A Hora da Estrela

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Resenhas - A Hora da Estrela


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Erieli.Rosa 26/08/2016

bacana
muito bom
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Marii 09/08/2016

Lido na adolescência
É apaixonante!
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Katy 01/08/2016

Resumo + análise: A hora da estrela - Clarice Lispector (leituras UFRGS 2017)
Ambientada no Rio de Janeiro, a Hora da estrela é mais uma das leituras obrigatórias da UFRGS 2017 , além de ser o livro mais famoso da brasileira Clarice Lispector.

O livro se afasta completamente da geração e dos movimentos literários conhecidos na época e cria um novo estilo, no qual o enredo não é o foco. Nessa história, os fatos são de importância secundária e o ponto principal são as divagações, pensamentos e sentimentos dos personagens.

Por esse motivo, "A hora da estrela" possui um conjunto de reflexões com base em alguns fatos descritos. Há então a presença de epifanias,que é quando uma situação banal do dia-a-dia proporciona à personagem auto-conhecimento e inúmeras ponderações. Nessas situações, há um grande fluxo de consciência e o pensamento flui livremente, desconexo e não linear.

A autora afirma ter criado treze opções de titulo para o livro, os quais são citados na primeira página. A hora da estrela seria então o momento da morte, o momento em que uma pessoa comum e "invisível ao mundo" (como Macabea) morre e finalmente brilha e é vista ao se tornar uma estrela.

O livro é divido em três eixos. No primeiro deles, conhecemos o personagem Rodrigo S. M., um narrador que conta a história de Macabea após ter passado por uma moça nordestina com ar triste pela rua. A segunda parte da narrativa é a história de Macabea, que não ocupa o mesmo espaço periférico que Rodrigo S M, uma vez que são criador e criatura. E, por último, temos uma análise e descrição metalinguística do processo criativo da história.


Fica subentendido que Rodrigo S. M. seja um pseudônimo da própria Clarice, uma vez que ele narra a história como sendo criador da nordestina Macabea. Um ponto importante à destacar é a ambiguidade na relação de Rodrigo S M com a moça: o mesmo diminui sua criação no decorrer de toda a narrativa, ressaltando os defeitos, a ignorância e mediocridade de Macabea mas, em inúmeros momentos, também fala em como gostaria de cuidar da mesma.

Para continuar lendo estas e outras resenhas, visite o meu blog!

site: https://bloggerculturando.blogspot.com.br/2016/07/resumo-analise-hora-da-estrela-clarice.html
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LuAsa.Fernanda 29/07/2016

A Hora da Estrela foi um livro escrito no final da carreira da autora, em 1977. Uma obra muito conhecida e bastante admirada por várias pessoas ao longo dos anos.

No enredo temos três tipos de narrativas, a primeira conta a história da personagem principal, Macabéa; a segunda mostra a vida de Rodrigo S.M. que é o narrador geral da história e narra por meio de um livro que está escrevendo, então temos todo este contexto, a vida de Macabéa sendo narrada por meio de um livro; e o conflito do Rodrigo ao conviver com a Macabéa.

Macabéa é nordestina, não teve o auxílio dos pais quando criança, foi criada por uma tia que a maltratava e ensinará uma série de valores errôneos. Na verdade, a personagem principal só tem uma característica, a ausência de tudo.

Temos como cenário o Rio de Janeiro, onde Macabéa “vive” se é que essa seja a melhor palavra para descrever.

O final desse livro é completamente de tirar o fôlego e é neste momento em que o nome do livro faz sentido. A autora opta por fazer uma coisa bastante interessante quando diz por meio de momentos descontraídos assunto sérios e que precisam de reflexão. Uma leitura bastante leve e rápida, mas que te faz pensar sobre diversas perspectivas diferentes.

site: http://estantedalulu.blogspot.com.br
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Maria 19/07/2016

Rodrigo S. M.
"Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.
Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho.
Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?" (página 11)

E assim começa “A hora da estrela”, obra que certamente vocês já ouviram falar, e se não sabem da sua existência, provavelmente já viram o nome Clarice Lispector em algum lugar. Ganhei um exemplar de “A hora da estrela” há alguns anos e, mesmo curiosíssima para ler algo de uma autora tão renomada, ainda não tinha conseguido encaixar o livro na minha lista de leituras. Resolvi lê-lo durante a Maratona Literária de Inverno que estou participando, já que a primeira semana tinha como meta ler um livro encalhado na estante há mais de um ano. Escolhi “A hora da estrela” pensando que, por ter menos de 100 páginas, seria uma leitura rápida. Ledo engano!

“A hora da estrela” foi um livro totalmente diferente das minhas expectativas! Começando pela narração, que é feita por Rodrigo S. M., um cara que quer escrever um livro. Sabe aquela história de que “A hora da estrela” conta a história de uma personagem nordestina chamada Macabéa? Então, não é bem isso! “A hora da estrela” conta a história de Rodrigo que quer contar a história de Macabéa, mas parece não saber ao certo como fazer isso, parece estar um pouco inseguro sobre como e o que escrever.

"Tentarei tirar ouro de carvão. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem a bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta.
Mas desconfio que toda essa conversa é feita apenas para adiar a pobreza da história, pois estou com medo. Antes de ter surgido na minha vida essa datilógrafa, eu era um homem até mesmo um pouco contente, apesar do mau êxito na minha literatura. As coisas estavam de algum modo tão boas que podiam se tornar muito ruins porque o que amadurece plenamente pode apodrecer." (página 17)

Mas falando sobre o que Rodrigo conseguiu contar: Macabéa é uma moça que trabalha como datilógrafa (faz um péssimo trabalho, por sinal) e mora em um quarto que divide com outras moças. Ela não tem família, nem amigos, nem nada que torne a sua vida especial. Macabéa é uma moça simples em diversos sentidos, e parece achar que a vida é assim mesmo, e, na única vez em que pensa que viver pode ser algo mais, bem, aí acontece o que acontece no final do livro.

"Não chorava por causa da vida que levava: porque, não tendo conhecido outros modos de viver, aceitara que com ela era "assim". Mas também creio que chorava porque, através da música, adivinhava talvez que havia outros modos de sentir, havia existências mais delicadas e até com um certo luxo de alma. Muitas coisas sabia que não sabia entender." (página 51)

Eu não gosto muito de procurar outras opiniões sobre uma obra assim que termino de lê-la e estou resenhando, prefiro resenhar primeiro e depois ir pesquisar as interpretações de outras pessoas (para que a resenha não seja influenciada por algo a mais do que a minha experiência de leitura). E creio que seja isso o que irei fazer assim que terminar essa resenha, pois “A hora da estrela” para mim é um livro simples, com uma história simples, proporcionando uma leitura sem grandes encantos ou emoções, sem nenhum apelo a não ser o fato de ter sido escrito por Clarice Lispector. Talvez eu faça uma releitura da obra algum dia, e possa vê-la de outra forma.

"No fundo ela não passara de uma caixinha de música meio desafinada." (página 86)

Foi um livro que demorei bem mais para finalizar do que o esperado, e que, para mim, tanto na história quanto na escrita, teve seus altos e baixos. Mas, pelo menos, agora “A hora da estrela” saiu da minha lista de não lidos para a lista de lidos.

Por fim, só gostaria de destacar duas partes curiosas: a cena em que a Macabéa vai numa cartomante e, ao invés de a cartomante falar da vida da Macabéa, a mulher resolve contar a própria vida! Como uma cartomante dessas pode conseguir clientes? E o fato de Macabéa ouvir uma rádio que, em vez de música ou noticiários, diz as horas e dá pequenas doses de conhecimento que dificilmente seriam relevantes numa dosagem tão homeopática.

"É que ela sentia falta de encontrar-se consigo mesma e sofrer um pouco é um encontro." (página 35)

Sobre a edição da Rocco: capa bonita, com título e nome da autora em alto-relevo, páginas brancas, margens, espaçamento e letras de bom tamanho. Quanto aos erros de revisão, não posso comentar, pois pode ser que a ausência de alguns sinais de pontuação seja apenas uma escolha da autora.

"a gente aceita tudo porque já beijou a parede." (página 86)

Por hoje é só, me contem: já leram o livro ou algum outro da autora? Eu estava desejando o volume único lançado recentemente com todos os contos da autora, mas depois de ler “A hora da estrela”, acabei desanimando um pouco.

site: http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2016/07/resenha-livro-hora-da-estrela-clarice.html
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Monique 12/07/2016

Recomendo!
O livro conta a história sofrida de Macabéa, uma jovem que não tinha beleza, visão de futuro e nem metas a serem concretizadas na vida. Ela vivia pelo simples fato de viver e nada mais!
Apesar de não possuir tanta beleza, consegue arrumar um namorado chamado Olímpico, que não lhe compreende e não lhe ama verdadeiramente. O romance não deu certo, pois ele trocou-a por sua amiga Glória.
Foi então que Macabéa decidiu ir a uma cartomante, que a fez pela primeira vez em sua vida se sentir esperançosa com relação ao seu futuro. As cartas revelaram-lhe sucesso, riqueza e amor, mas a pobre moça não sabia que o que lhe aguardava era apenas um destino triste já traçado e acabou morrendo atropelada por um carro amarelo de luxo em meio a cidade grande.
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Tatiana 02/07/2016

A hora da estrela, de Clarice Lispector
A hora da estrela, de Clarice Lispector, da Editora Rocco, é, sem nenhuma dúvida, um dos livros mais comoventes que já li. A obra narra a história de Macabéa, mulher nordestina, feia e alienada, que vive há algum tempo no Rio de Janeiro. Após a morte da tia, a moça se vê sozinha no mundo. Trabalha como datilógrafa para se sustentar e o seu único lazer nas horas de folga é ouvir rádio. A história de Macabéa é, em certo sentido, igual a de muitas outras mulheres. Ela se apaixona por um metalúrgico chamado Olímpio de Jesus, nordestino como ela, que começa a traí-la com sua colega de trabalho.

O livro é narrado pelo personagem Rodrigo S.M., escritor. Por exercer o ofício da escrita, Rodrigo faz inúmeros questionamentos sobre o ato de escrever. A percepção que o narrador tem de Macabéa é muito conflituosa, ora ele demonstra afeto pela protagonista, ora demonstra desprezo. Segundo Rodrigo, Macabéa é incompetente para vida. A moça mudou-se de Alagoas para o Rio assim que a tia morreu. Na Cidade Maravilhosa, Macabéa foi morar com as quatro Marias em uma pensão, levando uma vida de pobreza e de muitas restrições. Embora pobre, Macabéa orgulhava-se profundamente da profissão de datilógrafa, cujo aprendizado havia sido financiado por sua falecida tia. Além de ouvir rádio, as distrações da moça eram ir ao cinema e tomar Coca-cola, o que só ocorria quando ela recebia o seu salário.

Macabéa é uma mulher insignificante, sem nenhum talento, que leva uma vida medíocre e que acaba conhecendo e apaixonando-se por Olímpio, metalúrgico, homem que não a supera em nada em termos de inteligência, mas fingia ser muito sabido e muito esperto. Macabéa tinha uma enorme dificuldade em lidar com as palavras, mas em alguns momentos da obra, podemos perceber que, ao contrário de Olímpio, ela tinha vida interior. Na verdade, por vezes, o narrador deixa transparecer até mesmo uma certa riqueza interior, que não pode ser expressa devido ao uso precário da linguagem por parte da protagonista. E a felicidade de Macabéa dura pouco, em virtude de duas descobertas: uma sobre a traição de seu amor com a colega de trabalho, a outra sobre a sua saúde. Triste, em uma tentativa de entender a si mesma e à vida, a moça resolve ir à cartomante recomendada pela colega. A vidente prevê maravilhas para a protagonista, fazendo-a sentir esperanças quanto ao futuro pela primeira vez em sua vida. Sai da consulta com a cartomante bastante esperançosa, sem saber que está muito próxima a sua hora da estrela. Macabéa é uma personagem que nos toca profundamente, que nos comove. A hora da estrela é uma obra que diz muito mais nas entrelinhas do que no texto expresso. Recomendo aos leitores sensíveis e atentos aos significados que se escondem por trás do que é dito.

site: http://leituras-compartilhadas.blogspot.com.br/2016/05/a-hora-da-estrela-de-clarice-lispector.html
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Brnoliver 27/06/2016

A hora da Estrela Macabea
A Clarisse tem um dom para escrever sobre uma história da vida cotidiana, nos causa empatia com uma personagem que ela descreve como não tendo beleza, nem riqueza e nem grandes conhecimentos, só vive. Porém eu tenho um sentimento de ambivalência com o livro, pois tem diversas vezes uma quebra no ritmo da narração, mistérios desnecessários e a narração me confunde às vezes, mas é perdoável por causa da narrativa bastante poética.

Citação: "Que se há de fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só."
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CocoaGamer 20/06/2016

O triste reflexo
" E quando acordava? Quando acordava não sabia mais quem era. Só depois é que pensava com satisfação: sou datilógrafa e virgem, e gosto de coca-cola "

Macabéa é um reflexo de nós mesmos, pessoas cheias de rótulos que não significam nada. Macabéa, por ser reflexo, é justamente o contrário. É alguém que existe. Por que existe? Não sabemos.
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Wilton 07/06/2016

Destino ingrato
A Hora da Estrela tem um apelo psicológico extraordinário. Prende a atenção apesar do enredo lento. O narrador é onisciente e surge na história como um escritor que tenta interferir no destino de Macabéa, a protagonista. Deseja um final feliz para pobre moça nordestina. Logo percebe que a personagem é independente, já está pronta, e que ele não poderia fazer nada além de registrar a sua triste sina. Macabéa é uma figura despretensiosa, sem brilho, sem vontade, amorfa. Clarice Lispector faz o escritor Rodrigo S. M. interagir com Macabéa a tal ponto que a infeliz se torna seu alterego. Ele também se considera um ser esquisito, despretensioso, sem brilho e sem vontade. Os destinos do escritor e da personagem seguem paralelos todo o tempo. Sob os aspectos de cultura, de instrução e de poder aquisitivo, havia um abismo entre eles. Mesmo assim, eram criaturas semelhantes e Clarice Lispector, competente como sempre, soube explorar o lado psicológico das personagens do jeito que somente ela sabe fazer.
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Renata Molina 06/06/2016

Chata
Primeiro livro que li da autora e já nem quero ler outros. Ela é uma espécie de João Kleber da literatura brasileira, quando a história está entrando nos eixos ela chega e fala: "Pára! Pára! Pára! Vou contar minha história."
Sem contar que a história começa na página 24. Muita enrolação. Achei-a uma chata. Me julguem! :P
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Drin 09/06/2016minha estante
"João Kleber da literatura brasileira" kkkkkkkk essa foi boa!


Gabriel.Deus 13/07/2016minha estante
ufa, achei que eu era o unico que tinha pensado isso... com exceção, claro, ao João Kleber da literatura rsrsrs.




M. Lelis 02/06/2016

Este livro começa com existencialismo pobre, pois já prenuncia o derradeiro abraço de uma existência pobre.
Fui Macabéa. Mas também já morri.
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Renato 05/05/2016

Minha primeira vez com Clarice
Foi minha primeira experiência de leitura de Clarice.
Confesso que na primeira tentativa, achei o livro um saco, cansativo. Deveria ter por volta de 17, 18 anos.
Cinco anos mais tarde resolvi experimentar novamente. As coisas foram diferentes. Tinha outra cabeça.
Macabea me encantou. Ela e seus dramas povoaram o meu pensamento durante e após a leitura. E diria que ainda hoje vez em quando ela aparece.
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