O Rei de Havana

O Rei de Havana Pedro Juan Gutiérrez


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Resenhas - O Rei de Havana


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Cowboy from Hell 21/06/2018

Não gostei
Eu esperava um livro mais alegre e menos triste, mais é totalmente ao contrário. O menino Reinaldo tem seus prazeres com as mulheres e um Gay no livro, mais o resto é só sofrimento que ele passa.
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Biblioteca Álvaro Guerra 09/05/2018

Neste romance contundente, Pedro Juan Gutiérrez explora os limites da dignidade humana.

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Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/8535900950
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Gisele KazeHime 09/09/2017

Livro cru e visceral
O livro fale Rey um jovem cubano residente em Havana, alguém que por saber não ter futuro só vive o hoje. Uma história que poderia muito ter se passado em uma favela do Rio de Janeiro ou Recife. O autor se utiliza de uma linguagem crua e visceral sem poupar os detalhes sórdidos e sujos.
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Jaque 05/09/2017

O Rei de Havana
Um livro de leitura rápida,chega a ser tão inapropriado a linguagem que faz q a leitura seja tão rápida mesma, ao modo de querer acabar logo, repetitivo, confesso que ao ler fiquei completamente enojada e até com certa ânsia de vômito de tão chulo, inescrupuloso que é não só o personagem principal quanto todos os outros personagens. Ambiente sórdido, sujo, podre no qual o sexo é tratado de forma totalmente chula e banal. Parece que os personagens são apenas um pedaço de carne e fedida ainda. O Sexo é um alento a pobreza.
A pobreza e situações mais inóspitas acontecem no livro. Tragédias(desde mortes, assédio, atentado ao pudor(masturbações), furtos, agressões, xingamentos... que são tratadas como coisas comuns.
A falta de perspectiva de vida faz que Rei o personagem principal viva minuto a minuto em busca de sobrevivência em meio a tanta miséria e descaso com o ser humano.
Acaba de uma maneira tão nojenta como todo o livro é!
Mas de toda maneira foi uma boa leitura, na qual pude abrir a mente e verificar que existe um mundo tão sujo e miserável, onde pessoas vivem instintivamente como animais e certificar o descaso do próprio estado em meio a essas situações descritas no livro.
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Taci 11/07/2017

Impactante
Essa obra cubana conta a história de REYnaldo, o "rei de Havana", que vive de forma bastante instintiva, como um animal selvagem, atendendo, principalmente, a duas necessidades básicas dos seres vivos: alimentação e "acasalamento" (Rey tb é conhecido por "Pica de ouro"). Diferentemente do homem moderno, cuja mente oscila entre traumas do passado e ansiedade pelo futuro, Rey simplesmente vive o presente, "livre", sem se apegar a nada e a ninguém e sem tomar decisões, apenas sendo levado pelas circunstâncias. Como pano de fundo, temos a Cuba dos anos 90, com seus prédios decadentes, seu desemprego maciço e todos os habitantes do submundo "habanero". Aprovei e recomendo!
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Uilians 07/06/2017

Critica social pura
Existe duas maneiras de ler esse livro. Uma é enxergar apenas o que está escrito e se prender na história, que com certeza fará com que deteste e fique se perguntando porque o autor se prestou a escrever essas coisas obscenas, sujas e descabidas.
Já a outra forma é olhar com uma visão critica e vê o que a falta de valores essenciais para vida como a família, a educação, a religião e o trabalho é capaz de produzir pessoas que não pensam em nada além de satisfazer necessidades básicas como a comida e o sexo. A repetição disso nas páginas é um tapa na cara das autoridades cubanas, que apesar da revolução, foi capaz de gerar um exercito de pessoas iguais a Rey, que vivem como animais e passam sem que ninguém os vejam. Dessa forma, com certeza é um grande livro. Critico, acido, contundente e impressionante leitura obrigatória. Bem parecido com "Na Pior e Londres e Paris, do George Orwell.

site: livraco, critica social, cuba
Cid Espínola 12/08/2017minha estante
Achei um obra indigesta. É meu primeiro contato com Gutiérrez.

Já leu a Trilogia Suja de Havana? Francamente, se for como este, vou mandá-lo para o final da fila.

Sua resenha tá maneira! As desventuras de Rey são imundas e funestas!




Carlo 11/05/2017

PORRA! Simplesmente sinistro O Rei de Havana. Sombrio. Devasso. Fedido. Um estudo sociológico do indigente cubano. Um desfecho de um romance de terror! Nunca vir. Quer dizer, li, um autor descrever tão bem a sujeira! É de sofrer vê exemplares humanos terminarem assim, daquele jeito. Punk! Um livro que escorre toda secreção que o corpo pode produzir. Mesmo durante o sexo!
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Felipe Duco 30/04/2017

Visceral e impressionante.
Violento e visceral. Visceral e impressionante. Impressionante e direto. Direto e Profundo. Profundo e libertino. Libertino e sensacional.

É a trágica, curta e enérgica história do nosso protagonista anti-heroi, Rey, que foi ganhando meu carisma aos poucos com toda sua brutalidade inocente. O romance se passa todo em Cuba, na Havana dos anos 90, com sua pobreza galopante e a miséria avançando cada vez mais rápido. Depois de um acontecimento importante já no início do livro, Rey, com pouco mais de 12 anos, vai morar numa espécie de alojamento pra jovens e fica lá até os 16 onde foge pra viver à própria sorte nas ruas sujas e sem escrúpulos de Havana. Os infortúnios que Rey passa não são lineares, não chega nem perto de ser uma jornada do mocinho, até porque ele não vai a lugar algum, nunca. Ele perambula, vive da pior maneira, chega a dormir nas ruas diversas vezes, come onde dá, quando dá, quando dão ou quando consegue e também se envolve com muitas mulheres.
Esse é um ponto peculiar.
Quando Rey estava no alojamento pra jovens, ele inseriu no pênis dele algo semelhante à pérolas falsas, que deu uma protuberância e um tamanho de se chamar atenção. No alojamento isso era comum, todos os meninos que faziam sexo com os outros meninos aderiram às pérolas e do lado de fora Rey faz um certo sucesso em suas empreitadas sexuais devido a esse pinto intensificado!
E vai se seguindo dessa maneira, essa leitura que te prende por ser sensacionalista, passando pelas páginas, com naturalidade e de maneira explícita, drogas, muito sexo, fome extrema, violência de todas as formas e pelos mais variados motivos e o final.
Mas se trata DO FINAL.
Um final que está no topo todos meus finais preferidos. Ele consegue se superar, pois chega ao ponto de ser ainda mais hediondo do que tudo o que a gente já estava lendo nas páginas anteriores. Dentro da obra do Pedro Juan Gutierrez e do estilo da literatura suja ou qualquer outro estilo, esse é ponto mais baixo de todos. Nunca li algo tão indecente, desagradável, inusitado, inesperado, emocionante e nojento muito, muito repulsivo e asqueroso. E sobre essas últimas 15 páginas eu só tenho uma declaração: LEIAM! PELO AMOR DE UM DEUS LEIAM AGORA!
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Torpor Niilista 17/04/2017

O Rei de Havana, mais uma bela ficção de Pedro Juan Gutiérrez
Há alguns anos fiz a leitura de O rei de Havana e recentemente tive o prazer da [re]leitura, graças a parceria com a Editora Companhia das Letras, que lançou uma nova edição pelo Selo Alfaguara. É meio impossível ter algo de Pedro Juan Gutiérrez entre os lançamentos e eu não solicitar... Cubano, nascido em 1950, Pedro Juan já foi vendedor de sorvete, cortador de cana-de-açúcar e locutor de rádio. Mas seu verdadeiro talento é escrever uma boa ficção, das mais cruas e indeléveis, que marca o leitor por anos a fio... Não seria diferente com O rei de Havana...

Retornar à trama de Rei, garoto pobre que cresce em meio a miséria e que desde cedo se depara com uma grande tragédia familiar foi uma experiência única. Os traumas que carrega desde que a morte rondou sua familia, o período que passou no reformatório e sua fuga para ganhar a vida nas ruas sujas de Havana fazem parte da sua essência. Rei se intitula Rei de Havana, e lida com pessoas que - assim como ele - encontram na miséria e sujeira certo refúgio, como se intrinsecamente estar na lama fosse parte de si mesmos...

leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2017/04/o-rei-de-havana-mais-uma-bela-ficcao-de.html
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jota 09/01/2017

Barra pesada e suja, muito suja...
Depois de Trilogia Suja de Havana e Animal Tropical com este O Rei de Havana penso que agora conheço muito melhor aquilo que alguns críticos chamaram de "realismo sujo", a literatura de PJG. Dela participam não apenas os cubanos; ratos, baratas, piolhos, cães sarnentos, urina, fezes, sêmen e outros fluidos e odores corporais são igualmente parte importante das histórias que ele escreve.

O rei de Havana não é Fidel (o dono de toda a ilha e seus habitantes, até mesmo de várias pessoas residindo no Brasil); El Rey de La Habana (título original) é sobre Rey, ou Reynaldo, um garoto órfão e desajustado, com capacidade para transformar num inferno qualquer instituição destinada a recuperar menores infratores. Não que fosse dono de um intelecto invejável, muito pelo contrário: aprendeu tudo nas ruas, detestava escola, mal sabia ler e escrever aos treze anos.

Fugitivo de um estabelecimento correcional, Rey perambula por alguns sítios antes de voltar definitivamente para a capital: vivia em Havana até a tragédia que acabou com sua família. Ele não tem futuro nem busca um; vive por viver: premido pela necessidade faz de tudo um pouco, se vira, como faziam quase todos os cubanos no auge da crise por que passou o país na década de 1990 com o esfacelamento da antiga URSS, que mantinha Cuba como ponto estratégico de sua política anti-EUA.

Rey rouba, recolhe restos do lixo para comer, pede esmolas, trabalha alguns dias aqui e ali para poder se sustentar, faz sexo por prazer e também por comida, bebida e drogas, zanza pela cidade sem destino, dorme nas ruas, em prédios arruinados, defeca em qualquer lugar e transa como um animal, inclusive com um travesti e mulheres bem mais velhas do que ele. Encara a miséria como um fardo insuportável, a vida como uma inutilidade, e mais de uma vez pensa em acabar com a sua, totalmente sem sentido como a de muitos que cruzam seu caminho.

Se o livro é ou não um retrato de Cuba e dos cubanos daqueles anos de penúria não importa. Ainda que não seja um personagem com quem se possa identificar ou simpatizar, Rey é humano a seu modo - ao modo de Gutiérrez, seria melhor escrever -, mas poderia ser encontrado em muitas ruas de grandes cidades mundo afora. Se é um personagem exagerado (outros igualmente são, como Magda e Sandra) ou vive situações extremadas, convém lembrar que a literatura não tem compromissos com a realidade, não tem de fazer um retrato fiel da sociedade ou de seus indivíduos feito uma obra de sociologia. No entanto O Rei de Havana não se passa em Marte, mas aqui mesmo na América Latina.

(Engraçado é que houve momentos em que os tormentos por que passava Rey evocaram em mim os de outro personagem, de outro livro, de uma sociedade e de um tempo completamente diversos, o vagabundo famélico da obra do norueguês Knut Hamsun escrita em 1890, Fome. Enquanto lemos nossa mente viaja...)

Mesmo com seu realismo sujo, PJG parece ter mais credibilidade para falar de seu país do que as autoridades cubanas, expoentes de uma das ditaduras mais longas da História e responsáveis pelo lastimável estado que o país atingiu então - porém sempre colocando a culpa de tudo no bloqueio comercial imposto a Cuba pelos EUA. Nesse sentido, Rey e os outros são também vítimas do desgoverno cubano e não apenas vagabundos ou putos que pensam o tempo todo em sexo, rum, charutos ou drogas, o que efetivamente fazem. Pedro Juan Gutiérrez faz literatura e através dela também escreve a crônica amarga e suja da sociedade de seu tempo.

Lido entre 27 e 31/12/2016. Minha avaliação: 4,3.
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mardem michael 31/10/2016

A verdade nua e crua
“[...] ao cubano, só resta o rum, a salsa e o sexo”. Nesse romance, Pedro Juan Gutiérrez desvela com maestria o modo de vida da população negra e miserável na sociedade cubana do século XX. O protagonista e anti-herói é Rey. Sua família morreu em único episódio um tanto catastrófico e ele se vê então, sozinho no mundo e entregue a miséria e a falta de coragem de encarar o mundo. Rey possui um grande e admirado órgão sexual e...somente isto. O autor, em uma narrativa fluida e realista nos conta a trajetória de Rey rumo à decadência física e moral. De uma forma simples somos colocados diante da situação miserável em que o protagonista se encontra e por vezes me peguei concordando com atos antiéticos cometidos por ele por entender o que ele estava passando. No entanto, o fim da história me deixou com um pouco de aversão ao personagem, mas foi extremamente coerente com o caminho que o mesmo vinha percorrendo. Muitos dizem que os textos de Gutiérrez são eróticos, eu diria que são sinceros e, acima de tudo, políticos.
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Raquel Lima 01/02/2015

Angustiante
Rey é um natimorto. A sua experiência de vida é mínima , simplesmente passa os anos que não conta, tentando se alimentar, dormir e trepar ... Triste, angustiante. A degradação, a miséria permanente, a fome , a sujeira nos contamina... A sensação ao terminar de ler é de estar suja. Preciso de um banho ... E infelizmente, sabemos que podemos não estar muito longe do que lemos , talvez ali na esquina vivam Reys e Magdas, que acreditam que o que passam é normal , que o que têm é vida.
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Leandro 13/10/2014

Rey de Havana
Peguei este livro em uma feira de troca e não esperava muita coisa, mas fui positivamente surpreendido, pois "O Rei de Havana" é um livro ótimo e que vai te levar ao território cubano sem nenhum preconceito. Livre-se dos pudores, pois a leitura é pesada e contem linguagem obscena, mas você vai se ver diversas vezes na pele de Rey e sentir o cotidiano e as mazelas de Havana.
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Cesare 10/09/2013

O primeiro livro que li do Pedrito. Achei ótimo. Porém, numa segunda leitura, fiquei muito desapontado, ainda mais comparando com suas magníficas obras. O problema do Rei de Havana é que as perlonas e o caralho do protagonista aparecem incansavelmente. Se o livro tivesse 50 páginas a menos, seria magnífico. Mas estas páginas a mais estragaram a obra. Assim também penso em relação a Mulheres do Bukowski.
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Geovane 27/07/2012

Interessante
Adquiri o livro num sebo, a partir da troca por outros e me surpeendi positivamente com a leitura.

O livro é sujo, pornográfico e em alguns momentos até constrangedor, mas é uma crítica velada (assim me parece) muito bem feita da falta de esperança da vida em Cuba.

A miséria e a desgraça são os personagens principais do livro, mas ele não é sombrio e em boa parte é, na verdade, hilário.

Boa leitura para quem tem interesse em saber mais sobre a vida na ilha ou apenas se divertir (de uma forma meio pervertida...).
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