A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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Matheus 12/11/2017

"A Redoma de Vidro" é poesia em forma de prosa
"A redoma de vidro pairava, suspensa, alguns centímetros acima da minha cabeça".

Esther é uma personagem tão complexa, profunda e cheia de nuances. É incrível como a Sylvia Plath descreve tão bem a depressão em uma época que o assunto nem era tão estudado, mesmo sendo claro que os sentimentos da personagem principal foram inspirados na vida da própria autora que se suicidou logo depois. "A Redoma de Vidro" é poesia em forma de prosa. É um grito angustiante sobre a depressão e sobre as redomas de vidros que as vezes nos sentimos dentro.
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Tereza 07/11/2017

A Redoma de Vidro
Triste narrativa sobre uma mulher com vários dilemas existenciais. A vida pode ditar caminhos e meandros tiradores da razão de qualquer um.
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Kronna 06/11/2017

Encantada e de coração partido
O triste nesse livro, o realmente triste, foi que me encontrei em suas páginas. Eu me vi fazendo as mesmas coisas que Esther. Eu vi que eu fiz. Isso me entristeceu. Me incomodou. Me fez dizer 'não faz isso, por favor'. Mas acredito que isso é a principal função dos livros; incomodar, cutucar a ferida, mostrar o que não quer ser mostrado. E conseguiu.
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Fernanda Faria 16/10/2017

A redoma de vidro - comentário
Foi uma leitura arrastada e que só consegui terminar de ler devido a minha força de vontade.
Não sei se eu não estava no clima, queria ler algo mais animado ou qualquer coisa do tipo, mas eu não gostei da narrativa. A história em si é interessante e atrativa, mas a maneira de narração me deixou entediada. Senti que perdi alguma coisa durante a leitura, talvez eu tenha cochilado em alguma parte (provável).
Apesar de esse tipo de história me interessar bastante, não consegui me conectar com a personagem.
Depressão é algo que chega de mansinho e vai tomando posse de você aos poucos e sem perceber você está, como o livro diz, numa redoma de vidro. O que é perceptível na história. As indagações da vida de Esther com o mundo me fez lembrar alguns momentos da minha vida (bem sutil, é claro), mas só. Não tenho mais nada a acrescentar. Talvez eu tenha lido num momento errado.


Carolina 21/09/2017

Nossa paisagem
A leitura desse livro foi complicada porque, antes de iniciá-lo, eu já sabia que, pouco tempo depois da publicação da obra, a autora se suicidou. Portanto, ao longo dos capítulos, mesmo conhecendo o andamento da história (devido ao caráter autobiográfico do livro), eu esperei que alguém conseguisse realmente ajudar Esther e ela pudesse retomar sua rotina, o que não aconteceu.
É muito triste acompanhar alguém com depressão e ver estampado nos olhos, na fala, nos sentimentos dessa pessoa a sensação de fracasso diante da vida, sem poder ajudá-la na prática, como deveríamos. Foi angustiante ouvir a todo tempo o clamor nas palavras da personagem/autora, ainda que inconscientemente.
Ouvi muitas pessoas dizendo que o livro era "pesado", e sim, ele é, mas, para leitores, como eu, que "flertam" com algum distúrbio mental, as dúvidas, dores, inquietações ali expostas apenas fazem parte da nossa paisagem, como disse Esther em algum momento.


Eduarda 12/09/2017

Só leia se estiver feliz
Narrado em primeira pessoa, A Redoma de Vidro nos apresenta Esther Greenwood, uma jovem estudante que tem um futuro aparentemente promissor. Sua vida acadêmica é digna de celebração. E, no entanto, em meio à hipocrisia da sociedade glamourosa em que passa a viver, ela se sente sozinha e deprimida.
Esther é uma garota inteligente, que ganhou uma bolsa de estudos e agora faz estágio numa importante revista de Nova York. Ela está cercada de gente badalada e frequenta lugares chiques, mas aos poucos sua mente e seus sentimentos se afastam da realidade e a moça parece ser consumida por angústia e desespero. Determinada a acabar com o grande vazio, Esther tenta suicídio. Ela falha em sua tentativa, e então é internada numa clínica psiquiátrica.

Sylvia Plath constrói de maneira brilhante uma narrativa (não exatamente linear) que demonstra como acontece a "imersão" de uma pessoa na realidade da depressão. Uso a palavra imersão porque Esther é arrastada para o centro dessa redoma aos poucos, e nós a acompanhamos.
A personagem é extremamente melancólica e já carrega esse traço desde antes de afundar de vez em sua doença. A escrita da autora é tão poética e sublime que chegamos a enxergar alguma beleza na situação. Faz sentido?
Além de todos os sentimentos sorumbáticos, nos tomamos de revolta, com a família dela principalmente, que acredita que a própria Esther é a responsável por sua situação, e que pode sair dela quando tiver vontade. E que tristeza saber que esse tipo de concepção da depressão e de outras doenças psíquicas é tão comum ainda hoje!
O fato de ser mulher, ainda que já com os considerados privilégios da época, pesa muito para a protagonista. São nos pequenos detalhes, no "machismo nosso de cada dia", que se solidifica ainda mais o aperto no peito de Esther. A protagonista do livro questiona o lugar da mulher na sociedade da época e tem consciência de que algumas liberdades que tomam com ela só se dão por ela ser mulher. Aí está mais uma tristeza: a gente, em pleno século XXI, ainda se identifica com muitas situações vividas por ela.

Preciso alertá-los aqui do fato de que apesar de a leitura ser fluida e, de certa forma, leve, está repleta de angústia. Eu sempre ouvi dizer que não era um livro pra ser lido em qualquer momento e segui esses conselhos (até porque já sou uma pessoa muito melancólica, então imaginei o que aconteceria comigo). Esperei pra ler num momento de total clareza e felicidade na minha vida. E olhem que, ainda assim, fiquei muito deprimida após a leitura.
É ainda mais deprimente quando se sabe que A Redoma de Vidro é uma espécie de autobiografia, e algumas das situações são reais, tanto que foi lançado primeiramente sob um pseudônimo: Victoria Lucas.
Imagino que vocês saibam como terminou a história da autora, não? Pra afundar um pouquinho mais somos obrigados a saber que Sylvia Plath se suicidou pouco tempo após a publicação desse romance. Sua morte, aos 30 anos de idade, é uma das mais famosas (e pra mim, tristes) no hall da literatura: ela deitou a cabeça no forno (sobre uma toalha) com o gás ligado, após tomar vários remédios, e só foi encontrada na manhã seguinte. E, vejam só vocês, passados 46 anos, seu filho também se suicidou (enforcando-se em sua casa).
Estando consciente desses fatos, a leitura torna-se ainda mais pesada, pois além da história há aquela aura de tragédia que a cerca.
Apesar dos pesares acho esse livro fundamental. É um romance de formação único e traz MUITA reflexão. Recomendo fortemente, mas não posso dizer que recomendo sempre. Meu conselho é: não leia esse livro a menos que esteja totalmente de bem com a vida.

site: http://www.cafeidilico.com/2017/09/a-redoma-de-vidro-sylvia-plath.html
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Pandora 06/09/2017

Em retrospecto, não faço ideia de como topei com "A redoma de vidro" da Sylvia Plath. Esse foi o tipo de livro com o qual me vi de repente na mão lendo enquanto estava presa em no congestionamento meu de cada dia, sem ter ideia da tema da história, da vida do autor, do que esperar e sem google ou skoob para ajudar com o sagrado spoiler.

De muitas formas, Sylvia Plath dispensa apresentações, para entender do que essa autora é feita basta ler o primeiro paragrafo do livro. Ele te da um soco preciso no estomago e de uma vez só você descobre uma autora de escrita limpa, confiante na capacidade de compreensão do leitor (um risco no qual atualmente poucos autores ousam correr), capaz de metáforas precisas e um cuidado exacerbado em não ter pressa de avançar na caminhada ou chegar a reta final.

"Era um verão estranho, sufocante, o verão em que eletrocutaram os Rosenberg, e eu não sabia o que estava fazendo em Nova York. Tenho um problema com execuções. A ideia de ser eletrocutada me deixa doente, e os jornais falavam no assunto sem parar - manchetes feito olhos arregalados me espiando em cada esquina, na entrada de cada estação de metrô, com seu bafo bolorento de amendoim. Eu não tinha nada a ver com aquilo, mas não conseguia para de pensar em como seria acabar queimada viva até os nervos."

O livro é todo escrito em primeira pessoa e através dele conhecemos Esther Greenwood, uma estudante universitária brilhante, capaz de sair do subúrbio para uma prestigiada universidade e consegui um concorrido estagio em uma revista em Nova York. Esther tem tudo para ser um simbolo de ascensão social, exceto talvez pelo fato de que a moça não está nada bem. As hipocrisias cotidianas, violências simbólicas, mascaras sociais, pressões culturais impostas as mulheres, angustias cotidianas, medos, solidão e cobranças batem na estrutura psicológica dela dia após dia e consomem as bases de sustentação do prédio todo.

A protagonista se sente como uma criança solitária olhando um desfile luxuoso encabeçado por um Rei nu. A multidão percebe a nudez dele, mas o aclama como se ali houvesse sedas e fios de ouro, vivem a festa da insignificância, convidam Esther a fazer o mesmo. Ela não consegue e definha... definha... definha... E vai se desconectando da multidão, da visão do "Rei nu", de todos que sentem o mesmo que ela... Esther Greenwood sofre de uma feroz depressão.

"Vejam só do que esse país é capaz, elas diriam. Uma garota vive em uma cidade no meio do nada por dezenove anos, tão pobre que mal pode comprar uma revista, e então recebe uma bolsa para a universidade e ganha um prêmio aqui e outro ali e acaba em Nova Yorke, conduzindo a cidade como se fosse seu próprio carro.Acontece que eu não estava conduzindo nada, nem a mim mesma."
De página em página acompanhamos o definhar dela, o passo a passo de como ela se desconecta de tudo e todos, como vai se perdendo de si, como a falta de sentido vai cercando ela de ponta a ponta, como uma redoma de vidro pousa sobre ela e de repente o próximo fica distante e tudo e nada viram a mesma coisa para ela.

O livro angustiante, poético, sem rodeios ou subterfúgios, mas não é dramático, Plath não apela para nada além da verdade de seus sentimentos. Este é um relato autobiográfico da vida e dos sentimentos da própria Sylvia Plath. Após a leitura descobri que ela é uma importante poetiza americana, que também habitou o doloroso mundo da redoma de vidro, no verão de 1952 tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica.

"Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia."
"A redoma de vidro" é um relato sincero, leal, cru, nada dramático, mas doloroso sobre depressão, as situações nas quais a doença coloca a pessoa e como a sociedade reagia com desconhecimento e preconceito na década de 1950. Desnecessário dizer o quanto o texto permanece atual.

"Eu via os dias do ano se estendendo diante de mim como uma série de caixas brancas e brilhantes, separadas uma da outra pela sombra escura do sono. Só que agora a longa perspectiva das sombras, que distinguia uma caixa de outra, tinha subitamente desaparecido, e eu via os dias cintilando à minha frente como uma avenida clara, larga e desolada até o infinito."

É doloroso ver como a família não compreende e acha que Esther está naquela situação por que quer, é revoltante como existia (desconfio que ainda existam) uma gama de profissionais mal preparados para cuidar das pessoas, é desconfortável a intervenção dos religiosos, é de da vergonha é duro/desconfortável está dentro da cabeça de alguém terrivelmente deprimido.

"... odeio gente que pergunta como você está e, mesmo sabendo que você está na pior, espera que você responda 'tudo bem'. - Estou péssima."

Esse é o tipo de livro que marca e informa. É um relato sem frescuras de uma pessoa que esteve na redoma de vidro e foi tragada por ela até não sobrar nada, como a Sylvia Plath se suicidou pouco depois de ter escrito esse livro considero ele como um presente a todos nós. Ler esse texto nos da a oportunidade de ter uma ideia de como é sofrível está deprimido.

Com sua escrita precisa Sylvia Plath diz que as pessoas não ficam deprimidas por desejo ou necessidade de chamar atenção. Depressão é uma DOENÇA, é REAL, MATA.

"Para uma pessoa dentro da redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim.Um sonho ruim.Eu lembrava de tudo.(...)Talvez o esquecimento, como uma nevasca suave, pudesse entorpecer e esconder aquilo tudo.Mas aquilo tudo era parte de mim. Era minha paisagem."

Particularmente nunca sei o que fazer em relação a depressão, mas sei que as pessoas só podem ser o que são e talvez encarar a realidade do que elas são, a sua paisagem interior como verdadeira, por mais árida que seja, possa ajudar. A gente só pode ser o que é, nada mais ou menos. Aceitar e ser aceito faz bem e ajuda a enfrentar a vida e encontrar soluções para a solidão.

Respirei fundo e ouvi a batida presunçosa do meu coração.Eu sou, eu sou, eu sou.
Nunca é demais lembrar que depressão é um problema de saúde pública. Não sou uma pessoa de muitas certezas, mas suspeito que todos nós devíamos fazer o exercício de lembrar que depressão mata e encarar com seriedade o sofrimento psicológico e o quanto ele é REAL e PERIGOSO. Setembro é marcado pela campanha "Setembro Amarelo" através da qual se busca conscientizar sobre a prevenção do suicídio, para saber mais da uma olhada no site http://www.setembroamarelo.org.br/

Eu também gostaria de agradecer a Sylvia Plath por ter tido força suficiente para escrever esse livro antes de partir. Não sei se indico a todos o mergulho nessas águas, mas esse é o tipo de livro fundamental, em todas as bibliotecas do mundo deveria ter um exemplar dele.

site: http://elfpandora.blogspot.com.br/2017/09/a-redoma-de-vidro.html
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Rafa 01/09/2017

<3
Livro pra vida
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Daniela 30/08/2017

Por outro olhar
A leitura me fez lembrar do filme incrível "Bicho-de-sete-cabecas", que fala muito dessa questão dos transtornos mentais. O que gostei do livro foi a escolha de um narrador personagem. Quase tivéssemos um narrador observador , distante e frio, poderíamos ter mais trechos elucidados, outras visões da história, e muito mais detalhes. Mas a beleza do livro está justamente na sutileza e leveza que Esther conta sua própria história. Ainda mais se tratando desse assunto, em que a visão do paciente, de quem sofre é a última coisa que se leva em conta.


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Maitê 10/08/2017

intimo
Conhecia a historia da vida de Sylvia Plath e do seu fim, mas como de costume, não procurei saber nada sobre esse livro antes de ler, então, foi com grande surpresa que descobrir ser um livro semi-biográfico. É chocante em seu desespero, como você se vê preso em seus pensamentos, sentido suas emoções sufocantes, e saber como tudo terminou na realidade é como ter uma sequencia de um livro que você realmente não queria ler.
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Fabischiavon 28/07/2017

Para as vítimas da depressão
Muitas outras resenhas aqui publicadas podem falar sobre o valor literário de Sylvia Plath. Eu darei a visão de quem sofre de depressão e escolheu ler este livro para conhecer a visão de mais uma vítima dessa doença. O livro é uma autobiografia da autora suicida, que vem disfarçado de romance. O título "a redoma de vidro" é usado por ela no meio do livro parar explicar a sensação de estar preso dentro do sentimento da tristeza - nunca ouvi outra explicação ou comparação tão sensível e perfeita como essa. Sylvia nunca encontrou a cura para a depressão, mas divide com todos nós a legitimidade deste tipo de dor.

site: https://pensamentosdeelevador.wordpress.com/
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ountront 22/06/2017

Continente de Afetados
Pra mim, bem leve. Sylvia se soma ao continente de afetados pela merda que é a maioria das coisas ao nosso redor. Porém, sua caracterização do assunto mantém uma leveza, uma preocupação talvez em não chocar muito o universo que a lê. Bonito, porque quase real. Mas não intenso, por motivos que não sou leviano o suficiente para tentar elencar.
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