A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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Isabel.Souza 18/09/2016

Um romance único e comovente.
O livro é narrado em primeira pessoa pela protagonista Esther Greenwood. Esther é uma jovem criada nos subúrbio de Boston que vê sua vida se transformar quando tem a oportunidade de ir estudar numa ótima universidade. Lá ela consegue uma bolsa para um estágio em uma revista feminina na cidade de Nova York. Esther tem tudo que uma jovem da sua idade poderia querer: estuda em uma prestigiosa universidade, é uma ótima escritora, ganhou diversos prêmios, consegue esse estágio com algumas meninas e vai se aventurar em Nova York, uma vida cheia de possibilidades se abre a sua frente. Porém, nem tudo são flores, apesar dessa vida maravilhosa que Esther poderia usufruir nada lhe apetece. Nem as relações com as amigas, nem as relações amorosas, nem a faculdade. Essas relações na verdade acabam sendo sufocantes e o seu interesse pelas coisas torna-se quase nulo.
A redoma de vidro tem como principal premissa a destruição que a depressão causa ao afetar a vida de uma pessoa, aqui no caso de Esther. Mas não é só isso. O livro traz também, fortemente, questões relacionadas ao posicionamento social da mulher na sociedade. (...)

Você pode conferir mais dessa resenha acessando meu Blog:

site: https://depoisdelido.wordpress.com/2016/09/18/a-redoma-de-vidro-um-romance-unico-e-comovente/
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raissa 17/09/2016

Nada
Ela morreu dias depois de ter esse livro publicado, porque ninguém a ajudou? Foi um grito silencioso, mesmo que nunca se espere que alguém realmente se mate, era pra alguém ter percebido o anúncio da sua morte. Fiquei com raiva.
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Ana Lima 15/09/2016

O romance, que foi o único da poeta Sylvia Plath, tem como protagonista Esther Greenwood - uma jovem de classe média que, após ingressar em uma prestigiada universidade no interior dos Estados Unidos, é premiada com um estágio de algumas semanas em uma revista feminina em Nova York.

O tempo que passa na cidade é recheado por altos e baixos. Vivendo entre festas, bebedeiras, ressacas e ainda com a oportunidade incrível na revista, Esther volta para casa com profundas marcas das poucas semanas que esteve longe. O que tinha tudo para ser o momento mais espetacular de sua vida, se tornou o início de uma agonia mortal, a depressão.

Pode parecer estranho sentir tanta identificação com uma personagem depressiva, mas não é, e aqui faço um parenteses para um detalhe bastante particular sobre mim: eu conheço as dores da depressão. E tenho certeza que minha amiga, a Drielly, sabia exatamente o porquê desse livro me tocar tanto.

Eu me vi em todo o processo da Esther: desde o fato que deu o gatilho para a doença se manifestar; a sensação de não pertencer a lugar algum; o pensar estar ficando maluca e até mesmo os frequentes pensamentos suicidas. Eu vivi tudo na minha pele, e ver tudo isso retratado em um livro me tocou de uma forma que só um livro havia me tocado antes.

Não é pra menos que Sylvia conseguiu com maestria relatar tudo isso em um romance: a poeta também sofreu de depressão, e depois de anos de tentativas, cometeu suicídio aos 31 anos. Mesmo que esse fato não fosse do meu conhecimento, acredito que só quem já passou pela montanha-russa que é a depressão conseguiria retratá-la de forma tão fiel e dolorida. A cada página, eu sentia as dores de Esther e também as dores de Sylvia.

Não sei até que ponto essa leitura é agradável ou até mesmo compreensível para quem nunca teve certo contato com a doença - parentes próximos ou um contato mais profundo -, mas acredito também que certas leituras estão aí justamente para causar desconforto, pra tirar o leitor da sua zona de conforto, e eu indico esse livro fortemente pelo fato de diversas pessoas próximas a mim não saberem lidar com a situação em que me encontrei e também que a Esther se encontra no livro.

A própria mãe da personagem não sabe direito como lidar com isso, e o fato do livro ser narrado em primeira pessoa pela protagonista nos faz sentir como que dentro dos pensamentos dela. É, sobretudo, um livro para ser lido não só como ficcção (até essa categorização é colocada em prova, tendo em vista todo o histórico de Sylvia Plath e possíveis pitadas de autobiografia), mas para ser lido como um relato que poderia ter sido escrito por um amigo próximo, um vizinho, seu pai, sua mãe... Até me por você mesmo.


site: www.poesiadestilada.com
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Camilla 05/09/2016

Um livro sutil e delicado que vai te tocar de um jeito totalmente diferente
Esther era uma garota aparentemente normal até o dia que se descobriu louca, parece meio chocante se deparar com uma história assim, mas o que Syvia Plath faz nesse livro é sensacional. Ela vai te mostrando a mudança de Esther aos poucos, desde uma menina lúcida á uma menina louca com tendências suicidas.
Pra mim é até estranho falar o quanto eu me identifiquei com Esther, com suas dúvidas e incertezas. Quando ela é internada na clínica e começa a conviver com as outras pacientes é o auge do livro, é tão interessante ver o quanto Esther "mudou" desde o começo do livro. Sei que posso não ter falado coisa com coisa, mas esse livro é SENSACIONAL e você deveria muito ler ele. Tipo sério mesmo!
"Você nunca se decepciona quando não espera nada de alguém" melhor frase sim!
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Cesinha 26/08/2016

Um retrato fiel, de que não somos simplesmente loucos
Um dos sentimentos que mais essa história me transmitiu foi a da necessidade de "higiene social" (ou, eu diria, de eugenia) que a sociedade adora estabelecer. Esther queria simplesmente entender o que acontecia ao seu redor e dentro de si mesma, mas foi classificada como louca. Quantas vezes na minha infância eu deixei de falar certas coisas que eu saberia que me causariam retaliações, quantas vezes eu vi aqueles filmes onde os iconoclastas eram levados de camisa de força para um sanatório.

Não quero glamurizar a depressão, mas o que será a depressão? É ter consciência de que as formas que temos a mão de nos relacionar com o mundo são insuficientes? Será sã aquela pessoa que toma seu rivotril ou álcool toda noite para sentir que a vida ainda vale a pena e conseguir falar "tudo" quando alguém pergunta se tá tudo bem?

Enfim, um livro que queria muito ler, e que não fez feio. Mexeu comigo.
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Millene.Grandemagne 15/08/2016

Único
Incrível entrar nesta história sobre uma pessoa que em um momento está bem e no outro está tentando o suicídio, ainda mais quando parte de uma perspectiva tão doce e juvenil. Conhecer um pouco mais a fundo essa doença tão delicada e nociva. O relato fica ainda mais interessante quando sabemos que a autora do livro se suicidou pouco depois da publicação deste romance, ou seja, a sensibilidade da história era, mais do que nada, baseada na realidade.

"Me vi sentada embaixo da árvore, morrendo de fome, simplesmente porque não conseguia decidir com qual figo eu ficaria. Eu queria todos eles, mas escolher um significava perder todo o resto, e enquanto eu ficava ali sentada, incapaz de tomar uma decisão, os figos começaram a encolher e ficar pretos e, um por um, desabaram no chão aos meus pés." (p. 88)


"[...] onde quer que eu estivesse - fosse o convés de um navio, um café parisiense ou Bangcoc -, estaria sempre sob a mesma redoma de vidro, sendo lentamente conduzida em meu próprio ar viciado." (p. 208)
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Patrícia Belmonte 25/06/2016

"A REDOMA DE VIDRO", SYLVIA PLATH - EDITORA BIBLIOTECA AZUL
Único romance da poeta americana Sylvia Plath lançado semanas antes de sua morte, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica.

Assim como a protagonista, Esther Greenwood, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão.

Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.

site: http://atualizandolivros.blogspot.com.br/2016/06/a-redoma-de-vidro-sylvia-plath-editora.html
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Aline 20/06/2016

Maldita Figueira
Da mesma forma que “O Apanhador no Campo de Centeio”, cheguei à conclusão que li “A Redoma de Vidro” numa fase errada da minha vida. Ou, pensando melhor, retifico: AINDA BEM que li os dois livros em fases erradas da minha vida, caso contrário eu estaria mais suscetível a me enterrar até o pescoço com os personagens.

Como comentário geral, acho que não há quem não se identifique, pelo menos um pouquinho, com o depoimento da Esther. Afinal, trata-se de um relato brutalmente honesto. Em especial, o livro tem metáforas muito bonitas sobre o estado psíquico de Esther e - por que não? - sobre a natureza humana. O livro é escrito de forma tão autêntica, que o leitor consegue ter a imagem nítida dos figos que deixam de ser sãos ou da distorção de quem está dentro da redoma.

Enfim, Esther é comovente e o livro, notável.
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Gahcardozo 16/06/2016

Talvez eu nunca consiga unir as palavras pra, decentemente, resenhar ou comentar essa obra. Acredito que seu caráter auto-biográfico mude tudo, já que, enquanto leitor, busquei saber da vida de Sylvia e fiquei chocado com suas semelhanças com a protagonista. O que a autora não sabia, de certo, é que além de uma genial análise sobre as tensões das estruturas de gênero, os tabus sexuais em cima da mulher e a crítica sagaz aos métodos da psiquiatria do século XX, os pensamentos de Esther seriam tão compatíveis a pessoas que sofrem com depressão, ansiedade ou quaisquer outros problemas psicológicos. Lê-la, em certos momento, foi quase como ler a mim mesmo.
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Rita 06/06/2016

A tristeza descrita e sentida em palavras.
A narrativa do livro é maravilhosa. Não há defeitos. A autora traduz seus sentimentos da forma mais íntima e real que eu posso imaginar. Eu, como leitora, me envolvi completamente com a personagem. A história é envolvente, o que não significa que seja bom, já que é triste e amarga. O leitor é capaz de ver com os olhos da personagem, entender o que se passa numa mente entregue a depressão, portanto, é uma leitura sofrida, dolorida e, definidamente, não é uma boa opção pra quem estar passando por um momento difícil. Chegou a um ponto que eu não aguentava mais, torcia pra que o livro acabasse logo, da mesma forma que a gente torce para que um momento ruim acabe.
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Augusto 28/05/2016

5 estrelas
Demorei muito para escrever alguma coisa sobre esse livro, talvez, porque ele fala muito de mim, e tudo que eu poderia dizer já foi dito, de forma brilhante por Sylvia nesse livro. Tornou-se um dos meus favoritos.
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Simone.Sardinha 22/05/2016

Denso é a palavra
Livro bastante forte, denso, que mostra as reações de uma adolescente em crise e essa crise afeta sua vida e de sua própria família.
Alguns dizem que o livro é uma auto-biografia, mas isso não é confirmado.
A vida de Esther é mostrada sem rodeios. E vemos a depressão chegar ao extremo com a tentativa de suicídio e até aos choques elétricos.
Nos faz realmente pensar em ambos os lados: o sofrimento e a rebeldia do adolescente que não consegue administrar suas crises e suas dúvidas, e a família, que sem saber como agir, pode acabar piorando a situação desse adolescente achando que está fazendo o melhor.
O livro aborda ainda a questão do bullying que as pessoas consideradas “diferentes” pela sociedade podem vir a sofrer e o quanto isso afeta suas vidas.
Portanto, se você não estiver em um bom momento de vida, não recomendo ler esse livro.
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Brú Rampinelli 21/05/2016

Esther e a redoma
Passei horas tentando escrever algo sobre a experiência que tive ao ler esta obra, mas as palavras não se encaixavam de forma coerente.
A relação que criamos com a protagonista é de uma cumplicidade materna e identificação íntima. Esther nos cativa desde a primeira página até o último ponto final do livro.
No fim da leitura nosso maior desejo é acreditarmos estarmos fora da redoma
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