Persépolis

Persépolis Marjane Satrapi




Resenhas - Persépolis


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Nanda {@talvezumaleitura} 08/04/2018

Persépolis
Além de aprender sobre a história de vida impressionante e real daquela época, é uma leitura libertadora e encorajadora.
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Livros arte do saber 06/04/2018

Persépolis é uma HQ de autobiografia que conta a história de Marjane Satrapi, uma garota iraniana, nascida em uma família moderna e que tem grande interesse por política, por este motivo Marjane cresceu lendo muitos livros e debatendo em longos diálogos com o pai a política do país o que apurou seu senso crítico e a tornou uma garota intrépida e direta, que nasceu paa ser uma revolucionaria. Somos apresentados ao contexto histórico da época no país e em como o governo opressor afetou a vida de Marjane.
Marjane narra sua trajetória de vida em 3 partes criança, adolescente e adulta, onde desde pequena sabe que está sendo reprimida, iniciando-se pela sua opinião e sua reação a obrigatoriedade do véu Islâmico e na mudança de estudar em uma escola apenas para meninas, ela narra de maneira alegre apesar de tudo como é seu cotidiano tanto na escola como em casa, onde possui uma relação muito amorosa com todos da família e em como tem um diálogo muito aberto sobre política, onde Marjane sempre fala sobre suas indignações com o governo do Irã.
Com o passar da narrativa a situação política vai se agravando e a desigualdade entre homens e mulheres aumenta, ficando muito perigoso para a garota ficar no país então apenas com 14 anos ela vai embora do país, longe de casa, com saudades dos país e sozinha, ela narra suas decepções e desilusões amorosas, os preconceitos e as dificuldades encontradas por ela ao se deparar em uma cultura totalmente diferente da sua, agora ela terá de ser forte e vencer as dificuldades.
Este HQ nos mostra de maneira riquíssima e com uma escrita simples, direta e divertida a cultura islâmica e a opressão que as mulheres viveram e ainda enfrentam, a desigualdade e o fato de não poderem expressar sua opinião abertamente sem serem retaliadas, sendo um dos focos principais na história.
O relacionamento de Marjane com a família é outro ponto que se destaca durante a leitura, a preocupação e o amor existente entre todos, além de terem diálogos muito interessantes sobre diversos assuntos como política, religião, a vida, etc.
Minhas considerações finais sobre esta leitura é que foi uma leitura muito rica, uma verdadeira aula de história, com uma escrita simples para qualquer idade através de uma História de quadrinhos temos uma visão crítica da realidade do país Islâmico e os traços simples em preto e branco do HQ também são um trabalho espetacular.
Uma ótima dica de leitura para quem quer fugir da zona de conforto e saber mais sobre a cultura Islâmica e o papel da mulher neste país.



site: @livrosartedo_saber
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Livros arte do saber 06/04/2018

Persépolis é uma HQ de autobiografia que conta a história de Marjane Satrapi, uma garota iraniana, nascida em uma família moderna e que tem grande interesse por política, por este motivo Marjane cresceu lendo muitos livros e debatendo em longos diálogos com o pai a política do país o que apurou seu senso crítico e a tornou uma garota intrépida e direta, que nasceu paa ser uma revolucionaria. Somos apresentados ao contexto histórico da época no país e em como o governo opressor afetou a vida de Marjane.
Marjane narra sua trajetória de vida em 3 partes criança, adolescente e adulta, onde desde pequena sabe que está sendo reprimida, iniciando-se pela sua opinião e sua reação a obrigatoriedade do véu Islâmico e na mudança de estudar em uma escola apenas para meninas, ela narra de maneira alegre apesar de tudo como é seu cotidiano tanto na escola como em casa, onde possui uma relação muito amorosa com todos da família e em como tem um diálogo muito aberto sobre política, onde Marjane sempre fala sobre suas indignações com o governo do Irã.
Com o passar da narrativa a situação política vai se agravando e a desigualdade entre homens e mulheres aumenta, ficando muito perigoso para a garota ficar no país então apenas com 14 anos ela vai embora do país, longe de casa, com saudades dos país e sozinha, ela narra suas decepções e desilusões amorosas, os preconceitos e as dificuldades encontradas por ela ao se deparar em uma cultura totalmente diferente da sua, agora ela terá de ser forte e vencer as dificuldades.
Este HQ nos mostra de maneira riquíssima e com uma escrita simples, direta e divertida a cultura islâmica e a opressão que as mulheres viveram e ainda enfrentam, a desigualdade e o fato de não poderem expressar sua opinião abertamente sem serem retaliadas, sendo um dos focos principais na história.
O relacionamento de Marjane com a família é outro ponto que se destaca durante a leitura, a preocupação e o amor existente entre todos, além de terem diálogos muito interessantes sobre diversos assuntos como política, religião, a vida, etc.
Minhas considerações finais sobre esta leitura é que foi uma leitura muito rica, uma verdadeira aula de história, com uma escrita simples para qualquer idade através de uma História de quadrinhos temos uma visão crítica da realidade do país Islâmico e os traços simples em preto e branco do HQ também são um trabalho espetacular.
Uma ótima dica de leitura para quem quer fugir da zona de conforto e saber mais sobre a cultura Islâmica e o papel da mulher neste país.



site: @livrosartedo_saber
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Jack 25/02/2018minha estante
Wow. Senso crítico afiadíssimo e análise detalhada, com comparativos impressionantes. Muito bem escrito, parabéns!




Pedro 24/02/2018

Persépolis
Marjane tem dez anos e se vê obrigada a usar o véu para ir a escola. Ela começa a perceber que todo o estilo de vida da sociedade que a rodeia está mudando drasticamente. Ela vem de uma família aberta, moderna e politizada que está sempre conversando e explicando pra menina o que está acontecendo. A partir dessa mudança brusca em seu dia-a-dia acompanhamos a vida e a oposição de Marjane ao novo sistema de governo em um Irã conturbado, recheado de instabilidade e guerra.

Em Persépolis passamos a conhecer o cotidiano, a sociedade e o governo de um país que é muito marginalizado pela sociedade ocidental. Acompanhamos a queda e ascensão de regimes, as guerras e o impacto disso na vida de uma família normal, que de uma hora pra outra tem sua realidade totalmente alterada.

Acompanhamos a protagonista da infância a vida adulta, seus questionamentos, seu interesse político, suas crises e como toda a situação extrema de seu país afeta todos os aspectos de sua vida como cidadã e mulher.

Dentro das 352 páginas que compõe a versão completa, nos deparamos com temas como, casamento, guerra, feminismo, colocação social e financeira, todos abordados de uma forma realista e fria. O preto e branco usado nas ilustrações e a semelhança visual entre as iranianas dentro da história é proposital e atinge o leitor como um tapa.

A HQ é de um valor histórico, social e feminino imensurável. Os arcos são fortes, assertivos e impactantes. É muito impressionante ver como pessoas tão parecidas com a gente vivem em situações tão diferentes. É impossível não receber um choque cultural durante a leitura.

Persépolis é uma das melhores histórias em quadrinhos que eu já li, ela é capaz de abrir nossos olhos e nos fazer olhar em volta e valorizar o que nossa família, nosso país, nossos costumes e respeitar nossas origens, enxergando o que há de errado em nós e na sociedade que nos cerca, nos fazendo ter um posicionamento.

site: https://www.conversaurbana.com/single-post/2018/02/24/Pers%C3%A9polis-Marjane-Satrapi
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Alinne.Pereira 07/02/2018

Leitura inovadora, muito aprendizado e diversas quebra de paradigmas
Adquiri despretensiosamente o livro numa Bienal do Livro. Nunca tinha lido quadrinhos e tinha um certo preconceito com esse estilo por achar infantil. Eu me surpreendi positivamente. Comecei e não consegui parar de ler. Devorei em poucos dias. O quanto aprendi sobre o Irã foi fantástico. E o que mais me chamou atenção foi a questão de que temos hábito de generalizar os povos e culturas, principalmente por influência da mídia. Jamais iria imaginar que por detrás de uma mulher ou menina de burca há alguém , um indivíduo, que nem sempre concorda com o regime a que está submetido e que tem uma visão bem progressista sobre a vida e o mundo.
É fantástico o poder que a leitura tem, nos transporta para o mundo que muitas vezes não teremos acesso.
Antes de começar a leitura tinha lido algumas críticas comparando com o MAUS. Do meu ponto de vista são propostas diferentes e me encantei muito mais por Persépolis.
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Blog MDL 04/02/2018

Marjane tinha apenas dez anos de idade quando foi obrigada a entender que para o seu país homens e mulheres não possuíam o mesmo valor. Separada de seus amigos e sendo levada para uma escola apenas de meninas, ela também teve que se acostumar ao uso do véu. Como a criança que era, não conseguia compreender o porquê daquelas mudanças bruscas, mas ao passo em que foi crescendo, os seus pais, cuja mentalidade era mais moderna do que a da maioria dos iranianos, foram explicando no que consistia a essência dessas mudanças e como elas iriam se refletir durante toda a sua vida. Observamos a menina ir se desenvolvendo e desde sempre notamos que a sua personalidade e a força do seu espírito se tornariam um empecilho para que ela continuasse no Irã haja vista que não é capaz de conter o que pensa e foi punida diversas vezes por isso.

Quando estava na adolescência e com uma compreensão de mundo maior, começou a protestar como podia, além de ir escondido de seus pais a manifestações, ela usava maquiagem, colocava o véu de maneira que pudesse mostrar um pouco de seus cabelos, ouvia punk rock e caminhava pela rua com seus tênis e jaqueta jeans. Mas o que parece pouco aos olhos dos ocidentais, para os habitantes daquele lugar era motivo para julgamentos por parte da polícia e da própria sociedade. Preocupados com a vida dela, os seus pais a mandam para a Áustria a fim de que ela pudesse ter uma chance de viver plenamente ainda que longe deles. A guerra contra o Iraque estava em seu ápice e os Estados Unidos forneciam armas para ambos os lados, o que estava causando mais destruição e mortes do que se poderia imaginar.

Ela esperava deixar sua família orgulhosa, mas não foi exatamente isso o que aconteceu, pois longe da sua cultura e daqueles que amava, ela era considerada uma pária social que não se encaixava em lugar nenhum. Tentando desesperadamente se conectar com alguém, ela passa a tomar atitudes que iam contra todos os ensinamentos dos seus pais e passa a não só usar drogas, como também, traficá-las no ambiente escolar. No entanto, nem mesmo seu comportamento "descolado" fez com que ela conquistasse seu espaço e após uma série de desventuras ela decide voltar para o seu país ainda que com muita tristeza e vergonha. Ela acreditava que estando em Teerã, teria uma chance de recomeçar, afinal, ela amava o Irã e toda a sua família e amigos estavam lá, porém, ao voltar acaba percebendo que mais difícil que ser uma estranha fora do seu país, era ser uma estranha em sua própria terra.

Ler "Persépolis" foi uma experiência da qual jamais esquecerei. Primeiro, porque meu contato com a cultura oriental é ínfimo e segundo, porque eu não estava habituada a ler quadrinhos. Passear por as páginas e não só ler, mas ver como foi a vida de Marjane Satrapi me abriu os olhos sobre inúmeras coisas e quero conversar com vocês sobre algumas delas. Imagine um país onde você deveria adotar uma vida dupla se quisesse ter um pouco de liberdade. Um lugar onde todos devem seguir rígidas regras que mais funcionam como uma desvio de foco do que realmente importa do que algo que valesse a pena ser implementado. Sim, esse é o Irã que se desenvolve a partir da década de 80 quando a tensão entre o país e o Iraque vai se tornando cada vez mais latente e o governo passa a tomar atitudes repressivas para conter a onda de protestos da população que partiam não só dos cidadãos comuns, como também, dos intelectuais da época.

O período que se seguiu foi piorando drasticamente até que uma situação insustentável se instalou lá. Homens e mulheres eram chicoteados, enforcados e fuzilados apenas por expressarem suas opiniões, não havia liberdade de ir e vir, tampouco, de expressão. Marjane como artista, pôde ver de perto colegas seus serem presos por ilustrações que eram julgadas inadequadas e projetos seus serem recusados apenas por dar enfâse ao papel da mulher na cultura oriental. Todavia, mais importante do que destacar isso, é dizer que em momento algum ela se deixa abater e continua tentando com todas as suas forças ser quem ela queria ser. O principal problema que se interpunha diante dela, era que as vozes ao seu redor passaram a se silenciar e que muitas pessoas que se julgavam melhores do que os fanáticos religiosos que viviam em Teerã, na verdade, possuíam uma essência mais tradicionalista do que se podia pensar a priori.

Essa questão se torna mais palpável justamente por Marjane ter passado uma temporada fora de casa. Talvez se ela tivesse ficado todo o tempo no Irã, vivendo e vendo o que àquelas pessoas viram, seu comportamento pudesse ser tão dúbio quanto o delas. Devo comentar com vocês que ainda que eu tenha ficado completamente apaixonada por essa história e por todos os sentimentos que ela despertou em mim, senti uma antipatia profunda por Satrapi em alguns momentos. Não é que eu não reconheça a sua força e a sua luta, porém, algumas de suas atitudes me deixaram com uma sensação de soco no estômago como, por exemplo, quando ela estava prestes a ser levada para a delegacia e faz um alarde dizendo aos policias que um homem estava lhe falando indecências e o pobre acaba indo preso sem ter culpa alguma (além disso, o que mais me doeu foi ela ter se gabado de sua "esperteza"). Foi horrível ver o quanto, para exercer o seu direito de andar por onde quiser e se vestir da maneira que queria, ela prejudicou um inocente.

E é em vista de tudo isso, que eu acredito veementemente que ler "Persépolis" é uma necessidade preemente para qualquer pessoa. Além de fornecer uma explosão de acontecimentos que devem ser divulgados sim, essa história mostra o quanto é preciso que se discuta as dificuldades vivenciadas por mulheres nas mais diversas partes do mundo de terem uma vida digna e livre. Então se você é alguém curioso e que não se importa em sair de sua zona de conforto (caso não seja um leitor contumaz desse tipo de leitura), precisa mergulhar na vida de Marjane Satrapi e com isso ter uma percepção ampliada do que foi a guerra entre Irã e Iraque, o peso da tradição xiita e tantos outros aspectos da história do Oriente que por vezes nos passam despercebidos ainda que estejamos atentos.

site: http://www.mundodoslivros.com/2017/01/comic-resenha-persepolis-por-marjane.html
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Mari 01/02/2018

Libertador!!
Até pouco tempo atrás, quando eu pensava em HQs (histórias em quadrinhos) me lembrava imediatamente das revistinhas da turma da Mônica, da Luana e também dos famosos super- heróis, e sem ter conhecimento sobre esse mercado eu não imaginava que pudesse existir outros tipos de quadrinhos que abordassem temas reflexivos e importantes.
Persépolis é um desses quadrinhos que exemplifica bem isso, a época conflituosa em que se passa a história é o período da revolução iraniana seguido da implementação de um regime político com base em ideais que os apoiadores afirmam ser corretos e conservadores, mas que na verdade demonstram intolerância, tirania e machismo.
A protagonista desse livro é a própria autora (Marjani Satrapi) que narra sua história de vida repleta de descobertas, obstáculos, aprendizado, e sobretudo coragem para conseguir vencer os momentos tristes e de preocupação e solidão longe de sua família que permanece no irã enquanto ela vai crescendo, amadurecendo e construindo a vida na França de forma independente.
É um livro libertador, encorajador e inspirador que nos mostra que há esperança e possibilidade de fazermos a diferença e não permanecermos no conformismo ou querendo que aconteça mudanças através de ações de outras pessoas.
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phannickel 15/01/2018

Incrível.
É uma autobiografia da Iraniana Marjane Satrapi, em forma de HQ e é uma verdadeira obra de arte tanto contextualmente (história e narrativa), quanto graficamente (já que ela também é responsável pela parte gráfica e ilustrações em preto e branco impecáveis).

A HQ se inicia com uma explicação histórica sobre a Pérsia/Irã para nos deixar situados sobre tudo que ela nos contará nos capítulos seguintes. A história é narrada partir dos seus 10 anos de idade e como sua vida mudou de uma hora pra outra.

Ela nos conta como passou pela infância, puberdade, escola, religião, adolescência, distância familiar, entrada na faculdade, relacionamentos, vida adulta, como qualquer outra pessoa de sua idade, porém aliados ao fato de morar no Irã, ou seja, passando pela Revolução e pela guerra com o Iraque ao mesmo tempo que enfrentava seus dilemas pessoais.

A família de Marjane foi uma família extremamente privilegiada, tanto financeiramente, quanto na questão de informação. Eles discutiam sobre o Regime, sobre a Revolução, sobre o Fundamentalismo Islâmico, sobre Comunismo, sobre a Guerra, desde que ela se percebeu no meio disso tudo e por isso, ela foi crescendo uma pessoa questionadora e “rebelde”.

Marjane é extremamente opositora ao fato de só poder estudar com meninas, de apenas mulheres terem que usar o véu, de não poder escolher sua vestimenta como bem entender, etc. Quando Marjane se muda para a Áustria sem sua família para fugir da guerra e estudar, ela se depara com situações que ela não esperava e acaba se esquecendo de suas “raízes” por muito tempo, até se dar conta da mentira que vivia.

Entendo que algumas pessoas se apoiem no discurso de Marjane ser mal educada ou até mesmo arrogante, mas olhando pelo lado da autora e observando o contexto é entendível que ela se revolte com os interesses de seus “amigos” e pessoas ao seu redor, tornando-se um pouco amargurada com a vida.

Outra coisa que é extremamente importante é como a ótica dela em relação a determinados assuntos muda: no Irã, usar maquiagem, calças justas demais ou largas demais, curtir punk, usar tênis, eram atos revolucionários de rebeldia. Fazer as mesmas coisas em um país como a Áustria era uma futilidade sem tamanho e até banal já que seu país estava em guerra e pessoas estavam morrendo.

Marjane enfrenta diversas dificuldades em sua estadia na Áustria e decide voltar ao Irã, onde todos os seus dilemas pessoas voltam à tona. Vale muito a pena ler essa HQ com uma história rica em detalhes (de todos os tipos) e o fato de o governo do Irã ter tentado impedir a publicação dessa história nos diz muito sobre o conteúdo.

Destaque para a avó de Marjane que se mostrou uma pessoa coerente a seus ideais do começo ao fim da história.
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Monique 14/01/2018

Aula de história...
Persépolis é uma HQ perfeita para desconstruir qualquer preconceito em relação a este gênero literário, rica em conteúdo e muito agradável de ler.
Com uma formação moderna e politizada, Marjane nos apresenta à revolução que transformou o Irã num República Islâmica, lançando-o aos poderes do regime xiita, nos colocando em contato direto com a cultura e os sentimentos de um povo cuja vida, de um modo geral, desconhecemos para aquém do noticiário, oferecendo uma aula de história e empatia em pouco mais de 300 páginas. Finalizando a leitura, o sentimento que fica é que Persépolis é uma obra bastante relevante, principalmente nos dias de hoje, quando vivemos essa onda de pensamento extremista... Adorei conhecer um pouco mais sobre o Irã. Recomendo!!
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Três Leitoras 07/01/2018

Confira resenha completa no blog
ma das coisas que mais me fazer amar participar do projeto de livros viajantes é ter a oportunidade de ler livros que talvez nunca fosse me propor a comprar e ler.



Persépolis é uma HQ (história em quadrinhos) é a autobiografia de Marjare Satrapi que nos contará, vinte e cinco anos depois, como foi viver em um período de guerra. Ela é a responsável não só por contar a história, mas por toda ilustração e parte gráfica do livro.



A história começa quando ela tem 10 anos e passou a usar, de forma obrigatória, o véu islâmico. E assim, ela nos conta como foi viver no Irã durante sua infância e adolescência, tendo que enfrentar todo os dilema político tão autoritário e repressor. Paralelo a isso, também acompanhamos o seu amadurecimento, vivências e dilemas típicos da transformação de menina para mulher.



Por ser de uma família moderna e politizada, Marjare nos traz uma visão diferenciada de todo esse período da revolução xiita que mudou drasticamente a vida de todos os iranianos.



Uma história real, contada por quem sofria com todo esse movimento, que nos faz questionar milhões de coisas a cada quadrinho e nos faz sentir o mesmo medo, insegurança, dor e instabilidade que ela sente.





A Marjare tem uma personalidade incrível, ela é objetiva e quer participar da revolução, ela sempre quis e fez questão de fazer a sua parte, de ser ativa em todo esse processo. E o melhor é você mesmo realizar a sua leitura e se encantar com essa menina-mulher.



Nunca havia lido nenhum livro ambientado nesse período de guerra no Islã, então tive uma aula gigante sobre história, conhecendo muito sobre a revolução, as regras religiosas, a cultura da região. E isso só me instigou a ler mais e mais e mais.



Com o passar das páginas, a minha emoção aumentava mais e mais, passei a sentir a dor que a Marjare sentia. Um livro que por muitas vezes me deu a sensação de impotência,um livro que nos faz refletir, nos tirando da nossa redoma, nos confrontando, nos dando tapas e choques de realidade.



site: http://www.tresleitoras.com.br/2017/09/resenha-persepolis.html Concluído
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Evy 03/01/2018

"Quando vier uma onda grande, abaixa a cabeça e deixa ela passar."
Não há muito que fala sobre o livro, basicamente é uma autobiografia divertida, em que a autora retrata através dos quadrinhos os acontecimentos de sua infância à fase adulta, há relatos dos momentos conturbados vividos no Irã durante a revolução cultural de 1979 e como a autora lidava com as mudanças no seu país. O livro tem um conteúdo rico e a leitura é agradável e nem um pouco cansativa, afinal, enquanto o leitor aprende um pouco mais sobre a história do Irã, ainda nos divertimos acompanhando o crescimento da autora.
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Ádria 01/01/2018

Este livro é bem diferente do que eu imaginava. E foi surpreendente de uma forma boa. Não tenho muito costume de ler graphic novels e tampouco algo que se distancie do padrão ocidental. A leitura dessa obra foi um aprendizado em muitos sentidos. É interessante e inspirador o quanto Satrapi foi forte.
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Ery 28/12/2017

Obra prima dos quadrinhos
Persépolis é uma autobiografia sincera e profunda na visão de uma iraniana durante a revolução cultural que aconteceu no país em 1979. A autora nos conta sua infância até o início da fase adulta e mostra como foi crescer em um ambiente opressor durante conflitos e guerras. A narrativa é fluida, chegando a ser divertida em alguns momentos, conduzindo o leitor a ter um conhecimento profundo da cultura iraniana, assim nos dando uma visão diferente e mais compreensiva daquele povo. Os desenhos são simples e dão um toque de leveza pra obra, ela trabalha muito bem o preto no branco e a arte sequencial é muito boa. Persépolis é emocionante e representa a luz e o brilho de uma civilização riquíssima em meio ao caos.
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Duda 22/12/2017

AMO
Acredito que esse foi o melhor quadrinho que eu já li até hoje! Conta a história real de uma mulher badasss pra caramba e eu só posso aplaudir e venerar ela. Amo, amo, amo e amo.
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