A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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Lorrayne 21/08/2015

Simples e maravilhoso!
Sempre tive vontade de ler Sylvia Plath, e quando chegou o momento, A Redoma de Vidro não me decepcionou!
Construído com uma narrativa excelente e ao mesmo tempo simples, parece que você está lendo sobre uma amiga próxima de você. A empatia e simpatia que se cria com a protagonista é incrível! Enrolei na leitura apenas para ficar mais tempo na companhia de Esther Greenwood!
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Pri Evans 10/08/2015

Leiam!
Eu demorei muito para ler esse livro. Tenho 28 anos e me arrependi dos outros 27 que passei sem ter tido contato com ele. É uma obra magnifica!
Todo meu medo em relação a achar que a história seria pesada ou de difícil compreensão, não se concretizaram. A forma como a Sylvia escreveu sua quase biografia, é envolvente, emocionante, reveladora e um soco no estômago.
Só que tem ou já teve depressão - e eu me incluo no grupo que tem -, sabe todos os sentimentos que envolvem essa luta. Compreendi a Esther - e a Sylvia-, de tantas formas, que chegou a doer.
O final do livro fica em aberto, para imaginarmos que talvez a Esther tenha conseguido um final feliz. O da Sylvia foi trágico - do mesmo jeito que o de muitas pessoas que sofrem com essa doença -, mas ela não foi embora sem lutar e isso foi mais uma prova de sua força.

Grande mulher, grande história, grande livro!
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Wígenes 02/07/2015

Sem palavras
Nunca imaginei que esse livro fosse me roubar tanto... E jamais tinha me identificado tanto com um personagem e chegar a ter medo por isso. Uma história tão comovente e uma narrativa poética que não nos deixa entediado nem louco para saber o final, apenas se faz sentir do começo ao fim. Sylvia Plath me ganhou desde o primeiro parágrafo lido.

Esther Greenwood, uma moça inteligente e cheia de prêmios conquistados, se vê frente a uma depressão dentro de sua própria redoma de vidro. Suas tentativas de suicídios me causavam aflição e angústia a cada momento...

"Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração.
Eu sou, eu sou, eu sou."

Enfim, um livro surpreendente e que todos deviam ler. Indescritível a sensação ao terminar essa maravilhosa história.
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Pedro 19/06/2015

Me sinto envolto em uma redoma de vidro.
Esther Greenwood é uma jovem mulher universitária com uma excelente e exemplar vida estudantil. Ela ganha um concurso de uma revista de moda feminina e com isso, parte à Nova York para usufruir do prêmio e viver do glamour e luxo da revista Ladies' Day, além de estagiar na mesma. Mas como tudo tem seu fim, com esse estagio não poderia ser diferente e a jovem volta para casa numa cidade pequena do interior dos Estados Unidos.

No inicio da leitura já percebemos que a personagem não se enquadra nos padrões da revista e que é bem avessa a esse mundo da moda, achando-o bobo. Ela também rememoram alguns acontecimentos do seu passado (não tão distante) e passamos a pegar detalhes de coisa que vão pressionando a personagem como ter que manter-se uma aluna excelente em função da bolsa que recebe. Esther também tenta engatar um relacionamento com um estudante de medicina. Ela sabe que não terá futuro essa relação, mas descobre que o Buddy está com tuberculose, e sua intenção de acabar o relacionamento se transforma em pena. Ao voltar para casa, ela é informada de que não foi selecionada para o curso de escrita, o que começa a desencadear suas crises, quando ela passa a ficar dias seguidos sem dormir trancada no quarto, isolada das pessoas, sem comer, sem tomar banho... e a ideia de suicídio ronda sua mente.

“Um sonho ruim.
Para a pessoa dentro da redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim.
Um sonho ruim.
Eu lembrava de tudo.
Lembrava-me dos cadáveres, de Doreen, da história da figueira, do diamante de Marco, do marinheiro no Common Park e da enfermeira vesga e dos termômetros quebrados e do negro com dois tipos de feijão e dos nove quilos que ganhei graças à insulina e da rocha que se erguera entre o céu e o mar como uma caveira cinzenta.
Talvez o esquecimento, como uma nevasca suave, pudesse entorpecer e esconder aquilo tudo.
Mas aquilo tudo era parte de mim. Era a minha paisagem”. Pág. 266

A narrativa é em primeira pessoa pela personagem Ester. Ela é bem diferente do tipo de moça da década de 60, primeiro que ela não deseja casar, muito menos constituir família e ter filhos, na verdade a única coisa que ela tem vontade de fazer é se suicidar e por conta disso a leitura do livro começa a se tornar um tanto quanto angustiante, porque ela vai nos relatando um pouco do seu cotidiano, nos mostrando o quanto não sente gosto por mais nada.

Esse é um livro de leitura um pouco difícil, não pela linguagem, que aliás é bem poética, mas pelo seus acontecimentos em si e pelo clima melancólico. A ideia de suicídio ligada à indiferença da personagem acaba nos assustando porque ela vê isso com uma naturalidade que convence o leitor de que isso é a saída para resolver os problemas que a cerca.

Se você tem curiosidade em ler esse livro, algo da Sylvia Plath ou se gosta de temas pesados, A Redoma de Vidro é uma ótima pedida, mas para quem não gosta tanto assim, o livro pode trazes vários pontos em que é fácil se identificar, como assuntos íntimos do cotidiano de uma mulher.

site: http://decaranasletras.blogspot.com.br/2015/06/resenha-79-redoma-de-vidro-sylvia-plath.html
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Cilmara 02/06/2015

Fantástico
Bom..nem tenho palavras para mostrar o quanto amei este livro.
Recomendo a todos, uma leitura obrigatório para quem busca/ gosta de refletir muito enquanto ler.
Um livro "semi-autobiográfico", 5 estrelas é pouco para qualificá-lo, um divisor de águas na literatura norte-americana.
Um livro cheio de traços poéticos, não tem como não refletir a respeito da profundidade das palavras de Sylvia Plath.
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Raphaela Rezende 27/05/2015

Eu sou.
Definitivamente perturbador, não sei definir de forma diferente. Uma moça presa na redoma de vidro da própria vida, vendo imagens distorcidas do exterior. Redoma essa que, apesar de vidro, obscura o próprio interior da personagem. Em que ponto ela se perde? Tantas habilidades para que? Encontrar um sentido na própria vida - que não seja corresponder às expectativas alheias- é uma tarefa difícil. Depressão se apresenta e a personagem vai se esvaindo em um redemoinho de incertezas. A leitura é delicada e podemos nos identificar nela.
Eu sou. Eu sou. Eu sou.
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Johnny Baldwin 06/04/2015

Um livro perturbador, sufocante e intrigante. A história é envolvente e flui com muita naturalidade. Ela te joga na prisão de emoções de Esther Greenwood, nos mostrando um mundo distorcido e intocável de dentro de sua redoma de vidro. As páginas vão se tornando cada vez mais emocionalmente pesadas. O desespero e a ansiedade tentam nos dominar enquanto acompanhamos o declínio da mente de Esther. Podemos sentir o mundo se despedaçar e desvanecer e a consciência aos poucos se esvair.
É um livro sobre a própria vida de Sylvia Plath e sua mente em ruínas de forma disfarçada. Não é um livro para se ler em qualquer momento, principalmente em certos momentos infortúnios da vida. Mas, ainda assim, uma obra de arte deixada como legado por uma grande escritora.
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Thata 26/03/2015minha estante
Quero muito ler Sylvia Plath, mas não sei se estou preparada emocionalmente para isso. Sua resenha me deixou com mais vontade ainda.


Priscila Bennati Santana 26/03/2015minha estante
Obrigada, Thata! Realmente é uma leitura que mexe bastante com nosso emocional! É muito densa. Mas achei incrível. Quando ler, me conte o que achou!!!




Palpi 23/03/2015

Li pouco mais da metade do livro, empurrando. Foi-me bem recomendado, mas não me prendeu a atenção em nenhum momento. Abandonei quando ela tenta o suicídio. Não estou a fim desse tipo de leitura no momento.
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Rafaela 13/03/2015

Quanto pior você ficava, mais longe eles te escondiam.
Tinha receio de A redoma ser um romance muito pretensioso, pelo hype que acompanha a figura da Sylvia Plath ou por ela ter tentando exibir toda sua habilidade estética da escrita. Mas a linguagem do livro é simples, não temos descrições exageradas dos personagens ou de suas personalidades, mas, mesmo assim, conseguimos nos sentir próximos a eles e quando a protagonista Esther caminha lentamente para a loucura, a escrita simples da autora torna tudo mais aterrorizante e triste.

A linha de tempo é um pouco confusa porque Esther, que também é a narradora, não se preocupa mais com tempo, ela não consegue dormir, chega a não tomar banho, ela se sente presa a uma casca em um mundo que não tem lugar para ela.

A redoma de vidro não fala apenas de uma jovem com um futuro promissor se encontra em depressão, e como ela tem que lidar com essa dificuldade em encontrar sentido na própria vida e como as outras pessoas acham que ela pode a qualquer momento decidir se curar. O livro fala também da transição de uma garota para uma mulher, e de como isso pode ser pesado porque a sociedade exige muito de nós mulheres para que sejamos bem-sucedidas, quanto a nosso corpo, a profissão, ao casamento e a nossa sexualidade. E pensamos que temos o mundo inteiro para abraçar, cheio de possibilidades, mas, na verdade, ele é bem limitado e opressivo.

Apesar de ter sido escrito há mais de trinta anos, A redoma ainda é uma narrativa fresca e atual por falar de temas que ainda são espinhosos como depressão, suicídio e a sexualidade da mulher. O livro deveria ser lido por todos, ainda mais para quem convive com uma pessoa que sofre com a depressão, pode ajudar a entender como o doente se sente impotente diante dessa doença e como a cura é difícil e dolorosa.
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Luciana Lís 27/02/2015

Esther Greenwood sai do subúrbio de Boston após conseguir uma bolsa de estudos numa grande universidade norte-americana; e tem a chance de trabalhar durante um mês numa renomada revista feminina. Enquanto as outras garotas de seu grupo fervem com as possibilidades de Nova York, Esther está deslocada de seu próprio lugar no mundo, vive intensamente a travessia cruel do amadurecimento, e não consegue vislumbrar a possibilidade de um futuro estável seja como mãe ou mulher, deseja apenas escrever, mas esse sonho é só mais uma estrela no mar de possibilidades que não consegue atingir em virtude de tamanha instabilidade e da apatia emocional que corroem seu espírito. A leitura desse romance de formação é uma experiência dolorosa - vemos Esther sucumbir sem lucidez nas lacunas de sua doentia impassibilidade para com a própria vida, que anseia por fim a todo o instante, enfeitiçada pela fantasia do suicídio. “A redoma de vidro” é um choque sensível e avassalador; é uma experiência irrecuperável que envolve horror, piedade e uma angústia capaz de arrancar o sono.

Sylvia Plath se matou em 1963, aos 30 anos. Deixou, além de “A redoma de vidro”, os livros de poesia confessional “Ariel” e “The colossus and other poems”; “Johnny Pannic and the Bible of Dreams”, livro de contos, é uma publicação póstuma, de 1977.

Por: @lucianalis

site: Para mais resenhas: instagram.com/coletivoleituras
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Gilica 30/12/2014

Final de 2014 e posso dizer, com convicção, que foi uma das melhores leituras deste ano. A promissora Esther tinha um futuro brilhante pela frente, mas começa a ver as oportunidades tão distantes, como uma árvore cheia de figos e estar morrendo de fome sob ela. No começo parece que é apenas uma decepção amorosa e repulsa por Buddy Willard, mas depois a personagem passa por uma série de outros problemas e fraquezas. Estar em primeira pessoa só torna o livro mais atrativo, nós mesmos ficamos sem saber realmente o que acontece com Esther e acabamos por convencidos de seu estado devido seu humor ácido e a agilidade de seu raciocínio (um pouco louco eu diria). Recomendo bastante a leitura.
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Tiago sem H - @brigadaparalela 05/11/2014

Dois anos antes de suicidar-se em 1963, a poeta Sylvia Plath elaborou esse romance sobre uma mulher - no fundo, ela mesma de nome Esther Greenwood - que vai perdendo o senso até que sobra só um surrealista e vazio senso comum.

A Redoma de Vidro é o único romance escrito por Sylvia Plath que tem suas vertentes mais fortes no campo da poesia, contudo, o que se pode observar nesse filho único de Plath é que mesmo se tratando de um romance, ela conseguiu escrever de uma forma tão delicada que você percebe fortes ares poéticos ao redor da obra.

Acompanhamos a vida de Esther Greenwood, uma aluna excepcional que após passar um período de estágio em uma famosa revista feminina, volta para a casa de sua mãe no interior. Já nesse período do estágio, a autora nos fornece indícios das preferências e conflitos vividos pela protagonista, ao percebemos que ela não se enquadra no mundo de glamour oferecido a ela. Ao voltar para casa, após uma grande decepção, Esther vai aos poucos perdendo o senso da realidade e após uma tentativa de suicídio é internada em um manicômio.

A leitura sofre algumas quebras ao longo da história, uma vez que, em raros casos os capítulos engatam, cada capítulo novo, dá a sensação de ser um fragmento de memória novo que a personagem nos mostra, o que particularmente me deixou um pouco perdido, mas depois que se acostuma dá para prosseguir sem grandes problemas.

Por se tratar de uma obra escrita em 1961, dois anos antes do suicídio da autora, é visível que Esther nada mais é do que a personificação da personagem. Lendo a obra com essa ideia, podemos então perceber que todas as decepções amorosas, todos os conflitos entre ela e a mãe e até mesmo os conflitos internos, não ficam fixos apenas à personagem e sim são apenas reflexos do que possivelmente a autora estava sentindo. O livro em si tem uma grande força emocional, justamente pela autora transpor com tanta clareza e fidelidade todo o processo de sua depressão, desde pequenos fatos como deixar de tomar banho, ficar sem dormir a casos mais graves como pensar em formas de se matar de forma rápida e indolor.

A Redoma de Vidro é uma obra com uma carga extremamente densa, porém, é amenizada de forma magistral pela escrita da autora com textos soando como memórias poetizadas da personagem, e merece ser lido por quem gosta de ler um bom livro.

site: http://brigadaparalela.blogspot.com.br/2014/10/rgbc-02-redoma-de-vidro-sylvia-plath.html
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