A Hora da Estrela

A Hora da Estrela Clarice Lispector


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Resenhas - A Hora da Estrela


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Bruno.Pacelly 08/02/2019

Clarice sendo Clarice
Obra surpreendentemente simples e provocativa. Não há como deixar nossa impressão sem dar spoiler.
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Alves 30/01/2019

A hora da estrela
Um livro que conta a história de uma garota, sem beleza, sorte e muito triste, que encontra um fim triste.
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Renata 26/01/2019

"A hora da estrela ou eu não posso fazer nada"
Apesar de conhecer muitos livros da Clarice Lispector, nunca tinha lido de verdade algum deles. Então iniciei pelo que talvez seja considerado o livro mais polêmico dela: "A Hora da Estrela", que conta a história de Macabea, uma nordestina que leva uma vida medíocre no Rio de Janeiro.

Confesso que foi uma leitura difícil (apesar do número pequeno de páginas). Isso porque Clarice (ou melhor, Rodrigo S.M) faz muitos rodeios até contar de fato a história da protagonista. Então, precisei reler o livro algumas vezes na tentativa de me focar na história. E então consegui. E quando de fato consegui, fiquei com muita raiva de Macabea, da vida que ela levava, das pessoas ao seu redor que a tratavam como um nada (afinal, ela era mesmo um nada). Ao mesmo tempo, fiquei com vontade de ajudá-la, de explicar-lhe sobre o que ouvia no rádio relógio, de ajudar em sua alimentação e de abrir seus olhos sobre a situação em que vivia. Mas creio que de nada adiantaria.

Enfim, não sei ainda se amo ou odeio esse livro. Recomendo ele para os curiosos, mas não ache que vai ser uma grande história. Como diz o próprio autor: "Que não se esperem, então, estrelas no que se segue: nada cintilará, trata-se de matéria opaca e por sua própria natureza desprezível por todos."
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Ian V. 19/01/2019

Espero lê-lo novamente
O livro tem muito mais a oferecer do que pude extrair. Em uma outra oportunidade, pretendo ler esse mesmo livro, mas com uma mente mais aberta à grande Clarice e ao seu modo de escrever.
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mateus.morais.rod 18/01/2019

Talvez este não seja o melhor livro para se começar a ler Clarrice Lispector. Já deixo avisado a quem nunca a leu: Leia outras coisas da autora primeiro... Ou não.
A verdade é que A Hora da Estrela é diferente de tudo que Clarice havia escrito até então. Publicado pouco antes de sua morte em 1977 o livro conta a história de uma nordestina narrada por um escritor homem; Nada tem a ver com a realidade da escritora que até então possuía uma escrita bastante intimista.
Mas você só percebe isso se ler outros livros dela primeiro.
Esse é o tipo de história que quase nada acontece. Diz ser simples e sem técnica, mas é fruto de grande experiência literária.
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Bruna 17/01/2019

“ Já que sou, o jeito é ser”

Uma escrita visceral, tenho que colocar para fora, eu tenho que externar, e, assim Clarisse escreve. A história de Macabéa é escrita pelo narrador Rodrigo, que usa a personagem Macabéa como retrato do Brasil nordestino.

Macabéa , uma migrante nordestina, que foi morar no RJ , com sua simplicidade e insignificância, portadora de uma inocência desprezada, assim era a vida transparente dessa datilógrafa. Criada pela tia beata, que incutia princípios religiosos, intercalados com cascudos e agressões, fez com que Macabéa tivesse seus desejos sexuais reprimidos.
Macabeá conhece Olímpio, começa um namoro, Olímpio a despreza, faz críticas com sua aparência e inabilidade com as palavras, ele a acha boba, e logo a troca por Glória, sua colega.

Macabéa parece não se importar com nada, ela sorri diante uma frustração, e assim termina sua vida, massacrada pelo destino predito, por uma cartomante.
Clarisse é genial, a ideia do livro veio quando ela estava saindo de uma cartomante e ao entrar no taxi, imaginou as coisas boas que poderia acontecer, e também na loucura que seria se ela ao atravessar a rua fosse atropelada pelo taxi e morta.

As palavras que usou na dedicatória do livro “ dedico esta coisa aí “ prova sua originalidade incomparável, uma singularidade única.

“ Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa? “
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Biblioteca Álvaro Guerra 15/01/2019

A Hora da Estrela é um romance literário da escritora brasileira Clarice Lispector. O romance narra a história da datilógrafa alagoana, Macabéa, que migra para o Rio de Janeiro, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. É talvez o seu romance mais famoso, por trazer uma narrativa diferenciada da que costuma apresentar em suas obras, muitas vezes considerada hermética e intimista ao extremo. A Hora da Estrela ainda traz consigo as questões filosóficas e existenciais que dão o tom característico da autora no romance. Foi adaptada para o cinema com o mesmo título por Suzana Amaral em 1985.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788532530660
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Monique 09/01/2019

Primeira experiência de Clarice Lispector é como poesia para os ouvidos. A criação de uma narrador que cria uma personagem, o poder que tem sobre a vida dela é real ou é apenas um espectador do que escreve? Onipresente ou não, parece que macabea tem vida própria e ainda está tentando se achar no mundo, o qual não abraça sua inocência.
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Irineu.Dias 04/01/2019

O que é uma estrela?
Sem levar para o sentido cientifico, poderia dizer que seria alguém muito famoso. Mas não neste livro, onde a estrela principal, ou seja, a personagem tema se passa por um simples inseto no qual ninguém dá valor. Ao longo da história em vez de acontecer uma evolução da personagem o que se percebe é o vínculo dela com o nosso mundo real onde pessoas só são considerados pessoas pelo seu dinheiro ou pela sua beleza. Sendo assim, a personagem passa ser nada mais do que uma figura real uma pessoa real.
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Tati Diorio 15/01/2019minha estante
Cruel mesmo. E não entendi o título.


Liana 16/01/2019minha estante
Tati, acredito que seja uma alusão à morte, em alguns trechos diz que pra pessoas como Macabéa o estrelato é na morte, a hora em que é vista, notada, notícia... Acho que é isso...


Tati Diorio 30/01/2019minha estante
Verdade, Liana. Obrigada pelo esclarecimento. Eu não lembrava dessa passagem do texto. :)


Liana 30/01/2019minha estante
Nossas interpretações vão se completando na troca! :)




ViagenseLeituras 31/12/2018

Minha primeira experiência com Clarice
Minha primeira experiência com Clarice e vou dizer que foi difícil me abrir. Posso dividir o livro em duas partes e na primeira, a agonia do autor Rodrigo S.M., que se diz um dos mais importantes da trama, foi sem dúvida uma provação. Quanta perturbação sobre discorrer ou não, seu destino em escrever aquela história. Personagem que exprime a inquietude da autora, sua solidão nesta arte. E assim, nessas boas dez páginas iniciais, deu vontade de abandonar o livro.

Aí, você persiste e Rodrigo começa a pincelar a datilógrafa Macabea, 19 anos, alagoana, virgem e inócua, que "ninguém quer, não faz falta a ninguém ", e órfã de pai e mãe foi criada por uma tia. Moça feita que só tem uma "amiga". Desesperançosa, não sabe pensar porque só conhece o vazio.

O ato de escrever uma história foi desconstruído. E mais direto na segunda parte, de argumento simples, sem arroubos de heroísmo ou transformação dos personagens, vem questionar a simplicidade da vida, revelando Clarice.

O texto não é meloso, tampouco melodramático, mas você se vê refletindo sobre o desenvolvimento pessoal e social tão caro à nossa população: acesso à educação, saúde, cultura, falta de perspectivas. Temas atuais como na década de 70, em que se passa a narrativa, naquele Rio de Janeiro pós-capital.
Clarice, que em Rodrigo deixou pistas da crueza da vida, não desvia seu caminho. Resta-nos sem perceber o desejo de que Macabea tenha mais que a Rádio Relógio, tenha oportunidades, sonhos, que se realize. Afinal, é boa pessoa, merece o bem. Pergunto-me se o nosso querer não é só produto do meio em que habitamos e quantas lições Macabea nos deixa. Gente como ela existe aos montes ainda e continua vivendo só de viver.

site: https://www.instagram.com/p/Bhu9Q8VHcXO/
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Jamayra Greyce 30/12/2018

TD NO MUNDO COMEÇOU COM UM SIM..
[MEMORANDINHO MEU..]

Me sentindo clássica e à toa na cidade inconquistável..

Aí aí gente, terminei a Hora da estrela. Quem diria!! Kk. Velho, sei nem o que dizer. Tô rindo mas é de tristeza tá bom?? Eu fico triste pela Macabéa desde qnd a conheci, no segundo ano do ensino médio, quer dizer, terceiro, em literatura. Por ela e por tds os personagens da história..

Agr meus comentários super pessoais pq assim farei.

Jogar "frases de clarice lispector" no google UMA OVA. Se eu ainda fosse viciada em postar fotos enfeitadas de legendas completamente descontextualizadas, teria achado nesse livro uma fonte q me abasteceria ao longo de inúmeras publicações. (N to dizendo q n faço mais isso, só comentei q me livrei do vício kk). A internet n disponibiliza, com destaque, praticamente nada de genial q Clarice produziu. Digo isso pq eu pesquisava e só achava umas coisas tipo "Bom dia Família Haha' - Clarice Lispector, Laços de família". Tá, essa eu inventei, mas, olhando frases e frases, a impressão q ficava, pra mim, era q a escrita dela era clichê, boba, tosca etc. Isso mudou um pouco qnd estudei ela no colégio, pq haviam trechos de suas obras q julguei inteligentes, porém só vim ler um livro todo agr.

Tenho o hábito q descer o marcador de textos nas partes q mais gosto enquanto leio, mas nesse livro só fiz isso lá pro final. Do começo até a metade tava td, em minha opinião, SEM DEFEITO; se eu fosse destacar o q adorei, as folhas ficariam fluorescentes de cima a baixo mano.

Msm tendo enrolado um pouquinho pra terminar, a história passou rápido. N tive dificuldade pra ler, fluía bem. (Digo isso pq praticamente mil pessoas aqui no site registraram q abandonaram essa leitura, o q eu n entendi nd. Pq abandonar essa jóia véi? Meu deus.) Gostei foi das divagações do narrador lá. Ah!! Outra coisa. Eu n imaginava q Macabéa fosse tão inteligente. Achei os questionamentos dela, no mínimo, paralelos aos de Rodrigo S.M. A diferença é q ela n teve nd, e ele td. Ou, pelo menos, alguma coisa. Né?

Por último, reverência às inovações de Clarice. Caramba eu adoro novidade, principalmente as dos passado. A cada coisa fora da caixa eu enlouquecia - por dentro né mano, por fora eu li de perna pra cima, very calma kk. Os vários títulos são um exemplo disso. Eu li eles várias vezes antes de conseguir prosseguir. Lindo demais..

Tenho nd mt técnico pra dizer n kk. Tipo. N to a fim de comentar nd do estilo dela q estudei na escola, então vai ficar por isso msm!!

..
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stellinha 19/12/2018

Sensível!
Há muitos anos atrás assisti ao filme adaptado do livro A Hora da Estrela de Clarice Lispector.
Filme estrelado pela nordestina Marcélia Cartaxo, muito bem escolhida para o papel de Macabéa. Magrinha, baixinha e com a pele bem clarinha. Na época fiquei bastante sensibilizada com a melancolia e tristeza do filme.
E levei esses anos todos para ler o livro. Surpreendente! Lindo e escrito de forma espetacular, apresentando a “tragédia” da existência da protagonista de forma sutil, inserindo elementos aos poucos. E na forma de um escritor, que sofre ao apresentar Macabéa.
Clarice é sempre muito difícil, mas essa novela para mim particularmente, me pareceu mais acessível.
Macabéa vai vivendo sem preocupação com os conceitos, do que é feliz ou infeliz, presente ou futuro. Como não possui uma referência, um contraponto, uma comparação do que fosse melhor, vai vivendo do jeito que encontrou dentro de sua “vida”. E aceitou sua relação com Olímpico de Jesus como uma graça, já que desejava namorar e casar. Mas dentro de suas parcas possibilidades gostava de ouvir a Rádio Relógio e ir ao cinema admirar às estrelas das telas. De nenhuma vaidade, às vezes colocava um batom (como as estrelas).
Encontramos ao longo de toda a novela, frases muito bem elaboradas e bastante psicanalíticas, são de uma maestria impressionante, claramente de Clarice, mas representadas por um narrador masculino (Rodrigo S. M.) tais como: “[Macabéa] sempre notava o que era pequeno e insignificante”. “Futuro era luxo”. “Tristeza era luxo”. “É que só sei ser impossível, não sei mais nada. Que é que eu faço para conseguir ser possível”?
Macabéa vivia do seu jeito, mas as pessoas com quem se “conectava” (Olímpico/Glória) ficavam indignados com sua apatia e tentavam fazê-la sentir o lado “melhor”. Macabéa foi ao médico por sentir dores e tomar muita aspirina e recorreu a uma cartomante para saber seu “futuro”. Entusiasmada com novas possibilidades sentiu a “explosão” e acabou de maneira trágica. “Assim como ninguém lhe ensinaria um dia a morrer: na certa morreria um dia como se antes tivesse estudado de cor a representação do papel de estrela. Pois na hora da morte a pessoa se torna brilhante estrela de cinema, é o instante de glória de cada um e é quando como no canto coral se ouvem agudos sibilantes”.
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Gui 09/12/2018

Macabea sucumbiu porque existiu !!!
Macabea teve um passado sofrido, um presente vazio e angustiante e um futuro... Bem, o futuro é imprevisível.

Macabea é o retrato vivo de muitas realidades suburbanas, muitas almas domadas pelo massante cotidiano social, vivendo a margem de expectativas e ideais que não os pertencem.

Macabea é a estrela morta, ofuscada pelo cinza do cotidiano e da rotina, que insiste em ficar ali em meio a um turbilhão de nuvens densas e carregadas, sem vontade, deixando ser levada e empurrada sem destino algum, vedada num torpor imundo e cruel, mas, ainda assim estrela, ela existe... Quando é a hora?

Um livro forte, um drama comovente e que nos obriga a refletir e a pensar sobre nossas existências.
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50livros 30/11/2018

Clássico nacional
Foi uma leitura incrível. Já estou acostumada com a escrita da autora, mas esse aqui realmente me surpreendeu. Pela primeira vez consegui ler algo dela que não me pareceu autobiográfico. A escrita dessa novela é bem mais fácil que os demais escritos da autora, algo que me encantou. Se você nunca leu Clarice e quer algum lugar para começar, indico esse livro e o conto "Restos de Carnaval". A construção dos personagens é incrível, além da trama ser muito diferente do que encontra-se na literatura. É um enredo muito real, cru e imperativo, mas não chega a ser pesado, mesmo que por vezes eu tenha achado um tanto angustiante. Fora isso, foi uma experiência deliciosa. Não se deixe levar pelo início do livro, há algumas elucubrações existencialistas que não fazem muito sentido, mas insista pois em pouco tempo a narrativa irá te conquistar.

site: www.50livros.com/single-post/2018/10/23/RESENHA-de-A-Hora-da-Estrela-de-Clarice-Lispector
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