A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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mardem michael 15/02/2018

Sobre adoecimento mental
Que obra prima! O único romance que Sylvia Plath escreveu e que trata de forma intimista e poética sobre o adoecimento mental de uma jovem universitaria. Assuntos como pressão na universidade, estupro, manicômio, beleza e dinheiro são abordados com maestria nesse livro. Essa obra traz à tona a complexidade da subjetividade do ser humano e a força da redoma de vidro que pode sucumbir a cada um de nós.
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Acadêmico Literário 09/02/2018

Resenha - A redoma de vidro
Olá, a ultima leitura de janeiro não poderia ter sido melhor, “A Redoma de Vidro” de Sylvia Plath, é integrante da Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura, publicado pela @colecoesfolha em 2016. Um romance que condessa ficção e segundo os críticos um misto de autobiografia. Uma leitura que me inseriu na redoma de vidro em que a personagem vive.

A narrativa é narrada em primeira pessoa pela protagonista Esther Greenwood, ela é uma jovem linda, estudante e escritora que é convidada para passar um mês em Nova York, como correspondente de uma revista muita famosa. Esther tenta ao máximo agarrar essa oportunidade e fazer seu futuro diferente, mas algo nela está vazio, as coisas perdem o sentido abruptamente, é um vaivém de lapsos.

Apesar de ser uma narrativa que traz em si temas muito pertinentes, atuais e polêmicos, como rupturas sociais e morais em relação à condição da mulher na década de 1950. Que incluía o não acesso a essas rupturas, principalmente em relação à liberdade sexual. Essa narrativa traz em alguns momentos um humor acido que quebrava toda a tensão existente na história.

Quando Esther, em sua incapacidade de suportar tudo aquilo que se alojou na redoma de vidro que ela imagina pairar sobre ela, o como isso foi tratado e agoniante pensar, o tratamento que ela foi submetida foi com choques elétricos. Tem horas que nós nos sentimos aprisionados.

Com uma escrita que embevece o leitor e o suga para dentro dos problemas enfrentados pela personagem principal e personagens secundários dentro da narrativa, Sylvia Plath nos presenteia com uma história muito real e que nos deixa sem fôlego cada vez que avançamos narrativa adentro.

site: https://www.instagram.com/p/Beq_WhKg3l2/?taken-by=academicoliterario
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Caroline Rocha 07/02/2018

Anotações
Senti um pouco de falta no que mais tarde descobri ser a nostalgia e a dor depressiva que estao presentes nos diários de Silvia, durante a narrativa e depoimentos da personagem. Tenho que pesquisar de forma mais profunda a construção dessa personagem e porque mesmo se tratando em primeira pessoa....blablabla


Interessante as passagens cronológicas, o tédio, o sentimento de solidão é o deslizar vazio do sentir da personagem, quando analiso a totalidade do livro.

Um capítulo só não seria suficiente para entender a extensão poética que a autora fez ao tratar da depressão e seu grande vazio.
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Leonardo.H.Lopes 04/02/2018

Para as pessoas dentro do domo de vidro, o mundo inteiro é um sonho ruim.
O livro conta a história de Esther Greenwood, pelo seu próprio ponto de vista. Ela é uma jovem estudante que ganha um concurso de redação cujo prêmio é um estágio numa conceituada revista de moda novaiorquina. Esther passa um mês estagiando no meio da alta sociedade, cercada de jantares, festas e amizades vazias. Nesse contexto ela se sente deslocada, cada vez mais se fechando. Quando retorna para sua casa, cai em uma depressão profunda, tentando várias vezes o suicídio até ser internada em clínicas psiquiátricas.

Muito se fala sobre essa obra ser uma espécie de autobiografia da Sylvia, sendo Esther seu alter-ego. Quando se conhece a história da autora, muito triste por sinal, é possível identificar os aspectos da ficção que imita a realidade. Uma coisa interessante é que num dado momento Esther começa a escrever um romance para desabafar e o nome que ela escolhe para a protagonista é Elaine. "Contei as letras nos dedos", ela escreve, "Esther também tinha seis letras". Esther, Elaine e Sylvia: todos os nomes com 6 letras. Três "pessoas" iguais, três tristezas iguais. Mas os fatos são apenas partes da matéria literária, o ponto de início. Entre o que foi a vida de Plath e sua obra, imagino, existe todas as imediações da imaginação e da invenção, existindo o trabalho criativo com a palavra. E nisso Sylvia é mestra.

A escrita do livro é uma delícia, de um lirismo poético que fazem do texto o que a literatura é por excelência: uma obra de arte. Esther é uma narradora divertida e irônica, que desde o início sinaliza para o leitor que nada está bem em sua vida, sendo tênue as linhas que separam a Esther normal da personagem depressiva. Apenas caímos na realidade quando ela tenta o primeiro suicídio e a trama segue um caminho mais pesado, trilhas que percorrem as angústias e a miséria humana, as indagações que ocorrem quando paramos para tentar nos afirmar nesse mundo e descobrir nosso lugar nesse imenso teatro.

É um texto tremendamente humano e sufocante. Deve-se tomar um pouco de cuidado com o momento da vida pessoal quando se resolve ler o livro. Durante o ato é inevitável não se sentir dentro de um domo, sentir fobia, tirar Greenwood das páginas e embutir sua infelicidade em nós mesmos, pois "para as pessoas dentro de uma redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim".
Naiara 24/04/2018minha estante
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Samantha.gifalli 02/02/2018

Comecei o ano com uma leitura que estava adiando há bastante tempo. A redoma de vidro é um romance autobiográfico escrito pela Sylvia Plath, uma poetiza americana super talentosa e que teve uma vida bastante curta e sofrida. O romance - o único de sua obra - retrata a rotina e uma jovem depressiva sob uma ótica que é pouquíssimo tratada: a da própria pessoa. A escrita absurdamente cativante e envolvente, demonstra como o depressivo observa o mundo, interpreta o mundo a sua volta e, principalmente, as relações. A autora começa falando de um eu extremamente consolidado, rígido, de relações sólidas, de muitas certezas e vai aos poucos mostrando como essas certezas vão sendo questionadas, quebradas e junto com elas as relações vão se dissolvendo junto com a personalidade da personagem.
A redoma de vidro é como a personagem descreve a depressão, como se ela observasse o mundo a sua volta, a vastidão toda a partir de uma redoma na qual os sons, as sensações, não passam. A redoma confere a personagem uma distancia sob a qual ela vê o mundo. Característica da depressão, que cria essa distância de afetação em relação ao resto.

Em algumas resenhas o livro foi descrito como um romance de formação, daqueles que nos constrói enquanto indivíduos. E tendo a concordar com isso, acreditando que essa seja uma leitura necessária para a gente discutir a doença mental, desmistificar o paciente psiquiátrico e - principalmente - criar um mínimo de empatia quando medidas que visam revogar a reforma psiquiátrica, voltar com as internações compulsórias e tratamentos como eletrochoque e lobotomia, ameaçam a retornar ao centro de discussões políticas. O livro descreve o dia a dia de um paciente, como ele percebe e sofre com o tratamento. Demonstra sob uma perspectiva muito intima o sofrimento e o horror de uma clinica psiquiátrica.

Um livro tocante, emocionante, daqueles que a gente leva pra vida.
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Caren Gabriele 30/01/2018

Plath: Um relato
Único romance escrito pela poeta americana Silvia Plath, A Redoma de Vidro é um retrato da depressão vista por dentro. Nele é narrado, de maneira quase autobiográfica, a história de uma estudante universitária exemplar de Boston que é selecionada, junto com outras moças, para um estágio em Nova York. Para Esther Greenwood, aquela parece uma oportunidade de ouro. Mas o trabalho na redação de uma revista e a vida social que praticamente lhe é imposta naquela cidade acabam se tornando o gatilho para uma crise que a levaria para a clinica psiquiátrica.


"Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve de sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia."


Ácido, crítico e revelador, Plath traz em primeiro plano a válida discussão sobre saúde mental e todos o sofrimento que a sociedade impõe a quem mais precisa de ajuda. Não são poucos os trechos em que Esther se sente distanciada do mundo e da realidade e em que, ao narrar fatos ou explicar pessoas, sua “voz” soa de forma quase cansada. Em muitos pontos esse é um relato, não uma ficção.

Em segundo plano, são discutidas algumas outras questões tão pertinentes quanto a ideia principal do livro. A primeira delas é a liberdade sexual. Não se deve esquecer que a história se passa no verão de 1952, e, até então, o pudor social era algo realmente sufocante. Mulheres ainda precisavam escolher entre ter uma família ou um emprego. Ou assim parecia a todas elas.

A narrativa fala também sobre o amadurecimento, nesse ponto. O passar de menina a mulher e, por que não dizer desse modo: as dores de ser mulher em um mundo escroto. Tão escroto quanto o nosso é agora, não se deixe enganar. E, a propósito, é por isso que o livro da Plath é tão atual.

De maneira magistral, a autora trata sobre depressão, amadurecimento e até mesmo feminismo (sem usar esse termo) de forma responsável e madura. Sem romantizar a dor, mas tampouco sem deixar de dar a ela toda a profundidade e particularidades que carrega. O texto é profundo e bonito, mas sobretudo, é inquietante.


"Se ser neurótico é querer ao mesmo tempo duas coisas mutuamente excludentes, então eu sou uma baita de uma neurótica. Vou ficar correndo de uma coisa mutuamente excludente para a outra pelo resto da minha vida."


Silvia Plath foi uma renomada autora norte-americana, reconhecida principalmente por sua obra poética. Por se enquadrar no gênero semi autobiográfico, A Redoma de Vidro foi publicado pela primeira vez sob o pseudônimo de Victoria Lucas.
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Paulo Sousa 30/01/2018

A redoma de vidro
Lista #1001livrosparalerantesdemorrer
Livro lido 4°/Jan//4°/2018
Título: A redoma de vidro
Título original: The bell jar
Autora: Silvia Plath (EUA)
Tradução: Chico Mattoso
Editora: Biblioteca Azul (@globolivros)
Ano de lançamento: 1963
Ano desta edição: 2014
Páginas: 280
Classificação: ??????
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Considerado uma espécie de romance autobiográfico, A redoma de vidro é o relato da decadência de Esther Greenwood, cuja promissora carreira numa revista de modas acabou sendo ofuscada pelo drama da menina Esther.
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Nessas páginas o leitor vai acompanhando o vertiginoso colapso psicológico da personagem, as dificuldades naturais advindas da chegada da vida adulta acrescidas ao desejo de dar cabo da própria vida. Esther tenta manter alguns relacionamentos, todos conturbados, o que vai revelando traços psicológicos perturbados que acabam levando-a a passar boa parte de seus dias em clínicas psiquiátricas sujeita a tratamentos que a deixam mais e mais alquebrada.
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Em textos de apoio, vi que muito da história de A redoma de vidro são as experiências verídicas da autora, que semelhante à Esther também teve períodos submetidos a tratamento.
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Plath, poetisa na verdade, faz nesse único romance (a autora se matou no mesmo ano de publicada A redoma de vidro) um relato pungente da avassaladora derrocada mental. O leitor como que é transportado para dentro da cabeça de Esther, refúgio literário de Plath, e acompanhamos a evolução (ou involução) de suas muitas crises, podemos sentir o ambiente hermético que sua mente e emoções vivem, daí o mais que apropriado título do livro.
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Ainda que sejam páginas escritas com a tinta da vida real, e por isso mesmo extraídas do coração de Plath, em muitas passagens não senti aquela conexão que temos com um livro que nos toca, apesar de isso não tirar o mérito desse romance, verdadeiro retrato de como a arte imita a vida, ou vice-versa.
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Felipe Gabriel 20/01/2018

Sensível e angustiante.
"A redoma de vidro" é um livro que certamente todos aqueles que desejam entender o que se passa dentro da mente de uma pessoa com depressão deveriam ler. É um livro inquietante, tira o fôlego do leitor, simplesmente devastador. A leitura deste livro é uma tarefa difícil devido à dureza dos sentimentos transmitidos ao leitor, porém é valiosa sobretudo para aqueles que têm proximidade com alguém que passe por esse problema. Além disso, o livro é uma excelente crítica aos "tratamentos" psiquiátricos que ainda hoje são praticados de forma desumana, efim este livro é uma obra que definitivamente consegue libertar sua autora e alvejar o leitor.
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Suiany 19/12/2017

Em A redoma de vidro acompanhamos a transformação de uma mulher com algumas frustrações e indecisões (com a qual acredito que muitas mulheres se identificarão) para uma mulher depressiva e com tendências suicidas.

A narrativa, muito agradável no início, vai se tornando confusa conforme a protagonista vai adoecendo. O humor e a leveza que existem no começo, dão lugar a assuntos e acontecimentos sombrios.

Gostei muito de como a autora questiona os motivos do surgimento da depressão, uma vez que retrata a vida de uma protagonista que, ao olhar do leitor, parece muito próspera; de como retrata o tratamento da depressão na década de 1950 (impossível não comparar com O papel de parede amarelo, que se passa no século XIX) e a visão da sociedade sobre as mulheres que tem/tiveram doenças psiquiátricas; do retrato do dilema entre casamento e estudos/trabalho, numa época em que a mulher encontra-se inserida no mercado de trabalho, mas normalmente tem que deixá-lo para casar.

Amei demais esse livro, a narrativa de Sylvia é sensacional e me envolveu muito, desde o início até o fim, ainda que de formas bem diferentes. Recomendo com toda a força!

site: https://divinaleitura.wordpress.com/2017/12/19/a-redoma-de-vidro-de-sylvia-plath/
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Andréa 16/12/2017

A melhor definição que vi na minha vida, sobre a sensação de se conviver com a doença depressão, foi está: viver numa redoma de vidro! É exatamente isso! Tudo à sua volta reluz, é colorido, tem sons, brinca... mas você está abafado em uma terrível REDOMA DE VIDRO! Sylvia Plath, com sua escrita tão perfeita e suave, quase como se fosse um poema, consegue expor algo que não tem suavidade alguma de uma forma palatável! É de fato um livro para poucos, para se ler com cuidado, e acima de tudo, admirável! Quem tem a doença, se encontra nele muitas vezes, quem não a tem, creio eu, poderá ter algum entendimento do que é tudo isso! Livro para vida!
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Matheus 12/11/2017

"A Redoma de Vidro" é poesia em forma de prosa
"A redoma de vidro pairava, suspensa, alguns centímetros acima da minha cabeça".

Esther é uma personagem tão complexa, profunda e cheia de nuances. É incrível como a Sylvia Plath descreve tão bem a depressão em uma época que o assunto nem era tão estudado, mesmo sendo claro que os sentimentos da personagem principal foram inspirados na vida da própria autora que se suicidou logo depois. "A Redoma de Vidro" é poesia em forma de prosa. É um grito angustiante sobre a depressão e sobre as redomas de vidros que as vezes nos sentimos dentro.
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Tereza 07/11/2017

A Redoma de Vidro
Triste narrativa sobre uma mulher com vários dilemas existenciais. A vida pode ditar caminhos e meandros tiradores da razão de qualquer um.
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Kronna 06/11/2017

Encantada e de coração partido
O triste nesse livro, o realmente triste, foi que me encontrei em suas páginas. Eu me vi fazendo as mesmas coisas que Esther. Eu vi que eu fiz. Isso me entristeceu. Me incomodou. Me fez dizer 'não faz isso, por favor'. Mas acredito que isso é a principal função dos livros; incomodar, cutucar a ferida, mostrar o que não quer ser mostrado. E conseguiu.
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