El Ojo

El Ojo Vladimir Nabokov




Resenhas - O Olho


6 encontrados | exibindo 1 a 6


Matheus 01/09/2019

Nota 3,7
Eu talvez esteja lendo Nabokov errado, comecei logo por Lolita e passei pra Fogo Pálido, que não consegui terminar, e agora que concluí essa novela eu sinto que eu tô buscando de novo a sensação que Lolita me trouxe com os outros livros dele. E não quero me frustrar ou me desestimular por isso.
Sobre o livro, ele foi ok nessa primeira leitura que eu fiz, acho que eu posso tirar mais dele numa futura releitura. Foi muito confuso e todas as trocas de narração de um parágrafo pro outro eu tinha que reler pra saber o que tava acontecendo. O enredo foi realmente o que eu mais gostei, é como se fosse um misto de acontecimentos em tempos diferentes, me vem a mente quando coloca leite no café e aparecem aquelas ondas de leite sem se misturar até que no final fica tudo homogêneo. Sinto que o autor fez esse livro pra se divertir mesmo.
comentários(0)comente



Sasso 24/06/2019

Análise da construção de nossa personalidade
Sei que o título da resenha parece estranho, mas é uma consideração sobre o(s) personagem(ns) do livro. Enquanto estava lendo, percebi que havia perdido algo; voltei então umas 10 páginas e reli novamente. Continuei achando que havia perdido algo e fui ler resenhas na internet. Só aí que entendi sobre o narrador e os personagens existentes bem como a construção das características de um personagem específico. É um livro bem curto, mas gostoso de ler. Gerou essa dúvida, mas depois de compreender (talvez eu devesse ter lido até o final, depois lido as resenhas; as vezes emitiria um "Ahhhhh então é isso" rs mas quis compreender no meio) acho que ficou melhor pra entender o que o narrador vê.
Karina.Agra 02/09/2019minha estante
Assim que acabei de ler, fui reler várias partes... ele é bem confuso... mas relendo fica mais fácil a compreensão.




Rodiney 01/01/2019

E se...
Ler Nabokov é sempre um bom experimento. E se... eu não tivesse lido este livro? E se... eu tivesse optado por outro autor? Esse "E se..." existencial colocado propositalmente no pequeno romance de Nabokov será o mote da história. Bem, na minha opinião. Porque o "E se..." tem profunda relação com as várias possibilidades existenciais de Smurov. No entanto, as possibilidades só são possíveis durante a vida. Contudo, a vida só nos permite uma única narrativa, uma única escolha que se desdobra em consequências que são interrompidas com a morte. Porém, Smurov morre e não morre. Sua consciência permanece e diante de espelhos pode contemplar as várias possibilidades. Por um momento, essa nova situação causa-lhe certo torpor, mas no fim, ele entende. Smurov conclui que é feliz, sim, feliz. E entende 'que a única felicidade neste mundo é observar, espionar, olhar, esquadrinhar a si mesmo e aos outros, ser nada mais que um grande, ligeiramente vidrado, um tanto congestionado, olho que não pisca'.
comentários(0)comente



Luisa Amélia 24/04/2016

Complexo
O livro, apesar de curto, é extremamente maçante... Talvez eu não tenha compreendido sua essência, talvez eu não tenha compreendido nada. Senti como se o tempo dedicado a ele tivesse sido em vão.
Karina.Agra 02/09/2019minha estante
Ele é bastante confuso. Assim que acabei de ler, voltei para reler... e compreendi um pouco mais...




Aguinaldo 06/10/2014

o olho
Em "O olho" Nabokov explora alguns de seus temas recorrentes, como os de identidade, duplo e subjetividade. Originalmente fez parte de um conjunto de contos, mas o próprio Nabokov entendia esse texto como um pequeno romance, tanto em experimentalismo como em extensão. Cronologicamente é a quarta de suas narrativas mais longas. Foi composta em 1930 em Berlim e nesse ano publicada em uma revista para expatriados russos de Paris chamada Sovremennyya Zapiski. Em 1965 seu filho Dimitri a traduziu para o inglês e ao texto foi acrescentado um prefácio assinado pelo próprio Nabokov, onde ele discute a eventual perenidade de seu trabalho após 35 anos, bem como as circunstâncias de sua produção e interpretação. Nabokov apresenta um narrador em primeira pessoa (Smurov, um jovem emigrante russo na Berlim dos anos 1920) que se suicida logo no início do texto, após ter sido espancado por um sujeito furioso (podemos acreditar ou não que o suicídio se consumou, não importa). A partir daí o que se lê são trechos alternados em primeira e em terceira pessoa, onde o leitor é apresentado à personalidade e ao comportamento de Smurov. O narrador em primeira pessoa louva suas qualidades e aventuras, sua capacidade de enganar a todos com quem convive, seus amores, o mistério de suas reais intenções e planos. O leitor percebe logo que esse narrador é um mentiroso compulsivo, mas fica curioso sobre seu estado (afinal ele pode ser um fantasma, já estar morto, ou ser apenas um pobre diabo louco que sobreviveu a uma tentativa de suicídio). O narrador em terceira pessoa explicita as contradições de Smurov, faz transparecer ao leitor o quão mesquinho e miserável é o protagonista, mas não o condena ou é moralizante (Nabokov sabe o quão má é a literatura que deixa de ser arte e se traveste de ferramenta de engenharia social). Sem também apelar para malabarismos de interpretação psicológica Nabokov alcança com humor refinado mostrar-nos um processo de dissociação, onde os delírios de grandeza e a poderosa capacidade do ser humano em iludir-se completamente apenas desnuda que sempre enganamos nós mesmos quando imaginamos enganar todos os demais.
[início: 18/09/2014 - fim: 23/09/2014]
"O olho", Vladimir Nabokov, tradução de José Rubens Siqueira, Rio de Janeiro: editora Objetiva / Selo Alfaguara (Grupo Prisa), 1a. edição (2011), brochura 15x23 cm., 107 págs., ISBN: 978-85-7962-098-0 [edição original: ??????????, Sogliadatai (Paris: Russian Annals Publishing House) 1938 - em russo; The Eye (London: Phaedra) 1965 - em inglês, traduzido por Dimitri Nabokov]
comentários(0)comente



Diógenes - Estr 11/09/2013

Um Inferno de Espelhos
Nabokov ao escrever essa trama nos remete ao que ele mesmo chama de "inferno de espelhos", um personagem preso na dúvida da realidade ou fantasia, vida e morte, que persegue insanamente a ele mesmo refletido no outro que serve de espelho. Mais uma vez o autor utiliza-se da sua imensa capacidade de escrever para nos legar uma deliciosa prosa de tonalidade poética... "Muitas vezes, ao voltar a pé para casa, a cigarreira vazia, o rosto queimando na brisa da aurora como se eu tivesse acabado de remover uma maquiagem teatral, cada passo lançando uma pontada de dor que ecoava em minha cabeça, eu inspecionava minha débil felicidadezinha de um lado e de outro e me assombrava, tinha pena de mim mesmo e me sentia demasiado medroso". O "olho" é um narrador que se vê personagem em busca de si e de sua parca "felicidadezinha", nem que essa seja um mero piscar de olhos da consciência.
comentários(0)comente



6 encontrados | exibindo 1 a 6