A Redoma de Vidro

A Redoma de Vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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Fabiano.Teixeira 09/09/2019

A Redoma de Vidro é o único e último romance de Sylvia Plath, que se suicidou pouco tempo depois. Muitos dizem que a obra é uma autobiografia da autora, que passava por crises graves de depressão.

A Redoma de Vidro, conta a história de Esther Greenwood, uma mulher brilhante, bonita e talentosa, mas lentamente em declínio, se sentindo cada dia mais sufocada e presa dentro de si mesma. A escrita de Sylvia é envolvente e nós sentimos o turbilhão de emoções que trazem a personagem para o fundo do poço. Esther tem tudo e sente que não tem nada. E assim a obra vai percorrendo os caminhos e as tentativas da personagem de encontrar uma saída. Pular para fora da vida pode ser a opção mais fácil e mais segura principalmente quando buscar um recomeço, sem apoio, é quase impossível. A redoma que envolve a personagem não é facilmente quebrável, talvez nunca seja.

A Redoma de Vidro é uma leitura difícil, profunda, triste, que se alterna do leve ao pesado, do descontraído ao sufocante, chega a ser angustiante. É uma obra profunda e densa que percorre os caminhos da depressão.
Ela nos faz pensar e refletir muito sobre nós mesmos, independentemente de como nos sentimos com relação a tudo e a todos. Ela nos faz pensar e refletir muito sobre os que vivem ao nosso redor e como nos comportamos com relação e eles. A história de Esther e Sylvia acontece diariamente. Talvez bem ao nosso lado…
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Jaine Jehniffer 09/09/2019

Muito bom
Por ser narrado em primeira pessoa, percebemos o declínio mental da personagem e vemos de perto o seu sofrimento. A narrativa é simples e envolvente, a protagonista é engraçada e sincera em seu sofrimento.

Um dos pontos abordados no livro são as escolhas que devemos fazer. A cobrança da sociedade de que a mulher tenha uma vida pessoal constituída por aquele velho tripé: casa, esposo e filhos. Toda essa cobrança, essa necessidade de se provar, é bastante cansativa.

O foco central do livro é a doença de Esther. Ela tem depressão severa e na tentativa de se curar, passa por diversos tratamentos dolorosos. Os médicos e psiquiatras pelos quais Esther passou, acreditavam que a internação em clínicas, o uso de medicamentos pesados e a terapia de choque eram os melhores tratamentos.

A mãe de Esther não entende, assim como muitas pessoas ainda hoje, que depressão é uma doença. Ela achava que apenas pela força de vontade a filha poderia ficar boa. Em diversos momentos ela chega a pedir para a filha ficar boa logo, para ela voltar ao que era antes.

site: https://www.paginasetakes.com.br/l/a-redoma-de-vidro-silvia-plath/
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Toni 26/08/2019

Há um poema da escritora argentina Alejandra Pizarnik que diz “Explicar com palavras deste mundo / que partiu de mim um barco me levando”. Tentei vários começos, mas nenhum me pareceu melhor entrada num comentário sobre A redoma de vidro do que esses dois versos: romance e poema se complementam, seja porque nos libertam de formas convencionais de pensar a vida, seja porque, mesmo diante dos defeitos da linguagem, conseguem articular modos de sentir, pensar e perceber a dor do outro, uma das razões que explicam por que a literatura é tão necessária.
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Publicado em 1963, o único romance da escritora estadunidense é uma obra de inúmeras leituras possíveis e complementares. Da estreita perspectiva de vida das mulheres nos EUA pós-guerras à construção minuciosa de uma depressão avassaladora, Plath nos entrega uma narrativa como o espelho de seu poema homônimo (“Mirror”), que nos olha por tanto tempo que viramos parte de seu coração. A calma e o vazio, faces conhecidas por aqueles entre nós que já passaram por quadros depressivos, manifestam-se no romance desde seu primeiro capítulo, e doem na gente, como doem na jovem e promissora Esther Greenwood, à medida que a protagonista afunda na falta de perspectiva, na prostração e na indiferença de quem sente não estar conduzindo nada—colapso que a leva a mais de uma instituição de tratamento psiquiátrico.
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Um alívio enorme tomou conta de mim ao terminar o livro da Plath: separado quase quinze anos de minha primeira leitura do romance, temia encontrar uma obra menos impressionante do que aquela lida na idade impressionável dos 18. Encontrei-a melhor. A redoma de livro é um dos poucos livros que representam, com muito acerto, um estado de espírito que só consigo descrever como aquele “barco que sai de mim me levando”. Um livro que poderia começar e terminar na música “Breathe me” da Sia (escutem, por favor), mas que, pela arte da palavra, torna-se seu e do mundo, particular e infinito, depressivo e catártico, plurissignificativo e singelo—seja você quem for, tenha a idade que tiver.
Lêlivro@sêlivre 27/08/2019minha estante
Melhor comentário sobre este magnífico livro que já li até agora.




Pattyzinhah 23/08/2019

Depressão e coisa seria
Lindo emocionante e impactante
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Mah 13/08/2019

Fui engolfada pela tristeza
Nunca, em toda minha vida de leitora, uma protagonista me deixou tão similar ao seu próprio estado de espírito. Me senti tão triste junto à ela, tão sem noção de viver, que por certos momentos deixava o livro de lado por pensar que minha mente estava sentindo-se pesada com toda a emoção transferida. Acredito que não preciso me estender muito em uma resenha sobre esse livro pois a fama o precede, apenas digo que se você tem alguma dúvida sobre o ler, não tenha, ele precisa ser vivenciado, principalmente pelas que assim como eu são jovens mulheres, pois nesse história podemos vivenciar, de forma mais brutal do que deveríamos, o sofrimento da mulher em seus relacionamentos consigo mesma e com todos ao seu redor. Esplêndida obra, inacreditavelmente maravilhosa escrita.
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July 11/08/2019

A redoma de vidro
Começando pela forma estrutural da escrita de Sylvia Plath, gostei bastante da forma que ela ligou os capítulos fazendo com que seja quase impossível largar o livro nos últimos capítulos. Sylvia mostra nas 274 páginas do livro uma escrita cativante, que realmente me instigou a querer saber o final de Esther e me fez sentir uma certa empatia pela protagonista, eu falo uma certa pois Sylvia acaba deixando algumas características rasas sobre a personagem, que acaba dando brecha pra perpetuação de alguns pensamentos ofensivos, mesmo com a desculpa de não ser na época. Apesar de tudo o livro é inovador trazendo a mulher como o foco da narrativa, a mulher e a sexualidade, a mulher e a saúde mental, a mulher e o mercado de trabalho, a mulher e a família. Certamente é um livro que recomendo muito mas, não para todos pois é pesado.
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Izabel Wagner 09/08/2019

Impactante, sensível e tocante
"A Redoma de Vidro nos apresenta, sem rodeios, de forma magistral, delicada e por vezes absurdamente sombria a figura, personalidade e totalidade de Esther Greenwood. Apesar do início aparentemente leve, das críticas duras e cruas direcionadas a ação de homens mesquinhos, hipócritas, mentirosos ou que se consideram verdadeiramente superiores, para além dos vestidos, maquiagens e encontros de uma moça que aspira e sonha com o mundo, que deseja tornar-se uma grande e renomada escritora, a narrativa logo nos direciona para as dúvidas, o vazio, as sombras, a melancolia e tristeza que invadem a mente e atitudes de uma moça tão especial quanto eu e você. Desta forma, pouco a pouco observamos a mente de Esther se voltar contra ela. Acompanhamos como a moça perde o controle. Percebemos similaridades dolorosas entre ficção e realidade e, deste modo, transformamo-nos em seres pertencentes a história.

A depressão não surge repentinamente. Ela está ali desde o início da narrativa, escondendo-se por entre lembranças, decisões, atitudes, vazios, incapacidades e dúvidas. Esta quase personagem adquire controle sobre a mente da personagem principal. No momento em que invade os sonhos, os planos, os desejos e a própria visão de Esther ela impossibilita que a moça concretize qualquer ação ou plano, incapacita-a de pensar de maneira racional e ágil, domina suas emoções e a preenche com nada além de vazio, sombras e morte.

Embora doloroso em diversas passagens, pesado e cruel em outras, delicado e sensível do início ao fim, A Redoma de Vidro nada mais é uma do que uma verdadeira trajetória de compreensão, sensibilização e conscientização, uma demonstração de aspectos característicos do cotidiano de alguém que convive, dia após dia, com os sintomas e desafios da depressão. Faz parte da leitura sentir as dores de Esther na pele, assim como faz parte da leitura derramar lágrimas por todas aquelas que sofreram nas mãos de terapias equivocadas, de verdadeiras crueldades e torturas que prometiam cura, de pensamentos preconceituosos para com algo que vai muito além de força de vontade ou problemas de caráter, mas, principalmente, por todas aquelas que sucumbiram e perderam a luta para essa personagem silenciosa que é a depressão."

Confira a resenha completa no site Estante Diagonal

site: http://www.estantediagonal.com.br/2019/07/a-redoma-de-vidro-sylvia-plath.html
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Ito 14/07/2019

Doloroso, necessário.
Com uma escrita que me surpreendeu muito por ser cativante, Sylvia Plath me trouxe uma história que doeu na minha alma e que sabemos ter partes em que é difícil saber se foi ficção ou realidade. A Redoma de Vidro é um livro que precisa ser lido, porém tem gatilhos. Dificilmente conseguirei superar esse livro e para ser sincero, não quero superar ele. Eu o absorvi e sofri com as dores que ele me apresentou.
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Maria Clara | @pixelbooks 12/07/2019

Profundo (@pixelbooks)

“Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia”.

Esses são os sentimentos de Esther Greenwood, uma jovem inteligente, estudante de uma grande universidade americana, com um futuro incrivelmente promissor e que, de repente, se vê refém de si mesma, presa em sua própria redoma de vidro.

Nenhuma das resenhas que eu havia lido sobre esse livro me prepararam verdadeiramente para esta história. Aqui temos um relato cru e real de uma pessoa que vê o seu mundo afundar e precisa enfrentar início de um quadro depressivo. ⠀

Um romance publicado três semanas antes do suicídio de sua autora e que contém traços de sua autobiografia, descrevendo como a mesma teve que lidar com a sua depressão e o retrato de sua esperança de uma possível cura que, infelizmente, não aconteceu.

O que mais me chamou atenção nesta obra foi a forma como a Sylvia Plath descreveu não só como as pessoas com depressão eram tratadas na época, mas também os desafios enfrentados pelas mulheres inseridas na sociedade das décadas de 50 e 60. A autora mostra, principalmente, a realidade dentro das clínicas psiquiátricas e os terríveis tratamentos aos quais eram submetidas as pessoas consideradas “loucas” na época.

Este é um livro duro, real e cheio de gatilhos, por isso, não é uma leitura recomendada para qualquer pessoa. Um clássico mais que moderno e que vem nos mostrar uma realidade na qual cada vez mais pessoas estão inseridas, uma doença cruel e que está ao nosso redor, muita vezes escondida por trás de um sorriso. ⠀
Minha única ressalva com relação à obra está na escrita da autora, que não é das mais fáceis, visto que a sua linha de narrativa é bem confusa em alguns momentos, principalmente pelo fato da obra ter sido escrita em primeira pessoa e se passar dentro da cabeça de uma pessoa que está passando por inúmeros conflitos internos.

site: https://www.instagram.com/p/Bxs1CdZjfiI/
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Gaby 27/06/2019

“Eu não sabia o motivo, mas sabia que se qualquer pessoa falasse comigo ou me olhasse de perto as lágrimas pulariam dos meus olhos e os soluços pulariam da minha garganta e eu choraria por uma semana. Podia sentir as lágrimas se acumulando e se agitando, como água na borda de um copo cheio e instável”

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Esse foi um dos livros que marcaram minha adolescência. Li em um momento muito delicado em que meu passado e meus traumas me sufocavam ao ponto de não ter forças para sair de casa, ou socializar, ou qualquer coisa que envolvesse me mostrar ao mundo. Não me sentia bem na minha pele, estava sob uma redoma; e assim também se sentia a personagem Esther Greenwood, protagonista desse livro que me tocou tão profundamente.

Esther sempre tira nota máxima em tudo o que se propõe a estudar, mas depois de uma temporada em Nova York estagiando para uma editora e ganhando todos os mimos, ela se depara com uma versão dela mesma que questiona tudo, se sente insegura e não consegue visualizar a si mesma vivendo tudo o que foi planejado para ela: casar com um homem que não ama, ter um monte de filhos, viver para cuidar da casa. E sua carreira, seus sonhos, sua sexualidade ainda inexplorada? São tantas as versões para sua vida que Esther começa a se comportar fora dos padrões, e a pensar seriamente em suicídio, acabar de vez com seus tormentos. Por isso, é enviada para uma clínica psiquiatrica e passa por diversos tratamentos para voltar ao seu “normal”. De uma garota jovem e cheia de planos para sua carreira (ela quer ser escritora) vemos a personagem cair nas armadilhas de sua própria mente, questionar cada passo, cada olhar; e já não ter mais condições de ler, escrever ou estudar.

É doloroso, tanto ler como, aos 15 anos, me identificar com a devastação, a aflição e a angustia. E agora aos 21 poder compreender melhor tudo isso, enxergar a obra com olhos mais atentos. Não foi menos doloroso, isso posso dizer.

A Redoma de Vidro foi um livro que me marcou como leitora e como pessoa, e um livro que continua comigo, do qual eu não esqueço.

_“... estaria sempre sob a mesma redoma de vidro, sendo lentamente cozida em meu próprio ar viciado.”

@mydearvangogh

site: https://www.instagram.com/p/BzJgUO4jP9B/
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Júlia 27/06/2019

esse livro me surpreendeu bastante. até a parte em que Esther volta para casa, a narrativa estava legal, mas nada demais... estava achando o livro ok e a narrativa morna. contudo, após o retorno de Esther à sua casa, a história começa a se tornar mais sensível, pesada, introspectiva, densa, sufocante e agonizante. fui ficando angustiada ao perceber como a protagonista não enxerga a dimensão do que realmente está acontecendo com ela, em como Esther rejeita qualquer tipo de ajuda e como ela se torna cada vez mais auto-destrutiva. além disso, o machismo e as pressões sociais presentes no livro (que se passa na década de 50) são revoltantes. depois de finalizar a leitura, não consegui parar de pensar em Sylvia, em sua trajetória e em sua morte. ainda estou me sentindo bastante angustiada.
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spoiler visualizar
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bell 22/06/2019

A depressão pelos olhos de alguém que não sabia identificar oq sentia.
Se vc espera por um livro cheio de segredos e histórias de amor, esse romance não é para você.
A Redoma de Vidro, Sylvia retrata a história de Esther Greenwood, passada em 1961, uma aluna da Universidade de Boston que, ao sair de sua cidade natal para estudar, depois de ganhar uma bolsa de estudos, apesar de adquirir uma experiência profissional é com um futuro bastante promissor.
Sendo premiada e elogiada pelos professores, com um grande salto para a sua futura carreira, começa a enxergar o mundo de uma maneira mais fria e ácida, tornando-se uma mulher diferente.levando a uma depressão profunda e depois de uma tentativa de suicídio e levada para uma clínica psiquiátrica onde passa por tratamento de choque, tratamento comum para a época.
Não e um livro fácil para todos mais possui uma escrita fluida, de fácil entendimento e capaz de prender a atenção do leitor, quase não conseguia parar de ler e até cheguei a rir em alguns trechos. No entanto, trata-se de um livro que aborda a depressão através de uma narrativa na primeira pessoa, ou seja, de dentro da cabeça de quem sofre .Existem muitas pessoas que acreditam que esse livro se trata de uma autobiografia com teor ficcional já que dois anos antes do lançamento do livro; em uma manhã de fevereiro do ano de 1963, trancou seus filhos no quarto com comida e água, vedou as frestas da porta do cômodo, tomou vários comprimidos e enfiou a cabeça em seu forno do fogão, ligando o gás cobrindo a cabeça com uma toalha molhada.
Sendo assim a uma leitura mais triste.
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Bruna 22/06/2019

Você também tem a sua redoma de vidro?
Dois anos antes de cometer suicídio, Sylvia Plath escreveu este livro com o intuito de testar a sua escrita de romances, e acabou sendo, infelizmente, seu único trabalho neste gênero. Nele, encontramos a história semi-biografica de Esther/Sylvia que nos conduz pela sua história que tinha tudo para ser feliz, mas que por algumas circunstâncias acaba perdendo o rumo e entrando em um caminho nebuloso e cheio de dúvidas e desesperanças. Falar mais a respeito deste caminho, poderá ser considerado spoiler e prefiro parar por aqui.
O livro apesar de tratar de temas densos e delicados- suicídio, estrupro, transtornos mentais- é conduzido de forma até "leve" pela autora, que não mede sua artilharia irônica e por vezes, debochada, mas que justamente por isto, se torna leve e até cômico(eu conseguir rir em várias passagens do livro).
Sylvia Plath mostra que além de ser uma ótima poeta de sua época e mantendo-se atual, também era uma ótima romancista.Vale a pena lê-lo se você já é fã do trabalho dela como poeta e ainda não conhece seu lado romancista, como também se você ainda não teve nenhum contato com seu trabalho literário e quer começar para ver se gosta.
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letambem_sobrelivros 17/06/2019

Acontece que eu não estava conduzindo nada...
“Acontece que eu não estava conduzindo nada, nem a mim mesma”..

Em “A Redoma de Vidro”, Esther, uma jovem com poucos recursos financeiros e muito inteligente, ganha um concurso para trabalhar em uma revista de moda, um estágio em Nova York, posição que milhares de outras universitárias gostariam ocupar. Ocorre que Esther é estranhamente alheia à euforia, empolgação e satisfação que deveria sentir em função de tais conquistas.

. ➡️“Era a minha primeira grande chance, mas lá estava eu, imobilizada, deixando a oportunidade escapar entre meus dedos”..

A aversão ao mundo a sua volta e a forma como a narrativa demonstra seu distanciamento em relação às pessoas, aos comportamentos, aos padrões e aos acontecimentos caracterizam o caminho que Esther percorre até se afundar em grave depressão. Acompanhamos então esse caminho até o tratamento que ela recebeu.
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São sutis a trajetória e o momento em que Esther entra em colapso e sua vida comum é paralisada. Daí então é como se a história se perdesse, de um modo, porém, que muitas pessoas irão se encontrar ou se identificar. O leitor se vê de repente presenciando a depressão de Esther, sem nenhum grande momento que levasse à esse estágio, apenas aos poucos ocorre um afundamento na doença. .

O romance semiautobiográfico, no qual acompanhamos caminhos e acontecimentos correlatos aos vivenciados por Sylvia Plath em sua vida, sua luta contra a depressão e a busca por sucesso na carreira literária.
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Semanas após a publicação de seu único romance, e após também outras tentativas de suícidio, Plath se matou aos 30 anos.
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