A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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anabê @anabialeiroz 22/02/2018

Impactante
É muito difícil falar sobre um livro tão intimista quanto A redoma de vidro. Principalmente se você em algum momento da sua vida experimentou a viagem pelo transtorno mental como é apresentada aqui por Sylvia Plath, dando voz a Esther.
Esther é uma menina de origem humilde, órfã de pai, que está no início do livro em Nova York após ter sido escolhida em sua universidade para uma espécie de experiência a fim de alavancar sua carreira de escritora.
Porém na cidade vemos como a personagem começa a dar sinais de que algo não vai bem na sua cabeça e você vai acompanhando o declínio de sua saúde com a manutenção da Redoma de Vidro. Imagem, aliás, que é perfeita para o que sente uma pessoa em depressão.
Sylvia traça a jornada de Esther de forma muito intimista e sensível, talvez pelo quê autobiografico da obra.
Excelente livro.
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mardem michael 15/02/2018

Sobre adoecimento mental
Que obra prima! O único romance que Sylvia Plath escreveu e que trata de forma intimista e poética sobre o adoecimento mental de uma jovem universitaria. Assuntos como pressão na universidade, estupro, manicômio, beleza e dinheiro são abordados com maestria nesse livro. Essa obra traz à tona a complexidade da subjetividade do ser humano e a força da redoma de vidro que pode sucumbir a cada um de nós.
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Acadêmico Literário 09/02/2018

Resenha - A redoma de vidro
Olá, a ultima leitura de janeiro não poderia ter sido melhor, “A Redoma de Vidro” de Sylvia Plath, é integrante da Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura, publicado pela @colecoesfolha em 2016. Um romance que condessa ficção e segundo os críticos um misto de autobiografia. Uma leitura que me inseriu na redoma de vidro em que a personagem vive.

A narrativa é narrada em primeira pessoa pela protagonista Esther Greenwood, ela é uma jovem linda, estudante e escritora que é convidada para passar um mês em Nova York, como correspondente de uma revista muita famosa. Esther tenta ao máximo agarrar essa oportunidade e fazer seu futuro diferente, mas algo nela está vazio, as coisas perdem o sentido abruptamente, é um vaivém de lapsos.

Apesar de ser uma narrativa que traz em si temas muito pertinentes, atuais e polêmicos, como rupturas sociais e morais em relação à condição da mulher na década de 1950. Que incluía o não acesso a essas rupturas, principalmente em relação à liberdade sexual. Essa narrativa traz em alguns momentos um humor acido que quebrava toda a tensão existente na história.

Quando Esther, em sua incapacidade de suportar tudo aquilo que se alojou na redoma de vidro que ela imagina pairar sobre ela, o como isso foi tratado e agoniante pensar, o tratamento que ela foi submetida foi com choques elétricos. Tem horas que nós nos sentimos aprisionados.

Com uma escrita que embevece o leitor e o suga para dentro dos problemas enfrentados pela personagem principal e personagens secundários dentro da narrativa, Sylvia Plath nos presenteia com uma história muito real e que nos deixa sem fôlego cada vez que avançamos narrativa adentro.

site: https://www.instagram.com/p/Beq_WhKg3l2/?taken-by=academicoliterario
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Caroline Rocha 07/02/2018

Anotações
Senti um pouco de falta no que mais tarde descobri ser a nostalgia e a dor depressiva que estao presentes nos diários de Silvia, durante a narrativa e depoimentos da personagem. Tenho que pesquisar de forma mais profunda a construção dessa personagem e porque mesmo se tratando em primeira pessoa....blablabla


Interessante as passagens cronológicas, o tédio, o sentimento de solidão é o deslizar vazio do sentir da personagem, quando analiso a totalidade do livro.

Um capítulo só não seria suficiente para entender a extensão poética que a autora fez ao tratar da depressão e seu grande vazio.
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Leonardo.H.Lopes 04/02/2018

Para as pessoas dentro do domo de vidro, o mundo inteiro é um sonho ruim.
O livro conta a história de Esther Greenwood, pelo seu próprio ponto de vista. Ela é uma jovem estudante que ganha um concurso de redação cujo prêmio é um estágio numa conceituada revista de moda novaiorquina. Esther passa um mês estagiando no meio da alta sociedade, cercada de jantares, festas e amizades vazias. Nesse contexto ela se sente deslocada, cada vez mais se fechando. Quando retorna para sua casa, cai em uma depressão profunda, tentando várias vezes o suicídio até ser internada em clínicas psiquiátricas.

Muito se fala sobre essa obra ser uma espécie de autobiografia da Sylvia, sendo Esther seu alter-ego. Quando se conhece a história da autora, muito triste por sinal, é possível identificar os aspectos da ficção que imita a realidade. Uma coisa interessante é que num dado momento Esther começa a escrever um romance para desabafar e o nome que ela escolhe para a protagonista é Elaine. "Contei as letras nos dedos", ela escreve, "Esther também tinha seis letras". Esther, Elaine e Sylvia: todos os nomes com 6 letras. Três "pessoas" iguais, três tristezas iguais. Mas os fatos são apenas partes da matéria literária, o ponto de início. Entre o que foi a vida de Plath e sua obra, imagino, existe todas as imediações da imaginação e da invenção, existindo o trabalho criativo com a palavra. E nisso Sylvia é mestra.

A escrita do livro é uma delícia, de um lirismo poético que fazem do texto o que a literatura é por excelência: uma obra de arte. Esther é uma narradora divertida e irônica, que desde o início sinaliza para o leitor que nada está bem em sua vida, sendo tênue as linhas que separam a Esther normal da personagem depressiva. Apenas caímos na realidade quando ela tenta o primeiro suicídio e a trama segue um caminho mais pesado, trilhas que percorrem as angústias e a miséria humana, as indagações que ocorrem quando paramos para tentar nos afirmar nesse mundo e descobrir nosso lugar nesse imenso teatro.

É um texto tremendamente humano e sufocante. Deve-se tomar um pouco de cuidado com o momento da vida pessoal quando se resolve ler o livro. Durante o ato é inevitável não se sentir dentro de um domo, sentir fobia, tirar Greenwood das páginas e embutir sua infelicidade em nós mesmos, pois "para as pessoas dentro de uma redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim".


Samantha.gifalli 02/02/2018

Comecei o ano com uma leitura que estava adiando há bastante tempo. A redoma de vidro é um romance autobiográfico escrito pela Sylvia Plath, uma poetiza americana super talentosa e que teve uma vida bastante curta e sofrida. O romance - o único de sua obra - retrata a rotina e uma jovem depressiva sob uma ótica que é pouquíssimo tratada: a da própria pessoa. A escrita absurdamente cativante e envolvente, demonstra como o depressivo observa o mundo, interpreta o mundo a sua volta e, principalmente, as relações. A autora começa falando de um eu extremamente consolidado, rígido, de relações sólidas, de muitas certezas e vai aos poucos mostrando como essas certezas vão sendo questionadas, quebradas e junto com elas as relações vão se dissolvendo junto com a personalidade da personagem.
A redoma de vidro é como a personagem descreve a depressão, como se ela observasse o mundo a sua volta, a vastidão toda a partir de uma redoma na qual os sons, as sensações, não passam. A redoma confere a personagem uma distancia sob a qual ela vê o mundo. Característica da depressão, que cria essa distância de afetação em relação ao resto.

Em algumas resenhas o livro foi descrito como um romance de formação, daqueles que nos constrói enquanto indivíduos. E tendo a concordar com isso, acreditando que essa seja uma leitura necessária para a gente discutir a doença mental, desmistificar o paciente psiquiátrico e - principalmente - criar um mínimo de empatia quando medidas que visam revogar a reforma psiquiátrica, voltar com as internações compulsórias e tratamentos como eletrochoque e lobotomia, ameaçam a retornar ao centro de discussões políticas. O livro descreve o dia a dia de um paciente, como ele percebe e sofre com o tratamento. Demonstra sob uma perspectiva muito intima o sofrimento e o horror de uma clinica psiquiátrica.

Um livro tocante, emocionante, daqueles que a gente leva pra vida.


Caren Gabriele 30/01/2018

Plath: Um relato
Único romance escrito pela poeta americana Silvia Plath, A Redoma de Vidro é um retrato da depressão vista por dentro. Nele é narrado, de maneira quase autobiográfica, a história de uma estudante universitária exemplar de Boston que é selecionada, junto com outras moças, para um estágio em Nova York. Para Esther Greenwood, aquela parece uma oportunidade de ouro. Mas o trabalho na redação de uma revista e a vida social que praticamente lhe é imposta naquela cidade acabam se tornando o gatilho para uma crise que a levaria para a clinica psiquiátrica.


"Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve de sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia."


Ácido, crítico e revelador, Plath traz em primeiro plano a válida discussão sobre saúde mental e todos o sofrimento que a sociedade impõe a quem mais precisa de ajuda. Não são poucos os trechos em que Esther se sente distanciada do mundo e da realidade e em que, ao narrar fatos ou explicar pessoas, sua “voz” soa de forma quase cansada. Em muitos pontos esse é um relato, não uma ficção.

Em segundo plano, são discutidas algumas outras questões tão pertinentes quanto a ideia principal do livro. A primeira delas é a liberdade sexual. Não se deve esquecer que a história se passa no verão de 1952, e, até então, o pudor social era algo realmente sufocante. Mulheres ainda precisavam escolher entre ter uma família ou um emprego. Ou assim parecia a todas elas.

A narrativa fala também sobre o amadurecimento, nesse ponto. O passar de menina a mulher e, por que não dizer desse modo: as dores de ser mulher em um mundo escroto. Tão escroto quanto o nosso é agora, não se deixe enganar. E, a propósito, é por isso que o livro da Plath é tão atual.

De maneira magistral, a autora trata sobre depressão, amadurecimento e até mesmo feminismo (sem usar esse termo) de forma responsável e madura. Sem romantizar a dor, mas tampouco sem deixar de dar a ela toda a profundidade e particularidades que carrega. O texto é profundo e bonito, mas sobretudo, é inquietante.


"Se ser neurótico é querer ao mesmo tempo duas coisas mutuamente excludentes, então eu sou uma baita de uma neurótica. Vou ficar correndo de uma coisa mutuamente excludente para a outra pelo resto da minha vida."


Silvia Plath foi uma renomada autora norte-americana, reconhecida principalmente por sua obra poética. Por se enquadrar no gênero semi autobiográfico, A Redoma de Vidro foi publicado pela primeira vez sob o pseudônimo de Victoria Lucas.
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Paulo Sousa 30/01/2018

A redoma de vidro
Lista #1001livrosparalerantesdemorrer
Livro lido 4°/Jan//4°/2018
Título: A redoma de vidro
Título original: The bell jar
Autora: Silvia Plath (EUA)
Tradução: Chico Mattoso
Editora: Biblioteca Azul (@globolivros)
Ano de lançamento: 1963
Ano desta edição: 2014
Páginas: 280
Classificação: ??????
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Considerado uma espécie de romance autobiográfico, A redoma de vidro é o relato da decadência de Esther Greenwood, cuja promissora carreira numa revista de modas acabou sendo ofuscada pelo drama da menina Esther.
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Nessas páginas o leitor vai acompanhando o vertiginoso colapso psicológico da personagem, as dificuldades naturais advindas da chegada da vida adulta acrescidas ao desejo de dar cabo da própria vida. Esther tenta manter alguns relacionamentos, todos conturbados, o que vai revelando traços psicológicos perturbados que acabam levando-a a passar boa parte de seus dias em clínicas psiquiátricas sujeita a tratamentos que a deixam mais e mais alquebrada.
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Em textos de apoio, vi que muito da história de A redoma de vidro são as experiências verídicas da autora, que semelhante à Esther também teve períodos submetidos a tratamento.
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Plath, poetisa na verdade, faz nesse único romance (a autora se matou no mesmo ano de publicada A redoma de vidro) um relato pungente da avassaladora derrocada mental. O leitor como que é transportado para dentro da cabeça de Esther, refúgio literário de Plath, e acompanhamos a evolução (ou involução) de suas muitas crises, podemos sentir o ambiente hermético que sua mente e emoções vivem, daí o mais que apropriado título do livro.
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Ainda que sejam páginas escritas com a tinta da vida real, e por isso mesmo extraídas do coração de Plath, em muitas passagens não senti aquela conexão que temos com um livro que nos toca, apesar de isso não tirar o mérito desse romance, verdadeiro retrato de como a arte imita a vida, ou vice-versa.
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Felipe Gabriel 20/01/2018

Sensível e angustiante.
"A redoma de vidro" é um livro que certamente todos aqueles que desejam entender o que se passa dentro da mente de uma pessoa com depressão deveriam ler. É um livro inquietante, tira o fôlego do leitor, simplesmente devastador. A leitura deste livro é uma tarefa difícil devido à dureza dos sentimentos transmitidos ao leitor, porém é valiosa sobretudo para aqueles que têm proximidade com alguém que passe por esse problema. Além disso, o livro é uma excelente crítica aos "tratamentos" psiquiátricos que ainda hoje são praticados de forma desumana, efim este livro é uma obra que definitivamente consegue libertar sua autora e alvejar o leitor.
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Suiany 19/12/2017

Em A redoma de vidro acompanhamos a transformação de uma mulher com algumas frustrações e indecisões (com a qual acredito que muitas mulheres se identificarão) para uma mulher depressiva e com tendências suicidas.

A narrativa, muito agradável no início, vai se tornando confusa conforme a protagonista vai adoecendo. O humor e a leveza que existem no começo, dão lugar a assuntos e acontecimentos sombrios.

Gostei muito de como a autora questiona os motivos do surgimento da depressão, uma vez que retrata a vida de uma protagonista que, ao olhar do leitor, parece muito próspera; de como retrata o tratamento da depressão na década de 1950 (impossível não comparar com O papel de parede amarelo, que se passa no século XIX) e a visão da sociedade sobre as mulheres que tem/tiveram doenças psiquiátricas; do retrato do dilema entre casamento e estudos/trabalho, numa época em que a mulher encontra-se inserida no mercado de trabalho, mas normalmente tem que deixá-lo para casar.

Amei demais esse livro, a narrativa de Sylvia é sensacional e me envolveu muito, desde o início até o fim, ainda que de formas bem diferentes. Recomendo com toda a força!

site: https://divinaleitura.wordpress.com/2017/12/19/a-redoma-de-vidro-de-sylvia-plath/
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Andréa 16/12/2017

A melhor definição que vi na minha vida, sobre a sensação de se conviver com a doença depressão, foi está: viver numa redoma de vidro! É exatamente isso! Tudo à sua volta reluz, é colorido, tem sons, brinca... mas você está abafado em uma terrível REDOMA DE VIDRO! Sylvia Plath, com sua escrita tão perfeita e suave, quase como se fosse um poema, consegue expor algo que não tem suavidade alguma de uma forma palatável! É de fato um livro para poucos, para se ler com cuidado, e acima de tudo, admirável! Quem tem a doença, se encontra nele muitas vezes, quem não a tem, creio eu, poderá ter algum entendimento do que é tudo isso! Livro para vida!
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Matheus 12/11/2017

"A Redoma de Vidro" é poesia em forma de prosa
"A redoma de vidro pairava, suspensa, alguns centímetros acima da minha cabeça".

Esther é uma personagem tão complexa, profunda e cheia de nuances. É incrível como a Sylvia Plath descreve tão bem a depressão em uma época que o assunto nem era tão estudado, mesmo sendo claro que os sentimentos da personagem principal foram inspirados na vida da própria autora que se suicidou logo depois. "A Redoma de Vidro" é poesia em forma de prosa. É um grito angustiante sobre a depressão e sobre as redomas de vidros que as vezes nos sentimos dentro.
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