Tchick

Tchick Wolfgang Herrndorf




Resenhas - Tchick


9 encontrados | exibindo 1 a 9


Yowbi 11/05/2019

Ler rápido talvez não seja a melhor opção
Mas é impossível ler devagar, uma vez que a história parece ser seu novo amigo te contando o final que acabaram de passar. Ou a loucura, deveria dizer?
Maik e Tchick, serão, definitivamente, os caras legais que você torce por participar do grupo.
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Gih 19/07/2018

"Era o que eu sempre pensava, até conhecer Tchick. Nessa hora, algumas coisas mudaram. E é isso que eu vou contar agora."
"Tchick" foi um livro que eu encontrei muito por acaso no Pinterest, quando me deparei com uma capa ilustrada e o título em inglês "Why We Took the Car", que me deixou muito intrigada. Pesquisei sobre ele, descobri o título original, me interessei, porém só fui lê-lo tempos depois, quando também por acaso o vi em um sebo. Fiquei receosa de comprá-lo num primeiro momento, porém cedi e não me arrependo.
A história é narrada em primeira pessoa por Maik, um garoto sem amigos e com pais complicados, que conhece Tchick, filho de russos e alcoólatra, quando este se muda para sua escola. Juntos, resolvem roubar um carro e sair pela estrada, experienciando diversas situações esquisitas e incríveis.
Eu particularmente tenho um carinho especial por histórias que envolvem pegar o carro e sair por aí, porém sempre fico com medo delas acabarem por ser maçantes e tediosas. Esse não é o caso de "Tchick". Herrndorf possui uma escrita leve, que flui muito bem e é extremamente engraçada. Diversas vezes eu me peguei rindo dos comentários de Maik e as situações vividas pelos garotos. Aliás, a amizade deles foi muito bem construída e durante todo o livro eu me senti parte dessa amizade, como se estivesse lá com eles.
Em nenhum momento tive tédio, pois sempre algo acontecia e eu ficava com o coração na mão de angústia, querendo saber qual seria a próxima enrascada na qual eles iriam se meter. E quando havia momentos calmos, eles eram descritos de forma tão bonita pela personagem que era difícil não gostar ainda mais do livro.
Se "Tchick" tem algum defeito, é o de ter acabado muito rápido.
Recomendo absurdos.
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Camila Faria 01/02/2018

As férias de verão de Maik Klingenberg prometiam ser um verdadeiro tédio ~ até Tchick, o garoto mais esquisito da sua turma aparecer na sua porta com um velho Lada roubado e o convencer a viajar com ele até a Valáquia (que, by the way, nenhum dos dois sabe onde fica exatamente). Eu fiz o caminho inverso e assisti a adaptação para o cinema primeiro, o ultra-simpático Tschick, do Fatih Akin (assistam!). O livro é um romance juvenil de descobertas e amizade, uma road trip pela Alemanha cheia de personagens curiosos e cativantes. Uma leitura deliciosa (e olha que eu nem curto YA hein?), super bem humorada e um pouquinho triste. Recomendo.

site: http://naomemandeflores.com/os-quatro-ultimos-livros-19/
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oiiolanda 06/12/2016

Livro Tchick
Vendo, lido uma única vez, está impecável. Se quiser, entra em contato pelo app.
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Frações minhas 27/12/2015

Que tal pegar um carro e dirigir por aí, sem rumo?
Que tal pegar um carro e dirigir por aí, sem rumo?

É bom esclarecer que, neste caso, o carro é roubado. No entanto, quem daria falta de um Lada caindo aos pedaços?

Vai falar que você nunca quis fazer isso? Não digo exatamente a parte de roubar um carro, mas sim de viajar sem planos, ao lado de uma pessoa bacana, e deixar o destino escolher o que vai acontecer com vocês.

Você e seu amigo.

Você e Tchick.

Para ser mais exata, Maik e Tchick.

A história é narrada por Maik, mas o nome da pessoa que dá título ao livro é de Andrei Tschichatschow (Tchick), seu novo colega de sala. Tchick é um adolescente estranho que chega à escola após o feriado da Páscoa. Além de não estar interessado em conhecer as pessoas com quem estuda, ele aparece constantemente bêbado durante as aulas, o que, entre outras peculiaridades, só fomenta os boatos de que sua família faz parte da máfia russa.

Maik é antissocial, não tem amigos e nem apelidos, e é secretamente apaixonado por Tatjana. Ele decepciona-se quando, no último dia letivo, não é convidado pela garota para sua festa de aniversário. Somente Maik e uns babacas ficam de fora da balada mais esperada para as férias de verão – isso após ele ter preparado o presente de Tatjana durante meses.

Com a mãe alcoólatra passando mais uma temporada na clínica de desintoxicação, e o pai fazendo uma viagem à “negócios” com uma de suas assistentes anos e anos mais nova, Maik não espera muitas coisas de suas férias de verão sozinho em casa.

E é aí que surge Tchick. Até então, ele e Maik nunca tinham conversado, mas Tchick começa a frequentar a casa de Maik durante os primeiros dias das férias. Mostrando ser uma pessoa agradável, Tchick convence o amigo a entregar o presente de aniversário que ele tinha preparado à Tatjana.

Poucos dias depois, Maik e Tchick deixam Berlim para trás e decidem viajar rumo à Valáquia, na Romênia, para visitar uns parentes de Tchick. Um dos problemas que encontram assim que caem na estrada – além de terem quatorze anos e se preocuparem, durante a maior parte do tempo, em não serem pegos pela polícia – é o fato de não saberem como chegar à Valáquia.

Dessa forma, entre campos e plantações à beira da estrada, eles almoçam com Friedemann e sua família maluca e receptiva, comem amoras com Isa, recebem ajuda de uma fonoaudióloga e têm um encontro inesperado com porcos. A trilha sonora da viagem fica por conta do plim-plim-plim do piano de Richard Clayderman – uma fita cassete que Maik encontra no Lada.

Carpe Diem.

Como será que essas férias de verão terminam?

Tchick foi o primeiro livro de um escritor alemão que eu li. Uma história leve, divertida, com capítulos bem curtos, o que faz com que o leitor sempre queria ler “só mais um pouquinho”, antes de fazer uma pausa necessária. Não me sinto no direito de dizer o que acontece no final da história, mas posso afirmar que deixa o leitor com aquela famosa sensação de “quero mais”.

site: http://fracoesminhas.blogspot.com.br/2015/11/tchick_10.html
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Igor 15/05/2014

Leitura tranquila
O Livro é bem leve, dá pra levar numa boa. Não vou mentir que dei algumas risadas. Talvez eu tenha me identificado um pouco com o pequeno Maik... (risos) Enfim, eu recomendaria! =)
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Camila Melo (A Bookaholic Girl) 27/03/2014

Esperando acontecer algo interessante...
Sabe aquele livro que não engrena e você só lê (apesar da falta de vontade) só porque tem a esperança de que vai realmente acontecer algo interessante? Esse é o caso de Tchick. Então o livro é muito chato, as eu terminei.

Eu comecei a ler o livro e pela capa, e como tinha pegado emprestado, a dona disse que o livro era bem parado, mas eu quis tirar as minhas próprias conclusões.

O livro conta a história de Maik que cai numa viagem de carro com o garoto problema Tchick, seu novo colega de classe. Maik tem uma paixão por sua também colega Tatiana, inclusive faz até um presente para ela de aniversário e só.

Foi o primeiro escritor alemão que li, e sinceramente não curti não. Mas se for pela curiosidade, se prepare para ficar bastante entediado.

Eu comecei a ler o livro e pela capa, e como tinha pegado emprestado, a dona disse que o livro era bem parado, mas eu quis tirar as minhas próprias conclusões.

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Isabel 07/03/2013

Maik Klingenberg não é bonito, feio, inteligente, burro, popular, nerd – ele é simplesmente sem graça.
Um parêntesis para uma declaração: adoro personagens baunilha. Primeiro porque eles correspondem à maior parte das pessoas que não conhecemos – é difícil falar das aspirações, interesses e habilidades de alguém para quem só se dá “oi”, por exemplo. Mas principalmente porque eles são como telas em branco, em busca de um pintor habilidoso o suficiente para lhe ressaltar as formas, qualidades, defeitos e a tal da profundidade que o leitor e o humano buscam vorazmente. Geralmente, os personagens baunilha são os que mais evoluem nas histórias, e personagens que evoluem me dão uma sensação boa, uma sensação de que vale a pena acreditar nos outros (de vez em quando e com cautela, mas vale).

Provavelmente por ser tão baunilha assim, ele foi um dos poucos da sua sala a não ser convidado para o evento mais esperando das férias: a festa de Tatjana, a menina mais bonita da escola.

Sozinho em casa – o pai viajou a negócios e a mãe alcoólatra está pela milésima vez em uma clínica de reabilitação – e sem amigos, Maik realmente não sabe o que fazer. Eis que surge Tchick – também do time dos não-convidados para a festa – um aluno novo, imigrante russo pobre e bêbado, com um irmão mais velho marginal que lhe ensinou alguns maus hábitos.

Tipo como roubar um carro.

Os dois saem então por uma road trip pela Alemanha, tendo como destino a terra do avô de Tchick. Uma das poucas coisas que não gostei no livro foi a falta completa de bom senso apresentada pelos dois meninos: como se não bastasse dirigir um carro roubado sem carteira, eles foram por estradas desconhecidas sem um mapa. Desculpe, mas não consigo conceber que alguém seja assim aos quinze anos.

Acho que vou ter algumas dificuldades com livros para adolescentes depois de Tchick: eu nem sabia que dava para fazer um desse jeito. Narradores masculinos começam a se tornar comuns, mais nenhum é como Maik – ele é tão falho e meio idiota e sabe disso. Por mais inteligentes que alguns adolescentes sejam, não consigo acreditar em alguém que fale como Hazel, de A culpa é das estrelas, por exemplo. Não dá, não me convence. O autor parece entender isso bem: a narrativa de Maik não é coloquial demais, e sim na medida que se deve esperar. O livro possui diálogos legais e filosóficos, mas assim como Tarantino, Wolfgang Herrndorf parece ter entendido o valor de falar besteira.

Tchick é um capítulo a parte: criado pelo irmão criminoso, ele é ao mesmo tempo burro o suficiente para viajar em um carro roubado e inteligente o suficiente para, em menos de dois anos, passar de uma escola para crianças com problemas de aprendizado a um preparatório para a universidade. De formas diferentes, ele e Maik tem lares problemáticos, o problema os unindo.

Tchick é um daqueles livros fáceis de serem devorados em uma tarde, que se fecha com lágrimas nos olhos – não porque o final foi emocionante, e sim porque acabou. Amo os clichês com todo o meu coração, mas certamente mais um ou dois livros como Tchick por aí não cairiam mal.

Publicada originalmente em http://distopicamente.blogspot.com.br
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Ladyce 17/09/2011

Montes de aventuras e muito humor!
Na capa de trás de TCHICK de Wolfgang Herrndorf, [Tordesilhas:2011] está impresso o comentário de Ijoma Mangold do Süddeutsche Zeitung, e Então está provado: dá para escrever histórias inteligentes e, ao mesmo tempo, muito engraçadas em alemão. Exatamente o que pensei ao terminar a leitura dessa deliciosa aventura de dois meninos de quatorze anos em férias, no verão de 2010.

Wolfgang Herrndorf consegue captar exatamente como adolescentes pensam e em que tipo de aventuras conseguem se meter, nessa idade em que não se acham mais crianças, mas ainda não conhecem bem o mundo. Dá para entender porque este romance se tornou um best-seller na Alemanha, onde vendeu mais de 120.000 exemplares: é uma aventura pra lá de gostosa, que sabemos que vai acabar mal na verdade o livro começa pela fim -- de modo que sabemos desde o início que as aventuras desses dois meninos vão acabar na polícia; é narrada com um humor delicioso, contagiante e é repleto de personagens com boas qualidades, com boas intenções. No final é uma história que nos dá grande fé nos seres humanos, na sociedade e no futuro.

Acompanhamos dois meninos que, depois de não terem sido convidados para a festa da gatíssima Tatjana, se encontram sozinhos. Mike Klingenberg e Tchick, colegas de escola, embarcam, então, numa série de aventuras, num carro emprestado, um velho e quase indestrutível Lada. Partem à procura de Valáquia [região sul da România], onde Tchick diz ter familiares. Mas sem mapas e sem meios seguros de navegação, parece difícil chegarem lá. É justamente o trajeto, a viagem, que se torna a própria aventura, e abre algumas janelas do mundo para ambos os adolescentes. Uma amizade inesperada se desenvolve entre estes dois rapazes que até o início das férias de verão não conseguiam se ver como amigos. Uma deliciosa série de aventuras, contadas com muito humor, sem pieguismos.

Recomendo sem hesitação TCHICK para jovens e adultos. Qualquer leitor terá garantidas muitas horas de prazer e entretenimento. E para os adultos esse texto trará de volta a lembrança de como pensa um jovem adolescente. Dois detalhes enriquecem esse volume: a excelente tradução de Cláudia Abeling, e a dinâmica capa de Kiko Farkas e Adriano Guarnieri/ Máquina Estúdio. Uma publicação esmerada que vale ouro!
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