O filho de mil homens

O filho de mil homens Valter Hugo Mãe




Resenhas - O Filho de Mil Homens


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Book.ster por Pedro Pacifico 21/02/2020

O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe – Nota 10/10
Em 2019, resolvi fazer a releitura dessa obra que é única em sua sensibilidade e na forma como aborda o afeto e as relações humanas. Quem me acompanha aqui há um tempo sabe da minha admiração pelo autor, que foi um dos responsáveis por despertar a vontade de conhecer um universo mais amplo de livros, que não se limitava apenas aos autores mais conhecidos ou às listas de mais vendidos. E, na minha opinião, o que mais se destaca nos livros de @valterhugomae é a sua escrita. É a poesia que preenche as suas frases, como se cada palavra tivesse sido escolhida a dedo.

Em “O filho de mil homens”, a narrativa é construída a partir de situações simples. É a história de um pescador solitário, Crisóstomo, que conhece um garoto órfão, chamado Camilo. É a história de uma família criada a partir de laços que fogem do convencional. E para acompanhar as emoções que percorrem a história de Crisóstomo e Camilo, o autor nos apresenta diferentes personagens, cada um com seus próprios conflitos. Cada um vive e sofre do seu jeito os problemas que encontram na pequena aldeia, mas que também estão presentes em todo canto: machismo, homofobia e outras formas de discriminação. Mas é justamente no meio dessas falhas de uma sociedade, que cada busca no outro um pedaço daquele seu vazio, daquela metade que lhe falta... E não é para isso que deveriam servir o amor e o afeto?

Fica até difícil para mim, como leitor, contar mais sobre o que você pode encontrar nesse livro. Até porque, como sempre falo, um livro vai muito além de uma história. Nesse caso, a leitura de “O filho de mil homens” vale pela experiência, que nos deixa marcas – e também exige muitas marcações (haja post-its). Por isso, a recomendação é fácil e serve para qualquer um que quer um conhecer um pouco do ser humano, do que é ser humano.

E antes que me perguntem: acho que esse livro é uma boa opção para quem quer iniciar na obra de valter hugo mãe!

site: https://www.instagram.com/book.ster/
Dani Dani 11/05/2020minha estante
Lendo Valter Hugo Mãe por indicação sua!! Volto depois pra dizer o que achei.. Rs




Paula 20/06/2012

Um amor que muda o mundo
"O filho de mil homens" foi a primeira obra de Valter Hugo Mãe que tive o prazer de ler. Fui indicada e não me decepcionei; me surpreendi, aliás.
A obra conta diversas histórias simultâneas que se entrelaçam no decorrer dos capítulos. Crisóstomo, um humilde pescador já no auge de seus quarenta anos, sonha em encontrar um filho para chamar de seu. Sozinho, sem amor e sentindo-se extremamente perdido, ele pede à natureza que lhe envie um menino para que possa cuidar e dedicar todo um amor que tem estocado dentro de si. Eis que a natureza atende seu pedido e, junto com um menino - agora órfão de uma mãe anã e de um pai desconhecido-, presenteia-o com o amor de uma mulher já acabada pelas tristezas da vida. Isaura mostra-se simples e descrente, mas aprende com Crisóstomo que a vida pode mudar num repente e moldar-se de acordo com o que somos. "A felicidade é o que podemos ser".
Dentre esses personagens, temos vários outros que abordam temas como a homossexualidade, o preconceito, a solidão, o abandono e a felicidade de forma simplória.
O livro é de uma sensibilidade incrível, particularmente nunca fiquei tão encantada com a descrição tão perfeita de sentimentos recorrentes no dia a dia. Valter Hugo tem minha admiração e devoção.
Um livro que todos deviam ler. 5 estrelas, sem sombra de dúvida!
***
“O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e de mais de mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se nossos mil pais e nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.”
Mariana 23/06/2012minha estante
Como sempre, sua resenha está maravilhosa. Muito bem escrita e nos faz querer ler o livro! Parabéns!


Dirce 08/07/2012minha estante
Parabéns!
Esse livro irá fazer parte da minha Estante.
Tenha uma feliz semana.
bjs




Paula 21/08/2012

Um Acalanto
Morri de amores por esse livro. Tanto que já nem sei mais quantas vezes o comprei para presentear amigos em aniversários, quantas vezes o recomendei. Tanto que essa semana comecei a lê-lo novamente, pela segunda vez.
Há tanta sinceridade nessa história, que é quase impossível não se apaixonar pelos personagens, não lhes querer bem. Em algum ponto, nos identificamos com eles, principalmente em relação a essa vontade de ser feliz.
Fiquei ainda mais apaixonada pelo Valter Hugo Mãe quando vi um vídeo dele falando sobre o livro e do quanto ele próprio torceu para que os personagens encontrassem a felicidade. (O vídeo está disponível aqui: http://www.youtube.com/watch?v=1aIYO5CtF5k)
Nessa procura pela felicidade os personagens enfrentam tudo: a solidão, a morte, o preconceito, a inveja, mas a esperança transborda de forma poética de cada página. Tudo gira em torno da vontade de ter um filho e do quanto isso significa que acreditamos em um mundo melhor. Sem falar na história de amor, que é contada de um jeito tão bonito, que só o Valter Hugo Mãe para fazer.
Definitivamente passou a ocupar aquela prateleira especial dos livros preferidos, pois é para mim um acalanto. Um lembrete daquela esperança que às vezes fica esquecida.

Recomendo com todas as estrelas.

"Para entreter curiosidades, o velho Alfredo oferecia livros ao menino e convencia-o de que ler seria fundamental para a saúde. Ensinava-lhe que era uma pena a falta de leitura não se converter numa doença, algo como um mal que pusesse os preguiçosos a morrer. Imaginava que um não leitor ia ao médico e o médico o observava e dizia: você tem o colesterol a matá-lo, se continuar assim não se salva. E o médico perguntava: tem abusado dos fritos, dos ovos, você tem lido o suficiente. O paciente respondia: não, senhor doutor, há quase um ano que não leio um livro, não gosto muito e dá-me preguiça. Então, o médico acrescentava: ah, pois fique sabendo que você ou lê urgentemente um bom romance, ou então vemo-nos no seu funeral dentro de poucas semanas. O caixão fechava-se como um livro. O Camilo ria-se. Perguntava o que era colesterol, e o velho Alfredo dizia-lhe ser uma coisa de adulto que o esperaria se não lesse livros e ficasse burro. Por causa disso, quando lia, o pequeno Camilo sentia se a tomar conta do corpo, como a limpar-se de coisas abstratas que o poderiam abater muito concretamente. Quando percebeu o jogo, o Camilo disse ao avô que havia de se notar na casa, a quem não lesse livros caía-lhe o teto em cima de podre. O velho Alfredo riu-se muito e respondeu: um bom livro, tem de ser um bom livro. Um bom livro em favor de um corpo sem problemas de colesterol e de uma casa com teto seguro. Parecia uma ideia com muita justiça." (página 69)

Valter Hugo Mãe. O filho de mil homens. São Paulo: Cosac Naify, 2011. 208 pp.
Márcia 20/08/2012minha estante
Paula, adoro suas resenhas...
Foi através delas que me interessei e comprei A Trégua...e simplesmente estou adorando, lendo devagar para apreciar uma escrita tão adorável. O Filho de Mil Homens tb irá para a lista dos desejos...continuarei acompahando suas leituras para buscar inspiração para novas viagens!!!! Bjs


Paula 20/08/2012minha estante
Obrigada, Márcia! Fico contente que esteja gostando de A trégua, é um livro muito especial pra mim. E esse aqui é o meu amor do momento, eu recomendo a leitura. =] beijo e obrigada pela gentileza do comentário:)


valmir 20/10/2012minha estante
Fiquei curioso para ler!


Alocadokoo 13/11/2012minha estante
Fiquei sabendo que é daqueles livros que, se você ler no ônibus ou na rua, corre perigo de chorar em público. Com a sua resenha, fiquei ainda mais ansiosa pra ler (:


Paula 11/02/2013minha estante
Não achei o livro triste não, pelo contrário, é um daqueles livros que terminados de ler com o coração cheio de esperança.


Dirce 13/02/2013minha estante
Lindo livro. Linda resenha, Paulinha.




Amélia Galvão 09/04/2020

Esse é um daqueles livros para aquecer o coração e tentar recuperar nossas esperanças na humanidade. É de uma sensibilidade gigantesca e singular, também possui uma linguagem simples, direta, mas permeada de poesia, conseguindo reverberar na nossa alma com intensidade. A forma de narrar me lembrou a minha infância, quando alguém contava uma história fantástica ou lia alguma fábula, o que achei super gostoso. Além disso, o humor, a cultura popular e o realismo fantástico me lembraram ao Gabriel García Marquéz, o que também foi maravilhoso.

O livro se passa num vilarejo e seus arredores onde acompanhamos várias personagens e suas relações. A narrativa alterna entre elas e aos poucos vai contando a história de cada uma, os seus relacionamentos e sentimentos, sendo o cerne de tudo a solidão e o amor. Percebemos que cada personagem vivencia a solidão de uma forma diferente, sente-a por motivos diversos, sofre à sua maneira e lida com dissabores diversos. Pode ser um vazio pela falta de um filho, a rejeição dos outros por ser diferente ou por algum outro preconceito, a falta de uma companhia, as saudades do amor que se foi ou daquele que parece impossível de chegar...

No livro há sofrimento, melancolia, discriminação, preconceito e intolerância, mas há muito mais amor, empatia, solidariedade e companheirismo. Apesar daquelas negatividades, é mostrado, a todo momento, como o amor e os sentimentos que dele derivam são capazes de superar tudo isso, de nos transformar, de nos dar força, de nos fazer querer ser melhores. Aprendemos que devemos nutrir carinho por um sofrimento que nos fez construir uma felicidade; que não devemos cultivar a dor, mas a lembrar com respeito por ter melhorado quem somos; que a vida é sempre aprender e mudar para aceitar sempre mais; e que a felicidade é construída com o possível.

Enfim, é um livro belíssimo, escrito por alguém de uma sensibilidade incomensurável e que nos agracia com muitas reflexões e personagens admiráveis, sendo fonte de esperança para um mundo mais empático.
Jenny 09/04/2020minha estante
Me fez querer ler?


Amélia Galvão 09/04/2020minha estante
Fico muito feliz em saber disso, Jenny ? Torço que também seja uma leitura maravilhosa para você.


Barreto 09/04/2020minha estante
Que beleza de resenha, Ana. Concordo com cada palavra. ?


Amélia Galvão 09/04/2020minha estante
Fico muito feliz em ouvir isso, Barreto, ainda mais de você que nutre muito carinho pelo VHM. Obrigada! ?


meriam lazaro 14/04/2020minha estante
Fabuloso


Amélia Galvão 14/04/2020minha estante
É fabuloso mesmo, Meriam. VHM é incrível, estou a cada dia gostando mais dele ?


meriam lazaro 14/04/2020minha estante
O meu preferido é "Desumanização". Mas é pesado


Amélia Galvão 14/04/2020minha estante
Eita, é o preferido do Barreto também! Já está como prioridade na minha lista sem fim e irei de coração preparado.


meriam lazaro 14/04/2020minha estante
Hahaha




Isadora 03/06/2020

"Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós."

A escrita de Mãe é de uma sensibilidade e poesia sem precedentes. Me cativou nas primeiras linhas. Apaixonante!
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Alexia Karla 20/05/2020

O cotidiano é lindo
Leitura feita para o mês de Maio do Clube do Livro!

Como começamos a falar de uma história que nos tirou o chão? (E o fôlego)

No começo de tudo, eu admito que não estava tão interessada assim no livro. E fui gradativamente mudando de opinião ao passo que me envolvia com a poesia que o autor consegue criar a partir das mais simples situações.

Uma obra que me colocou muito pra refletir sobre como encontramos nosso lugar no mundo, mesmo quando temos a impressão de estarmos perdidos. Me fez virar uma noite pensando nas situações em que nos colocamos por puro medo da solidão.

Não tenho a família mais funcional do mundo (e quem tem?) e foi muito bom a forma como eu me senti acolhida pela família da história, criada a partir dos meros acasos da vida.

Eu só tenho a agradecer pelas leituras que o Clube do Livro me proporciona!
São sempre obras sensacionais e que eu com certeza não descobriria sozinha.
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Dirce 13/02/2013

Leitura obrigatória. Leitura transformadora.
Quando eu cursava o primário ( ontem mesmo), não tínhamos acesso a livros e nossas leituras, que eram o terror dos alunos, para mim não passavam de puro deleite. Eu me deliciava com as falas daqueles animais que me passavam ensinamentos que carreguei ao longo da minha existência e que serviram para “moldar” a minha maneira de ser. Por que estou falando sobre isso? Porque na medida em que eu avançava na leitura consolidava-se a ideia do quão valioso seria se o livro O "Filho de Mil Homens" fosse leitura obrigatória nas escolas. O quão valioso seriam os aprendizados transmitidos por Crisóstomo, Camilo, Isaura e o filho da Matilde ( Antonino – o maricas) 4 retas paralelas que , malgrado - ou devido os meandros da vida -, se encontram neste livro do Valter Hugo Mãe, livro que na minha opinião, se resume em uma fábula, só que as personagens não são animais dotados de características humanas como as da minha infância, são sim são seres humanos – demasiadamente humanos (o Nietzsche deve estar virando no túmulo, agora).
“O Filho de Mil homens” é um livro que fala sobre ausências, mas essas ausências não são preenchidas por um laptop, por um celular de última geração ou por uma viagem à Disney, elas são preenchidas pelo afeto, pela presença humana.
O Filho de Mil Homens é um livro que fala sobre o nosso anseio primordial: encontrar um modo de ser feliz. Crisóstomo encontrou seu modo de ser feliz: por meio da doação. Na página 188 ele diz para o Camilo: “Todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e gere um cuidado mútuo”. Uma frase tão profunda, tão bela, mas que vista por outro lado, é assustadora: somos filhos de mil homens, de mil histórias, de mil passados onde o preconceito imperava – somos filhos dos velhos Alfredos – que geraram uma sociedade preconceituosa ( velada, mas preconceituosa) a exemplo de Matilde que renegou Antonino por ele ser, na sua visão e das pessoas que o cercavam, diferente. Somos filhos de mil homens incapazes de enxergarem a beleza das pessoas pelos olhos da Isaura. No meu entendimento, se “O Filho de Mil Homens” fosse uma leitura obrigatória nas escolas haveria a esperança de um futuro com uma geração de mais Crisóstomos e Isauras e menos Alfredos, pois, sem dúvida, é uma leitura transformadora. Mas como tudo não passa de uma cogitação, de um devaneio meu, resta a esperança de que no mínimo não deixemos o respeito do lado e que não esqueçamos da regra básica de convivência: o meu direito termina onde começa o seu ( e vice-versa).
Para encerrar, “O Filho de Mil Homens” é um livro de apenas 204 páginas, mas apaixonante e transformador. Demorei muito para terminar a leitura – não me interessava o final da história - tudo o que eu queria era prolongar o máximo a leitura, absorver cada frase, esperando aprender, como Camilo aprendeu, a ver as pessoas com os olhos da Isaura . Claro que um livro que me levou a tantas reflexões não poderia ficar fora dos meus favoritos.

Ladyce 18/02/2013minha estante
Ótima resenha. Lá vai mais um da sua lista para a minha. Parece mesmo extraordinário... Orbigada, Dirce.


Dirce 23/02/2013minha estante
Obrigada a ambos pelos comentários elogiosos.


Helder 17/04/2013minha estante
Poxa, que resenha!! Nunca li este autor. Acompanho os comentarios sobre ele meio de longe, mas depois de sua resenha, tenho que por na minha lista.


meleu 10/09/2013minha estante
Na minha opinião, nenhum livro, por mais excelente que seja, deveria ser obrigatório.


Dirce 18/09/2013minha estante
Ok., Meleu.
Aceito o seu puxão de orelha - você tem razão. Obrigada por registrar sua opinião




Leticia 11/04/2020

Assim é a vida
"E assim continuavam a conversa como se a anã tivesse à viva força de estar coitadinha, como se viam ou queriam ver, como se a anã fosse digna apenas quando permanecesse cabisbaixa e gemendo, subserviente perante a generosidade social, sem amor, apenas piedade. Com a resistência dela em ser chorona, achavam todas que tinha um topete insuportável e que levava algum tempo e insistência a dobrar. Você hoje está com a voz mais fininha, diziam-lhe. Ela tinha uma voz aguda, algo estridente e muito fraca, como a de uma boneca antiga de disco, como se tivesse engolido um passarinho".
E assim é a vida, quantas pessoas aparecem quando estamos tristes ? Várias. E quantas dessas pessoas permanecem quando vamos nos reerguendo ?
É o x da questão, algumas pessoas querem estar ao nosso lado na tristeza para se sentirem superiores. Para achar que estão ajudando alguém.
E muitas das vezes, quando nos vêem melhorando não conseguem aceitar, tentam nos colocar para baixo, tentam nos colocar na situação em que elas estão bem e nós estamos abaixo delas. Fraca ilusão.
E nos recuperamos, seguimos em frente, brilhamos e as pessoas ficam inquietas, tecendo vibrações negativas, sendo lobos em pele de cordeiros. Pq enquanto as palavras são de "melhoras" a energia é totalmente diversa.
E o que falar de Crisóstomo? Maravilhoso, o melhor personagem dessa história. Um exemplo de ser humano, transformou essa história em completa poesia.
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Chico 14/06/2014

Os mil filhos de Valter Hugo Mãe
Estou no ônibus lendo o filho de mil homens, e de repente reparo que algumas pessoas estão um tanto desconfiadas, olhando para mim. Motivo: Eu estava chorando.

Valter Hugo mãe construiu um romance magnífico, rodeado de pessoas tão comuns quanto aquelas a quem todos os dias vemos, e muitas vezes ignoramos nas ruas. Com um português que não tem precedente na literatura, ele cria situações que parecem, a cada linha, feitas puramente para emocionar. O pescador que queria um filho, um filho que não tinha pai, uma anã que queria o amor, uma mulher rejeitada pelo amor, e um "homem maricas", esse último a personificação do perdão e da sensibilidade, todos esses personagens, de início totalmente isolados uns dos outros, vão formando um emaranhado de destinos, que direta e indiretamente, acabam se unindo, para mostrar que toda a solidão do mundo pode se convertida em sorrisos e perspectiva de uma vida digna e feliz, destruindo medos, preconceitos e diferenças.

É um livro, acima de tudo, que resgata a esperança. É uma obra-prima da sensibilidade.
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Juliana 11/05/2020

Sensível, bonito, singelo
Valter Hugo mostra a beleza da vida como ela é. Mostra, com enorme sensibilidade, o quão bonita ela pode ser, mesmo que nada indique a isso.
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thaw 25/06/2020

Uma das coisas mais belas e sensíveis que já li. Valter Hugo mãe é um gênio! ?
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Ariana Pereira 30/04/2020

A felicidade é simples
Que beleza esse livro. A maneira simples e leve que o autor trata do cotidiano e da felicidade que se esconde nos descuidos, nas dores superadas e respeitadas. Que beleza de literatura!
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rafaelladm 04/07/2020

Foi o primeiro livro do Valter Hugo Mãe que li há algum tempo atrás e morri de amores já nas primeiras linhas do primeiro capítulo, que é praticamente um livro dentro do livro. Há tanta beleza e poesia, os personagens te cativam imensamente, pois a grande busca deles é o amor. Há sofrimento e melancolia, mas há força e encanto nessa busca de um amor construído com o possível de cada um.
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Greg 26/02/2020

Esse livro é tão lindo que eu poderia morar dentro dele
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Anna Raísa 28/04/2020

Diferente e lindo!
Esse livro é um deleite de tão lindo e poético. Foi um afago na alma em tempos de quarentena! Ao final paramos pra pensar como tantas vidas desconstruídas ganham sentido através do amor e da família. Mas não se trata daquele conceito de família que conhecemos, que se estabelece por laços de sangue. Essa foi construída através da união de vidas incompletas e que juntas ganharam um novo sentido, para além das feridas e mágoas do passado. Crisóstomo ao buscar por um filho, recebe da vida muito mais do isso.
...

"O Crisóstomo explicava que o amor era uma atitude. Uma predisposição natural para se ser a favor de outrem. É isso o amor. Uma predisposição natural para se favorecer alguém. Ser, sem sequer se pensar, por outra pessoa."
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