O Coração dos Heróis

O Coração dos Heróis David Malouf




Resenhas - O Coração dos Heróis


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Queria Estar Lendo 09/08/2014

Resenha: O Coração dos Heróis
Agradar à gregos e troianos é tarefa árdua e muitas vezes impossível, talvez por isso David Malouf tenha falhado tão piamente com seu livro. O coração dos heróis retrata uma parte muito específica dos dez anos que foram a guerra de Troia: a morte de Pátroclo pelas mãos de Heitor, a vingança de Aquiles que não satisfeito apenas com a morte do inimigo arrastou o corpo do príncipe por onze dias em frente as muralhas de Troia, e o gesto de rei troiano, Príamo, que vestiu-se como um homem comum e desceu até o acampamento grego, onde clamou ao algoz de seu filho que lhe devolvesse o corpo do mesmo.

"- Eu o carreguei - sussurra ela - aqui, aqui - e, com o punho fechado, bate no peito. - É a minha carne que está sendo arrastada pelas pedras lá."

Sou uma apaixonada convicta pela Guerra de Troia, principalmente pela figura de Helena, aquela cuja beleza creditam toda esta guerra. Mas também me encanta toda a tragédia que envolve Heitor e Paris, episódio este narrado no livro. Já faz algum tempo que estava de olho nesse livro em questão, sua capa e título sempre me atraíram visualmente, assim como o fato de pertencer a editora Leya, por quem tenho grande apreço.

Como podem perceber, O coração dos heróis tinha todos os elementos para se tornar uma leitura prazerosa e envolvente, com grandes possibilidades de virar um dos meus livros favoritos. Mas, infelizmente, não foi o que ocorreu. Com uma narrativa maçante e ausente de fatos concretos, onde o leitor se perde em meio a devaneios dos personagens e precisa passar por parágrafos que dão voltas e voltas em pensamentos desnecessários e que apenas poluem o livro.

"- Chame por mim, Príamo - diz ele brandamente -, quando as paredes de Troia estiverem caindo ao seu redor, e eu o ajudarei.
(...)
- E se, quando eu chamar, você já estiver entre os mortos?
(...)
Nesse caso, pior para você, Príamo, porque não irei lhe ajudar."

É muito complicado fazer uma resenha negativa, porque todo livro é o fruto de trabalho e dedicação de uma pessoa. No entanto, devo isso aos leitores do blog. Portanto, minha conclusão sobre este livro é a de que: não indico a leitura do mesmo. Não que você não deva ler, pois toda leitura traz frutos e o que não é bom pra mim não é necessariamente ruim para as outras pessoas também. Mas, se me pedirem para indicar algum livro, O coração dos heróis não estará na lista.
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Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Eduarda Henker, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.

http://blogsomaisum.blogspot.com.br/2014/08/resenha-o-coracao-dos-herois.html
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JuKiara 07/04/2012

O Coração dos Heróis
Até então, o que lemos em relação à Guerra de Tróia se resume a sangue, batalhas e discussões polícias e religiosas. Por trás da história de amor proibido, por trás da guerra e destruição, sempre se pode encontrar algo mais profundo (ou tão superficial que passa a ser paradoxalmente crucial e relevante para o desfecho da história).
David Malouf tenta retratar um pedaço da Ilíada que não possui mais que algumas linhas originalmente e o faz com muita criatividade, sensibilidade e escrita fluida, sem cansar o leitor.
E a partir da história nos defrontamos com um Aquiles que sofre com a morte de seu amado Pátroclo e Príamo, o rei que se Humilha em nome por seu amor ao filho Heitor.
Vale a pena a leitura.
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Paty Rio 07/04/2012

http://abajurdepapel.blogspot.com.br/2012/01/resenha-o-coracao-dos-herois.html
Vou ser sincera. Mesmo gostando muito de filmes sobre guerras, livros sobre guerras e mais um bocado de coisas sobre guerras (Mas não a guerra propriamente dita) , eu nunca, nunquinha na minha vida li "ILÍADA" (ou sei lá como que é o nome). Sei lá, não tive o interesse de ler. Conheço toda a história da guerra de Troia e aquela criatividade absurda dos gregos para invadir a cidade da montanha, até por que eu também assisti Troia (E vi com muito gosto a bunda sexy do Brad Pitt) . E foi por não conhecer um pouco da história escrita desta guerra que eu resolvi ler este livro. Clica ai em baixo... ;]


[...]Aquiles senta-se com a alma exausta. É seu filho, Neoptólemo. O que ele testemunhara, na iluminação do instante em que Príamo o chamou a agir, é um tempo por vir, o fim das coisas nos dias que se seguem à sua própria morte. Príamo, motivado pelo olhar de revelação aniquiladora que atingira o homem, ajoelha-se, finalmente, e segura as mãos de Aquiles. [...]
Em O Coração dos Heróis é contada uma pequena parte da história de Aquiles, mesmo este livro sendo uma das muitas versões que a guerra de Troia vem ganhando ao longo dos anos. Mostrando que não existe apenas um forte e impressionante guerreiro grego por trás da armadura, neste livro, Aquiles é um homem da terra como qualquer outro, sendo apenas um simples fazendeiro que é convocado para a guerra. Como o título do livro sugere, o autor pretende mostrar um pouco do coração dos heróis da guerra, retratando o quanto foi difícil para Aquiles perder o seu melhor amigo Pátroclo, e, um pouco do que realmente levou o herói a tratar com desrespeito o povo de Troia ao derrotar o seu inimigo Heitor e ficar, simplesmente, arrastando seu corpo no chão durante 11 dias.

Mas acontecimentos a parte, o que eu mais gostei do livro foi quando o autor começa a retratar a luta de Príamo, rei de Troia, para conseguir ter o corpo de seu filho Heitor de volta, afim fazer um funeral digno ao guerreiro. É justamente nestas partes que o autor consegue passar que as pequenas coisas, acontecimentos singelos que o rei nunca deu importância, são de fato as coisas que dão graça a vida e que são boas demais para serem ignoradas. O jeito que David Malouf descreveu as cenas destas partes fizeram com que eu gostasse realmente do livro.

Porém alguns pontos deixaram a desejar, e, me deixaram extremamente confusa. Como não sou profunda conhecedora da história da guerra de Troia, demorou um pouco para perceber que o livro começa no meio da batalha. Demora um pouco, também, para descobrirmos o primeiro personagem e as vezes o autor joga uma enxurrada de informações em cima da gente, com nomes de personagens que casaram com não sei quem e outro alguém e mataram, também, fulano de tal. Mas fora estas partes, que foram bem pequenas (questão de uma folha ou duas) o livro é ótimo. Me agradou muito o jeito que o autor descreveu o coração dos heróis da guerra, até por que é isso que dá o nome ao livro, e o final: Não podia ter sido melhor ;-)

Agradeço a breve atenção de vocês e até mais com a estreia da nova coluna do blog :)
Esperem e comentem muito.....
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Beto 30/12/2011

Uma história diferente
Surpresa agradável, o coração dos heróis é um livro fascinante pois conta uma história, que já foi narrada diversas vezes, de uma forma diferente, um novo prisma, que fala justamente da emoção do ser humano, Rei despindo-se de sua imagem para buscar um objetivo nobre do ser humano, a humildade.
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Marcus Lemos 12/09/2012

Agradável surpresa
12/05/2012
Saindo de uma sequência de leituras como Conn Iggulden, Bernard Cornwell e George Martin, minha primeira impressão deste livro era a de que seria "mais um de guerra", "fino" e com uma capa copiada do Guerra dos Tronos (veja minha primeira resenha, abaixo). Mas, já que por curiosidade já havia o adquirido, resolvi arriscar a leitura.

E, por uma agradável supresa, o livro me surpreendeu. Apesar do pano de fundo ser a guerra entre os gregos e troianos, o livro relata muito pouco sobre a guerra em si, com pouquíssimas menções às batalhas. Esse não é o foco do livro.

Em resumo, diria que é uma estória bonita, cativante, e que ressalta valores nobres do ser humano, mesmo no período de guerras. Após ter seu filho morto e o corpo humilhado pelo grego Aquiles, Príamo, rei de Troia, decide se despir de todo o status, ornamentos, riquezas e formalidades de rei para se tornar um carroceiro e, assim, entrar no acampamento grego e pedir o resgate do corpo de seu filho Heitor a Aquiles.

Guia a sua viagem o carroceiro Somax, puxados por duas mulas - Beleza e Coice - num mundo avesso ao que o rei conhecia, onde a alegria consiste em pequeno detalhes - como refrescar os pés em um lago e ver os peixes mordiscarem seus pés, ou comer panquecas feitas com leveza. A jornada, então, se torna um aprendizado da vida real ao rei, em que as formalidades são meras formalidades e o carroceiro passa a ser o verdadeiro sábio, ao apresentar as riquezas da vida.

A leitura é leve, apesar de às vezes poder se perder um pouco por estender trechos e pensamentos que acabam se delongando. E a capa, honestamente, não tem nada a ver com a estória. Além da editora copiar de outro livro (também da Leya), parece que o ilustrador não leu a sinopse.

Portanto, se espera um livro sobre batalhas, guerras, sangue, política e afins, não encontrará neste. Mas, talvez, terá uma boa surpresa e algumas lições de vida, apresentadas por um carroceiro e duas mulinhas.



Primeira resenha, de 16/02/2012

Ainda não li, mas me chamou atenção o Crtl C + Crtl V da capa... e tinha que ser logo do Guerra dos Tronos, "pouco famoso"? Http://yfrog.com/khtl5mmj
Eder 17/02/2012minha estante
Quando eu vi essa capa, em um folheto de propaganda que veio junto com O Festim de Corvos, eu sabia que já conhecia. Mas não sabia de onde. Reparando agora, o desenho dos guerreiros é identico à d'A Guerra dos Tronos. =\


Ariane 18/05/2012minha estante
Isso, eu fiquei ate confusa, so muda a bandeira que o cara do cavalo ta segurando!


Sandro A.B. 30/07/2012minha estante
Além do incidente da capa, não apreciei a narração, muito longo para contar um fato de toda uma guerra.


Natália 04/08/2012minha estante
maldita Leya copiando capas =/




San... 05/04/2012

O coração dos heróis
O autor reconta a história mitológica de Aquiles, Patroclo e Heitor, partindo de pequenos trechos da "Iliadas" e cria a jornada do rei de Tróia - Príamo, como um simples mortal, isto é, sem o séquito de seus vassalos ou a escolta de soldados ou mesmo seus aparatos de rei, para resgatar o corpo do filho morto em combate, que encontra-se nas mãos do inimigo. Vai apenas na companhia de um carroceiro do povo. Durante a jornada, o rei percebe, através de conversas travadas com o carroceiro, o quanto sua vida como rei é inóqua. Embora não seja exatamente uma tragédia grega completa, há na obra uma forte inclinação nesse sentido. Os dialogos travados entre Príamo e Aquiles são bastante poéticos. Interessante, embora não seja o estilo literário mais apreciado por mim.
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Vitor 21/02/2014

O coração dos heróis
O livro começa com Aquiles ainda novo tentando escutar a água, o elemento de sua mãe, o seu próprio é a terra. Parece que Aquiles perdeu a mãe ainda novo e sempre tenta escutá-la pela água. Aquiles também nos mostra como ele conheceu Pátroclo e como tornaram-se não só grandes amigos, como também irmãos. Ele nos mostra como Pátroclo morreu na mão de Heitor e como ele (Aquiles) matou Heitor e arrastou seu corpo por onze dias (acho que os deuses entram aí, porque o corpo de Heitor não ficou branco nem com o cheiro característico da putrefação). Esqueci de falar, o livro possui somente cinco capítulos. O segundo capítulo é de Príamo, e ele nos mostra o que ele é capaz para recuperar o corpo do filho morto, e ele sai de Troia como um homem e pai, e não como um rei, por isso em vez da carruagem real, ele pede para ser levado até o acampamento grego por um simples carroceiro que fica na praça da cidade. Príamo veste uma simples túnica branca, sem nenhum adorno que indique sua realeza. Até aqui não é spoiler, falar mais será contar o livro e seu clímax.
Um livro que possui uma temática tão boa quanto esse e não ter uma única batalha. Se eu falasse que tem uma batalha, eu estaria mentindo. O mais próximo de uma batalha são as lembranças dos dois personagens, Aquiles e Príamo, que ocorre com muita frequência no livro, mas são, em sua maioria, sobre os parente de ambos. O coração dos heróis é um livro sobre o que um rei faz para resgatar o corpo de seu filho morto em uma luta. Também em como o amor entre amigos e irmãos nos faz. Enfim, se quiser refletir um pouco sobre o quão humanos nós somos, você deve ler este livro. Uma última coisa, um dos deuses gregos aparece no livro, concluindo assim que existe um pouco de fantasia no livro.

site: http://guardiaodamuralha.blogspot.com.br/2014/02/o-coracao-dos-herois-de-david-malouf.html
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Marcus.Ãliver.R 08/07/2019

Surpreendente
É uma releitura bem diferente da guerra de Tróia e essa nova perspectiva me cativou e surpreendeu bastante. Quando li ele sempre curti batalhas e aventuras e esse livro foca no oposto disso tudo e mesmo assim foi uma ótima leitura que acaba relendo de tempos em tempos.
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jota 03/05/2018

Heróis e homens...
Onde termina a Ilíada homérica começa justamente a narrativa de O Coração dos Heróis, de David Malouf, que vai bem além desse ponto. A história original é conhecida: durante a guerra de Troia o grego Aquiles mata Heitor, o filho do rei troiano Príamo. Desse modo ele vinga a morte de Pátroclo, companheiro inseparável - ou seu amado, como querem Platão em O Banquete e a romancista Madeline Miller em A Canção de Aquiles. Em seguida, durante vários dias o vingativo e desesperado guerreiro arrasta o corpo profanado de Heitor pelas ruas e caminhos, quando deveria cremá-lo numa pira, segundo o costume da época. O ato do grego é uma humilhação para Troia, especialmente para Príamo.

Grande parte da narrativa é sobre a decisão do rei troiano de resgatar o corpo do filho em território inimigo. Antes que isso aconteça Malouf se aprofunda na descrição do caráter de seus personagens, primeiro de Aquiles, já nas páginas iniciais, depois ele escreve sobre Príamo e sua esposa, Hécuba. Mais tarde entra em cena o carroceiro Somax, homem do povo, contratado para ajudar Príamo a transportar o corpo de Heitor de volta para Troia. Seguem-se muitas páginas em que o rei e o carroceiro conversam, expõem abertamente ao leitor suas fraquezas em pensamentos ou em diálogos, e esse é certamente o ponto alto do livro, o capítulo de maior densidade.

Assim, o leitor não deve esperar empolgantes cenas de lutas, batalhas ou coisa parecida, pois não é propriamente o heroísmo dos personagens que está em questão, mas a sua humanidade. Seja Aquiles destroçado pela morte do adorado Pátroclo e enciumado do servo Automedonte, que colheu o último suspiro do companheiro, morto em seus braços, seja Príamo lamentando a morte do amado filho, observamos a transformação por que passam: de heróis e reis para seres humanos comuns. Daí que a dor de Príamo pouco difere da dor do carroceiro Somax, que também perdeu seu querido filho há pouco, não apenas ele. Mais uma vez fica evidente: O Coração dos Heróis não é um romance de guerra, é sobretudo um romance psicológico, escrito com certa delicadeza e bastante elegância, reconhecidos talentos de Malouf.

Mais algumas páginas e caminhamos para o resgate do corpo de Heitor, que é quando ocorre o encontro mítico entre Príamo e Aquiles, numa cena comovente, em que Aquiles, traído pelos sentidos e a emoção dos acontecimentos enxerga, na figura do velho rei, o próprio pai, Peleu. E também lhe vem à mente lembranças do filho Neoptólemo, que ele não vê faz nove anos, agora um rapaz de dezesseis. E temos Príamo implorando que Aquiles libere o corpo de Heitor para que em seguida se iniciem em Troia as cerimônias de luto e cremação. No final vem o posfácio pelo próprio Malouf

É claro que mundo afora as pessoas vão continuar lendo a Ilíada de Homero e certamente O Coração dos Heróis permanecerá desconhecido para muitos leitores. Mas elas perderão a oportunidade de ter muito próximos de si, em sua inteira humanidade, envoltos em lirismo e inquietação, personagens que há milênios são parte de um dos maiores épicos da civilização ocidental. Coisa que o livro de Malouf proporciona com maestria.

Lido entre 30/04 e 03/05/2018.
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Tsuyk 30/08/2016

Esse livro é uma pequena viagem que traz uma grande lição, eu não sei bem dizer se o livro é bom ou ruim mas posso dizer que achei o final satisfatório e de certa forma previsível, o livro é bem parado então para quem não gosta de livro lento não aconselho ler.
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Contando Livros 01/07/2017

{Resenha} O Coração dos Heróis
Sinopse: Quando todos acreditavam que as chamas que engoliam Troia eram o pior a se esperar, eis que Aquiles, possuído pelo desejo de vingar a morte de seu tão estimado Pátroclo, mata Heitor e arrasta seu corpo durante onze dias em sua carruagem, perto das muralhas da cidade. Nenhum grego - ou troiano - ousa impedir o feito, a não ser o pai de Heitor, Príamo, rei de Troia, que precisa se despir de seu orgulho e grandeza e se dirigir ao território inimigo a fim de resgatar o corpo do filho. Um poderoso romance sobre a guerra de Troia, em que os humanos são muito mais que joguetes nas mãos dos deuses e no qual os sentimentos disputam acirradamente o domínio sobre o coração de cada grande guerreiro em campo de batalha.


" Como o sal agora a piano, o rosto tenso e apele açoitada, pelo vento e rígida por causa do sal, o sal secos quando umedecia..." -Pág. 38

Ele retrata muito bem os conflitos que os troianos e os gregos tinham. Deixando ricos em detalhes, confesso que acreditei que teria batalhas sangrentas, mas longe disso. Pela forma que a sinopse fala, era de se esperar além de curtos duelos ou desafios. A falta de composição ligada ao romance pecou nisso. A narração aparenta ser em prosa, onde tem narrações sobre o local onde acontece os incidentes, com observações, detalhamentos e avisos de tudo.


"As pessoas correm pelas ruas e disputam lugar nas muralhas da cidade. Os meninos deixam de lado suas lutas e brincadeiras e se enfiam entre as pernas dos mais velhos para estar na primeira fila de espectadores..." - Pág. 123


A história sim é um pouco cansativa, exige muita atenção o que atrapalha no entendimento. O enredo ainda que seja entre os deuses da mitologia, todos os exércitos, a lutas, armas e desejo de batalhas, estão talvez silenciados nesta narrativa. Acredito que seja pelo fato de lidar com o amor de ambos os lados, a dor da perda de alguém e cada um tentar achar uma forma de de encontrar um alivio para ela. Talvez o amor seja uma dadiva que nos deixam as vezes cruéis.

O final não é tão surpreendente se você acompanhar bem a leitura o que vai precisar de muita atenção e foco em cada parte do enredo. Um bom livro pra quem ama gêneros assim.
David Malouf abordou com toda a fé e origem as mitologias dentro do livro, mas de certa forma faltou algo, algo que normalmente se vê em livros de mitologia, talvez ele realmente quisesse isso, quebrar toda essa linha tênue de sempre se resultar a isso. Resultar ao que estamos acostumados da mitologia.

Não é errado poetizar algo que ás vezes é duro, rígido, cruel e sangrento. Algo que pode está ligado á forma deste autor escrever, já que seu movimento é o pós-modernismo.

Prós e Contras!


Prós: A capa bem estruturada, as folhas são amareladas, possui orelhas. A narrativa é boa, rica em detalhe. Por ter poetizado (uma hipótese) a forma de vermos a mitologia, nos deixando indecisos e confusos com essa obra, olhando por esse lado ela se torna diferente, agradável.

Contra: A leitura é cansativa, podendo fazer desistir do livro, o autor se prendeu muito em seu jeito de escrever talvez deixando isso a desejar. Ainda não teve o romance como a gente espera, e a falta das origens comuns em livros sobre mitologia.

Se eu recomendaria? Por ser cansativa, pecando em falta do que a sinopse promete, eu não recomendaria. Mas fica o seu critério, eu verdadeiramente gostei.

site: http://www.contandolivros.com/2017/04/o-coracao-dos-herois.html
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jeff.pereira 19/03/2015

Eu sempre gostei muito de mitologia grega. Sempre gostei de estudar isso em História e Filosofia, logo sempre gostei de qualquer história que envolva a mitologia. Quando comecei a ler esse livro, eu pensei que ia ser apenas mais uma história sobre a guerra de Tróia, mas eu estava enganado. Nessa história, eu vi muito mais do que apenas uma guerra. Eu vi o que um pai é capaz de fazer para poder dar um enterro digno a seu filho, do que um rei é capaz de fazer, para proteger o seus súditos, e como uma guerra pode afetar a todas as pessoas, envolvidas diretamente nela ou não.

Realmente é uma história muito interessante, com uma narrativa muito boa e nada cansativa. É um livro pequeno, pouco mais de 240 páginas, mas ainda assim, cada página vale ser lida.

Confira essa resenha completa e muitas outras no nosso site

site: www.mundodasresenhas.com.br
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Rick 20/01/2014

Difícil.
Eu nunca soube exatamente se eu amei ou se eu odiei esse livro. O fato é que há um romance tão doce nesse livro, há uma forma de fábula adulta que mexe comigo, mas enjoa no começo. Isso aí, incrivelmente o começo que é chato, enjoativo no começo, por você não estar acostumado com aquela literatura, mas depois que ou 1: você se acostuma; ou 2: você começa a tentar entender melhor; você verá que é na verdade uma curta história fascinante que apenas é relatada de um jeito mais poético, levado pro lado mais romancista. A Guerra de Troia fixada em apenas duas famílias: a de Aquiles e a de Heitor. É fascinante, eu amo mitologia greco-romana, e esse livro é bem especial.

8.5 à 9.1
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Letícia Pagliato 07/02/2016

O Coração dos Heróis
O que falar? Decepção. Eu esperei tanto deste livro, queria ação, guerras, como nos filmes ou nas histórias sobre Troia que eu sempre ouvi, porém não foi isso que teve. Já sabia que o autor tinha o foco nos sentimentos de seus heróis, mas achei que também haveria ação. Sem contar que foi uma leitura maçante, os personagens não são aqueles que você se apega e acaba sofrendo junto, achei eles superficiais, muita enrolação, começavam a contar coisas de suas vidas que achei desnecessário. Sendo sincera, tinha partes que eu me confundia, não sabia se era algo que estava acontecendo ou se era pensamento de algum deles.
Enfim, não recomendo pra quem espera por guerras, nem pra quem está iniciando no mundo dos livros.
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Literatura 18/06/2013

Quem irá falar deles?
Está na moda lançar livros sobre Gregos e Romanos. Acho que nunca se lançou tanto livro com esse tema como agora (Talvez na época de Spartacus). No começo, eu achava interessante, mas hoje me da um tédio sem fim.

O Coração dos Heróis – David Malouf (Editora Leya. Tradução de Paulo Polzonoff. 254 Páginas) é um livrinho mais ou menos. O que me impressiona é ver a The New Yorker, The New York Times Book Review e a Boston Globe falarem tão bem desse livro! “Impressionante; Extremamente e Comovente; Um escritor com grande poder de imaginação”

Sinceramente? Não achei tudo isso.

Esse é um livro que vai reinventar a tão Famosa Ilíada de Homero. Só com isso eu já fiquei com um pé atrás. Acho plausível um autor correr tamanho risco em uma obra tão famosa e estudada dentro do campo da Literatura. São poucos os que de fato vão entender a Ilíada ou a Odisséia sem precisar recorrer à ajuda de especialistas na área.

Pois bem, prossigamos.

Aqui temos quase um triangulo amoroso (Ironia, meus caros, ironia.) entre um de nossos personagens principais de nome Aquiles, Pátrocolo – seu amigo e quase irmão de infância – e Heitor, o carrasco da história.

Já de início vemos Heitor matar Pátrocolo e gerar a Fúria de Aquiles que acaba por matar Heitor, arrastando seu corpo por onze dias em sua carruagem perto das muralhas. Um ato que gera total revolta entre os Gregos e faz, em uma tentativa visionária e louca com que seu rei, Príamo e pai de Heitor vá buscar seu filho despido de seus guardas de seu orgulho e de seus aparatos reais.

Veja resenha completa no site:
http://migre.me/f4BAi
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