A Hora da Estrela

A Hora da Estrela Clarice Lispector




Resenhas - A Hora da Estrela


386 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


spoiler visualizar
comentários(0)comente



Wilson Junior 03/02/2017

A história só começa na página 24, e, com muita enrolação. A protagonista permanece na inércia e na falta de viver a vida
Posso não ter entendido muito a essência do livro, mas não gostei, achei muito tedioso e com acontecimento rasos e bem lentos. Até mesmo o filme que foi lançado em 1985 foi bem melhor e mais interessante que o livro, geralmente é o contrário. A história só começa na página 24, com muita enrolação. A protagonista, Macabéa, um moça nordestina descrita como muito feia e azarada, que mal sabe o que isso significa, durante todo o livro permanece na inércia e falta de viver a vida, de viver a história.
comentários(0)comente



Liginha 02/02/2017

Livro que traz profunda reflexão.
comentários(0)comente



Biahh da silva 31/01/2017

Escrita emocionante...
Depois de duas tentativas bem Fail de começar a leitura deste livro o ano passado este ano foi, não era o momento certo para eu ler este livro eu digo, e agora que li sinto que consegui usufruir mais e mais da leitura, depois de ver algumas pessoas comentando a respeito, de assistir videos a respeito, e de ter feito uma leitura compartilhada com uma amiga que ajudou ainda mais.
Não é meu livro favorito da vida, melhor livro ever de todos os tempos como é para muitas pessoas ai afora mas depois de ler entendo por que as pessoas se apegam tanto a este livro; a personagem Macabea, todo o enredo da historia e ainda mais a escrita da Clarice lispector que é sem duvida sem igual e faz toda a historia ser mais emocionante para nos leitores, apenas o final que fiquei triste apesar de antes de eu ler eu ja saber qual seria o final mas mesmo assim ainda me surpreendi.

site: https://aliteraturanasuavidablog.wordpress.com/2017/02/06/a-hora-da-estrela-clarice-lispector/
comentários(0)comente



Guilherme Pedro 25/01/2017

Macabéa e o mundo
Esse é o último romance da aclamada escritora Clarice Lispector, e curiosamente é meu primeiro contato com a autora. Nesse livro fino, porém profundo, somos apresentados a uma história sobre preconceito, pobreza, relacionamentos e a essência da alma humana. Vejamos um pouco sobre a história:
Confesso que a leitura das primeiras páginas do livro são arrastadas. Isso porque o pseudônimo da escritora, o narrador Rodrigo S.M. a todo momento diz que começará a narrar a história, mas acaba por não dizer nada. Se diz incapacitado para escrever a obra com a profundidade que ele deseja, e que por isso fica adiando começar logo a contar os acontecimentos. Mas graças a Deus, uma hora ele começa, e nos apresenta a Macabéa. Que figura mais desinteressante, sem conhecimento algum sobre o mundo e ainda por cima pobre. E talvez seja justamente isso que a deixa um tanto quanto interessante. Ao longo das páginas acabamos sentindo um carinho por essa jovem alagoana, pelo seu jeito humilde de ser.
Um momento um tanto triste do livro, é quando se relata de sua infância, um tanto amarga e solitária. Nos é descrito na página 33: "[...] a moça era hoje o fantasma suave e terrificante de uma infância sem bola nem boneca. Então costumava fingir que corria pelos corredores de boneca na mão atrás de uma bola e rindo muito. A gargalhada era aterrorizadora porque acontecia no passado e só a imaginação maléfica a trazia para o presente, saudade do que poderia ter sido e não foi".
Ao longo sobre a história é relatado o primeiro namorado de Macabéa, a forma rude como ela a trata, e sobre a maneira como ela reage aos diferentes acontecimentos nesse relacionamento raso.
O final, sem spoiler, claro, é um "meu Pai, que facada no coração!", Creio que esse era o objetivo da Clarice, nos mostrar que todo ser humano, embora diferentes entre si, possuem a mesma essência. Ambos querem levar uma vida melhor, amar e ser amado, e é preciso fazer isso antes que seja tarde.
Por favor leiam esse livro, e comentem o que acharam. É um realístico espelho sobre o que realmente somos por dentro.
comentários(0)comente



Sil 16/01/2017

Inércia
Dá vontade de estrangular a protagonista, tamanha sua inércia e falta de viver na história.
comentários(0)comente



Sara Muniz 15/01/2017

Resenha - A Hora da Estrela
A Hora da Estrela foi o primeiro livro que li da aclamada autora Clarice Lispector. Confesso que ao começar a ler esse romance, fiquei com certo receio de acabar não gostando. A Hora da Estrela é narrado por seu escritor Rodrigo S.M. (nome adotado pela Clarice) e conta a história de Macabéa, uma nordestina que perdeu os pais quando criança, que foi criada pela tia, e que agora já adulta, trabalha como datilógrafa.

Macabéa, segundo o autor, é uma pessoa extremamente desinteressante. Ele a descreve como feia, magra, pobre, sem vida e sem inteligência. Apesar de todas essas características, ainda assim durante o romance ela encontra Olímpico de Jesus, um namorado que eu considerei um tanto quanto babaca. Ele a trata como lixo o tempo todo e, ingênua como ela é, nem percebe.

Macabéa podia até ser desinteressante, afinal, dá para perceber que a personagem realmente não possui instrução nenhuma sobre nada, ela desconhece 90% das coisas do mundo, mas é uma característica perceptível do tempo em que ela viveu, de sua pobreza e tudo o mais. Esses aspectos consequentes ficam um tanto quanto aparentes no livro e eu achei isso interessantíssimo. Ela também quer ser como as outras mulheres, pois ninguém a vê como mulher. Ela não se importa muito de ser virgem, mas ela quer ser notada, quer ser bonita, quer ser como a Merilyn Monroe.

O livro é curto e nele, basicamente conhecemos a vida de Macabéa, que tem somente a sua visão de mundo tão fechadinha e simples, mas que mesmo assim nos faz nos apegar à sua personalidade. O começo do livro é um tanto engraçado, quando Rodrigo S.M. fica aproximadamente 20 páginas dizendo que vai contar a história de Macabéa, mas que não é um escritor tão bom assim, mas que vai se esforçar e... de repente, ele lembra de mais informações e assim você já fica pensando que o livro vai ser ruim, mas no fim você vê como essa introdução é engraçada (não desista do livro por conta do começo, sério!).

Avaliei esse livro como ótimo porque ele aborda a questão do "viver" de forma muito profunda e triste. Assim como Macabéa, nós também vivemos quase que com uma autoestima baixa crônica, seja por qualquer motivo. Viver é essa coisa monótona, chata, sofrida... E Macabéa nos faz lembrar disso. O final é um tanto quanto triste também, mais uma peripécia da vida que absolutamente todos nós temos de enfrentar um dia. Por conta dessa identificação esse livro é ótimo. Ainda é tempo de morangos.

site: http://interesses-sutis.blogspot.com.br/2017/01/resenha-hora-da-estrela.html
Paulo 22/01/2017minha estante
Li este livro recentemente e lendo sua resenha, me da uma nostalgia do livro. Você compões uma ótima resenha, gostei bastante, parabéns.




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Liliane França 04/01/2017


Resenha feita em 09/06/2009 para a disciplina de redação, professora Marcela Barbosa 7º série.
Achei bem dramática essa resenha depois que reli, mas achei que valeria a pena compartilhar o que eu achei do livro, li com tanta pressa, pois tinha pegado emprestado e a dona queria o livro de volta, todo dia perguntava, deu uma agonia ler depressa, mas consegui entregar a resenha a tempo e devolver o livro. Quero ler novamente.
O romance de Clarice Lispector relata a vida de algumas moças que vendem o corpo para se sustentar, mas em especial fala de uma moça nordestina magricela que perdera os pais aos três anos de idade e fora criada pela tia que a privava de viver como as outras crianças, roubando-lhe as pequenas alegrias como comer queijo com goiabada.
Essa moça mal sabia escrever, mas por necessidade, era obrigada a trabalhar numa datilografia onde batia na máquina letra por letra, todos os dias. Ela morava no Rio de Janeiro com a tia para onde havia se mudado após ficar órfã. Aos dezenove anos, Macabéa, este era seu nome, morava em um quarto de pensão que dividia com quatro companheiras: Maria da Piedade, Maria da Penha, Maria José e Maria. Todas as madrugadas ligava um rádio emprestado por uma das colegas de quarto, Maria da Penha; no rádio não passavam músicas, apenas pingos que caíam a cada segundo, além de comerciais e anúncios que ela adorava ouvir, pois a cada intervalo dos comerciais dava-se curtos ensinamentos e ela acreditava que um dia seriam úteis um dia.
Macabéa não gozava de luxo, era uma moça simples e sem ambições. Todas as noites antes de dormir, ela tomava um cafezinho frio; ela a ninguém fazia falta e podia facilmente ser substituída, pois nada significava. Aos domingos, ia ao cais da Cidade Maravilhosa, ouvir o som dos navios que aportavam. Em uma tarde de chuva qualquer ela conhece um rapaz chamado Olímpio de Jesus, com quem mantém uma tentativa de relação afetiva, considerava-o seu namorado. Ao apresenta-lo a sua colega de trabalho, Glória, ele a abandona alegando ter se apaixonado por Glória, que para recompensá-la pela perda convidou-a para sua casa no domingo. Macabéa não ligou muito com a perda do namorado, já que ele não parecia gostar dela.
Certo dia Glória reparou que Macabéa estava triste e perguntou-lhe: “O que você quer do seu futuro?” Macabéa nunca havia imaginado isso, não soube explicar o que estava sentindo e para animá-la a colega de trabalho deu-lhe dinheiro para que ela fosse a uma cartomante consultar as cartas sobre seu futuro. A cartomante havia sido mulher de soldado e marinheiro e contou-lhe sua história antes de atendê-la. A velha vidente fez várias perguntas, falou sobre a pureza e inocência da garota, disse-lhe que sua vida iria mudar, iria melhorar. A envelhecida adivinha lhe contou que um amor estava por vir, um príncipe em um cavalo branco, encheu o pobre coraçãozinho de Macabéa de esperanças.
Ao sair da casa da cartomante, ela se sentiu outra pessoa, renovada atravessou a rua distraidamente e foi atropelada por um carro em alta velocidade, em alguns minutos se formou uma pequena multidão ao redor, ela se sentiu feliz, pois por um instante ela, que ninguém notava, cuja existência não importava, passou a ser o centro das atenções, ninguém a ajudou, mas colocaram uma vela do seu lado, começou a chover bem fininho e ela indagou: “e quanto ao futuro?” Depois desta frase um suspiro... E ela se foi. Ela que sempre pensou que nunca iria morrer e que era eterna, morreu esquecida, sozinha, numa esquina, só ela e a chuva que caía, uma estrela D’alva que se apagou.


Flavio 06/02/2017minha estante
Sinceramente? Acho que a resenha não é dramática por ''culpa'' da resenhista; mas por causa da descrição da autora. Na verdade acho que mesmo lendo com pressa, vc teve a sensibilidade de sacar que se trata de um drama. Ou melhor, (embora não ocorra a morte de quase todos os personagens) seria como se fosse uma tragédia - uma tragedia atual, psicológica e cotidiana. Espero que a obrigação do colégio e a pressão da amiga não tenham estragado o prazer degostar da autora. eu recomendaria o "Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres''.




Cindy 02/01/2017

A Hora da Estrela, de Clarice Lispector.
A Hora da Estrela é um dos mais célebres romances escritos pela maravilhosa Clarice Lispector, a obra foi publicado em 1977, sendo adaptada para o cinema em 1985.
Este livro trata da história de Macabéa, uma jovem nordestina de 19 anos, órfã de pai e mãe, que foi criada por uma tia que nunca chegou a ter o mínimo de carinho por ela, a verdade é que Maca nunca teve o carinho de ninguém:
?Quando era pequena tivera vontade intensa de criar um bicho. Mas a tia achava que ter um bicho era mais uma boca para comer. Então a menina inventou que só lhe cabia criar pulgas pois não merecia o amor de um cão.?
Após a morte da tia, Macabéa se vê sozinha no Rio de Janeiro, trabalhando como datilógrafa (mesmo não tendo o domínio da palavra), ganhando menos que um salário mínimo e morando num quarto alugado com algumas moças.
A história nos é contada através do narrador Rodrigo S. M., na verdade é um pseudônimo que Clarice usa, mas mesmo com um nome diferente e apesar da tentativa de se afastar da história relatada, nós podemos ver muito da Clarice no Rodrigo, meio que a essência dela não conseguiu se esconder.
No começo do romance, o narrador vai nos dando pequenos detalhes e características da Macabéa, físicas e, principalmente, psicológicas e emocionais. Fazendo algumas reflexões e despertando nossa curiosidade de conhecer a história dela, o que nos faz criar uma grande empatia, tanto que em alguns trechos eu realmente não consegui segurar as lágrimas. Maca é descrita como uma pessoa que não tem nem consciência da sua existência, ela simplesmente existe e é quem é, sem nunca se perguntar sobre nada ou ao menos reclamar das coisas ruins que acontecem na sua vida:
?- Se tivesse a tolice de se perguntar ?quem sou eu?? Cairia estatelada e em cheio no chão. É que ?quem sou eu??, provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga é incompleto?.
Eu particularmente acho muito difícil e triste pensar na possibilidade de conhecer alguém assim, na Maca não lhe falta força para viver, ela nunca poderia ser considerada fraca, assim como ninguém o é, mas sim lhe falta uma motivação. O livro em si gera uma enorme angustia, desconforto, você não consegue ler sem se sentir incomodado com o que acontece na vida da menina Macabéa.
Além disso, ela é descrita como uma pessoa morrinhenta, de ovários murchos, magricela, que vive tendo tosse e ânsias de vômito; ela era virgem e sempre que tinha algum tipo de sonho erótico, acordava no meio da noite para rezar e pedir perdão pelo que considerava errado, afinal, para ela, algo tão bom com certeza não seria permitido. Maca já estava acostumada com o pouco de bom e muito de ruim que tinha na vida, tanto que ela não se considerava uma pessoa triste. As pequenas felicidades de sua vida eram: tomar coca-cola, ouvir seu rádio de pilha e recortar e colar anúncios.
Em certo momento, Macabéa encontra Olímpico, um paraibano por quem se apaixona, e os dois começam um namoro. Namoro esse que não passa de alguns passeios pela cidade, sentar no banco da praça e sem nenhum tipo de afeto. Olímpico era o típico sertanejo endurecido, e que a tratava mal; quando ela o indagava sobre alguma coisa que ouvira na rádio-relógio Olímpico, que nunca sabia da resposta, sempre tentava sair como superior e apenas dizer que não respondia porque não queria. Mas Maca não se incomodava com isso, assim como não se incomodava com nada, apenas aceitava e era grata por tê-lo.
Outra coisa muito interessante desse livro é que ele se trata de uma metaficção, ou seja, a ficção que tem consciência de que é uma ficção. Nosso narrador Rodrigo S. M. vai nos contar uma história inventada, porém verdadeira, verdadeira como a miséria é, mas com a personagem que foi inventada por ele (em vários momentos também, o narrador nos diz que ele é a única pessoa que alguma vez amou a Macabéa). A partir dessa ficção, podemos também notar uma crítica da própria Clarice. Talvez como uma resposta às pessoas que a criticavam na época por ela nunca ter escrito um romance de denúncia. A denúncia mostrada aqui é tanto sobre as misérias humanas, quanto sobre a figura do narrador: um homem rico, culto, que não sabe e nem nunca passou pelo que a Macabéa passa, mas que é quem conta essa história.
O final desse livro é com certeza um dos mais arrebatadores, onde nós veremos o único momento de ?brilhantismo? da nossa protagonista, onde iremos entender que o título do livro não está só por estar, ele faz parte de uma metáfora muito grande e bela de um jeito triste.

Meu blog: almaantiga.blogspot.com.br
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Delmira Pedrosa 28/11/2016

Livro diferente. Não tão fácil de entender. Mostra o preconceito sobre o Nordeste. A necessidade de se refletir sobre a vida e a morte; o passado o presente e o futuro...Fala de amor, beleza, coragem, medos...É um livro um tanto curioso.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Mayh vieira 17/11/2016

Amei o livro e amei o final, conhecia a autora so por frases e tinha curiosidade de ler um de seus livros. Bem, amei não me decepcionei nenhum pouco, melhor final.
comentários(0)comente



Sally 22/10/2016

A hora da estrela

Clarice Lispector cria um falso autor para narrar seu livro (Rodrigo S.M.), mas não consegue se esconder. "Pensar é um ato. Sentir é um fato". Quem perde esse começo, esse sentido, não entende muito o objetivo da autora: o livro é sobre uma moça nordestina com olhar perdido no Rio de Janeiro. "Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa. Não notam sequer que são facilmente substituíveis e que tanto existiriam como não existiriam. Poucas se queixam e ao que eu saiba nenhuma reclama por não saber a quem. Esse quem será que existe?" "Mas quando escrevo não minto. A classe mais alta me tem como um monstro esquisito, a média com desconfiança de que eu possa desequilibrá-la, a classe baixa nunca vem a mim". O segredo de todo o livo está "escondido" nesses momento, de porta-voz e protagonista ao mesmo tempo. Sem contar que parece a visão da classe média sobre o povo nordestino. Sim, pois Macabéa é uma datilógrafa alagoana que parte para o Rio de Janeiro e lá vive uma vida sem luz e sem sombra. Sua rotina pálida vai cruzar com Olímpico de Jesus, nordestino ambicioso e diferente dela, e Glória, carioca da gema. A hora da estrela, sem dar spoiler, é o momento que morremos e deixamos de ser invisíveis. Leitura rápida. Indico livro e filme.

site: http://sallybarroso.blogspot.com.br/2016/10/a-hora-da-estrela-clarice-lispector.html
comentários(0)comente



386 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |