O filho de mil homens

O filho de mil homens Valter Hugo Mãe




Resenhas - O Filho de Mil Homens


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@impressoesedigitais 13/07/2020

O filho de mil homens
Valter Hugo Mãe tem uma mensagem tão bonita e profunda para anunciar, que passamos a escavar em nós mesmos camadas e camadas de sentimentos e vivências, uma a uma solapadas pelas subsequentes, mas que conseguem brotar e de novo vir à tona quando precisamente semeadas.

As personagens são carregadas de simbolismo, de traumas e do sentido que atribuem à vida, e é possível identificar-nos em cada um. Por isso que, durante a leitura, buscamos dentro de nós as razões para o comportamento de cada personagem, como se para justifica-los ou, quando nos contrariam, para nos certificarmos de que jamais agiríamos assim.

A temática é o sentir-se feliz em conjunto. Para o Crisóstomo, é como se sozinhos fôssemos metades dispostas a nos tornamos inteiros. E uma vez inteiros, estivéssemos prontos a dobrar de tamanho. O caminho está na partilha do amor e na retribuição de quem o recebe.

A abordagem de temas tão sensíveis é feita a partir do limitado senso comum, das crenças de um vilarejo. Mas eles são também ali trabalhados e desenvolvidos, e as mais caras deduções crescem na simplicidade, sempre adubadas pelo amor, que nem sempre é de fácil cultivo. Como as buganvílias da Isaura, demanda boas condições de ambiente, paciência, suporte, responsabilidade (afetiva) e dedicação, na certeza de que florirá. Em nada se assemelha o amor, portanto, aos orégãos da Maria, cultivados de qualquer jeito e debulhados ao final.

A descoberta do que significa ser feliz numa vila de pescadores é o que coordena o fluxo da narrativa. Sem perceber, são todos arrastados nessa correnteza, como se o intenso desejo de um pudesse refletir no destino dos demais. Como as redes do pescador, o texto emaranha o mundo físico, o psicológico e nos surpreende com lições de vida que aparecem como quem não quer nada, como iscas. E fisgam-nos pelo âmago.
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Renata 12/07/2020

Um livro incrível, onde as dores de alguns se torna o amor de outros. Um livro sobre histórias que se cruzam e transformam. Delicado, real...
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Leticiadias 11/07/2020

Quantas metades são necessárias para ser inteiro.
Cada capítulo do livro é composto de uma história, de um personagem, que é metade, que falta algo, e cada personagem completa o outro na sua falta, mostrando como surge uma família, o que une não é só o sangue mas as afinidades. A busca dos personagem para ser completo, por querer no outro o que falta em si e entender no outro que as vezes aquilo o que lhe falta. O livro é magnifico, Mãe me encantou com a simplicidade das histórias, com os caminhos ligados e que o universo conspira para nos suprir o que nos falta, quando aceitamos e deixamos a vida acontecer.
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Amanda.Gabrielle 10/07/2020

Incrível
Esse livro é muito maravilhoso, traz histórias de superação de vários personagens, pessoas simples que tentam dar o seu melhor todos os dias. Esse livro me traz um acalento!!!
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djoni moraes 09/07/2020

Sobre a história de mil filhos.
Este livro é belíssimo, de uma sensibilidade que afaga qualquer penumbra da alma. A escrita do Valter Hugo Mãe é impecável, e mais uma vez é capaz de traduzir o intraduzível, de comunicar o que há no mundo dos sentimentos humanos. Não vou falar do enredo da história porque sinto que cada leitor, ao entrar em contato com estas linhas, lera uma história diferente.

Eu, por minha parte, fui levado a lembrar de todas as noites em que na minha adolescência chorava pelo medo de ter que ficar sozinho para o resto da vida, o medo de ?ser diferente?, e o Crisóstomo, nessa viagem temporal, conseguiu me abraçar por horas até me fazer cair no sono.

Toda pessoa que já se sentiu sozinha ou não compreendida, deverá ler este livro pelo menos uma vez na sua vida. Com certeza é uma leitura que revisitarei muitas e muitas vezes.
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Ingredi.Lima 09/07/2020

O linguajar do livro não é para iniciantes. É poético e o final é lindo!
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Lucas.Perine 08/07/2020

Poética Melancólica
Valter Hugo Mãe constrói uma narrativa poética melancólica com O Filho de Mil Homens, que nos leva para o mais profundo do nosso coração. Contando a história de personagens que vivem envoltos em uma grande solidão a procura da real felicidade em um vilarejo praiano, que não tem nome, as vidas deles correm envolta de uma sociedade que prega valores tradicionais, típico lugar de cidadãos de bem embriagados em sua hipocrisia julgando tudo que cresce diferente.
Dentro desse ambiente, Crisóstomo, o homem que chegou aos 40 anos, se vê em completa solidão, sem filho, sem mulher, sem ninguém dependendo dele e nem dependendo de ninguém, se sentindo metade de um homem. Ele recorre a clamar aos ouvidos do mar, da areia e da força da natureza, pedindo para ser inteiro, suplicando por ser um homem completo, e assim a história corre.
Os tabus do amor são assuntos que me deram calafrios nessa leitura, com personagens que são forçados a passar as mais duras penas por apenas serem eles mesmos dentro de uma sociedade que exige padrões patriarcais, me faz pensar profundamente no amor de aceitar o próximo, com as doces e amargas formas dele de ser.
Após terminada a última página deste livro, penso na felicidade, e como ela é o caminhar, é um aceitar o presente de ser a si mesmo, com todas suas cicatrizes, dores, alegrias, amores e saber lembrar com respeito a nossa própria história, cultivar carinho pela nossa caminhada, por ter sabido errar, para assim construir a ponte da aprendizagem do que se é hoje. É ser completo dentro de si.
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08/07/2020

Mal comecei a ler e já me apaixonei pelo livro e pela forma de escrever do autor. O pontapé
inicial para a leitura, foi o incentivo do #imaginaaleitura um projeto incrível do podcast @imaginajuntas_.
O livro é leve, de fácil entendimento e difícil de parar de ler.. para mim, foi um questionamento e tanto acerca de tipos de relações e os julgamentos impostos pela sociedade em cima dos esteriótipos, mas de uma forma que você não percebe.
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patriciamurada 07/07/2020

Livro belíssimo, em especial o início! Escrita maravilhosa do autor. Apenas senti que o livro é muito curto e o autor poderia ter trabalhado um pouco mais as histórias dos personagens.
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Mattson 06/07/2020

O livro de mil mundos
Não tenho muito o que falar sobre este livro, fala sobre tantas feridas abertas da humanidade, é um livro sensível, o autor usa o filho de mil homens ou o pai de mil filhos, eu uso o livro de mil mundos, leitura inesquecível.
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José Amorim 05/07/2020

Lírico e profundo
"Ele disse: acredito que vamos os dois ser felizes para sempre. Ela riu-se. A Isaura nem sabia rir."

"Por instinto, queria ainda sobreviver, nem que fosse apenas para morrer mais tarde."

"A companhia de verdade, achava ele, era aquela que não tinha por que ir embora e, se fosse, ir embora significaria ficar ali, junto."

"Para onde eu vou, vai-me o coração também, que ainda não arranjei modo de o largar pelo chão."

"Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade, repetiu muito seguro."

Prosa poética de alto nível que exalta os que seriam tratados em romances convencionais como exemplos de injustiça social ou de transtorno psicológico; na obra do Valter Hugo Mãe, eles são símbolos de libertação e triunfo pessoal, numa clara demonstração das infinitas possibilidades da alma e da imaginação humanas.
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@kaydson 04/07/2020

"Quem tem menos medo de sofrer, tem maiores possibilidades de ser feliz." (p. 27)
A leitura desse livro chegou-me como um presente, dos mais graciosos e excepcionais. @thatianasilvaa me convidou para fazer parte de um clube de leitura e como recusar um pedido de algo que a gente sempre quis, não é? Foi meu pedido de casamento: juntar meu amor pelos livros e pessoas que os debatem. Quando cheguei o livro do mês já havia sido escolhido: O Filho de mil homens do Valter Hugo Mãe.

O livro conta muitas histórias: De mil filhos e de um pai. Crisóstomo é esse homem tão cheio de amor que aos 40 anos vê-se em um vazio de não ter um filho, a extensão de sua existência. Essa solidão que Crisóstomo carrega já é derramada na primeira página do livro, ele derrama o seu desejo (E o leitor derrama um baldinho de lágrimas.) Por conhecer um pouco o autor do livro, durante o processo de leitura fiquei fazendo conexões do quão tinha do autor e nessa personagem.

O livro é tomado por muitas histórias: Isaura que acreditou no primeiro namorado que lhe jurara um casamento e amor eterno e nada disso aconteceu, totalmente adverso ao que ela esperava, após isso sua vida declinou. Uma anã que é vista como marionete pelas mulheres da vila, todavia carrega consigo um fardo e amores casuais. "Calada, a anã nunca confessaria às vizinhas que as achava um pouco invejosas. Generosas nas couves e nas batatas, mas invejosas nas expectativas das alegrias." (p. 34).

Antonino é um maricas, um homem sensível e doce que não entende porque veio ao mundo assim com: tamanha delicadeza, feminilidade e o motivo para que tantas crueldades e as ambivalências lhes acontecesse. " (...)Pensou nos homens e convenceu-se de que eram animais perigosos que nunca poderia, ou deveria, amar. (p. 102-103)

Enfim, o espaço não me deixa contar todas as histórias, mas essas foram as que me atravessaram durante a leitura, essa prosa doída do Valter H.
M. e esse livro que nos ensina que a felicidade está em sermos o que somos e aquilos que podemos ser.
V.H.M. não pariu apenas um livro e uma história bonita, pariu sensibilidade e formas de amar. O que nos conecta não são nossas dores, mas as formas que temos de nos fazermos felizes.

"O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, comno se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros." (p. 205).

Meu livro favorito de 2020.
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rafaelladm 04/07/2020

Foi o primeiro livro do Valter Hugo Mãe que li há algum tempo atrás e morri de amores já nas primeiras linhas do primeiro capítulo, que é praticamente um livro dentro do livro. Há tanta beleza e poesia, os personagens te cativam imensamente, pois a grande busca deles é o amor. Há sofrimento e melancolia, mas há força e encanto nessa busca de um amor construído com o possível de cada um.
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Bruna 04/07/2020

fala com calma
Eu me arrependo um pouco de ter escolhido ler esse livro agora, de quarentena, no meio da pandemia. Eu ando ansiosa e esse livro fala com calma. Fala sobre como a vida das pessoas se entrelaçam, pessoas agora, pessoas que foram, sentimentos por dentro, histórias por fora. Fala sobre viver a vida com ela é. Fala sobre amor.

Quero reler com a calma que esse livro merece. Mas é assim, a vida como ela é.
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Rhai 04/07/2020

?...nunca limites o amor, filho, nunca por preconceito algum limites o amor. O miúdo perguntou: porque dizes isso, pai. O pescador respondeu: porque é o único modo de também tu, um dia, te sentires o dobro do que és.?
Perfeito
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