Idade Média, Idade dos Homens

Idade Média, Idade dos Homens Georges Duby




Resenhas - Idade Média, Idade dos Homens


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Domino 05/02/2022

#lido primeiro livro não ficcional do ano teve que ser sobre assunto que amo, a #idademedia e esse é um daqueles livros que folheia na faculdade mas nunca havia lido inteiro. Bem esse ano foi! Uma das metas que coloquei a mim mesma. Esse é composto de muitos artigos a respeito do período medieval. Adorei a leitura e foi muito esclarecida em diversos termos que outros autores medievais usam ??
#5estrelas #historia #naoficcao #idademedia #georgesduby.
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Gustavo.Henrique 09/07/2021

Arrepio! essa é a sensação após terminar o último capítulo dessa obra prima, ele não é só um grande livro de erudição sobre vários assuntos, não é somente a forma literária com o qual o Duby se exprime, mas suas inquietações, suas reflexões, a forma como ele diáloga com o leitor que torna ele tão singular. Alguns capítulos talvez não fale de algo muito surpreendente, mas o conjunto com um todo se sobressai, particularmente a part III, onde me encontrei enquanto pesquisador e historiador um acalento, e também inspiração para tantas perguntas que minhas pesquisa carecem de ser respondidas. Imparcialidade não existe em minha resenha, nem sequer me atentarei a crítica das teses, ao contrário minha última observação é o quão felizardo fui em ler essa obra.
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Ale 25/07/2020

Ensaios medievais
Leitura enriquecedora sobre diversos temas do período medieval que perpassam a inovadora abordagem da História Cultural. Duby é um medievalista de grande renome e referência para a área historiográfica justamente por se aprofundar em temas tão interessantes das sociedades medievais, dialogando com diversas áreas de estudo e do conhecimento. Uma leitura rica e agradável tanto para historiadores como para curiosos pela história.
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Volnei 16/09/2017

Idade Média, Idade dos Homens
Nesta obra o autor nos apresenta um pouco mais sobre a idade média ,principalmente no que se refere as relações entre as pessoas.A mulher tratada como objeto de simples procriação sem qualquer valor se perpetua por séculos Aqui também o autor nos mostra como as famílias se constituíam do mais rico ao mais pobre e trata também dos sofrimentos desta época

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br
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Hiago 26/03/2014

Os estudos de Duby
Antes de qualquer coisa, analisemos o título que decidi dar a essa resenha, pois creio que por ele eu posso conseguir explicar melhor a minha opinião do livro.
Começo com "Os estudos de Duby", pois é esse o foco principal em seu livro. Seus estudos até 1986 são abordados por ele de maneira rasa, como o próprio autor mesmo admite, porém sempre focada em suas novas análises sobre a sociedade medieval. Duby tem um papel de sociólogo, mesmo que seu trabalho se foque em uma sociedade de séculos atrás. Seus estudos, como ele mesmo diz, são, ao menos em 1986, insatisfatórios do ponto de vista quantitativo.
O livro consiste em uma coletânea de ensaios e trabalhos, tendo, como disse o foco em seus ESTUDOS, isto é, exaltando o ato de pesquisar, de se aprofundar, mesmo que seu trabalho seja bem raso caso comparado com outros do mesmo autor.
Sua análise começa na Alta Idade Média, mas ela é muito pobre e infelizmente vem carregada com a mesma rispidez de sempre usada para tratar do cristianismo, ou das relações familiares na sociedade medieval. Comparando Michel Rouche, outro historiador – no caso bem mais especializado na Alta Idade Média –, temos uma clara visão da fraqueza de Duby quando penetra em um campo que não é de sua especialização.
Mas há de se negar o ranço que ele tem com o cristianismo e as relações em uma família patriarcal? Impossível. Quando, em outro momento do livro, trata-se das mulheres na Idade Média, Georges Duby consegue fazer a proeza de, digamos, afirmar X quando a fonte – juntamente com todas as consequências racionais possíveis para ela – dizem Y. Por que isso ocorre? Simples.
Duby analisa a vida da Condessa (Santa) Ida de Boulogne e Santa Godelive. O capítulo se intitula "A Matrona e a Malcasada", mas não vou me ater, embora isso não signifique que não tenho nenhuma crítica à análise da Condessa de Boulogne, a ambos os casos. Especificarei-me no caso de Santa Godelive.
Godelive, infelizmente, teve um péssimo casamento. Seu noivo casara-se com ela sem o consentimento dos pais da mulher, causando um pouco de atrito com a família de Godelive, todavia, o casamento não fora anulado e a esposa seguiu até a "casa" de seu marido, como era de costume. Passado um tempo, além das troças e maquinações da sogra de Godelive, seu esposo começou a achar a presença de sua esposa totalmente insuportável, então tem início as humilhações que a Santa sofre por parte de seu esposo. Fazer passar fome, dar comida melhor aos criados e insultos, com uma grande acumulação, foram fatores necessários para uma fuga. Com a ajuda de um cavaleiro, Godelive foge para a terra de seus pais para prestar reclamações ao Bispo local.
Passado um tempo, o Bispo manda um aviso/advertência para o esposo da Santa – Bertolf, um ministro do Conde de Flanders – e este promete parar de maltratar a esposa (uma promessa ou juramento na Idade Média tinha MUITO mais peso legal que hoje. O fato de Bertolf ter se comprometido, contra a sua vontade, a não maltratar a esposa foi uma humilhação e uma ofensa para ele), mas não foi assim que ocorreu. Então ele mata sua própria mulher e parte do povo se manifestam em prol de Santa Godelive, no entanto, não existe um final feliz. As desordens civis fazem com que o Conde e um Bispo local – Não era o mesmo Bispo que advertiu Bertolf –, com o medo de mais revoltas por causa da mulher que já era tida como santa – Dodelive tinha um amplo trabalho caridoso quando estava viva. Era amada e conhecida pelo povo por conta de sua fé e caridade – o sacerdote e o nobre fazem com que a religiosidade em prol de Godelive seja suprimida.
Mas que conclusão Duby tira dessa desgraça? Ele diz que a mulher era tida como um ser inferior, não apenas ontologicamente, porém social e politicamente. Estaria o historiador errado em suas conclusões? Aparentemente não, uma vez que Godelive foi morta e suprimida por seu senhor, porém, analisando o livro como um todo, sua linguagem ríspida e sua clara “guerra” contra a Igreja, poderão ver que Duby tenta, mas não consegue.
Seu argumento possui um âmago progressista. Sua linguagem em certos casos chega até ser feminista, ouso dizer, e tal coisa afeta negativamente em seu trabalho.
Godelive pode ter sido suprimida por um bispo e um nobre, morta pelo seu próprio marido e judiada em sua própria casa, porém há de se lembrar que ao mesmo tempo ela fora defendida pelo povo e pela MESMA nobreza que tentou amortecer o culto à sua pessoa, isto fora a clara preocupação da Igreja em manter ordem e paz em seu matrimônio. Como se pode esquecer que o Bispo de Tournai tomou partido em sua defesa? Como pode uma sociedade que vê a mulher como um ser ontologicamente inferior, mesquinho e sujo, mas dar essa proteção e admiração!? Isso é um claro paradoxo. Seria a sociedade da Flanders Medieval machista ou igualitária? Resposta: nem um, nem outro.
O Condado de Flanders, assim como o resto do mundo no Ocidente Medieval, era imbuído de debates acerca das criaturas de Deus. As mulheres são protegidas pelo discurso da Igreja desde a Alta Idade Média, apesar de o neoplatonismo ter diminuído a imagem feminina na Antiguidade Tardia, a Igreja na Idade Média foi a ÚNICA a defender a imagem feminina (leia “História da Vida Privada, volume I”. Alta Idade Média, de Michel Rouche). Existiam, claro, atritos acerca da importância e valor da mulher. Certos religiosos e leigos às igualavam – literalmente – a um saco de merda, porém não foi São Tomás, o maior Doutor da Igreja, que disse que a mulher era igual ao homem? Não foram os concílios da Alta Idade Média que, lutando contra a aristocracia da época, determinaram a igualdade ontológica da mulher e do homem com base na Bíblia? Muitas vezes os homens consideravam as mulheres como seres baixos, desprovidos de caráter e naturalmente pecaminosos, isso é verdade, no entanto dizer que essa visão predominava e progredia é um disparate sem fim. AMBAS AS visões se misturavam ou conviviam na sociedade em geral. A Idade Média não pode ser considerada, porém, totalmente igualitária porque a visão que as mulheres eram socialmente e politicamente inferiores também existia, mas não era a predominante, tampouco a mais aceita em meios intelectuais e religiosos. A mulher medieval, se comparada às mulheres bárbaras, romanas, gregas e judias da antiguidade, esta em um patamar BEM mais elevado social e politicamente falando – fora o nível ontológico...
Como pode a imagem feminina ser considerada tão fraca e ao mesmo tempo ter um impacto tão forte? Só uma cosmovisão que dê virtudes e direitos à mulher para abarcar tal coisa. A mulher foi defendida, não por uma ofensa que ela sofreu e caiu sobre seu pai, irmão ou marido, mas sim por uma ofensa que caiu sobre ELA mesma. Foi um direito individual infringido. Não se necessitou de senhor para se legitimar uma ofensa e os abusos como graves.
E sobre a atitude do Bispo e do Conde de mudar os aspectos do culto de Santa Godelive? Analisemos da seguinte maneira:
Esquecemos aqui que te trata de uma relação homem/mulher, mas sim uma querela fraterna. Digamos que o ministro do Conde tenha um irmão mais novo, sendo esse um cônego. Bertolf nunca gostou muito de seu irmão, por algum motivo o maltratava e desgostava do fato do cônego nunca ter tido uma mulher em sua cama, por exemplo. Bertolf achava seu irmão um indigno e um fraco e pior: seu irmão tinha uma vida santa e dedicada a caridade. O povo o amava. Mas depois de tantas judiações, seu irmão decide fugir e encontrar abrigo no báculo do Bispo. O Bispo obriga a Bertolf prometer que nunca mais judiaria de seu irmão, mas em seu âmago, o desprezo e ódio que Bertolf sentia pelo seu irmão apenas cresceram.
Um belo dia, Bertolf arma uma cilada para seu irmão e o mata estrangulado. O cônego é declarado santo e mártir, o povo vê isso como uma ofensa a Deus e uma maldade sem precedentes e isso o ajuda a insuflar rebeliões.
A qual conclusão poderíamos chegar? Que isso é uma querela de irmãos. O mais velho desprezava o mais novo, mas o cônego procura a proteção da legal e da Igreja e a tem. O ministro se vê humilhado e acaba matando o santo irmão, o que inflama o povo e, por conta disso, um Bispo e o Conde, algum tempo depois, tentam acabar com a devoção e a história de vida do irmão de Bertolf.
Por que dar essa volta toda? Simples. Poderíamos dizer que a sociedade medieval via os irmãos mais novos como totalmente inferiores? Que viam com inferioridade o homem que não fosse adúltero? Mesmo com O POVO E O BISPO interessados em seus direitos? Não. Logo, Não se pode concluir, logicamente, o mesmo de Godelive. Sendo mulher ela teve os direitos de ser bem tratada, respeitada, etc. Quando morre, sua história serve para aquecer uma rebelião do povo.
Por isso que as Fontes dizem X e Duby diz Y. Pode-se constatar isso no começo do livro. Suas opiniões sobre Baudoin VI, Conde de Hainaut, e sua esposa podem servir para esclarecer mais a questão...
Duby analisa os relatos de Gilsebert, um cônego de Mons. O cônego ria do Conde, por respeitar os deveres de um homem casado, pois Baudoin se “contentava só com ela”. Isto é, um cônego rindo de um homem que respeita as regras da Igreja que o próprio cônego é sacerdote... De início podemos ver dois pontos que podem derivar um terceiro:
1 – Gilsebert de Mons é um traidor da sua própria fé e Igreja.
2 – A sociedade da época caçoava do homem que não tinha amantes.
3 – Por fim, a sociedade da época TRAIA sua própria fé por conta de seu “machismo” (será que tal palavra cabe aqui? Deixo as aspas).
Contudo, não me alongarei na análise desse episódio e na minha crítica a Duby. O corpo de texto seria enorme se assim eu fizesse, no entanto colocarei um relato sobre Guilherme da Aquitânia e aplicarei o pensamento de Duby. Pode-se ler mais sobre a condição feminina na Idade Média em http://www.ricardocosta.com/artigo/entre-pintura-e-poesia-o-nascimento-do-amor-e-elevacao-da-condicao-feminina-na-idade-media
Guilherme IX era o Senhor de dois dos ducados mais poderosos do Reino de França – a Gasconha e a Aquitânia, além de ser Conde de Poitiers. Seu poder rivalizava com os do Rei, mas Guilherme IX tem um título que não demonstrava tal poder. O Duque era chamado de “Guilherme, o Trovador”.
A vida de Guilherme IX é deveras interessante, porém não me alongarei mais. Ele era conhecido como “o Trovador” por conta da sua fama de compor canções e de convocar compositores e cantores para falar da “cortesia” e festejar os prazeres proporcionados pelas mulheres. Apesar de ter participado do movimento cruzadista, a fama do Duque não era das boas, mas, claro, nem todos o consideravam negativamente, principalmente os cavaleiros que contratava ou as mulheres que seduzia.
Guilherme IX chegou a compor trovas masoquistas, e históricas que contavam aventuras (fictícias?) sexuais onde o próprio Duque era o protagonista. No final de uma de suas histórias – que, no caso, envolvia o masoquismo –, ele assim escreveu:
Tanto as fodi, tal como ouvireis / Tant las fotei com auziretz
Cento e oitenta e oito vezes, / cent et quatre-vinz et ueit vetz,
Por pouco não rompi minhas correias / que a pauc no'i rompei mos corretz
E meu arnês / e mos arnes;
E não vos posso dizer o mal-estar / e no'us puesc dir los malavegz,
Tão grande que me tomou / tan gran m'en pres (XIV)
Esse é um exemplo dos muitos que ele escrevia – apesar de terem restado poucos exemplares – e não deixou de causar escândalo. Guilherme IX não era bem visto por conta de sua depravação. Seus contemporâneos como Orderic Vital, o consideravam um devasso: “...ultrapassava mesmo em bufonaria os histriões mais bufões (facetos etiam histriones facetiis superans)¹.”
Seguindo a lógica de Duby com santa Godelive, poderia dizer facilmente que a sociedade renegava e tinha nojo por um homem, mesmo sendo um Senhor, libertino.
Então a que conclusão podemos chegar?
A Idade Média era uma época eclética. Havia traços dos antigos povos bárbaros – estes que realmente diminuíam a imagem feminina ao extremo – que imperavam em muitas cosmovisões. Pedro, o Venerável, chegou a iguala-las a um balde de merda, porém São Tomás de Aquino a iguala ao homem na Suma Teológica... Podemos ver que se trata da concepção bárbara, que mesmo depois de cristianizada, tendo seu domínio ao lado de uma concepção cristã que buscou, com bases na Bíblia, à igualdade do homem e da mulher.
O restante do livro trata-se de análises sociais sobre o casal, amor e o início da literatura romanesca na Idade Média. Poderia me ater a mais algumas críticas, mas terei que ser breve. Duby trabalha com o “Roman de la Rose” (O Romance da Rosa), analisando o meio e os impactos que as duas partes da obra tiveram sobre seus leitores. Pessoalmente, acho que ele trabalha de forma brilhante nesse tema, pois se analisam as cidades, o “movimento feudalista”, a cultura acadêmica da época... Duby vai a fundo.
O final do livro é metodológico. O trabalho de Georges Duby não é nada mais que a real continuação do de Marc Bloch e Lucien Febvre, na Escona dos Annales. Duby critica a metodologia positivista em prol da abertura histórica total.

Para terminar, quero ressaltar que segundo o PRÓPRIO Duby o livro é “um trabalho de segunda mão”. Não creio que essas críticas devam-se alongar para toda a obra de George Duby, porém, valem para esse livro em questão.



¹ - ZUMTHOR, Paul. A Letra e a Voz. A “Literatura” Medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 59.

site: Mulher, Idade Média, História
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Radical 15/03/2009

Um bom livro para quem quer saber um pouco sobre familia, amor, casamento na Idade Media. E apenas um leve passeio sobre o assunto.
pdp 10/06/2011minha estante
O livro reune ensaios do Duby, que buscam explorar as relações dos homens na idade média, isso abrange as relações matrimoniais e sociais com a igreja, as formas estruturais das famílias, a cultura e os valores da sociedade e suas mudanças através dos tempos durante o medievo.




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