O Coração é um Caçador Solitário

O Coração é um Caçador Solitário Carson McCullers




Resenhas - O Coração é um Caçador Solitário


51 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


Ricardo.Mendes 03/05/2019

Gostei
Um livro construído sob uma ótica de gente comum, gente que sofre suas questões, dúvidas e dores. Gostei mas não amei.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Biblioteca Álvaro Guerra 12/04/2019

Numa cidadezinha do sul dos Estados Unidos, no final dos anos 1930, os efeitos da Grande Depressão ainda se fazem sentir. Personagens como Biff Brannon, dono do restaurante que nunca fecha na cidade; a garota Mick, forçada a passar abruptamente da infância à idade adulta; o agitador marxista Jake Blount; o médico negro Benedict Copeland, que atende de graça os pacientes pobres e luta pela emancipação racial, enfrentam, além da carência material, o flagelo da solidão e da incomunicabilidade.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788535931822
comentários(0)comente



Vivi 10/04/2019

E chego ao fim dessa obra que apesar de ser triste e muito, muito arrastado deixa alguns personagens sensacionais no coração e muitas reflexões sobre o ser humano e seu desespero gritante em ser compreendido diante de coisas tão aflitantes que lhe correm a alma
Muitos são os assuntos abordados ( como questões , sociais, racismo, a mulher a querer seu espaço mais valorizado... ) aqui e maiores ainda as angústias e anseios do ser humano. O egoísmo em todo o enredo de um para com o outro é gritante ate o fim todos só querem despejar todos os seus sentimentos mais profundos mais em nenhum momento há a preocupação com quem os ouve. Vale ai muitas as reflexões sobre a vida e o ser humano em si com essa leitura.
Sinopse
Numa cidadezinha do sul dos Estados Unidos, no final dos anos 1930, os efeitos da Grande Depressão ainda se fazem sentir. Personagens como Biff Brannon, dono do restaurante que nunca fecha na cidade; a garota Mick, forçada a passar abruptamente da infância à idade adulta; o agitador marxista Jake Blount; o médico negro Benedict Copeland, que atende de graça os pacientes pobres e luta pela emancipação racial, enfrentam, além da carência material, o flagelo da solidão e da incomunicabilidade. O centro da narrativa, em que cada capítulo assume o ponto de vista de um personagem, é o mudo John Singer, um homem triste e solitário, que por sua serenidade enigmática é visto como um santo pela comunidade. O coração é um caçador solitário foi publicado em 1940, quando a autora tinha apenas 23 anos, e obteve reconhecimento imediato. O romance foi adaptado para o cinema em 1968 pelo diretor Robert Ellis Miller e publicado no Brasil, com outra tradução, nos anos 80. "As histórias dentro da história de O coração é um caçador solitário incluem alguns dos escritos mais bonitos que McCullers já produziu." - The New Yorker, 2001. Eleito pela revista Time um dos melhores romances em língua inglesa dos últimos oitenta anos.
comentários(0)comente



SLMM 21/03/2019

Excelente retrato da sociedade americana ao final dos anos 30.
Adorei o livro, uma obra com um balanço perfeito, desenvolvimento da estória bem elaborado, chegando ao fim de maneira apropriada, nada abrupta. Recomendo a leitura.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Lavinia 17/02/2019

"O coração é um caçador solitário", Carson McCullers

Em "O coração é um caçador solitário" acompanhamos as vidas de moradores de uma cidade do sul dos Estados Unidos durante os anos 30. Entre os personagens estão: Biff Brannon, um observador dono de lanchonete; Jake Blount, um agitador alcoólatra; Mick Kelly, uma adolescente apaixonada por música; Dr. Benedict Copeland, um médico negro idealista. Todos se sentem atraídos pela figura de John Singer, um homem surdo que vive sozinho, e vêem nele um confidente em meio a suas vidas solitárias.

Eu fiquei impressionada com a sensibilidade da autora para questões sociais. No livro, publicado em 1940, encontramos temas como racismo, desigualdade de classe, violência policial, sexualidade, marxismo e fascismo, além do grande tema da comunicação, que vemos desenvolvido por meio de personagens que, ironicamente, só se sentem compreendidos por um surdo, quem por outro lado não consegue se comunicar como gostaria, já que as pessoas ouvintes ao seu redor não entendem língua de sinais.

Não foi uma leitura rápida, o livro é denso e muitas pessoas podem achá-lo parado, já que a maioria dos acontecimentos não aparecem para levar a história a uma resolução final, mas sim para contribuir com a construção desses personagens peculiares. Mas foi uma leitura engrandecedora, o livro tem vários trechos que mexeram comigo. Além disso, os personagens são fascinantes. Gostei muito de observar como a adolescência é tratada por meio da personagem da Mick Kelly, ou ver toda a paixão do Dr. Benedict Copeland para melhorar a qualidade de vida da população negra da sua cidade, e contemplar o mundo pelo olhar de John Singer.

"Para ela, era como se existissem dois lugares - o mundo de dentro e o mundo de fora. (...) O mundo de dentro era um lugar muito íntimo e secreto. Ela podia estar no meio de uma casa cheia de gente e mesmo assim ter a sensação de estar trancada num quarto sozinha."

site: @estantedalavinia
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Gláucia 02/02/2019

O Coração é um Caçador Solitário - Carson McCullers
Nem dá pra explicar o motivo de eu ter gostado tanto desse livro. A ação se passa no sul dos EUA em 1939 e não possui um enredo tão bem definido.
Temos 4 personagens marcados pela solidão gerada pela incomprensão de anseios impossíveis de ser compartilhados.
Biff Brannon, dono de um bar; a adolescente apaixonada por música Mick Kelly; o idealista médico negro Benedict Copeland e o agitador comunista e alcóolatra Jake Blount. A vida dos quatro gravita em torno do também solitário surdo-mudo John Singer, segundo eles, o único capaz de compreendê-los.
Livro carregado de melancolia e desilusão, de sonhos perdidos.
comentários(0)comente



Hewe @heweachaqescreve 01/02/2019

O Homem sabe ouvir ou só quer ser ouvido?
"(…) alguns homens optam por se distanciarem dos seus sentimentos, e assim evitam ser consumidos pelos mesmos. Projetam-nos noutro ser humano ou mesmo numa ideia ou num conceito."

Apesar de retratar uma época distante, o livro traz questionamentos atuais sobre preconceito e justiça social - o que torna a leitura ainda mais reflexiva.
Há uma sensação horrível e um mau pressentimento logo nos primeiros capítulos. O incômodo vai crescendo silenciosamente e isso magoa seu coração fazendo você querer chutar, gritar e abraçar a pessoa mais próxima de você.

Lançado e aclamado em 1940, ‘O Coração é um Caçador Solitário’ é um daqueles livros que você deseja nunca ter lido, mas também deseja ter lido antes (?). O retrato social e a investigação psicológica de Carson McCullers vão fazer você se identificar com os sentimentos mais profundos, primitivos e tristes do coração humano.
comentários(0)comente



Marcone José 31/01/2019

Li em 2015
Vazio. É assim que esse livro me deixou. A solidão dos personagens é sufocante e a história de suas vidas nos faz enxergar o quanto as pessoas são frágeis. A escrita é limpa e corre fácil, faz a gente viajar para a época em que a história se passa e as páginas parecem não expressar todo o espírito sozinhas, isso só é possível através da leitura. Gostei muito deste livro.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Ferraz 30/01/2019

"o som das súplicas"
“O coração é um caçador solitário”: o som das súplicas

Em seu primeiro romance, escrito quando a autora tinha apenas 22 anos, Carson McCullers nos apresenta as diferentes formas de solidão nos EUA pós-Grande Depressão.

Publicado em 1940, O coração é um caçador solitário foi imediatamente reconhecido pela crítica literária e Carson McCullers logo passou a ocupar o seu espaço ao lado dos grandes nomes da literatura norte-americana. Um feito e tanto para uma jovem de vinte e poucos anos, principalmente porque, ao ler o romance de mais de 400 páginas, não se identificam muitos traços de uma escritora iniciante, mas sim de uma autora muito experiente, tratando de um tema pesado de forma profunda, com personagens desenvolvidos de maneira muito precisa e com uma linguagem madura.

A história se passa numa cidadezinha de interior no sul dos EUA, em 1939, pós-Grande Depressão e na borda de uma nova Grande Guerra. John Singer é um funcionário da relojoaria, ele é surdo-mudo e morava num quartinho com seu grande amigo, o grego Antonapoulos, que também tinha a mesma deficiência e que acabou sendo internado num hospital psiquiátrico. Sozinho, Singer começa a receber visitas de algumas pessoas da região, como a jovem Mick, filha do dono da casa em que Singer aluga o quarto; Biff Brannon dono do único restaurante da cidade; Benedict Copeland, um médico negro que atende sua comunidade de graça e tenta conscientizá-los a respeito da importância de se levantar contra a desigualdade racial; e Jake Blount, um instável forasteiro apaixonado pelos ideais marxistas.

Cada um desses personagens enxergam em John Singer, uma espécie de Deus que está ali para ouvir as suas súplicas (ele consegue ler os lábios das pessoas). Eles vão até o quarto dele e desatam a falar sobre suas vidas solitárias, suas angústias e seus sonhos. Tal como a divindade, Singer não responde, mas eles se sentem de aliviados por comunicarem o que existe em seu mundo interior de alguma forma.

Mais triste que isso só o fato de que John, embora seja uma pessoa serena e fascinante, não tem com quem se comunicar, já que seu amigo não está mais ali e, no fim das contas, por não conseguir se expressar a não ser por pequenos bilhetes (eles não entenderiam a linguagem de sinais), ele se sente extremamente sozinho mesmo na presença daquelas pessoas.

Cada capítulo do livro acompanha o dia a dia comum de um dos personagens, sempre num ritmo lento, quase de contemplação, como se autora investigasse a alma daquelas personagens através do silêncio que os rodeia e também por meio da angústia que escapa por entre os discursos, muitas vezes intensos, às vezes quase histéricos e desesperados.

O livro apresenta um amplo painel, tanto social quanto psicológico, daquela região e daqueles moradores, através de personagens de diferentes gêneros e classes sociais, tudo isso de forma contida e bastante equilibrada, sem que pareça que a autora está atirando para todos os lados. Através dos dramas daquela gente (alcoolismo, amadurecimento, racismo, militância, fé, descrença no futuro etc) podemos captar as nuances e as contradições do espírito humano, o que também torna a história universal.

Minha personagem favorita é Mick. Fascinada por música, ela encontra ali naquela sequência de notas uma possibilidade de escapar daquela realidade, daquela vida tão banal e sem perspectivas. Num dos momentos mais bonitos do livro, possivelmente um dos mais bonitos que já li na vida, Mick sai de casa à noite para caminhar, sentir a brisa fresca e encontrar casas que estejam com o rádio ligado para ouvir um pouco de música, ela faz isso quase todas as noites. Numa dessas, ela encosta no muro de uma casa e ouve Beethoven pela primeira vez na vida. Ela simplesmente não consegue controlar o choro, o aperto no peito, pois se sente muito pequena diante de algo tão grandioso.

Carson McCullers tem um olhar muito atento com relação ao ser humano, suas fragilidades e suas virtudes, pois se percebe claramente o carinho com que ela trata cada um deles. É algo bem intenso, que acaba atravessando o livro e impactando o leitor, pois é difícil terminar a leitura desse livro sem levar alguns desses personagens pra sempre no coração.

(Resenha publicada no site A Escotilha, por Eder Alex - 24 de janeiro de 2018)
comentários(0)comente



51 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4