O Caso dos Exploradores de Cavernas

O Caso dos Exploradores de Cavernas Lon L. Fuller




Resenhas - O Caso dos Exploradores de Cavernas


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Qlucas 24/09/2017

Leitura obrigatória para os compreensões iniciais da justiça humana
Grande mérito do livro é através dos votos dos brilhantes juízes percorrer todos o percurso histórico da historia do Direito, do Jusnaturalismo ao Positivismo, demonstrando seus lados pós e contra. Mostra também que cada juiz (nos próprios) tem sua bagagem histórica, cultural e politica e como isso afeta nossa visão sobre determinado assunto/caso/coisa. Demonstra o quão limitada/perigosa pode ser um visão rigorosa ou exagerada sobre determinado assunto. Muito bom! Alias, meu voto: Inocentes, cometeram fato tipico, mas não ilícito, tendo em vista o Estado de Necessidade na qual se encontravam, modo no qual realizaram o sacrifício por meio de sorteio. Muitos dizem que o Estado falhou, discordo dessa opinião, pois o Estado disponibilizou e sacrificou outros cidadãos para recuperar os infortunados, porém a impossibilidade fática impediu o sucesso da missão. Além do mais, o sorteio que foi realizado demonstra a civilidade (que apenas pode ser adquirida no meio social) demonstrando a presença do Estado (ou da anterior vivencia deles) neles próprio, ou dentro da caverna. Lembremos! A Justiça apenas se realiza acompanhada de um senso justo de justiça.
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nathiilou 12/07/2017

Um livro instigante que nos faz apelar para o bom senso, para a legislação e principalmente nos leva a pensar qual seria nossa decisão caso tivéssemos o poder de escolha no caso.
Um livro muito antigo, mas que abre a mente dos novos exploradores do Direito.
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Larissa Gomes 20/04/2017

Você vai quer ler esse livro.
Acho que todo mundo deveria ter a oportunidade de ler esse livro. A ideia do autor é mostrar que a Lei pode ser usada/interpretada segundo o que cada um quer defender através dela. O autor faz você refletir como a opinião pública pode afetar um caso, e como existem tantas formas de interpretar uma situação que dificilmente você poderá dizer que tem certeza ao escolher um lado. Ele mostra como as vezes os juízes vão contra o que acham certo ou contra o que a lei diz. Ou pior, ele também mostra aqueles que se afastam para não se "queimar" na confusão. O livro é perfeito.
"Não há texto de lei que não deixe campo à interpretação. A lei é morta. O magistrado vivo. É uma grande vantagem que ele tem sobre ela." - Anatole France
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Rodrigo.Ramos 28/12/2016

O Caso dos Exploradores de Cavernas FULLER, Lon Luvois.
A obra fictícia narra um fato que teria ocorrido por volta do ano de 4299, onde cinco membros de uma sociedade espeleológica, uma organização amadora de exploração de cavernas, acabam sendo soterrados e ficam presos após um deslizamento, para sobreviverem tiram a sorte por meio de um dado onde o perdedor é morto e serve-se de alimento para os demais colegas. Após serem resgatados os quatros sobreviventes são levados ao tribunal e respondem por homicídio por uma lei que está em vigor, ao qual diz: " Aquele que intencionalmente prive a vida de outrem, será punido com a morte". Após o julgamento são condenados e estes recorrem da decisão dos jurados a Suprema Corte, e esta apresenta seus pareceres sendo o resultado final um empate, dois juízes votam pela absolvição, dois pela condenação e um se abstém do voto, ao qual prevalece a pena de morte pela forca.

O Direito não tem existência em si próprio. Ele existe na sociedade. A sua causa material está nas relações de vida. A sociedade, ao mesmo tempo, é fonte criadora e área de atuação do Direito, seu foco de convergência. Existindo em função da sociedade.
Alguns questionamentos são relevantes no Caso dos Exploradores de Caverna, estando eles em uma sociedade paralela, e criando suas próprias leis, estariam eles infligindo algum Direito diferente à realidade em que eles se encontravam, ao qual a lei maior seria preservar a própria vida? Segundo o Juiz Foster as leis estabelecidas na caverna estavam de acordo com o princípio de Direito Natural, onde o homem segue o princípio natural das coisas, não havia alternativa, se não seguir em frente tentando preservar a vida de acordo com as possibilidades a que dispunham.
Ressalta-se ainda, que existia um forte clamor popular pela reforma da sentença, uma vez que o Estado ceifou a vida de outras dez pessoas na intenção de resgatar o grupo que estava na caverna, ou seja, quem será condenado por estas mortes? É justo a morte de dez pessoas para salvar a vida quatro? Porque então condenar estes quatro em razão da morte de um?
O problema é que a diferença entre o primeiro contato feito por Whetmore com os médicos da equipe de resgate até a consulta sobre o assassinato havia se passado oito horas, o que demonstrava a existência de premeditação do crime.
Outra linha de raciocínio bastante interessante adotada por Tatting foi a demonstração de casos anteriores, a exemplo do episódio em que um homem foi condenado por roubar um filete de pão, ainda que apresentasse a justificativa de que estava com fome. Ora, se uma pessoa havia sido condenada por roubar um pão para se alimentar, porque deveria ser perdoado o assassinato com o mesmo propósito? Ao meu ver, uma certa quantidade de anos de prisão seria a pena mais adequada.
Porém, estamos a julgar uma lei que já existe e que é muito clara sobre o fato: quem comete assassinato deve ser condenado a pena de morte. A meu ver, Whetmore não apresentava risco á vida de seus colegas, oque exclui a tese de legítima defesa.
Do ponto de vista moral, compreendo a decisão tomada pelos exploradores de garantir a prorrogação de suas vidas o suficiente para que o socorro pudesse chegar. Também é importante levar em consideração que as informações passadas aos réus era de que o socorro demoraria mais dez dias, muito após os seus recursos se esgotarem.
O problema é, que se a decisão fosse de absolver os réus pelo fato de o assassinato ter sido cometido por necessidade de se alimentar, todos os pobres do país poderiam utilizar a mesma justificativa para roubar e até mesmo matar. O que não se pode entender é que um julgamento pessoal de valor deve estar acima dessas leis, esse pensamento pode, sem sombra de dúvidas, nos levar à uma barbárie moderna. Além do exposto, os bens jurídicos em conflito são a vida de cada um dos exploradores, não sendo aceitável exigir que um deles sacrificasse a vida para resguardar a dos outros.

O caso dos exploradores de cavernas é indicado a estudantes do curso de direito principalmente aos iniciantes, o livro é escrito em uma linguagem de fácil compreensão, é uma obra formulada no intuito de discutir acerca dos princípios do direito, é um convite ao debate jurídico-filosófico que traz uma reflexão ao estudante acerca dos conflitos e decisões que percorrem o mundo jurídico. A obra mostra, através de um caso concreto, apesar de fictício, a contraposição de valores positivos e naturais. O caso relatado traz para o centro das discussões um debate de fundo ético e moral.
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Hildeberto 20/12/2016

"O Caso dos Exploradores de Cavernas" é uma caso fictício escrito por Lon L. Fuller que visa mostrar como diferentes teorias e perspectivas podem ser utilizadas para embasar as decisões jurídicas. É uma leitura rápida, bastante indicada para conhecer de forma lúdicas um debate tradicional das ciências jurídicas.
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Math 23/11/2016

Sensacional!
Um livro rápido, gostoso de ler, cativante e que coloca o leitor em uma situação de "angústia", principalmente pela sentença que lhe é proferida.
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Maduh Dantas 07/09/2016

O Caso dos Exploradores de Cavernas - Lon L. Fuller
Resumo: Este estudo apresenta o gênero textual artigo de opinião como uma forma
eficiente de análise do voto do juiz Foster. Inicialmente, abordam-se conceitos sobre
o voto; em seguida, ilustrarei possíveis pontos que ajudaram na decisão do mesmo.


PALAVRAS-CHAVE: Exploradores de Caverna, Decisão Judicial, Artigo de Opinião


INTRODUÇÃO

O Caso dos Exploradores de Caverna é sem duvida, uma das mais didáticas
formas de se introduzir aos estudantes de direito as preocupações daquela que é a
mais importante das ciências sociais. A obra que irei analisar trata de um modo
geral, dessa problemática, abordando uma das maiores temáticas estudada na
disciplina que é o embate entre o direito natural e o positivismo, o principio da
dignidade humana e a eficácia no cumprimento das leis, onde se pode analisar o a
lei ao pé da letra ou interpretá-la de acordo com a realidade social. Todas essas
questões são abordadas no livro do Professor de Harvard Lon L. Fuller, que tem por pano de fundo o julgamento de quatro aventureiros sobreviventes de um acidente
que os reteve durante quase quarenta dias em uma caverna que os obrigou a matar
um outro companheiro que com eles se encontrava no aprisionamento, o que fez
com que pudessem escapar desse horrível incidente. Inicialmente o Presidente
Truepenny, com mais cinco juízes a participar das decisões do caso, a saber,
(Foster / Tatting / Keen / Handy) explana sobre quem são os réus e sua organização
amadorística na exploração de cavernas, fato ocorrido em maio do ano de 4299.

Artigo de Opinião

?Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (...)Art. 5º CFF-1988?
Segundo a análise da decisão do Juiz Foster foi verificado o princípio da
isonomia, onde de acordo com tal princípio, os méritos iguais devem ser tratados de
modo igual, e as situações desiguais, desigualmente, já que não deve haver
distinção de classe, grau ou poder econômico entre os homens. Não devendo a lei
acima de tudo ser cumprida, mas sendo verificados os pontos primordiais que
cercam os fatos.
Foi analisado por ele o ocorrido desde o desmoronamento ao homicídio, que
foi gerado por uma situação mais extrema que o destino dos desafortunados
exploradores, onde o mesmo explana que se o tribunal declará-los culpados perante
a lei, a própria lei será condenada pelo senso comum. Tendo em vista dois pontos
principais, a saber, o direito positivo, onde pressupõe a possibilidade de coexistência
dos homens em sociedade, o mesmo verifica ser inaplicável ao caso, quando não
havendo essa possibilidade entra em ação o direito natural onde se faz saber que as
leis que o regem cessam de existir.
?O direito não será letra morta e realisar-se-á no primeiro caso se as
autoridades e os funcionários do Estado cumprirem com o seu dever, no segundo,
se os indivíduos fizerem valer os seus direitos.? (A Luta pelo direito - pág. 39)
Interessante também notar que o juiz escolhido para análise do caso não foi
em vão, nesse sentido o termo em inglês Foster que é designado como sobrenome
do primeiro dos julgadores que possui uma visão mais elástica onde o mesmo
defende inclusive a existência de possibilidades de sobrevivência de estado de
natureza em nossa atual sociedade significa criatividade. Ele defende que embora se saiba que realmente os quatro homens foram os responsáveis diretos pela morte do quinto ? que foi quem teve a idéia do assassinato de um deles, por sorteio para a manutenção do restante, não seria justo condená-los sabendo-se do horror por que passaram e da situação que os levou a cometer esse ?crime? com semelhante para
não serem também mortos pela fome, e que se o fato houvesse ocorrido a uma
milha dos limites territoriais, ninguém pretenderia que a lei lhes fosse aplicada.
Concluindo, portanto, que no momento em que a vítima foi morta pelos
acusados, eles não se encontravam em um estado de sociedade civil, mas em um
estado natural, onde as leis não devem ser aplicadas de forma concisa, e sim uma
que verifique e justifique aplicação em sua condição apropriada e que segundo esse
os principio não são culpados de qualquer crime.


Por Maria do Carmo Dantas Gomes
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Felipe 25/06/2016

Clássico da literatura jurídica.
O caso dos Exploradores de caverna é um livro de leitura "obrigatória" para os que ingressam na carreira jurídica ou até mesmo para os amantes dessa área, e, também para aquelas pessoas que queiram entender um pouco mais dos dilemas, debates, lei escrita contra princípios, enfim..

O livro conta a história de um caso fictício onde o Direito positivo (lei escrita), vai de encontro a princípios defendidos pela natureza humana, como o bem mais precioso que temos, a vida. Um grupo de exploradores indiciados por homicido e condenados a morte tem suas vidas na mão de 5 juízes, que debatem se eles merecem morrer porque a lei manda, ou devem viver em nome de princípios inerentes a vida.

Leitura esplendida, recomendo!
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vitor.bento.52 05/05/2016

Reflexivo!!!
Livro utilizado para aguçar a curiosidades e introduzir um pensamento critico sobre o Direito para estudantes no inicio de suas formaçoes.
Apesar disso ,eu como um estudante de engenharia,achei um livro super util e interessante para qualquer cidadão .Ele apresenta uma leitura super leve e rapida.
O livro em si apresenta um caso contraditorio e com apelo emocional,onde é feito um acompanhamento deste julgamento .No decorrer do livro é apresentado diversas opnioes de juizes de uma corte suprema,sendo divergentes entre si ou concordantes porem por razões diferentes.

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We're All Mad Here 30/09/2015

Interessante a todos!
Achei um livro interessante e o recomendo a Todo Cidadão, inclusive àqueles que não são da área do direito.

A obra discorre sobre o funcionamento, as atribuições e as relações do poder judiciário e constitui uma ótima introdução ao assunto.

Os cidadãos não podem deixar essas questões básicas nas mãos apenas dos supostos especialistas do direito!!!
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Amanda Campanha 28/09/2015

O Caso dos Exploradores de Cavernas
O livro “O Caso dos Exploradores de Cavernas”, de Lon L. Fuller, se passa no ano de 4300 e começa explicitando o fato de algumas pessoas terem sido processadas e condenadas à morte pela forca e diz que esses acusados recorreram da decisão. A partir daí o que vemos são os votos dos juízes Truepenny (presidente do tribunal), Foster, Tatting, Kenn e Handy. Pelo o que o livro deixa a entender, esses juízes americanos correspondem aos nossos Ministros.

O motivo do processo e da condenação somente fica claro no voto do Presidente Truepenny...
Para ler mais acesse Sempre às Quatro!

site: http://sempreasquatro.blogspot.com.br/2015/09/o-caso-dos-exploradores-de-cavernas.html
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Kauê 25/01/2015

Reflexão acerca do Direito e da prática jurídica.
Só ao ler este livro pela 2ª vez, nesta linda edição disponibilizada em um box, no qual estão presentes também dois outros clássicos do Direito, que são " A luta pelo Direito" e " Dos delitos e das penas" foi que resolvi saborear essa grande obra que apesar de ser já um tanto lida e relida ao longo das gerações de estudantes de Direito, não perde o seu brilho. Talvez pelo fato de exprimir a realidade prática da atividade judicial. Observar como cada um dos juízes da Suprema Corte de Newgarth fundamenta sua decisão e no final parecer que todos estão certos segundo seus princípios é algo muito interessante. Se torna até clichê dizer que todos os estudantes de Direito deveriam lê-lo.O livro revela um debate de certa forma político, jurídico e filosófico, discutindo algumas questões de grande interesse principalmente para a Teoria do Direito, Hermenêutica e Direito Penal, mas de uma forma nada enfadonha ou complexa demais, pelo contrário, é uma leitura instigante e polêmica na qual você deve tomar uma posição e ver se até o fim do livro se mantém nela ou cede diante das pronunciações dos juízes. Enfim, é um livro que mostrará que a forma de enxergar o Direito é o que realmente determina as decisões judiciais, principalmente em casos inéditos como na obra em questão. Boa Leitura!!
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gust 19/01/2015

Para quem ama e para quem não ama o mundo do direito
Realmente um livro fantástico que faz com que você entre em conflito sobre o destino dos exploradores.O que deve se seguir? as leis a risca, ou a vontade pública? o que foi verdade e o que não foi na história contada pelos exploradores?Tudo isso leva o leitor a refletir sobre como agiria nas decisões, já que o livro lhe fornece diferentes modos de ver a mesma situação.

O livro também(nesse caso em particular para mim) me fez refletir sobre qual é a verdadeira função da Lei em uma sociedade, será a de prevenir crimes ou de apenas puni-los quando acontecerem?Em razão de tudo isso que indico esse livro com toda a certeza, pois mesmo esse livro sendo voltado para as pessoas que estudam o direito, esse livro serve para todos que se interessam nas leis que regem uma sociedade.
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