A Hora da Estrela

A Hora da Estrela Clarice Lispector




Resenhas - A Hora da Estrela


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Katia 08/09/2009

Eu tinha 13 anos. Foi o primeiro livro dela que eu entrei em contato... escolhi pelo título, sim. E foi como um vício... reli muito. Releio muito. Por vezes senti raiva de Macabéa: por que ela não reage? Outras vezes queria poder cuidar dela... outras achei que o melhor era ela morrer mesmo...para ter seu momento de estrela afinal. Mas em todas as vezes me senti como ela e tive raiva de mim, e tive pena de mim, e queria cuidar mais de mim...A cada releitura ainda sinto a respiração difícil dela... O cheiro do café frio e amargo, a angústia de escutar os momentos culturais na rádio... a dor que doia nela toda. Enfim...
Maíra F. 11/06/2011minha estante
Linda resenha!


Telma 18/05/2012minha estante
Resenha maravilhosa!


José Vítor 21/11/2012minha estante
Aff... Que resenha perfeita. Uma resenha pequena que fala incrivelmente sobre a personagem do livro e faz surgir uma vontade enorme de lê-lo, sentir e pensar o mesmo que você.


rachel 22/12/2012minha estante
Essa resenha tá perfeita porque você conseguiu descrever exatamente como eu me senti lendo A Hora da Estrela. Até hoje fico pasma com a extrema influência que a Clarice teve sobre meus pensamentos, sentimentos e até meu comportamento! Depois desse livro, não conseguia ler mais nada porque nada se comparava à literatura viciante da Clarice Lispector!


Lidi 07/01/2013minha estante
Linda resenha!
Faz anos de li esse livro e até hoje lembro desses sentimentos que também tive ao lê-lo!
Pobre Macabéa...


Luana Silva 13/01/2013minha estante
Seria bom marcar SPOILER. Eu ainda não havia lido, e me dei "super bem" com a sua "resenha".


Luana Silva 13/01/2013minha estante
Seria bom marcar SPOILER. Eu ainda não havia lido, e me dei "super bem" com a sua "resenha".


Iq 24/06/2013minha estante
Muito boa a sua resenha! Ham tomei a liberdade, de ler a sua resenha na minha sala, em uma apresentação sobre esse livro. Eu coloquei,o nome MissAlgravem já que não sei o seu.


Lilian Moura 04/01/2014minha estante
Belíssima resenha !


Ana 09/01/2014minha estante
É uma resenha muito sensível e cativante. Adorei(:


Katia 09/01/2014minha estante
Obrigada gente! Fui bem sincera.


Leví 15/03/2014minha estante
Já com treze anos você pensou e achou isso? Maturidade precoce. Boa crítica :)


Rodrigo 28/03/2014minha estante
acho tão revigorante encontrar gente que se sente nos personagens da Clarice ;-; parece que não existem tantas Clarices por aí como nós, haha.


Jennifer Vale. 26/05/2014minha estante
Belíssima resenha!
Simples e tocante.


Hel 18/02/2015minha estante
Pensei que tinha sido a única a me identificar com a Macabéa e depois sentir raiva de mim, ufa!

Linda resenha, senti o mesmo durante a minha leitura.


Caroline.Marques 22/06/2015minha estante
Esse livro é tocante! Ao finalizar a leitura fiquei em estado catatônico. Por alguns instantes vi minha vida passar e senti medo de ser como a Macabéia! Também tive várias oscilações ao longo do livro: senti pena, raiva, vontade de cuidar e dar um chacoalhão na personagem principal!


Amauri Felipe 09/07/2015minha estante
olá, eu também tenho 13 anos, foi o primeiro livro da autora que entrei em contato, mas escolhi pelo autor


Lê Golz 12/09/2015minha estante
Que lindo! Senti o mesmo, ao mesmo tempo que queria cuidar, não entendia porque ela não reagia.


GabiMaravilha 08/04/2020minha estante
Spoiler na resenha


Rogi 02/07/2020minha estante
É uma leitura muito difícil mesmo.




Leitura e . 12/06/2020

@leituraeponto
Resenha sai hoje no @leituraeponto no instagram



Segue lá ?
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Tati T 05/04/2009

A hora sem estrelas
Sem desmerecer a autora, mas 'A Hora da Estrela' é bobo e chato. Chatíssimo. Depois de passar quase metade do livro tentando convencer o leitor de que ela não vai contar uma história impressionante, ela resolve começar a contar, mas tropeça em piedade, remorso e pena. A narradora sofre mais do que a própria Macabea, que mais parece uma alienígena retardada. Sem tempero algum, a história se desenrola em meio a cenas de estupidez e hipocrisia.
Quando se percebe que o fim está próximo, Clarice tem outra crise de "essa história não é interessante, não leia" e passa incontáveis parágrafos perturbando o leitor com a sua indecisão pueril. Pra variar, o fim de Macabea não poderia ser mais insosso, selando de vez o tédio de 'A hora da estrela'.
Vanessa bibliotecária 11/09/2009minha estante
Adorei sua resenha e concordo. CL era doida, escrevia para ela e não para os outros a entenderem.


. 11/02/2010minha estante
Você foi quem melhor descreveu "A Hora da Estrela", considero um livro de péssima qualidade literária. E o que mais me irrita são as pessoas se desculpando por não terem gostado do livro. Os ingênuos afirmam que não gostaram porque não foram capazes de entender e outros acreditam que toda forma de escrita não convencional é genial. É difícil admitir que uma escritora tão adorada tenha produzido algo verdadeiramente ruim?


Gustavo Rafael 02/11/2011minha estante
Discordo.
Realmente Clarice é bastante contraditória, se prolonga muito pra começar a história e por vezes tem a necessidade de dizer que a história não é interessante, mas eu sinto como se pra ela realmente não fosse...
A Hora da Estrela foi o último livro de Clarice e percebe-se muitos sentimentos dela no narrador e na própria Macabéa, na crise existencial, tanto é que ela reconhece um pouco de Macabéa em todos nós, inclusive nela mesma.
'bobo e chato'? não sei. Para mim a proposta era abordar um tema como a vida, a morte, a inexpressividade humana, hipocrisias, de forma sucinta, simples; ela apesar de estar sufocada com algo que quer muito contar, sente-se despreparada para realizar tal ato, pois não tem conhecimento bastante sobre o tema - que convenhamos é bastante complexo. A humanidade em si é complexa, então nada mais justificável do que entrar em contradição e se perder em paradoxos.
Acho que você deveria dar uma outra chance ao livro e se entregar realmente a leitura.


Gi Marques 21/02/2012minha estante
Preciso discordar.
Vejo Macabéa como um reflexo da Clarice. Há momentos em que ela diz que os personagens a cansam e ali é quando mais se expõe. Li Macabéa como fragmentos da autora e, sem sombra de dúvidas, fragmentos impressionantes. A felicidade que ela tem transborda os parâmetros que todos nós temos. Ela não tem razões, mas transborda sentimentos bons. A personagem é feliz apesar de ser café frio, magrela, feia, lambuzada de batom dançando pelo quarto. Será que há alguém no mundo que possa ser assim? Será que não há uma Macabéa dentro de todos nós? Uma feia magricela que, de quando em quando, se mostra presente ao sentirmos medo ou uma felicidade inexplicável?
Eu considero A Hora da Estrela um livro esplêndido, mas cada um sabe o que acha, né? Sugiro que releia A Hora da Estrela, mas, dessa vez, tentando conhecer a Macabéa das entrelinhas. Clarice mesmo disse que a alma dos livros dela está nas entrelinhas. Leia as entrelinhas.


linelica 15/05/2012minha estante
A genialidade de "A Hora da Estrela" está justamente naquilo que você chama de insosso. Macabéa é toda insossa, mas isso não a faz menos interessante.
Ao contrário, penso que o fato de ter sido tão insignificante a torne mais importante. E contar a história de alguém que foge a regra do que é "interessante" e pitoresco ao leitor comum é que torna o livro ainda mais delicioso.

Tente ver a humanidade de Macabea e notar a sua própria frágil humanidade também. Talvez assim o livro possa lhe fazer sentido.


Leonardo 16/08/2012minha estante
Sem dúvida o pior livro que li na minha vida.


Vivian 19/08/2012minha estante
Só eu que a-m-e-i o livro ? hsuahusha.Td bem,td é questão de gosto.Tenho amigas que não gostaram de nenhum livro dela,e eu,paticulamente,só não gostei de um - dos cinco que li - de todos,oq mais gostei foi A Hora da Estrela,no começo eu fiquei perdida,e confesso q o início foi ''cansativo'' e monótono , mas depois comecei a entender e tirei minhas conclusões do livro;depois da Hora da Estrela,li mais quatro da Clarice,e aí siim entendi que o livro não tava confusso e que eu não era ''burra'' que não tava entendendo,mas a autora sim que é confusa...Pra ler qualquer livro de Clarice tem que,acima de td,participar da confusão dessa linda autora :)


kel 17/12/2012minha estante
Realmente, pra criticar esse livro deve-se ter entendido pouco ou nada sobre ele, ou ter uma falta muito grande de sensibilidade/amor ao próximo. "Ela" passou metade do livro convencendo o leitor de que a história não é impressionante, porque a história "não é impressionante". Nossa sociedade atual (e também a da época que o livro foi publicado) não acha impressionante uma história como a de Macabéa. As "Macabéas" da vida passam despercebidas aos olhos de quem tem condições dignas de vida, família completa, uma casa confortável, geladeira cheia... (O que deve ser o caso de quem consegue criticar essa obra). Acho que a Clarice escreveu este livro para cada leitor se sentir exatamente como Rodrigo, e passar a se preocupar mais com as várias "Macabéas" que perambulam por aí, invisíveis. Passar a sentir culpa - isso mesmo, culpa - pela situação delas. Antes de fazer alguma resenha tão dura com o autor que seja, procure pesquisar outras resenhas. Às vezes alguma pessoa expôs um ponto que você não tinha percebido (como é o caso em que você - e muitos outros - não perceberam a crítica social do livro). Não é sobre transformar a Clarice em um ser intolerante à críticas, não li todos os livros dela, e ela pode ter escrito algum livro "chato", sim. Mas é sobre a qualidade da obra mesmo. A obra "A hora da estrela" é riquíssima. Entende? ;)


Tati T 18/12/2012minha estante
É engraçado como as pessoas não conseguem se limitar a concordar ou discordar da resenha, elas precisam desqualificar também quem a escreve.
Então uma pessoa abastada não consegue ver desigualdade? Por favor, sejamos menos patéticos, nem todos aqui são uma Danuza Leão.
Da primeira vez que li A Hora da Estrela, percebi sim a crítica social feita por Clarice, mas considero que ela foi inventiva demais, perdendo na contundência da crítica.

Fugindo à obra, gostaria de fazer um aparte.
Não sou crítica literária, nem especialista em Clarice ou em qualquer literatura. Minhas resenhas não tem a pretensão de enaltecer ou destruir qualquer obra, elas apenas refletem a minha OPINIÃO a respeito da leitura. Esta resenha, que fiz em 2009, é a minha favorita no Skoob, pois é a que mais recebe comentários, é a que mais tem rendido discussão durante esse tempo.
Acolhi muito bem comentários de quem discordou de mim, como o Gustavo Rafael, a Gi, a Linelica, a Viih. São pessoas que souberam discordar sem ofender, sem precisarem apelar para "tiradinhas" de menosprezo e indiretas de colegial.
Espero que eu atraia mais pessoas inteligentes, que saibam expressar suas discordâncias, mas não descontem suas frustrações pessoais nos outros. ;)


kel 28/12/2012minha estante
Perdoe-me pelas "tiradinhas de menosprezo e indiretas de colegial", mas escrevi o que ACHO da sua resenha, e tenho todo o direito de fazê-lo. Acredite ou não: Não conseguiria expressar minha indignação com outras palavras que não estas, não me conteria, pois então meu comentário seria falho. então me desculpe por não ser um lorde inglês em minhas críticas.
E através de sua resenha pareceu sim que você não havia percebido a crítica social. Não acho que pessoas "abastadas" não conseguem ver desigualdade (muito pelo contrário, elas são as que mais enxergam, porém gostam do que vêem) OBS: ISSO NÃO É UMA "INDIRETA" À VOCÊ. Só deixando claro. Não sei se você é abastada ou não, isso não interessa aqui no skoob. Mas você não entendeu a Macabéa. É só olhar para os lados, e ver que a Clarice não foi nem um pouco inventiva, existem MUITAS Macabéas reais, iguaizinhas essa.
Aaaah, não possuo frustração pessoal, só social rsrs. E obrigada por me chamar de inteligente, porque uma resenha como a sua me atrai, e muito.
Enfim, como disseram as próprias pessoas que você marcou, por favor leia novamente e se aprofunde, o livro é mais do que isso..
Obrigada pela atenção à minha crítica. E espero que não esteja chateada.


Fred 24/01/2013minha estante
Tudo depende pra que você quer um livro. No meu caso leio por diversão, para descontrair. Desse ponto de vista o livro é mesmo muito chato, te deixa pra baixo. Concordo com a Tati.


Lennon 04/11/2013minha estante
Narrador.


Elis 28/06/2015minha estante
Concordo... Quem lê muitos romances lineares vai odiar A Hora da Estrela e seu enredo assimétrico, frases incompletas, metáforas e paradoxos.
E aquele fim foi no mínimo exímio.


Amauri Felipe 09/07/2015minha estante
é meio chato, bobo não, mas chato


Gil 03/01/2016minha estante
Concordo plenamente!!!! Quando ganhei o livro achei lindíssimo o nome do livro quando terminei me decepcionei e nunca mais tive coragem de ler as obras da tao famosa Clarice Lispector!!!!


HL Castro 01/02/2016minha estante
É, tive a mesma impressão do livro, que li na semana passada. Estava esperando algo espetacular, tão elogiado que era nas críticas.... Eu vinha de uma sequência de alguns livros clássicos e este livro foi meio que um balde de água fria.... Achei o enredo bem chatinho, apesar de ver que a Clarice tem habilidade para escrever.


Beatriz 14/03/2016minha estante
entendo seu ponto de vista, a Protagonista deveria reagir e não ser só um fantoche do destino, mas um livro não é só a história que conta, ele é o sentimento que desperta, você devia levar em consideração o momento que a autora vivia ao escrevê-lo (com câncer e logo depois vem sua morte). Clarice não escreve uma historia, ela nos faz uma pergunta, ela se faz uma pergunta, qual é a hora de estrela de cada um, qual a hora de seu último suspiro e momento de brilho?


Michael Jordan 10/10/2017minha estante
eu teria vergonha de publicar um comentário desse, sem embasamento nenhum e o mínimo de senso crítico... Realmente, Clarice é pra poucos.


Tchamilla 04/12/2018minha estante
Cada leitor lê o livro de uma forma e isso é normal. O que sensibiliza um, não necessariamente provocará o mesmo no outro. E você pode muito bem perceber a mensagem que o autor quis passar, todas as nuances, entrelinhas e ainda sim achar o livro chato. Chato não é sinônimo de ruim, é enfadonho, cansativo. Agora me diz, quem é que pode dizer o que é chato para alguém? Só a própria pessoa! Não é necessário embasamento para definir o que é agradável para si.
Então reconheço todos os méritos de Clarice, a importância da obra, mas PARA MIM é um livro chato.




Carina 13/05/2020

Quantas Macabéas há no mundo?
Uma história forte e viceral, que nos leva a refletir o papel da mulher na sociedade, a visão do retirante nordestino e a complexidade na história do autor e da personagem principal. Uma história comum e ao mesmo tempo vista com olhos tão sensíveis, contada de maneira inteligente, é imersiva e bela, mesmo que trágica. A pergunta que fica é: qual é a hora da estrela?

Livro bem diagramado, com páginas brancas e leitura confortável.
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Carina 28/06/2020

O livro narrado por Rodrigo SM, conta a história da alagoana Macabéa e as situações vividas pela jovem datilógrafa no Rio de Janeiro através da perspectiva do autor.

Leitura fácil e rápida, onde queremos chegar logo ao final para enfim descobrir o destino da personagem.
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Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

A hora da estrela, Clarice Lispector – Nota 10/10
“A hora da estrela” foi um daqueles livros que comecei a ler com uma expectativa alta – o que costuma ser arriscado – e que, ao final, se superou. É, antes de mais nada, uma obra que transborda humanidade. O enredo é simples: Macabéa é uma jovem nascida em Alagoas, órfã, pobre e que se muda para a cidade grande para trabalhar como datilógrafa. Logo no início, Rodrigo SM, o narrador e alter-ego da própria Clarice, já afirma não “ser complexo o que escreverei”. Mas apesar de uma história simples, a autora constrói uma riquíssima, cheia de reflexões.

Já a personagem é mesmo simples, não só no sentido material, por ser pobre, mas também como ser humano. Macabéa é pura, ingênua, sem grandes ambições. Macabéa almeja apenas ser feliz, ainda que não saiba muito bem em que consista a felicidade. E é por meio dessa obra que Clarice – ou melhor, Rodrigo SM – dá voz ao cidadão “comum”. Dá o direito ao grito às “milhares de moças espalhadas pelos crotiçoes, vagas de cama num quarto, atrás de balcões trabalhando até a estafa”. A escrita de Clarice é muito impactante, sendo, na minha opinião, uma das características responsáveis por elevar essa obra à categoria dos grandes clássicos da literatura nacional – e, até mesmo, mundial. É uma obra carregada de metalinguagem, isto é, o narrador se vale do próprio livro para explicar e refletir com o leitor sobre a tarefa de escrever uma história. Com esse método, Clarice consegue aproximar o leitor da narrativa e, por consequência, da vida de Macabéa. No início, a extrema ingenuidade da personagem pode despertar um certo incomodo em quem lê a obra. Mas essa sensação é logo substituída por uma compaixão, criando um forte laço entre o leitor e Macabéa. Na minha opinião, é uma leitura obrigatória!

Também recomendo muito essa edição que comprei da @editorarocco, com reproduções do manuscrito original e textos de apoio que enriquecem ainda mais a leitura.

“O que escrevo é mais do que invenção, é minha obrigação contar sobre essa moça entre milhares delas. E dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida. Porque há o direito ao grito. Então eu grito.”

site: https://www.instagram.com/book.ster
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Dirce 16/08/2009

Brilhante do título às últimas frases.
A Hora da Estrela, último livro de Clarice publicado em vida,mas o primeiro que li, fez com que eu me tornasse uma apaixonada por essa escritora intensa e instigante. Não daria para ser diferente, pois achei esse livro BRILHANTE do título até às últimas frases.
A história de Maca poderia ser uma história como a de qualquer retirante nordestino que migra para a cidade grande e, que, na maioria das vezes, passam a viver em condições mais precárias que a deixada para trás, mas a história de Macabeia tem um diferencial e, esse diferencial, é a denuncia social implícita na obra, e, essa denúncia, está carregada de solidariedade aos menos favorecidos.
O criador (Rodrigo S.M) e criatura (Macabéia): protagonistas( assim entendi, pois há momentos em que eles se confundem: Mas eu, que não chego a ser ela, sinto que vivo para ela[...]) não tinham lugar no mundo - ele, pelos seus questionamentos e por se sentir responsável pela existência miserável da jovem,e ela,pela sua completa alienação -assim, o criador aparece e desaparece com a criatura e, o que mais fascinou em toda a obra, foi o modo como desapareceram.
Maca, a jovem desprovida de sonhos, desprovida de ilusões, que não podia, sequer, pedir desculpas por estar viva,já que ela não tinha noção que estava viva como se percebe em:
"Pois que a vida é assim: aperta-se o botão e a vida acende. Só que ela não sabia qual era o botão de acender (...) tem, no momento do seu desaparecimento, o seu momento de glória - a sua Hora da Estrela.
Com desaparecimento de Maca, nada mais resta a Rodrigo do que se retirar.E que retirada...:
"E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir para casa. Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos. Sim.

Uma novela contundente e, que, 3 décadas após, continua atualíssima.
5 estrelas elevado ao quadrado.
Gustavo Rafael 02/11/2011minha estante
Concordo.
O Livro é incrível


Ricardo Rocha 27/06/2015minha estante
é isso




lluar 18/06/2020

Simples, profundo e necessário. Sempre origem de boas críticas, assim esse livro virou alvo da minha curiosidade. A lição é que a efemeridade é a essência da vida.
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Sah | @umadose.de.literatura 02/05/2020

Incrível
Esse é o meu primeiro contato com a escrita da Clarisse Lispector e achei encantador, ela brinca com as palavras com tanta facilidade e que me deixou fascinada! A história é trágica, mas nos traz muita reflexão sobre a vida.
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Rafa.Arduini 08/05/2020

Raso...e profundo
Meu primeiro contato com Clarice Lispector. É difícil um livro ou filme me arrancar lágrimas. Esse quase conseguiu.
É uma leitura rápida - são menos de 100 páginas -, porém de uma densidade absurda. Macabeia, uma personagem tão comum que poderia ser qualquer um em uma multidão, uma mulher que não vê em si nada de especial, uma vida quase que desperdiçada, de tão invisível e despercebida. Uma leitura muito triste e que muitas pessoas não gostam, talvez por toda a tristeza da história, talvez pelas voltas que o texto dá, com todas aquelas digressões, talvez pela personagem ser tão "desprezível". Um livro tão desprezado por muitos leitores, quanto a heroína Macabeia.
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Andressa 23/04/2020

Você não está preparado para esse livro
Agora eu entendi o motivo que eu demorei tanto a ler A Hora da Estrela: eu não estava preparada para lê-lo, eu precisava de mais amadurecimento de caráter, mente e leitura para chegar no momento de ler A Hora da Estrela. Estava preparada, mas não estava para o que nele há. Uau. Têm livros que tem seu momento certo para ser lido, e chegou o momento de ler. Agora o momento é de digerir e refletir.
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Su 26/06/2020

lembrete pessoal
As minhas 4 estrelas são dedicadas para a Macabéa e somente para ela. Eu entendo que a Clarice foi genial em escrever algo tão diferente naquela época, ja que a Macabéa é a criação do Rodrigo, que parece ganhar vida própria e um destino só seu no decorrer da trama. Mas eu me apaixonei pela Macabéa e, não pelo Rodrigo. Inclusive as primeiras 20 páginas foram entediantes pra mim, odiei todas as vezes que eram gastas páginas e páginas sobre o tal autor.
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beckysoul 06/07/2020

A última obra de Clarice
Macabéa, uma mulher nordestina, ingênua e de coração puro, como a vida te maltratou. Um livro repleto de beleza, de escrita simples porém intensa, ao acompanhar o narrador descrevendo a história de Macabéa, uma enxurrada de emoções nos atinge, às vezes raiva, às vezes admiração e, até mesmo pena.

?Se tivesse a tolice de se perguntar "quem sou eu?" cairia estatelada e em cheio no cha?o. E? que "quem sou eu?" provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade??

?... quero aceitar minha liberdade sem pensar o que muitos acham: que existir e? coisa de doido, caso de loucura. Porque parece. Existir na?o e? lo?gico?
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Everton Vidal 24/02/2020

Este é o último romance da autora, conta a vida de uma jovem imigrante chamada Macabea. Um livro que mostra a genialidade da autora, sua capacidade de expressar o mundo interior de suas personagens, mulheres, incultas e com dificuldades de se expressar, e ela o faz através de Rodrigo S.M. um narrador fictício que intima o leitor a ir além da simples denúncia das mazelas sociais e se colocar no lugar do outro para experimentar sua miséria, que no fundo é a de todos nós.
Anderson Menezes 28/02/2020minha estante
É minha obra favorita, passei dias e dias melancolico por tudo que se passara na vida de Macabéa.


Everton Vidal 29/02/2020minha estante
Também é um dos meus livros favoritos!




Patricia :) 22/06/2009

"A hora da Estrela" foi o primeiro livro de Clarice que li. Não foi por indicação nem nada, foi só porque já tinha em casa. Confesso que, apesar do pouco número de páginas, foi penoso chegar ao final. Simplesmente odiei. E por uns dois anos não quis saber dessa mulher, até que tive que ler "Laços de família" para um trabalho de literatura no ensino médio. E foi apenas depois de "A paixão segundo G.H.", lido cinco anos após o primeiro, que caí de amores por Clarice. E aí resolvi reler uns trechos de "A hora...", para então perceber que o problema não era a escritora, a protagonista com "nome de doença de pele" ou sua história de miséria e inocência. Eu é que havia lido no tempo errado; não estava preparada para compreender a profundidade psicólogica com que são tratados temas aparentemente banais. Vai além da descrição realista de um cotidiano inexpressivo, questionando desde valores da sociedade moderna até o sentido da própria existência humana. A narrativa talvez não agrade tanto, mas a leitura é irresistível para quem gostaria de dar um passeio entre a fragilidade e a grandeza do ser humano, no estilo excepcional dessa ilustre autora.
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Viviane 15/11/2009minha estante
Mudando alguns poucos detalhes da história, este texto poderia ter sido escrito por mim. :) Também tive meu primeiro contato com Clarice através de "A Hora da Estrela" e também a odiei, justamente por minha falta de maturidade (obviamente reconhecida tempos depois). E Clarice virou minha escritora favorita também com "A paixão segundo G.H.", livro presenteado por uma amiga querida e que me permitiu descobrir a genialidade da autora.




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