A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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letambem_sobrelivros 17/06/2019

Acontece que eu não estava conduzindo nada...
“Acontece que eu não estava conduzindo nada, nem a mim mesma”..

Em “A Redoma de Vidro”, Esther, uma jovem com poucos recursos financeiros e muito inteligente, ganha um concurso para trabalhar em uma revista de moda, um estágio em Nova York, posição que milhares de outras universitárias gostariam ocupar. Ocorre que Esther é estranhamente alheia à euforia, empolgação e satisfação que deveria sentir em função de tais conquistas.

. ➡️“Era a minha primeira grande chance, mas lá estava eu, imobilizada, deixando a oportunidade escapar entre meus dedos”..

A aversão ao mundo a sua volta e a forma como a narrativa demonstra seu distanciamento em relação às pessoas, aos comportamentos, aos padrões e aos acontecimentos caracterizam o caminho que Esther percorre até se afundar em grave depressão. Acompanhamos então esse caminho até o tratamento que ela recebeu.
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São sutis a trajetória e o momento em que Esther entra em colapso e sua vida comum é paralisada. Daí então é como se a história se perdesse, de um modo, porém, que muitas pessoas irão se encontrar ou se identificar. O leitor se vê de repente presenciando a depressão de Esther, sem nenhum grande momento que levasse à esse estágio, apenas aos poucos ocorre um afundamento na doença. .

O romance semiautobiográfico, no qual acompanhamos caminhos e acontecimentos correlatos aos vivenciados por Sylvia Plath em sua vida, sua luta contra a depressão e a busca por sucesso na carreira literária.
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Semanas após a publicação de seu único romance, e após também outras tentativas de suícidio, Plath se matou aos 30 anos.
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Blog Aquela Epifania 14/06/2019

O VAZIO DO AMADURECIMENTO
Sylvia Plath é uma autora que há muito tempo está em minha área de interesse. Já tinha o hábito de pesquisar e ler sobre sua vida e agora venho, aos poucos, tomando conhecendo, de fato, de sua obra além do que a internet oferece.

A Redoma De Vidro é o único romance de Sylvia, que tem sua obra formada, principalmente, por poesias e contos.

Neste romance, acompanhamos a trajetória de Esther, uma jovem do subúrbio de Boston que está realizando um estágio de verão em uma revista feminina em New York.

A escrita de Sylvia é deliciosa e nos envolve desde o primeiro parágrafo. A partir do que Esther vai nos contando, vamos conhecendo a rotina na Revista, as noitadas na grande metrópole, as perspetivas (ou falta delas) de vida para quando deixar a faculdade, e como ela se sente em relação a tudo isso.

Em uma progressão que é construída de forma tão realista que faz parecer ter sido escrita em tempo real pela autora, Esther começa a ter dificuldades para dormir, depois outras complicações, uma leva a outra, e após ir até um psiquiatra é diagnosticada com "doença mental".

Saber que, apesar de não ser um livro autobiográfico, muito do que tem ali foi realmente vivido por Sylvia deixa tudo mais denso, inevitavelmente. Sylvia e Esther se misturam todo o tempo.

Os significados que Sylvia/Esther dá para a redoma de vidro foram as melhores formas de explicar como uma pessoa se sente com uma doença invisível em relação a si mesma e ao mundo exterior, em minha opinião.

Apenas um mês depois da publicação deste Romance a autora ligou o gás e enfiou a cabeça em seu forno, dando fim a sua vida, sendo bem sucedida dessa vez, já que já havia tentado outras vezes sem sucesso.

"Eu via os dias do ano se estendendo diante de mim como uma série de caixas brancas e brilhantes, separadas uma da outra pela sombra escura do sono. (...)"

"Para a pessoa dentro da redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim."


site: Intagram: @aquelaepifania
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Nanda 13/06/2019

A Redoma de Vidro de
Sylvia Plath. ????

Achei que a Plath tem um estilo sério , cru e denso na escrita, o que me fez achar o começo um pouco arrastado e confuso , talvez um retrato de como foi o começo da depressão da personagem-autora Esther Greenwood,que é mostrada muitas vezes agindo de forma apática , passiva e mais pra frente, destrutiva.

Uma das impressões que tive foi de que muitos dos conflitos que ela tem sobre ter que escolher entre o que ela realmente quer, seja casamento (especialmente) ou carreira por exemplo, é intensificado pelo contexto da época em que ela viveu, afinal nos anos 50/60 a sociedade exigia um certo padrão a ser seguido entre os gêneros e mulheres eram criadas para serem sempre "agradáveis" e passivas, nunca questionando certas ações praticadas por homens.
Esse comportamento era visto como o "ideal" para uma "boa" esposa e mãe.

Querer seguir um rumo diferente desse molde era difícil em uma sociedade limitada.

A parte em que a protagonista caí em depressão é o momento mais angustiante.

Quando Esther vai procurar ajuda pela primeira vez não a recebe de forma adequada e pior foi observar como as pessoas ao seu redor lidavam com sua doença de forma tão ignorante e preconceituosa.

Doenças mentais naquela época (apenas naquela época?) nunca eram levadas a sério como um problema de saúde e sim como má vontade do doente de se comportar bem! Sem empatia nenhuma , Esther era pressionada a ficar boa logo pois ficar doente era vergonhoso!

"Eu sabia que minha bebê não era como aquelas pessoas mortas na clínica. Eu sabia que você iria resolver voltar a ficar bem."

"Oh Esther,eu queria que você colaborasse. Eles dizem que você não ajuda."

O livro tem um final aberto, uma chance para Esther viver dias mais saudáveis e esperançosos em um mundo incerto como o nosso.


Pena que Sylvia não pode viver para receber todo o reconhecimento que merecia em vida.
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Isadora 16/05/2019

Representação da rejeição de uma realidade que não a completa
Apesar da história ser descrita nos anos 50, alguns aspectos se mostrou condizente com a atualidade. Durante o decorrer da narrativa a autora reflete sobre roteiros sociais em muitas ocasiões ainda presistentes nos dias atuais que acaba impondo um papel social no qual não nos identificamos. Ao falar sobre a vida acadêmica, a vida amorosa e a cobrança em construir uma família, ela se demonstra contraditória, uma vez apesar de indagar não se identificar com esse roteiro, o seu contexto social a faz pensar que esse é o caminho para a felicidade. Entrando em um limbo de pensamentos, que vai se intensificando durante o decorrer do livro, ela acaba se vendo enclausurada na sua redoma de vidro.
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ElisaCazorla 10/05/2019

O difícil papel da mulher dos anos 50 e 60
O que mais acho positivo neste livro é o debate sobre como era difícil ser mulher nos anos 50 e 60. Terrivelmente difícil ser uma pessoa apenas. Hoje, se não queremos ser esposas e mães podemos até ter que suportar uma certa pressão familiar, mas ser considerada louca, ser internada num hospício e sofrer terapias de choque porque não quero sair com rapazes e me casar com um deles é desesperador. Espero que um dia possamos ser apenas pessoas, sem ter que me preocupar com meu peso, minha pele, meu status de relacionamento e minha fertilidade.
O estilo não me agradou. De modo geral, achei o livro chato. É fácil de ler. Flui com muita tranquilidade, mas esse ambiente classe média americana é muito tedioso.
Ouvi falar muito que esse livro tratava de depressão. Se não tivessem me dito isso, eu jamais pensaria em depressão enquanto uma patologia. Meu foco estaria todo voltado para o machismo e a sociedade machista como indutores da loucura e da depressão nas mulheres.
Foi bom ter lido para conhecer mas não leria outro livro dessa autora.
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Amanda 09/05/2019

?Dói até os ossos?. É a primeira frase que me vem à cabeça sobre esse livro. A segunda coisa é mais longa que uma frase: estava lendo na biblioteca e comecei a tremer de frio. Saí para ler ao sol e percebi que tremia pelo livro e não pelo frio. A terceira é que me aterroriza a força da narrativa dessa mulher e como ela conta que não havia facas dizendo que a carne era tão cozida que dava para partir com um garfo.
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Gy de Paula 30/04/2019

A depressão escrita em romance pelas mãos de quem a viveu
A redoma de vidro retrata a história de Esther, uma jovem muito inteligente, com uma carreira promissora que se digladia com as escolhas que a vida nos anos 50 podia oferecer. Escolhas essas que muitas vezes acabam a deixando sem opção. E essa é uma resposta que o livro traz ao questionamento "como alguém pode ser depressivo, tendo todos os motivos para ser feliz?".
Esther sofre de uma grave depressão e em vários momentos tenta sua libertação através do suicídio. Sua decisão parece tão bem ponderada, pois ela estuda os detalhes de como executar cada tentativa.
O título faz uma referência clara a essa doença, mal do século atual, que aprisiona as pessoas de uma forma quase transparente, que alguns julgam ser invisível, mas que na verdade está lá e é quase palpável.
Esther é submetida a alguns tratamentos, e internada em clínica especializada, na busca da cura para o seu mal. Na busca do ajustamento do seu ser com o mundo no qual está inserida.
O livro traz uma carga emocional bastante pesada, trata o tema de maneira real, sem eufemismos e dá ao leitor a oportunidade de se colocar no lugar da protagonista e entender um pouco do que ela vive e sente.
Essa obra tem trechos de autobiografia. A autora Sylvia Plath sofreu gravemente com a depressão, passou por tratamentos e internação. Na obra ela detalha relatos de sua própria vida, na qual colocou um ponto final pouco tempo a pós a publicação desse romance, Sylvia sucicidou-sem em casa, colocando sua cabeça em um forno com o gás ligado, após tomar uma grande dose de narcóticos.
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Milena.Piccoli 21/04/2019

não consegui gostar da protagonista e isso provavelmente foi a razão pelas 4 estrelas
Angela Serrano 21/04/2019minha estante
Me senti assim também, dei a mesma nota.


Milena.Piccoli 22/04/2019minha estante
achei chata não deu yauauaua




Bella 15/04/2019

Arrebatador
A sufocante história, com raízes autobiográficas, conta de uma jovem chamada Esther. Essa, passa pelo doloroso caminho da depressão. O livro é maravilhoso e impossível de largar. Em relação ao final: não sabemos bem o que aconteceu. Mas é como a vida. Nunca saberemos o que virá a seguir e sempre pode ser algo que pode nos desestabilizar. i
Essa é uma história muito real. Portanto, quem sofre de depressão ou algum outro distúrbio, não recomendo.
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Mi Hummel 07/04/2019

Um fardo de vidro. # Desafio 1 livro por Mês Abril
Leitura escolhida para o desafio da Tag - mês de abril. Foi uma leitura bem rápida, diga-se de passagem.
A Redoma de Vidro é sobre essa camada fina e intangível que colocamos entre nós e o mundo. Em alguns, a Redoma é mais espessa e leva mais tempo para ser quebrada. Em outros, ela nunca é quebrada, permanece suspensa até segunda ordem. É o caso de Esther.

Achei bem apropriado o nome do livro. A Redoma de Vidro. Fiquei pensando no título por horas a fio. Até que a própria autora, através de Esther, deu luz ao motivo. Me senti bastante próxima de Esther e por vezes com raiva dela também. Pela sua incapacidade de buscar ajuda, mas ao mesmo tempo por sua busca frenética pela morte. Acho que em todo livro não há uma única vez em que Esther pareceu feliz ou disse algo positivo. Em toda a trajetória, desde que ela se jogou na missão de auto-destruir-se - não há nada que a tire da indiferença.

Fiquei com raiva, mas lá dentro, lá dentro mesmo, me identifiquei com ela.
Mais do que eu gostaria. É. Eu carrego uma redoma também.
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Isabella (ig:@druidaliterária) 02/04/2019

É necessário saber quê não é legal ler esse livro em qualquer circunstância, se você tem ansiedade, depressão ou qualquer outro problema psicológico talvez não seja aconselhável fazer essa leitura, uma vez que ele apresenta muitos gatilhos como suicídio e perca total da sanidade. A escrita da Sílvia Plach é sensacional, gostei bastante da forma como ela encaminhou o livro como se fosse (e talvez seja) pedaços fragmentados de um diário. Fiquei bem apática durante a leitura, sentia como se eu mesma tivesse dentro de sua redoma sufocante.
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Gabriella 14/03/2019

"Mas aquilo tudo era parte de mim. Era a minha paisagem."
Eu tava tão ansiosa pra ler esse livro! Ele supriu minhas expectativas e isso foi ótimo. A Redoma de Vidro conta a história delicada de Esther, uma mulher brilhante que sofre de problemas psicológicos. Esse foi o único romance de Sylvia Plath e conhecendo sua história ele se torna quase que uma biografia da autora que também tinha problemas enquanto viveu. A forma como Esther vê as coisas ao seu redor e percebe que está sob uma redoma de vidro é muito delicada e intensa. Um dos melhores livros dentro dessa temática que li.
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Barbara.Castro 27/02/2019

A redoma de vidro
A maior parte do livro se passar dentro de uma clínica psiquiátrica foi o que me chamou para a leitura. Mas durante a experiência literária percebi que o que realmente me fez gostar desse livro é entender que nunca sabemos quando o outro está chegando no seu limite e por esse mesmo motivo devemos ficar cada vez mais atentos, sobretudo a nós mesmos.
Eu não consegui me conectar muito com a personagem, talvez tenha sido o momento da vida em que eu li, mas é muito interessante estar dentro da cabeça dessa personagem e ainda assim não entender qual foi o momento em que ela colapsou, talvez seja porque ela mesma não saiba.
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Rafa P. 21/02/2019

A redoma
Essa era uma leitura que eu estava ansiosa por fazer, principalmente por tratar do tema depressão. A narrativa da Sylvia é muito gostosa e fluída, ela narra fatos corriqueiros sem nunca se tornarem cansativos. Porém o livro foi um pouco decepcionante pra mim devido a toda a expectativa que eu criei sobre a história. Apesar do tema ser pesado e difícil de tratar, a maneira como a autora decide narrar os fatos da vida desta personagem foi simples, direto e sem causar grandes impactos. Eu acredito que isso foi proposital, pois a doença se manifesta de forma tão natural que a própria pessoa tem dúvidas sobre seus sentimentos e vejo que a autora quis transmitir isso aos leitores. É claro que chega um ponto em que a depressão se torna evidente, e apartir disso acompanhamos os sentimentos da personagem e o tratamento realizado. Esse é outro ponto interessante, pois estamos falando da década de 50 e a vida para as pessoas que não se "ajustavam" a sociedade era bem difícil.
Enfim, foi uma leitura rápida e agradável, embora na minha opinião o livro tenha problemas com relação a ritmo e desenvolvimento de alguns personagens, ainda sim indico pela importância que a obra representa e por tratar de um assunto que ainda trás nos dias de hoje muitas controvérsias e polêmicas sobre sua real condição.
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