Anna Kariênina

Anna Kariênina Leon Tolstói




Resenhas - Anna Kariênina


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Leonardo Y. H. 11/09/2019

Resumir esta obra por seu enredo, pela mera compilação dos acontecimentos, seria reduzir a grandiosidade e a importância inerente a ela; mas se insistirmos em obter uma informação desse tipo: trata-se a respeito de seres humanos. Mais especificamente da história de dois casais. Essa é a espinha dorsal do livro. Gravitam ao redor desse eixo diversos personagens com suas qualidades e suas humanidades, que darão dinâmica e liga ao conjunto.

De início logo nos deparamos com uma frase de efeito, que marca o livro e nos dá a premissa do que será contado ao longo das páginas:

“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”

Conforme vamos a frente, logo notamos como a escrita de Tolstói é fluída, não há arestas, tudo foi aparado e não se enrosca. Com essa mesma fluidez somos conduzidos aos personagens – e esses são o trunfo do livro. Somente uma pessoa com uma capacidade de observação e empatia acima da média seria capaz de pormenorizar os comportamentos dessa forma. O desvio de olhar. A mudança de assunto. A raiva súbita.

Através destes pequenos atos e fluxos de consciência dos quais somos expostos através da mente de cada participante, a profundidade psicológica tão característica do autor nos é apresentada. Depois dessa experiência dificilmente nos esqueceremos quem foi Lev Tolstói.

Para não me perder em divagações a respeito dos aspectos já mencionados, é contada a história de dois casais muito diferentes em suas formas de viver e de pensar, um será o ideal, o que se imagina de um casal perfeito e o outro será justamente o oposto, perdidos em um universo aparentemente insolúvel. E cada par recolhe os frutos belos e amargos que semearam.

Estamos tratando de um clássico, assuntos universais travestidos com uma roupagem russa perpassam a estrutura principal a todo momento. Se em determinada hora nos vemos em uma baile de gala, com Anna nos revelando todo seu esplendor. No seguinte nos vemos no campo, com Liévin trabalhando junto aos mujiques, sem saber se aguentará isso até o fim do dia. Agricultura, educação, filosofia, política e morte são temas que são pincelados, ora de leve, ora com intensidade, sob as diferentes perspectivas, o que enriquece a narrativa e nos fazem pensar sobre nossa própria realidade.

Ler Anna Kariênina é arriscar-se a conhecer parte dos recônditos do ser humano, é reconhecer-se – em certos momentos – nos personagens, no mais puro e no mais torpe comportamento, mas acima tudo nos revelar que não existe bem e mal separados, mas a coexistência de ambos dá a dinâmica da vida e permite que histórias como esta existam e façam sentido após séculos de seu término.
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Lorena 04/06/2019

Surpreendeu pela facilidade de leitura.
" Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira."

Anna Arcadiévna Kariênina é casada com Aleksiei Aleksándrovitch Kariênin com quem tem um filho, Serguei Aleksieitch Kariênin(Serioja). Em viagem à casa de seu irmão Stiepan Arcáditch Oblónski em Moscou, para ajudá-lo a resolver sua situação com a esposa, conhece o oficial Aleksiei Kirílovitch Vrónski e os dois começam um tórrido romance que abala as estruturas de todos, inclusive da sociedade em que estavam inseridos.
Konstantin Dmítrich Liévin é um proprietário de terras amigo de Oblónski. Ele viaja até Moscou para propor casamento à Katierina Aleksándrovna Cherbátskaia(Kitty). Porém, Kitty está enamorada de Vrónski e aguarda seu pedido de casamento para a noite do grande baile, uma vez que ele já frequentava sua casa há algum tempo e demonstrava ter intenções de se casar. Mas mesmo sabendo, através de seu amigo Oblónski, dessa situação e de sua pequena chance de sucesso, Liévin se arrisca.

A escrita de Tolstói é muito boa! Frases bem construídas e com passagens descritas de uma forma muito bonita. A princípio pensei que seria uma leitura difícil, mas quando comecei, ela fluiu bem. As tramas dos dois núcleos são apresentadas em capítulos alternantes divididos em oito partes. Os personagens são envolventes e complexos de tal forma, que por vezes nos esquecemos que não são reais. Eles mudam sua maneira de pensar, agir e sentir à medida que o tempo passa de maneira sutil, quase natural. Se prestarmos atenção, podemos perceber ainda a presença de paralelos como: cidade e campo, amor puro e carnal, riqueza e pobreza, direitos de homens e mulheres, pecado e virtude, etc. Os personagens por vezes são verdadeiros espelhos uns dos outros.
Tolstói detalha tudo, como se nos levasse em um tour pela alta sociedade russa, colocando questões políticas, filosóficas, econômicas e sociais em voga na época de sua publicação, como as reformas liberais promovidas pelo imperador Alexandre II da Rússia, com destaque para a Reforma Emancipadora de 1861 ou Emancipação dos Servos que liquidou a dependência servil dos camponeses russos(mujiques), dando a eles plenos direitos de cidadãos.
Ler clássicos pode ser um desafio para algumas pessoas, por vários motivos. No meu caso, apesar de gostar muito deles, certos detalhes tiram um pouco o meu ritmo de leitura... Como mencionei na resenha de Os Miseráveis, certos detalhes poderiam não ter entrado na história, ou simplesmente ter sido resumidos, já que no fim das contas não trazem uma grande relevância ao que está acontecendo(a meu ver, pelo menos). Sei que uma das coisas que faz com que um livro seja um clássico, são as informações que ele traz sobre o período em que foi escrito. Até aí tudo bem, as informações são passadas de forma a parecer que estamos participando mesmo das conversas e recebendo as notícias do dia a dia. Mas cenas detalhadas de caçadas, algumas discussões, uma eleição que parecia sem fim...(me solidarizei com o Liévin, por momentos me perdia e queria sair logo dali! Rs)

Publicado inicialmente em partes na revista Ruskii Véstnik(O Mensageiro Russo) de 1875 a 1877, sua primeira edição completa em livro foi lançada em 1877. Até hoje este romance é aclamado como um dos melhores já escritos. Apesar das observações que fiz sobre a leitura ter se arrastado em alguns momentos nas cenas mais lentas, quando a história retomava o foco, o desenrolar da trama ficava cada vez mais interessante, e eu cada vez mais curiosa. No geral é um livro muito bom que vale a pena ser lido. Recomendo muito!!

Boas leituras!!

site: palavrasl.blogspot.com
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Samarithan 04/06/2019

Um clássico que merece ser lido por todos
Este sem dúvida é um dos livros mais incríveis que já li na vida, a diversidade de temas abordados e a sensibilidade com que Tolstói constrói a narrativa e esmiuça a vida e os sentimentos dos personagens é algo magnífico!

Engana-se quem acha que esta obra se trata basicamente de um caso de adultério e seus desdobramentos, é um livro que fala sobre a própria vida, mostrando como ela pode ser bela e cruel! Aliás, o dualismo se faz presente a todo momento e praticamente todos os temas centrais abordados são tratados em pares: adultério x fidelidade, amor carnal x amor afetivo, vida na cidade x vida no campo, casamento x divórcio, materialismo x espiritualismo, etc.

Uma coisa importante a se destacar é que muitos talvez se assustem com o peso histórico do nome de Tolstói e tenham receio de iniciar a leitura de suas obras, mas garanto que o livro pode ser apreciado por qualquer um, a linguagem não é rebuscada, muito pelo contrário, é bem tranquila e acessível! Talvez os nomes e apelidos em russo causem certa estranheza para quem não está acostumado, mas é um pormenor que pode ser facilmente contornado.

Enfim, é um livro que recomendo muito a leitura, repleto de personagens marcantes e momentos memoráveis, além de ser muito legal discutí-lo com os amigos, devido ao contexto histórico em que ele está inserido e a possibilidade de percepções diferentes sobre determinados acontecimentos.

"Toda a diversidade, todo o encanto, toda a beleza da vida é feita de sombra e luz."
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Vini 27/05/2019

Minha visão de um clássico
Um clássico é um clássico não por ter marcado gerações apenas mas, sobretudo por conter em si, conteúdo histórico, filosófico, social e político. Li esta obra em uma leitura coletiva, percebi diversas nuances de Tolstói pela obra, apesar de não ter sido capaz de perceber outros, aos quais amigos da área do direito percebera, eis ai a visão subjetiva que um livro nos oferece. Algo que me chamou bastante atenção foi um spoiler apresentado pelo prefácio do livro o qual me fez ficar entusiasmado e esperando ansiosamente o trecho da narrativa citado, mas, para o meu espanto o trecho que eu esperava foi mais marcante do que o que eu não esperava em relação à Anna Arkadyevna. Por ter sido a minha primeira obra Russa, me causou certo espanto com a secura literária do autor e a secura de seus personagens que, ao contrário dos clássicos franceses, que embelezam tudo. Mas, é uma obra que deve ser lida sem pressa, saboreie cada personagem que aparece com seus diferenciais num universo literário fantástico!
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Amanda Ulaf 07/05/2019

Anna Kariênina - Liev Tolstoi - Nota: 4.5/5.
Uma das obras mais destacadas do realismo literário, Anna Kariênina foi publicado pela primeira vez em 1877, recebendo o título por inúmeros escritores consagrados, como "O melhor romance já escrito."
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Neste romance, Tolstoi nos ambienta na Rússia czarista, como trama principal um caso extraconjugal. Contudo, com seus infinitos personagens excessivamente humanos, ninguém está inteiramente a salvo de julgamento.
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Envolvendo religião, política e classe social, Anna Karienina é um romance que envelhece cada vez melhor com o tempo. A única coisa ruim da leitura para mim, foi que eu demorei muito tempo para lê-lo, então a leitura ficou bem arrastada e sinto que perdi demais com isso, por isso uma dica: se empenhe para ler e terminar logo, o final vai valer a pena!
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"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira." (O clássico começo que todos já ouvimos falar - 2% do e-book).
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Cleuzita 27/04/2019

Grande experiência de leitura!
" Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira."
Essas são as primeiras palavras desse livro incrível. Já aí podemos perceber o tom que Tolstói escolheu para narrar de forma maestral as histórias de duas famílias, cada uma com seus problemas e suas alegrias. Tolstói segue com uma riqueza de informações e um jeito de contar a história que nos prende do início ao fim. Já estou com saudade dos personagens e com vontade de ler mais obras desse grande autor.
Fábio 27/04/2019minha estante
Eita, que resenha entusiasmada! E pensar que eu poderia estar terminando de ler o meu também! Mas, de qualquer forma, seu testemunho me estimula mais ainda a tirar a poeira dele em breve.


Felipe 27/04/2019minha estante
Para William Faulkner, este era o melhor romance já escrito.


Cleuzita 27/04/2019minha estante
Fábio, lembrei que você estava com planos de ler também, pena não termos conseguido ler juntos. Tu já viu como estou toda empolgada com a maioria das minhas leituras deste ano? Foi assim com a "Hora da Estrela", "Precisamos Falar Sobre o Kevin" e Jane Eyre. Que venham as próximas leituras. Tudo de bom pra você.


Cleuzita 27/04/2019minha estante
Oiii Felipe. Nunca li Faulkner, mas não por falta de vontade, é que ainda não consegui comprar livros dele com precinhos camaradas rsss. Sabendo dele comentário dele só aumentou minha satisfação em ler esse livrão. Grata pela sua mensagem. Desejo ótimas leituras pra nós.




Leilinha @homeopatialiteraria 24/04/2019

Uma verdadeira obra de arte!
"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira."
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Se precisasse descrever o trabalho de Tolstói nessa obra em apenas uma palavra, seria: meticuloso. A obra parece ter sido traçada com tamanho cuidado que não há trecho onde se possa observar alguma falta de esmero do autor. É tudo meticulosamente construído. Escrito entre 1873 e 1877, publicado inicialmente formato de fascículos, conta com personagens tão humanos e reais que não há como não se encantar e se identificar. Estes, inclusive, foram baseados em pessoas reais, do convívio do autor e, até mesmo, em si próprio e em sua esposa, como é o caso dos personagens Liévin e Kitty. Não existem heróis, não há ninguém totalmente bom ou ruim, mas indivíduos tão complexos quanto qualquer um de nós.
Como se já não bastassem a excelente construção dos personagens, a construção dessa narrativa ainda nos mostra a habilidade do autor em retratar a complexidade do cotidiano, em seus mais diferentes temas e opiniões. Ainda sob o regime monárquico dos czares, a Rússia de Tolstói vivia a recente abolição da servidão e o início da industrialização e da modernização de um país que ainda era, praticamente todo, rural. Assuntos como a busca pelo nacionalismo entre os povos que compunham a Rússia, os direitos dos trabalhadores - principalmente dos mujiques (camponeses) - os direitos das mulheres, a ascensão da nova elite, o início do Zemstvo
(sistema de administração local com administradores eleitos), dentre outros assuntos, compõem o pano de fundo desse romance.
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Teoricamente, Anna Kariênina seria a personagem principal desse romance, mas não foi isso que senti ao ler o livro. A trama se dilui, sem se perder, entre inúmeros personagens, sem ter necessariamente um foco principal em Anna. Ao meu ver, o livro trata principalmente da complexidade das paixões humanas, e seus temas centrais parecem ter sempre um par: adultério x fidelidade, hipocrisia religiosa x fé/caridade, vida no campo x vida na cidade, casamento x divórcio, etc.
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Uma leitura fluída, deliciosa! Uma verdadeira obra de arte! ??
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Elizangela 19/04/2019

Vida real.
Tosltoi nos leva a crer que estamos imersos nas vidas cotidianas de seus personagens. Não é ficção... A sensação de viver as emoções é extremamente forte e real. Anna Kariênina nos faz amar e odiar sua personalidade. A leitura vale muito a pena. Recomendo.
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cristiano 03/04/2019

Um mundo, da Russia as questões mais profundas da alma...
Anna Karienina leva o nome do livro, mas traz consigo personagens tanto ou mais interessantes.
Tolstoi coloca Anna em um pedestal, uma pessoa inabalável, confiante e dona de si,- as fases da vida, porém mudam as pessoas -, após todos os acontecimentos, troca de olhares, seduções e jogos de amor, achei que ela foi castigada pelo autor, tomava morfina, imaginava coisas, e apresentava todas as características de transtorno psiquiátricos graves.
Vronski, da mesma forma, de um homem centrado e coeso, transforma-se em algo totalmente inesperado, larga tudo, contraria a mãe, os colegas e deixa o trabalho em segundo plano.

Ainda assim, Lievin e Kitty parecem ser os verdadeiros protagonistas, os dois no começo procuram a perfeição em outras pessoas, Lievin no seu vizinho Sviajski e Kitty considera Varienka como um exemplo de pessoa, por ser atenciosa e entender bem a vida.
No decorrer, se veem em grandes dilemas, que são escritos de maneira saborosíssima por Tolstoi. A tensão do nascimento do filho deles, são 10 paginas de puro extase, onde o autor leva o leitor ao quarto onde Kitty dá a luz e te faz sentir a aflição que todos sentem.

Ainda quero saber mais sobre Anna Karienina, o porque ela fazer aquilo?? não condiz com ela, resumindo: fiquei puto pra car#$%¨# , de certo Liev Tolstoi queria isso...Genio!
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Micaela @ninfadomar 03/04/2019

Anna Kariênina
"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira."
Esse foi meu primeiro contato com a literatura russa e posso dizer que meu único e maior problema foi em associar os diversos nomes, patronímicos, sobrenomes e apelidos dados a uma mesma pessoa e que é bem comum nesse tipo de literatura.

Apesar da trama central focar no tema adultério o autor não se limita a ficar apenas em um só tema, Tolstói é genial por trazer questões políticas, sociais, econômicas e religiosas da sua época transformando a obra em uma trama rica.

Outro ponto que faz com que eu canse de elogiar o autor é como ele é capaz de criar personagens reais, não existe um vilão ou um mocinho todos no livro tem seus lados bons e ruins e isso muitas vezes é irritante! Tolstói recria tão bem as emoções humanas que você fica com raiva de alguns personagens e logo depois acaba gostando dele.

Vamos acompanhar duas famílias centrais que se interlaçam em diversas tramas dignas de uma novela mexicana.

Gostei do livro, não tanto quanto imaginava, alguns personagens me cansaram demais mas fora isso a trama é inteligente, com uma escrita magnífica e personagens reais. Quem adora um clássico eu super recomendo 💕

site: https://www.instagram.com/p/Bu_z1lLHSuB/
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Thaise @realidadeliteral 08/03/2019

Resenha sinserona
“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”
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É com essa frase que Tolstói inicia um dos romances mais famosos de todos os tempos, sobre o qual venho humildemente hoje falar com vocês.
Conforme já premeditado na frase que dá início a essa história “Anna Kariênina” traz a história de 2 famílias, seus problemas, questões sociais, dramas matrimoniais e todos esses temperos que uma boa novela mexica... ops russa precisa.
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De um lado temos o drama de Anna Kariênina, que dá nome ao livro, uma moça de boa família que se casou com um respeitável homem da sociedade bem mais velho que ela e se vê apaixonada pelo jovem Vrónski (picolé de chuchu) um militar típico boa vida que ama mais a ideia de conquistar uma mulher impossível do que preza por como esse relacionamento será visto em sociedade. Como podemos imaginar, daí em diante é só ladeira abaixo.
E do outro lado acompanhamos Liévin, que é o personagem favorito de muitas pessoas que leram essa obra (comigo não rolou) que apaixonado por Kitty que por sua vez está enfeitiçada por Vrónski (sim o picolé de chuchu da Anna) é rejeitado quando a pede em casamento. Depois disso muitas tretas vão rolar nos dois núcleos da história.
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Minha opinião sincerona sobre a obra: A escrita de Tolstói é magnífica, o cara era um gênio com as palavras, maaaaaaaass não consegui simpatizar com nenhum personagem, quando eu achava que ia gostar de um ele ia lá e cagava com tudo, o núcleo que simpatizei um pouco mais foi o da Anna mas mesmo assim tinha hora que me dava uma preguiça mortal dos dramas dela e o Vrónski... já falei que é um picolé de Chuchu né?
Já o Liévin, se for o alter ego de Tolstói como todo mundo diz esse homem era a pessoa mais inconstante e confusa do mundo todo.
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Mas Thaise, quer dizer então que você não gostou do livro?
Amei a escrita, as discussões humanas, as entrelinhas, mas o enredo superficial e as personagens são um porre, justamente porque Tolstói soube colocar no papel a essência da alma humana, e essa é a genialidade dessa obra!
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Ou seja, a leitura vale a pena sim! E muito!

site: https://www.instagram.com/realidadeliteral/
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Bruno Aquino 07/03/2019

"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira ..."
Anna Kariênina é um romance de mais de 800 páginas (edição Companhia das Letras) possivelmente datado de 1878, onde Liev Tostói nos leva a sensações, sentimentos e pontos de vistas peculiares das relações humanas cotidianas, devidamente ambientadas na Rússia rural e urbana do século XIX.
Numa narrativa marcada pelas dualidades, antagonismos e oposições, Tolstói nos apresenta dezenas de personagens extremamente complexas, sendo que nenhuma delas deve ser considerada absoluta e imediatamente boa ou má.
O que mais pode chamar a atenção do leitor é que nesta construção narrativa marcada por dilemas familiares, relações conflituosas e laços afetivos complexos, Liev Tolstói já no século XIX é capaz de destacar assuntos ainda presentes na contemporaneidade e em diversos lugares do mundo. Adultério, casamento e infidelidade, relações tóxicas, alienação parental, suicídio, relações trabalhistas, nepotismo, sentido da vida e da morte, religiosidade, burocracia estatal e sentimentos como amor, ódio, caridade, inveja, ciúmes, submissão, etc.
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AnaRathsam 03/03/2019

Tolstoi, seu lindo!
4,5 estrelas
A leitura é fluida e prazerosa. Tolstoi conseguiu traduzir muito bem em palavras o que muitas vezes não conseguimos, os sentimentos do ser humano, suas angústias e suas motivações. Os personagens são tão bem desenvolvidos que a gente realmente chega a acreditar que eles existem. Ninguém é inteiramente bom ou mau, são o que são, com suas falhas e virtudes.
As reflexões de Liévin e de Anna são interessantes de acompanhar, a gente acaba mergulhando de cabeça no que estão passando em todos os momentos de suas vidas.
Leitura recomendadíssima.
Gostaria de mais algumas páginas no final pra concluir a história de alguns personagens que ficaram com o desfecho em aberto, mas ok... Pra mim não foi um fator que prejudicou a nota.
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Jana.Paim 13/02/2019

Anna Kariênina: uni-vos leitores do mundo, não é impossível!
A grande lição que tirei do livro e a primeira que gostaria de passar adiante é: não tenha medo! Anna Kariênina pelo tamanho assusta e Tolstói pelo peso histórico também coloca medo. Apesar disso, não é uma narrativa cheia de pompa, a linguagem é surpreendentemente tranquila e acessível, ela não é rebuscada como de cara podemos supor. Portanto: leiam!
É uma narrativa envolvente que pelo tamanho pode depreender algum tempo de dedicação, mas o propósito inicial de Tolstói foi publicar em folhetim, por isso, não tem problema nenhum que o leitor contemporâneo (dividindo seu tempo entre um milhão de coisas, diferentemente da aristocracia russa de 1800 e pouco) demore para finalizar esse pequeno catatal de 840 páginas. Tenha em mente que o próprio livro foi primeiramente publicado e lido aos poucos e ao longo de vários meses!
À parte desse comentário motivacional, é de fato uma das grandes referências da literatura mundial e também brasileira, consegui enxergar na estrutura narrativa e em diversos temas abordados muitos autores nacionais como Machado de Assis e Graciliano Ramos. Para os leitores que buscam referências, eis um clássico que merece atenção!
Apesar do título, Anna Kariênina, não é a grande personagem do romance, ela é uma das personagens que desfilam na galeria de outros que Tolstói apresenta ao leitor. Junto da história de adultério de Anna estão outras narrativas que ora são apresentadas em paralelo ora se entrecruzam. Por trás das tramas o cenário é uma Rússia tzarista e cheia de contrastes, embólios políticos, vida em sociedade, costumes, moral e história. Uma grande dica de leitura é: fique atento aos duplos - a cidade e o campo; o amor puro e o amor carnal! Os pares estarão presentes em todo o livro e ao perceber isso, a leitura fica ainda mais deliciosa!
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