Persépolis

Persépolis Marjane Satrapi




Resenhas - Persépolis


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Magdiel 14/10/2017

A ultima profeta
Na infância, Marjane Satrapi sonhava em ser profeta. Acabou sendo muito mais que isso. Ela mostrou ao mundo sua história junto com a realidade de seu país.

Satrapi é uma iraniana nascida em 69 que acompanhou várias transições na política, repressões, revoltas e guerras em seu país. Após estudar belas-artes e mudar-se para a França, fez algo que jamais seria permitido no Irã (ela seria presa ou até executada por isso), biografou sua história em quadrinhos revelando tudo o que os iranianos sofreram e o quanto a republica islâmica era radical, fanática e repressora.

Persépolis é um drama real e emocionante que dá voz, não só a autora, mas a todos os iranianos que não tem voz. E não só eles, também a vários outros habitantes de países que sofrem algum tipo de ditadura, mostrando o que passam e como são privados de todo tipo de liberdade.

Falar mais sobre a HQ sem dar alguns spoilers é bem difícil, vários pontos da história tem uma ampla porta para discussões, debates e reflexões. Sobre muitas coisas, não apenas política, guerra e religião, mas temas como feminismo e homossexualidade também são abordados Portanto prefiro que vocês se deparem com estas questões quando lerem a obra.

Arrisco dizer que Marjane, ao não se tornar uma profeta, realizou seu sonho de infância da melhor forma possível. Leia, indique, espalhe essa palavra.

site: codigo137.blogspot.com.br
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Mamy 20/08/2017

Somos todos iguais
Comecei a ler porque gostaria de entender um pouco mais da história do país, religião e cultura, mas o que mais me marcou foi perceber que nós, seres humanos, independentes da religião, cultura etc, somos... não queria dizer que "somos todos iguais", mas basicamente é isso. Independentemente da luta, e se há luta, parece-me que há alguns moldes em que nos encaixamos e elas aparecem em todos os lugares (não gosto de dizer isso, pq parece "pré-conceito", ou parece que eliminamos o individualismo). A história de Marjane não é muito diferente de outras pessoas que viveram um regime opressivo e que vinham de famílias com bom poder aquisitivo e que estimulavam o pensamento livre. E isso só reforça o meu conceito de que, se de alguma forma somos todos iguais, não há porque não nos respeitarmos a nós mesmos e tb uns aos outros.
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Vanessa França 17/08/2017

https://www.facebook.com/geeklivroseresenhas/
Persepolis apresenta as aclamadas memórias de Satrapi. Este trabalho, publicado originalmente na França separado em quatro graphics, rastreia sua vida através de uma série de vinhetas curtas. As ilustrações estão em tinta preta e, embora simples desenhos, eles fazem um bom trabalho para transmitir a história.



No começo do livro, Satrapi tem 10 anos e a Revolução Islâmica do Irã ocorreu recentemente. O livro se move de um lado para o outro ao longo do tempo fornecendo história sobre o Irã e sua família. Seu bisavô era o Imperador do Irã, mas foi derrubado por Reza Shah com a ajuda dos britânicos. Seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, o sucedeu como o Shah e foi derrubado pela Revolução Islâmica em 1979. Seus pais são progressivos e parecem ser uma família de classe média a média alta. Eles protestam nas ruas contra o Shah e o novo regime, mesmo que pessoas tenham sido presas, como o avô materno de Marjane e morto.

Ignorando os perigos, Marjane quer participar, mas seus pais a proíbem. Eventualmente, ela assiste a uma manifestação com um amigo mais velho e continua até que ela testemunha a violência de extremistas religiosos. Os perigos também vêm de fora do país, enquanto o Irã e o Iraque fazem guerra durante a maior parte da década de 1980.


Enquanto ela cresce, Satrapi continua a se rebelar, usando Nikes e ouvindo música da estrela pop Kim Wilde e da banda Iron Maiden. Aos 14 anos, seus pais temem por sua segurança e a enviam para a Áustria. Ela faz o melhor para se encaixar, e mesmo que ela faça amigos é sempre uma estranha. Ela continua obstinada e luta constantemente com a autoridade. Depois de completar o ensino médio, ela retorna ao Irã, onde ela frequenta a universidade e se casa. Infeliz com a natureza repressiva da sociedade iraniana e seu casamento insatisfatório, ela deixa o Irã para ir à escola de arte na França, onde o livro termina.
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AmadosLivros 16/08/2017

Se para nós, adultos, já é difícil lidar com mudanças bruscas e com os horrores da violência e da guerra, imaginem como tudo isso afeta uma criança de 10 anos. Essa foi a idade que a autora, Marjane Satrapi tinha quando foi obrigada a usar o véu islâmico pela primeira vez, sendo separada dos seus amigos. As aulas mistas não mais existiam, agora meninos e meninas eram separados e aprendiam o que era "mais útil" para eles.

O ano era 1979, o Irã estava passando por um revolução que levava o país para o regime Xiita, a opressão à população estava aumentando consideravelmente, e muitas condutas foram impostas, bem como a "padronização" das formas de vestimentas. A censura passou a ser fiel companheira de todos, e até as pequenas revoltas eram grandes conquistas.

25 anos depois, já adulta, Marjane deu vida a Persépolis, estes quadrinhos que contam sua história, através da inocência que ela possuía na infância. É difícil não se emocionar ou se chocar com as coisas descritas. Talvez por eu ter passado minha vida toda experimentando a liberdade, eu não consigo entender como tantas coisas horrendas acontecem e o mundo simplesmente fecha os olhos.

O livro me tocou de várias maneias, e tornou-se um dos meus favoritos. Eu li o volume único que contém todos os quadrinhos.

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2016/12/livro-persepolis-completo.html
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Lidiane.RSantos 25/07/2017

Impressionada
Com os traços preto e branco de Marjane podemos vivênciar e refletir o que o extremismo e como a não aceitação massacra um povo. Como religião e poder pode trazer marcas profundas. Essa graphic novel conta a estória da própria autora desde a idade de 10 anos e a sua busca por se achar como pessoa, em um país onde as regras são ditadas e precisam ser seguidas querendo ou não. A sensação de Marjane não pertencer a lugar algum é gritante. Fora de seu país quando passa maus bocados quando é preciso passar um tempo um sozinha ela é uma Iraniana . E no seu próprio país era acusada de ter se tornado uma "ocidental" que naquela época esse termo era uma ofensa aos curtumes e a religião onde muitos mártires pagaram com sangue.
É realmente uma adolescente precisa ter uma educação diferenciada e muito amor da família para não pirar diante desse furacão que engole quem tenta não abaixa a cabeça.
Eu gostei bastante, em muitos momentos me senti indignada mas ao mesmo tempo é de uma sutileza incrível. Amei essa experiência e essa ambientação que ela faz. Já nas primeiras páginas ela te transporta para esse mundo que parece que até parece que existe. Mas bem longe da gente há pessoas morrendo por seus ideais e tbm por não ter nenhum ideal.
Imagina se fosse você num lugar desse onde até a forma que você corre na rua é contra o decoro do lugar? Onde você andando sozinha na rua tomando uma refrigerante é visto como um sinal de que você não é uma mulher digna e que pode ser abordada por homens perguntando qual é o seu preço?
É ultrajante mas é a cultura milenar de um lugar... Tão difícil entender as suas belezas... Como por exemplo a educação e a forma de respeito que os filhos tem com seus pais.
São tantos pontos a ser visto pelos olhos de Satrapi que não me sinto preparada para discorrer aqui. MAS LEIAM É MUITO LINDO!
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Edna 19/07/2017

Coragem
Autobiografia de Marjane Satrapi, detalhando desde os princípios da criação, as origens persas, árabes, desde Maomé no ano 632 até o ano de 1996, resumindo e esclarecendo muito sobre essas culturas.
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A história de Marjane se torna mais leve por ser contada em quadrinhos e com humor ela nos passa uma força muito grande, com a qual enfrentou a infância e toda a luta pela vida.
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Durante a leitura você se questiona, por ser muito, muito difícil entender como são criadas as leis deles, a cultura rígida Iraniana, mas entende o lado humano simples e nos identificamos com sentimentos vividos por eles e a luta constante pela liberdade, embora muitos se calam, preferindo se esconder dentro de si mesmo e seguir as tradições evitando o confronto.
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Citações do livro:
1. " Quando vier uma onda grande, abaixe a cabeça e deixa ela passar!
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2." Na vida você vai encontrar muita gente idiota. Se te ferirem, pensa que é a imbecibilidade deles que os leva a fazer o mal. Assim você vai evitar a responder às maldades deles. Porque não tem nada pior no mundo do que a amargura e a vingança.
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thais.moore 15/07/2017

maravilhoso
#MLI2017.

Uma autobiografia muito muito interessante e fluida, que nos faz pensar sobre vários pontos . Muito bom saber a história dos persas iranianos contada por uma pessoa que vivenciou tudo na pele.

A história de Marjane é sensacional e triste ao mesmo tempo. Uma mulher com ideais , que mesmo nas dificuldades não deixou pra traz tudo em que acreditava.

Super recomendo a leitura dessa obra de arte.
Jhe 20/07/2017minha estante
Acabei de ler na MLI2017 tb, hehe.


thais.moore 20/07/2017minha estante
rs... bom né


Jhe 21/07/2017minha estante
maravilhoso




Nessa Januth 12/06/2017

Marjane vive em meio à guerra no Irã e presencia coisas terríveis. É obrigada a andar sempre de véu e se preservar virgem até o dia de seu casamento, mas ela não é como as outras garotas. Com 14 anos vai para a Áustria e consegue um rumo tão ruim quanto para sua vida. Em meio a viciados ela sucumbe ao vício e acaba indo morar nas ruas. Mas a história não termina por aí.
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mardem michael 09/06/2017

Um história de luta e resistência
Desde que assisti à primeira resenha desse livro em canais de booktubers, fiquei muito interessado nessa HQ. Tanto por ser um quadrinho (gênero eu não tenho o hábito de ler), quanto por se tratar de um história real da autora, contada e ilustrada por ela mesma. Em Persépolis, Marjane Satrapi nos conta sua história de luta e resistência desde a infância até a sua juventude. Ela nasceu no Irã, em uma época onde o regime ditatorial era extremamente forte e perverso. Me emocionei muito com o que Satrapi passava na escola e na sociedade ao mesmo tempo em que me orgulhei dela por ser tão forte e inteligente. Vale muito a pena ler esse livro.
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Bia K 24/05/2017

A mulher que foi criada para não se submeter ao sistema
Ótima leitura, melhor quadrinho que já li. A história de vida de Satrapi é contada de forma esclarecedora e engraçada na sua biografia em quadrinhos. Muito legal conhecer um pouco mais sobre os persas iranianos.
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mbarbiero 22/05/2017

Prepare-se bem antes de começar!!!
Estava lendo algumas coisas pesadas e resolvi pegar um HQ para aliviar.... Péssima decisão!
É uma HQ forte, com histórias reais e desoladoras.
Tirando esse lado mais triste, é um texto muito bem elaborado e os desenhos estão harmonizados. Uma lição sobre a história recente do oriente médio sob o ponto de vista dos habitantes.
Impossível não lembrar de Maus do Art Spiegelman.
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Erika 10/05/2017

Essa graphic novel é obrigatória para quem deseja conhecer mais do que aconteceu na Revolução Iraniana em 1979, onde o país foi transformado de monarquia a república teocrática do islã.

A protagonista, ao nos contar sua história, começa retratando esse momento político delicado em que o Irã passa, mostrando como afetou sua vida e de todos que a cercavam. Com 10 anos de idade, em 1980, ela se viu obrigada a usar o véu islâmico sem entender o motivo daquilo. Mais tarde as coisas começaram a piorar gradativamente: escolas foram fechadas pelo único motivo de serem consideradas símbolos do capitalismo, manifestações rechearam o país, determinadas roupas e maquiagem não podiam ser usadas, pessoas foram impedidas de deixarem o país, crianças morriam ao serem chamadas para treinamento de guerra ou morriam por estarem em suas próprias casas que eram bombardeadas pelo Iraque.

Enquanto criança, Marjane conversa com Deus tentando achar respostas para as coisas que aconteciam e que não entendia. Sua família foi afetada e alguns parentes morreram por terem opiniões contrárias ao governo. Em certa parte da HQ, o pai de Marjane faz um presságio que dura até os dias de hoje: "A verdade é que, enquanto existir petróleo no Oriente Médio, não vamos saber o que é paz...", emendando logo em seguida: "Política e sentimentos não se misturam".

Os pais da protagonista não estavam indiferentes ao que acontecia, e logo a enviaram para estudar no exterior, e isso não deu certo. Após passar por preconceitos e maus momentos, Marjane retornou ao país, que estava cada vez pior. Os homens não podiam estudar com mulheres ou sequer estarem em festas juntos, senão eram presos e interrogados de forma violenta.

Atualmente a autora vive na França e essa HQ é um triste (e muito necessário) relato de como qualquer religião fundamentalista pode atrapalhar o desenvolvimento de uma nação e de um povo; como tolir as pessoas pode ser algo diabólico. O resultado disso é que gerações morrem em uma guerra sem sentido e que perdura. Persépolis é incrível e me deixou emocionada em diversos momentos, e monstra através do passado, os erros que não devemos repetir no futuro.


site: https://literaturativa.wixsite.com/blogfolheando
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Ana :) 30/04/2017

Fantástica!
Com sensibilidade, inteligência e humor, essa HQ fala de tantas coisas. Através do olhar de Marjane (Marji, para os íntimos), o leitor aprofunda sua visão de mundo, desconstrói estereótipos, dialoga com questões que provavelmente o preocupam e encontra personagens tão intrigantes quanto acolhedores.
Um grande gesto de generosidade Satrapi ter compartilhado sua história com tantas pessoas.
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Quequel 24/04/2017

Mesmo contando uma história tão pesada, triste e muito reflexiva, a leitura dessa HQ é leve e bem humorada. A autora e tb protagonista dessa história conta através da sua dor, do seu esforço toda a sua luta em busca de liberdade.
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