A Hora da Estrela

A Hora da Estrela Clarice Lispector




Resenhas - A Hora da Estrela


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Felipe.Oliveira 26/03/2017

A ignorância como arte
Neste livro somos levados a perceber a ignorância e como somos frutos muitas vezes da mesma, temos Macabéa, que com sua simplicidade nos leva a percepção, de como somos resultados de nossa vida, social, espiritual e etc tudo aquilo que faz parte de um ser humano. O narrador nos leva, através dos relatos da vida de uma nordestina qualquer, a sermos mais empáticos e que ouçamos as vozes desses indivíduos rejeitados pela nossa própria ignorância e passividade dos mesmos.
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Isa @blogparenteses 25/03/2017

O que importa nesse livro não é o que acontece na história, o que importa são os seus personagens e a forma como ela é contada. Então vou te falar rapidinho a premissa, pro caso de você não conhecer nadinha, e depois vamos ao que interessa.

Rodrigo S.M. está escrevendo uma história, por simples querer e por desespero. Cruzou o olhar com uma nordestina amarelada na rua e agora não consegue se livrar dela, a moça o impregnou com sua essência e ele precisa falar sobre ela pra não sufocar.

Chegamos ao que interessa: Macabéa. A datilógrafa que saiu de seu marasmo em Alagoas pra se perder no Rio de Janeiro. A única coisa que Macabéa queria era viver, mas não tinha consciência de si mesma então só existia, como matéria orgânica num limbo impessoal. Não sabia que era infeliz porque não sabia nem quem era e acreditava, em nada especificamente, apenas acreditar bastava.

Toda essa inconsciência de ser despertou em Rodrigo S.M um sentimento esquisito de fascínio e nojo. Logo no começo ele avisa o leitor que a narrativa vai ser acompanhada por uma dor de dentes, deixando claro que será incômodo ler essa história e que ela não tem fins de entretenimento.

E por falar em dentes: Outro personagem interessante é Olímpico de Jesus. O nordestino metalúrgico e com um dente de ouro. O que diferencia os destinos de Olímpico e Macabéa é o fato de um ser homem e a outra mulher. Olímpico foi favorecido na classe dos excluídos ao nascer e por isso consegue adotar uma atitude arrogante e não conformista frente às dificuldades. Até mesmo Rodrigo S.M, que odeia pobres, tem mais paciência com ele do que com Macabéa.

O livro todo é uma digressão intimista, Rodrigo vai se misturando à Macabéa. Hora fala de si, hora dela e muitas vezes dos dois.

Uma história não linear que surgiu de um instante que inspirou o escritor a transgredir seus limites e se ver numa nordestina excluída do mundo.

A Hora da Estrela é um dos 13 título dessa história. 13 títulos para nomear 87 págs. Isso demonstra a profundidade que cada uma dessas págs contém.

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nalu 22/03/2017

Clarice de uma forma diferente
Uma narrativa reflexiva que de cara me pegou de jeito. Clarice sempre foi um dos meus pontos fracos pelo jeito peculiar que escreve suas prosas e poesias. Entretanto, nesse livro, ela se mostra de uma forma diferente e encantadora. Todavia, vale lembrar que o mesmo exige de paciência para interpreta-lo e só assim há de se apaixonar.
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Marcelo.Fiuza 21/03/2017

Me tornei o narrador
O início da história foi massante para ler, com um narrador enrolando e desinteressando o leitor sobre a história (de início conseguiu). A história toma um novo fluxo quando é apresentado Macabéia, uma simples alagoana, descrita com os piores traços ("uma sopa com cabelo, daquelas que não dá vontade de comer"), com uma dieta baseada em cachorro-quente e coca-cola, sendo um ser que não chama a atenção de ninguém por beleza, mas que principalmente não enxerga a maldade nas pessoas e em seus comentários, sendo um ser totalmente frágil e ingênuo, se contentando com uma vida miserável, sem a necessidade de riquezas, e nem ao menos preza por um futuro melhor, pois acredita ser um luxo.
O que me toca no livro, foi a sensação de tornar me o próprio narrador, que preza por Macabéia, que deseja a proteger, removê-la do meio em que pisa em sua ingenuidade, e acolher toda aquela inocência perdida num mundo malévolo.
A personagem durante a trama é humilhada por diversos personagens, e a mesma não vê a maldade em suas ações, e ainda consegue se considerar uma pessoa feliz.
Neste contexto, acabo com que refletir muita coisa da minha própria vida, onde com muito mais, acabo reclamando e me considerando um infeliz. Muitos trechos criticava Macabéia por sua ingenuidade, sua simplicidade, sua conformidade ... mas se houvesse um pouco do que ela é em nós? Se tivéssemos facilidade para lidar com problemas e aceitar a realidade como ela é sem fantasias e sem esperar coisas de um futuro distante que nem sabemos ao certo se virá, seríamos muito mais felizes para a chegada de uma "hora da estrela" sem arrependimentos.
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Laura Scaramussa 17/03/2017

Surpreendente
No início, eu não gostei realmente do livro, a escrita era muito reflexiva e filosófica, além disso, eu pensava que a história começaria, e não começava (isso aconteceu por de 30 páginas).
Mas quando a história começa, você conhece a história de Macabéa, pobre menina nordestina vivendo na cidade grande, suas visões do mundo levam você a uma reflexão, que nos faz ver como não valorizamos as pequenas coisas na vida, o direito de ter certas emoções, você começa a conhecer todo um novo mundo que você nunca pensou antes, e essa troca de experiências é o que fez o livro incrível para mim.
Eu certamente gostei da forma como Clarice escreve não só o que acontece, mas também o que os personagens pensam, e é isso que torna seus romances incríveis, o foco nos aspectos psicológicos do personagem.
É certamente um ótimo livro para ler.
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Juliana 16/03/2017

A Hora da Estrela - Clarice Lispector
A Hora da Estrela foi escrito por Clarice, pouco tempo antes de sua morte e o primeiro livro que li dela.
A história é narrada por seu alter-ego Rodrigo S.M, um escritor que não se considera bom o bastante. Durante a primeira parte do livro o autor fala um pouco sobre si e um pouco sobre sua admiração pela nossa personagem. Ele nunca cita de onde a conhece, mas sente a necessidade de falar sobre ela.
Macabéa é uma nordestina que migra para o Rio onde arruma emprego de datilógrafa. Não possui atrativos físicos, não é bonita muito menos inteligente. Vive uma vida miserável, mas é completamente alienada de sua própria penúria, sequer tem consciência do quanto sua vida é medíocre.
Ela é tão desimportante que seu nome só é revelado quando a história já está avançada. Seu nome não importa, ela não importa. Ela também não faz questão em dizê-lo, pois prefere não ser chamada a se chamar Macabéa.
Não possui amigos nem família, nem um emprego onde lhe deem valor. Mas ela aprende que tem que ser feliz e assim ela é, embora não tenha nenhum motivo. Ela apenas o é.
No fundo Macabéa é oca, lhe falta malícia para melhorar de vida. Lhe falta coragem para sonhar com um futuro melhor.
Seus dias se arrastam numa mesmice sem importância, onde nem Macabéa é a personagem principal de sua própria vida.
Em muitos momentos senti raiva dela, por se deixar levar por essa vida tão ordinária, em outras tive vontade de acalenta-la e dar-lhe alguma dignidade.
Torci com todas minhas forças para que Rodrigo desse a ela alguém que lhe cuidasse, que não se aproveitasse de sua boa fé.
Mas como isso aconteceria se Macabéa é invisível ao mundo?
Lendo este livro me perguntei quantas Macabéas existem por aí, invisíveis aos nossos olhos?E quantas vezes também fui Macabéa, sem percepção de mim?
Mais do que cuidar dela, tive vontade cuidar de mim e melhorar e lutar.
O autor deixa claro no começo da história a simplicidade da história, e assim o é. No entanto, entendo a necessidade que Rodrigo sente em conta-la,pois foi a mesma que senti em lè-la.
Macabéa não tem a menor noção da pobreza que a cerca, mas nos faz ter noção da nossa própria efemeridade.
O ápice acontece quando ela percebe seu desamparo, quando lhe tiram o véu que a impede de enxergar a verdade. Me encheu os olhos de lágrimas, pois não é fácil perceber que não é feliz, que sua vida não é aquilo que se imagina.
Nesse momento ela deixa de ser quem é e se da conta de que não é nada e recebe o melhor presente que alguém lhe pode dar: a chance de mudar sua vida.
"Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida ."
Me senti mal por todas injustiças . Que morresse e virasse estrela!
Pensei em tantas possibilidades para o fim de sua história, mas acho que Rodrigo escolheu o mais simples para uma vida simples.
Talvez Macabéa seja cada um de nós. Talvez Macabéa seja invisível.

"Este é um melodrama?O que sei é que melodrama era o ápice de sua vida, todas as vidas são uma arte e a dela tendia para o grande choro insopitável como chuva e raios."

site: http://www.livrosemcontexto.blogspot.com.br
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Eric Hori Duco 14/03/2017

Não funcionou muito bem pra mim...
Entendo, obviamente, todo o tamanho desse livro. O peso que ele tem e tudo mais, mas pra mim foi qualquer coisa. Li quando era bem mais novo, sei que vou dar uma outra chance no futuro, mas (por enquanto) sempre que lembro desse livro me dá sono.
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Blue 13/03/2017

De cara já amei
São poucos os livros que me conquistam na primeira página, mas esse me conquistou na primeira frase!
Nunca tinha lido nada da Clarice Lispector, este foi o primeiro livro e assim que terminei já estava procurando outras obras da autora.
A genialidade da autora realmente me surpreendeu, nunca pensei que isso fosse acontecer, mas aconteceu.
O livro em si requer muita atenção na leitura, pois algumas partes são difíceis de compreender .
Este livro me fez pensar muito sobre o que eu estava fazendo em relação ao próximo e em como ainda que por mais loco pareça existem pessoas inocentes (até conheço umas), algumas pessoas podem até acreditar que tal inocência seja idiotice.
Como já foi dito Clarice me surpreendeu muito, enquanto lia através de suas metáforas era possível capitar coisas que em uma leitura rápida nem imaginaríamos.
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Cecelle 26/02/2017

Um livro metalinguistico que nos traz profundas reflexões.
Macabéa é uma personagem totalmente alienada de si. Sua existência é medíocre e ela se quer tem consciência disso.
Sem família, sem amor, sem amigos, sem comida, sem pensamentos... É tão vazia que nem sente o sofrimento que a permeia.
As primeiras páginas do livro são totalmente metalinguisticas, nas quais o narrador faz profundas reflexões sobre a existência, dentre outras coisas.
Há a tentativa de evitar iniciar a narrativa para nos contar o que nos fora proposto, a história de Macabéa. Isso porque, é uma história de inércia, de miséria, de uma dor que sequer é percebida.

Um trexo do livro que define bem a personagem principal:

"Pois a vida é assim: aperta-se o botão e a vida acende. Só que
ela não sabia qual era o botão de acender. Nem se dava conta de que
vivia numa sociedade técnica onde ela era um parafuso dispensável.
Mas uma coisa descobriu inquieta: já não sabia mais ter tido pai e
mãe, tinha esquecido o sabor. E, se pensava melhor, dir-se-ia que
havia brotado da terra do sertão em cogumelo logo mofado. Ela
falava, sim, mas era extremamente muda. Uma palavra dela eu às
vezes consigo mas ela me foge por entre os dedos."
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Carlos Rogério Sartori 21/02/2017

Obra Prima - o melhor livro já escrito.
Não sei se vejo Clarice em mim ou a vejo nessa obra, ou então tudo para mim é dor e sabor, mas digerir as palavras desta mulher leva dias, meses e até anos. Quando o li pela primeira vez tive a certeza de que as pessoas são muito mais do que o que podemos ver. Era adolescente, por volta dos doze anos. Então reli quase que anualmente, apaixonado, inebriado pelo perfume das frases, páginas, histórias...

Essa mulher, Macabéa, está presente em todos nós. Assim como a simplicidade de ver e enxergar (sim, são diferentes!!!) a grama crescer pela fresta da calçada, ela também teve a magnitude de amar e nos ensinar que a vida é feita de verdade, de vontade e de uma dor latente, pura, que nos torna humanos. "Mas não vou enfeitar a palavra pois se eu tocar no pão da moça esse pão se tornará em ouro e a jovem não poderia mordê-lo, morrendo de fome." (Pág. 15). Clarice demora a começar a história. Fala da personagem como se tivesse de vomitá-la porque está engasgada em sua garganta e precisa sair senão a mata antes de conseguir escrever.
"Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?" (Pág. 11).

Então a história começa. Um nada, um ninguém nasce desprovido de brilho. E quem nunca se sentiu assim? De repente Macabéa tem a ousadia de viver. Que loucura! Ela nem sabe porque vive. Sente? Seu maior luxo é um café! Apanha, sofre, é chutada feito cachorro sarnento e doente que transmite pobreza e cheira mal! Ela não tem consciência de ser um ser humano. Ela vive e basta. Se cai, basta. Se dói, basta. Vegeta e basta! Não sabe se o que sente é assim mesmo que se deve sentir. Eu acredito que ela seja uma privilegiada porque nem entende como dor a carne que lhe é cortada pela vida; o golpe que o estômago recebe pela comida que se vinga por ter sido ingerida, quando há o que comer.
" Por que é que você me pede tanta aspirina? Não estou reclamando, embora isso custe dinheiro.
- É para eu não me doer.
- Como é que é? Hein? Você se dói?
- Eu me doo o tempo todo.
- Aonde?
- Dentro, não sei explicar." (Pág. 62).

E então ela se dói, ou melhor, ela vive. Às vezes tem consciência, outras não. E desejava sem conhecer o pecado.
"Ela sabia o que era desejo - embora não soubesse que sabia. Era assim: ficava faminta mas não de comida, era um gosto meio doloroso que subia do baixo-ventre e arrepiava o bico dos seios e os braços vazios sem abraço." (Pág. 45).

Afortunada ou acometida pelos infortúnios da vida? Como dizer a alguém que a vida lhe é cruel se ela desconhece o mal? Seria uma pobre alma ocupando espaço na Terra, ignorante e que merecesse a morte porque nem é digna de piedade ou poderia ser vista como uma vítima das desgraças dos menos favorecidos e, por tão sublime existência, merecedora de minhas lágrimas e pesar? Não sei!!!

Poderia escrever páginas e páginas sobre o livro da minha vida, a minha autora favorita, tema de meu trabalho de conclusão de curso na faculdade, motivo de lágrimas da minha coordenadora de curso universitário ao ouvir minhas defesa de tese, mas não o farei.
Tenham a carne rompida sem anestesia porque Clarice não se lê, invade-se!




Dhyja 21/02/2017minha estante
Como nao elogiar uma resenha assim ? Aliás, Carlos foi quem à escreveu..kkk
Quero ler o livro, pois ja adoro essa autora ! Bjs


THUR.Machado 22/02/2017minha estante
meu deus do céu, que resenha maravilhosa


Evelyn Ruani 22/02/2017minha estante
Que resenha maravilhosa, sensível e completamente perfeita para uma obra de Clarice. Não tem como escrever sobre ela sem ser passional. Difícil principalmente pra quem é fã incondicional como nós! Sabe do que mais? Vou ter que reler o livro depois dessa resenha! Vontade de ler agora!! Bjos e continue escrevendo!!!


Raissa.Rafaela 22/02/2017minha estante
ótima resenha, professor!


BeatrizFerreira 24/02/2017minha estante
linda resenha professor!


Sandro.Alves 24/02/2017minha estante
Uau que resenha, maravilhosa.


Zah_cipriano 24/02/2017minha estante
excelente , você sabe em como fazer uma resenha


Eduarda.Farqui 24/02/2017minha estante
Perfeita. A melhor que já li, afinal, é o professor Carlos!


Clarinha 25/02/2017minha estante
Gostaria de ter um vocabulário igual ao seu. Suas resenhas são delicadas e expressam o que você realmente sentiu ao ler o livro. Você consegue passar isso. Não acho que eu ainda esteja preparada para ler essas obras cativantes. Mas gostei da resenha.


Guilherme.Rocha 01/03/2017minha estante
interessante


Raul Cavalcanti 21/03/2017minha estante
Já deu vontade de ler




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Wilson Junior 03/02/2017

A história só começa na página 24, e, com muita enrolação. A protagonista permanece na inércia e na falta de viver a vida
Posso não ter entendido muito a essência do livro, mas não gostei, achei muito tedioso e com acontecimento rasos e bem lentos. Até mesmo o filme que foi lançado em 1985 foi bem melhor e mais interessante que o livro, geralmente é o contrário. A história só começa na página 24, com muita enrolação. A protagonista, Macabéa, um moça nordestina descrita como muito feia e azarada, que mal sabe o que isso significa, durante todo o livro permanece na inércia e falta de viver a vida, de viver a história.
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Liginha 02/02/2017

Livro que traz profunda reflexão.
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Biahh da silva 31/01/2017

Escrita emocionante...
Depois de duas tentativas bem Fail de começar a leitura deste livro o ano passado este ano foi, não era o momento certo para eu ler este livro eu digo, e agora que li sinto que consegui usufruir mais e mais da leitura, depois de ver algumas pessoas comentando a respeito, de assistir videos a respeito, e de ter feito uma leitura compartilhada com uma amiga que ajudou ainda mais.
Não é meu livro favorito da vida, melhor livro ever de todos os tempos como é para muitas pessoas ai afora mas depois de ler entendo por que as pessoas se apegam tanto a este livro; a personagem Macabea, todo o enredo da historia e ainda mais a escrita da Clarice lispector que é sem duvida sem igual e faz toda a historia ser mais emocionante para nos leitores, apenas o final que fiquei triste apesar de antes de eu ler eu ja saber qual seria o final mas mesmo assim ainda me surpreendi.

site: https://aliteraturanasuavidablog.wordpress.com/2017/02/06/a-hora-da-estrela-clarice-lispector/
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