Paganus

Paganus Simone O. Marques




Resenhas - Paganus


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Aline Coelho Cury 27/12/2012

\o/ muitas emoções!!!!
O que primeiro chamou minha atenção nesse livro foi a capa, achei linda; depois foi a temárica - sinopse: "Portugal, 1673. Duas mulheres celtas e um bebê recém-nascido enfrentam a perseguição da Igreja contra hereges pagãos. Obrigadas a deixar sua aldeia, ajudadas por um jovem cristão, partem em busca de um lugar onde possam cultuar seus deuses livremente. Em meio a sua fuga descobrem que a Grande Mãe tem uma missão para eles e que os levará a lugares inesperados e a uma desconhecida Terra Nova."

Como foi indicado na sinopse o livro começa em Portugal em outro século e ao longo da história acampanhamos três gerações de mulheres que lutam pela liberdade de cultuar livremente os deuses que acreditam. Nesse caminho encontram pessoas que irão ajudá-las e outras que irão caça-las pelo simples fato delas serem diferentes dos padrões estabelecidos pela instituição religiosa poderosa no momento. Confesso que ao mesmo tempo que sou uma mega curiosa por esse tema, também fico facilmente abalada ao ler detalhes do sofrimento de tantas mulheres que nessa época da Inquisição foram massacradas, muitas injustamente.

A autora me conquistou de vez, esse é o segundo livro dela que leio e simplesmente amei a forma como ela escreve, nesse livro temos uma riqueza de detalhes históricos que me fizeram sentir ao lado nos personages lutando por suas vida. São vários os personagens marcantes e importantes, gosto quando leio um livro onde um grupo é parte essencial para seu desenvolvimento.

Gostei da forma como os valores de cada pessoa é apresentado e como uma pessoa determinada e com fé consegue influenciar outras a ajudarem-na a sobreviver e não permitir que toda uma cultura seja esquecida e sim transmitida de uma geração para outra.

Enfim para quem gosta de um livro que te faz vibrar e ficar louco e torcendo para que tudo termine bem, pode ler "Paganus" que não se arrependerá.
Cynthia 13/01/2013minha estante
Estou lendo a trilogia Sevenwaters que vai quase nessa linha... E estou apaixonada por Juliet Marillier! É encantador a forma que ela escreve, estou apaixonada! E quero seguir nesse ritmo esse ano, livros de ficção com temática de magia, históricos, fantasia, e só estou encontrando livros incríveis, esse é um dos que pretendo ler, e tenho certeza que deve ser muito bom pela sua descrição, assim que for possível estarei lendo!




Vitor Lacerda 19/11/2013

Resenha - Paganus - Simone O. Marques
Uma crença...
Um destino...
A morte.
Mas não foi o que Adele e sua mãe, Gleide escolheram.
Paganus é um livro cheio de aventura, ação, suspense, perseguição, romance e um toque erótico.
Você deve estar se perguntando... Como é possível tudo isso em um único livro?
Simone Marques consegue por um pouco de cada coisa sem faltar nada.
Logo que peguei o livro, me encantei com a linda capa! Lendo sua sinopse, já me deu vontade de começar logo a leitura, e foi isso que fiz. Não posso esquecer de falar da diagramação, está simplesmente maravilhosa!
Mas de que adianta isso tudo, se a história não tiver qualidade?
A história tem qualidade sim, e muita!

Gleide, e sua filha Adele são obrigadas a esconder sua crença e partem em busca de um lugar melhor, ajudadas por um cristão de coração bom! Sua aldeia foi destruída e a grande deusa Dana tem uma missão para essas duas pagãs. A história tem muitas reviravoltas, sempre tem algo novo, que te deixa com mais vontade de saber o final.
E este você irá saber quando ler o livro.

Não deixem de ler também o livro Samhain, o segundo livro da Série Paganus, eu estou super curioso para saber como continuará essa história.

site: http://svlivros.blogspot.com.br/2013/11/resenha-paganus-simone-o-marques.html
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Monique Martins 23/11/2012

Resenha #21 - Paganus - Simone O. Marques
Com uma capa belíssima; uma diagramação que impressiona e um enredo forte e envolvente Paganus conquista o leitor completamente. Uma história com elementos históricos, contextualizada em fatos reais e que pode ter acontecido assim mesmo. O cenário é a Portugal de 1660 a 1690, período em que a inquisição e a caça às bruxas estava no auge.

Na primeira parte do livro começamos a história acompanhando uma tragédia que acomete a família Couto, portugueses tradicionais, cristãos e parte integrante da elite. Nesse contexto temos Diogo e Douglas ainda crianças, gêmeos idênticos por fora, mas tão diferente quanto água e vinho por dentro; que enfrentam um drama que vai marcar suas vidas. Diogo é um menino doce e sensível muito parecido em espírito com sua mãe; já Douglas é cruel, insensível e idolatra o pai, um homem duro, mas fraco, que por obra do destino se torna ainda mais amargo e cruel.

A narrativa da Simone é forte e marcante e mesmo quando a o enredo nos irrita ou comove é impossível largar.

O tempo passa e Mário é nomeado Dom Mário Couto, responsável pelo extermínio de hereges no entorno da Vila dos Canetos, para onde segue com os filhos já moços.

É então que o destino os põe a prova e cada um vai ter que descobrir seu caminho. Enquanto Mário e Douglas se satisfazem caçando e matando pessoas inocentes, Diogo se sente cada vez pior e começa a questionar os ensinamentos cristãos. Quando chegam a uma aldeia isolada na floresta para mais um massacre, não imaginam que suas vidas estão prestes a mudar radicalmente.

Esse local é comandado por Gleide, uma mulher forte e poderosa, que segue os preceitos celtas e pode ser cruel para atingir seus objetivos. Ela mora com sua filha Adele, uma jovem que está no final da gravidez e que se destaca pela sua doçura e romantismo o que incomoda sua mãe. Para Gleide as mulheres devem sempre comandar e os homens só existem para servi-las a seu bel prazer e serem descartados. Conceito que sua filha não entende, pois é apaixonada pelo marido.

Quando os Couto chegam à aldeia em busca de pagãos, Adele está em trabalho de parto e a situação foge ao controle de todos. Seu marido é assassinado e o cruel Douglas tenta mata-la. Diogo indignado com a atitude do pai e irmão salva mãe e filha, foge com elas e é dado como morto pela família.

Ele acompanha o parto de Adele e se apaixona pela moça e a criança, Danieli, desde o início. Mesmo contra seus ensinamentos ele fica com eles e partem em busca de um local onde possam viver em harmonia. Tem início uma dura jornada, onde os perigos espreitam a todo instante. Diogo é considerado então um “cristão com coração pagão” e conforme conhece e entende a cultura celta duvida ainda mais da veracidade dos ensinamentos cristãos.

Diogo e Adele vão se conhecendo e envolvendo cada vez melhor e a moça não resiste ao carinho, apoio e amor que o rapaz sente por ela e a filha. Gleide não fica satisfeita com o envolvimento dos dois e tenta separá-los de uma forma vil, no entanto infrutífera.

Enquanto isso na Vila dos Canetos Douglas começa a desconfiar que o irmão esteja vivo e mudou de lado; começa então uma perseguição ainda mais perigosa para os fugitivos. Não tarda e os encontra vivendo em uma aldeia pacífica como um casal com a filha menina. Uma batalha de vontades tem início e somente com muita perseverança eles conseguem vencer.

Na segunda parte do livro temos uma Daniele adolescente e muito sábia, que apesar de viver como uma ‘falsa cristã’ é totalmente voltada aos ensinamentos da Grande Mãe, a Deusa Dana. Ela sabe desde pequena que nasceu com uma missão e vai ter que cumpri-la quando chegar a hora, mas ainda não sabe qual será.

A narrativa da Simone é tão dinâmica que nos surpreende a todo instante. Quando chegamos a um ponto em que a história parece caminhar para seu final acontecimentos inesperados mudam o rumo da trama e a torna ainda mais intensa.

É o que acontece a partir deste momento, quando Daniele se vê obrigada a ficar noiva e partir da aldeia levando seu irmãozinho para fugir do assédio de um Dom egoísta e mimado. Neste contexto tem-se uma das cenas que mais me emocionou em todo o livro, realmente levou-me às lágrimas.

O que poderia ser o desfecho da história é apenas um fator decisivo para a sua continuidade. Todo sofrimento é o propulsor para que Daniele parta em busca de sua missão e encontre o verdadeiro amor.

É uma obra nacional que recomendo sem nenhum receio, de uma qualidade de narrativa impecável e feita para agradar. Seus personagens são fortes e decididos, dispostos a enfrentar qualquer conflito para alcançar um bem maior.

Leia mais em: http://mimosliterarios.blogspot.com.br/2012/11/resenha-21-paganus-simone-o-marques.html
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Bia Machado 20/01/2012

Uma história de mulheres fortes e homens determinados a tudo, seja por amor ou por ódio.
O livro de Simone Marques foi o melhor que li no mês de dezembro de 2011 e um dos melhores que li durante o referido ano. Fazia muito tempo que "namorava" esse livro, porém quando essa 2ª edição foi lançada, com algumas reformulações (houve mudança de editora, uma mudança pra melhor, com certeza), não resisti em comprar direto com a autora e receber meu exemplar autografado em casa! =)

A sinopse já me deixou muito curiosa por conferir essa história. Com título diferente (na primeira edição, era outro) e 108 páginas a mais, o livro teve alguns acréscimos nos capítulos finais e também, segundo a autora (com quem tive contato pela internet para sanar algumas dúvidas antes de compor essa resenha), ganhou um prólogo, em que ficamos conhecendo a história de Diogo e Douglas desde o nascimento. E isso explica muita coisa! Além disso, o prólogo só veio enriquecer ainda mais a história contada, nem consigo imaginar como era a edição anterior sem essa parte, rs, pois é nesse prólogo que se explica o porquê do grande duelo travado entre esses dois irmãos vida afora, tão diferentes como a lua e o sol, apesar de fisicamente parecidos.

A história é tão marcante que em uma comunidade literária onde me perguntaram qual o casal perfeito entre os romances que li em 2011, não hesitei em escolher Adele e Diogo. Fazia tempo que não lia sobre um amor tão intenso, tão verdadeiro, tão digno e forte, capaz de passar por qualquer dificuldade, qualquer preconceito, para acontecer. E fazia tempo que não chorava tanto com um livro, que eu me lembre. Chorei, sim, de emoção, mas também por medo do que estava por vir nas próximas páginas... Sou uma manteiga derretida, confesso, mas adoooro livros que produzem essa sensação durante a leitura!


Alguns aspectos técnicos que destaco ficam por conta da revisão/edição: foram poucos erros de revisão, bem poucos mesmo, se comparado a outros que li recentemente (e parece que isso está cada vez mais comuns nas editoras, infelizmente). Outra coisa que a edição deixou passar: no prólogo, alguns detalhes quanto a características físicas de Diogo e Douglas foram mostrados, além de explicações sobre uma outra determinada personagem. Depois do prólogo, porém, essas explicações aparecem novamente no texto, como se não tivessem sido mostradas antes, o que achei desnecessário, um tanto confuso, até.

Quanto à capa, não tenho dúvidas de que está muito bonita, moderna, chamativa. Mas depois que conheci as personagens, principalmente Adele, vi que a capa destoa um pouco da história. Explico: o vestido está moderno demais, não é um vestido que me pareça ter sido usado na época em que os acontecimentos se passam. Isso não chega a ser um defeito, claro que não. E parabéns ao capista, porém a meu ver esse detalhe deveria ter sido levado em conta.

Enfim, fica a dica de leitura de "Paganus", um romance com muita emoção, contando a história de uma época em que os pagãos, aqueles que não aceitavam a Igreja, chegavam a pagar com a vida se não se convertiam, infelizmente. Trechos de destaque do livro: a sequência narrativa que culmina com o nascimento de Daniele, filha de Adele e, tempos depois, a fuga de Daniele, Guilherme e Mateus. Li essas duas partes quase que sem respirar, de tanta tensão. Ponto mais que positivo para Simone! Destaque também para a ótima ambientação, o jeito de falar da época (sem torná-lo cansativo ao leitor), realmente a autora caprichou...

E assim como todo o livro, amei as reviravoltas do final! ;)
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Pat Kovacs 28/06/2012

Meu Achismo:
Demorei um bocado para adquirir meu exemplar de Paganus, por acreditar que ele fosse mais um livro sobre bruxas de Literatura Fantástica, até que pintou uma ótima oportunidade de uma promoção pelas mãos da própria autoras, Simone Marques, que aproveitei mais pela vontade de conhecer o trabalho dela (que, até então, só conhecia alguns poucos contos).
Assim como ocorreu com Os Deuses do Mar, do qual apenas conhecia os 3 capítulos que ilustrei, Paganus me surpreendeu muito! Acreditava, sim, que seria um bom livro, bem escrito e trabalhado, mas não esperava pela história densa, profunda e rica que é o livro, na realidade!
Paganus relata uma história sobre “bruxas”, mas não essas bruxas fantasiosas com varinhas de condão. Fala sobre o Povo da Terra e a Magia Natural que se extrai da comunhão com a Natureza e da manipulação consciente de energias.
Aliás, Paganus NÃO É Literatura Fantástica, com a graça de Deus e do Divino Espírito Santo, amém! Mas, sim, um Romance de Época, quase um Histórico, e dos melhores que já li!

A história se inicia no século 17, com os gêmeos Diogo e Douglas Couto, idênticos na aparência, profundamente diferentes no coração, e como tudo muda completamente com a morte prematura da mãe. O pai, Mario Couto, um fraco que pensa ser forte, se entregou à escuridão de seu próprio espírito quando perdeu a esposa, única capaz de mantê-lo à superfície de suas trevas, perdendo-se completamente em seu rancor, resolvendo descontar a sua raiva no mundo.

Passou a treinar arduamente os filhos para a guerra e assumiu o comando da Vila dos Canetos, em Portugal, onde se passa toda a trama, tornando-se um “Dom” e assumindo naquela região a caça às bruxas da Igreja, levando dor, desgraça e destruição às pessoas simples do campo, acusadas das coisas mais horríveis que elas próprias jamais ouviram falar!

A revolta e a indignação são dois sentimentos que te acompanham em quase toda a leitura do livro. Na verdade, há poucos momentos de leveza e descontração, pois a história é alicerçada sobre fatos verídicos e muito tristes (sobre como a Igreja Católica e os perversos que a serviram, destroçaram vidas inteiras, populações inteiras, em nome de uma fé que era apenas uma máscara para encobrir a mais cruel maldade fomentada pelo ser humano). Se já é revoltante que um qualquer apareça e dê pitacos em sua vida, imagine alguém chegar e destruir a tua casa, matar tua gente, só porque você não reza pelo Deus dele! E esse episódio macabro, doentio, que durou séculos, faz parte dos anais da Igreja. Ainda mais revoltante é ver que tal demência perdure ainda nos dias de hoje, embora não se acenda mais piras e queime pessoas (literalmente), mas meter-se com a fé dos outros, dizendo que a sua é a certa e que os outros são os errados, que a sua é de Deus e o resto é do capeta, é tão canalha e hediondo quanto foi a Inquisição.

Voltando ao livro...

Os gêmeos se tornaram homens, ainda tão iguais na aparência, ainda completamente diferentes no cerne. E são obrigados pelo pai a servi-lo em suas caçadas às bruxas, matando inocentes e destruindo vilas. Mas em uma dessas vilas, a vida destes três homens sofre grande mudança, em especial a Diogo, o que era o bondoso e o justo da família, um “cristão com coração de pagão”.

Gleide é a que pode ser verdadeiramente chamada de sacerdotisa da Grande Mãe. Mulher de muita fibra, mas rígida como uma rocha que, apesar de não esmorecer, também machuca. É conhecedora das ervas e possui uma mediunidade muito forte. Na história, pode ser personificada com a face anciã da Deusa, Morrigan. Gostei mais dela no início, mas depois ela me pareceu mais uma velha safada. Ter a sexualidade livre é uma coisa, comportar-se como um animal, é outra. Achei nojenta essa coisa dela de usar o sexo para controlar os homens. É engraçado como uma mulher que quer se mostrar tão superior aos homens se comporte como eles, enfim. Felizmente isso não é uma constante no livro e é mais uma descrição do comportamento da personagem do que propriamente fatos determinantes. Ainda assim é uma personagem que dá vontade de socar às vezes!

Adele é a única filha de Gleide e surge na história como uma moça de 17 anos às vésperas do parto da filha, Danieli. Ela personifica a face mãe da Deus, Dana. É amorosa, romântica e muito compreensiva, apesar da mãe que tem. Diogo se encanta pela beleza da moça e a construção do relacionamento deles é linda! Aliás, as melhores cenas do livro está, em maior parte, na fuga de Adele, Gleide e Diogo, depois que a família do rapaz destruiu a aldeia das mulheres e Douglas quase matou o irmão queimado ao incendiar a casa delas.
Diogo é um dos gêmeos, que cresceu e se tornou um homem belo mas justo. Dotado de verdadeira honra e bondade, porém Simone Marques nos livra dos pieguismos do “otarismo” que geralmente esse tipo de personagem sofre. Ele é bom e justo, mas é forte e firme e se impõe quando acredita ser necessário, mesmo que tenha que tomar atitudes drásticas. A cena de luta dele com o irmão e o último diálogo que tem com o pai em seu leito de morte são antológicos! É um ótimo personagem, um bom modelo para ser seguido na vida real.

E Adele e Diogo formam um casal alquímico, do tipo sonho de consumo para qualquer uma de nós!

Danieli é o bebê de Adele, que nasce na primeira parte do livro. O carinho com que Diogo trata a menina chega a ser comovente. Há uma cena lindíssima em que Diogo ajuda Adele, exausta e meio adoentada, a amamentar a criança!

Na segunda parte, Danieli já é uma moça, e Adele, Diogo e Gleide são colocados numa posição de menor importância na trama. A garota representa a face donzela da Deusa, Brigith. Por ser bonita demais, acaba caindo na ambição luxuriosa de um figurão, dono de vila, e tem que fugir da aldeia em que vivia pacificamente com os pais, a avó e o irmãozinho mais novo, Angus (Mateus). A aldeia paga muito caro por essa fuga e essa é só das primeiras desgraças que estarão no encalço da jovem.

Para se ver livre da ambição do figurão, Danieli acaba noiva de Guilherme, um rapazinho insignificante e apagado. Mas a Simone Marques é muito boa com suas leitoras, então é com grande alívio que se descobre que o ajudante de ferreiro é apenas um elo de conexão.

O livro termina com promessas de continuação. Danieli parte de Portugal para o Brasil, com seu irmãozinho Mateus, com o cara certo Antônio (irmão de Guilherme) e com o bebê em seu ventre, que será a sua maior missão perante a Grande Mãe.

Achismo Final:

O livro é longo e complexo. Tive a impressão de que há 2 histórias num só livro, o que acabou sobrecarregando muito com informações, deixando difícil a tarefa de resenhar. No meu humilde achismo, preferia transformar em dois livros distintos, formando uma série.
É um Romance de Época, é uma Ficção que retrata com riquezas de detalhes uma época conturbada de fins de Idade Média, já entrando no Iluminismo, mostrando um Portugal que chegava ao final de sua glória e a descoberta e povoamento de novas terras, em especial o Brasil, que se tornará o coração do mundo, onde Danieli tem a sua missão a cumprir.
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Isabela 19/12/2015

Paganus
Livro maravilhoso, otimo ritmo, varias reviravoltas. Nota mil!
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Maria Fernanda 23/05/2012

Pode vê-la em: http://thebutterbeer.blogspot.com
Quando postei pela primeira vez algo referente à Simone O. Marques, apareceram muitos elogiando suas obras. Desde então fiquei realmente curiosa para ler algum de deus livros. Aí a oportunidade perfeita surgiu. Agarrei-a, e ganhei Paganus! A capa é linda e diferente das que estou acostumada.

Sinopse: Portugal, 1673. Duas mulheres celtas e um bebê recém-nascido enfrentam a perseguição da Igreja contra hereges pagãos. Obrigadas a deixar sua aldeia, ajudadas por um jovem cristão, partem em busca de um lugar onde possam cultuar seus deuses livremente. Em meio a sua fuga descobrem que a Grande Mãe tem uma missão para eles e que os levará a lugares inesperados e a uma desconhecida Terra Nova.

Vocês não têm noção do quanto dou sorte com prólogos grandes... O bom é que o de Paganus é essencial para que se tenha um melhor entendimento da situação inicial como um todo. Então li sem reclamar. Bem, o enredo se passa no século XVII, apenas com esta informação já dá para imaginar o estilo de escrita adotado: "Vós sois..." e etc. Fiquei imaginando o livro como uma novela. Sério, daria uma ótima novela.

"Os passos vigorosos de Mário Couto ecoaram pelo elegante corredor com piso de madeira de lei de sua residência.[...]"

Quando li a sinopse, fiquei bastante interessada em ler. Mas nem me passou pela cabeça que Paganus seria 80% romântico. Pensei que mostraria apenas a constante perseguição da igreja católica aos pagãos. Estava enganada. Os 20% restantes ficam com a perseguição e o famoso ódio entre irmãos e problemas familiares.

"- Te aquietes, pequena. Ainda não é chegada a tua hora! - ela acariciou a barriga sob o vestido encharcado que grudava em seu corpo."

Um fato importante, na minha opinião, que você deve saber sobre Paganus: é dividido em duas partes. A primeira conta a história de Adele e Diogo. Já a segunda, conta a história de Daniele e Guilherme x Daniele e Antônio. Na verdade, o foco da trama é a missão que Daniele recebeu da Grande Mãe desde antes de nascer, e que ela deve cumprir no Brasil. Ou seja, tudo gira em torno disso. A luta de Adele para dar a luz à ela, a proteção que Diogo oferece às duas, as fugas do "olhar" da igreja... Muita gente morre para que Daniele consiga chegar ao local predito.

"Adele, sentindo um calor correr pelas costas e sabendo que era sangue que empapava seu vestido, se ajoelhou ao lado de Diogo e o ajudou a se deitar."

"Diogo sentiu a mão fria da morte que lhe apertava as entranhas. Olhou para sua mulher, mas não conseguia falar ou mesmo respirar. Piscou com força tentando manter o rosto dela diante de seus olhos que ficavam turvos."

Eu não aguentei. Chorei na cena acima. Eles se amaram verdadeira e profundamente até o último momento de suas vidas, não duvido de que se encontraram no Portal e continuaram se amando além da vida. Acho lindo quando um autor consegue nos tocar tão fundo à ponto de nos emocionar com o texto. Simone está de parabéns, e já me avisou que está escrevendo uma continuação. Gostei muito do livro e ficarei esperando o próximo =)

Nota do livro: ★ ★ ★ ★
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Vânia 08/06/2014

As Brumas de Avalon portuguesas...
A história é ambientada na Lisboa de 1660-70. Dois irmãos, gêmeos, mas com almas totalmente opostas acabam de perder a mãe. O pai, D. Mario, era um homem rígido e procurara não mostrar aos filhos o quanto sofrera com sua perda.
Os anos passam e a diferença entre os irmãos torna-se cada vez maior; até que ela se torna também uma diferença física, mesmo que pequena: Douglas perdera o polegar de uma das mãos, mas ainda assim, treinara-se para ser um ótimo cavalheiro com a outra mão.
Diogo era mais calmo, pacífico. Sim, ele também era bom cavalheiro, mas ele não compactuava do prazer do pai e do irmão em forçar os chamados pagãos a aceitarem o seu Deus.
D. Mario e Douglas eram implacáveis. Em muitas vezes eles sequer tentavam ver se os pagãos queriam ser convertidos. Simplesmente ateavam fogo em suas aldeias e matavam a todos.
Foi exatamente numa situação dessa que Douglas e Diogo mostraram suas diferenças, e a Grande Deusa escolheu Diogo para ajudar a traçar o caminho do destino...

(Continue a leitura pelo link abaixo)

site: http://aborboletaquele.blogspot.com.br/2014/06/simone-o-marques-paganus.html
Patricia Chame 30/11/2016minha estante
Eu AMEI esta trilogia. Achei super envolvente, sem enrolação e com um pouco de tudo: romance, ficção, suspense ...
Alem disso os livros possuem uma linda diagramação e com um ótima revisão da Língua portuguesa, tão raro hoje em dia.




Maravilhosas Descobertas 08/10/2016

RESENHANDO UM NACIONAL: Paganus, de Simone O. Marques
A obra Paganus, primeiro livro da Saga As Filhas de Dana, de Simone O. Marques, é um livro envolvente e surpreendente, onde a escrita detalhada te dá a oportunidade de deixar sua imaginação rolar sem barreiras. Um livro cheio de amor e guerra, onde tudo é possível acontecer, isso, se a Grande Mãe desejar.

Tudo se inicia, quando dois irmãos gêmeos perdem a mãe deixando-os para trás, com um pai que perdeu toda a sensibilidade que tinha com a morte da esposa. Diogo e Douglas são completamente diferentes, Diogo é um rapaz que gosta de festa e que nelas procura a mulher ideal, enquanto Douglas quer ir á batalhas e somente “usar” as mulheres. Até que Dom Couto, pai dos gêmeos, se indigna com o comportamento de Diogo, e resolve que levará ambos os filhos para uma missão de caça às bruxas.

Acontecimentos rolam, até que Dom Couto descobre uma aldeia que contém as chamadas bruxas, e convoca seus filhos para ir até lá convencer os pagãos serem convertidos em cristãos. Mas o que Dom Couto não sabe, é que perderá seu filho para as bruxas nessa pequena visita.

Diogo, que sempre fora muito diferente do irmão, invés de lutar contra as bruxas, resolve ajudar duas delas: Gleide e sua filha prenha Adele, que no momento da invasão à aldeia, começa a dar a luz. Muito prestativo, Diogo pega a grávida nos braços e foge para a mata com Gleide à frente, após o irmão ameaçar à botar fogo na casa com eles dentro.

E à partir dessa fuga, muitas coisas acontecerão conforme a Deusa Dana deseja, como: o nascimento de uma criança com uma missão mais do que importante arquitetada pela Deusa, o sentimento de paixão sendo aflorado em dois corações, fugas, desentendimentos familiares, mortes, mais fugas, encontros, e muito mais.

Paganus, é o primeiro livro da Saga As Filhas de Dana, onde a autora Simone com uma escrita mais do que maravilhosa, retratou como a natureza é magnifica e como a Deusa age na vida de cada um. Um história leve e pesada ao mesmo tempo, onde o amor uni e vence à todos, além de passar por cima daqueles que acreditam que a fé cristã é tudo. Uma obra que nos mostra o quanto a mulher é importante, e nos faz refletir sobre o amor.

Como disse anteriormente, Paganus é o primeiro livro de uma saga, e como essa saga é maravilhosa, iremos fazer a resenha de todos os livros da saga! Então, se não leu esse livro ainda, leia, se já leu, compartilhe conosco o que achou e não se esqueça de compartilhar com os amiguinhos. Na semana que vêm, teremos a resenha do segundo: Samhain. Não deixe de conferir! Um beijo e até a próxima postagem!

site: http://www.maravilhosasdescobertas.com.br/2016/05/resenhando-um-nacional-paganus-de.html
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Kris Monneska - Conversas de Alcova 21/12/2016

Romance Histórico Pagão e Maravilhoso.
Oieee gente ♥
Paganus para mim foi uma daquelas surpresas que acontecem aos 45 minutos do segundo tempo e salvam tudo, no caso aqui, o meu relacionamento com a literatura nacional em 2016, porque quem acompanha o blog e leu minhas ultimas resenhas, tem ciência de que eu vim de leituras nacionais que me decepcionaram muito. Mas, Paganus veio como um sopro de ar fresco e me resgatou dessa ressaca nacional.

Paganus é um romance histórico que nos conta a história de uma linhagem de mulheres celtas que resistem aos perigos da inquisição e tentam manter vivas as tradições das suas ancestrais.
A Narrativa se inicia na casa de uma nobre família portuguesa, ali somos apresentados a dois importantes personagens dessa história ainda crianças, Diego e Diogo, são dois gêmeos de aparência idêntica, mas eles só têm isso mesmo de parecido. Enquanto Diego é doce e amável, Diogo é mesquinho perverso e chega a beirar a psicopatia e essas diferenças só são enfatizadas enquanto eles crescem. Diogo se torna cada vez mais arrogante, enquanto Diego, influenciado pela tia, pensa em se casar, gosta de festas e de cortejar garotas, algo que não agrada o seu pai, que após o evento marcante que aconteceu durante a infância dos meninos e é retratado no início do livro, tornou-se um homem seco e que considera o amor como uma fraqueza.
Sendo assim, no intuito de afastar Diego dos cuidados da tia, ele aceita um título e torna-se Dom Couto em nome da igreja e parte com os filhos para a província de Trás-os-Montes, onde deverá caçar e dizimar as bruxas e os hereges-pagãos.
É lá que nós conheceremos a jovem Adele e sua mãe Gleyde, duas mulheres pagãs e duas das poucas restantes da forte linhagem das filhas de Dana. E é a partir do momento em que eles se encontram que a história começa a se desenrolar de fato.

Uma das principais coisas que me ganharam na escrita da Simone foi o respeito dela com a cultura Celta e Pagã. Pois, nós pagãos (quem não viu na minha bio que eu sou pagã volta duas casas) estamos, infelizmente, acostumado a termos nossa religião retratada em obras literárias como fantasia e/ou muitas vezes demonizada, mas nas obras da Simone, não.
Outro ponto crucial, na paixão pelo livro foi o desenvolvimento desses personagens, cada um deles, desde os mocinhos até os vilões, foram estruturados de uma maneira humana e real, com características boas e más, que se alternam modulando o caráter de cada um deles.
Os personagens em quem melhor podemos observar essa grandeza de construção, são os gêmeos, pois apesar a semelhança física são extremamente diferentes e precisam encarnar essas diferenças nos momentos que precisam representar um ao outro ao longo da obra. Quem também nos permite ver esse tom da construção dos personagens são as filhas de Dana, cada uma com suas características pessoais mais marcantes, porém tendo a base de mulheres que pertencem a uma linhagem matriarcal, são donas de suas próprias vontades e vêem os homens como semelhantes ou subalternos (dependendo da personagem) nunca como um superior.

A escrita da Simone mescla Clareza e sutileza. Tudo no livro é muito bem explicado, sucinto e bem amarrado, não há rodeios e nem dramas desnecessários. A Narrativa é fluida e cíclica como as fases da lua. Os romances crescem de forma gradual e é maravilhoso acompanhar o amadurecimento da relação entre os personagens. E pelo que pude perceber à cada volume uma geração dessa linhagem terá o protagonismo.
O embasamento histórico da trama é maravilhoso, desde as referências a inquisição, até a imigração ao Brasil nas caravelas. A autora ainda retrata a escravidão e a maneira perversa que os europeus tratavam os africanos e acredito que isso será mais reforçado nos próximos volumes.
A ambientação do livro é um amor à parte, os locais são tão bem descritos que nos leva a imagina-los como se realmente os víssemos.
A linguagem utilizada para a construção da narrativa, também está excelente, pois faz juz a uma trama que se desenvolve em Portugal em meados de 1600, mas sem ser enfadonha devido ao peso e as diferenças linguísticas em relação ao português dos dois países. Tornando a leitura mais agradável do que se ela houvesse optado pelo português de Portugal e mais realista do que se ela houvesse optado pelo nosso português moderno.

A Parte gráfica do livro é um primor. A capa, é maravilhosa e faz alusão a uma das protagonistas, embora eu tenha visto críticas ao vestido da modelo ser moderno, acredito que isso seja um mero detalhe (ao contrário do que muita gente pensa, não é fácil encontrar uma fotografia com um figurino na década exata a da narrativa e com as mesmas características, sejamos compreensivos).A diagramação vem muito bonita, com detalhes emoldurando cada página, porém esses não interferem na leitura, a fonte utilizada é serifada (algo que eu adoro) e as páginas são amareladas, pontos que para mim facilitam bastante a leitura.

Portanto, pelo que puderam ver, eu só tenho elogios à obra e digo mais, é difícil expressar em palavras o tanto que eu gostei e me emocionei enquanto lia. Ler Paganus, foi uma experiência maravilhosa, em alguns momentos me senti dentro da história, como se de fato eu visitasse o passado. Me emocionei, sorri e chorei,em alguns momentos senti tantas emoções que era como se meu corpo vibrasse. Então, SIM! É lógico que eu recomendo a leitura para todos os públicos, e espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.

Visite Simone O. Marques e garanta o seu exemplar.

ALERTA DE GATILHO EMOCIONAL:A Obra relata episódios de estupro, a cena não é explicita, mas acho que vale a pena avisar aqui.

site: http://www.conversasdealcova.com/2016/12/resenha-paganus-saga-as-filhas-de-dana.html
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mara sop 24/05/2016

Nunca para trás, os passos devem segui sempre em frente
Um caçador de bruxas, uma aldeia pagã, uma mulher de personalidade fortíssima e outra tão linda que chega a ser enfeitiçante. Assim começa a história de Gleide, Adele e Danielle, as filhas de Dana, salvas da morte por Diogo, o filho do homem que as persegue.

Diogo se apaixona por Adele perdidamente, e mesmo não tendo feito nenhum mal à ela e sua familia, ele se sente culpado pelos atos do pai e do irmão. Sem pensar duas vezes, o jovem deixa toda a sua vida de nobre para trás e passa a seguir com Gleide, Adele e a recém nascida Daniele, à procura de uma nova vida, mas o perigo continua grande, e é preciso fingir ser cirstã para sobreviver à inquisição, tudo isso sem saber que seu irmão Douglas está em seu encalço.

Os personagens são todos cativantes, as mulheres fortes, os homens destemidos, tudo que um grande romance deve ter para contar as duas histórias de amor e bravura, aliadas à muitas reviravoltas e surpresas. E que final!

Sem dúvida nenhuma entrou pro time dos favoritos!
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Fernanda 26/06/2014

Instigante!
Paganus é um daqueles livros que enquanto a gente não termina a última linha, não desgrudamos do livro.

Nele conhecemos a história de duas mulheres celta, e como tal duas guerreiras. Gleide é a matriarca de uma aldeia, Adele sua única filha. Elas vivem numa aldeia, no meio da mata e em total contato com a natureza. Por causa do modo como vivem acabam sendo perseguida pela igreja.

Nesse momento conhecemos Dom Couto e seus dois filhos, Douglas e Diogo. Dom Couto é uma importante pessoa na vila onde mora, e é em suas mãos que são entregues os poderes da igreja para que as bruxas sejam caçadas, e caso não se convertam, mortas como todos pagãos devem ser.

Douglas é o filho que se parece com o pai, e não mede esforços para o agradar, digamos assim, e em nome da fé não se importa de fazer o que quer que seja. Diogo... ahhhhhhhhhhhh o Diogo (suspiros)... Diogo é um sonho, ele não concorda com as decisões do pai e do irmão, tenta, mas não consegue ser diferente do que o pai planeja para ele, até que Dom Couto, junto com Douglas, arma uma armadilha para acabar com a aldeia de Gleide e Adele. A intenção de Dom Couto é bem clara quando invade a aldeia, e quando vê que o pai foi para exterminar a aldeia e não converter, Diogo faz o que é possível para salvar quem ele puder.

Como a aldeia é incendiada, Diogo enfrenta o risco de morrer para salvar Gleide e Adele, e com isso acham que ele também morreu no incêndio.

À partir daí, começa uma aventura desses três, em fugir do tribunal do Santo Ofico, em se manterem vivos, e em cumprir a missão que a criança que Adele carregava em seu ventre tem.

É um romance histórico delicioso de se ler, e mesmo sendo uma obra de ficção, um estudo e uma viagem através das forças das mulheres celtas.

Paganus é o primeiro livro de uma série. Samhain é o segundo e já foi lançado pela editora Literata, em outubro; na Bienal de São Paulo, será lançado o terceiro livro da série, Beltane. Leitura mais que recomendada!

Fê :*

site: http://fernandabizerra.blogspot.com.br/
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Thaís Santos 23/01/2014

Um jornada de mulheres fortes...
Até onde o amor pode nos levar? E será que ele é capaz de ultrapassar até mesmo aquilo em que acreditamos? Em Paganus, Simone Marques nos leva por uma história onde mulheres fortes desafiam a tudo e a todos, quebrando as regras de uma sociedade em busca do seu destino...

Diogo e Douglas são irmãos gêmeos que, em meados do ano de 1673, perdem a mãe ainda pequenos. Seu pai, Dom Couto, desolado com o acontecido, passa a acatar as ordens da Igreja e perseguir as bruxas. Como costume daquela época, a punição para aqueles que não se entregam às ordens "celestiais", é o enforcamento. Mas Dom Couto vai mais longe, queimando vilas inteiras de pagãos.

É numa dessas perseguições que Diego acaba conhecendo Gleide, a parteira responsável pela vila e mestre no preparo de infusões. Ele se compadece de sua filha Adele, uma jovem de cabelos de fogo e lindos olhos cristalinos, que está grávida de seu primeiro filho. Por possuir um coração cheio de compaixão, Gleide acredita que Diogo seja o enviado da deusa Dana. E é nesse momento que ele decide seguir com elas sua jornada.

Como esperado, Diogo passa a admirar a beleza e fragilidade de Adele. Mas Gleide quer manter a filha no caminho que a Grande Mãe lhe preparou. Sua esperança é a neta, Daniele, que deve crescer seguindo as tradições pagãs.

Paganus é um livro bem escrito e atual, apesar de se passar num tempo remoto. Diogo é um personagem que é impossível não amar. Sua humanidade, suas dúvidas e crenças o tornam tão real ao leitor, que ele acaba tomando o lugar principal em toda a narrativa. A capa e a edição interna também merecem destaque, pois estão impecáveis!
Apesar disso, o livro - pra mim - tomou um rumo mais histórico e imparcial em algumas partes, evidenciando somente as tradições pagãs e deixando um pouco de lado a evolução da igreja e do próprio Diogo no processo.
Algumas coisas ficam em aberto, mas a autora já avisou que será uma saga (com 6 volumes, sendo dois passados nos dias de hoje), então veremos o rumo que vai tomar!

Leia mais em:

site: http://www.missthay.com
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Drica Bitarello 11/05/2018

Uma saga envolvente!
Fazia muito tempo que eu queria ler este livro. A Simone é uma escritora nacional que está na estrada já há alguns anos, assim como eu. E ela tem algo que me atrai em suas histórias: o mergulho no universo do paganismo celta!
A história começa na Lisboa de 1160, onde uma tragedia familiar acaba moldando o caráter e o futuro dos gêmeos Douglas e Diogo. Anos depois, em 1673, numa aldeia do interior, os reflexos desta tragédia alcançam a vida da jovem pagã Adele e de sua mãe, Gleide. As duas se tornam alvo da perseguição religiosa do então Dom Mario Couto e de seus filhos. No entanto, o destino traçado pela Deusa para Adele é tortuoso e um dos filhos do maior inimigo de sua gente se torna seu maior protetor. Este romance é apenas o ponto de partida para uma saga familiar que conta trinta anos da vida de três mulheres fortes, cada uma a sua maneira: Gleide, Adele e Daniele.
Repleto de reviravoltas e desfechos surpreendentes, o livro está longe de ser monótono. Exceto por uma pequena parte, já perto do final, onde o ritmo fica um pouco mais lento e descritivo, a história prende a atenção e te obriga a devorar uma página como fazer um blog atrás da outra.
Das três personagens centrais da trama, a que mais me conquistou foi Adele que, sem abrir mão de suas convicções pessoais, soube equilibrar sua essência pagã com a realidade de mulher de sua época. Gleide teve minha simpatia no inicio da trama mas, com o desenrolar da história, foi se tornando antipática em sua desmedida ânsia em conservar suas tradições, a ponto de quase por sua família em risco. Sua ponderação inicial, sua coragem e lucidez foram dando lugar a uma intransigência e a uma amargura que não consegui entender. Já Daniele, embora seja parte muito importante da trama e o elo de ligação com o segundo livro (Yesss, Simone nos presenteou com um livro dois! Viva!), acabou ficando meio como uma folha levada pelo vento, ora conduzida pela avó Gleide, ora pendendo para a mãe, Adele. Talvez seja essa impressão mesmo que a autora quis passar, já que Daniele é predestinada a cumprir uma missão que nem mesmo ela sabe qual é. É dela, acima de todos os outros personagens, o maior salto de fé.
Gostei muito do livro. Bem escrito, sem descrições longas e cansativas, com diálogos bem construídos e narrativa consistente. Superou todas as expectativas que eu tinha com os livros da Simone. Recomendo!

site: http://catalivrosromances2.blogspot.com.br/2018/05/nacionais-2018-7-paganus-simone-o.html
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