A Hora da Estrela

A Hora da Estrela Clarice Lispector




Resenhas - A Hora da Estrela


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Paulo 26/04/2017

A hora da estrela
A hora da estrela é umas das obras mais conhecidas e consideradas por alguns leitores como o maior trabalho de Clarisse Lispector. Bom, não sou nenhum estudioso das obras da autora, por isso não posso afirmar que tal informação é 100 % certa, contudo posso afirmar com toda a certeza que a estória é muito boa.
Para quem não conhece o livro, ele conta a estória de Macabéa, uma mulher de origem Nordestina que migra para Rio de Janeiro, onde ela trabalha como datilógrafa. Uma coisa interessante sobre esta obra é que ela é narrada através da ótica de outro personagem que se denomina Rodrigo S.M, ele é um narrador é um tanto diferente, pois além de narrar o cotidiano da personagem em diversos momentos do texto ele fala muito sobre si mesmo e em outros titubeia se conta ou não algum fato sobre a vida da protagonista, confesso que talvez isto não agrade a muitos, mais mesmo assim ele consegue fazer seu papel com esmero.
Não sei se classifico o livro como um conto ou uma novela, pois ele possui apenas 86 páginas, o que e se comparado a outros livros é relativamente curto. A escrita da autora é bem fluida os seus personagens são bem construídos mesmo em tão poucas páginas, e a estória consegue entreter o leitor. O único ponto que não me agradou tanto (se é que isso é um ponto negativo) foi à estrutura de como o livro foi escrito, pois ele não é dividido em capítulos e nem em partes, dando a impressão de que ele foi escrito para ser lido de uma só vez, para quem não disponibiliza de muito tempo para ler diariamente em minha opinião isso é ruim, mais em suma não é nada que comprometa a leitura.
Bárbara Cunha 26/04/2017minha estante
Esse livro é lindo!




Dani 16/04/2017

Macabéa, você brilha mais do que qualquer um!
Sem palavras para descrever o quanto amei essa história. O quanto amei a escrita da Clarice (por que demorei tanto pra ler algo dela?). O quanto amei Macabéa e o quanto me senti envolvida com a história e com os demais personagens do início ao fim. A alagoana nos transmite uma inocência tão grande que acho impossível não querer acolhê-la. E me arrisco a dizer que todos, em algum momento da vida, já sentiu um pouco como Macabéa.
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Gabriel 09/04/2017

Desculpe o transtorno, preciso falar de Clarice
Odeio Clarice. A odeio com todas as forças do meu coração. Como pôde matar minha Macabéa? Odeio-te, Clarice. Mas amo odiar-te.
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Emanuel Xampy Fontinhas 08/04/2017

Li nalgum lugar que este é o livro menos pessoal de Clarice, mas me pareceu tão pessoal quanto todos os outros que li, ou ainda mais. Macabéa é só uma desculpa para Clarice falar de si mesma, através do autor Rodrigo S. M. Macabéa é, também, um meio para a autora falar de si mesma e, como sempre, de todos nós. Não há sentimento de pena pelas desventuras da personagem, somente a sensação de conformidade e de reconhecimento. Viver é um soco no estômago e Clarice soube disso como ninguém. É genial.
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Kleber Rafael 07/04/2017

Este foi o segundo livro que li da Clarice. A hora da estrela foi escrito pouco tempo antes de sua morte e conta a estória de uma nordestina chamada Macabéa, no inicio do livro é meio arrastado até chegar à parte em que a protagonista em si é apresentada, depois flui muito rápido, pois o livro é pequeno são quase 100 páginas, e quando notamos já estamos no final com aquela sensação: - Nossa já acabou! - Sério mesmo! O leitor sofre com a vida miserável de Macabéa e como alguns personagens a humilham tanto... Clarice nos surpreendeu e nos deixou uma obra maravilhosa com cunho reflexivo e filosófico.
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ThaynA.Mattos 07/04/2017

Sofrimento Literário
Ao iniciar esse livro,tive um quase óbito. Motivo? Tédio!
Tive raiva do autor que mastigou a nordestina e usou todos os artifícios do mundo para não começar a história. Aquele homem fez com que eu quase largasse o livro,mas como eu estava decidida a saber quem era a tal datilógrafa,prossegui. Essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado.

Quando a história se iniciou de fato,iniciou-se junto com ela o meu martírio. Tive uma pena inexplicável de Macabéa e era como se doessem em mim as dores dela. "Como pode viver só de cachorro quente?",me perguntava. A miséria de Maca ao mesmo tempo que me causava uma imensa aflição,me causava também repulsa. Imaginei seu cheiro, que não devia ser dos melhores, imaginei a textura de sua pele,que devia ser áspera,tão áspera quanto a vida era com ela e imaginei as dores em seu corpo,que pareciam ser severas.

Quando Olímpico surgiu na história, surgiu em mim uma ponta de alegria,pensei: "Finalmente ela será feliz",mas eu estava enganada. A raiva que tive do rapaz superou a minha alegria momentânea e desejei que ele morresse.

A hora da estrela de Macabéa foi pra mim a melhor parte do livro. Eu me senti extremamente feliz,pois finalmente ela pararia de sofrer. Foi como se a libertação do sofrimento dela fosse também a minha libertação daquele livro que só fazia chover.

Todos os pequenos prazeres de Maca mostraram como temos muito mais do que precisamos.

Clarice, através da nordestina,joga todas as nossas fraquezas,todas as nossas misérias e tudo aquilo que temos de pobre na nossa cara. É como se tivéssemos as manchas da alma expostas, bem na nossa frente e nós, vulneráveis à elas,ficamos sem ter como esconde-las.
Evelyn Ruani 25/04/2017minha estante
Fiquei com vontade de reler o livro depois da sua resenha! Parabéns!!!




Mara.Sousa 05/04/2017

A primeira leitura foi para o vestibular, há muito tempo rs rs, e relendo-o agora ainda sinto a emoção e a surpresa da primeira vez. Não é possível descrevê-lo, a prosa de Clarice é única, e esse romance é ainda tão atual..
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Lary 01/04/2017

A Hora da Estrela
Clarice, de forma alguma deixou esta obra em nossas livrarias por acaso. A hora da estrela exprime o que mais temos receio de conhecer: nós mesmos. Por ter caráter romancista, deixa sua marca quando se refere a valores comportamentais .
Na leitura, pode-se observar seus ideais sendo expostos, apesar de Clarice ter criado um próprio narrador para a história . No contexto, ao deparar-se com significados de morte e vida, a protagonista Macabéa sempre está disposta a pensar no porquê das coisas. A autora, em toda a narrativa, demonstra sempre estar ligada à sua personagem, deixando explícito que ela não somente contava a história de Macabéa, mas também contava o que havia em seu interior.
A cerca de compreensão, a obra certamente traz confusões inesperadas. Pois, a linguagem utilizada é altamente qualificada e Clarice não desperdiçou o que sabia. Por isso, é certo dizer que o livro não é recomendável para qualquer leitor. Ele precisa de uma abrangência maior de leitura, até mesmo de vida.
Por fim, A Hora da Estrela é algo inigualável que nos faz pensar no que estamos fazendo neste exato momento. Ela causa grande curiosidade sobre o que de fato é viver e como seria a vida que queremos ter e o que faremos para alcancá-la. Assim, concluo que ler esta grande obra da literatura brasileira o trará, assim como trouxe para mim, uma nova forma de ver o mundo, deixando de lado velhos padrões e buscando o que parecia ser invisível ao olhos .
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paulargm 31/03/2017

Este livro não me conquistou. Eita personagem seca...
Sei lá, penso até em ler novamente pra ver se aprecio melhor.
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Felipe.Oliveira 26/03/2017

A ignorância como arte
Neste livro somos levados a perceber a ignorância e como somos frutos muitas vezes da mesma, temos Macabéa, que com sua simplicidade nos leva a percepção, de como somos resultados de nossa vida, social, espiritual e etc tudo aquilo que faz parte de um ser humano. O narrador nos leva, através dos relatos da vida de uma nordestina qualquer, a sermos mais empáticos e que ouçamos as vozes desses indivíduos rejeitados pela nossa própria ignorância e passividade dos mesmos.
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Isa @blogparenteses 25/03/2017

O que importa nesse livro não é o que acontece na história, o que importa são os seus personagens e a forma como ela é contada. Então vou te falar rapidinho a premissa, pro caso de você não conhecer nadinha, e depois vamos ao que interessa.

Rodrigo S.M. está escrevendo uma história, por simples querer e por desespero. Cruzou o olhar com uma nordestina amarelada na rua e agora não consegue se livrar dela, a moça o impregnou com sua essência e ele precisa falar sobre ela pra não sufocar.

Chegamos ao que interessa: Macabéa. A datilógrafa que saiu de seu marasmo em Alagoas pra se perder no Rio de Janeiro. A única coisa que Macabéa queria era viver, mas não tinha consciência de si mesma então só existia, como matéria orgânica num limbo impessoal. Não sabia que era infeliz porque não sabia nem quem era e acreditava, em nada especificamente, apenas acreditar bastava.

Toda essa inconsciência de ser despertou em Rodrigo S.M um sentimento esquisito de fascínio e nojo. Logo no começo ele avisa o leitor que a narrativa vai ser acompanhada por uma dor de dentes, deixando claro que será incômodo ler essa história e que ela não tem fins de entretenimento.

E por falar em dentes: Outro personagem interessante é Olímpico de Jesus. O nordestino metalúrgico e com um dente de ouro. O que diferencia os destinos de Olímpico e Macabéa é o fato de um ser homem e a outra mulher. Olímpico foi favorecido na classe dos excluídos ao nascer e por isso consegue adotar uma atitude arrogante e não conformista frente às dificuldades. Até mesmo Rodrigo S.M, que odeia pobres, tem mais paciência com ele do que com Macabéa.

O livro todo é uma digressão intimista, Rodrigo vai se misturando à Macabéa. Hora fala de si, hora dela e muitas vezes dos dois.

Uma história não linear que surgiu de um instante que inspirou o escritor a transgredir seus limites e se ver numa nordestina excluída do mundo.

A Hora da Estrela é um dos 13 título dessa história. 13 títulos para nomear 87 págs. Isso demonstra a profundidade que cada uma dessas págs contém.

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nalu 22/03/2017

Clarice de uma forma diferente
Uma narrativa reflexiva que de cara me pegou de jeito. Clarice sempre foi um dos meus pontos fracos pelo jeito peculiar que escreve suas prosas e poesias. Entretanto, nesse livro, ela se mostra de uma forma diferente e encantadora. Todavia, vale lembrar que o mesmo exige de paciência para interpreta-lo e só assim há de se apaixonar.
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Marcelo.Fiuza 21/03/2017

Me tornei o narrador
O início da história foi massante para ler, com um narrador enrolando e desinteressando o leitor sobre a história (de início conseguiu). A história toma um novo fluxo quando é apresentado Macabéia, uma simples alagoana, descrita com os piores traços ("uma sopa com cabelo, daquelas que não dá vontade de comer"), com uma dieta baseada em cachorro-quente e coca-cola, sendo um ser que não chama a atenção de ninguém por beleza, mas que principalmente não enxerga a maldade nas pessoas e em seus comentários, sendo um ser totalmente frágil e ingênuo, se contentando com uma vida miserável, sem a necessidade de riquezas, e nem ao menos preza por um futuro melhor, pois acredita ser um luxo.
O que me toca no livro, foi a sensação de tornar me o próprio narrador, que preza por Macabéia, que deseja a proteger, removê-la do meio em que pisa em sua ingenuidade, e acolher toda aquela inocência perdida num mundo malévolo.
A personagem durante a trama é humilhada por diversos personagens, e a mesma não vê a maldade em suas ações, e ainda consegue se considerar uma pessoa feliz.
Neste contexto, acabo com que refletir muita coisa da minha própria vida, onde com muito mais, acabo reclamando e me considerando um infeliz. Muitos trechos criticava Macabéia por sua ingenuidade, sua simplicidade, sua conformidade ... mas se houvesse um pouco do que ela é em nós? Se tivéssemos facilidade para lidar com problemas e aceitar a realidade como ela é sem fantasias e sem esperar coisas de um futuro distante que nem sabemos ao certo se virá, seríamos muito mais felizes para a chegada de uma "hora da estrela" sem arrependimentos.
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Laura Scaramussa 17/03/2017

Surpreendente
No início, eu não gostei realmente do livro, a escrita era muito reflexiva e filosófica, além disso, eu pensava que a história começaria, e não começava (isso aconteceu por de 30 páginas).
Mas quando a história começa, você conhece a história de Macabéa, pobre menina nordestina vivendo na cidade grande, suas visões do mundo levam você a uma reflexão, que nos faz ver como não valorizamos as pequenas coisas na vida, o direito de ter certas emoções, você começa a conhecer todo um novo mundo que você nunca pensou antes, e essa troca de experiências é o que fez o livro incrível para mim.
Eu certamente gostei da forma como Clarice escreve não só o que acontece, mas também o que os personagens pensam, e é isso que torna seus romances incríveis, o foco nos aspectos psicológicos do personagem.
É certamente um ótimo livro para ler.
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