A Hora da Estrela

A Hora da Estrela Clarice Lispector




Resenhas - A Hora da Estrela


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Nathalia.Maximo 17/02/2018

Leitura obrigatória
Curtinho, envolvente, um classico de Clarice!
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J R Corrêa 04/02/2018

A Hora da Estrela
Para quem está acostumado com resumos tradicionais, não é fácil fazer a síntese de A Hora da Estrela. Isso porque, aparentemente, nada acontece. Logo nas primeiras linhas, o que se percebe é a presença de um autor ? o escritor Rodrigo S. M. ? às voltas com certos impasses de sua carreira, tentando dar início à narrativa da história da nordestina Macabéa em sua vida cotidiana no Rio de Janeiro.
Rodrigo S. M. declara: ?Pensar é um ato. Sentir é um fato? ? e essas frases podem ser entendidas como uma apresentação da obra. De fato, as reflexões e os sentimentos registrados pelo escritor constituem parte da narrativa. Portanto, se o leitor espera algo acontecer para começar a fazer a sua síntese do romance, é bom se apressar, porque a história já começou.
Macabéa é introduzida aos poucos na narrativa, sobressaindo-se das reflexões de Rodrigo S. M. Ele se depara com ela em uma rua do Rio de Janeiro, quando, por intermédio de uma simples troca de olhares, a história da moça lhe é revelada. Alagoana, Macabéa perde os pais ainda muito criança e é criada por uma tia, que, no intuito de educá-la, dá-lhe constantes pancadas da cabeça com os nós dos dedos. Frequenta escola apenas até o terceiro ano primário e escreve muito mal. Mesmo assim, consegue levar adiante um curso de datilografia.
A tia muda-se para o Rio de Janeiro e Macabéa a acompanha. Arranja emprego como datilógrafa. Depois da morte da mãe de criação, passa a dividir um quarto de pensão com quatro moças que trabalham como balconistas. Pouco convive com elas, que chegam muito cansadas à noite e dormem logo, enquanto Macabéa fica ouvindo a Rádio Relógio ao longo das madrugadas.
Certo dia, resolve faltar ao trabalho e sair para um passeio. Encontra-se então com Olímpico de Jesus, metalúrgico nordestino. Ele a chama de ?senhorinha? e a convida para um passeio. Para ela, é o começo de um namoro. Em suas conversas, ela exibe, sempre de forma precária, o conhecimento adquirido com as audições da Rádio Relógio, enquanto ele afirma sua disposição de crescer e ser alguém na vida.
Em uma visita a Macabéa no local de trabalho, Olímpico conhece Glória, colega da namorada. Interessa-se por ela e abandona Macabéa. Sem ter exata noção do quanto isso a faz sofrer, Macabéa recolhe-se ao banheiro do escritório e passa com força o batom vermelho nos lábios, para se sentir uma estrela de cinema.
Constrangida por lhe roubar o namorado, Glória dá dinheiro a Macabéa e aconselha que ela procure uma cartomante. Macabéa acata a ideia e vai até Madama Carlota, que lhe prevê um futuro brilhante e o encontro próximo de um grande amor. Ao sair da cartomante, Macabéa morre atropelada. Os transeuntes se reúnem em torno dela, que se torna, pela primeira e última vez na vida, o centro das atenções. Como uma estrela de cinema.
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Rafaela 24/01/2018

Frases que me marcaram
"A pessoa de quem vou falar é tão tola que às vezes sorri para todos na rua. Ninguém lhe responde ao sorriso porque nem ao menos a olham."
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Thiago Barbosa Santos 22/01/2018

Era a hora da estrela
Era a hora da estrela

A 'Hora da Estrela' foi um dos últimos livros de Clarice Lispector, publicado em 1977. Um livro de menos de 100 páginas, que não se equilibra em pé de tão fino, mas que guarda dentro dele uma grande preciosidade da nossa literatura, uma boa mostra do porquê que a ucraniana criada em Pernambuco é considerada uma das maiores autoras do Brasil.

Clarice adota como narrador um homem (Rodrigo S. M.), aparentemente bem de vida, culto e que se dispõe a narrar a simplória vida de uma nordestina, que migra para o Rio de Janeiro e é quase uma indigente na cidade grande. Ele utiliza da metalinguagem para introduzir a história e justificar ao leitor o próprio livro. Ele vai fazendo intervenções também ao longo da narrativa, com reflexões existenciais da própria vida e das personagens.

A personagem principal da narrativa de Rodrigo S.M é Macabéa, alagoana que foi morar no Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor. Ela teve uma infância difícil, órfã de pai e mãe e criada (meio que de qualquer jeito) por uma tia. Macabéa é uma pessoa de quase nenhum estudo, pouco instruída, não sabe fazer nada direito e não entende bem as coisas. Em entrevista à TV Cultura pouco tempo depois de lançar o livro, Clarice Lispector descreveu Macabéa como uma mulher "de inocência pisada, quase anônima".

Esse é um ponto muito interessante da história. Macabéa tem uma vida muito sofrida, é maltratada por todos, desprezada, mas na inocência dela não percebe nada disso, e até pode-se dizer que é feliz dentro de sua simplicidade.

Ela trabalha como datilógrafa, mas tem dificuldades com as palavras e por isso leva broncas homéricas do chefe e sofre constantes ameaças de demissão. Ela começa a se relacionar com um outro nordestino, o Olímpico. É um relacionamento morno, em que na maior parte do tempo Macabéa é humilhada por ele, e não percebe, por isso, gosta muito do namorado. Em uma das passagens, Olímpico diz que ela é igual "cabelo em sopa, ninguém quer comer".

Olímpico está com ela apenas para passar o tempo, e depois a troca pela melhor amiga dela. O livro termina de maneira tocante. Macabéa vai se consultar com Madama Carlota, ex-prostituta e cafetina que prevê o futuro nas cartas. A cartomante se impressiona com o triste passado e presente da moça. Mas surpreendentemente prevê um futuro feliz para ela. Diz que ela vai recuperar o emprego, vai ter de volta o namorado ou então aparecerá na vida dela um gringo cheio da grana que lhe dará uma boa vida. Disse que o futuro dela será feliz. Bem diferente do que acabara de prever para uma cliente (atendida antes de Macabéa) que saiu de lá chorando ao descobrir que morreria atropelada.

Madama Cartota disse para a moça ir embora feliz e leve, que a sorte dela mudaria já quando saísse de lá. Macabéa ficou em êxtase com aquela previsão, ficou a imaginar como seria o gringo que apareceria em sua vida. Imaginou tanto que nem percebeu o carro vindo em direção a ela ao atravessar a rua. Pois é, morreu atropelada. E naquele instante em que agonizava, tentando buscar um último fiapo de vida, é que ela foi percebida por todos (os curiosos). Foi o único momento na vida dela em que atraiu a atenção das pessoas.

No fim, ficamos com a impressão de que a cartomante ou errou a previsão das clientes ou teve pena de Macabéa e a poupou de saber com antecedência do destino trágico que a aguardava.
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cecilia.gonzaga.1 20/01/2018

A hora da Estrela
Eu sou fã da Clarice Lispector, já li tanto sobre ela que me sinto intima. As vezes suas palavras me deixam nua na alma, como se ela tivesse me observado e depois descrito. Óbvio que não. Esta edição em comemoração aos 40 anos da Hora da Estrela é linda, tem rascunhos da autora, tem uma harmonia. Um agridoce.
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Maria Eunice 30/12/2017

3/5
Um dos primeiros livros que li da autora, e não posso afirmar que é ?um dos melhores que já li?. É certo que o início é lindo, a respeito das reflexões que o eu lírico faz sobre a vida, mas a história de Macabéa em si não tem muito desenvolvimento. É um livro curto e deve ser lido sem muitas expectativas, é bem leve e por isso também deve ser analisado com o coração aberto.
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euzebio 21/12/2017

Material extra desnecessária.
A historia em si é um desestre e por isso mesmo acaba sendo tão boa. Na verdade o mais interessante não é a historia de Macabéa e sim o dialogo que o escritor tem com o leitor enquanto narra a historia. Ele revela muitas das angustias que tem sua alma durante a narrativa. Sem dúvida um dos melhores livros que já li. A historia em si é muito curta e todas as edições deste livro vem sempre com um prefacio que é praticamente um pequeno livro de tão extenso ou vem repleto de ensaios sobre a obra (acho que é para dar volume ao livro para deixa-lo em pé na estante). Em minha opinião material desnecessário, Acho que seria mais interessante incluir relatos de amigos da escritores que a conheceram para contar algum coisa da vida dela que tiveram oportunidade de testemunhar. O livro também trás os manuscritos da obra e eu achando que tinha uma letra horrível.
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Victor.Silva 17/12/2017

Clarice tem uma escrita maravilhosa, de verdade.

Não sei como a moça consegue ser tão linda, ser tão boa com as palavras do que Clarice.

Escrita linda que se tornou a minha escritora brasileira favorita.
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DiRock S. 17/11/2017

Eu beijei uma parede e me senti Macabéa por cinco segundos
A Hora da Estrela se trata de um livro que aborda questões quanto à existência, esta que a protagonista não compreende e o narrador se vê em crise.

A história é sobre Macabéa, uma alagoana que migra ao Rio de Janeiro após o falecimento de sua tia e última parente.

Ela não tem grandes planos para a sua vida, na verdade nunca pensou a respeito. Macabéa apenas existe. Não sabe se explicar aos outros e fala de coisas insignificantes em suas conversas. Seus assuntos variam do que ela ouve na rádio diariamente ou nos detalhes de pouco valor (assim como ela, segundo o narrador).

Aliás, o próprio narrador é um personagem do livro. Rodrigo S.M. é um autor que conta a história de Macabéa durante o processo de escrita da mesma. Há interrupções constantes no livro onde Rodrigo comenta sobre a protagonista, faz relatos pessoais e até desabafa sobre o seu trabalho.

Não há quebra na estrutura do romance quando o escritor alterna entre narrar a sua história e fazer comentários da mesma. O romance já se inicia com um monólogo extenso de Rodrigo. Ele apresenta a sua protagonista e desabafa sobre sua crise existencial (da certeza em não ser um profissional indispensável, pois qualquer outro poderia escrever o que ele escreve). Só então a história de Macabéa começa.

Essa particularidade não deixa a escrita monótona, pelo contrário. Os dois aspectos intercalados no romance contribuem para discursar questões existenciais.

Tais questões me incomodaram durante a leitura, no entanto de forma positiva. A história da alagoana é hilária. Mas não chorei de rir, eu ri de tanto chorar.

Macabéa é ninguém importante, não possui obsessão e chateia as pessoas com quem conversa. Até que ela descobre um motivo para viver, um evento que mudará completamente o seu modo de vida, finalmente chega A Hora da Estrela. E em seguida acontece o final da história... Enfim.

É um livro de leitura rápida. Fará o leitor pensar e provavelmente pesar a sua própria importância.

site: https://www.wattpad.com/user/DiRockS
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steph (@devaneiosdepapel) 16/11/2017

A Hora da Estrela
Clarice Lispector é uma autora muito querida e respeitada pelos leitores brasileiros. A Hora da Estrela foi meu primeiro contato com sua obra, mas consegui perceber alguns dos motivos que fazem dela uma das maiores escritoras do Modernismo.

Esta obra conta a história de Macabéa, uma jovem nordestina que saiu de Alagoas para tentar a vida na cidade grande, mais precisamente no Rio de Janeiro. Macabéa é uma moça humilde e sofrida, que mesmo com sua ignorância se mostra uma personagem muito cativante e que me fisgou logo de cara.

A Hora da Estrela chega a ser quase um conto, de tão curto que é. Mas mesmo com os poucos parágrafos, é uma história rica em detalhes, simples e grandiosa ao mesmo tempo. Através dos relatos de Rodrigo S. M., o autor e narrador da saga de Macabéa, conhecemos a pacata e simplória vida da moça e como ela enxerga a vida e as pessoas com quem convive.

O narrador insere seus pensamentos e devaneios enquanto escreve o livro, e acompanhamos com ele o processo de criação desta personagem e como funciona a mente de um escritor quando está desenvolvendo um livro. Para alguns pode até soar um pouco maçante, mas achei bem curioso e interessante acompanhar estes momentos em que Rodrigo “fala” com o leitor. De certa forma tornou a obra ainda mais realista.

A Hora da Estrela não possui grandes reviravoltas e nem momentos de tensão ou apreensão. É uma história que se garante apenas por sua simplicidade, conseguindo transmitir mensagens importantes principalmente em um momento da história onde vemos o culto constante ao ter, ao invés do ser. Claramente Macabéa nada contra a corrente, enxergando a beleza e valor onde menos se espera.

A narrativa de Clarice mostra ao invés de contar, e este é o meu tipo favorito de narrativa. Ela consegue nos dizer muito através de poucas linhas de diálogo, sem nunca se tornar repetitiva ou prolixa. Há também muita poesia em sua escrita, apesar de não ser rebuscada. Você encontrará algumas metáforas que precisam ser lidas mais de uma vez, tamanha a quantidade de significado que contêm.

Mais uma vez a discussão do Piquenique Literário foi crucial para me fazer perceber o quanto gostei do livro escolhido. Através das opiniões dos participantes, enxerguei tantas mensagens na história de Macabéa que fica até difícil enumerar. A Hora da Estrela fala de amor, sofrimento, vida, morte e muito mais. Recomendo muitíssimo a todos, independente de já terem lido Clarice anteriormente.

site: http://www.devaneiosdepapel.com.br/2017/11/resenha-hora-da-estrela.html
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Mell 15/11/2017

Conhecendo Clarice
Triste que a primeira imagem que tive dessa mulher foi de um meme e uma escrita clichê!
Ela está muito acima disso, nunca pensei que poderia me tocar tanto!
A construção da ?insignificante? Macabea é perfeita, amei a escrita da Clarice. Eu não sei nem o que falar desse livro, talvez não seja boa em me expressar... só o que eu sei é que ela é incrível e quero ler tudo que já escreveu!
Lua 15/11/2017minha estante
Sim, e aparentemente da para aprender um pouquinho sobre ela através do personagem Rodrigo S.M.




leila.goncalves 14/11/2017

Item de Coleção
Com pouco mais de 50 páginas, ?A Hora da Estrela? é de difícil classificação. Novela ou romance? Para Clarice Lispector cabe ao leitor decidir. Em linhas gerais, o livro apresenta três histórias distintas e complementares: as desventuras de Macabéa, uma datilógrafa alagoana tentando sobreviver no Rio de Janeiro; as experiências e conflitos existenciais de Rodrigo S.M., o escritor que narra a vida da jovem; e o processo de construção da narrativa que, complexa, traz à luz reflexões de ordem filosófica, social e estética.

Sua leitura revela inúmeras singularidades, a começar pelos treze títulos listados na primeira página que ?ajudam a desvendar a obra, pois cada um carrega consigo momentos marcantes do texto?. Este comentário de Clarice faz parte da sua única entrevista televisionada, concedida em fevereiro de 1977 para a TV Cultura, de São Paulo. Disponibilizada no YouTube, nela, a escritora faz segredo do nome de Macabéa e menciona que ?esta história é sobre uma inocência pisada, de uma miséria anônima?.

Poucos meses depois, em outubro, ?A Hora da Estrela? foi publicado e, em dezembro, Clarice faleceu, vítima de um câncer diagnosticado em estágio avançado. Passados quarenta anos, a Editora Rocco decidiu homenageá-la com esta edição que exibe um requintado projeto gráfico, arrojada concepção visual e distingue-se pela reprodução de manuscritos inéditos e uma série de ensaios que atestam a importância da escritora. Fato que já extrapolou nossas fronteiras de acordo com a matéria publicada no jornal ?El País?, em 23/09/2017, intitulada ?O Segredo Mais Popular da Literatura Brasileira?.

Quanto aos manuscritos, eles merecem maiores esclarecimentos. ?A Hora da Estrela? foi escrita à mão em fragmentos de papel, a partir dos quais a escritora, contando com o auxílio de sua secretária Olga Borelli, compôs a versão final. Em 2004, este material foi doado pela família para o Instituto Moreira Sales onde permanecem guardados. Eles são considerados uma preciosidade, uma vez que, desde muito cedo, Clarice tinha o hábito de destruir seus escritos. A razão destas páginas terem permanecido intactas é um mistério.

Finalmente, recebi meu exemplar em perfeitas condições, três dias antes do prazo de entrega. De fato, ele faz justiça ao talento da homenageada.

Nota: Não deixe de assistir a adaptação do livro para o cinema. Realizada em 1985, foi dirigida por Suzana Amaral e tem no elenco Fernanda Montenegro, Marcélia Cartaxo e José Dumont.
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Rafael.Said 13/11/2017

"Era uma maldita e não sabia. Agarrava-se a um fiapo de consciência e repetia mentalmente sem cessar: eu sou, eu sou, eu sou. Quem era, é que não sabia. Fora buscar no próprio profundo e negro âmago de si mesma o sopro de vida...".
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Carol 10/11/2017

Achei ótimo e com um final supreendente
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