A Linguagem das Flores

A Linguagem das Flores Vanessa Diffenbaugh




Resenhas - A Linguagem das Flores


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Gabriela Neves 14/03/2012

Encantador
Mais resenhas: http://cantinho-da-bagunca.blogspot.com/

"Uma rosa é uma rosa é uma rosa".
De uma sensibilidade assustadora, A linguagem das flores me comoveu como poucos livros fazem. Somos apresentadas a Victoria, que viveu a vida inteira em lares adotivos e se tornou uma misantrópica, ou seja, nossa protagonista possui uma verdadeira aversão as pessoas em geral. Por ter andado de lar adotivo em lar adotivo, ela perdeu a esperança em qualquer ser humano, ou no mundo em que vive, e somente sobrevive.
O único momento em sua vida em que se permitiu ter confiança em alguém, foi aos nove anos quando foi adotada por Elizabeth. A única pessoa que amou, mas como previsto, Victoria colocou tudo perder. Porém, não sem antes Elizabeth ter lhe ensinado tudo sobre a linguagem universal das flores.
Com essa descrição que fiz é de se imaginar que Victoria seja uma protagonista bem aguadinha, típica órfã-pobre-coitada-que-odeia-todo-mundo. Porém não se engane, Victoria uma das personagens mais fortes que já conheci. Ela é uma pessoa conformada com sua situação, que aprendeu somente odiar – com exceção as flores – e vive com isso. Sabe que é uma pessoa supostamente ruim, e por isso jamais poderá amar alguém como merece ou ser amada. Essa é sua realidade.
Mas essa é uma história que nos leva a uma viagem interior, é sobre arrependimento, perdão e a capacidade de amar; e como tem na capa do livro “qualquer pessoa pode se tornar em algo belo”. É isso que nossa protagonista tentará enxergar quando, maior de idade e sem poder mais viver em orfanatos, se ver sem ter para onde ir e com quase nenhum dinheiro no bolso.
É um livro encantador com personagens extremamente humanos e verdadeiros. E a linguagem das flores tratada no livro, é um espetáculo a parte. Me vi super interessada em saber o que cada flor significava e surpresa ao saber que flores podem dizer tanta coisa. A devoção de Victoria a essas delicadas plantas é uma completa oposição a tudo de ruim que leva em seu coração, e talvez seja a única coisa que a salva.
Enfim, é um bom livro para se ter na prateleira e apreciar.
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Letícia 05/03/2012

Lindo e comovente
Esse livro me deu vontade de ser florista, mesmo que por um dia.

Uma história singela e comovente de uma menina rabugenta e rancorosa que aprende a perder o medo da vida, aprende a ter confiança nas pessoas que a rodeiam e principalmente em si própria, e mais que tudo, aprende a dar valor a si mesma como ser humano, como filha, mãe, amante e mulher.

O livro traz um ótimo bônus, que é a linguagem das flores, um código criado na era vitoriana para expressar mensagens através das flores. No fim do livro há um pequeno dicionário com as principais flores e seus significados.

É uma leitura leve, agradável e que não dá vontade de largar. Ao mesmo tempo, é uma história recheada de cotidianos que existem ao nosso redor e que passam desperçebidos aos nossos olhares e vidas aturbuladas.

Super recomendado!
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Suzi 04/03/2012

Victória é uma órfã que possui um histórico longo de problemas, passou por inúmeras tentativas de adoção e apenas em um caso...teve esperanças, mas acabou perdida em seus sentimentos e pôs tudo a perder...
Elisabeth deu amor, carinho e muitos ensinamentos a Victoria, entre eles: A linguagem das flores, a incontestável linguagem das flores.
Ao ser emancipada aos 18 anos, este é o caminho que se revela a Victória: flores, sua única paixão e esperança, começa então a trabalhar em uma floricultura e sua sensibilidade com as flores lhe abre novos horizontes...

O livro é lindissímo, sempre ouvi por alto, sobre as mensagens que as flores oferecem, mas nunca imaginei que fosse tão superficial o que sabia. A estória é tocante e linda e mostra que recomeços sempre são possíveis e ilustra o quanto o perdão é curador!!!
Lindo...recomensadissímo!!!

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Biia' 27/02/2012

Qualquer pessoa pode se transformar em algo belo
Victoria é uma garota orfã e extremamente esquiva. Ela passa por várias famílias até completar seus 10 anos e se tornar inapta para adoção. Sua ultima chance estava nas mãos de Elizabeth, de quem Victoria realmente gostou e queria ficar. Com Elizabeth ela aprendeu sobre as flores e principalmente seus significados. Mas fatos fazem com que Victoria volte para o orfanato e assim só podendo sair de lá quanto completasse seus 18 anos.
Depois que se torna independente, Victoria se vê mais sozinha do que nunca.
A história transcorre entre flashes do passado e presente dela, onde aos poucos, vai se revelando um grande segredo que Victoria guarda.
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@ARaphaDoEqualize 19/02/2012

[RESENHA] A Linguagem das Flores
RESENHA ESCRITA PARA O BLOG http://equalizedaleitura.blogspot.com.br PRIBIDA CÓPIA TOTAL OU PARCIAL

Recebi o livro de cortesia da editora Arqueiro.

Victória Jones viveu toda a sua vida sendo jogada de casa em casa, sem conhecer o amor de verdade por parte dos seus 'pais adotivos'. Foi maltratada, agredida, machucada. E por causa de toda a situação e confusão que a sua vida é, ela acaba se tornando uma criança introvertida, desconfiada, um tantinho mal educada e inteligente. Ela pensou que iria ficar sendo jogada de lar em lar até alcançar sua maioridade, porém, ela não imaginava que Elizabeth entraria na sua vida. E que essa mulher colocaria todos os seus esforços para conquistar não apenas Victória, mas seu coração e sua alma, mostrando o poder do amor e das flores.

- Estou falando da linguagem das flores – disse Elizabeth. – Ela surgiu na era vitoriana, quando as pessoas ainda se comunicavam por meio das flores. Ao receber um buquê de um rapaz, as moças corriam para casa a fim de tentar decifrar sua mensagem secreta. Rosas vermelhas significam amor, as amarelas infidelidade. Então os homens precisavam escolher as flores com cuidado.


É um livro incrível. A autora escolhe combinações de palavras que faz com que a leitura se torne real, porque você sabe realmente que esse tipo de situação acontece com diversas pessoas ao redor do mundo. As situações que a Vitória passa, de dormir na rua e passar dias com fome, são tão tristes e mesmo assim ela usa a seu favor o único conhecimento que ela tem. E como vamos do passado dela - momentos no orfanatos e como ela conhece Elizabeth - ao momento em que é emancipada - que começa a trabalhar em uma floricultura e conhece Grant - , temos em primeira pessoa a perspectiva toda de como tudo aconteceu.

Seus olhos voltaram depressa para o meu rosto. Eu o encarei. Havia algo de pertubador em seu olhar – um lampejo de reconhecimento – que chamou minha atenção. Ao analisá-lo, minha primeira impressão foi a de que se tratava de um homem que havia lutado tanto quanto eu, ainda que de maneira diferente.


A Victória as vezes me fazia sentir ódio. E depois eu sentia compaixão. Ela comete erros que as persegue ainda na fase adulta. Mas depois que eu entendi a história, é impossível ficar com raiva, mesmo que os meios dela chamar a atenção de Elizabeth tenham sido um tanto traiçoeiras, uma vez que as consequências foram graves. Mas... com a Elizabeth ela vai aprendendo a amar. E ela começa a sentir que é realmente amada e querida. E não quer perder isso, então quando se sentiu ameaçada, não pensou duas vezes antes de agir.

O Grant foi um personagem que me conquistou desde o momento em que eu o descobri, por que ele desafiava a Victória, não tinha me de encará - la. Além de ser uma personagem muito importante, com uma personalidade linda, ela ajuda a Vic a contruir um novo dicionário com a linguagem das flores.

- Você acha realmente que é o único ser humano que tem defeitos imperdoáveis? Que foi magoado a ponto de entrar em colapso?


A Linguagem das Flores é antes de tudo um livro sensível. Eu nunca me interessei por flores ou mundo delas e eu sou completamente leiga no assunto. E com esse livro eu descobri que elas são mais do que simples presentes que se dão em uma ocasião. Cada uma delas tem um significado. E quando você passa a acreditar, elas começam a influenciar a sua vida com a sua beleza.

Impossível não terminar de ler com algumas lágrimas escorrendo pelo rosto. A Linguagem das Flores é um livro bem escrito, com um ótimo trabalho feito pela editora Arqueiro aqui no Brasil. E quem além de tudo, acrescenta tanto em você. Quando você começa a ler é uma pessoa. Mas depois de absolver todas essas belas linhas, com certeza você não será o mesmo. Até por que você conhecerá a linguagem das flores.

Um detalhe lindo: no final do livro, vocês encontram o dicionário com a linguagem das flores feito pela Victóra. Eu o li todo e se um dia eu precisar mandar flores para alguém, com certeza irei consultar.
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Gabis Morgante 23/12/2011

Resenha do livro "A linguagem das flores " #MundoPlatonico
Certa vez eu li que há dois tipos de livros bons, aqueles que são simplesmente bons, proporcionam uma leitura agradável, possuem uma boa história, mas não acrescentam em nada nas nossas vidas. Mas também há aqueles que são mais do que bons, são os livros inesquecíveis, que mexem com as nossas emoções, e realmente acrescentam algo a mais para nós, seja num conselho, uma lição de vida ou mesmo personagens que nos inspirem. E não há melhor definição para “A linguagem das flores” do que inesquecível.

“Uma rosa é uma rosa é uma rosa. Exceto quando ela é amarela. Ou vermelha, ou cor-de-rosa, ou quando está fechada ou morrendo”.

Acredito que esse tenha sido melhor primeiro parágrafo de todas as resenhas do blog, e esse livro merece pois sei que não vou conseguir expressar tudo de bom que há nele, então posso pelo menos tentar convence-los pelas palavras desse primeiro parágrafo. “A linguagem das flores” é um livro de uma sensibilidade incrível, não possui um grande enredo ou situações super emocionantes, mas se trata de uma historia realmente real, um tanto dolorosa mas, real, coisa difícil de se ler por ai.

Victoria Jones, “a órfã”, é a personagem mais introvertida que já li, ela não sabe lidar com as pessoas e nem se expressar com palavras, e ela realmente tem motivos para isso, abandonada pela mãe, sempre passando por vários lares adotivos e abrigos, seu é passado cruel. Mas não pensem que vocês lerão sobre a triste história de Victoria, pois o livro não é focado nisso, e sim nas flores, o único meio de comunicação eficiente que Victoria possui, e apesar de a maioria das pessoas não entenderem, ela entende, e isso basta.

"- Você acha realmente que é o único ser humano que tem defeitos imperdoáveis? Que foi magoado a ponto de entrar em colapso?"

Os capítulos do livro se intercalam em duas linhas cronologias, a primeira com a Victoria de 18 anos, emancipada, vivendo nas ruas e logo depois conseguindo emprego na floricultura local. Nos outros capítulos acompanhamos Victoria bem mais jovem, com seus nove anos, a caminho do seu último lar adotivo, antes que seja enviada para abrigo até completar os seus 18 anos. O presente e o passado vão se misturando até formarem o quebra-cabeça dos fantasmas de Vitoria.

Com péssimas experiências em lares adotivos, temperamental e de difícil relação, Victoria não acreditava que viver com Elizabeth, sua última oportunidade antes de ir para abrigos, seria diferente. Só que Elizabeth realmente quer formar uma família com Vitoria, e está determinada a amar e nunca abandoná-la ou maltratá-la como os outros fizeram. E com suas uvas e sua linguagem das flores, Elizabeth vai conquistando Victoria aos poucos, mas será que Victoria vai conseguir lidar com esse amor que nunca antes tiveram por ela?

Continue lendo no Mundo Platônico: http://gabiiem.blogspot.com/2011/12/resenha-linguagem-das-flores.html
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Fabiane Ribeiro 01/12/2011

Resenha – A linguagem das Flores
“...o poder de uma boa história.” Frase escrita nos Agradecimentos, ao final de A linguagem das flores. E é isso que resume o livro em questão.
Mais que uma resenha, este é um depoimento de leitora.
Enquanto escritora, que também sou, eu acredito muito no poder de uma boa história, no poder das palavras, e isso ficou claro ao final do livro de Vanessa Diffenbaugh.
Temos aqui uma história simples, muito simples. Sem grandes suspenses ou reviravoltas que, confesso, no meio da narrativa, chegaram a cansar-me um pouco e a deixar-me com a sensação de que eu esperava mais de um livro que vem sendo muito comentado nos últimos meses e que me encantou por sua sinopse e por sua capa – maravilhosas!
Mas devo me redimir com a história e com seus personagens. Se, em algum momento, eu esperei mais de A linguagem das flores, o que eu não esperava de verdade era me emocionar tanto em seu final. E o mais lindo de tudo: em seu final simples. Tudo é simples nesse livro – aí reside o poder IMENSO de sua mensagem.
O enredo se passa no norte da Califórnia. Conhecemos a protagonista, Victoria, com dezoito anos, sendo emancipada de um abrigo estadual, após passar por vários lares adotivos e sempre ser rejeitada por suas famílias. Devido a seu temperamento extremamente difícil, a jovem torna-se uma desempregada, sozinha no mundo e, em pouco tempo, uma sem-teto, que passa a viver em uma praça, na companhia de suas flores.
O livro é dividido em quatro partes, cada uma delas subdividida em capítulos. Estes são alternados: um capítulo se passa no presente: enquanto acompanhamos a vida de Victoria, de sem-teto à funcionária de uma floricultura, desenvolvendo seu dom junto às flores; e o outro capítulo alternado se passa no passado: vamos conhecendo a vida de Victoria criança, quando foi adotada por Elizabeth e viveu por um ano com a mulher em uma propriedade com um vinhedo. Foi durante esse um ano que Victoria aprendeu tudo sobre a linguagem das flores, e foi nesse único lar que ela realmente desejou estar, antes de cometer, talvez, seu maior erro, e voltar para orfanatos.
Esse esquema de capítulos alternados tem um lado bom e um ruim. O ponto positivo é que é uma leitura que não cansa. Entretanto, quando a história engrena e ficamos ansiosos por seu desenrolar, surge um novo capítulo, cortando seu fluxo e alternando a narrativa. Não creio que isso comprometa a história. Foi uma opção da autora e, com certeza, tem muitos méritos. Aliás, a autora em si tem muitos méritos. Sua descrição é rica. É difícil pensar que o vinhedo não exista. Eu quase me sinto aprendendo a degustar as uvas com Elizabeth e Victoria quando chega a época de colheita.
É em sua nova profissão de florista, que Victoria conhece um rapaz no mercado de flores, que também compreende as mensagens que as plantas transmitem. Esse rapaz, que, na verdade, já esteve presente em algumas cenas de seu passado, é fundamental para a história, não apenas como co-protagonista de um suave romance, mas como um dos poucos personagens capazes de amá-la e aceitá-la com seus defeitos. Coisa que nem ela fazia.
A linguagem das flores é um livro de romance, sim. Mas acima de tudo é uma jornada em que aprendemos a respeitar uma protagonista tão inquieta e sem raízes, que muitas vezes nos pegamos odiando suas atitudes, até percebermos que ela também se odeia pelo que faz, pelos erros que comete e que acabaram por afastar todas as pessoas de seu convívio e, no fim, vemos a mesma Victoria, cheia de erros, ainda com sua essência teimosa e desajeitada, ir de encontro a seu destino, com medo, mas sem olhar pra trás, deixando-se ser amada verdadeiramente. Assim, concluo, dizendo que, A linguagem das flores, é um romance, é uma jornada de autodescobrimento, que nos levam a um final emocionante e cheio de reencontros – até mesmo de Victoria com seu eu mais profundo esquecido anos atrás – mas, acima de tudo, o livro é algo difícil de se encontrar entre a literatura; é algo que me fez pensar e repensar sobre meus próprios sentimentos e me fez refletir na beleza do amor mais puro que existe: o amor entre mãe e filha. Musgo – significado: amor materno.
Informações:
Título: A linguagem das flores
Subtítulo: Qualquer pessoa pode se transformar em algo belo
Editora: Arqueiro
Autora: Vanessa Diffenbaugh
Páginas: 304
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ALINE 21/11/2011

Livro maravilhoso
É inacreditável o que traumas da infância podem fazer com as pessoas. O que o cérebro acredita que realmente aconteceu fica girando na memória em conflito com o que na verdade aconteceu.
Victoria sofreu, sofreu...sofreu.
Desenvolveu um talento, que aprendeu com uma de suas mães adotivas: a linguagem das flores. Esse detalhe muda completamente a sua vida.
Entre cardos, rosas amarelas, junquilhos e tantas outras, nos emocionamos, choramos, rimos e sentimos a dor que Victoria sente, o amor que Victoria sente e o perdão que ela tanto busca, e como o livro diz "qualquer pessoa pode se transformar em algo belo".
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Bergmann 11/11/2011

Emocionante
Uma história comovente de alguém em busca de uma razão para viver.Encontrar laços e conseguir mantê-los.Envolvendo sentimentos e flores. Cada momento um significado e uma flor para cada momento.
Paloma 29/09/2016minha estante
Nossa já ouvi falar tão bem desse livro...só não comprei por falta de oportunidade mesmo ...e por já etr tantos na lista rsrsrs mais parece ser lindo




maadelima 25/10/2011

http://gossinp.blogspot.com/2011/10/resenha-linguagem-das-flores-vanessa.html Comente ")
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Vanessa Meiser 17/10/2011

http://balaiodelivros.blogspot.com/
“ – Estou falando da linguagem das flores – disse Elizabeth. – Ela surgiu na era vitoriana, quando as pessoas ainda se comunicavam por meio das flores. Ao receber um buquê de um rapaz, as moças corriam para casa a fim de tentar decifrar sua mensagem secreta.” Pág 33.

Victória Jones está hoje com 18 anos de idade e, desde pequena sempre foi tida como uma pessoa problemática e de difícil convivência. Ela não conhece sua mãe, mora em orfanatos e casas de família desde bebezinho, no total são 32 casas pelas quais Victória já passou não se fixando em nenhuma e nem se quer criando laços afetivos com pessoa alguma. Ninguém gosta dela e ela não gosta de ninguém, faz questão de nunca se aproximar demais das pessoas.

Quando Vitória tinha 09 anos de idade, sua Assistente Social, Meredith, a levou para morar na casa de Elizabeth, uma mulher solitária que nutria um grande amor e um grande conhecimento pelas flores. Victória morou com Elizabeth durante 15 meses e foi com ela que a menina aprendeu tudo o que sabe sobre as flores.

“ – Então é isso – começou Meredith. – Sua vida começa agora. Daqui pra frente, não pode culpar mais ninguém além de si mesma.” Pág 14.

Agora com 18 anos e já emancipada, Victória esta sozinha no mundo, sem ter como se sustentar acaba morando nas ruas. É neste período que ela conhece a loja de flores Bloom e sua proprietária Renata. Victória passa então a trabalhar na Bloom e, com seu profundo conhecimento a respeito das flores e seus significados, ela faz toda a diferença na loja e conquista não só muitos fregueses como também amigos que a veneram.

É ajudando Renata em uma ida ao mercado para comprar flores que Victória encontra Grant, um vendedor de flores que assim como ela, conhece todos os significados de cada flor. Ela e Grant começam então uma tímida amizade que aos poucos vai crescendo e mudando o pensamento de Victória e transformando sua vida.

“ – Acredito que você também pode provar que todos estão errados, Victória. Seu comportamento é uma escolha, não quem você é de verdade”. Pág 45

****

Eu escolhi este livro principalmente pela capa que é muito linda e, confesso que através dela eu fazia uma outra idéia da história do livro, a menina da imagem passa uma sensação de paz e inocência porém, este é o inverso de Victória. Mesmo não sendo como eu pensava ser, o livro me cativou do início ao fim, me vi presa às sua páginas e querendo logo chegar ao final para saber como Victória conduziria sua vida.

O livro é muito bom e tem uma belíssima mensagem. Recomendo para quem quer mais que uma simples história de amor e para quem espera de um livro uma lição de vida. Ótimo livro de verdade!

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Gil 15/10/2011

O livro conta a história de Victoria Jones, uma garota órfã que durante toda sua vida tenta ser aceita, amada, mesmo não admitindo isso. O livro nos conta a sua infância e juventude, em capítulos intercalados. Victoria vive em orfanatos até seus 9 anos, sua assistente social Meredith nunca desistiu de encontrar um lar para ela, porém a menina tinha um gênio difícil. É dada uma última chance de adoção, é quando Victoria conhece Elisabeth, as primeiras semanas foram difíceis, mas Victoria aos poucos fora se acostumando com aquela nova casa e com sua nova vida. O passado de Elisabeth era triste e junto com sua nova filha, ambas esperavam até a legalização da adoção. Nesse período, Elisabeth ensinou a linguagem das flores para Victoria, pois cada flor queria dizer algo e isso ajudou muito Victoria, mesmo ela não entendendo isso naquele momento. Após aprender, Victoria passa a transmitir seus sentimentos através das flores.

Alguns fatos mudaram o rumo das coisas e agora Victoria estava com 18 anos, ganhou sua emancipação após viver sua adolescência entre um abrigo e outro. Agora tinha que cuidar de si, porém ela não tinha grandes expectativas, o que a ajudava e salvava de tudo, eram as flores. Victoria conheceu Renata, uma florista, pelo seu talento com as flores Renata a contratou. Ambas eram parecidas, não conversavam muito, e não eram dadas a sentimentalismos. Mesmo após sua infância, Victoria não gostava que a tocassem, continuava arredia e desacreditada com o amor. Porém, o encontro com seu passado foi inevitável, e mesmo diante dele, tentava não pensar como as coisas poderiam ter sido, mas no fundo ela sentia falta de uma pessoa, mas achando que fracassou na sua tentativa de ser uma filha, ela não se permite saber como estava a única pessoa que a amou um dia. Ela estava confusa, perdida, um novo sentimento estava nascendo, mas ela tinha medo, de novamente fracassar. Diante desse medo de fracassar,de sua insegurança, foram criados vários mal-entendidos, e agora apenas Victoria poderia resolvê-los, apenas dando uma chance a si mesma.

Gostei bastante do fim, assim como do livro em geral. Muito bom o enredo utilizado, conhecer o que cada flor quer dizer, e no fim do livro tem um dicionário das flores. Porém, cada dicionário pode ter um significado, igual ou parecido, o que torna necessário a interpretação a cada situação. A Victoria me fez sentir várias coisas, hora quis bater e outras consolar. É uma história sobre amor, aceitação, perdão A narrativa é simples e a leitura flui naturalmente. Não há divisão em uma nova folha, quando iniciado um novo capítulo, isso não influencia em nada, só visualmente. Capítulos são curtos ( gosto disso). Teve um capítulo que um fato poderia ter sido mais direto, sem tantos detalhes. E gostei deles serem intercalados, hora o passado, depois o presente e assim vai. Durante toda a história, fiquei curiosa pra saber o que levou Victoria ao abrigo novamente, o que ela tinha feito. E a capa é Linda...

Conheçam o blog http://ensaiosdeumaleitura.blogspot.com
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Raíssa Lis 14/10/2011

Escolhi esse livro, pois confesso que fique apaixonada com a capa, o vestido todo azul com a flor rosa em destaque, me chamou muita atenção.

Victoria Jones é uma menina órfã que viveu toda sua vida sendo jogada de orfanatos para orfanatos sem poder conhecer um lar e, por isso, desenvolveu um temperamento difícil, extremamente reservada, se fazendo passar por tímida para evitar as pessoas.

Aos 10 anos Victoria conhece Elizabeth, uma mulher solitária, amorosa cujo sonho era ter uma filha, morar em uma casa de campo cultivando flores e seu precioso vinhedo. A menina assustada chega a casa com medo de esta ser mais uma experiência desastrosa, e má se interessa nas tentativas de aproximação de Elizabeth, que se esforça para ser compreensiva, carinhosa e muito paciente. Elizabeth tem uma grande paixão: a linguagem das flores e ensina a Victoria essa linguagem, que era usada antigamente pelos casais para expressar sua paixão.

Aos 18 anos Victoria é emancipada após passar por muitos orfanatos e se vê perdida num mundo sozinha, além de ser obrigada a aprender, a sobreviver, buscando seu primeiro emprego. Sem experiência e com o único conhecimento em linguagem das flores, Victoria consegue trabalhar em uma floricultura.

Victoria é a primeira personagem que eu conheço que possui uma característica peculiar, o medo de se aproximar das outras pessoas e de confiar nelas, não dando oportunidade para que elas provem o quanto a querem bem e por perto. E sempre que se vê em uma situação que sabe que tudo dará certo, sem perceber acaba estragando tudo. Assim Victoria acaba perdendo as pessoas que mais ama por causa de seu medo.

Amei a historia, além de aprender muito sobre flores e seus significados, e me revoltar com a Victoria, adorei a historia de superação e aprendi muito com os personagens transbordando seus sentimentos, recomendo a leitura.

Publicado no Blog Angel Books
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