A Hora da Estrela

A Hora da Estrela Clarice Lispector


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Resenhas - A Hora da Estrela


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Katia 08/09/2009

Eu tinha 13 anos. Foi o primeiro livro dela que eu entrei em contato... escolhi pelo título, sim. E foi como um vício... reli muito. Releio muito. Por vezes senti raiva de Macabéa: por que ela não reage? Outras vezes queria poder cuidar dela... outras achei que o melhor era ela morrer mesmo...para ter seu momento de estrela afinal. Mas em todas as vezes me senti como ela e tive raiva de mim, e tive pena de mim, e queria cuidar mais de mim...A cada releitura ainda sinto a respiração difícil dela... O cheiro do café frio e amargo, a angústia de escutar os momentos culturais na rádio... a dor que doia nela toda. Enfim...
Maíra F. 11/06/2011minha estante
Linda resenha!


Telma 18/05/2012minha estante
Resenha maravilhosa!


José Vítor 21/11/2012minha estante
Aff... Que resenha perfeita. Uma resenha pequena que fala incrivelmente sobre a personagem do livro e faz surgir uma vontade enorme de lê-lo, sentir e pensar o mesmo que você.


rachel 22/12/2012minha estante
Essa resenha tá perfeita porque você conseguiu descrever exatamente como eu me senti lendo A Hora da Estrela. Até hoje fico pasma com a extrema influência que a Clarice teve sobre meus pensamentos, sentimentos e até meu comportamento! Depois desse livro, não conseguia ler mais nada porque nada se comparava à literatura viciante da Clarice Lispector!


Lidi 07/01/2013minha estante
Linda resenha!
Faz anos de li esse livro e até hoje lembro desses sentimentos que também tive ao lê-lo!
Pobre Macabéa...


Luana Silva 13/01/2013minha estante
Seria bom marcar SPOILER. Eu ainda não havia lido, e me dei "super bem" com a sua "resenha".


Luana Silva 13/01/2013minha estante
Seria bom marcar SPOILER. Eu ainda não havia lido, e me dei "super bem" com a sua "resenha".


Iq 24/06/2013minha estante
Muito boa a sua resenha! Ham tomei a liberdade, de ler a sua resenha na minha sala, em uma apresentação sobre esse livro. Eu coloquei,o nome MissAlgravem já que não sei o seu.


Lilian Moura 04/01/2014minha estante
Belíssima resenha !


Ana 09/01/2014minha estante
É uma resenha muito sensível e cativante. Adorei(:


Katia 09/01/2014minha estante
Obrigada gente! Fui bem sincera.


Leví 15/03/2014minha estante
Já com treze anos você pensou e achou isso? Maturidade precoce. Boa crítica :)


Rodrigo 28/03/2014minha estante
acho tão revigorante encontrar gente que se sente nos personagens da Clarice ;-; parece que não existem tantas Clarices por aí como nós, haha.


Jennifer Vale. 26/05/2014minha estante
Belíssima resenha!
Simples e tocante.


Hel 18/02/2015minha estante
Pensei que tinha sido a única a me identificar com a Macabéa e depois sentir raiva de mim, ufa!

Linda resenha, senti o mesmo durante a minha leitura.


Caroline.Marques 22/06/2015minha estante
Esse livro é tocante! Ao finalizar a leitura fiquei em estado catatônico. Por alguns instantes vi minha vida passar e senti medo de ser como a Macabéia! Também tive várias oscilações ao longo do livro: senti pena, raiva, vontade de cuidar e dar um chacoalhão na personagem principal!


Amauri Felipe 09/07/2015minha estante
olá, eu também tenho 13 anos, foi o primeiro livro da autora que entrei em contato, mas escolhi pelo autor


Lê Golz 12/09/2015minha estante
Que lindo! Senti o mesmo, ao mesmo tempo que queria cuidar, não entendia porque ela não reagia.




Tati T 05/04/2009

A hora sem estrelas
Sem desmerecer a autora, mas 'A Hora da Estrela' é bobo e chato. Chatíssimo. Depois de passar quase metade do livro tentando convencer o leitor de que ela não vai contar uma história impressionante, ela resolve começar a contar, mas tropeça em piedade, remorso e pena. A narradora sofre mais do que a própria Macabea, que mais parece uma alienígena retardada. Sem tempero algum, a história se desenrola em meio a cenas de estupidez e hipocrisia.
Quando se percebe que o fim está próximo, Clarice tem outra crise de "essa história não é interessante, não leia" e passa incontáveis parágrafos perturbando o leitor com a sua indecisão pueril. Pra variar, o fim de Macabea não poderia ser mais insosso, selando de vez o tédio de 'A hora da estrela'.
Vanessa bibliotecária 11/09/2009minha estante
Adorei sua resenha e concordo. CL era doida, escrevia para ela e não para os outros a entenderem.


. 11/02/2010minha estante
Você foi quem melhor descreveu "A Hora da Estrela", considero um livro de péssima qualidade literária. E o que mais me irrita são as pessoas se desculpando por não terem gostado do livro. Os ingênuos afirmam que não gostaram porque não foram capazes de entender e outros acreditam que toda forma de escrita não convencional é genial. É difícil admitir que uma escritora tão adorada tenha produzido algo verdadeiramente ruim?


Gustavo Rafael 02/11/2011minha estante
Discordo.
Realmente Clarice é bastante contraditória, se prolonga muito pra começar a história e por vezes tem a necessidade de dizer que a história não é interessante, mas eu sinto como se pra ela realmente não fosse...
A Hora da Estrela foi o último livro de Clarice e percebe-se muitos sentimentos dela no narrador e na própria Macabéa, na crise existencial, tanto é que ela reconhece um pouco de Macabéa em todos nós, inclusive nela mesma.
'bobo e chato'? não sei. Para mim a proposta era abordar um tema como a vida, a morte, a inexpressividade humana, hipocrisias, de forma sucinta, simples; ela apesar de estar sufocada com algo que quer muito contar, sente-se despreparada para realizar tal ato, pois não tem conhecimento bastante sobre o tema - que convenhamos é bastante complexo. A humanidade em si é complexa, então nada mais justificável do que entrar em contradição e se perder em paradoxos.
Acho que você deveria dar uma outra chance ao livro e se entregar realmente a leitura.


Gi Marques 21/02/2012minha estante
Preciso discordar.
Vejo Macabéa como um reflexo da Clarice. Há momentos em que ela diz que os personagens a cansam e ali é quando mais se expõe. Li Macabéa como fragmentos da autora e, sem sombra de dúvidas, fragmentos impressionantes. A felicidade que ela tem transborda os parâmetros que todos nós temos. Ela não tem razões, mas transborda sentimentos bons. A personagem é feliz apesar de ser café frio, magrela, feia, lambuzada de batom dançando pelo quarto. Será que há alguém no mundo que possa ser assim? Será que não há uma Macabéa dentro de todos nós? Uma feia magricela que, de quando em quando, se mostra presente ao sentirmos medo ou uma felicidade inexplicável?
Eu considero A Hora da Estrela um livro esplêndido, mas cada um sabe o que acha, né? Sugiro que releia A Hora da Estrela, mas, dessa vez, tentando conhecer a Macabéa das entrelinhas. Clarice mesmo disse que a alma dos livros dela está nas entrelinhas. Leia as entrelinhas.


linelica 15/05/2012minha estante
A genialidade de "A Hora da Estrela" está justamente naquilo que você chama de insosso. Macabéa é toda insossa, mas isso não a faz menos interessante.
Ao contrário, penso que o fato de ter sido tão insignificante a torne mais importante. E contar a história de alguém que foge a regra do que é "interessante" e pitoresco ao leitor comum é que torna o livro ainda mais delicioso.

Tente ver a humanidade de Macabea e notar a sua própria frágil humanidade também. Talvez assim o livro possa lhe fazer sentido.


Leonardo 16/08/2012minha estante
Sem dúvida o pior livro que li na minha vida.


Vivian 19/08/2012minha estante
Só eu que a-m-e-i o livro ? hsuahusha.Td bem,td é questão de gosto.Tenho amigas que não gostaram de nenhum livro dela,e eu,paticulamente,só não gostei de um - dos cinco que li - de todos,oq mais gostei foi A Hora da Estrela,no começo eu fiquei perdida,e confesso q o início foi ''cansativo'' e monótono , mas depois comecei a entender e tirei minhas conclusões do livro;depois da Hora da Estrela,li mais quatro da Clarice,e aí siim entendi que o livro não tava confusso e que eu não era ''burra'' que não tava entendendo,mas a autora sim que é confusa...Pra ler qualquer livro de Clarice tem que,acima de td,participar da confusão dessa linda autora :)


kel 17/12/2012minha estante
Realmente, pra criticar esse livro deve-se ter entendido pouco ou nada sobre ele, ou ter uma falta muito grande de sensibilidade/amor ao próximo. "Ela" passou metade do livro convencendo o leitor de que a história não é impressionante, porque a história "não é impressionante". Nossa sociedade atual (e também a da época que o livro foi publicado) não acha impressionante uma história como a de Macabéa. As "Macabéas" da vida passam despercebidas aos olhos de quem tem condições dignas de vida, família completa, uma casa confortável, geladeira cheia... (O que deve ser o caso de quem consegue criticar essa obra). Acho que a Clarice escreveu este livro para cada leitor se sentir exatamente como Rodrigo, e passar a se preocupar mais com as várias "Macabéas" que perambulam por aí, invisíveis. Passar a sentir culpa - isso mesmo, culpa - pela situação delas. Antes de fazer alguma resenha tão dura com o autor que seja, procure pesquisar outras resenhas. Às vezes alguma pessoa expôs um ponto que você não tinha percebido (como é o caso em que você - e muitos outros - não perceberam a crítica social do livro). Não é sobre transformar a Clarice em um ser intolerante à críticas, não li todos os livros dela, e ela pode ter escrito algum livro "chato", sim. Mas é sobre a qualidade da obra mesmo. A obra "A hora da estrela" é riquíssima. Entende? ;)


Tati T 18/12/2012minha estante
É engraçado como as pessoas não conseguem se limitar a concordar ou discordar da resenha, elas precisam desqualificar também quem a escreve.
Então uma pessoa abastada não consegue ver desigualdade? Por favor, sejamos menos patéticos, nem todos aqui são uma Danuza Leão.
Da primeira vez que li A Hora da Estrela, percebi sim a crítica social feita por Clarice, mas considero que ela foi inventiva demais, perdendo na contundência da crítica.

Fugindo à obra, gostaria de fazer um aparte.
Não sou crítica literária, nem especialista em Clarice ou em qualquer literatura. Minhas resenhas não tem a pretensão de enaltecer ou destruir qualquer obra, elas apenas refletem a minha OPINIÃO a respeito da leitura. Esta resenha, que fiz em 2009, é a minha favorita no Skoob, pois é a que mais recebe comentários, é a que mais tem rendido discussão durante esse tempo.
Acolhi muito bem comentários de quem discordou de mim, como o Gustavo Rafael, a Gi, a Linelica, a Viih. São pessoas que souberam discordar sem ofender, sem precisarem apelar para "tiradinhas" de menosprezo e indiretas de colegial.
Espero que eu atraia mais pessoas inteligentes, que saibam expressar suas discordâncias, mas não descontem suas frustrações pessoais nos outros. ;)


kel 28/12/2012minha estante
Perdoe-me pelas "tiradinhas de menosprezo e indiretas de colegial", mas escrevi o que ACHO da sua resenha, e tenho todo o direito de fazê-lo. Acredite ou não: Não conseguiria expressar minha indignação com outras palavras que não estas, não me conteria, pois então meu comentário seria falho. então me desculpe por não ser um lorde inglês em minhas críticas.
E através de sua resenha pareceu sim que você não havia percebido a crítica social. Não acho que pessoas "abastadas" não conseguem ver desigualdade (muito pelo contrário, elas são as que mais enxergam, porém gostam do que vêem) OBS: ISSO NÃO É UMA "INDIRETA" À VOCÊ. Só deixando claro. Não sei se você é abastada ou não, isso não interessa aqui no skoob. Mas você não entendeu a Macabéa. É só olhar para os lados, e ver que a Clarice não foi nem um pouco inventiva, existem MUITAS Macabéas reais, iguaizinhas essa.
Aaaah, não possuo frustração pessoal, só social rsrs. E obrigada por me chamar de inteligente, porque uma resenha como a sua me atrai, e muito.
Enfim, como disseram as próprias pessoas que você marcou, por favor leia novamente e se aprofunde, o livro é mais do que isso..
Obrigada pela atenção à minha crítica. E espero que não esteja chateada.


Fred 24/01/2013minha estante
Tudo depende pra que você quer um livro. No meu caso leio por diversão, para descontrair. Desse ponto de vista o livro é mesmo muito chato, te deixa pra baixo. Concordo com a Tati.


Lennon 04/11/2013minha estante
Narrador.


Elis 28/06/2015minha estante
Concordo... Quem lê muitos romances lineares vai odiar A Hora da Estrela e seu enredo assimétrico, frases incompletas, metáforas e paradoxos.
E aquele fim foi no mínimo exímio.


Amauri Felipe 09/07/2015minha estante
é meio chato, bobo não, mas chato


Gil 03/01/2016minha estante
Concordo plenamente!!!! Quando ganhei o livro achei lindíssimo o nome do livro quando terminei me decepcionei e nunca mais tive coragem de ler as obras da tao famosa Clarice Lispector!!!!


HL Castro 01/02/2016minha estante
É, tive a mesma impressão do livro, que li na semana passada. Estava esperando algo espetacular, tão elogiado que era nas críticas.... Eu vinha de uma sequência de alguns livros clássicos e este livro foi meio que um balde de água fria.... Achei o enredo bem chatinho, apesar de ver que a Clarice tem habilidade para escrever.


Beatriz 14/03/2016minha estante
entendo seu ponto de vista, a Protagonista deveria reagir e não ser só um fantoche do destino, mas um livro não é só a história que conta, ele é o sentimento que desperta, você devia levar em consideração o momento que a autora vivia ao escrevê-lo (com câncer e logo depois vem sua morte). Clarice não escreve uma historia, ela nos faz uma pergunta, ela se faz uma pergunta, qual é a hora de estrela de cada um, qual a hora de seu último suspiro e momento de brilho?


Michael Jordan 10/10/2017minha estante
eu teria vergonha de publicar um comentário desse, sem embasamento nenhum e o mínimo de senso crítico... Realmente, Clarice é pra poucos.


Tchamilla 04/12/2018minha estante
Cada leitor lê o livro de uma forma e isso é normal. O que sensibiliza um, não necessariamente provocará o mesmo no outro. E você pode muito bem perceber a mensagem que o autor quis passar, todas as nuances, entrelinhas e ainda sim achar o livro chato. Chato não é sinônimo de ruim, é enfadonho, cansativo. Agora me diz, quem é que pode dizer o que é chato para alguém? Só a própria pessoa! Não é necessário embasamento para definir o que é agradável para si.
Então reconheço todos os méritos de Clarice, a importância da obra, mas PARA MIM é um livro chato.




Dirce 16/08/2009

Brilhante do título às últimas frases.
A Hora da Estrela, último livro de Clarice publicado em vida,mas o primeiro que li, fez com que eu me tornasse uma apaixonada por essa escritora intensa e instigante. Não daria para ser diferente, pois achei esse livro BRILHANTE do título até às últimas frases.
A história de Maca poderia ser uma história como a de qualquer retirante nordestino que migra para a cidade grande e, que, na maioria das vezes, passam a viver em condições mais precárias que a deixada para trás, mas a história de Macabeia tem um diferencial e, esse diferencial, é a denuncia social implícita na obra, e, essa denúncia, está carregada de solidariedade aos menos favorecidos.
O criador (Rodrigo S.M) e criatura (Macabéia): protagonistas( assim entendi, pois há momentos em que eles se confundem: Mas eu, que não chego a ser ela, sinto que vivo para ela[...]) não tinham lugar no mundo - ele, pelos seus questionamentos e por se sentir responsável pela existência miserável da jovem,e ela,pela sua completa alienação -assim, o criador aparece e desaparece com a criatura e, o que mais fascinou em toda a obra, foi o modo como desapareceram.
Maca, a jovem desprovida de sonhos, desprovida de ilusões, que não podia, sequer, pedir desculpas por estar viva,já que ela não tinha noção que estava viva como se percebe em:
"Pois que a vida é assim: aperta-se o botão e a vida acende. Só que ela não sabia qual era o botão de acender (...) tem, no momento do seu desaparecimento, o seu momento de glória - a sua Hora da Estrela.
Com desaparecimento de Maca, nada mais resta a Rodrigo do que se retirar.E que retirada...:
"E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir para casa. Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos. Sim.

Uma novela contundente e, que, 3 décadas após, continua atualíssima.
5 estrelas elevado ao quadrado.
Gustavo Rafael 02/11/2011minha estante
Concordo.
O Livro é incrível


Ricardo Rocha 27/06/2015minha estante
é isso




Carol Pimentel 22/02/2010

Agonia
Para muitos um marco da literatura.

Para mim, uma tortura. A narrativa é chata e a cada página pergunto-me como podem elogiar tal obra.

Chego a questionar minha inteligência. Será que sou uma inculta, besta, acémila?rs

Pode até ser, todavia encho os pulmões e brado sem dó nem piedade: EU ODEIO A MACABÉA.

Beijos no coração
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Patricia :) 22/06/2009

"A hora da Estrela" foi o primeiro livro de Clarice que li. Não foi por indicação nem nada, foi só porque já tinha em casa. Confesso que, apesar do pouco número de páginas, foi penoso chegar ao final. Simplesmente odiei. E por uns dois anos não quis saber dessa mulher, até que tive que ler "Laços de família" para um trabalho de literatura no ensino médio. E foi apenas depois de "A paixão segundo G.H.", lido cinco anos após o primeiro, que caí de amores por Clarice. E aí resolvi reler uns trechos de "A hora...", para então perceber que o problema não era a escritora, a protagonista com "nome de doença de pele" ou sua história de miséria e inocência. Eu é que havia lido no tempo errado; não estava preparada para compreender a profundidade psicólogica com que são tratados temas aparentemente banais. Vai além da descrição realista de um cotidiano inexpressivo, questionando desde valores da sociedade moderna até o sentido da própria existência humana. A narrativa talvez não agrade tanto, mas a leitura é irresistível para quem gostaria de dar um passeio entre a fragilidade e a grandeza do ser humano, no estilo excepcional dessa ilustre autora.
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Viviane 15/11/2009minha estante
Mudando alguns poucos detalhes da história, este texto poderia ter sido escrito por mim. :) Também tive meu primeiro contato com Clarice através de "A Hora da Estrela" e também a odiei, justamente por minha falta de maturidade (obviamente reconhecida tempos depois). E Clarice virou minha escritora favorita também com "A paixão segundo G.H.", livro presenteado por uma amiga querida e que me permitiu descobrir a genialidade da autora.




Daniel 06/01/2009

Proximidade da morte
Para mim ficou claro que a autora tranpôs para o texto toda sua angústia com a doença que resultaria em sua morte (câncer nos ovários, até onde apurei). Tem duas passagens que transparecem esta situação: uma quando o autor (criado pela Clarice) diz que está buscando "a porta dos fundos" para sair e quando ela cria toda uma expectativa positiva para a Macabéa e no final nada se concretiza.
Apesar disto, gostei do livro, principalmente porque ela conseguiu me prender na leitura até descobrir o que realmente aconteceu com a personagem principal (Macabéa).
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ThaynA.Mattos 07/04/2017

Sofrimento Literário
Ao iniciar esse livro,tive um quase óbito. Motivo? Tédio!
Tive raiva do autor que mastigou a nordestina e usou todos os artifícios do mundo para não começar a história. Aquele homem fez com que eu quase largasse o livro,mas como eu estava decidida a saber quem era a tal datilógrafa,prossegui. Essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado.

Quando a história se iniciou de fato,iniciou-se junto com ela o meu martírio. Tive uma pena inexplicável de Macabéa e era como se doessem em mim as dores dela. "Como pode viver só de cachorro quente?",me perguntava. A miséria de Maca ao mesmo tempo que me causava uma imensa aflição,me causava também repulsa. Imaginei seu cheiro, que não devia ser dos melhores, imaginei a textura de sua pele,que devia ser áspera,tão áspera quanto a vida era com ela e imaginei as dores em seu corpo,que pareciam ser severas.

Quando Olímpico surgiu na história, surgiu em mim uma ponta de alegria,pensei: "Finalmente ela será feliz",mas eu estava enganada. A raiva que tive do rapaz superou a minha alegria momentânea e desejei que ele morresse.

A hora da estrela de Macabéa foi pra mim a melhor parte do livro. Eu me senti extremamente feliz,pois finalmente ela pararia de sofrer. Foi como se a libertação do sofrimento dela fosse também a minha libertação daquele livro que só fazia chover.

Todos os pequenos prazeres de Maca mostraram como temos muito mais do que precisamos.

Clarice, através da nordestina,joga todas as nossas fraquezas,todas as nossas misérias e tudo aquilo que temos de pobre na nossa cara. É como se tivéssemos as manchas da alma expostas, bem na nossa frente e nós, vulneráveis à elas,ficamos sem ter como esconde-las.
Evelyn Ruani 25/04/2017minha estante
Fiquei com vontade de reler o livro depois da sua resenha! Parabéns!!!




gabriel 31/05/2013

O livro A Hora da Estrela se ocupa mais da história do narrador do que da própria história. Os fatos da vida de Macabéa poderiam ser condensados em duas páginas no máximo, se o narrador Rodrigo S.M. não fizesse um grande esforço para descrever mais detalhes da vida dela do que a própria seria capaz.

A simplicidade e ignorância da moça nordestina Macabéa observados através da visão apaixonada de Rodrigo são a diferença que tornaram esse livro surpreendente entre as obras de Clarice. Porém, para outros como eu, essa narração se tornou insuportável em certas partes, e a vontade de pular várias paginas quase forte demais para suportar.
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Brina 05/04/2011

Não gostei.
A personagem (Macabéa) não apresenta opinião própria acerca da vida e de sua pessoa. Na verdade, ela não tem personalidade. Uma mulher rejeitada pela sociedade, humilhada por seu namorado, sem ambições e sonhos, e quando em um único momento lhe surge um fio de esperança por um futuro melhor, eis que a vida lhe prega outra peça.
É um livro que, de pronto, não nos oferece muito estímulo, pois a própria autora declara ter "preguiça em descrever os fatos."

Bia 22/09/2015minha estante
Essa é a graça do livro... Mostrar ao leitor a solidão e a vida vazia de certas pessoas. Afinal, A Hora da Estrela não é um livro de ficção para oferecer estímulos.


Brina 08/02/2017minha estante
De fato, Bia. Mas penso que a intenção de Clarice foi mesmo de colocar uma imensa antítese entre a história da personagem com o título "A hora da Estrela". Que "estrela" seria essa, então? Para mim, não foi uma leitura prazerosa, sem dúvida.


Phelipe Guilherme Maciel 25/07/2018minha estante
Brina, a Hora da Estrela é o momento fatal de Macabéa, o momento de sua morte. No livro inteiro, ela não possui opinião própria, ela não sabe de sua existência. A Cartomante diz que ela conseguirá ser feliz, e rica, e etc. E nesse único momento, alguém fala algo sobre ela e ela desfaz o que foi dito. Ela morre. É sua hora da estrela. Sua hora de brilhar.

O livro tem 13 títulos. Estão todos ali na página de rosto. Cada um dos títulos prováveis te dá uma nuance do que está escrito no texto.




spoiler visualizar


Ronnie K. 19/05/2009

O livro da solidão
Em primeiro lugar, “A Hora da Estrela” é um admirável exemplo de literatura que questiona os próprios valores e razão de existir. Ápice da obra da autora, ao lado de "A paixão Segundo GH" e "Uma aprendizagem Ou o livro dos Prazeres", o questionamento aqui vai um pouco mais além, ou numa direção inédita. Questiona-se a própria razão de se escrever uma narrativa, uma história; ou seja, a função do escritor. E também é uma resposta da autora àqueles que a 'acusavam' de produzir uma literatura alienada das questões sociais e do momento histórico em que estava inserida. Eis o impulso para “A hora da estrela”. Porém... Claro, a autora foi bem mais longe do que se poderia supor. Clarice, como sempre, atrelou um reles tema à própria questão existencial. E escreveu uma narrativa insólita e magnífica!

Existe aqui um narrador que, por força da compaixão sentida por uma personagem anônima vislumbrada na rua ("É que numa rua do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdição no rosto de uma moça nordestina”), praticamente se obriga a emoldurar essa vida dentro de uma história. A criar uma história para ela. Ou registrar os parcos e apagados momentos vividos por essa minúscula criatura. Não é esse o sentido da literatura e da criação de personagens?

Aqui, no entanto, esse conceito é exposto de uma maneira absolutamente surpreendente. A cada frase, a cada linha. No singular estilo da escritora.

Clarice escreve com uma liberdade ímpar, inigualável. E impressionante! Parece um eterno improviso, uma busca desesperada. Frases iluminadas, associações inéditas. Matéria orgânica em estado bruto, o sentido ou não-sentido se fazendo ali mesmo naquele instante em que se escreve (e no instante que se lê). Sente-se durante a leitura a agonia dessa matéria disforme em busca de um sentido. É uma leitura contagiante. Impossível não se tornar cúmplice, se inquietar, rir, entristecer-se. Penso: é motivo de grande júbilo que se tenha um livro como "A Hora da Estrela" escrito em língua portuguesa!

A Hora da Estrela mexe com emoções escondidas ou há muito perdidas. Leitura para poucos? Certamente. Ou não? É impossível precisar. Lê-se com certa facilidade. E Clarice é para ser compreendida? Como? A que ponto? Também é difícil dizer. A chave para melhor aproximação e, porventura, compreensão da literatura de Clarice Lispector é encontrada em diversos trechos da própria obra dela. A literatura de Clarice, enfim, como ela mesma diz aqui n’A Hora da Estrela, pode ser definida como “a procura da palavra no escuro”. Dez estrelas!

TRECHO:

“Pergunto eu: conheceria ela algum dia do amor o seu adeus? Conheceria algum dia do amor os seus desmaios? Teria a seu modo o doce voo? De nada sei. Que se há de fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só. A nordestina se perdia na multidão. Na Praça Mauá onde tomava ônibus fazia frio e nenhum agasalho havia contra o vento. Ah, mas existiam os navios cargueiros que lhe davam saudades quem sabe de quê. Isso só às vezes. Na verdade saía do escritório sombrio, defrontava o ar lá de fora, crepuscular, e constatava então que todos os dias à mesma hora fazia exatamente a mesma hora. Irremediável era o grande relógio que funcionava no tempo. Sim, desesperadamente para mim, as mesmas horas. Bem, e daí? Daí, nada.”
Dirce 20/05/2009minha estante
Ronnie, boa noite.

Há dias, que penso em fazer a resenha para esse livro, mas, penso, que por pura cavardia, vou protelando. Que responsa!!!(leia que responsabilidade) Falar de um livro de Clarice L. (minha escritora de cabeceira)...Mas sua resenha foi BRI-LHAN-TE. PARABÉNS.




Lilix 23/12/2009

Macabéa é uma das grandes personagens da Literatura Brasileira.
Apaixonante.

Vale: Clarice é sempre Clarice. E é preciso conhecer Macabéa e todas as pessoas que ela representa e que nela habitam.

Fica a dica: Vejam a ótima adaptação de Suzana Amaral para o cinema: A Hora da Estrela, que ganhou prêmio com Marcélia Cartaxo.
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Patê 20/08/2010

[20.08.2010]
“Macabéa. Maca o quê?”
Embora o conjunto de obras da FUVEST venha com um preconceito enorme de “livro chato”, “A Hora da Estrela” não é assim. Curto, coloquial e tão Clarice Lispector, não tem como descrever. Macabéa é tão ordinária e ao mesmo tempo, grandiosa. Sua simplicidade encanta e seu fim é entristecedor.

PROMESSA:
Espero ao longo da vida, ler mais livros da Lispector, de tão encantada que fiquei com sua obra.
Tata 21/08/2010minha estante
Sendo sincera, não me lembro mto bem de A Hora da Estrela. A história ainda tá na memória, mas a caracterização mais delicada dos personagens fugiu da cabeça hauhauhauhauhau e eu tb achava que livros da FUVEST eram meio chatões.... até que eu tive que lê-los por três anos seguidos e aprendi a apreciar coisas diferentes xD deu trabalho, mas valeu a pena!




ALucy 20/05/2009

não gostei muito da história não.

apesar de ser um clássico, não me despertou interesse.

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Mariana Cardoso 09/06/2013

"Viver é um luxo"
Após conhecer os contos e alguns poemas de Clarice, pensava estar preparada para a leitura de A Hora da Estrela. Ledo engano. Criei uma imagem fantasiosa do que estava prestes a conhecer, imaginando a partir de sinopses e comentários de outros leitores Macabéa e suas mazelas. Não havia, entretanto, vestígios ou pistas da imensidão que me esperava em menos de cem páginas.
A escritora que tinha em mente, menina-mulher que narrava sua infância no Recife e causos nada convencionais da vida adulta, foi totalmente contrariada sob o pseudônimo de Rodrigo S. M. Inquiridor e melancólico, o narrador, também personagem, transmitiu em sua trama tanta dor que me senti igualmente culpada por não ser Macabéa, não poder acalentá-la ou dar-lhe logo um fim. A nordestina, aliás, de aura inexplicável, é uma faca de dois gumes. Desperta compaixão, leve simpatia ao passo que traz ainda ao leitor raiva e impaciência por sua ingenuidade quase tola. Mas timidamente se desenrola – ou Rodrigo o faz – e é possível compreender a datilógrafa, apaixonada pelo apito dos navios do cais e pelos galos que vez ou outra cantavam na Rua do Acre.
O impacto da leitura me fez recriar a imagem que vagamente construí. De certa forma, cada um tem uma Clarice particular. Não lhe cabem classificações ou padrões.
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