmente Bels, como é conhecida no livro, morreu de um infarto, quando estava ensaiando para uma peça de teatro. Lennie está em uma depressão profunda, assim como a sua vó e seu tio, que vivem na mesma casa com ela. Não conseguem superar a perda da menina tão querida por todos os seus amigos e sua família.

Não poderia deixar de elogiar a Novo Conceito pelo fantástico trabalho que fizeram no livro. A diagramação merece mil estrelinhas ou mais. As letras são de um tamanho excelente para não cansar a leitura e a cor é de um azul escuro, que deixa a vista descansada contrastando com a folha amarelada. Os poemas que Lennie escrevia e deixava ao vento, eram postos em cenários reais, com a localização de onde cada um foi deixado, ou encontrado. Há copos descartáveis, papeis amassados e até azulejos de banheiro. A divisão dos capítulos ficou a coisa mais linda do mundo, com a imagem do céu ocupando uma página inteira e o número do capítulo no meio. Divino!

Iniciei a leitura já com o pensamento de que iria encontrar alguns sofrimentos nas primeiras páginas e isso foi completamente compreensível. Afinal, a garota acabara de perder a única irmã subitamente, assim, do nada. Bom, as primeiras cem páginas se passaram e ela não parava de se lamentar e de fazer coisas que até Deus duvida. Lennie se mostrou uma personagem irritante, megera e egoísta. Para ela, só ela estava sofrendo com a morte da irmã e só ela poderia se culpar e ser ignorante com a vó e com o tio Big, e até mesmo com sua amiga Sarah-fumante-sexy-extravagante-chata... Outra coisa que me irritou profundamente: ela não parava de se culpar e de lamentar o tempo inteiro e ainda assim, fazia as mesmas coisas de novo. O livro se tornou um recheio de frases e expressões repetitivas e perguntas sem respostas, ou com respostas óbvias demais.

"O que há de errado comigo? Que tipo de garota quer beijar todos os rapazes no meio de um funeral? Que tipo de garota quer agarrar um cara em uma árvore, depois de dar uns beijos na namorada da irmã (morta) na noite anterior? E, por falar nisso, que tipo de garota quer beijar o namorado da irmã? (pág. 100)"

Tenho uma resposta para todas essas perguntas suas, Lennie: o tipo de garota que só está deprimida por obrigação. Por querer que as pessoas sintam pena dela. O tipo de garota que quer ser melhor que a irmã, quer aparecer como a irmã e que mesmo depois que ela morreu, o ciúme e a inveja ainda permanecem com ela. Para mim, Lennie não passa de uma garota invejosa que quer tudo da irmã e fica com esse sentimento de culpa, fingindo estar sofrendo profundamente, quando na verdade, o que ela sente é vergonha de querer ser tudo o que a irmã já foi um dia. Por medo de ser julgada e massacrada pelo o que os outros e a família dela vão dizer quando descobrir esse sentimento que grita dentro dela.

"..então, assim que me permito que minha mente forneça a imagem de nós dois nos beijando, vejo o rosto de Bailey se contorcendo pelo choque da traição ao nos observar lá de cima... (pág.69)"

Além disso, a leitura muitas vezes se tornou confusa para mim. Eu não sabia quem estava falando e tinha que voltar alumas vezes para saber em que hora aquele assunto tinha chegado no diálogo. Nenhum personagem me encantou nesse livro. Joe, o carinha novo na cidade, que chega e já fica no lugar de Lennie nos ensaios de clarinete dela, poderia ser até um dos que eu simpatizaria, mas não foi. O amor que surge entre os dois é simplesmente depois de dois encontros. Eles se falam no primeiro dia e no segundo, já estão apaixonados e encantados um pelo outro. A construção do triângulo amaroso também foi um fiasco e não me emocionou em nada. Antes da morte da irmã, Lennie e Toby mal se falavam e depois que Bailey partiu eles embarcam em uma coisa nojenta e sem sentido em prol do sofrimento dos dois e da falta que os dois sentiam da pobre coitada morta.

Outro ponto que me incomodou bastante foi o medo que a escritora teve de erotizar a personagem. Bom, pra quem sente a ereção do ex-noivo da irmã e vai se encontrar no quarto, ás escondidas, altas horas da madrugada, não pode ser santinha, não é? Lennie se pinta de traidora e de santa ao mesmo tempo, a história inteira. Ela se sente péssima vestida com um vestido curto, batom vermelho e saltos altos que sua amiga Sarah colocou nela para tentar uma sedução sem sentido como o Joe. Não há mal nenhum em ter seus 16 anos e já ter ficado com não sei quantos caras, mas a nossa queria Lennie (que não lembro a idade) só ficou com três caras a vida inteira e depois que sua irmã morreu, ela resolveu virar uma vaca louca que só pensa em sexo e em sair beijando todo mundo.

"...quase nem pensava em sexo antes, muito menos fazia alguma coisa relacionada a ele. Três garotos, em três festas, em quatro anos..."

Eu só adquiri esse livro por pensar que realmente se tratava de uma história linda de amor e de superação, mas o final, assim como todo o resto do livro foi decepcionante. Todo mundo passo o livro inteiro se lamentando e sofrendo e chorando e escrevendo poemas e cuidando de flores e bebendo, se drogando e colecionando animais mortos pra depois, simplesmente do nada, isso desaparecer e todo mundo ficar bem. A história da mãe das meninas, que as abandonaram quando ainda eram pequenas, ficou ainda mais sem sentido que todo o resto e eu criei ainda mais raiva de todos os outros personagens, principalmente de Lennie.
Isis 22/06/2012minha estante
"A nossa queria Lennie (que não lembro a idade) só ficou com três caras a vida inteira e depois que sua irmã morreu, ela resolveu virar uma vaca louca que só pensa em sexo e em sair beijando todo mundo" Concordo completamente.

Também não aguento mais livros em que os personagens estão loucamente apaixonados em 3 dias, principalmente em uma situação de luto.




naniedias 25/08/2011

O Céu Está em Todo Lugar, de Jandy Nelson
Lennie nunca conheceu sua mãe. Quando ela e sua irmã eram pequenas, a mãe simplesmente foi embora e nunca mais deu notícias. E sempre foram ela, Bailey, vovó e o tio Big. Até que Bailey morre.
"Às 16h48 de uma sexta-feira de abril,
minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta
e, menos de um minuto depois,
estava morta.
Para minha surpresa, o tempo não parou
com o coração dela.
As pessoas continuam indo à escola, ao trabalho, a restaurantes;
continuaram quebrando bolachas salgadas em suas sopas,
preocupando-se com as provas,
cantando nos carros com as janelas abertas.
Por vários dias, a chuva martelou
o telhado da nossa casa -
uma prova do terrível erro
cometido por Deus.
Todas as manhãs, quando me levantava,
ouvia as incessantes batidas,
olhava pela janela para a tristeza lá fora
e me sentia aliviada,
pois pelo menos o sol tivera a decência
de ficar bem longe de nós."
Como uma garota de 17 anos lida com a morte de um ente querido? De alguém a quem era tão ligada?
E o que fazer quando, ainda de luto, essa mesma menina se apaixona? Está errado? Está certo?
"Será que ele olha assim para todo mundo? Será que ele é maluco? Seja lá o que for, é contagioso. Antes que me dê conta, estou imitando seu sorriso do tamanho dos Estados Unidos, unido-os aos Havaí e Porto Rico. Devo estar parecendo a 'enlutada alegre'."
Lennie não consegue lidar muito bem com a falta de sua irmã. Mas com o tempo irá descobrir a si mesma, tomar as rédeas de sua própria vida e seguir em frente!
"Você pode contar a sua história da maldita maneira que quiser."

O que eu achei do livro:
Esse livro é incrivelmente maravilhoso! Uma delícia de leitura.
Não espere atitudes normais, caretas, não espere nada. Liberte sua mente de preconceitos, de paradigmas e de ideias pré-concebidas. E leia essa linda história.
Jandy Nelson escreve de maneira maravilhosa, tocante e muito verdadeira! Realmente parece que estamos lendo a história verídica do luto de uma adolescente que, subitamente, se vê sozinha no mundo. Afinal de contas, quem poderia entendê-la? A personagem principal se fecha em seu próprio mundo e impede que outras pessoas entrem lá - exatamente como qualquer pessoa faria em um momento como esse. Acompanhá-la em sua luta contra esse trauma é um bálsamo para a alma. Faz-nos perceber que a perfeição não é necessária - apenas precisamos fazer o nosso melhor!
É uma história linda, escrita magnificamente bem.
E a edição desse livro? Uau! É o livro mais bonito da minha estante - a capa é maravilhosa e tem uma textura deliciosa! Além disso, há vários fragmentos de poemas durante o livro (só lendo para entender exatamente do que se trata) e eles são sempre coloridos! O trabalho gráfico está realmente primoroso! E é importante salientar também o quanto a tradução e a revisão ficaram boas! A editora Novo Conceito realmente arrasou na edição desse livro.
Mas só elogios, Nanie?
Sim, só elogios! Eu amei o livro, amei os personagens, a edição, o estilo da autora, o enredo, tudo! O Céu Está em Todo Lugar agora figura entre os meus livros favoritos e eu super recomendo a sua leitura!

Nota: 10
Dificuldade de Leitura: 7


Leia mais resenhas em http://naniedias.blogspot.com
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Bruna 12/03/2012

O livro é perfeito esteticamente, mas a história demorou a me convencer, o livro demora muito para desenrolar fica batendo o tempo todo no mesmo assunto. Esperava mais pelos comentários.
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Thay Gomez Pilha Flutuante 04/09/2011

F.A.N.T.A.S.T.I.C.
***
Quando acordo novamente, estou olhando para ele, nossos corpos juntos, nossa respiração se embaralha. Ele olha para mim.
- Você é linda, Len.
- Não - então digo uma única palavra - Bailey.
- Eu sei - responde, mas me beija mesmo assim - Não consigo evitar - sussurra dentro da minha boca.
Também não consigo evitar. (P. 61)
***

Tema da resenha: “Dare you to move”, do Switchfoot.
Este é o livro que mais me emocionou em 2011 e o primeiro que será relido em 2012, com calma, para me acompanhar durante muito tempo. Primeiro: ele transborda arte e criatividade de cada página: a pintura, a música (em larga escala), a literatura e a poesia dividindo espaço com um excelente design gráfico. Há grandes referências literárias e, no contexto, a gente percebe a bagagem da autora Jandy Nelson.

É um livro jovem e maduro ao mesmo tempo. Ele tem capítulos curtos, foi impecavelmente revisado e possui uma linguagem leve e divertida – apesar do ponto central da história – o que faz a leitura voar e a história ficar marcada na gente como um último beijo. Eu o li em um fim de semana: difícil foi parar para esperar pelo dia seguinte.

***
O céu está em todo lugar, e começa aqui, aos nossos pés. Big, p. 183
***

O livro foi tratado com um primor de derrubar queixos.
Ao abrir o kit, você se depara com a caixa de recordações personalizada, com direito a lápis de cera para soltar a imaginação e, claro, o próprio livro – que é um show à parte. Primeiramente, a capa tem uma textura super diferente de tudo o que já vi: Parece hardcover, mas ao toque, é meio aveludada. A fonte é azul e cada capítulo tem um ou mais elementos visuais ligados à história – fragmentos que a gente só percebe como são tão importantes quanto emocionantes no final ^^

Você tem irmãos? Sabe aquela sua companheira ou seu amigo de sempre, com quem conversa altas horas depois que todos já foram dormir, sobre coisas totalmente sem sentido, exceto para vocês? E, alguma vez, já se dividiu entre dois amores? Então conheça a história de Len e felicite-se pela sua, porque pegaram o mundo de vidro dela e lhe marretaram a base.

***
Às 16h48 de uma sexta-feira de abril, minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta e, menos de um minuto depois, estava morta. Para minha surpresa, o tempo não parou com o coração dela. As pessoas continuaram indo à escola, ao trabalho, a restaurantes... Por vários dias, a chuva martelou o telhado da nossa casa - uma prova do terrível erro cometido por Deus. Todas as manhãs, quando me levantava, ouvia as incessantes batidas, olhava pela janela para a tristeza lá fora e me sentia aliviada, pois pelo menos o sol tivera a decência de ficar bem longe de nós. (P. 25)
***

Lennon Walker, a Lennie, mora numa cidade hippie no Nordeste da Califórnia onde as pessoas têm os nomes mais esquisitos possíveis. Ela é clarinetista da banda da escola, curte escrever trechos de seu passado e presente em qualquer superfície que alcance (de papéis de bala a partituras) e espalhá-los pela cidade; É uma bookaholic, apaixonada por Cathy e Heathcliff, e sempre viveu à sombra da pessoa que mais ama no mundo, sua irmã mais velha, Bailey. Ah, Len ainda lida com as razões porque sua mãe as abandonou, na infância. Mas não é isto o que chama a atenção, no momento... Lennie acaba de voltar da escola, ainda de luto, depois da morte prematura de Bailey. A jovem de 17 anos nunca cuidou de uma vida própria e sempre seguiu os passos da irmã. Agora, encontra-se perdida num mundo que nunca conheceu de fato, onde tudo se choca como icebergs no oceano.

***
No momento em que as palavras saem da minha boca, sinto meu rosto queimar... Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. (P. 214)
***

Ela, que nunca se interessou realmente por rapazes, vê-se cercada por eles, reparando em coisas que nunca notara antes e alimentando pensamentos que... Freud explica! Seu coração, que sempre esteve afastado do amor, agora se divide entre dois: Toby Shaw, ex-namorado de sua irmã, com quem engata um relacionamento psicológica e eticamente questionável, e Joe Fontaine, o charmoso violonista novato, recém-chegado da França. Toby a conforta na tristeza, eles parecem tornar Bailey presente enquanto estão juntos: nenhum dos dois aceita deixá-la partir. Joe é uma Super Nova que lhe devolve a vida, fazendo-a ver cores onde só existia o amarelo das folhas pisadas de outono.

O livro nos mostra mais do que morte e luto. É um quadro da dor e da perda, e de como isto muda a nossa visão de mundo, talvez mais do que anos de alegrias. É um retrato do arrependimento pelas coisas que nunca mais poderão ser ditas e pelas últimas, nem sempre gentis, que não poderão ser apagadas. É uma história sobre paixões confusas e a vida que segue, mesmo quando usamos as máscaras do “Está tudo bem”.

***
Na manhã do dia em que Bailey morreu, ela me acordou enfiando o dedo na minha orelha. Odiava quando ela fazia isso. Então ela começou a experimentar camisetas e me perguntou:
- De qual você gosta mais? Da verde ou da azul?
- Da azul.
- Você nem olhou, Lennie.
- Tá, então da verde. Sério, não estou nem aí para qual camiseta você vai vestir.
Então virei-me para o outro lado e voltei a dormir. Descobri mais tarde que ela vestiu a azul. E aquelas foram as minhas últimas palavras para ela. (P. 15)
***


De um lado, o isolamento e a redenção. O amor incondicional por uma pessoa que nunca mais vai voltar. Decisões difíceis, questionamento sobre família, justiça e as razões de Deus. De outro, fragmentos de uma vida divididos com o mundo, que precisa conhecer a melhor irmã do mundo, levada pelo Tempo cedo demais. A resistência em deixar partir aqueles que amamos e a inconformidade por tudo o que eles não terão a chance de viver. E mais: como superar as reviravoltas, quando tudo não parecia poder piorar?


Você vai chorar – ah, você vai chorar mais do que imagina agora e dificilmente largará o livro antes da última página. Também sorrirá em incontáveis momentos, mesmo quando parecia impossível, porque isto é estar vivo.

Porque a vida segue e devemos, simplesmente, segui-la.

O que eu recomendo é que você não fique sem este livro.
Eu daria nota 10, mas a escala só permite até o 5 ♥

***
Eu pertenço a você.
Meu coração é seu.
Ouço sua alma em sua música.
***
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Yasmin 15/01/2012

Não entendo porque todo mundo amou

Eu me sinto anormal quando falo deste livro. Talvez seja este o motivo dele só estar sendo resenhado agora, mais de um mês depois de eu ter lido. Sabe por quê? Porque eu não gostei deste livro. Não gostei quase nada. Custei a ler. Me debati em mil para não abandoná-lo pela metade. A história pode até ser bonita, mas em minha opinião foi mal aproveitada. Vou contar porque eu não gostei.

Lennie tem 17 anos e não foi criada pela mãe. Só tinha três pessoas no mundo, a avó, a irmã mais velha e o tio. É ama música, livros e é clarinetista na escola. Ela sempre viveu a sombra da irmã mais velha. Bailey era o porto seguro. A única certeza de Lennie. Enquanto Bailey sonhava, namorava e vivia, Lennie estava feliz em só acompanhar a irmã. Até que de um dia para o outro Lennie se vê sozinha no mundo. Bailey morre de infarte fulminante sem a menor chance de socorro. Sem rumo e sem alternativa ela é obrigada a encarrar o mundo e aprender a viver sem Bailey. Como fazer isso é que ela não sabe. Tudo ficou sem ritmo e agora ela, a avó e o tio precisam encontrar uma forma de seguir em frente. Até ai tudo bem. A história prometia ser até legal e principalmente triste. Pois imaginem perder uma irmã, um irmão? Pois é. Não gosto nem de pensar na possibilidade, mas depois das primeiras páginas tudo descambou.

A autora inventou de enfiar Lennie no meio de dois garotos. O ex-namorado na irmã, Toby e o novato da classe, Joe Fontaine. Agora me explica onde está a lógica de curar luto namorando, ficando ou seja lá o que for com o ex da irmã? Não comprei nenhuma das desculpas ou explicações de autora. Não achei os motivos verdadeiramente possíveis ou sinceros. Uma coisa é você passar horas com a pessoa conversando sobre a pessoa que morreu, outra coisa é só porque ela sente o mesmo que você a respeito da perda é sair dependurando no pescoço dela. Não é moralismo e nem nada do tipo. Simplesmente não dá. E a forma narrativa que a autora usou deixou tudo cansativo demais. Lennie em 90% do livro estava uma chata. Isso quando não estava com medo. Para uma pessoa que escreve tanto quanto ela como vimos entre os capítulos ela podia ter escrito sobre a irmã. Quer melhor forma de eternizar uma lembrança e seguir em frente? As partes que ela estava com Joe salvaram.

O livro tem sentimentos vívidos? Sim tem. Não posso negar que é um livro que emociona em certas partes. Mais pela situação, perda da irmã, do que por qualquer outra passagem.

Termine de ler em: http://cultivandoaleitura.blogspot.com/2012/01/resenha-o-ceu-esta-em-todo-lugar.html

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Fe Sartori 24/11/2011

Lennie é uma menina que ama música, livros - leia-se O Morro dos Ventos Uivantes (leu 23 vezes e pra quem gosta do livro é um prato cheio porque ele é muito citado), mora com sua avó, seu tio Big. E sua família tem manias no mínimo esquisitas como: Roseiras do amor, limpeza de energia em casa, andar enquanto lê um livro entre outras.
Mas a família toda está passando por um período de luto, pois a irmã de Lennie , Bailey de 19 anos morreu, e agora Lennie, Vovó, Tio Big e o namorado de Bailey, Tob precisam enfrentar essa fase difícil e vão enfrentar da maneira que podem e sabem.

Jandy Nelson tem uma maneira muito própria de escrever, logo no comecinho do livro achei que algumas coisas ficavam perdidas no ar, mas elas vão se encaixando pouco a pouco. É um livro diferente na minha opinião, Lennie tem uma mania de espalhar poemas e sentimentos pela cidade, isso inclui escrever até mesmo em um tronco de arvore. Achei fofo o livro, Lennie (apesar de sentir dó ou raiva???!!!!) é uma boa garota. Joe me simpatizou desde o começo. Vovó também é uma graça.
Fora a edição do livro que é um caso a parte, só quem viu mesmo sabe do que eu estou falando. É LINDO.
Eu amei o livro, é simples, é delicado, é humano (porque humanos erram muito em seus escolhas certo??) e recomendo com certeza!
“Porque vovó está certa, nunca há apenas uma verdade, só um punhado de histórias, todas acontecendo de uma vez, em nossa cabeça, em nosso coração, uma passando por cima da outra. É tudo uma bela confusão desastrosa.”
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Leitor Cabuloso 10/01/2012

RESENHA: “O CÉU ESTÁ EM TODO LUGAR” DA JANDY NELSON!
Olá Ouvintes Leitores! Sabe quando você está andando e de repente se depara com uma vitrine expondo um bolo espetacular? Você para e olha encantado imaginando como seria o gosto e cheiro deste bolo que tem uma aparência fantástica. Logo você não se faz de rogado, conta rapidamente as moedas do seu bolso e se prepara para provar aquela delícia dos deuses. Imediatamente, você senta e pede um pedaço nada modesto. Pedido feito, você espera ansioso a chegada. Os minutos passam parecendo horas até finalmente o pedaço do bolo chegar a sua mesa. E quando chega que felicidade. Então você não espera mais nenhum segundo e dá à primeira garfada. Mas que decepção! No final, o gosto daquele bolo não era tão gostoso quanto você pensava. Pronto leitor, esta analogia descreve meu sentimento em relação ao livro “O CÉU ESTÁ EM TODO LUGAR” da escritora Jandy Nelson e Editora Novo Conceito.

O livro narra à história de Lennie, uma garota que acaba de perder sua irmã mais velha Bailey, e se encontra perdida sem sua principal referencia de vida. Ela está tão sem rumo quanto Toby, o namorado da irmã morta. Para tentar sanar esta perda, Lennie e Toby começam um relacionamento um tanto doentio, devo enfatizar. Sim, leitor você entendeu direito, Bailey nem bateu direito as botas e Lennie já está de amaços com o namorado da irmã morta.

Ou seja, passamos boa parte da história com Lennie se lamentando com a morte da irmã e se culpando porque descadaramente está ficando com o namorado de Bailey, mas que ao mesmo tempo, não consegue parar de beijar. Lennei se transforma, como ela mesma diz, de uma garota certinha em uma completa: “ninfeta-prostituta-meretriz-imoral-garota-de-programa- jezebel-piranha-megera-vagabunda”.

Deu para perceber que a narrativa até o momento não tinha me conquistado, ainda mais com as enfadonhas analogias do sentimento da protagonista com o mundo, com a árvore, com vento, com a grama, com a chuva, com a lua, com…você entendeu, não ajudam na fluidez da história.

No entanto, a entrada do personagem Joe Fontaine e seus grandes cílios que piscam, piscam, piscam, fazem as coisas mudarem positivamente. Um livro que parecia apenas lamentações de uma adolescente, com uma família que também não sabe lhe dar com a dor da perda de um ente querido, se transforma finalmente em uma história romântica e gostosa de se ler. Joe e sua personalidade iluminam o mundo de Lennie. Se Toby represente a escuridão na vida de dela, Joe é com certeza o sol que a iluminará. E como fica gostoso acompanhar o relacionamento de Lennie com Joe.

Falando agora um pouco da edição deste livro, devo dizer que é fantástica. A editora Novo Conceito caprichou tanto na capa como em toda a diagramação interna do livro. Ele também possui várias imagens de rabiscos da própria personagem que na narrativa, vai deixando por toda parte. É realmente lindo.

Finalizando leitores, e voltando a minha analogia do bolo, o livro “O CÉU ESTÁ EM TODO LUGAR” tem uma belíssima cobertura. Bela capa, belas páginas e bela diagramação. Porém quando fui degustando, ou melhor, lendo, percebi que tinha criando expectativas de mais em relação ao gosto do bolo, ou da leitura em sim. Apesar de o final ter me agradado bastante o início foi realmente maçante, por isso, vou dar apenas três estrelinhas para o conjunto da obra. Mas, isto não quer dizer, volto ao bolo, que você leitor não possa gostar mais do sabor deste bolo de aparência incrível do que eu. Leia e me diga que gosto tem “O CÉU ESTÁ EM TODO LUGAR”.

por Serena

site: leitorcabuloso.com.br
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