A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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Aline Stechitti 16/10/2014

Presa em uma mente autodestrutiva - Uma redoma
Sylvia Plath - 268 páginas - Record

Esther não me cativou. A personagem que se descobre "louca" é desdenhosa e fria. Para mim, era como se já estivesse morta.
Escolhi o pior momento da minha vida para ler este livro. Um momento de busca de ajuda médica e terapêutica, de tão brabo que a coisa ficou. Não leia se estiver na mesma, pois me deixou pior.
Eu li o livro em PDF e não gostei da tradução. Acho que tem coisa fora do lugar aí, mas enfim... Ele tem uma linguagem que nem sei explicar, meio indiferente ao leitor, tem um mundo próprio. Me identifiquei com alguns pensamentos, mas não gostei nem um pouco da Esther. Entretanto, é compreensível esse desligamento dela com todo o resto e sua vontade de sair experimentando coisas e largando coisas e buscando a morte em cada diálogo consigo mesma.
Não me fez nada bem, não mesmo, principalmente por ser um relato quase autobiográfico da autora. É muito doloroso saber que uma poetiza tão magnífica foi levada pela depressão dois anos depois de escrever esse livro. Mas ver de dentro da cabeça dela o que é esse mal, foi uma experiência magnífica. Só que, sinceramente, eu preferia que esse livro não existisse, pra ela não ter sofrido o que sofreu. Ninguém merece isso.

Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou. Sylvia Plath - A redoma de vidro

site: http://alinestechitti.blogspot.com.br/
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Igor 20/08/2014

Uma obra densa
Livro de uma delicadeza crua, e de um falsa simplicidade que incomoda por ser tão direta. Mesmo conhecendo que uma das dádivas da ficção é a de simular a realidade (ou seria o contrário?), não consigo imaginar alguém que não tenha realmente passada pelo que a protagonista Esther passou escrevendo essa obra com a entrega necessária com o qual a Sylvia escreveu. Ela descreve o processo de se descobrir depressivo com a precisão de quem já esteve lá (e que infelizmente, no caso dela, sucumbiu). Como pode alguém que aparentemente tem tudo para ser feliz e bem sucedido se afundar nessa areia movediça? É um pergunta que Sylvia não dá a resposta. Acredito que também o objeto não seja o de entregar uma resposta pronta, do tipo "Viu só, então façam como eu". O final em aberto da obra só nos deixa um ponta de desesperança (pelo menos foi assim no meu caso). É um livro que tem de se tomar cuidado, pois corre-se o perigo de se enxergar nele.

http://igorleoncosta.blogspot.com.br/
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Laary 13/06/2014

meu post sobre o livro
contém spoiler .

site: http://thebelljarsgirl.blogspot.com.br/2014/06/listen-to-old-brag-of-your-heart_13.html
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Paulinha 22/04/2014

Como falar desse livro? É de uma delicadeza ímpar e ao mesmo tempo de uma objetividade dura e desconcertante, mas sua marca é a tristeza profunda e a sensação de não pertencer ao lugar onde se está.
O livro é dividido em duas partes. A primeira quando a protagonista está fazendo estágio em uma revista em Nova York e a segunda quando volta para casa. Na primeira podemos conhecer as características e os anseios de Esther Greenwood. Na segunda, somos mergulhados na sua depressão após uma grande decepção.
Ler um livro que trata de depressão contado em primeiro pessoa é, no mínimo, chocante. Quando o livro tem toques autobiográficos então, é de uma tristeza indescritível. Acompanhar a personagem entrando cada vez mais fundo no problema, dá uma vontade imensa de abraçá-la e colocá-la no colo, mesmo sabendo que isso não vai resolver. Esther está alheia a qualquer intervenção externa, em sua redoma de vidro, e tudo que ela pode fazer é mergulhar em si mesma... o livro nos convida a ir com ela. Brutal e lindo. Não leia se estiver deprimido!

"Eu sabia que eu devia estar grata à Sra Guinea, só que eu não pude sentir nada. Se a Sra Guinea tivesse me dado uma passagem para a Europa, ou um cruzeiro ao redor do mundo, não faria nenhuma diferença para mim, porque onde quer que eu me sentasse - fosse no convés de um navio ou em um café em Paris ou em Bangkok - eu estaria sob a mesma redoma de vidro, cozinhando em meu próprio azedume."
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Camil 29/03/2014

Aderi ao PDF
Sempre tentei fugir de leitura pela tela do computador, é realmente incomodo. Porém, não vi outra alternativa quando se tratou da leitura de A Redoma de Vidro. Estou na metade mas este romance está perto de ser uma das melhores leituras que já fiz. Sylvia Plath tem uma prosa que é como poesia, tornando a obra fácil de ler e se envolver. Eu chego a me enxergar no lugar da personagem. É uma pena que as editoras não lançam no mercado, pois é um livro que poderia trazer muitos leitores ao costume de ler.
flávia 28/09/2015minha estante
Atualmente tem uma nova edição do livro tanto físico quanto e-book. :)




Rafa 30/01/2014

Um aspecto do livro que foi muito interessante foi a posição bastante clara que a protagonista tem sobre relações homem x mulher e que se evidenciam ao longo do livro. Em certa altura, ela está lendo um artigo que sua mãe lhe mandou, falando sobre como uma mulher deve casar virgem porque se a mulher se entregar antes do casamento, o homem perde o interesse, também que a visão de mundo dos homens é diferente das mulheres, assim como seus sentimentos, e somente o casamento pode unir esses mundos. "Uma coisa que esse artigo não me parecia considerar era como uma garota se sentia." - Ela pensou, depois de ler.

A narrativa da autora é bastante lírica, é bonita de ser lida e, grande mérito, não é difícil. Esse livro é acessível ao público. Traz uma temática bastante pertinente, porém é um livro forte.

*resenha completa no blog!

site: http://arrastandoasalpargatas.blogspot.com
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Anna Costa 09/12/2013

"Eu respirei fundo e ouvi a velha pancada do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou."
O romance semi-autobiográfico da poetisa Sylvia Plath me marcou como ferro em brasa. Curiosamente, este fim de ano comecei a ler alguns livros mais densos, e algo dentro de mim implorava para finalmente lê-lo.

Eu já conheço o trabalho, a vida e a história de Sylvia há algum tempo, então sabia onde estava me metendo. O que eu não sabia era que meu passado cairia em cima de mim como o teto de uma casa, desabando enquanto eu lia A Redoma de Vidro.

Algumas semelhanças do romance com a minha própria vida são enlouquecedoras; em várias páginas eu quase me imaginava como a protagonista Esther Greenwood, uma jovem que lenta e imperceptivelmente, entra em depressão e enlouquece.

Esther, que estava vivendo dias de intensas experiências ao ganhar um trabalho na redação de uma conceituada revista em Nova York, enfrenta uma enorme decepção quando seu maior sonho se despedaça diante de seus olhos. Sem notar, a decepção vai se transformando em apatia e resignação, e a personagem se vê internada em um manicômio após tentar se matar. Os dias passam e ela não consegue dormir, nem comer, nem tem ânimo para trocar de roupa ou pentear os cabelos. Ela forja meios para cometer suicídio nas cenas mais cotidianas, e se vê fazendo tratamentos de eletrochoque para tentar se curar do que, nas décadas de 50 e 60, era considerado loucura e não doença.

"Eu engatinhei de volta para a cama e puxei o lençol sobre minha cabeça. Mas mesmo isso não bloqueou a luz, então eu enterrei minha cabeça sob a escuridão do travesseiro e fingi que era noite. Eu não via o porque de me levantar. Eu não tinha nenhuma expectativa."


A autora, Sylvia Plath, que teve um duro convívio com a depressão, fala com uma propriedade escandalosa sobre o dia a dia de sua personagem enfrentando seus demônios. Ela se suicidou aos 30 anos, pouco depois do lançamento de sua única prosa, que considerava apenas mediana. O livro se tornou símbolo do movimento feminista, graças aos constantes questionamentos de Esther sobre a função da mulher na sociedade, em temas como a perda da virgindade, casamento e sua escolha de não ter filhos.

Eu não considero A Redoma de Vidro um livro para entreter. Assim como "Walden", de Thoreau, é um livro para ser lido em um momento em que se busca por auto-conhecimento. Qualquer pessoa, independente de gênero, que tenha tido um contato mesmo que superficial com a depressão, vai se identificar profundamente.

site: http://anna-costa.blogspot.com.br/2013/12/a-redoma-de-vidro-de-sylvia-plath.html
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Dirce 08/06/2013

Passageira da agonia
A sinopse e as resenhas de "A Redoma de Vidro" me fizeram sentir particularmente curiosa acerca do livro me levando "à sua caça" de modo desenfreado. Êta livro difícil de encontrar! Até adquiri, por engano,o livro Redoma de Vidro(sem o artigo“a”)de uma outra escritora, e, quando estava quase desistindo, encontrei o romance disponível para leitura na Web.
Infelizmente, minha leitura foi prejudicada pelos erros de português, por não ter o livro nas mãos e pela minha atitude durante a leitura – me forcei( embora sem muito sucesso) um afastamento emocional, haja vista que sabia de antemão a dramaticidade que o enredo carrega.
A despeito da redoma que tentei estabelecer durante a leitura,a voz de Esther Greenwood ( mais acertado seria dizer de Sylvia Plath) me soou como um sussurro - um sussurro agonizante que se percebe logo nas primeiras linhas pela narrativa de Esther de uma cena de uma eletrocussão deixando transparecer o quanto esse acontecimento lhe era penoso. Mais adiante, percebi que a cena não foi narrada tão somente como um contexto de uma époc , e sim porque Esther sentiu na pele o que acontece a mente humana ao ser submetida ao eletrochoque.
Existem duas frases:" Viver é perigoso" e "Viver é mortal" de Guimarães Rosa e Clarice Lispector (respectivamente) que me passam a ideia do quanto a vida pode ser implacável,porém,as posturas de Esther e da sua amiga frente à vida, me levaram a contradizer esses fabulosos escritores: sorry, meus amados, mas o NÃO VIVER que é mortal e perigoso. Perigoso e mortal é (não entrando no mérito de qualquer corrente filosófica) é passar pela vida simplesmente existindo, e, quando isso acontece, tenta-se descobrir os culpados e as causas, mas o mais triste é quando se busca ajuda e se depara com um dr. Gordon, um médico sem a menor compaixão fornecedor de um passe livre para "embarque na vida” como passageira da agonia. Felizmente existem as doutoras Nolan da vida que encaram seus paciente como seres humanos e, muitas vezes, conseguem ajudá-los a recolherem seus cacos.
Triste também é sabermos que é incomum a vida imitar a arte: tudo indica que Silvia Plath não encontrou uma doutora Nolan que a ajudasse a recolher os seus cacos.
Paula 09/06/2013minha estante
Querida Dirce, se o meu exemplar não fosse em inglês, eu juro que te emprestaria. Lendo sua resenha, não pude evitar de comentar um pouco do que senti em relação ao livro: acho que Esther (Sylvia) ficou sufocada nessa redoma de vidro, pelo menos foi assim que senti esse sussurro como vc bem descreve durante a leitura. Ela não queria ser essa vida e essa sociedade que lhe era imposta, sem sentido e vazia. E o que foi mais doloroso no texto, pelo menos pra mim, foi ver essa personagem lutando para ser ela mesma, pessoa (a famosa frase I am, I am, I am -eu sou, eu existo...) quase que como um mantra para manter sua alma inteira, sua lucidez diante do que não conseguia mudar, e no final não conseguir. Lamentei muito que uma escritora de tanto talento (o texto em inglês é belíssimo) não ter encontrado ajuda quando precisou, e sim esses "médicos" loucos pelo caminho. Foi um dos livros que mais me marcaram nesses últimos tempos. Pena que vc não gostou tanto assim.
beijos,

Paulinha


Dirce 10/06/2013minha estante
Então, Paulinha, como eu mencionei, a minha leitura foi prejudicada - odeio ler no pc, e você não tem noção como o texto que eu li era ruim. Não entendo nadica de tradução ,mas doía nos olhos os erros. Penso que alguém digitou o romance e digitou muito mal. Quanto a inadequação de Esther eu entendi a frase, porém, quem em algum momento da vida não se sentiu sufocada? Creio que isso se deve muito mais a cobrança que fazemos a nos mesmos, do que as feitas pelos outros. É uma pena eu ser uma analfabeta em idiomas estrangeiros, caso contrários, eu iria intimá-la a me emprestar o livro.
bjs




Franco 03/05/2013

Livro que toca, arrepia. Consegue dar verbo e adjetivo extremamente sensíveis às experiências pessoais (e violentas) que narra.

Livro que nos arrebanha e põe a dúvida da boa literatura em primeira pessoa: o que aqui é real e o que é ficção?

Plath conseguiu expressar através de Esther a loucura em diversos níveis, mas talvez o principal deles seja aquele que rodeia a personagem. Faz um pequeno retrato da época, mas sobretudo mapeia as trilhas neuróticas de uma subjetividade que não consegue se encaixar onde deveria.

E, afinal, por que deveria se encaixar nisso que nada mais é do que uma redoma de vidro sufocante?

"Eu sou eu sou eu sou".





Andressa 27/08/2013minha estante
Eu quero muito ler esse livro, mas me disseram que ele é feito de poesias. Isso é verdade? Queria saber antes de comprar. Obrigada.




Mari SN 15/03/2013

A Redoma de Vidro: no mundo de Sylvia Plath
Conheci a literatura de Sylvia Plath a partir do romance A redoma de vidro. Foi sua única incursão no gênero romance, visto que sua grande habilidade – pela qual se tornou conhecida e reconhecida – foi a poesia. Poderia ter sido diferente, caso ela não tivesse buscado a morte aos 30 anos em 27 de fevereiro de 1963.
Romance escrito em tom confessional, cuja personagem tem história muito parecida com a vivida pela própria Sylvia em sua juventude, considero A redoma de vidro quase uma autobiografia.
Escrito em 1961, dois anos antes de seu suicídio, traz como personagem central a jovem Esther Greenwood, aluna brilhante de uma universidade do interior, que parte para um estágio numa revista feminina de Nova York. Apesar de talentosa, Esther tem dificuldade em se inserir verdadeiramente no mundo de vaidades no qual acabou de entrar. "Deveria ficar tão animada quanto a maioria das garotas, mas não conseguia. Eu me sentia imóvel e oca como o olho de um furacão, se agitando estupidamente no meio daquele enorme tumulto."
Conforme conta os dilemas de Esther, Sylvia retrata suas próprias angústias, dúvidas e neuroses, o vazio causado pela morte do pai, a pressão exercida pela mãe, a relação de amor, dependência e rancor velado entre elas, seus primeiros envolvimentos amorosos. "Um olho verde brilhava na cama ao lado. Era dividido em quatro partes como uma bússola. Estiquei o braço devagar e perguei-o. Levantei-o. Junto com ele veio um braço, pesado, como de um morto, mas quente de sono. (...) Por um segundo debrucei-me sobre ele, estudando-o. Eu nunca tinha dormido ao lado de um homem."
Indecisa sobre seu futuro profissional, Esther volta para casa e, ao se sentir mais uma vez pressionada pela exigente mãe, tenta se matar. Pela sinopse dá pra perceber o quanto A redoma de vidro reflete a própria vida de Sylvia numa espécie de profecia desconcertante.
Romance de qualidade excepcional, torna-se impossível analisá-lo sem remeter à trágica morte da autora, que foi, não apenas exemplo de talento lterário, mas de obstinação. Fica evidente quando se lê as diversas biografias publicadas sobre ela (tive acesso a três delas), o quanto Sylvia aliava seu talento natural a uma profunda e férrea vontade de alcançar a perfeição. Quando conheceu o poeta inglês Ted Hughes, com quem viveu um casamento apaixonado e ao mesmo tempo tumultuado, que gerou dois filhos, Sylvia já tinha um enorme potencial. Na época mais conhecido que ela, a relação com Hughes ao mesmo tempo em que a estimulou a ser cada vez melhor, era uma ameaça ao seu talento. É como se vivesse um paradoxo entre amar o marido e ao mesmo tempo querer superá-lo. Ou ao menos, ser algo mais do que a esposa de Ted Hughes. Um sofrimento injusto. Sylvia era muito boa no que fazia. Os poemas de sua autoria, publicados a maioria após sua morte o comprovam. Mas uma possível personalidade bipolar encerrou sua vida – e sua obra - muito cedo.



Read more: http://todolivro.blogspot.com/search?updated-min=2009-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2010-01-01T00:00:00-08:00&max-results=5#ixzz2NdHcN5A1
Larissa 23/06/2013minha estante
Amei a resenha.. (Sylvia se suicidou em 11 de fevereiro e ñ 27)




Felipe Lago 24/05/2011

Lindo.
Sylvia Plath mais do que ninguém sabia o que era a tristeza, mas soube tirar tanta beleza e poesia quanto dor dela, o que faz com que a leitura desse livro, cheio de analogias fantásticas (como a da figueira), seja fácil e deliciosa.
é um dos livros da minha vida.
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Zi 29/03/2010

Onde a loucura dorme inteira e sem lacunas
"Onde a loucura dorme inteira e sem lacunas" é um verso de um poema de Jorge de Lima que se aplica bem ao caso da jovem Esther Greenwood, no fundo a própria autora, que vai se aprisionando dentro de si mesma, com aqueles grilhões invisíveis (que todos nós, em certos momentos, somos tentados a nos colocar) até à beira da loucura. O livro até começa meio morno, mas aos poucos a nossa personagem vai se deixando tragar pelo turbilhão da depressão e da loucura. Ela bem que buscou ajuda, mas o primeiro terapeuta, que ela procurou voluntariamente, não teve empatia com ela, e a ajuda não veio (conheço casos assim). O desfecho do livro parece ser o que a autora desejava para ela mesma, mas infelizmente não foi o que ela obteve na sua breve (e poeticamente fecunda) existência. Li, não me lembro onde, que certa vez perguntaram a um conhecido terapeuta americano qual seria, na opinião dele, o percentual de pessoas com algum tipo de problema emocional, e a sua resposta foi: "Todos nós".
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Serena 01/02/2010

Esther Greenwood vivia na redoma que a sociedade criara para ela, a princípio tentou moldar-se ao esperado de uma jovem tão brilhante. Mas quando não se reconhece aquele alguém refletido no espelho, e o maior pesadelo é não poder fugir dos próprios muros, a insanidade parece ser o último folego daquilo que ainda se chama, eu.
Esther foi o que Plath queria salvar de si, e não salvou.

"A batida do meu coração retumbou
como um tambor na minha cabeça.
Eu sou, eu sou, eu sou."
[Sylvia Plath - A Redoma de Vidro]
Ericka Firmino 03/02/2012minha estante
Muito bom mesmo! Preciso ler esse livro.




Vanessa 28/08/2009

A intensidade do inferno pessoal vivido por Esther faz até os vidros que a cercam, derreterem.
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