O Coração é um Caçador Solitário

O Coração é um Caçador Solitário Carson McCullers




Resenhas - O Coração é um Caçador Solitário


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Paula 08/08/2012

Maturidade precoce
Incrível como uma autora tão jovem pôde descrever com tanta sutileza os diversos tons da solidão.
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Renatta_ 16/03/2013

Nunca tinha ouvido falar de Carson Mccullers até assistir ao filme A Love Song for Bobby Long (br: Uma Canção de Amor para Bobby Long) que faz uso do livro como o fio condutor da narrativa. O livro, escrito pela autora aos 22 anos, te faz imergir por meio de seus cinco personagens principais em uma vida que não se viveu: o Sul profundo norte-americano, o racismo, a desesperança, o blues, o claro e o escuro de cada um e a solidão das palavras não ditas.
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Mariana 25/10/2010

Poderia ser uma obra-prima não fosse pela forma ainda imatura com que McCullers contou sua história. Publicado quando a autora tinha apenas 23 anos, o romance trata com crueza e sobriedade a solidão, a incomunicabilidade e a pobreza, tanto material quanto pessoal.

O mais interessante da narrativa simples - ainda que em alguns trechos careça de ritmo - é, sem dúvida, o mudo Sr. Singer, em torno do qual giram os outros personagens principais do romance. Sem exceção, todos esses personagens se encontram em severa situação de pobreza, levando suas vidas difíceis e desafetivizadas. Mr. Singer, o mudo com nome de cantor, lhes dá atenção e "escuta" seus desabafos, ainda que ninguém saiba quase nada sobre ele. Não há reciprocidade num romance de solidão, de falta de comunicação.
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Bruno 15/12/2018

.
O esporro que eu tomei com a reviravolta final me fez ter certeza de que esse é o livro. Eu nunca tive uma experiência igual e acho que nunca terei nenhuma que se assemelhe a essa. Esse livro tem um lugar cativo no meu coração e vai ter para sempre. Eu amo esse livro e nada pode contradizer isso. O único ponto negativo que eu encontrei foi relevado por mim no final porque eu agora não sei nem o que dizer. Me sinto chocado, sufocado, deslumbrado, de tantos jeitos que eu não consigo nem expressar. Não tem mais páginas do livro. Ao final da pg. 391 eu fechei o livro e os olhos. Deitei na cama e abracei o livro.
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marciano 17/05/2014

sou o personagem extra
pensei que quase ninguém no Brasil conhecesse esse livro, então, muito bom, não tem como descrever, obra-prima, num quarto todos os que são oprimidos ou têm opinião descartada se encontram, um diz que é preciso doutrinar a massa pra promover revolução, outro diz que se precisa mais de luta, menos leitura (acho que é isso mesmo, um gosta de novinhas, outra se sente livre como se estivesse no corpo de um menino, um é surdo-mudo, eu só queria que eles formassem um clube pra tomar chá e conversar, eles eram tão solitários e as melhores pessoas da cidade, eu queria andar com eles, a autora destruiu minhas ilusões, mas fez isso de forma bem bonita, esteja perdoada, McCuller.
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Gláucia 02/02/2019

O Coração é um Caçador Solitário - Carson McCullers
Nem dá pra explicar o motivo de eu ter gostado tanto desse livro. A ação se passa no sul dos EUA em 1939 e não possui um enredo tão bem definido.
Temos 4 personagens marcados pela solidão gerada pela incomprensão de anseios impossíveis de ser compartilhados.
Biff Brannon, dono de um bar; a adolescente apaixonada por música Mick Kelly; o idealista médico negro Benedict Copeland e o agitador comunista e alcóolatra Jake Blount. A vida dos quatro gravita em torno do também solitário surdo-mudo John Singer, segundo eles, o único capaz de compreendê-los.
Livro carregado de melancolia e desilusão, de sonhos perdidos.
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Júlia de Almeida 01/01/2019

Deixou saudade.
este livro que aborda a existência humana, partindo de 5 personagens marginalizados: uma pré-adolescente pobre que apaixonada por música, um pragmático dono de restaurante, um marxista alcoólatra, um médico negro e um surdo, que se torna o centro de comunicação do livro. Passado na década de 30 no sul dos Estados Unidos, a obra aborda o racismo, a violência, mas também a angústia, os desejos, a necessidade de acolhimento do ser humano. Cada personagem busca no Sr Singer, um homem surdo que consegue fazer leitura labial, alguém com quem conversar, mesmo que o personagem nunca responda. Cada capítulo traz um dos personagens como foco principal, seus questionamentos, suas dores, sempre tendo como plano de fundo a pobreza, a miséria, a injustiça e a desigualdade daquela época. É uma história triste, me deixou em muitos casos deprimida, mas me trouxe questionamentos sobre a minha própria vida e sobre a existência humana. Me apeguei aos personagens, a alguns mais do que outros, e quando terminei, fiquei com saudades. Como se tivesse perdido amigos...
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danilo_livros 31/12/2018

O coração é egoista
Somos todos egoístas, isso é um fato. Projetamos no outro nossos anseios, medos e desejos na esperança que o outro traga nossas soluções e realizações. Amamos quem não nos ama, criamos expectativas comumente infundadas e quando nos deparamos com a verdade, a culpa também é posta no outro, e não em nossos conceitos errôneos. Utilizando a figura de Singer e seu silêncio, transformando-o em uma tela em branco para os demais personagens - apesar de estar cercado dos próprios anseios, a autora nos põe diante do espelho, expondo aquilo que existe de errado - e porque não? - humano em nós. Em uma ciranda às cegas, onde cada um vislumbra o que deseja do outro, mergulhamos em uma espiral de frustrações e sonhos despedaçados, passando por uma galeria de personagens tão díspares quanto marcantes - o destaque para mim vai para Mick, a menina que se torna mulher diante dos nossos olhos - tendo por único elo um homem surdo, capaz de transformar sua falta de respostas verbais em qualquer palavra de consolo ou afeto que eles assim desejem. Um livro que te faz pensar, refletir, impossível de ser lido em um único fôlego.
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Débora 16/01/2019

Uma leitura que muito me surpreendeu com a sua delicadeza e complexidade de personagens. Um livro sem grandes acontecimentos, porém com diversas camadas. Quantas páginas não me vi na pele dos personagens, fiquei aflita juntamente a eles.
John Singer um personagem memorável, tão tangível e de uma profundida única sem dizer uma única palavra.
Sem dúvida alguma uma leitura que deixará muita saudade!
Filipeposte 16/01/2019minha estante
orra isso que eu chamo de resenha. me deu vontade de ler este!


Débora 16/01/2019minha estante
Leia leia leia! É lindo demais!


Filipeposte 17/01/2019minha estante
Vou colocar na minha lista de compras. Vou ler! Suas recomendac?es sempre sao boas!


Débora 18/01/2019minha estante
Mas você recebeu com a TAG esse livro hahaha


Filipeposte 18/01/2019minha estante
hahahahhaha nossa verdade??? como eu peguei o deserto dos tartaros pra ler na frente nem percebi. obrigado por avisar. imagina compro outro??




Rah 22/01/2019

Você só vai entender o título quando terminar
"Você se lembra das quatro pessoas sobre as quais eu falei quando eu estava lá? Elas são todas pessoas muito ocupadas. Na verdade, elas são tão ocupadas que será difícil para você imaginá-las. Eu não quero dizer que elas trabalham empregos todos os dias e noites, mas eles têm muito negócio em suas mentes sempre que não os deixa descansar ... o dono do New York Café é diferente, ele assiste, os outros têm algo que eles odeiam e todos eles têm algo que amam mais do que comer ou dormir ou vinho ou companhia amigável. É por isso que eles estão sempre tão ocupados ".

No centro do conto está o surdo-mudo John Singer. Os quatro desajustados visitam Singer e comunicam seus sonhos, desejos e desgraças. Eles estão certos de que Singer, em seu silêncio, entende tudo.
Ironicamente, as pessoas que visitam Singer para consolo e compreensão apenas o confundem com sua necessidade.
Enquanto Singer tem seu próprio posto reverenciado, o sonhador e problemático grego Antonapoulos.
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Kmilab 08/01/2019

Profundo
Nenhum livro contém uma descrição tão aprofundada e sensível sobre a psique humana com o desenvolvimento socioeconomico dos EUA na década de 30. A história se passa em 1939, 10 anos após a frande depressão. Os protagonistas são um mudo(Singer) gentil e atencioso que recepciona a todos que o procuram, porém se sente solitário por ter se separado de seu, considerado, único amigo, o grego, Antonapoulos. A Mick é uma jovem sem perspectiva que se conecta a música para escapar da realidade e vê Singer com uma grande admiração. O Dr. Copeland é um pai frustado que deposita toda sua energia em lutar pelos direitos do seu povo negro e ajudá-los com seu conhecimento na área da saúde. Jake Blount é o rebelde avesso ao sistema capitalista e sem raízes. O Biff Brannon é dono do bar que nunca fecha, um eterno observador. Deixando Singer como o confidente de todos.
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Cinthia Nóbrega 15/01/2019

Que livro surpreendente!
Através das angústias solitárias dos personagens, a autora faz refletir sobre a nossa realidade.
Tudo gira em torno do mudo Singer, tornando seu quarto como um lugar para abrir seus corações, onde Mike, Blount, Brannon e dr Copeland o procuram para desabafar, falar sobre seus sonhos e angústias.
Quem não passa por isso? Quem não se sente incomodado com as injustiças, com o preconceito e com a falta de esperança de realizar seus sonhos mais profundos?
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Daniel 09/02/2019minha estante
Sabe quem disse numa entrevista que este é seu livro favorito?
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Maria Bethânia!




Elisa Margarita 05/01/2019

Cinco pessoas, cada uma com suas próprias angústias e sonhos. Com quem podemos nos abrir e mostrar quem realmente somos e o que queremos? Onde devemos depositar nossa felicidade? Essas foram as reflexões que o livro me trouxe. A felicidade deve estar dentro de nós. Mas ainda assim devemos cultivar vínculos com outras pessoas. Passar a vida solitário é muito triste. As personagens do livro decidem abrir seu coração para uma pessoa que não fala e ouve, mas faz leitura labial. Singer passa a ser o fiel depositário dos segredos mais profundos, já que não pode falar vai contar para quem? Fiquei triste e feliz de terminar o livro. Me apaguei a Mick e ao marxista bêbado. Agora fica a saudade deles.
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