A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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Serena 01/02/2010

Esther Greenwood vivia na redoma que a sociedade criara para ela, a princípio tentou moldar-se ao esperado de uma jovem tão brilhante. Mas quando não se reconhece aquele alguém refletido no espelho, e o maior pesadelo é não poder fugir dos próprios muros, a insanidade parece ser o último folego daquilo que ainda se chama, eu.
Esther foi o que Plath queria salvar de si, e não salvou.

"A batida do meu coração retumbou
como um tambor na minha cabeça.
Eu sou, eu sou, eu sou."
[Sylvia Plath - A Redoma de Vidro]
Ericka Firmino 03/02/2012minha estante
Muito bom mesmo! Preciso ler esse livro.




Tainá.tas 02/12/2020

A redoma de vidro
eu realmente quero poder abraçar a Sylvia Plath e agradecer.
um livro intenso, com uma escrita tão fluida e bem detalhada que me fez esquecer de respirar.
eu tive momentos na minha vida onde parecia que o mundo tinha me engolido e eu estava perdida no meio de tudo isso. eu só queria que tudo simplesmente parasse. e bem... eu tentei acabar com tudo. bem mais de uma vez.
esse livro me fez aceitar que está tudo bem, que você pode melhorar, que muitas vezes a sua mente é a sua maior inimiga, que a redoma vai tentar te destruir.

Sou eu. Sou eu. Sou eu.

Se lembre e sinta.

enquanto eu lia era como se a autora colocasse uma manta quentinha em volta de mim, me desse um abraço apertado, segurasse a minha mão e falasse: "eu estou aqui com você, eu venci, você também"
mas infelizmente a Sylvia não saiu da redoma. ela se suicidou.
mas salvou tudo que queria de si mesma na Esther, e eu quero isso também.

Ps: " Depois que Doreen foi embora, fiquei me perguntando por que eu não conseguia cumprir as minhas obrigações até o fim. Isso me deixou triste e cansada. Então me perguntei por que também não conseguia deixar de cumprir as minhas obrigações até o fim, do jeito que Doreen fazia, e isso me deixou mais triste e cansada ainda."
Malu.Furtado 19/12/2020minha estante
amiga isso ta perfeito, eu me arrepiei todinha


Tainá.tas 06/01/2021minha estante
Muito obrigada mesmo ??




Amanda Vaz 01/10/2020

Difícil e doloroso
Não tivemos a oportunidade de conhecer a Esther de antes, como a própria personagem se refere em dado momento, adentramos na vida dela quando os sinais já estão lá - a incapacidade de concluir tarefas, o desinteresse pelas coisas, e é dificílimo acompanhar como esse estado vai se deteriorando. Além disso, Esther levanta questões importantíssimas sobre os conflitos de ser mulher, e embora o livro seja lá da década de 60, é extremamente atual nesses aspectos. Destaco ainda a maestria com a qual a Sylvia Plath descreve esses conflitos, somando-se aos conflitos internos de alguém que não está em equilíbrio consigo mesmo. Alguns trechos da história podem soar confusos, como os cortes de um momento a outro, mas vejo isso como proposital e um ponto positivo da narrativa, outros são tão dolorosos que fazem necessário colocar a leitura em pausa, e é, no entanto, tudo isso que faz com que a experiência seja tão sentida.

"Mas eu não tinha certeza. Eu não tinha certeza de nada. Como eu poderia saber se um dia ? na faculdade, na Europa, em algum lugar, em qualquer lugar ? a redoma de vidro não desceria novamente sobre mim, com suas distorções sufocantes?" 
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Ana Costa 09/12/2013

"Eu respirei fundo e ouvi a velha pancada do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou."
O romance semi-autobiográfico da poetisa Sylvia Plath me marcou como ferro em brasa. Curiosamente, este fim de ano comecei a ler alguns livros mais densos, e algo dentro de mim implorava para finalmente lê-lo.

Eu já conheço o trabalho, a vida e a história de Sylvia há algum tempo, então sabia onde estava me metendo. O que eu não sabia era que meu passado cairia em cima de mim como o teto de uma casa, desabando enquanto eu lia A Redoma de Vidro.

Algumas semelhanças do romance com a minha própria vida são enlouquecedoras; em várias páginas eu quase me imaginava como a protagonista Esther Greenwood, uma jovem que lenta e imperceptivelmente, entra em depressão e enlouquece.

Esther, que estava vivendo dias de intensas experiências ao ganhar um trabalho na redação de uma conceituada revista em Nova York, enfrenta uma enorme decepção quando seu maior sonho se despedaça diante de seus olhos. Sem notar, a decepção vai se transformando em apatia e resignação, e a personagem se vê internada em um manicômio após tentar se matar. Os dias passam e ela não consegue dormir, nem comer, nem tem ânimo para trocar de roupa ou pentear os cabelos. Ela forja meios para cometer suicídio nas cenas mais cotidianas, e se vê fazendo tratamentos de eletrochoque para tentar se curar do que, nas décadas de 50 e 60, era considerado loucura e não doença.

"Eu engatinhei de volta para a cama e puxei o lençol sobre minha cabeça. Mas mesmo isso não bloqueou a luz, então eu enterrei minha cabeça sob a escuridão do travesseiro e fingi que era noite. Eu não via o porque de me levantar. Eu não tinha nenhuma expectativa."


A autora, Sylvia Plath, que teve um duro convívio com a depressão, fala com uma propriedade escandalosa sobre o dia a dia de sua personagem enfrentando seus demônios. Ela se suicidou aos 30 anos, pouco depois do lançamento de sua única prosa, que considerava apenas mediana. O livro se tornou símbolo do movimento feminista, graças aos constantes questionamentos de Esther sobre a função da mulher na sociedade, em temas como a perda da virgindade, casamento e sua escolha de não ter filhos.

Eu não considero A Redoma de Vidro um livro para entreter. Assim como "Walden", de Thoreau, é um livro para ser lido em um momento em que se busca por auto-conhecimento. Qualquer pessoa, independente de gênero, que tenha tido um contato mesmo que superficial com a depressão, vai se identificar profundamente.

site: http://anna-costa.blogspot.com.br/2013/12/a-redoma-de-vidro-de-sylvia-plath.html
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Vanessa 28/08/2009

A intensidade do inferno pessoal vivido por Esther faz até os vidros que a cercam, derreterem.
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juliarfs 25/09/2020

''para a pessoa dentro da redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim.''

o livro é incrível, mas foi muito difícil pra mim, muitos gatilhos e muitos pensamentos da esther me deixaram completamente mal, eu entendo tudo que ela passa e não desejo pra ninguém

uma leitura difícil, mas necessária
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Felipe Lago 24/05/2011

Lindo.
Sylvia Plath mais do que ninguém sabia o que era a tristeza, mas soube tirar tanta beleza e poesia quanto dor dela, o que faz com que a leitura desse livro, cheio de analogias fantásticas (como a da figueira), seja fácil e deliciosa.
é um dos livros da minha vida.
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akasaori 15/01/2021

Forte.
Uma atmosfera pesada, sensível e importante. Muitos gatilhos, recomendo estar bem preparado psicologicamente antes de ler esse livro. Curto, porém tocante. Me deixou curiosa para ler os diários de Sylvia Plath
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Zi 29/03/2010

Onde a loucura dorme inteira e sem lacunas
"Onde a loucura dorme inteira e sem lacunas" é um verso de um poema de Jorge de Lima que se aplica bem ao caso da jovem Esther Greenwood, no fundo a própria autora, que vai se aprisionando dentro de si mesma, com aqueles grilhões invisíveis (que todos nós, em certos momentos, somos tentados a nos colocar) até à beira da loucura. O livro até começa meio morno, mas aos poucos a nossa personagem vai se deixando tragar pelo turbilhão da depressão e da loucura. Ela bem que buscou ajuda, mas o primeiro terapeuta, que ela procurou voluntariamente, não teve empatia com ela, e a ajuda não veio (conheço casos assim). O desfecho do livro parece ser o que a autora desejava para ela mesma, mas infelizmente não foi o que ela obteve na sua breve (e poeticamente fecunda) existência. Li, não me lembro onde, que certa vez perguntaram a um conhecido terapeuta americano qual seria, na opinião dele, o percentual de pessoas com algum tipo de problema emocional, e a sua resposta foi: "Todos nós".
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Bruna Martins 25/04/2020

Um belo livro pra iniciar minha relação com Silvia Plath
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Fla @flaavilar 30/03/2020

A redoma de vidro | Sylvia Plath
Obra semi-biográfica, A redoma de vidro foi publicado em 1963, semanas antes da escritora cometer suicido em seu apartamento. Esther Greenwood (pseudônimo utilizado por Sylvia), está fazendo um estágio em uma editora em Nova Iorque. Ela e mais algumas garotas estão passando uma temporada no hotel Amazon onde apenas mulheres podem ficar hospedadas. Durante esse período Esther está rodeada de grandes eventos e conhecendo pessoas importantes.

Passando por um período de transição, onde mulheres estavam mudando seu ponto de vista sobre casamento e filhos, Esther encontra-se confusa sobre quais são seus objetivos para o futuro. Ao termino do estágio ela descobre que não foi selecionada para continuar na editora e retorna para sua cidade e volta a morar com sua mãe.

Esse retorno veio carregado de dúvidas e incertezas sobre qual rumo Esther deve tomar na vida e isso acarreta em uma série de eventos que a levam a uma depressão profunda.

Esse foi o primeiro livro do ano a ser sorteado na leitura coletiva do clube Oxebook Cariri e fiquei bastante animada pois esse livro já estava na minha estante a bastante tempo e era uma leitura que queria muito fazer em 2020. Apesar de já ter um conhecimento sobre o que a obra se tratava, fiquei um pouco surpresa com alguns acontecimentos narrados.

A História é narrada em primeira pessoa e nela vamos mergulhar na mente dessa personagem e no declínio em que sua vida foi se tornado. Contudo, por mais que seja um clássico da literatura mundial, preciso fazer um alerta de gatilho para a depressão e suicídio.

site: https://resenhasdaflablog.com.br/a-redoma-de-vidro-sylvia-plath/
Camila 31/03/2020minha estante
A conclusão da sua resenha diz tudo! Estava lutando contra uma crise depressiva quando li esse livro. Não recomendo para quem está em crise também.


Camila 31/03/2020minha estante
A conclusão da sua resenha diz tudo!

Eu estava no meio de uma crise depressiva quando li esse livro. Não recomendo para quem está nessa situação, apesar de ser uma ótima leitura.


Fla @flaavilar 01/04/2020minha estante
Com certeza é um livro que não indico para qualquer pessoa. A leitura é bastante densa e tem várias camadas da depressão.?




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